sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mês do Sagrado Coração de Jesus – Sábado depois do Domingo II depois do Pentecostes: O Coração Imaculado da Virgem Santa Maria

LECTIO DIVINA  
Evangelho (Lc 2,41-51): Todos os anos, os pais de Jesus iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando completou doze anos, eles foram para a festa, como de costume. Terminados os dias da festa, enquanto eles voltavam, Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais percebessem. Pensando que se encontrasse na caravana, caminharam um dia inteiro. Começaram então a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Mas, como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém, procurando-o. Depois de três dias, o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Todos aqueles que ouviam o menino ficavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Quando o viram, seus pais ficaram comovidos, e sua mãe lhe disse: «Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura! ». Ele respondeu: «Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu pai? ». Eles, porém, não compreenderam a palavra que ele lhes falou. Jesus desceu, então, com seus pais para Nazaré e era obediente a eles. Sua mãe guardava todas estas coisas no coração.

Comentário: Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells (Salt, Girona, Espanha)

Sua mãe guardava todas estas coisas no coração

Hoje celebramos a memória do Coração Imaculado de Maria. Um coração sem mancha, cheio de Deus, aberto totalmente a obedecer-lhe e escutar-lhe. O coração, em linguagem da Bíblia, refere-se ao mais profundo da pessoa, de onde emanam todos os seus pensamentos, palavras e obras. O que emana do coração de Maria? Fé, obediência, ternura, disponibilidade, espírito de serviço, fortaleza, humildade, simplicidade, agradecimento, e todo um rol infindável de virtudes.

Por quê? A resposta a encontramos nas palavras de Jesus: «Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração» (Mt 6,21). O tesouro de Maria é o seu Filho, e nele tem posto todo o seu coração; os pensamentos, palavras e obras de Maria têm como origem e como fim contemplar e agradar ao Senhor.

O Evangelho de hoje dá-nos uma boa mostra disso. Depois de narrarmos a cena do menino Jesus perdido e encontrado no templo, diz-nos que «sua mãe guardava todas estas coisas no coração» (Lc 2,51). São Gregório de Nisa comenta: «Deus deixa-se contemplar pelos que têm o coração purificado». Que guarde Maria no seu coração? Desde a Encarnação até a Ascensão de Jesus ao céu, passando pelas horas amargas do Calvário, são tantas e tantas recordações meditadas e aprofundadas: a alegria da visita do anjo Gabriel manifestando-lhe o desígnio de Deus para Ela, o primeiro beijo e o primeiro abraço a Jesus recém-nascido, os primeiros passos de seu Filho na terra, ver como ia crescendo em sabedoria e em graça, a sua “cumplicidade” nas bodas de Caná, os ensinamentos de Jesus na sua pregação, a dor do salvador da cruz, a esperança no triunfo da Ressurreição.

Peçamos a Deus ter o gozo de amá-lo cada dia de um modo mais perfeito, com todo o coração, como bons filhos da Virgem.

Conservar no coração ...

"Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem." (Lucas 2, 41-43).

Aos doze anos o jovem judeu já começa a assumir as suas responsabilidades legais e religiosas e Jesus, Maria e José, como bons judeus, cumprem fielmente a Lei. Mas Jesus vai mais além, e sem que os seus Pais o notassem ficou em Jerusalém ...
Sem que eu o note, aonde "fica" Jesus em minha vida?
E eu, "fico" na sua Sua?

"Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a pro­curá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura" (Lucas 2, 44-45)

Procuro Jesus entre os meus "parentes e conhecidos", a primeira Comunidade de Fé que me foi dada?
Procuro-O na Igreja, a Jerusalém celeste?

"Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas." (Lucas 2, 46).

"Três dias depois" ... um pré-anúncio da Ressurreição!
Procuro-O e encontro-O na Igreja/Templo, nos Sacramentos, na Bíblia e nos Irmãos?
Faço-Lhe perguntas na oração e encontro as Suas respostas na Sagrada Escritura (= Lectio)?

"Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas." (Lucas 2, 46)

Ouço Jesus?
Maravilho-me com as Suas respostas no concreto da minha vida?
Jesus não "inte-lege" quem sou?

"Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. (Lucas 2, 47-48)

Angustiar-se é procurar o sentido ... procuro o sentido da minha vida em Jesus ...
"Jesus respondeu: “Por que me procu­ráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” (Lucas 2, 49)
... o sentido que me conduz à casa do (meu) e Seu Pai?
Jesus
é filho carnal de Maria e por ela ligado à Humanidade,
é filho legal de José e por ele da estirpe de Davi
mas, pela primeira vez, assume ser o Filho Eterno do Eterno Pai e destinado à Eternidade!
Em Jesus, também eu não sou destinado à Eternidade?

"Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas." (Lucas 2, 50-51)

Na Fé, conservo em meu coração tudo aquilo que ainda não compreendo?
Na Esperança, obedeço ao Amor dado e recebido?
Na Caridade, "desço à minha Nazaré" e lá compartilho a minha vida?
Esse é o Imaculado Coração de Maria!
O coração daquela que pode cantar ...
"Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus;
ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça
e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas joias.
Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente,
assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações." (Isaías 61, 10-11)
"Conservo" Jesus me meu coração?
Senhor,
Teu coração é Sagrado,
o de Tua Mãe, Imaculado ...
para que o meu seja pacificado!
Que assim seja!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O Sagrado Coração é fonte inesgotável do amor de Deus para o mundo.

Textos: Dt 7, 6-11; 1 Jo 4, 7-16; Mt 11, 25-30
Pe. Antonio Rivero, L.C.

O culto ao Sagrado Coração de Jesus é a quinta-essência do cristianismo, já que, sendo em sua origem uma obra de amor, não pode ter maior harmonia com nenhuma outra devoção.

Em primeiro lugar, conheçamos um pouco a história desta solenidade. A devoção ao Coração de Jesus foi muito comum na Idade Média, principalmente no mosteiro beneditino de Helfta, no qual professaram santa Matilde e santa Gertrudes, muito conhecidas por seus escritos sobre o Coração de Jesus Cristo. O culto litúrgico ao Coração de Jesus foi promovido por são João Eudes (1601-1680). Seu bispo autorizou-o a celebrar a festa do Coração de Jesus no dia 31 de agosto nas casas da congregação por ele fundadas. As aparições à santa Margarita Maria de Alacoque em Paray-le-Monial (1647-1690) deram um grande impulso a esta devoção, junto com o seu diretor espiritual, o jesuíta são Claudio de la Colombiere. A festa foi aprovada primeiramente na Polônia e na Espanha, pelo Papa Clemente XIII em 1765. E somente em 1856 Pio IX estendeu a festa do Coração de Jesus a toda a Igreja. E em 1889 foi elevada a categoria litúrgica por Leão XIII. Trata-se de uma festa de reparação ao Amor que não é amado. Paulo VI a elevou a categoria de solenidade, e nos convida a aproximar-nos do Coração de Cristo e beber com alegria da fonte de salvação.

Em segundo lugar, esta solenidade nos convida a contemplar esse Coração de Jesus que tanto amou aos homens, e que está aberto desde a cruz para que nos aproximemos dele: para consolá-lo com pequenos gestos de amor e sacrifícios, porque não é de poucos que recebe ingratidão e desprezo; e depois, para imitá-lo nessas virtudes que resplandeceram nesse Coração humano e divino: humildade, mansidão, caridade e misericórdia.

Finalmente, nesse Coração de Jesus, como nos diz o evangelho, encontraremos descanso para os nossos sofrimentos, alivio para nossas dores, remédio para nossas doenças internas (“colesterol alto ou baixo”, “diabetes”), e alargamento de nossas costas para carregar o fardo de Cristo em nossas vidas. E se nosso coração não funciona e não ama, tenhamos confiança para pedir a Jesus um transplante de coração. Vamos a Ele e digamos: “Jesus, eis aqui o meu coração; dá-me o Teu”!

Para refletir:
1. O que me chama mais a atenção nesta solenidade?
2. Com o que me compromete esta festa?
3. Estou disposto a amar os meus irmãos?


Mês do Sagrado Coração de Jesus – Solenidade do Sagrado Coração.

LECTIO DIVINA  
Evangelho (Mt 11,25-30): Naquela ocasião, Jesus pronunciou estas palavras: «Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.  Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve».

Comentário: Rev. D. Antoni DEULOFEU i González (Barcelona, Espanha)

Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso

Hoje, quando nos encontremos cansados pelos afazeres de cada dia — porque todos temos cargas pesadas e às vezes difíceis de suportar— pensemos nas palavras de Jesus: «Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei» (Mt 11,28). Repousemos Nele, que é o único que nos pode descansar de tudo o que nos preocupa e, assim encontrar a paz e todo o amor que não sempre nos dá o mundo.

O descanso autenticamente humano necessita uma dose de “contemplação”. Se elevarmos os olhos ao céu e rogamos com o coração e, somos simples, com certeza encontraremos e veremos a Deus, porque ali está («Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos»: Mt 11,25). Mas não só está ali, encontraremos também no “suave jugo” das pequenas coisas de cada dia: vejamos no sorriso daquele menino pequeno cheio de inocência, no olhar agradecido daquele enfermo que visitamos, nos olhos daquele pobre que nos pede a nossa ajuda, nossa bondade…

Repousemos todo nosso ser, e confiemos plenamente a Deus que é nossa única salvação e salvação do mundo. Tal como o recomendava João Paulo II, para repousar verdadeiramente, é necessário dirigir «uma olhada cheia de gozosa complacência [ao trabalho bem feito]: una olhada “contemplativa”, que já não aspira as novas obras, e sim a gozar da beleza do que se realizou» na presença de Deus. A Ele, devemos dirigir uma ação de graças: tudo nos vem do Altíssimo e, sem Ele, nada poderíamos fazer.

Exatamente, um dos grandes perigos atuais é que «o nosso é um tempo de contínuo movimento, que frequentemente desemboca no ativismo, com o fácil risco do “fazer por fazer”. Devemos resistir esta tentação tentando “ser” antes que “fazer” (João Paulo II). No entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada. (cf. Lc 10,42): «Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.» (Mt 11,29).

Reflexão de Frei Carlos Mesters, OCarm.

* O contexto do Capítulo 11 de Mateus, no qual aparece o evangelho de hoje.
No Evangelho de hoje, Jesus acolhe os pequenos e manifesta o desejo de que os pobres encontrem descanso e paz. Por causa desta sua opção pelos pobres e excluídos, Jesus foi criticado e perseguido. Muita gente não foi capaz de entendê-lo. O próprio João Batista, que olhava Jesus com os olhos do passado, ficou na dúvida (Mt 11,1-15). O povo, que olhava para Jesus com finalidade interesseira, não soube como acolhê-lo (Mt 11,16-19). As grandes cidades ao redor do lago, que ouviram a pregação de Jesus e viram seus milagres, não quiseram aceitar a sua mensagem (Mt 11,20-24). Os sábios e doutores, que julgavam tudo a partir da sua própria ciência, não foram capazes de entendê-lo (Mt 11,25). Só os pequenos o entendiam e aceitavam a Boa Nova do Reino (Mt 11,25-30).

27 de junho - N. Sra do Perpétuo Socorro
* Mateus 11,25-26: O Evangelho revelado aos pequenos
Diante desta contradição que marcava a sua vida, Jesus fez esta prece: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequenos”.  Os sábios, os doutores, animados por uma ideia errada de Deus, tinham criado uma série de leis que eles impunham ao povo em nome de Deus. Mas a lei do amor, trazida por Jesus, dizia o contrário. O que importa, não é o que nós fazemos para Deus, mas sim o que Deus, no seu grande amor, faz por nós! O povo pobre, os pequenos, entendia esta mensagem de Jesus e ficava alegre. Os sábios achavam que Jesus estava errado. Eles não podiam entender tal ensinamento. E Jesus termina: Sim, Pai, assim foi do teu agrado!  É do agrado do Pai que os sábios e inteligente não entendam a mensagem. Se quiserem entende-lo, deverão fazer-se discípulos dos pequenos, dos pobres e excluídos.

* Mateus 11,27: O Filho conhece o Pai e o revela a quem ele quer
Jesus, como Filho, conhece o Pai. Ele sabe o que o Pai queria quando, séculos atrás, entregou a Lei a Moisés. Aquilo que o Pai nos tem a dizer, Ele o revelou a Jesus, e Jesus o revela aos pequenos, pois estes se abrem para a sua mensagem.

* Mateus 11,28-30: Vinde a mim vocês todos
Jesus convida a todos que estão cansados debaixo do peso das leis, das observâncias e dos impostos, e promete descanso. Ele diz: “Aprendam de mim que sou manso e humilde de coração”. Muitas vezes, esta frase foi manipulada para pedir ao povo submissão, mansidão e passividade. O que Jesus quer dizer é o contrário. Ele pede que o povo deixe de lado os professores de religião da época e comece a aprender dele, de Jesus, que é "manso e humilde de coração". Jesus não é como os escribas que se vangloriam de sua ciência, mas é como o povo que vive humilhado e explorado. Jesus, o novo mestre, sabe por experiência o que se passa no povo e o que o povo sofre. Jesus é o abrigo que o Pai oferece ao povo cansado!

* As comunidades da época de Mateus estavam numa travessia difícil e perigosa, saindo do mundo fechado das observâncias e dos sacrifícios para o mundo aberto do amor e da misericórdia. Também nós estamos numa travessia difícil para um novo tempo e uma nova maneira de sermos cristãos. O evangelho de hoje é um espelho do que se passa nas nossas comunidades. Nós também queremos que as nossas comunidades sejam um abrigo que o Pai oferece ao povo cansado e pobre. Para isto é importante que deixemos que o Pai tome conta de nossas vidas e que possamos dizer com Jesus: “Nós, filhos e filhas, conhecemos o Pai, e o Pai nos conhece!” Só assim poderemos ser uma presença contemplativa e profética no meio do povo pobre.

Para confronto pessoal
1) A ciência pode ajudar e pode impedir de reconhecer e acolher a mensagem de Jesus. O que mais predomina na minha vida?
2) Os pequenos entendem e aceitam a mensagem. Já aprendi deles algo que eu não sabia?

quarta-feira, 25 de junho de 2014

26 de junho

Maria Josefina de Jesus Crucificado
Virgem de nossa Ordem.


Josefina Caetana nasceu em Nápoles em 18 de fevereiro de 1894. Entrou na Comunidade Carmelita de Santa Maria de Ponti Rossi, da qual foi eleita priora, cargo mantido até a morte. Suportou as provações da doença e perseguição abandonando-se à vontade de Deus. Contagiava todos aqueles que se aproximavam dela por sua profunda espiritualidade, humildade e simplicidade, incutindo esperança e confiança em Deus e na Virgem Maria. Morreu em Nápoles no dia 14 de março de 1948.

Salmodia, Leitura, Responsório breve e Preces do Dia Corrente.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que quisestes conformar a Cristo crucificado a Beata Maria Josefina, virgem, como vítima pelos pecadores, concedei-nos, por sua intercessão e exemplo, abraçar sempre a nossa cruz e cumprir humildemente vossa vontade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

No mesmo dia 26
SÃO JOSEMARÍA ESCRIVÁ DE BALAGUER
Presbítero e Terceiro Carmelita
Fundador do Opus Dei


O Fundador do Opus Dei, S. Josemaría Escrivá, era terceiro carmelita desde 2 de outubro de 1932, no Sodalício da OTCD de Madri. «Duas coisas (além do Amor) me movem a fazer-me terciário carmelita: ‘obrigar’ mais a minha Mãe Imaculada, agora que me vejo mais fraco que nunca; e proporcionar sufrágios às ‘minhas boas amigas, as Almas benditas do Purgatório». Em fevereiro de 1933, escreveu aos membros do Opus Dei: «Quero que todos – eles e elas – levem o Santo Escapulário do Carmo. Pedi escapulários da Ssma. Virgem do Carmo: nós os enviaremos pelo correio. Não deixeis de levar sobre vosso peito esse sinal de filhos prediletos de Santa Maria».

Salmodia, Leitura, Responsório breve e Preces do Dia Corrente.
Oração
Senhor, nosso Deus, que, na Igreja, escolhestes São Josemaría, sacerdote, para anunciar a vocação universal à santidade e ao apostolado, concedei-nos, por sua intercessão e exemplo, que, através do trabalho quotidiano, nos identifiquemos com Cristo, vosso Filho, e sirvamos com amor ardente a obra da Redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Mês do Sagrado Coração de Jesus – Quinta-feira da 12ª semana do Tempo Comum

LECTIO DIVINA  
Evangelho (Mt 7,21-29): «Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?’ Então, eu lhes declararei: ‘Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade’. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem sensato, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não desabou, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e ela desabou, e grande foi a sua ruína!». Quando ele terminou estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas.

Comentário: Rev. D. Joan Pere PULIDO i Gutiérrez (Sant Feliu de Llobregat, Espanha)

Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor’!, entrará no Reino dos Céus

Hoje ficamos impressionados com a rotunda afirmação de Jesus: «Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus» (Mt 7,21). Pelo menos esta afirmação pede-nos responsabilidade perante a nossa condição de cristãos, ao mesmo tempo que sentimos a urgência de dar bom testemunho da fé.

Edificar a casa sobre rocha é uma imagem clara, que nos convida a valorizar o nosso compromisso de fé, que não se pode limitar apenas a belas palavras, mas que se deve fundamentar na autoridade das obras, impregnadas pela caridade. Um destes dias de Junho, a Igreja recorda a vida de S. Pelágio, mártir da castidade, no umbral da sua juventude. S. Bernardo ao recordar a vida de Pelágio, diz-nos no seu tratado sobre os costumes e mistérios dos bispos: «A castidade, por muito bela que seja, não tem valor nem mérito sem a caridade. Pureza sem amor é como lâmpada sem azeite; mas diz a sabedoria: Que formosa é a sabedoria com amor! Com aquele amor de que nos fala o Apostolo: o que procede de um coração limpo, de uma consciência reta e de uma fé sincera».

A palavra clara, com a firmeza da caridade, manifesta a autoridade de Jesus que desperta o assombro dos seus concidadãos: «As multidões ficaram admiradas com o seu ensinamento. De fato, ele ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas» (Mt 7,28-29). A nossa prece e contemplação de hoje, deve ir acompanhada por uma séria reflexão: como falo e atuo na minha vida de cristão? Como concretizo o meu testemunho? Como concretizo o mandamento do amor na minha vida pessoal, familiar, laboral, etc.? Não são as palavras nem as orações sem compromisso que contam, mas, o trabalho por viver segundo o Projeto de Deus. A nossa oração deveria expressar sempre o nosso desejo de obrar o bem e o nosso pedido de ajuda, uma vez que reconhecemos a nossa debilidade.

— Senhor, que a nossa oração esteja sempre acompanhada pela força da caridade.

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.


Beata Mª Josefina de Jesus Crucificado
* O Evangelho de hoje traz a parte final do Sermão da Montanha:
(1) não basta falar e cantar, é preciso viver e praticar (Mt 7,21-23).
(2) A comunidade construída em cima do fundamento da nova Lei do Sermão da Montanha ficará em pé na hora da tempestade (Mt 7,24-27).
(3) O resultado das palavras de Jesus nas pessoas é uma consciência mais crítica com relação aos líderes religiosos, os escribas (Mt 7,28-29).

* Este final do Sermão da Montanha desenvolve algumas oposições ou contradições que continuam atuais até nos dias de hoje:
(1) Há pessoas que falam continuamente de Deus, mas se esquecem de fazer a vontade de Deus; usam o nome de Jesus, mas não traduzem em vida sua relação com o Senhor (Mt 7,21).
(2) Há pessoas que vivem na ilusão de estarem trabalhando para o Senhor, mas no dia do encontro definitivo com Ele, descobrem, tragicamente, que nunca o conheceram (Mt 7,22-23).
As duas parábolas finais do Sermão da Montanha, da casa construída sobre a rocha (Mt 7,24-25) e da casa construída sobre a areia (Mt 7,26-27), ilustram estas contradições. Por meio delas Mateus denuncia e, ao mesmo tempo, tenta corrigir a separação entre fé e vida, entre falar e fazer, entre ensinar e praticar.

* Mateus 7,21: Não basta falar, é preciso praticar
O importante não é falar bonito sobre Deus ou saber explicar bem a Bíblia para os outros, mas é fazer a vontade do Pai e, assim, ser uma revelação do seu rosto e da sua presença no mundo. A mesma recomendação foi dada por Jesus àquela mulher que elogiou Maria, sua mãe. Jesus respondeu: “Felizes os que ouvem a Palavra e a põem em prática” (Lc 11,28).

* Mateus 7,22-23: Os dons devem estar a serviço do Reino, da comunidade.
Havia pessoas com dons extraordinários como, por exemplo, o dom da profecia, do exorcismo, das curas, mas elas usavam os dons para si mesmas, fora do contexto da comunidade. No julgamento, elas ouvirão uma sentença dura de Jesus: "Afastem-se de mim vocês que praticam a iniqüidade!". Iniqüidade é o oposto de justiça. É fazer com Jesus o que alguns doutores faziam com a lei: ensinavam mas não praticavam (Mt 23,3). Paulo dirá a mesma coisa com outras palavras e argumentos: “Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria”. (1Cor 13,2-3).

* Mateus 7,24-27: A parábola da casa na rocha.
Ouvir e praticar, esta é a conclusão final do Sermão da Montanha. Muita gente procurava sua segurança nos dons extraordinários ou nas observâncias. Mas a segurança verdadeira não vem do prestígio nem das observâncias, não vem de nada disso. Ela vem de Deus! Vem do amor de Deus que nos amou primeiro (1Jo 4,19). Seu amor por nós, manifestado em Jesus ultrapassa tudo (Rom 8,38-39). Deus se torna fonte de segurança, quando procuramos praticar a sua vontade. Aí, Ele será a rocha que nos sustenta na hora das dificuldades e das tempestades.

* Mateus 7,28-29: Ensinar com autoridade
O evangelista encerra o Sermão da Montanha dizendo que a multidão ficou admirada com o ensinamento de Jesus, porque "ele ensinava com autoridade, e não como os escribas". O resultado do ensino de Jesus é a consciência mais crítica do povo com relação às autoridades religiosas da época. Suas palavras simples e claras brotavam da sua experiência de Deus, da sua vida entregue ao Projeto do Pai. O povo estava admirado e aprovava os ensinamentos de Jesus.

S. Josemaria Escrivá, OTCD
* Comunidade: casa na rocha
No livro dos Salmos, frequentemente encontramos a expressão: “Deus é a minha rocha e a minha fortaleza... Meus Deus, rocha minha, meu refúgio, meu escudo, força que me salva...” (Sl 18,3). Ele é a defesa e a força de quem nele acredita e busca a justiça (Sl 18,21.24). As pessoas que confiam neste Deus, tornam-se, por sua vez, uma rocha para os outros. Assim, o profeta Isaías faz um convite ao povo que estava no cativeiro: "Vocês que estão à procura da justiça e que buscam a Deus! Olhem para a rocha da qual foram talhados, para a pedreira da qual foram extraídos. Olhem para Abraão, seu pai, e para Sara, sua mãe” (Is 51,1-2). O profeta pede para o povo não esquecer o passado. O povo deve lembrar como Abraão e Sara pela fé em Deus se tornaram rocha, começo do povo de Deus. Olhando para esta rocha, o povo devia criar coragem para lutar e sair do cativeiro. Do mesmo modo, Mateus exorta as comunidades para que tenham como alicerce a mesma rocha (Mt 7,24-25) e possam, dessa maneira, elas mesmas ser rocha para fortalecer os seus irmãos e irmãs na fé. Este é o sentido do nome que Jesus deu a Pedro: “Você é Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 16,18). Esta é a vocação das primeiras comunidades, chamadas a unir-se a Jesus, a pedra viva, para tornarem-se, também elas, pedras vivas pela escuta e pela prática da Palavra (Pd 2,4-10; 2,5; Ef 2,19-22).

Para um confronto pessoal
1) Como a nossa comunidade equilibra oração e ação, louvor e prática, falar e fazer, ensinar e praticar? O que deve melhorar na nossa comunidade, para que ela seja rocha, casa segura e acolhedora para todos?
2) Qual a rocha que sustenta a nossa Comunidade? Qual o ponto em que Jesus mais insiste?

terça-feira, 24 de junho de 2014

Mês do Sagrado Coração de Jesus – Quarta-feira da 12ª semana do Tempo Comum

LECTIO DIVINA  
Evangelho (Mt 7,15-20): «Cuidado com os falsos profetas: eles vêm até vós vestidos de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os conhecereis. Acaso se colhem uvas de espinheiros, ou figos de urtigas? Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis».

Comentário: + Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret (Vic, Barcelona, Espanha)

Pelos seus frutos os conhecereis

Hoje, apresenta-se perante o nosso olhar um novo contraste evangélico, entre as arvores boas e as más. As afirmações de Jesus a este respeito são tão simples que parecem quase simplistas. E é justo dizer-se que não o são em absoluto! Não o são como não o é a vida real de cada dia.

Esta ensina-nos que há bons que degeneram e acabam dando frutos maus e que, pelo contrário, há maus que acabam dando frutos bons. O que significa pois, em definitiva, que «toda árvore boa produz frutos bons (Mt 7,17) »? Significa que aquele que é bom o é na medida em que não desanima obrando bem. Obra bem e não se cansa. Obra o bem e não cede perante a tentação de obrar mal. Obra bem e persevera até ao heroísmo. Obra o bem e, se por acaso chega a ceder frente ao cansaço de atuar assim, de cair na tentação de obrar o mal, ou de assustar se perante a exigência inegociável, reconhece-o sinceramente, confessa-o de veras, arrepende-se de coração e… volta a começar.

Ah! E o faz, entre outras razões, porque sabe que se não dá bom fruto será cortado e deitado ao fogo (o santo temor a Deus guarda a vinha e as boas vides!), e porque, conhecendo a bondade dos outros através das boas obras, sabe, não apenas por experiência individual, mas também por experiência social, que ele só é bom e pode ser reconhecido como tal através dos feitos e não apenas das palavras.

Não basta dizer: «Senhor, Senhor! ». Como nos recorda Santiago, a fé acredita-se através das obras: «Mostra-me a tua fé sem as obras que eu pelas obras te farei ver a minha fé» (Tg 2,18).

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor
* Estamos chegando às recomendações finais do Sermão da Montanha. Comparando o evangelho de Mateus com o de Marcos percebe-se uma grande diferença na maneira de os dois apresentarem o ensinamento de Jesus. Mateus insiste mais no conteúdo do ensinamento e o organizou em cinco grande discursos, dos quais o Sermão da Montanha é o primeiro (Mt 5 a 7). Marcos, por mais de quinze vezes, diz que Jesus ensinava, mas raramente diz o que ele ensinava. Apesar destas diferenças, os dois concordam num ponto: Jesus ensinava muito. Ensinar era o que Jesus mais fazia (Mc 2,13; 4,1-2; 6,34). Era o costume dele (Mc 10,1). Mateus se interessava pelo conteúdo. Será que Marcos não se interessava pelo conteúdo? Depende do que entendemos por conteúdo! Ensinar não é só uma questão de comunicar verdades para o povo aprender de memória. O conteúdo não está só nas palavras, mas também nos gestos e no próprio jeito de Jesus se relacionar com as pessoas. O conteúdo nunca está desligado da pessoa que o comunica. Ela, a pessoa, é a raiz do conteúdo. A bondade e o amor que transparecem nas palavras e gestos de Jesus fazem parte do conteúdo. São o seu tempero. Conteúdo bom sem bondade é como leite derramado. Não convence e não à conversão.

* As recomendações finais e o resultado do Sermão da Montanha na consciência do povo ocupam o evangelho de hoje (Mt 7,15-20) e o de amanhã (Mt 7,21-29). (A seqüência dos evangelhos diários da semana nem sempre é a mesma dos próprios evangelhos.)
Mateus 7,13-14:    Escolher o caminho certo
Mateus 7,15-20:  O profeta se conhece pelos frutos
Mateus 7,21-23:  Não só falar, também praticar
Mateus 7,24-27:  Construir a casa na rocha
Mateus 7,28-29:  A nova consciência do povo

* Mateus 7,15-16ª : Cuidado com os falsos profetas
No tempo de Jesus, havia profetas de todo tipo, pessoas que anunciavam mensagens apocalípticas para envolver o povo nos vários movimentos daquela época: essênios, fariseus, zelotes e outros (cf. At 5,36-37). No tempo em que Mateus escreve também havia profetas que anunciavam mensagens diferentes da mensagem proclamada pelas comunidades. As cartas de Paulo mencionam estes movimentos e tendências (cf 1Cor 12,3; Gal 1,7-9; 2,11-14;6,12). Não deve ter sido fácil para as comunidades fazer o discernimento dos espíritos. Daí a importância das palavras de Jesus sobre os falsos profetas. A advertência de Jesus é muito forte: "Cuidado com os falsos profetas: eles vêm a vocês vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes”. A mesma imagem é usada quando Jesus envia os discípulos e as discípulas para a missão: “Mando vocês como cordeiros no meio de lobos” (Mt 10,16 e Lc 10,3). A oposição entre lobo voraz e manso cordeiro é irreconciliável, a não ser que o lobo se converta e perca a sua agressividade como sugere o profeta Isaías (Is 11,6; 65,25). O que importa aqui no nossos texto é o dom do discernimento. Não é fácil discernir os espíritos. Às vezes, acontece que interesses pessoais ou grupais levam as pessoas a proclamar como falsos aqueles profetas que anunciam a verdade que incomoda. Isto aconteceu com o próprio Jesus. Ele foi eliminado e morto como falso profeta pelas autoridades religiosas da época. De vez em quando, o mesmo aconteceu e continua acontecendo na nossa igreja.

* Mateus 7,16b-20 : A comparação da árvore e seus frutos
Para ajudar no discernimento dos espíritos, Jesus usa a comparação do fruto: “Vocês os conhecerão pelos frutos”. Um critério semelhante já tinha sido sugerido pelo livro do Deuteronômio (Dt 18,21-22). E Jesus acrescenta: “Uma árvore boa não pode dar frutos maus, e uma árvore má não pode dar bons frutos.  19Toda árvore que não der bons frutos, será cortada e jogada no fogo”. No evangelho de João, Jesus completa a comparação: “Todo ramo que não dá fruto em mim, o Pai o corta. Os ramos que dão fruto, ele os poda para que dêem mais fruto ainda.  O ramo que não fica unido à videira não pode dar fruto. Esses ramos são ajuntados, jogados no fogo e queimados." (Jo 15,2.4.6)

Para um confronto pessoal
1) Falsos profetas! Conhece algum caso em que uma pessoa boa e honesta que proclamava uma verdade incômoda foi condenada como falso profeta?
2) A julgar pelos frutos da árvore da sua vida pessoal, como você se define: falso ou verdadeiro?

segunda-feira, 23 de junho de 2014

24 de junho - Solenidade de São João Batista

BENEDICTUS – (Lc 1, 68-79)

Bendito, seja o Senhor Deus de Israel,
que a seu povo visitou e libertou;
e fez surgir um poderoso Salvador
na casa de Davi, seu servidor,
como falara pela boca de seus santos,
os profetas desde os tempos mais antigos,
para salvar-nos do poder dos inimigos
e da mão de todos quantos nos odeiam.        

Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
recordando a sua santa Aliança
e o juramento a Abraão, o nosso pai,
de conceder-nos que, libertos do inimigo,
a ele nós sirvamos sem temor em santidade
e justiça diante dele, enquanto pendurarem nossos dias.        

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando a frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,
anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;

pelo amor do coração de nosso Deus,
Sol nascente que nos veio visitar lá do alto
como luz resplandecente a iluminar
a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados
e no caminho da paz guiar nossos passos.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém!           

LADAINHA DE SÃO JOÃO BATISTA   
      
Senhor tende piedade de nós!       
Cristo tende piedade de nós!              
Senhor tende piedade de nós!

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do Mundo tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós.
Santa Maria Rainha dos Profetas,

São João Batista,
São João Batista Profeta do Altíssimo,
São João Batista cujo nascimento foi anunciado pelo anjo Gabriel,      
São João Batista que exultastes de alegria no seio de vossa mãe Isabel,   
São João Batista purificado pela presença de Jesus Cristo no seio de Maria,
São João Batista repleto do Espírito Santo desde o seio materno,
São João Batista que já nascestes sem o pecado original,   
São João Batista que a muitos alegrastes com o vosso nascimento,
São João Batista Precursor do Messias,        
São João Batista homem enviado por Deus,  
São João Batista voz no deserto,
São João Batista que viestes preparar os caminhos do Senhor,      
­São João Batista maior entre os nascidos de mulher,
São João Batista animado do espírito e poder de Elias,
­São João Batista que viestes converter os corações dos pais para os filhos,
São João Batista que viestes preparar para o Senhor um povo bem disposto,
São João Batista que converteis os rebeldes à prudência dos justos,
São João Batista que pregastes no Jordão um batismo de penitência,
São João Batista que viestes para dar testemunho da luz,
São João Batista que anunciastes o batismo no fogo e no Espírito Santo,
São João Batista arauto da Boa Nova,
São João Batista que viestes convidar os homens à conversão,    
São João Batista que apontastes aos homens o Cordeiro de Deus, 
São João Batista que batizastes Jesus no Rio Jordão,
São João Batistas que recebestes a revelação da divindade de Jesus,
São João Batista, que testemunhastes que Jesus era o Filho de Deus,
São João Batista que mandastes a Jesus os vossos discípulos,
São João Batista que quisestes diminuir para que o Cristo crescesse,
­São João Batista modelo de humildade,
São João Batista, denunciador da hipocrisia,
São João Batista, que lutastes corajosamente contra o pecado,
São João Batista, que derramando vosso sangue, destes testemunho de Jesus,     
São João Batista, tivestes a cabeça cortada no cárcere por falar aos grandes a verdade, 
São João Batista último e maior dos profetas,  
   
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai- nos, Senhor.        
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.        
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

ORAÇÃO -  Glorioso São João Batista, que fostes santificado no seio materno, ao ouvir vossa mãe a saudação de Maria Santíssima; por intercessão da Virgem e pelos infinitos merecimentos de seu divino Filho, de quem fostes precursor, anunciando-o como Mestre e apontando-o como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, alcançai-nos a graça de darmos também nós testemunho da verdade, se preciso for, até com o próprio sangue, como o fizestes vós. Abençoai todos os que vos invocam e fazei que em nós floresçam todas as virtudes que praticastes em vida, para que, verdadeiramente animados do vosso espírito, no estado em que Deus nos colocou, possamos um dia gozar convosco da bem-aventurança eterna. Amém.