quarta-feira, 28 de março de 2018

Via Sacra com o Beato Tito Brandsma


I: Jesus é condenado a morte

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C -Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado. (Mc 15, 15).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - “Há uma oposição radical entre Deus e o mundo; e esta contradição se manifesta também na vida religiosa e nos conventos. Quem ama a justiça, há de preparar-se para viver perseguido e desprezado”

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

II: Jesus toma a Cruz

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C -Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. (Jo 19, 17).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L -“Quem verdadeiramente ama Jesus, há de subir o Calvário”

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

III: Jesus cai pela primeira vez

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C -Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto. (Jo 12, 24).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - “A paixão nos torna, no princípio, indecisos, duvidosos, desviando-nos gradualmente de Deus, direcionando-nos às criaturas, ao prazer e às distrações. Deixa-nos fracos. A açucena se vai secando, as flores começam a inclinar-se e murcham. Vem a tempestade. Põe-se um apoio na planta para melhor sustentá-la. É a Cruz. É a mortificação contínua que nos deve manter fixos em Deus”.

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

IV: Jesus encontra a sua Mãe

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma. (Lc 2, 34-35).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - “Acorrer com Maria ao encontro de Jesus no caminho do Calvário e expressar-lhe nosso amor e nossa compaixão, nossa fidelidade e nosso afeto. Seguir com ela ao cimo do Gólgota”

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

V: O Cirineu ajuda a Jesus a levar a Cruz

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz. (Mc 15, 21).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - Jesus chorou uma vez sobre Jerusalém: oxalá vós pudésseis conhecer hoje o dom de Deus! Oxalá nós pudéssemos também conhecer hoje o grande valor que Deus pôs em nossos sofrimentos.

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

VI: Verônica enxuga o rosto de Jesus

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - O traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: Aquele a quem eu beijar é ele. Prendei-o e levai-o com cuidado. Assim que ele se aproximou de Jesus, disse: “Rabi”! - E o beijou. (Mc 14, 44-45).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L -“Devemos ter um grande respeito pela dor, porque nela há algo sagrado”

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

VII: Jesus cai pela segunda vez

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - Jesus, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres. (Mt 26, 39).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - Nada se consegue sem suor, sem uma dura luta. Em nossos melhores momentos não devemos chorar sobre nossas fraquezas ou mesmo sobre a dos outros, recordemos aqui, a intimidade e a profundidade das palavras: "suficiente é a minha graça". Em união comigo tudo podeis fazer.

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

VIII: Jesus consola as mulheres de Jerusalém

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - Uma grande multidão do povo o seguia. E mulheres batiam no peito, e choravam por ele. Jesus, porém, voltou-se e disse: «Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim! Chorem por vocês mesmas e por seus filhos! (Lc 23, 27-28)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - “Ó Jesus, deixa que eu chore por mim mesmo, pois não sou senão uma árvore seca que só serve para ser lançada ao fogo. Porém tu dás nova vida à árvore seca enxertando-a na árvore da cruz”.

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

IX: Jesus cai pela terceira vez

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve. (Mt 11, 28-30).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - “Minha fé, por teu amor, procura beber o cálice de amargura que antevejo. A Tua via dolorosa é o meu único caminho para Deus.

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

X: Jesus é despojado de suas vestes

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam. (Lc 23, 34).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - “Somos provados porque somos amados”

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

XI: Jesus é crucificado

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - Era a hora terceira quando o crucificaram. A inscrição que motivava a sua condenação dizia: O rei dos judeus. Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda. Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo! Desce da cruz! Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar! (Mc 15, 25-27. 29-30).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - “A dor é consequência do pecado e só mediante a cruz se recupera a união com Deus e a glória perdida.  A dor é, por isso mesmo, o caminho do Céu.  Na cruz está a salvação, na cruz e vitória.  Assim dispôs Deus, que, além do mais, quis tomar sobre si mesmo o sofrimento, para com ele, conquistar a glória da redenção. Por isso, como diz São Paulo, “os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada”, quando passar o tempo de sofrer e formos participantes desta mesma glória.”

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

XII: Jesus morre na Cruz

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - E à hora nona Jesus bradou em alta voz: “Elói, Elói, lammá sabactáni?”, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?  Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: Ele chama por Elias! Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. Jesus deu um grande brado e expirou.  (Mc 15, 33-34.37).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - “Ninguém pode aproximar-se de Deus sem morrer a si mesmo”

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

XIII: Jesus é descido da Cruz

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - À tardinha, um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus, foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco (Mt 27, 57-59).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - “Com Maria não hesitar em participar do desprezo de Jesus, presenciar com ela a condenação, a flagelação, a coroação de espinhos e a Via Crucis. Suportar tudo, quando a honra e a glória de Jesus o exigir”.

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

XIV: Jesus é sepultado

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

C - José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora. (Mt 27, 59-60).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

L - Quando não compreendemos Jesus, quando não compreendemos o sofrimento, devemos correr com São João ao lado de Maria, para chorar nossas amarguras e buscar nela refúgio”

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

29 de março


São Bertoldo
Primeiro Prior Geral


São Bertoldo nasceu em Limoges ou Solignac, França. Por volta de 1142 viajou para a Síria com seu primo Aimérico de Malafaida, nomeado patriarca de Antioquia. Os eremitas no Carmelo viviam agrupados ou independentes. Levavam os monges cada um sua vida autônoma e regime de vida próprio. Não havia leis jurídicas que os unissem. Na Idade Média essa vida independente foi desaparecendo e o modo de viver no Carmelo começou a ser regulado juridicamente, através de constituições canônicas. Entre 1153 e 1159, Bertoldo dirige-se para o Monte Carmelo. Aí, com o auxílio do Patriarca Aymerico de Malafaida, constrói uma pequena capela em honra da Virgem Maria, perto da gruta de Elias. Aos poucos, cresce o número de eremitas que se espalham por todo o Monte, vivendo separados uns dos outros em pequenas cavernas, procurando assim imitar Elias. S. Bertoldo reuniu num convento os eremitas espalhados pelas grutas do Monte Carmelo e os fez prometer obediência a um superior e assumirem uma regra (regra primitiva). Foi o primeiro geral latino da Ordem. Faleceu no Monte Carmelo, Palestina, em 1198. 

Omite-se esta Memória neste ano, por cair durante o Tríduo Pascal.

Quinta-feira Santa (Missa vespertina da Ceia do Senhor)


1ª Leitura (Ex 12,1-8.11-14): Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egito: «Este mês será para vós o princípio dos meses; fareis dele o primeiro mês do ano. Falai a toda a comunidade de Israel e dizei-lhe: No dia dez deste mês, procure cada qual um cordeiro por família, uma rês por cada casa. Se a família for pequena demais para comer um cordeiro, junte-se ao vizinho mais próximo, segundo o número de pessoas, tendo em conta o que cada um pode comer. Tomareis um animal sem defeito, macho e de um ano de idade. Podeis escolher um cordeiro ou um cabrito. Deveis conservá-lo até ao dia catorze desse mês. Então, toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao cair da tarde. Recolherão depois o seu sangue, que será espalhado nos dois umbrais e na padieira da porta das casas em que o comerem. E comerão a carne nessa mesma noite; comê-la-ão assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. Quando o comerdes, tereis os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Comereis a toda a pressa: é a Páscoa do Senhor. Nessa mesma noite, passarei pela terra do Egito e hei de ferir de morte, na terra do Egito, todos os primogênitos, desde os homens até aos animais. Assim exercerei a minha justiça contra os deuses do Egito, Eu, o Senhor. O sangue será para vós um sinal, nas casas em que estiverdes: ao ver o sangue, passarei adiante e não sereis atingidos pelo flagelo exterminador, quando Eu ferir a terra do Egito. Esse dia será para vós uma data memorável, que haveis de celebrar com uma festa em honra do Senhor. Festejá-lo-eis de geração em geração, como instituição perpétua».

Salmo Responsorial: 115
R. O cálice de bênção é comunhão do Sangue de Cristo.
Como agradecerei ao Senhor tudo quanto Ele me deu? Elevarei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor.

É preciosa aos olhos do Senhor a morte dos seus fiéis. Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva: quebrastes as minhas cadeias.

Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor, invocando, Senhor, o vosso nome. Cumprirei as minhas promessas ao Senhor, na presença de todo o povo.

2ª Leitura (1Cor 11,23-26): Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor: Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.

Evangelho (Jo 13,1-15): Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Foi durante a ceia. O diabo já tinha seduzido Judas Iscariotes para entregar Jesus. Sabendo que o Pai tinha posto tudo em suas mãos e que de junto de Deus saíra e para Deus voltava, Jesus levantou-se da ceia, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a à cintura. Derramou água numa bacia, pôs-se a lavar os pés dos discípulos e enxugava-os com a toalha que trazia à cintura. Chegou assim a Simão Pedro. Este disse: «Senhor, tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «Agora não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás». Pedro disse: «Tu não me lavarás os pés nunca!». Mas Jesus respondeu: «Se eu não te lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro disse: «Senhor, então lava-me não só os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu: «Quem tomou banho não precisa lavar senão os pés, pois está inteiramente limpo. Vós também estais limpos, mas não todos». Ele já sabia quem o iria entregar. Por isso disse: «Não estais todos limpos». Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e voltou ao seu lugar. Disse aos discípulos: «Entendeis o que eu vos fiz? Vós me chamais de Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque sou. Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais assim como eu fiz para vós».

«Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros»

Mons. Josep Àngel SAIZ i Meneses Bispo de Terrassa. (Barcelona, Espanha)

Hoje lembramos aquela primeira Quinta-feira Santa da história, na qual Jesus Cristo se reúne com os seus discípulos para celebrar a Páscoa. Então inaugurou a nova Páscoa da nova Aliança, na que se oferece em sacrifício pela salvação de todos.

Na Santa Ceia, ao mesmo tempo que a Eucaristia, Cristo institui o sacerdócio ministerial. Mediante este, poderá se perpetuar o sacramento da Eucaristia. O prefácio da Missa Crismal revela-nos o sentido: «Ele escolhe alguns para fazê-los participes de seu ministério santo; para que renovem o sacrifício da redenção, alimentem a teu povo com a tua Palavra e o reconfortem com os teus sacramentos».

E aquela mesma Quinta-feira, Jesus nos dá o mandamento do amor: «Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei» (Jo 13,34). Antes, o amor fundamentava-se na recompensa esperada em troca, ou no cumprimento de uma norma imposta. Agora, o amor cristão fundamenta-se em Cristo. Ele nos ama até dar a vida: essa tem que ser a medida do amor do discípulo, e esse tem que ser o sinal, a característica do reconhecimento cristão.

Mas, o homem não tem a capacidade para amar assim. Não é simplesmente o fruto de um esforço, senão dom de Deus. Afortunadamente, Ele é amor e — ao mesmo tempo — fonte de amor que se nos dá no Pão Eucarístico.

Finalmente, hoje contemplamos o lavatório dos pés. Na atitude de servo, Jesus lava os pés dos Apóstolos, e lhes recomenda que o façam uns aos outros (cf. Jo 13,14).

Há algo mais que uma lição de humildade neste gesto do Mestre. É como uma antecipação, como um símbolo da Paixão, da humilhação total que sofrerá para salvar todos os homens.

O teólogo Romano Guardini diz que «a atitude do pequeno que se inclina ante o grande, ainda não é humildade. É, simplesmente, verdade. O grande que se humilha ante o pequeno, é o verdadeiro humilde». Por isto Jesus Cristo é autenticamente humilde. Ante este Cristo humilde, nossos moldes se quebram. Jesus Cristo inverte os valores humanos e convida-nos a segui-lo para construir um mundo novo e diferente desde o serviço.

Tanto os gestos e ações, como as palavras e os silêncios de Jesus são quase “sacramentos” de Cristo que realizam o que significam e demostram a seriedade e a sublimidade do momento.

Pe. Antonio Rivero, L.C.

Com a missa de hoje damos por concluída a Quaresma e iniciamos o Tríduo Pascal, que abarcará os três dias seguintes: Sexta-feira, Sábado e Domingo. Tradicionalmente na manhã desta Quinta-feira se celebrava a missa de reconciliação dos que durante a Quaresma tinham feito o caminho dos “penitentes”. A missa de hoje recorda a instituição da Eucaristia, a mandamento do amor fraterno e a instituição do ministério sacerdotal.

Em primeiro lugar, os gestos.
Primeiro gesto: Jesus se levanta da mesa, tira o manto, pega a toalha, se cinge, põe água num jarro e lava os pés dos discípulos. Todas as ações são sinal visível de um significado invisível, portador da graça divina aqui e agora para nós. Com esse primeiro gesto, Jesus estava entregando à sua Igreja o mandamento da caridade fraterna e do serviço eclesial; todos somos irmãos e com a mesma dignidade.
Segundo gesto da Quinta-feira Santa: o pão e o vinho que Ele consagra, convertendo-os no seu Corpo glorioso e no seu Sangue abençoado para a nossa transformação Nele e alimento para o caminho.
Terceiro gesto: impõe as mãos sobre os doze discípulos, fazendo-os seus sacerdotes, continuadores dos seus mistérios de salvação. E eles, a seu tempo, deverão continuar com essa corrente, prolongando o sacerdócio de Cristo por todos os cantos da terra, quem Deus chamou a tão sublime vocação.

Em segundo lugar, as palavras que realizam o que significam, pois são eficazes.
Primeira palavra: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado”, imperativo que podemos viver com graça de Cristo.
Segunda palavra: “Tomai e comei… Tomai e bebei”, imperativo que transformou em realidade o que tinha sido uma figura na Páscoa judaica; Cristo será o Cordeiro de Deus e em cada Eucaristia fazemos presentes a nova ceia pascal inaugurada por Cristo nessa Quinta-feira Santa, pois cada vez que se celebre este rito se recordará a morte do Senhor até o dia da sua vinda.
Terceira palavra: “Fazei isto em memória de mim”; palavra esta que a Igreja sempre meditou e na que fundamentou o sacramento da Ordem Sacerdotal, pelo que um homem de carne e osso é configurado com Cristo Cabeça e Pastor, quem com o seu ministério sacerdotal faz visível Cristo na comunidade.

Finalmente, os silêncios.
Quantos silêncios nesta noite santa da Quinta-feira! Silêncio da alma e da sua vontade para não gritar ao Pai diante da Paixão que se avizinhava e que seu Pai quis para nos redimir. Silêncio dos sentimentos que nesses momentos estavam convulsionados diante da traição de Judas, a resistência de Pedro, o abandono do resto dos apóstolos, a prisão e a agonia… Sentimentos para serem controlados, sublimados. Silêncio das suas paixões irascíveis, submetidas todas à força e ao bálsamo do amor. Silêncio dos olhos para ver todos com os olhos misericordiosos do Pai, sem ódio, sem reprimendas; só derramariam lágrimas e manifestavam um véu de tristeza. Silêncio da boca, para só pronunciar essas palavras sacramentais, e guardar as suas palavras de queixas, para crucificá-las na cruz na Sexta-Feira Santa. Silêncio dos pés para não ir procurar consolos humanos, mas se prostrar no chão em oração ao Pai.    

Para refletir: Agradeço todos os dias o dom da Eucaristia, do Sacerdócio e do Mandamento da caridade? Vivo a Eucaristia cada com mais fervor e me compromete a ser eu Eucaristia para os meus irmãos mediante o sacrifício da minha vida? Trato todos os homens e mulheres como irmãos em Cristo e os trato como trataria Cristo? Rezo todos os dias pelos sacerdotes e lhes agradeço pelo serviço insubstituível que realizam para o bem da minha alma?

Para rezar: Senhor, obrigado pelo dom da Eucaristia, que vos comamos e vos assimilemos com a alma limpa. Obrigado, pelo mandamento da caridade fraterna que cura os nossos egoísmos e ambições. Obrigado, por dar-nos sacerdotes segundo o vosso coração; guardai-os na fidelidade a Vós e a vossa Igreja.

terça-feira, 27 de março de 2018

Via Sacra com Santa Elisabete da Trindade


Oração preparatória

“Ó meu Cristo Crucificado, é te contemplando que eu compreendo toda a malicia do pecado. Oh! meu Bem-Amado, enquanto os verdugos perfuravam os teus pés e as tuas mãos, enquanto tu padecias mil torturas sobre a Cruz, tu vias minhas inúmeras faltas e todas as minhas infidelidades.  Oh! como elas te faziam sofrer! Mas, ó meu Bem-Amado, tu sabias também como um dia eu devia te amar, tu sabias que para retribuir-te amor com amor, para consolar-te, para conquistar-te almas, estaria disposta a dar-te mil vezes minha vida. Ó meu querido Crucificado, perdão por todos os sofrimentos que tenho causado ao teu divino Coração. Perdão. Olhai somente o meu amor, porque eu te amo tanto e desejo tanto te conquistar as almas!...(Diário Espiritual, 24 de janeiro de 1899).

1ª ESTAÇÃO: Jesus é condenado

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Pilatos lavou as mãos diante do povo: sou inocente do sangue deste homem… soltou Barrabás e mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. (Mt 27,24.26)

“Quando vier a hora da humilhação, do aniquilamento, a esposa lembrar-se-á destas palavras: “Mas Jesus se calava” (Mt 26,63). Também a alma se calará, “guardando toda a sua força no Senhor” (Sl 59,10), essa força que se “alcança no silêncio" (Is 30,15). Quando vier o abandono, o desamparo, a angústia que arrancaram a Cristo o grande grito: “Pai, por que me abandonaste"?” (Mt 27,46), a alma se lembrará desta oração do Mestre: “que eles tenham em si a plenitude da minha alegria” (Jo 17,23).  E bebendo até o fim “o cálice preparado pelo Pai” (Jo 18,11), ela saberá encontrar em seu amargor uma suavidade divina.  Enfim, depois de haver repetido muitas vezes: “Tenho sede” (Jo 19,28), sede de possuir-vos na glória do céu, ela exclamará: “Tudo está consumado; em vossas mãos entrego o meu espírito” (Jo 19,30 e Lc 23,46).  E o Pai virá buscá-la para “transportá-la para o seu Reino” (Cl 1,12-13), onde, na luz, ela verá a sua luz (Sl 36,10).” (Ultimo Retiro, 39)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

2ª ESTAÇÃO: Jesus carrega a cruz

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção do lugar chamado Calvário. (Jo 19,17).

“Que cada dia seja mais perfeita a semelhança com a imagem adorada. “Configuratus morti eius” (Fl 3,10). Este é, pois, o pensamento que me persegue e fortalece minha alma na dor. Oxalá visse a obra de destruição que percebo realizar-se em todo o meu ser... É o caminho do Calvário que se abriu diante de mim, e eu experimento uma felicidade indizível por poder caminhar nele como uma esposa junto ao divino Crucificado”.  (Carta 252)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

3ª ESTAÇÃO: Jesus cai pela primeira vez.

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre Ele, fomos curados graças a seus padecimentos. (Is 53,5)

 “A vida é uma sucessão de sofrimentos, e creio que os felizes neste mundo são os que escolheram a cruz por sua porção e herança, e isto por amor daquele de quem diz São Paulo: “Ele me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). Manifestemos-lhe nosso amor com todos os nossos atos, fazendo sempre o que lhe agrada, e Ele não nos deixará jamais sozinhas, mas permanecerá no centro de nossa alma, para ser Ele mesmo nossa felicidade.” (Carta 249).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

4ª ESTAÇÃO: Jesus encontra-se com sua Mãe.

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

 Simeão disse a Maria: este menino será causa de queda e de reergui- mento para muitos em Israel… E quanto a Ti, uma espada transpassara a tua alma! (Lc 2,34–35)

“'A Virgem conservava todas estas coisas em seu coração’ (Lc 2, 19 e 51). Toda a sua história pode ser sintetizada nestas breves palavras. A Virgem viveu sempre na intimidade de seu coração, com tanta profundidade que nenhum olhar humano pode compreendê-la... Como a dele, a sua oração foi sempre esta: ‘Eis-me aqui’ – Quem – ‘A escrava do Senhor’ (Lc 1,39), a última de suas criaturas.  Ela, sua Mãe! Foi tão verdadeira em sua humildade porque viveu sempre esquecida, ignorada de si e em absoluto desprendimento de sua pessoa... A espada atravessou unicamente seu coração (Lc 2,35), porque nela tudo se passa no íntimo...” (Último Retiro 40-41)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

5ª ESTAÇÃO: Jesus é ajudado por Simão Cirineu.

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus. (Mt 27,32)

“Quero a cruz, quero viver carregando-a para que seja minha única força e sustentáculo, meu tesouro, porque Jesus a escolheu para si. Agradeço-lhe por este sinal de predestinação. ‘Ó crux, ave, spes única’! Ó sim, sempre tu serás meu sustento, minha força, minha esperança. Cruz santa, tesouro supremo que Jesus reserva para os privilegiados do seu Coração. Eu quero viver contigo, morrer contigo a exemplo do meu amado Esposo. Sim, quero viver e morrer crucificada! Meu Amor, ‘ou padecer ou morrer’” (Diário Espiritual, 31.03.1900)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

6ª ESTAÇÃO: Verônica enxuga a face de Cristo.

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

 Não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia cativar-nos… Homem das dores, experimentado nos sofrimentos. (Is 53,3)

“Os eleitos que trazem a palma na mão (Ap 7,9) e estão banhados na grande luz (Is 9,2) de Deus, primeiro tiveram que “passar pela grande tribulação”, conhecer aquela dor cantada pelo salmista “imensa como o mar” (Lm 2,13). Antes de “contemplar, face a face, a glória do Senhor” (2 Cor 3,18), participaram dos aniquilamentos de seu Cristo. Antes de “serem transformados, de glória em glória, na imagem do ser divino” (2Cor, 3,18), foram configurados com a do Verbo encarnado, o Crucificado por amor.” (Último Retiro, 12).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

7ª ESTAÇÃO: Jesus cai pela segunda vez.

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Alguém eu sou que viu a miséria, sob a vara de sua ira. A mim ele levou e fez andar nas trevas, não na luz. Com pedras ele cercou os meus caminhos, revirou meus atalhos. (Lm 3,1-2)

“‘O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou’ (Jo 4,34). Cumprir a vontade divina deve ser também o alimento da esposa e, ao mesmo tempo espada de sua imolação. 'Pai, se possível, que se afaste de mim este cálice. Todavia, não se faça como eu quero, ó Pai, mas como vós quereis’ (Mt 26,39). Assim também a esposa caminha, tranquila e alegre, na companhia de seu Mestre, ao encontro de qualquer sacrifício, sentindo-se feliz de ter sido conhecida pelo Pai, que a crucifica com o seu Filho”. (Último Retiro, 38)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

8ª ESTAÇÃO: Jesus consola as filhas de Jerusalém

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Seguiam-no mulheres que batiam no peito e o lamentavam. Jesus disse: “Filhas de Jerusalém não choreis por mim, mas por vós mesmas e por vossos filhos”… (Lc 23,27)

“Ó meu Jesus, não posso ouvir dizer que vós sofreis, que vosso coração sangra ao ver todos esses homens se afastarem de vós... Isto me tortura. O que sofreis, vós, meu Amado, meu Esposo, minha Vida? Sim, vós chorais, vós pedis que eu vos console? Num ímpeto de bondade chegastes a me pedir a mim, pobre verme da terra, miserável criatura, que vos console. Como é possível, meu Jesus? É bonito demais, é por demais grato ao meu coração. Creio morrer de alegria ao pensar nisto.” (Diário Espiritual, 27.03.1899).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

9ª ESTAÇÃO: Jesus cai pela terceira vez.

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

 O que é fraco segundo o mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes. (1 Cor 1, 27).

“Ó Jesus, perdão pelas minhas ofensas; perdão pelas minhas cóleras de outrora, perdão pelo meu mau exemplo, meu orgulho e por todas as faltas que cometo com tanta frequência. Reconheço tudo isto, que não há criatura mais miserável do que eu, porque vós me destes tanto, e continuais cumulando-me com vossos dons. Ó Mestre, perdão! Como posso pedir misericórdia para os outros quando sou tão culpada? Como depois de tantas ofensas não vos afastastes de mim? Senhor Jesus, meu Esposo, minha Vida, perdão!” (Diário Espiritual, 9 de março de 1899)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

10ª ESTAÇÃO: Jesus é despojado de suas vestes.

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Repartiram suas vestes. Deitando sortes sobre elas, para ver o que tocaria a cada um. (Mc 15, 24).

“Ó bom Mestre, que provações me enviastes. Que espada traspassou meu coração. Nunca poderei consolar-me. Contudo, eu agradeço, eu vos bendigo, porque vossa mão serviu desta horrível prova para desapegar-me das coisas deste mundo e apegar-me somente a Vós, meu Amor, minha Vida, meu Esposo amado, pelo qual quero sofrer ou morrer!...” (Diário Espiritual, 13.03.1899).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

11ª ESTAÇÃO: Jesus é pregado na Cruz.

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Era hora terceira quando o crucificaram. (Mc 15, 25)

“Deixemos-nos crucificar com o nosso Bem-Amado. É tão bonito sofrer por ele. Mediante esse sofrimento, cresce em nós a sua semelhança! Desta maneira lhe retribuímos um pouco de amor, e não há coisa mais bela do que dar algo a quem se ama... Nós somos as pequenas vítimas do seu amor; entreguemo-nos, portanto, a ele!...” (Carta 42)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

12ª ESTAÇÃO: Jesus morre na Cruz

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

 Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu um forte grito: “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito”. E expirou. (Lc 23, 45).

“Ó meu Deus, que eu morra contigo! Que eu morra te levando no meu coração. Quando eu comparecer diante de ti, meu Jesus, meu Esposo Bem-Amado, que tu possas reconhecer tua esposa, aquela que por ti tudo deixou. Ah! Que tu não tenhas que te envergonhar de mim! Que eu não te veja com um rosto irado. Ah, não será assim, eu tenho confiança porque te amo tanto!... Então, ó meu Amado, eu te verei, eu te possuirei sem temor de te perder, inebriar-me-ei de teu amor... Que seja feita a tua vontade, pois só quero aquilo que tu queres. Tu sabes que te dei tudo e não tenho outro desejo senão a tua vontade. Todavia, se em algum momento tivesse que te ofender com um pecado mortal... leva-me imediatamente contigo, eu te suplico,... toma-me enquanto sou tua!” (Diário Espiritual, 25.01.1900)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

13ª ESTAÇÃO: Jesus é descido da cruz e colocado nos braços de sua Mãe.

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Depois de ter comprado um pano de linho, José de Arimeteia, tirou-o da cruz. (Mc 15, 46).

“Finalmente! As suas dores terminaram. Realizou-se a nossa salvação!... Como é bonito unir, identificar a nossa vontade com a dele! Agindo assim, sentimo-nos sempre felizes, sempre contentes. Lá no céu já não podemos mais sofrer por aqueles que amamos. Por isso, aproveitemos agora cada um dos nossos sofrimentos para consolar o nosso Bem-Amado. É tão lindo poder dar-lhe alguma coisa, em troca de tantas delicadezas com que nos cumula” (Carta 43).

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

14ª ESTAÇÃO: Jesus é sepultado

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

No lugar em que Ele foi crucificado, havia um jardim e no jardim, um sepulcro novo. Foi ali que depositaram Jesus. (Jo 19, 41–42).

“A bem-aventurança me fascina sempre mais. Meu Divino Mestre e eu só nos preocupamos com este assunto. Todo interesse dele consiste em preparar-me para a vida eterna... Da minha parte, zelo pela sua honra em mim e muito desejaria que o Pai reconhecesse em mim a imagem do Crucificado por amor, pois São Paulo, o meu querido santo, diz que Deus, em sua presciência, nos predestinou para esta semelhança e conformidade (Rm 8,29)”. (Carta 263)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.

15ª ESTAÇÃO: Jesus ressuscita!

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.

Por que buscais entre os mortos AQUELE que está VIVO? Não está aqui, mas RESSUSCITOU! (Lc 24,5)

“Aleluia!... não parece que este jubiloso aleluia só poderíamos cantá-lo dignamente nos céu? E que justamente nestes dias de festa mais sentimos o peso do exílio? Porém, acaso, podemos desejar alguma coisa que ele não queira? Por ventura não estamos prontas a permanecer no mundo enquanto ele quiser?” (Carta 43)

C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória

C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.