quinta-feira, 24 de maio de 2018

25 de maio


Santa Maria Madalena de Pazzi
Virgem de nossa Ordem
Nasceu em Florença em 1566. Educada piedosamente e admitida nas monjas Carmelitas, levou uma vida escondida de oração e abnegação. Pedia incessantemente pela reforma da Igreja e dirigiu as suas irmãs no caminho da perfeição. Morreu no ano de 1607, enriquecida por Deus de graças extraordinárias.

INVITATÓRIO
R. Vinde, adoremos a Jesus, esposo das virgens, a quem Madalena muito amou. (Aleluia)

LAUDES
Hino
Tu, que já cantas o hino
que só as virgens entoam,
vê, do céu, tantos eleitos,
que o Carmelo, hoje, povoam.

Bens da terra, Madalena,
tiveste em conta de nada:
servir a Deus, só, quiseste,
como fiel desposada.

Por ser Cristo tua vida,
que imenso amor te prendeu!
Ele ungiu teu coração
e trocou-o pelo Seu.

Da mente a sublimes voos
pelo Espírito te alçaste;
de amor ardente, ferida,
alta mística ensinaste.

Simples e obediente,
teu coração ilibado
deixou no claustro e na Igreja
o seu rastro perfumado.

Glória a quem a ti, por mestra,
às almas quis apontar.
Que esse Deus Trino, prá sempre,
por ti possamos gozar.

Ant 1. Por vós suspiro como a terra sequiosa, para ver o vosso poder e a vossa glória (Aleluia!)

Salmos e cântico do domingo da I Semana.

Ant 2. Confesso livremente a Cristo, minha alma está sedenta de Cristo, desejo estar para sempre com Cristo. (Aleluia!).

Ant 3. Com o tímpano e com a dança, com a harpa e com a cítara, todo o ser vivo louve o Senhor (Aleluia!)

Leitura breve - FI 3,8ab. 10-11
Considero todas as coisas como prejuízo, comparando-as com o bem supremo que é conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Assim poderei conhecer Cristo, a força da sua Ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, configurando-me à sua morte na esperança da ressurreição.

Responsório breve
Se não for Tempo Pascal
R. Falou-me o coração; * Procurei a vossa face. R. Falou-me
V. A vossa face, Senhor, eu procuro. * Procurei. Glória ao
Pai. R. Falou-me

No Tempo Pascal
R. Falou-me o coração, procurei a vossa face.
* Aleluia, aleluia! R. Falou-me
V. A vossa face, Senhor, eu procuro. * Aleluia, aleluia!
Glória ao Pai. R. Falou-me

Cântico evangélico, ant. à escolha 1 ou 2
Ant1. Provai e vede como o Senhor é bom; feliz quem nele se refugia. (Aleluia).
ou
Ant2.  O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi concedido. (Aleluia).

Preces
Rejubilemos com Cristo, Esposo das Virgens; e Lhe supliquemos com fé:

R. Jesus, prêmio das Virgens, escutai-nos!

Cristo, amado pelas santas virgens como único Esposo,
- concedei-nos que nada nos separe do vosso amor. R.

Coroastes Maria, vossa Mãe, como Rainha das virgens;
- por sua intercessão concedei-nos que vos sirvamos sempre de coração puro. R.

A solicitude de vossas servas sempre se voltou de coração íntegro para Vós, a fim de serem santas de corpo e espírito;
- por intercessão delas dai que jamais a instável figura deste mundo nos afaste de Vós.  R.

Senhor Jesus, as virgens prudentes esperavam por Vós, seu Esposo;
- concedei-nos que Vos aguardemos vigilantes na esperança. R.

Por intercessão de Santa Maria Madalena de Pazzi, uma das virgens sábias e prudentes,
- concedei-nos sabedoria e uma vida sem mancha. R.

(intenções livres)

Pai nosso

Oração
Senhor, que amais a virgindade e cumulastes de dons celestes a virgem Santa Maria Madalena, abrasada no vosso amor, concedei-nos que, celebrando hoje a sua festa, imitemos o exemplo da sua pureza e caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

VÉSPERAS
Hino
Como corça sequiosa
desejavas noite e dia
aquela água misteriosa
da divina Eucaristia.

Nela o Filho te levava
ao Pai, que ali adoravas;
e o Amor te abrasava
o coração que Lhe davas.

Até que um dia mereceste
receber de sua mão,
em troca do que Lhe deste,
o seu próprio Coração.

Com a voz e com a vida
cantemos também contigo
à Trindade aqui escondida
em moídos grãos de trigo.

Ant 1. O meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo. (Aleluia!)

Salmos e cântico do Comum das Santas Virgens

Ant 2. Na casa da mãe do meu Senhor eu falava de paz e de pureza. (Aleluia!)

Ant 3. Redimidos pelo Sangue de Cristo e assinalados pelo Espírito Santo, vivamos para o louvor da glória do Pai. (Aleluia!)

Leitura breve - Ef 3,8-11
Eu que sou o último dos cristãos, recebi a graça de anunciar a insondável riqueza de Cristo e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido em Deus, Criador do universo. Assim se manifesta agora, através da Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, de acordo com os eternos desígnios que Deus executou em Cristo Jesus, Senhor Nosso.

Responsório breve
Fora do Tempo Pascal
R. O Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo
* nos conceda o conhecimento do amor de Cristo. R. O Pai.
V. E ficaremos saciados da plenitude de Deus. * Nos conceda.
Glória ao Pai. R. O Pai de Nosso Senhor.

No tempo pascal
R. O Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo nos conceda o
conhecimento do amor de Cristo * Aleluia, aleluia!
R. O Pai de Nosso Senhor.
V. E ficaremos saciados da plenitude de Deus. * Aleluia,
aleluia! Glória ao Pai. R. O Pai de Nosso Senhor.

Cântico Evangélico
Ant. Conduzir-te-ei ao deserto e falar-te-ei ao coração. Desposar-te-ei para sempre na misericórdia e no amor, e conhecerás o Senhor. Aleluia!

Preces
Roguemos ao Senhor que, por intercessão de Santa Maria Madalena, suscite em nós o espírito de caridade e nos faça mais diligentes e alegres no seu serviço. Digamos:

R. Dai-nos, Senhor, o vosso espírito de santidade e tornai-nos participantes do vosso imenso amor.

Cristo Salvador, assisti à Igreja, vossa Esposa, até o fim, e que o vosso Espírito, pelo amor e pela verdade, a conduza à unidade,
- para que todos os homens conheçam o Pai, fonte da vida plena. R.

Cristo Salvador, fazei que todos os sacerdotes, ministros do vosso Sangue, sejam verdadeiras testemunhas do Evangelho
- e derramai também o vosso amor e a vossa luz sobre todas as criaturas. R.

Cristo Salvador, fazei que toda a Família Carmelita enriquecida com os dons da Santíssima Trindade leve uma vida verdadeiramente fraterna
- e dê sempre na Igreja um eficaz testemunho evangélico para a vida do mundo. R.

Cristo Salvador, aumentai em todos os que participam na mesa do vosso amor a caridade para com todos os homens, que foram redimidos com o vosso Sangue,
- e uni-nos para sempre a Vós com o vínculo do vosso Espírito. R.

(intenções livres)

Cristo Salvador que, descendo à Região dos Mortos, abristes as suas portas,
- admiti no vosso Reino os nossos irmãos e irmãs defuntos, e associai-os à vossa eterna Bem-Aventurança. R.

Pai nosso ...

Oração
Senhor, que amais a virgindade e cumulastes de dons celestes a virgem Santa Maria Madalena, abrasada no vosso amor, concedei-nos que, celebrando hoje a sua festa, imitemos o exemplo da sua pureza e caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Sexta-feira da 7ª semana do Tempo Comum

Sta Mª Madalena de Pazzi
Virgem de nossa Ordem

1ª Leitura (Tg 5,9-12): Irmãos: Não vos queixeis uns dos outros, a fim de não serdes julgados. Eis que o Juiz está à porta. Irmãos, tomai como exemplos de sofrimento e de paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. Nós proclamamos felizes aqueles que foram perseverantes. Ouvistes falar da perseverança de Jó e sabeis qual o fim que o Senhor lhe concedeu, porque o Senhor é compassivo e misericordioso. Sobretudo, irmãos, não jureis nem pelo céu nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Seja «sim» o vosso sim e «não» o vosso não, para não vos expordes ao julgamento.

Salmo Responsorial: 102
R. O Senhor é clemente e cheio de compaixão.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor e todo o meu ser bendiga o seu nome santo. Bendiz, ó minha alma, o Senhor e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Ele perdoa todos os teus pecados e cura as tuas enfermidades. Salva da morte a tua vida e coroa-te de graça e misericórdia.

O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade. Não está sempre a repreender nem guarda ressentimento.

Como a distância da terra aos céus, assim é grande a sua misericórdia para os que O temem. Como o Oriente dista do Ocidente, assim Ele afasta de nós os nossos pecados.

Aleluia. A vossa palavra, Senhor, é a verdade: consagrai-nos na verdade. Aleluia.

Evangelho (Mc 10,1-12): Jesus se pôs a caminho e foi dali para a região da Judeia, pelo outro lado do rio Jordão. As multidões mais uma vez se ajuntaram ao seu redor, e ele, como de costume, as ensinava. Aproximaram-se então alguns fariseus e, para experimentá-lo, perguntaram se era permitido ao homem despedir sua mulher Jesus perguntou: «Qual é o preceito de Moisés a respeito?». Os fariseus responderam: «Moisés permitiu escrever um atestado de divórcio e despedi-la». Jesus então disse: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés escreveu este preceito. No entanto, desde o princípio da criação Deus os fez homem e mulher. E os dois formarão uma só carne; assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!».  Em casa, os discípulos fizeram mais perguntas sobre o assunto. Jesus respondeu: «Quem despede sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede seu marido e se casar com outro, comete adultério também».

«Como de costume, as ensinava»

Rev. D. Miquel VENQUE i To (Barcelona, Espanha)

Hoje, Senhor, gostaria de fazer um momento de oração para te agradecer os teus ensinamentos. Tu ensinavas com autoridade e fazia-lo sempre que te deixávamos, aproveitavas todas as ocasiões: claro! Compreendo-te, a tua missão básica era transmitir a Palavra do Pai. E assim o fizeste.

Hoje, “pendurado” na Internet digo-te: Fala-me, quero fazer um momento de oração como fiel discípulo. Em primeiro lugar, queria pedir-te capacidade para aprender o que nos ensinas e em segundo, para saber ensiná-lo. Reconheço que é muito fácil cometer o erro de fazer-te dizer coisas que Tu não disseste e, com ousadia malévola, tentar que Tu digas aquilo que eu gosto. Reconheço que provavelmente sou mais duro de coração que esses ouvintes.

Eu conheço o teu Evangelho, o Magistério da Igreja, o Catecismo, e recordo aquelas palavras do Papa João Paulo II, na Carta às Famílias: «O projeto do utilitarismo assente numa liberdade orientada segundo o sentido individualista, quer dizer, uma liberdade vazia de responsabilidade, é o constitutivo da antítese do amor». Senhor, rompe o meu coração desejoso de felicidade utilitarista e faz-me entrar na tua verdade divina, que tanto necessito.

Neste local de observação, como desde o cimo da montanha, compreendo que Tu digas que o amor matrimonial é definitivo, que o adultério - apesar de ser pecado como toda a ofensa grave cometida contra ti, que és o Senhor da Vida e do Amor— é um caminho errado para a felicidade: «Quem despede sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira» (Mc 10,11).

Recordo um jovem que dizia: «Mossèn o pecado promete muito, não dá nada e rouba tudo». Que eu te compreenda bom Jesus, e que o saiba explicar: Aquilo que Tu uniste, o homem não o pode separar (cf. Mc 10,9). Fora daqui, fora dos teus caminhos, não encontrarei a autêntica felicidade. Jesus ensina-me de novo!

Obrigado Jesus, sou duro de coração, mas sei que tens razão.

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* O evangelho de ontem trazia conselhos de Jesus sobre o relacionamento entre adultos e crianças, entre os grandes e os pequenos da sociedade. O evangelho de hoje traz conselhos sobre como deve ser o relacionamento entre homem e mulher, entre marido e mulher.

* Marcos 10,1-2: A pergunta dos fariseus: “o marido pode mandar a mulher embora?”
A pergunta é maliciosa. Ela pretende colocar Jesus à prova: “É lícito a um marido repudiar sua mulher?” Sinal de que Jesus tinha uma opinião diferente, pois do contrário os fariseus não iriam interrogá-lo sobre este assunto. Não perguntam se é lícito a esposa repudiar o marido. Isto nem passava pela cabeça deles. Sinal claro da forte dominação machista e da marginalização da mulher na sociedade daquele tempo.

* Marcos 10,3-9: A resposta de Jesus: o homem não pode repudiar a mulher.
Em vez de responder, Jesus pergunta: “O que diz a lei de Moisés?” A lei permitia o homem escrever uma carta de divórcio e repudiar sua mulher. Esta permissão revela o machismo. O homem podia repudiar a mulher, mas a mulher não tinha este mesmo direito. Jesus explica que Moisés agiu assim por causa da dureza de coração do povo, mas a intenção de Deus era outra quando criou o ser humano. Jesus volta ao projeto do Criador e nega ao homem o direito de repudiar sua mulher. Ele tira o privilégio do homem frente à mulher e pede o máximo de igualdade entre os dois.

* Marcos 10,10-12: Igualdade homem e mulher.
Em casa, os discípulos fazem perguntas sobre este assunto. Jesus tira as conclusões e reafirma a igualdade de direitos e deveres entre homem e mulher. Ele propõe um novo tipo de relacionamento entre os dois. Não permite o casamento em que o homem pode mandar a mulher embora, nem vice-versa. O evangelho de Mateus acrescenta um comentário dos discípulos sobre este assunto. Eles dizem: “Se a situação do homem com a mulher é assim, então é melhor não se casar” (Mt 19,10). Preferem não casar, a casar sem o privilégio de poder continuar mandando na mulher e sem o direito de poder pedir divórcio caso ela não lhe agradar mais. Jesus vai até o fundo da questão e diz que há somente três casos em que se permite uma pessoa não casar: "Nem todos entendem isso, a não ser aqueles a quem é concedido. De fato, há homens castrados, porque nasceram assim; outros, porque os homens os fizeram assim; outros, ainda, se castraram por causa do Reino do Céu. Quem puder entender, entenda" (Mt 19,11-12). Os três casos são: “(1) impotência, (2) castração e (3) por causa do Reino. Não casar só porque o homem se recusa a perder o domínio sobre a mulher, isto, a Nova Lei do Amor já não o permite! Tanto o casamento como o celibato, ambos devem estar a serviço do Reino e não a serviço de interesses egoístas. Nenhum dos dois pode ser motivo para manter o domínio machista do homem sobre a mulher. Jesus modificou o relacionamento homem-mulher, marido-esposa.

Para um confronto pessoal
1) Na minha vida pessoal, como vivo o relacionamento homem-mulher?
2) Na vida da minha família e da minha comunidade, como está sendo o relacionamento homem-mulher?

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Quinta-feira da 7ª semana do Tempo Comum


1ª Leitura (Tg 5,1-6): Agora, vós, ó ricos, chorai e lamentai-vos, por causa das desgraças que vão cair sobre vós. As vossas riquezas estão apodrecidas e as vossas vestes estão comidas pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem vai dar testemunho contra vós e devorar a vossa carne como fogo. Acumulastes tesouros no fim dos tempos. Privastes do salário os trabalhadores que ceifaram as vossas terras. O seu salário clama; e os brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo. Levastes na terra uma vida regalada e libertina, cevastes os vossos corações para o dia da matança. Condenastes e matastes o justo e ele não vos resiste.

Salmo Responsorial: 48
R. Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Este é o destino dos que em si confiam, o fim daqueles que se comprazem em suas palavras. Como rebanho caminham para o abismo e a morte é o seu pastor.

Descerão diretamente ao sepulcro e a sua imagem em breve se corromperá. Deus, porém, me salvará, porque me livrará das garras do abismo.

Não te irrites se alguém enriquece e aumenta a riqueza da sua casa. Quando morrer, nada levará consigo, a sua fortuna não o acompanhará.

Ainda que em vida se felicitasse: «Louvar-te-ão porque trataste bem de ti», não deixará de ir para a companhia de seus pais, que jamais verão a luz.

Aleluia. Escutai o que diz o Senhor, não como palavra dos homens, mas como palavra de Deus. Aleluia.

Evangelho (Mc 9,41-50): «Quem vos der um copo de água para beber porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. E quem provocar a queda um só destes pequenos que creem em mim, melhor seria que lhe amarrassem uma grande pedra de moinho ao pescoço e o lançassem no mar. Se tua mão te leva à queda, corta-a! É melhor entrares na vida tendo só uma das mãos do que, tendo as duas, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Se teu pé te leva à queda, corta-o! É melhor entrar na vida tendo só um dos pés do que, tendo os dois, ser lançado ao inferno. Se teu olho te leva à queda, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus tendo um olho só do que, tendo os dois, ir para o inferno, onde o verme deles não morre e o fogo nunca se apaga. Todos serão salgados pelo fogo. O sal é uma coisa boa; mas se o sal perder o sabor, como devolver-lhe o sabor? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros».

«Quem vos der um copo de água para beber porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa»

Rev. D. Xavier PARÉS i Saltor (La Seu d'Urgell, Lleida, Espanha)

Hoje, o Evangelho proclamado é difícil de ser compreendido pela dureza das palavras de Jesus: «Se tua Mão te leva à queda, corta-a! (...). Se teu olho te leva à queda, arranca-o!» (Mc 9,43.47). É que Jesus é muito exigente com aqueles que somos seus seguidores. Simplesmente, Jesus nos diz que temos de saber renunciar às coisas que nos fazem mal, ainda que sejam coisas que gostamos muito, mas que podem ser motivo de pecado e de vicio. São Gregório deixou escrito «que não temos de desejar as coisas que só nos satisfazem as necessidades materiais e pecaminosas». Jesus exige que sejamos radicais. Em outro trecho do Evangelho também diz: «Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará» (Mt 10,39).

Por outro lado, esta exigência de Jesus quer ser uma exigência de amor e crescimento. Não quedaremos sem a sua recompensa. O que dará sentido às nossas coisas tem de ser sempre o amor: temos de aprender a dar um copo de água a quem o necessita, e não por interesse pessoal, senão por amor. Temos que descobrir Jesus Cristo nos mais necessitados e pobres. Jesus só denuncia severamente e condena aos que fazem mal e escandalizam e aos que afastam os pequenos do bem e da graça de Deus.

Finalmente, todos temos de passar a prova do fogo. É o fogo da caridade e do amor que purifica os nossos pecados, para poder ser o sal que dá bom gosto ao amor, ao serviço e à caridade. Na oração e na Eucaristia é onde os cristãos encontramos a força da fé e o bom gosto do sal de Cristo. Não ficaremos sem recompensa!

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* O Evangelho de hoje traz alguns conselhos de Jesus sobre o relacionamento dos adultos com os pequenos e excluídos. Naquele tempo, muita gente pequena era excluída e marginalizada. Não podia participar. Muitos deles perdiam a fé. O texto que vamos meditar tem algumas afirmações estranhas que, se tomadas ao pé da letra, causam perplexidade na gente.

* Marcos 9,41: Um copo de água tem recompensa.
Uma frase solta de Jesus foi inserida aqui: Eu garanto a vocês: quem der para vocês um copo de água porque vocês são de Cristo, não ficará sem receber sua recompensa. Dois pensamentos: 1) “Quem der para vocês um copo de água”: Jesus está indo para Jerusalém para entregar sua vida. Gesto de grande doação! Mas ele não esquece os gestos pequenos de doação no dia a dia da vida: um copo de água, um acolhimento, uma esmola, tantos gestos. Quem despreza o tijolo, nunca faz casa! 2) “Porque vocês são de Cristo”: Jesus se identifica conosco que queremos pertencer a Ele. Isto significa que, para Ele, temos muito valor.

* Marcos 9,42: Escândalo para os pequenos.
Escândalo, literalmente, é pedra no caminho, pedra no sapato; é aquilo que desvia uma pessoa do bom caminho. Escandalizar os pequenos é ser motivo pelo qual os pequenos se desviam do caminho e percam a fé em Deus. Quem faz isto recebe a seguinte sentença: “Corda no pescoço com pedra de moinho para ser jogado no fundo do mar!” Por que tanta severidade? É porque Jesus se identifica com os pequenos (Mt 25,40.45). Quem toca neles, toca em Jesus! Hoje, no mundo inteiro, os pequenos, os pobres, muitos deles estão saindo das igrejas tradicionais. Cada ano, só na América Latina, são em torno de três milhões de pessoas que migram para outras igrejas. Já não conseguem crer no que professamos na nossa igreja! Por que será? Até onde nós temos culpa? Merecemos a corda no pescoço?

* Marcos 9,43-48: Cortar mão e pé, arrancar o olho.
Jesus manda a pessoa arrancar mão, pé e olho, caso estes forem motivo de escândalo. Ele diz: “É melhor entrar na vida ou no Reino com um pé (mão, olho), do que entrar no inferno ou na Geena com dois pés (mãos, olhos)”. Estas frases não podem ser tomadas ao pé da letra. Elas significam que a pessoa deve ser radical na opção por Deus e pelo Evangelho. A expressão ”Geena (inferno) onde tem verme que não morre e o fogo que não se apaga”, é uma imagem para indicar a situação da pessoa que fica sem Deus. A Geena era o nome de um vale perto de Jerusalém, onde se jogava o lixo da cidade e onde sempre havia um fogo de monturo queimando o lixo. Este lugar fedorento era usado pelo povo para simbolizar a situação da pessoa que ficava sem participar do Reino de Deus.

* Marcos 9,49-50: Sal e Paz
Estes dois versículos ajudam a entender as palavras severas sobre o escândalo. Jesus diz: “Tenham sal em vocês, e estejam em paz uns com os outros!” A comunidade, na qual se convive em paz, uns com os outros, é como o pouco de sal que tempera a comida toda. A convivência pacífica e fraterna na comunidade é o sal que tempera a vida do povo no bairro. É um sinal do Reino, uma revelação da Boa Notícia de Deus. Estamos sendo sal? Sal que não tempera não serve para mais nada!

* Jesus acolhe e defende a vida dos pequenos
Várias vezes, Jesus insiste no acolhimento a ser dado aos pequenos. “Quem acolhe a um destes pequenos em meu nome é a mim que acolhe” (Mc 9,37). Quem dá um copo de água a um destes pequenos não perderá a sua recompensa (Mt 10,42). Ele pede para não desprezar os pequenos (Mt 18,10). E no julgamento final os justos vão ser recebidos porque deram de comer a “um destes mais pequeninos” (Mt 25,40). Se Jesus insiste tanto no acolhimento a ser dado aos pequenos, é porque devia haver muita gente pequena sem acolhimento! De fato, mulheres e crianças não contavam (Mt 14,21; 15,38), eram desprezadas (Mt 18,10) e silenciadas (Mt 21,15-16). Até os apóstolos impediam que elas chegassem perto de Jesus (Mt 19,13; Mc 10,13-14). Em nome da lei de Deus, mal interpretada pelas autoridades religiosas da época, muita gente boa era excluída. Em vez de acolher os excluídos, a lei era usada para legitimar a exclusão. Nos evangelhos, a expressão “pequenos” (em grego se diz elachistoi, mikroi ou nepioi), às vezes, indica “criança”, outras vezes, indica os setores excluídos da sociedade. Não é fácil discernir. Às vezes, o que é “pequeno” num evangelho, é “criança” no outro. É porque criança pertencia à categoria dos “pequenos”, dos excluídos. Além disso, nem sempre é fácil discernir entre o que vem do tempo de Jesus e o que é do tempo das comunidades para as quais foram escritos os evangelhos. Mesmo assim, o que resulta claro é o contexto de exclusão que vigorava na época e a imagem que as primeiras comunidades conservaram de Jesus: Jesus se coloca do lado dos pequenos, dos excluídos, e assume a sua defesa.

Para um confronto pessoal
1) Na nossa sociedade e na nossa comunidade, quem são hoje os pequenos e os excluídos? Como está sendo o acolhimento que nós damos a eles?
2) “Corda no pescoço”. Será que o meu comportamento merece a corda ou uma cordinha no pescoço? E o comportamento da nossa comunidade: merece?

terça-feira, 22 de maio de 2018

Quarta-feira da 7ª semana do Tempo Comum


1ª Leitura (Tg 4,13-17): Caríssimos: Agora, escutai-me, vós que dizeis: «Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, onde passaremos um ano, fazendo negócio e tirando lucro». Mas vós não sabeis o que traz o dia de amanhã. Que vem a ser, afinal, a vossa vida? Sois como a neblina que aparece um momento e se esvai em seguida. Deveríeis antes dizer: «Se o Senhor quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo». Mas ao contrário, envaideceis-vos com a vossa arrogância. Toda a presunção desse gênero é má. Assim, quem sabe fazer o bem e não o faz comete pecado.

Salmo Responsorial: 48
R. Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Povos todos, escutai, habitantes do mundo inteiro, prestai ouvidos, humildes e poderosos, ricos e pobres, todos juntos.

Porque hei de inquietar-me nos dias maus, quando me cerca a iniquidade dos perseguidores, dos que confiam na sua opulência e se vangloriam na sua grande riqueza?

O homem não pode pagar o seu resgate, não pode pagar a Deus a sua redenção. É muito caro o resgate da sua vida e ele nunca pagará o suficiente, para prolongar indefinidamente a sua ida
e não experimentar a corrupção da morte.

Vê que morrem os sábios como perecem o ignorante e o insensato e deixam a outros a sua riqueza.

Aleluia. Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor: Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Aleluia.

Evangelho (Mc 9,38-40): João disse a Jesus: «Mestre, vimos alguém expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não andava conosco». Jesus, porém, disse: «Não o proibais, pois ninguém que faz milagres em meu nome poderá logo depois falar mal de mim. Quem não é contra nós, está a nosso favor».

«Quem não é contra nós, está a nosso favor»

Rev. D. David CODINA i Pérez (Puigcerdà, Gerona, Espanha)

Hoje escutamos uma recriminação ao apóstolo João, que vê a gente fazer o bem no nome de Cristo sem formar parte do grupo de seus discípulos: «Mestre, vimos alguém expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não andava conosco» (Mc 9,38). Jesus nos dá a visão adequada que devemos ter diante destas pessoas: acolhê-las e aumentar essa visão, com humildade respeito a nós mesmos, compartilhando sempre um mesmo nexo de comunhão, uma mesma fé, uma mesma orientação, ou seja, caminhar juntos à perfeição do amor a Deus e ao próximo.

Este modo de viver nossa vocação de “Igreja” nos convida a revisar com paz e seriedade a coerência com que vivemos esta abertura de Jesus Cristo. Enquanto houver “outros” que nos “incomodem” porque fazem o mesmo que nós, isto é um claro indício de que o amor de Cristo ainda não nos impregna em toda sua profundidade, e nos pedirá a “humildade” de aceitar que não esgotamos “toda a sabedoria e o amor de Deus”. Definitivamente, aceitar que somos aqueles que Cristo escolhe para anunciar a todos como a humildade é o caminho para aproximar-nos a Deus.

Jesus obrou assim desde sua Encarnação, quando nos aproxima ao máximo a majestade de Deus na insignificância dos pobres. Diz são João Crisóstomo: «Cristo no se contentou em padecer na cruz e com a morte, e quis também fazer-se pobre e peregrino, ir errante e nu, quis ser jogado no cárcere e sofrer as debilidades, para conseguir a tua conversão». Se Cristo não deixou passar nenhuma oportunidade para que possamos viver o amor com os demais, tampouco deixemos passar a ocasião de aceitar ao que é diferente a nós no modo de viver sua vocação a formar parte da Igreja, porque «Quem não é contra nós, está a nosso favor» (Mc 9,40).

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* O Evangelho de hoje traz alguns conselhos de Jesus sobre o relacionamento dos adultos com os pequenos e excluídos. Naquele tempo, muita gente pequena era excluída e marginalizada. Não podia participar. Muitos deles perdiam a fé. O texto que vamos meditar tem algumas afirmações estranhas que, se tomadas ao pé da letra, causam perplexidade na gente.

* Marcos 9,41: Um copo de água tem recompensa.
Uma frase solta de Jesus foi inserida aqui: Eu garanto a vocês: quem der para vocês um copo de água porque vocês são de Cristo, não ficará sem receber sua recompensa. Dois pensamentos: 1) “Quem der para vocês um copo de água”: Jesus está indo para Jerusalém para entregar sua vida. Gesto de grande doação! Mas ele não esquece os gestos pequenos de doação no dia a dia da vida: um copo de água, um acolhimento, uma esmola, tantos gestos. Quem despreza o tijolo, nunca faz casa! 2) “Porque vocês são de Cristo”: Jesus se identifica conosco que queremos pertencer a Ele. Isto significa que, para Ele, temos muito valor.

* Marcos 9,42: Escândalo para os pequenos.
Escândalo, literalmente, é pedra no caminho, pedra no sapato; é aquilo que desvia uma pessoa do bom caminho. Escandalizar os pequenos é ser motivo pelo qual os pequenos se desviam do caminho e percam a fé em Deus. Quem faz isto recebe a seguinte sentença: “Corda no pescoço com pedra de moinho para ser jogado no fundo do mar!” Por que tanta severidade? É porque Jesus se identifica com os pequenos (Mt 25,40.45). Quem toca neles, toca em Jesus! Hoje, no mundo inteiro, os pequenos, os pobres, muitos deles estão saindo das igrejas tradicionais. Cada ano, só na América Latina, são em torno de três milhões de pessoas que migram para outras igrejas. Já não conseguem crer no que professamos na nossa igreja! Por que será? Até onde nós temos culpa? Merecemos a corda no pescoço?

* Marcos 9,43-48: Cortar mão e pé, arrancar o olho.
Jesus manda a pessoa arrancar mão, pé e olho, caso estes forem motivo de escândalo. Ele diz: “É melhor entrar na vida ou no Reino com um pé (mão, olho), do que entrar no inferno ou na Geena com dois pés (mãos, olhos)”. Estas frases não podem ser tomadas ao pé da letra. Elas significam que a pessoa deve ser radical na opção por Deus e pelo Evangelho. A expressão ”Geena (inferno) onde tem verme que não morre e o fogo que não se apaga”, é uma imagem para indicar a situação da pessoa que fica sem Deus. A Geena era o nome de um vale perto de Jerusalém, onde se jogava o lixo da cidade e onde sempre havia um fogo de monturo queimando o lixo. Este lugar fedorento era usado pelo povo para simbolizar a situação da pessoa que ficava sem participar do Reino de Deus.

* Marcos 9,49-50: Sal e Paz
Estes dois versículos ajudam a entender as palavras severas sobre o escândalo. Jesus diz: “Tenham sal em vocês, e estejam em paz uns com os outros!” A comunidade, na qual se convive em paz, uns com os outros, é como o pouco de sal que tempera a comida toda. A convivência pacífica e fraterna na comunidade é o sal que tempera a vida do povo no bairro. É um sinal do Reino, uma revelação da Boa Notícia de Deus. Estamos sendo sal? Sal que não tempera não serve para mas nada!

* Jesus acolhe e defende a vida dos pequenos
Várias vezes, Jesus insiste no acolhimento a ser dado aos pequenos. “Quem acolhe a um destes pequenos em meu nome é a mim que acolhe” (Mc 9,37). Quem dá um copo de água a um destes pequenos não perderá a sua recompensa (Mt 10,42). Ele pede para não desprezar os pequenos (Mt 18,10). E no julgamento final os justos vão ser recebidos porque deram de comer a “um destes mais pequeninos” (Mt 25,40). Se Jesus insiste tanto no acolhimento a ser dado aos pequenos, é porque devia haver muita gente pequena sem acolhimento! De fato, mulheres e crianças não contavam (Mt 14,21; 15,38), eram desprezadas (Mt 18,10) e silenciadas (Mt 21,15-16). Até os apóstolos impediam que elas chegassem perto de Jesus (Mt 19,13; Mc 10,13-14). Em nome da lei de Deus, mal interpretada pelas autoridades religiosas da época, muita gente boa era excluída. Em vez de acolher os excluídos, a lei era usada para legitimar a exclusão. Nos evangelhos, a expressão “pequenos” (em grego se diz elachistoi, mikroi ou nepioi), às vezes, indica “criança”, outras vezes, indica os setores excluídos da sociedade. Não é fácil discernir. Às vezes, o que é “pequeno” num evangelho, é “criança” no outro. É porque criança pertencia à categoria dos “pequenos”, dos excluídos. Além disso, nem sempre é fácil discernir entre o que vem do tempo de Jesus e o que é do tempo das comunidades para as quais foram escritos os evangelhos. Mesmo assim, o que resulta claro é o contexto de exclusão que vigorava na época e a imagem que as primeiras comunidades conservaram de Jesus: Jesus se coloca do lado dos pequenos, dos excluídos, e assume a sua defesa.

Para um confronto pessoal
1) Na nossa sociedade e na nossa comunidade, quem são hoje os pequenos e os excluídos? Como está sendo o acolhimento que nós damos a eles?
2) “Corda no pescoço”. Será que o meu comportamento merece a corda ou uma cordinha no pescoço? E o comportamento da nossa comunidade: merece?

segunda-feira, 21 de maio de 2018

22 de maio


Santa Joaquina de Vedruna
Viúva e Religiosa de nossa Ordem
Fundadora das Carmelitas da Caridade


Nasceu em Barcelona (Espanha) no dia 16 de abril de 1783. Casou-se aos 16 anos com Teodoro de Mas e ficou viúva aos 33, com 9 filhos que educou cristãmente. Em 1826, movida por uma inspiração divina, fundou a Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade. A sua obra difundiu-se rapidamente por toda a Catalunha e dedicava-se ao cuidado dos doentes e à educação cristã das crianças, especialmente dos pobres. A sua espiritualidade assenta, sobretudo, na contemplação do mistério da SS. Trindade, donde brotam algumas características pessoais: oração, mortificação, desapego, humildade e caridade. Morreu em Vich em 1854. Beatificada a 19 de maio de 1940 por Pio XII, foi canonizada a 12 de abril de 1959 por João XXIII.

Salmodia, leitura, responsório breve e preces do dia corrente.

LAUDES
Cântico Evangélico
Ant. Nisto conhecerão que sois meus discípulos se tiverdes amos uns para com os outros. (T.P. Aleluia)

Oração
Senhor, nosso Deus, que suscitastes na vossa Igreja Santa Joaquina para a educação cristã da juventude e para alívio dos enfermos, concedei-nos que, seguindo o seu exemplo, dediquemos a nossa vida a servir-vos diligentemente nos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


VÉSPERAS
Cântico Evangélico
Ant. Todas as vezes que fizestes isto a um dos menores dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes, diz o Senhor. (T.P. Aleluia)