sexta-feira, 23 de setembro de 2016

PREPARANDO-NOS PARA A FESTA DE SANTA TERESA DO MENINO JESUS

Dia 26: Cantando as misericórdias de Deus

1. Motivação
"A mim me deu sua infinita misericórdia, através da qual contemplo e adoro as demais perfeições divinas!... Então, todas se me apresentam radiosas de amor" (Santa Teresinha)
Neste dia, seremos guiados por Santa Teresinha nos caminhos da misericórdia de Deus. Essa misericórdia a revestiu como um manto durante toda sua vida, especialmente no tempo amargo da enfermidade. Teresinha canta as misericórdias do Senhor para que todos saibam que, antes de ser um Deus de justiça, Ele é um Pai que mima a cada um de seus filhos. Nós, que sempre somos agraciados pela misericórdia divina usamos de misericórdia no trato com nossos semelhantes?

2. Leitura Bíblica: (Mt 5, 43-45)
Ouvistes que foi dito: "Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, a fim de serdes verdadeiramente filhos do vosso Pai que está nos céus, pois ele faz nascer o seu sol sobre os maus e os bons, e cair a chuva sobre os justos e injustos. (Momento de silêncio)

3. Oração
Ó Deus todo-poderoso, que nos dais Santa Teresinha como modelo, vede nossos esforços em viver os nossos compromissos batismais e ponde em nossos corações o mesmo ardor de santidade que marcou a vida de Santa Teresa do Menino Jesus. Vós que cumulastes de graças vossa serva Santa Teresinha, derramai vossas bênçãos sobre todos nós, que exaltamos vossa misericórdia. Nós vos pedimos, atendei-nos em nossas necessidades e socorrei-nos, ouvindo-nos de modo especial na graça que esperamos alcançar de vós.... (faz-se o pedido). Isso vos pedimos por Cristo nosso Senhor. Amém.

4. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai

5. Ladainha
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós
Santa Maria, Rainha e Esplendor do Carmelo,
São José,
Santa Teresa, devorada pelo zelo para a salvação das almas,
Santa Teresa, irmã e amiga dos padres,
Santa Teresa, apoio de teus irmãos missionários,
Santa Teresa, mãe de uma multidão,
Santa Teresa, irmã universal,
Santa Teresa, sentada à mesa dos pecadores,
Santa Teresa, que fizeste de um condenado o teu primeiro filho,
Santa Teresa, próxima dos prisioneiros,
Santa Teresa, irmã dos machucados pela vida,
Santa Teresa, solidária aos incrédulos,
Santa Teresa, próxima daqueles que são tentados e que duvidam,
Santa Teresa, próxima daqueles que desesperam,
Santa Teresa, presença de perdão e de paz,
Santa Teresa, inspiração para a juventude
Santa Teresa, testemunha de Deus-Pai misericordioso,
Santa Teresa, testemunha de Cristo, Servidor e Salvador,
Santa Teresa, testemunha do espírito de Amor e de Santidade,
Santa Teresa, que destes a vida para a glória de Deus e salvação do mundo,
Santa Teresa, modelo de alma paciente,
Santa Teresa, modelo de alma humilde,
Santa Teresa, modelo de alma pacífica,
Santa Teresa, modelo de alma suave,
Santa Teresa, modelo de alma dos pequenos sacrifícios,
Santa Teresa, modelo de alma doce na noite da provação,
Santa Teresa, modelo de alma simples,
Santa Teresa, modelo de alma sublime,
Santa Teresa, modelo de alma cândida,
Santa Teresa, modelo de alma missionária,
Santa Teresa, modelo de alma penitente,
Santa Teresa, modelo de alma pequenina,

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor

Rogai por nós, Santa Teresa do Menino Jesus da Santa Face,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos
Ó Deus Todo-poderoso e eterno, que abris as portas do Vosso Reino aos pequeninos e aos humildes. Concedei-nos a graça de seguirmos os passos da nossa irmã S. Teresa do Menino Jesus e da Santa Face pelo caminho pequenino da confiança que ela nos assinalou e pelo qual ele nos deseja conduzir. E assim, pela sua oração e pela sua sabedoria alcançaremos a revelação da Vossa glória. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Segunda-feira da 26ª semana do Tempo Comum

S. Cosme e S. Damião, Mártires
Evangelho (Lc 9,46-50): Surgiu entre os discípulos uma discussão sobre qual deles seria o maior. Sabendo o que estavam pensando, Jesus pegou uma criança, colocou-a perto de si e disse-lhes: «Quem receber em meu nome esta criança, estará recebendo a mim mesmo. E quem me receber, estará recebendo Aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior». Tomando a palavra, João disse: «Mestre, vimos alguém expulsar demônios em teu nome, mas nós lhe proibimos, porque não anda conosco». Jesus respondeu: «Não o proibais, pois quem não é contra vós, está a vosso favor».

«Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior»

Prof. Dr. Mons. Lluís CLAVELL (Roma, Itália)

Hoje, caminho de Jerusalém em direção à paixão, «surgiu entre os discípulos uma discussão sobre qual deles seria o maior» (Lc 9,46). Cada dia os meios de comunicação e também nossas conversas estão cheias de comentários sobre a importância das pessoas: dos outros e de nós mesmos. Esta lógica só humana produz, frequentemente, desejo de vitoria, de ser reconhecido, apreciado, correspondido, e a falta de paz, quando estes reconhecimentos não chegam.

A resposta de Jesus a estes pensamentos -até mesmo comentários- dos discípulos, lembra o estilo dos antigos profetas. Antes das palavras estão os gestos. Jesus «pegou uma criança, colocou-a perto de si» (Lc 9,47). Depois vem o ensinamento: «aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior» (Lc 9,48). -Jesus, por que custa tanto aceitar que isto não é uma utopia para as pessoas que não estão implicadas no tráfico de uma tarefa intensa, na qual não faltam os golpes de uns contra os outros, e que, com a tua graça, podemos vivê-lo todos? Se o fizéssemos, teríamos mais paz interior e trabalharíamos com mais serenidade e alegria.

Esta atitude é também a fonte da onde brota a alegria, ao ver que outros trabalham bem por Deus, com um estilo diferente do nosso, mas sempre assumindo o nome de Jesus. Os discípulos queriam impedi-lo. Em troca, o Mestre defende aquelas outras pessoas. Novamente, o fato de sentir-nos filhos pequenos de Deus facilita-nos a ter o coração aberto para todos e crescer na paz, na alegria e na gratidão. Estes ensinamentos valeram à Santa Teresinha de Lisieux o titulo de Doutora da Igreja: em seu livro História de uma alma, ela admira o belo jardim de flores que é a Igreja, e está contenta de perceber-se uma pequena flor. Ao lado dos grandes santos -rosas e açucenas- estão as pequenas flores -como as margaridas ou as violetas- destinadas a dar prazer aos olhos de Deus, quando Ele dirige o seu olhar a terra.

Reflexão

* Tornar-se como criança. Jesus pede que os discípulos se tornem como criança e aceitem o Reino como criança. Sem isso não é possível entrar no Reino (Lc 9,46-48). Ele coloca a criança como professor de adulto! O que não era normal. Costumamos fazer o contrário.

* O Reino de Deus estabeleceu, para a comunidade dos discípulos, escalas de valores diferentes daquelas calcadas em critérios mundanos. Apresentou uma verdadeira contraposição, desvalorizando o que o mundo valoriza e apresentando como valor fundamental o que não parece importante aos olhos das pessoas. Neste contexto, Jesus fez frente a uma mentalidade mesquinha que grassava entre os discípulos, preocupados em saber qual deles seria o maior. Evidentemente, segundo os padrões humanos.

* Para detectar quem, entre eles, estaria em condições de considerar-se o maior, Jesus propôs-lhes uma prova concreta: ser capaz de acolher uma criança em seu nome. Na cultura da época, este gesto supunha uma reviravolta na mentalidade em vigor. Acolher significava valorizar, dar atenção, colocar-se totalmente à disposição de alguém e mostrar-se gentil e atencioso. Mas tudo isto deveria ser feito às crianças, cuja desvalorização social era bem conhecida. Na perspectiva do mundo, acolher uma criança era pura perda de tempo. No horizonte do Reino, acolher uma criança em nome de Jesus transformava-se num gesto de grandeza. Acolhendo-a, acolhia-se o próprio Jesus.

* A grandeza, neste caso, consistia em amar a quem não era amado, valorizar quem não era valorizado, mostrar-se solidário com quem era vítima da marginalização.

Para um confronto pessoal
1. Jesus coloca a criança como professor de adulto! O que não era normal. Costumamos fazer o contrário.
2. O Reino de Deus estabeleceu, para a comunidade dos discípulos, escalas de valores diferentes daquelas calcadas em critérios mundanos. Como recebemos essa nova escala de valores?

PREPARANDO-NOS PARA A FESTA DE SANTA TERESA DO MENINO JESUS

Dia 25: Viver e morrer de Amor


1. Motivação
"Minha vocação é o amor! Jesus, quero amá-lo, amá-lo como nunca foi amado. Que Ele me dê um amor sem limites." (Santa Teresinha)
Neste dia, vamos entrar no âmago da espiritualidade teresiana: o amor. Toda sua vida foi um ato de amor. Ela procurou viver o amor a cada insfante. Quis viver e morrer de amor. O amor de Deus é a fonte de energia que fecunda toda a sua vida espiritual. Coloquemo-nos diante de Deus e nos perguntemos: Nós O amamos sobre todas as coisas e desinteressadamente? Amamos o nosso próximo concretamente?

2. Leitura Bíblica: (Jo 15,14-17)
Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo permanece na ignorância do que faz o seu senhor; chamo-vos amigos, porque tudo o que ouvi junto de meu Pai vo-lo fiz conhecer. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi e designei para irdes produzir frutos e para que o vosso fruto permaneça, de modo que tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vo-loconcederá. O que eu vos ordeno é que vos ameis uns aos outros.  (Momento de silêncio)

3. Oração
Ó Deus todo-poderoso, que nos dais Santa Teresinha como modelo, vede nossos esforços em viver os nossos compromissos batismais e ponde em nossos corações o mesmo ardor de santidade que marcou a vida de Santa Teresa do Menino Jesus. Vós que cumulastes de graças vossa serva Santa Teresinha, derramai vossas bênçãos sobre todos nós, que exaltamos vossa misericórdia. Nós vos pedimos, atendei-nos em nossas necessidades e socorrei-nos, ouvindo-nos de modo especial na graça que esperamos alcançar de vós.... (faz-se o pedido). Isso vos pedimos por Cristo nosso Senhor. Amém.

4. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

5. Ladainha
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós
Santa Maria, Rainha e Esplendor do Carmelo,
São José,
Santa Teresa, oferecida ao Amor misericordioso, rogai por nós
Santa Teresa, que vos apresentastes diante de Deus com as mãos vazias,
Santa Teresa, feliz na impotência,
Santa Teresa, confiante até a audácia,
Santa Teresa, que encontrastes no abandono ao Pai um oceano de paz,
Santa Teresa, provada na fé,
Santa Teresa, que esperastes contra toda a esperança,
Santa Teresa, que nada recusastes a Deus,
Santa Teresa, rapidamente consumida pelo amor,
Santa Teresa, mártir do amor,
Santa Teresa, alimentada pela Palavra de Deus,
Santa Teresa, ardente de desejo pela Eucaristia,
Santa Teresa, amor no coração da Igreja,
Santa Teresa, Palavra de Deus para o mundo,
Santa Teresa, apóstola da Misericórdia,
Santa Teresa, de Lisieux e do mundo,
Santa Teresa, cujos desejos, são atendidos por Deus,
Santa Teresa, brinquedo do Menino Jesus,

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor

Rogai por nós, Santa Teresa do Menino Jesus da Santa Face, 
para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

Oremos
Ó Deus Todo-poderoso e eterno, que abris as portas do Vosso Reino aos pequeninos e aos humildes. Concedei-nos a graça de seguirmos os passos da nossa irmã S. Teresa do Menino Jesus e da Santa Face pelo caminho pequenino da confiança que ela nos assinalou e pelo qual ele nos deseja conduzir. E assim, pela sua oração e pela sua sabedoria alcançaremos a revelação da Vossa glória. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

XXVI Domingo do Tempo Comum

Evangelho (Lc 16,19-31): «Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e dava festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, ficava sentado no chão junto à porta do rico. Queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico, mas, em vez disso, os cães vinham lamber suas feridas.  Quando o pobre morreu, os anjos o levaram para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro, por sua vez, seus males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. Além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda então Lázaro à casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Que ele os avise, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas! Que os escutem! ‘ O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão. Mas se alguém dentre os mortos for até eles, certamente vão se converter’. Abraão, porém, lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, não acreditarão’».

«Filho, lembra-te de que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro, por sua vez, seus males»

Rev. D. Valentí ALONSO i Roig (Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus confronta-nos com a injustiça social que nasce das desigualdades entre ricos e pobre. Como se se tratasse de uma das imagens angustiantes que estamos habituados a ver na televisão, o relato de Lázaro comove-nos, consegue o efeito sensacionalista de remover os sentimentos: «Até os cães vinham lamber suas feridas» (Lc 16,21). A diferença é clara: o rico vestia-se de púrpura; o pobre tinha como vestido as chagas.

A situação de igualdade chega seguidamente: morreram os dois. Porém, ao mesmo tempo, acentua-se a diferença: um chegou ao seio de Abraão; ao outro se limitaram a sepultá-lo. Se nunca tivéssemos ouvido esta história e lhe aplicássemos os valores da nossa sociedade, podíamos concluir que quem ganhou o prêmio devia ser o rico, e o que foi abandonado no sepulcro, era o pobre. Está claro, logicamente.

A sentença chega-nos pela boca de Abraão, o pai na fé, e esclarece-nos quanto ao desenlace: «Filho, lembra-te de que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro, por sua vez, seus males» (Lc 16,25). A justiça de Deus inverte a situação. Deus não permite que o pobre permaneça para sempre no sofrimento, na fome e na miséria.

Este relato sensibilizou milhões de corações de ricos ao longo da história e levou multidões à conversão; porém, que mensagem será necessária neste nosso mundo desenvolvido, hiper-comunicado, globalizado, para nos fazer tomar consciência das injustiças sociais de que somos autores ou, pelo menos, cúmplices? Todos os que escutavam a mensagem de Jesus tinham o desejo de descansar no seio de Abraão, mas, no nosso mundo quantas pessoas se contentam com ser sepultados quando morrerem, sem querer receber o consolo do Pai do céu? A autêntica riqueza consiste em chegar a ver Deus, e o que faz falta é o que afirmava Sto. Agostinho: «Caminha pelo homem e chegarás a Deus». Que os Lázaros de cada dia nos ajudem a encontrar Deus.

Uma catequese sobre a posse dos bens.

Pe. Joaquim Garrido – Pe. Manuel Barbosa – Pe. Ornelas Carvalho

A leitura que hoje nos é proposta apresenta mais uma etapa do “caminho de Jerusalém”. A história do rico e do pobre Lázaro é um texto exclusivo de Lucas. Não é possível dizer se se trata de uma parábola procedente de uma fonte desconhecida, ou se é uma criação do próprio Lucas… De qualquer forma, trata-se de uma catequese (desenvolvida ao longo de todo o capítulo 16 do Evangelho segundo Lucas) em que se aborda o problema da relação entre o homem e os bens deste mundo. Jesus dirige Se, aqui, aos fariseus (cf. Lc 16,14), como representantes de todos aqueles que amam o dinheiro e vivem em função dele.

Eis ainda uma parábola sobre a má riqueza. Notemos, em primeiro lugar, que é a única parábola em que Jesus dá um nome a um dos protagonistas da história que inventa. O pobre chama-se Lázaro. Este nome, em hebraico, significa “Deus socorreu”. É bem isto que Jesus fez pelo seu amigo. O rico, esse, é descrito com todo o fausto que o rodeava: vestidos luxuosos, festins sumptuosos e quotidianos. Mas não tem nome. Ele é “o rico”. Aos olhos de Deus, os que ocupam o primeiro lugar são os pobres. Vamos mais longe. Uma frase é central no relato: “Lázaro bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas”. Uma frase muito próxima da parábola do filho pródigo, quando o filho mais novo lamenta não poder comer as bolotas dos porcos. O filho mais novo simboliza, sem dúvida, o homem pecador fechado na sua solidão. O pobre Lázaro é vítima do pecado, mas o resultado é o mesmo: não são vistos por ninguém. Ninguém lhes dá atenção. Só os cães vêm lamber as chagas do pobre. Temos aí uma descrição muito realista do que são muitas vezes as nossas relações. “O rico” é um nome anônimo. As nossas relações não são muitas vezes anônimas? Mesmo com os nossos mais próximos, não acontece, por vezes, que não os vemos verdadeiramente, a ponto de esquecer simplesmente de lhes dizer bom dia, de estar atentos a eles. A indiferença é verdadeiramente um pecado que pode matar. Nomeando o pobre Lázaro, Jesus recorda-nos, ao contrário, que, para Ele e para o seu Pai, cada ser humano é olhado como único. Jesus veio compensar o olhar vazio e anônimo do rico.

Veio socorrer todos os pobres – é o sentido do nome de Lázaro! Mais ainda que Moisés e os profetas, é Jesus que devemos escutar, para agir como Ele.

Durante a sua vida, o rico de quem ignoramos o nome conheceu certa felicidade, enquanto que o pobre Lázaro conheceu a infelicidade. A felicidade nesta terra é efêmera pois está ligada às riquezas. A infelicidade é provisória porque a verdadeira riqueza será dada. Então, é preciso que a morte intervenha para que cada um encontre o seu verdadeiro lugar e a justiça seja feita: o pobre é elevado, ele que tinha sido rebaixado, ele a quem os cães vinham lamber as chagas. Quanto ao rico, é enterrado, ele que trazia vestes de luxo e fazia festins sumptuosos. São os pobres que são exaltados porque esperam a consolação de Deus. São os ricos que são enterrados, porque procuram a sua própria consolação.

A parábola tem duas partes.

Na primeira (vers. 19-26), Lucas apresenta os dois personagens fundamentais da história, segundo um clichê literário muito comum na literatura bíblica: um rico que vive luxuosamente e que celebra grandes festas e um pobre, que tem fome, vive miseravelmente e está doente. No entanto, a morte dos dois muda radicalmente a situação. Nesta história, Jesus ensina que não somos donos dos bens que Deus colocou em nossas mãos, ainda que os tenhamos adquirido de forma legítima: somos apenas administradores, encarregados de partilhar com os irmãos aquilo que pertence a todos. Esquecer isto é viver de forma egoísta e, por isso, estar destinado aos “tormentos”.

Na segunda parte do nosso texto (vers. 27-31), insiste-se em que a Escritura – na qual os fariseus eram peritos – apresenta o caminho seguro para aprender e assumir a atitude correto em relação aos bens. O rico ficou surdo às interpelações da Palavra de Deus (“Moisés e os Profetas”) e isso é que decidiu a sua sorte: ele não quis escutar as interpelações da Palavra e não se deixou transformar por ela. O versículo final (vers. 31) expressa perfeitamente a mensagem contida nesta segunda parte: até mesmo os milagres mais espetaculares são inúteis, quando o homem não acolheu no seu coração a Palavra de Deus. Só a Palavra de Deus pode fazer com que o homem corrija as opções erradas, saia do seu egoísmo, aprenda a amar e a partilhar.

A história que nos é proposta é uma ilustração das bem-aventuranças e dos “ais” de Lc 6,20-26… Anuncia-se, desta forma, que o projeto de Deus passa por um “Reino” de amor e de partilha. Quem recusa esse projeto e escolhe viver fechado no seu egoísmo e autossuficiência, não pode fazer parte desse mundo novo que Deus quer propor aos homens.

O Vaticano II afirma: “Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos; de modo que os bens criados devem chegar equitativamente às mãos de todos (…). Sejam quais forem as formas de propriedade, conforme as legítimas instituições dos povos e segundo as diferentes e mutáveis circunstâncias, deve-se sempre atender a este destino universal dos bens. Por esta razão, quem usa desses bens, não deve considerar as coisas exteriores que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si, mas também aos outros. De resto, todos têm o direito de ter uma parte de bens suficientes para si e suas famílias” (Gaudium et Spes, 69).

Como me situo face aos bens? Vejo os bens que Deus me concedeu como “meus, muito meus, só meus”, ou como dons que Deus depositou nas minhas mãos para eu administrar e partilhar?

Por muito pobres que sejamos, devemos continuamente interrogar-nos para perceber se não temos um “coração de rico” – isto é, para perceber se a nossa relação com os bens não é uma relação egoísta, açambarcadora, exclusivista (há “pobres” cujo sonho é, apenas, levar uma vida igual à dos ricos). E não esqueçamos: é a Palavra de Deus que nos questiona continuamente e que nos permite a mudança de um coração egoísta para um coração capaz de amar e de partilhar.

PREPARANDO-NOS PARA A FESTA DE SANTA TERESA DO MENINO JESUS

Dia 24: A oração: impulso de amor


1. Motivação
"Peço a Jesus me atraia às chamas de seu amor, me una tão estreitamente a Ele, que seja Ele quem vive e atua em mim". (Santa Teresinha)
Neste dia pensemos no mistério de amor que atraiu Santa Teresinha à contemplação da misericórdia de Deus através de uma intensa vida de oração. Para ela, a oração é a arma invencível que Jesus lhe deu para tocar as pessoas. Sem orar, nós nos debilitamos e não conseguimos enfrentar as provações da vida. Vivemos agitados e inquietos, sem tempo para conversar com Jesus e meditar a sua palavra?

2. Leitura Bíblica: (Lc 11,9-13)
Eu vos digo: pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá. Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.
(Momento de silêncio)

3. Oração
Ó Deus todo-poderoso, que nos dais Santa Teresinha como modelo, vede nossos esforços em viver os nossos compromissos batismais e ponde em nossos corações o mesmo ardor de santidade que marcou a vida de Santa Teresa do Menino Jesus. Vós que cumulastes de graças vossa serva Santa Teresinha, derramai vossas bênçãos sobre todos nós, que exaltamos vossa misericórdia. Nós vos pedimos, atendei-nos em nossas necessidades e socorrei-nos, ouvindo-nos de modo especial na graça que esperamos alcançar de vós.... (faz-se o pedido). Isso vos pedimos por Cristo nosso Senhor. Amém.

4. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

5. Ladainha
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus rogai por nós
Santa Maria, Rainha e Esplendor do Carmelo,
São José,
Santa Teresa, que abristes o caminho da pequena via da infância espiritual,
Santa Teresa, que não procurastes, senão a verdade,
Santa Teresa, «que escolhestes tudo» que Deus quer,
Santa Teresa, que compreendestes e praticastes a humildade de coração,
Santa Teresa, que gostavas de ser ignorada e tida como nada,
Santa Teresa, que jamais procurastes o que brilha aos olhos dos homens,
Santa Teresa, que vos esquecestes de vós para agradar aos outros,
Santa Teresa, que lutastes com as armas da oração e do sacrifício,
Santa Teresa, que quisestes amar como Jesus amou,
Santa Teresa, que compreendestes e vivestes a caridade,
Santa Teresa, que cantastes as obras do Criador,
Santa Teresa, que cantastes as misericórdias do Senhor,
Santa Teresa, pobre, casta e obediente,
Santa Teresa, escondida na Face de Jesus,
Santa Teresa, fiel nas pequenas coisas,
Santa Teresa, vinda do Carmelo para salvar as almas e rezar pelos padres,
Santa Teresa, sorriso de Deus para o próximo,
Santa Teresa, mestra de vida espiritual,
Santa Teresa, cujo olhar estava sempre voltado para a Pátria dos céus,
Santa Teresa, rosa desfolhada sob os passos de Jesus,
Santa Teresa, cuja fraqueza é força,
Santa Teresa, atraída unicamente por Jesus,
Santa Teresa, livre e alegre,
Santa Teresa, paciente e corajosa,
Santa Teresa, simples na alegria e no sofrimento, 
                              
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor

Rogai por nós, Santa Teresa do Menino Jesus da Santa Face, 
para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

Oremos
Ó Deus Todo-poderoso e eterno, que abris as portas do Vosso Reino aos pequeninos e aos humildes. Concedei-nos a graça de seguirmos os passos da nossa irmã S. Teresa do Menino Jesus e da Santa Face pelo caminho pequenino da confiança que ela nos assinalou e pelo qual ele nos deseja conduzir. E assim, pela sua oração e pela sua sabedoria alcançaremos a revelação da Vossa glória. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

24 de setembro: Nossa Senhora das Mercês

Evangelho (Lc 9,43b-45): Todos se admiravam com tudo o que Jesus fazia, ele disse aos discípulos: «Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens». Mas eles não compreendiam esta palavra. O sentido lhes ficava oculto, de modo que não podiam entender. E tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

«O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens»

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, depois de mais de dois mil anos, o anúncio da paixão de Jesus continua a nos provocar. Que o Autor da Vida anuncie a sua entrega às mãos daqueles pelos quais veio para dar tudo, é uma provocação, claramente. Poderia dizer-se que não era necessário, que foi uma exageração. Esquecemos, muitas vezes, a dor que abruma o coração de Cristo, o nosso pecado, o mais radical dos males, causa e efeito de situarmos no lugar de Deus. Até mesmo, de não deixar-nos amar por Deus, e de empenhar-nos em ficar dentro de nossas curtas categorias e no imediatismo da vida atual. É muito necessário reconhecer que somos pecadores como também é necessário admitir que Deus nos ama em seu Filho Jesus Cristo. Depois de tudo, somos como os discípulos, «mas eles não compreendiam esta palavra. O sentido lhes ficava oculto, de modo que não podiam entender. E tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto» (Lc 9,45).

Para di-lo com uma imagem: podemos encontrar no Céu todos os vícios e pecados, menos a soberbia, já que o soberbo não reconhece nunca o seu pecado e, não se deixa perdoar por um Deus, que ama até o ponto de morrer por nós. E no inferno, poderemos encontrar todas as virtudes, menos a humildade, pois o humilde se reconhece tal como ele é e, sabe muito bem que sem a graça de Deus não pode deixar de ofender-lhe, como tampouco pode corresponder a sua Bondade.

Uma das chaves da sabedoria cristã é reconhecer a grandeza e a imensidade do Amor de Deus e, ao mesmo tempo admitir a nossa pequenez e a vileza do nosso pecado. Somos tão lentos para entender isso! No dia que descubramos que temos o Amor de Deus bem ao nosso alcance, diremos como Santo Agostinho, com lagrimas de Amor: «Tarde te amei, meu Deus!». Esse dia pode ser hoje. Pode ser hoje. Pode ser.

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* O evangelho de hoje traz o segundo anúncio da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Os discípulos não entendem a palavra sobre a cruz, porque não são capazes de entender nem de aceitar um Messias que se faz empregado e servidor dos irmãos. Eles continuam sonhando com um messias glorioso.

* Lucas 9,43b-44: O contraste.
“O povo estava admirado com tudo o que Jesus fazia. Então Jesus disse aos discípulos: "Prestem atenção ao que eu vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue na mão dos homens”. O contraste é muito grande. De um lado, a vibração e a admiração do povo por tudo que Jesus dizia e fazia. Jesus parece corresponder a tudo aquilo que o povo sonho, crê e espera. Por outro lado, a afirmação de Jesus de que será preso e entregue na mão dos homens. Ou seja, a opinião das autoridades sobre Jesus é totalmente contrária à opinião do povo.

* Lucas 9,45: O anúncio da Cruz.
“Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. Isso estava escondido a eles, para que não entendessem. E tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto”. Os discípulos o escutam, mas não entendem a palavra sobre a cruz. Mesmo assim, não pedem esclarecimento. Eles têm medo de deixar transparecer sua ignorância!

* O título Filho do Homem
Este nome aparece com grande frequência nos evangelhos: 12 vezes em João, 13 vezes em Marcos, 28 vezes em Lucas, 30 vezes em Mateus. Ao todo, 83 vezes nos quatro evangelhos.  É o nome que Jesus mais gostava de usar. Este título vem do AT. No livro de Ezequiel, ele indica a condição bem humana do profeta (Ez 3,1.4.10.17; 4,1 etc.). No livro de Daniel, o mesmo título aparece numa visão apocalíptica (Dn 7,1-28), na qual Daniel descreve os impérios dos Babilônios, dos Medos, dos Persas e dos Gregos. Na visão do profeta, estes quatro impérios têm a aparência de “animais monstruosos” (cf. Dn 7,3-8). São impérios animalescos, brutais, desumanos, que perseguem, desumanizam e matam (Dn 7,21.25). Na visão do profeta, depois dos reinos anti-humanos, aparece o Reino de Deus que tem a aparência, não de um animal, mas sim de uma figura humana, Filho de homem. Ou seja, é um reino com aparência de gente, reino humano, que promove a vida. Humaniza. (Dn 7,13-14). Na profecia de Daniel a figura do Filho do Homem representa, não um indivíduo, mas sim, como ele mesmo diz, o “povo dos Santos do Altíssimo” (Dn 7,27; cf. Dn 7,18). É o povo de Deus que não se deixa desumanizar nem enganar ou manipular pela ideologia dominante dos impérios animalescos. A missão do Filho do Homem, isto é, do povo de Deus, consiste em realizar o Reino de Deus como um reino humano. Reino que não persegue a vida, mas sim a promove! Humaniza as pessoas.

Apresentando-se aos discípulos como Filho do Homem, Jesus assume como sua esta missão que é a missão de todo o Povo de Deus. É como se dissesse a eles e a todos nós: “Venham comigo! Esta missão não é só minha, mas é de todos nós! Vamos juntos realizar a missão que Deus nos entregou, e realizar o Reino humano e humanizador que ele sonhou!” E foi o que ele fez e viveu durante toda a sua vida, sobretudo, nos últimos três anos. Dizia o Papa Leão Magno: “Jesus foi tão humano, mas tão humano, como só Deus pode ser humano”. Quanto mais humano, tanto mais divino. Quanto mais “filho do homem” e tanto “filho de Deus!” Tudo que desumaniza as pessoas afasta de Deus. Foi o que Jesus condenou, colocando o bem da pessoa humana como prioridade acima das leis, acima do sábado (Mc 2,27). Na hora de ser condenado pelo tribunal religioso do Sinédrio, Jesus assumiu este título. Perguntado se era o “filho do Deus” (Mc 14,61), ele responde que é o “filho do Homem: “Eu sou. E vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso” (Mc 14,62). Por causa desta afirmação foi declarado réu de morte pelas autoridades. Ele mesmo sabia disso, pois tinha dito: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate para muitos” (Mc 10,45).

Para um confronto pessoal
1) Como você na sua vida combina sofrimento e fé em Deus?
2) No tempo de Jesus havia o contraste: povo pensava e esperava de um jeito, enquanto as autoridades religiosas pensavam e esperavam de outro jeito. Existe hoje o mesmo contraste

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

PREPARANDO-NOS PARA A FESTA DE SANTA TERESA DO MENINO JESUS

Dia 23: Santidade ao alcance de todos


1. Motivação
"Eis aí exatamente o mistério de minha vocação, de toda a minha vida, sobretudo o mistério dos privilégios de Jesus em favor de minha alma... Ele não chama os que disso são dignos, mas o que são de seu agrado". (Santa Teresinha)
Neste dia vamos meditar sobre nossa vocação universal à santidade, graça que recebemos no dia nosso batismo. Santa Teresinha ensinou e mostrou por sua vida que a santidade está ao alcance de todos. Para sermos santos, não podemos contar com nossas forças, mas devemos implorar a misericórdia de Deus para que ela nos conduza à Montanha da Santidade. Que todos nós tenhamos sede de santidade e, ajudados pelo Senhor, sejamos fiéis à nossa vocação cristã, ao Evangelho e à nossa Santa Igreja.

2. Leitura Bíblica: (Mt 9,36-10,8)
Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: "A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade... Jesus enviou estes doze, com as seguintes recomendações: "Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: `O reino dos céus está próximo'. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar.

3. Oração
Ó Deus todo-poderoso, que nos dais Santa Teresinha como modelo, vede nossos esforços em viver os nossos compromissos batismais e ponde em nossos corações o mesmo ardor de santidade que marcou a vida de Santa Teresa do Menino Jesus. Vós que cumulastes de graças vossa serva Santa Teresinha, derramai vossas bênçãos sobre todos nós, que exaltamos vossa misercórdia. Nós vos pedimos, atendei-nos em nossas necessidades e socorrei-nos, ouvindo-nos de modo especial na graça que esperamos alcançar de vós.... (faz-se o pedido). Isso vos pedimos por Cristo nosso Senhor. Amém.

4. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai

5. Ladainha
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós
Santa Maria, Rainha e Esplendor do Carmelo,
São José,
Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face,rogai por nós
Santa Teresa, dom de Deus para o Carmelo,
Santa Teresa, dom de Deus para a Igreja,
Santa Teresa, padroeira das missões,
Santa Teresa, doutora da Igreja,
Santa Teresa, pérola do Carmelo,
Santa Teresa, filha bem amada do Pai dos Céus,                                       
Santa Teresa, apaixonada de amor por Jesus,
Santa Teresa, que tanto quisestes assemelhar-vos ao Menino Jesus,
Santa Teresa, que tanto quisestes assemelhar-vos a Jesus sofredor,
Santa Teresa, abrasada de amor pelo Espírito Santo,
Santa Teresa, curada pelo sorriso de Maria,

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor

Rogai por nós, Santa Teresa do Menino Jesus da Santa Face, 
para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

Oremos

Ó Deus Todo-poderoso e eterno, que abris as portas do Vosso Reino aos pequeninos e aos humildes. Concedei-nos a graça de seguirmos os passos da nossa irmã S. Teresa do Menino Jesus e da Santa Face pelo caminho pequenino da confiança que ela nos assinalou e pelo qual ele nos deseja conduzir. E assim, pela sua oração e pela sua sabedoria alcançaremos a revelação da Vossa glória. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.