terça-feira, 20 de dezembro de 2011

6º DIA DA NOVENA DO NATAL
A CONVERSÃO - 21 de dezembro
ORAÇÃO:
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém

MEDITANDO COM BENTO XVI – «Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que Ele ama», ou seja, homens que põem a sua vontade na dEle, tornando-se assim homens de Deus, homens novos, mundo novo». (25.12.2007).
     –«Este é o grande mistério do amor que nunca termina de nos surpreender. Deus fez-se homem para que nos convertêssemos em filhos de Deus». (23.12.2007).
     – «Ele ama a todos, porque todos são criaturas suas. Mas, algumas pessoas têm a sua alma fechada; o seu amor não encontra qualquer acesso a eles. Pensam que não têm necessidade de Deus; não O querem. Outros, que moralmente talvez sejam igualmente miseráveis e pecadores, pelo menos sofrem com isso. Estes esperam Deus. Sabem que têm necessidade da sua bondade, embora não tenham uma idéia precisa dela. No seu íntimo, aberto à expectativa, a luz de Deus pode entrar, e com ela a sua paz» (25.12.2005).

ANTÍFONA - Ó Oriente
esplendor da luz eterna e sol da justiça
Vinde e iluminai os que estão sentados
nas trevas e à sombra da morte.

ORAÇÃO - Atendei, Senhor, a oração do vosso povo, que se alegra com a vinda de vosso Filho na humildade da nossa carne, e concedei-nos o dom da vida eterna quando Ele vier na sua glória. Por Nosso Senhor.

POR QUE O VERBO SE FEZ CARNE?
O MOTIVO DA ENCARNAÇÃO:(1)
     Por que o Filho de Deus se fez homem? Quais as razões da Encarnação?
     A Sagrada Escritura insiste sobre a gratuidade da Encarnação, que depende de um ato da livre vontade de Deus (Ef 1,5-10). Deus podia ter concedido diretamente a graça do perdão ao homem, sem passar por Jesus Cristo. Querendo salvar-nos Deus poderia fazê-lo de outros modos, mas nenhuma mais admirável do que descendo e atendendo-nos qual Bom Samaritano. Deus tinha outros recursos, todavia, podemos afirmar que a Encarnação era necessária relativamente ou sob alguns aspectos.
     Diz o Credo niceno-constantinopolitano: “E POR NÓS HOMENS E PARA NOSSA SALVAÇÃO, DESCEU DOS CÉUS, E SE ENCARNOU PELO ESPÍRITO SANTO, NO SEIO DA VIRGEM MARIA, E SE FEZ HOMEM”.
     O Filho de Deus encarnou-se no seio da Virgem Maria por obra do Espírito, por nós homens e para nossa salvação, ou seja, para reconciliar a nós, pecadores, com Deus; para nos fazer conhecer o seu amor infinito; para ser o nosso modelo de santidade; para nos fazer participantes da natureza divina.
     O Verbo se fez carne para:

ASSIM CONHECÊSSEMOS O AMOR DE DEUS (Jo 3,16; 1Jo 4,8-9).
     A Encarnação era conveniente ao plano de Deus-Amor. Deus se fez homem por amor. A Encarnação é para a glória de Deus, mas esta glória não consiste senão no amar o homem. Para Deus que é amor, a sua glória não pode consistir senão em amar. Morreu por nossos pecados, porque nos amava (Gl 2,20; Ap 1,5). O mistério da Encarnação revela o maravilhoso amor de Deus;
     “Nisto manifestou-se o amor de Deus por nós: Deus enviou seu Filho Único ao mundo para que vivamos por Ele" (1 Jo 4,9). "Pois Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho Único, a fim de que todo o que crer nele não pereça, mas tenha a Vida Eterna" (Jo 3,16).

SALVAR-NOS RECONCILIANDO-NOS COM DEUS: (1Jo 4,10; 4,14; 3,5).
     Deus quis a Encarnação por causa do pecado do homem (Jo 3,16-17; 1Tm1,15). O nome Jesus significa Salvador.
     O grande santo e Padre da Igreja, São Gregório de Nissa, do século IV, expressou bem: “Doente, nossa natureza precisava ser curada; decaída, ser reerguida; morta, ser ressuscitada. Havíamos perdido a posse do bem, era preciso no-la restituir. Enclausurados nas trevas, era preciso trazer-nos à luz; cativos, esperávamos um salvador; prisioneiros, um socorro; escravos, um libertador. Essas razões eram sem importância? Não eram tais que comoveriam a Deus a ponto de fazê-lo descer até nossa natureza humana para visita-la, uma vez que a humanidade se encontrava em um estado tão miserável e tão infeliz?” (Cat. §457)
     "Foi Ele que nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados" (1Jo 4,10). "O Pai enviou seu Filho como o Salvador do mundo" (1Jo 4,14). "Este apareceu para tirar os pecados" (1Jo 3,5).
     A Carta aos Hebreus fala deste mistério profundo; sacrifícios de animais, e mesmo de um simples homem, não poderia salvar a humanidade; então o Verbo se fez homem.
     “Por isso, ao entrar no mundo, ele afirmou: Não quiseste sacrifício e oferenda. Tu, porém, formaste-me um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não foram de teu agrado. Por isso eu digo: Eis-me aqui... para fazer a tua vontade”. (Hb 10,5-7; Sl 40,7-9)”
     São Paulo ensina Deus destinou Jesus como “instrumento de propiciação, por seu próprio sangue” (1 Tm 2,3-4), que significa que “Deus, em Cristo, reconciliava consigo o mundo”.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

5º DIA DA NOVENA DO NATAL

O APOSTOLADO - 20 de dezembro
                                                          ORAÇÃO:
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém

MEDITANDO COM BENTO XVI – «Nada é mais belo, urgente e importante que doar gratuitamente aos homens o que gratuitamente recebemos de Deus». Nada pode nos eximir ou nos tirar deste oneroso e fascinante dever. A alegria do Natal que já experimentamos, enquanto nos enche de esperança, alenta-nos, ao mesmo tempo, a anunciar a todos a presença de Deus no meio de nós» (23.12.2007).
     – «Só redescobrindo o dom recebido a Igreja pode testemunhar a todos o Cristo Salvador; fa-lo-á com entusiasmo e ardor, no pleno respeito de toda tradição cultural e religiosa; fá-lo-á com alegria sabendo que Aquele que anuncia nada priva daquilo que é autenticamente humano, mas leva-o à sua plenitude. Na verdade, Cristo vem somente para destruir o mal: o pecado. O resto, todo o resto Ele eleva e aperfeiçoa.» (missa da meia noite, 24.12.2006).
     – «O verdadeiro mistério do Natal é o resplendor interior que vem deste Menino». Deixemos que se comunique a nós esse esplendor interior, que acenda no nosso coração a chama da bondade de Deus; todos nós levemos, com o nosso amor, a luz ao mundo! Não deixemos que esta chama luminosa se apague por causa das correntes frias do nosso tempo! Guardemo-la fielmente e demo-la aos outros!» (missa da meia noite, 25.12.2005).

ANTÍFONA - Ó Chave de Davi
o cetro da casa de Israel
que abris e ninguém fecha;
fechais e ninguém abre:
Vinde e libertai da prisão o cativo
assentado nas trevas e à sombra da morte.

ORAÇÃO - Senhor nosso Deus, que pela anunciação do Anjo quisestes que a Virgem Imaculada se tornasse Mãe do vosso Verbo e, envolvida na luz do Espírito Santo, fosse consagrada templo da divindade, ajudai-nos a ser humildes como ela, para cumprirmos fielmente a vossa vontade. Por Nosso Senhor.

O MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO

     A fé na Encarnação do Filho de Deus é a marca fundamental da fé cristã. São João disse: “Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2, 22) “Todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo”. (1 Jo 4,3).
     A Encarnação é um dos mistérios da fé cristã.
     Mistério: Uma verdade incompreensível porque excede nossa capacidade. Uma verdade que não pode ser conhecida pelo intelecto humano, a não ser que lhe seja revelada por Deus.
     Não é somente necessário ao cristão acreditar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, mas também convém crer na Sua Encarnação. A Igreja denomina Encarnação o fato de o Filho de Deus ter assumido uma natureza humana para realizar nela a nossa salvação. Por Encarnação entendemos o fato de Deus fazer-se homem, sem deixar de ser Deus. Deus fez o que para nossa mente parece impossível: unir a sua natureza divina a uma natureza humana, a um corpo e alma como os nossos.
     Quando nos planos de Deus chegou o tempo de realizar a promessa da salvação feita no A.T., Deus enviou seu Filho Jesus Cristo, Deus verdadeiro e homem verdadeiro. Na Encarnação Deus une-se à natureza humana. Na Encarnação (em carne, estar em carne, o ato de tornar carne, isto é humanidade), o Filho de Deus, Verbo Eterno, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade se fez homem no seio (ventre) da Virgem Maria por obra do Espírito Santo. O Deus da eternidade entra na história humana, sendo como nós, um de nós: Emanuel – o Deus conosco. Graças à Encarnação, o homem alcança uma altíssima dignidade.
     A verdade da Encarnação na Sagrada Escritura: o mistério da Encarnação encontra expressão clássica nas palavras do Evangelho de João: ¨O Verbo se fez carne e habitou entre nós¨(Jo 1, 14 ). Pela encarnação do Verbo, a presença pessoal, sensível e visível de Deus em Cristo, de Deus entre os homens. O Verbo começou a existir na condição humana.
     O termo ¨carne¨designa a condição humana em sua fraqueza e mortalidade. ¨Habitou¨, na expressa grega se diz que ¨montou sua tenda entre nós¨,e isto significa, na mentalidade oriental, a maior intimidade e familiaridade. Deus Se fez homem para ganhar para Si o homem. O Criador veio às suas criaturas na forma de uma delas, para lhes dar uma idéia da espécie de ser que Ele é. Deus é semelhante a Jesus. Jesus é semelhante a Deus.
     Por sua vez, Paulo diz: "Ele tinha a condição divina...e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana¨(Fl 2,6-7 ).
     A Boa-Nova: Deus enviou seu Filho: A preexistência do Filho e sua verdadeira encarnação se acham atestadas também no texto de Gl 4, 4-5.
     A fé na Encarnação é o sinal distintivo da fé crista. “Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne é de Deus” (1 Jo 4, 2 ). Esta é a alegre convicção da Igreja desde o seu começo, quando canta o grande mistério da piedade: ¨Ele foi manifestado na carne¨. Refere-se a sua condição corporal (1 Tm 3, 16 ).
     Enviado pelo Pai veio ao mundo: O termo Encarnação encerra em si a doutrina sobre a preexistência do Filho desde a eternidade. Isto encontramos claramente nas expressões: ¨Sai do Pai e vim ao mundo" (Jo 16, 28); ¨não procuro a minha vontade, mas a vontade de que me enviou¨ (Jo 5, 30 ); desceu do céu ¨(Jo 3, 13; 6, 33 ; 6,38); ¨Enviou o seu Filho bem-amado¨ (Mc 1, 11 ). O Enviado é Jesus (Jo 3, 34 ).
     A razão humana é incapaz de penetrar no mistério: A razão humana, com seus cálculos e frios raciocínios, é incapaz de penetrar nos segredos divinos da Encarnação, cuja grandeza encheu até a alma da Virgem Maria com santo temor (Lc 1, 30 ).

domingo, 18 de dezembro de 2011

4º DIA DA NOVENA DO NATAL
O AMOR - 19 de dezembro
ORAÇÃO:
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém

MEDITANDO COM BENTO XVI – «Deus é tão grande que Se pode fazer pequeno. Deus é tão poderoso que Se pode fazer inerme e vir ter conosco como menino indefeso, para que O possamos amar. Deus é tão bom que renuncia ao seu esplendor divino e desce ao estábulo para que O possamos encontrar e, assim, a sua bondade chegue também a nós, se nos comunique e continue a agir por nosso intermédio. Isto é o Natal. » (missa da meia noite, 24.12.2005).
     – «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei». Deus tornou-Se um de nós, para que nós pudéssemos viver com Ele, tornarmo-nos semelhantes a Ele. Como próprio sinal, escolheu o Menino no presépio: Deus é assim» (missa da meia noite, 24.12.2005).
     – «Naquele Menino deitado na manjedoura, Deus mostra a sua glória – a glória do amor, em que Ele mesmo Se entrega em dom e Se despoja de toda a grandeza para nos conduzir pelo caminho do amor. A luz de Belém nunca mais se apagou. Ao longo de todos os séculos, envolveu homens e mulheres, «cercou-os de luz». “Onde despontou a fé naquele Menino, aí desabrochou também a caridade – a bondade para com todos, a carinhosa atenção pelos débeis e os doentes, a graça do perdão” (missa da meia noite, 24.12.2005).

ANTÍFONA - Ó Raiz de Jessé
erguida como estandarte dos povos,
em cuja presença os reis se calarão
e a quem as nações invocarão,
Vinde libertar-nos; não tardeis jamais.

ORAÇÃO - Senhor nosso Deus, que revelastes ao mundo o esplendor da vossa glória pelo nascimento do Filho da Virgem Maria, concedei-nos a graça de celebrar o grande mistério da Encarnação com verdadeira fé e sincera piedade. Por Nosso Senhor.

PREPARAR OS PRESENTES DE NATAL

     Leo J. Trese
     É importante lembrarmo-nos de que é o aniversário de Jesus que comemoraramos no Natal, não o nosso. Milhões de pessoas pensam: “O que eu quero para o Natal?” Muito poucas pensam o que realmente se deveria pensar: “O que Jesus quer no dia do seu aniversário?”
     Que queremos de presente no Natal?
     Julgo não ser muito tarde para pensarmos nisso, até porque suponho que a esta altura já o teremos dito, ou insinuado, aos nossos parentes e amigos.
     É muito agradável a troca de presentes por ocasião do Natal. No entanto, não devemos ficar tão entusiasmados com ela e com os outros festejos natalinos que esqueçamos o verdadeiro significado do dia.  
     Os jornais, as revistas, a televisão trazem tantos anúncios e sugestionam-nos com tantos presentes – milhares! – que até podemos pensar que Deus nasceu num estábulo para termos todos os anos um lindo presente aos pés da árvore de Natal. Temos de arranjar uma maneira de nos lembrarmos sempre de que Jesus não nasceu em Belém para nos proporcionar um dia de comemoração todos os anos. Deus veio à terra com uma única finalidade: salvar almas.
     Nós, a quem Deus ama tanto, estávamos perdidos para Ele por causa do pecado. Mas Ele não nos deixou ir embora sem mais nem menos. O Senhor estava disposto a fazer fosse o que fosse para nos fazer regressar ao caminho de Deus.
     O plano divino é fantástico. Deus veio em nossa busca. Quis nascer como uma criança vulgar e morrer como qualquer outro homem. Com a sua vida e a sua morte, pagou o “preço” pelos nossos pecados e obteve as graças de que necessitávamos. Tirou-nos do plano inclinado em que nos encontrávamos e colocou-nos novamente no caminho do Céu.
     O verdadeiro significado do Natal é o inacreditável amor que Deus tem por nós. Esta é a mensagem que o Menino Deus nos dirige a partir das pobres palhas entre as quais nasceu.
     Esta mensagem é um verdadeiro mistério! Como pode Deus amar-nos tanto, conhecendo-nos tão bem? Duvido que mesmo no Céu, depois da nossa morte, consigamos compreender completamente a resposta a esta pergunta.
     Mas voltemos aos presentes. É muito importante para nós lembrarmo-nos de que é o aniversário de Jesus que comemoraramos no Natal, não o nosso. Milhões de pessoas pensam: “O que eu quero para o Natal?” Muito poucas pensam o que realmente se deveria pensar: “O que Jesus quer no dia do seu aniversário?”
     Espero que estejamos entre os que fazem esta última pergunta. Se amamos Jesus o suficiente para fazer essa pergunta, com certeza já conhecemos a resposta: “Quero almas”, grita o Menino da manjedoura. “Para isso vim e para isso nasci. Por favor, por favor, dêem-me almas”.
     A primeira alma que Ele quer é a nossa. Mas, essa já lhe demos. Amamo-lo. Procuramos viver em estado de graça. Fazemos oração com regularidade, freqüentamos os sacramentos e assim crescemos no amor de Jesus.
     A nossa alma é com certeza um belo presente para levar ao Menino. Mas quem gosta de ganhar apenas um único presente de Natal? Não esperamos encontrar mais de um embrulho com o nosso nome em baixo da árvore na manhã de Natal? Jesus também merece mais presentes. Já lhe demos a nossa alma. Com certeza, quereremos ser generosos e dar-lhe outras almas.
     Como faremos isso? De muitas maneiras. A primeira e mais simples de todas consiste em rezar todos os dias pelos pecadores e pelos que não têm fé; melhor ainda, pôr esta intenção sempre que digamos uma oração. Se ainda não o fazemos, podemos começar já. Também podemos rezar de uma maneira especial pelas missões, pelo trabalho dos missionários e pelas nações onde trabalham.
     Outra maneira que temos para dar almas a Jesus consiste em sermos nós mesmos “missionários”. Todos conhecemos gente que tem preguiça de ir à missa no domingo, que não vai nunca a palestras de formação ou meditações, que não se confessa há muito tempo. Talvez possamos ajudar essas pessoas. A alguns, podemos dizer: “Se você quiser, passo na sua casa no domingo para irmos juntos à missa” Ou ainda: “Estou indo confessar-me; não quer vir comigo?” Podemos também convidar um amigo para assistir àquela meditação semanal que tanto nos ajuda. E haverá mesmo um rapaz ou uma moça que não sejam católicos a quem podemos começar a instruir na fé, para que, conhecendo, comecem a crer. Talvez se disponham a assistir a alguma palestra ou cheguem mesmo a ir à missa para ouvirem uma homilia, se prometemos ir com eles. Agindo assim, ficaremos contentes de descobrir outras almas para oferecer a Jesus.
     O Natal chegou. Por que não procurar os presentes para deixarmos ao lado da manjedoura no dia em que o Senhor faz anos? Mas não esqueçamos: devemos estar seguros de que o nosso próprio coração está entre esses presentes

sábado, 17 de dezembro de 2011

3º DIA DA NOVENA DO NATAL

A ESPERANÇA - 18 de dezembro
                                                          ORAÇÃO
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém

MEDITANDO COM BENTO XVI – «O homem da era tecnológica corre o risco de ser vítima dos próprios êxitos da sua inteligência e dos resultados das suas capacidades inventivas, caminha para uma atrofia espiritual, um vazio do coração. Por isso, é importante abrir a sua mente e o seu coração ao Natal de Cristo, acontecimento de salvação capaz de imprimir uma renovada esperança à existência de todo o ser humano".
     "No Natal, o nosso espírito abre-se à esperança, ao contemplar a glória divina escondida na pobreza de um Menino envolto em panos e reclinado numa manjedoura: é o Criador do universo, reduzido à impotência de um recém-nascido! Aceitar esse paradoxo, o paradoxo do Natal, é descobrir a Verdade que liberta, o Amor que transforma a existência. Na Noite de Belém, o Redentor faz-Se um de nós, para ser nosso companheiro nas estradas insidiosas da história. Acolhamos a mão que Ele nos estende: é uma mão que não nos quer tirar nada, mas apenas dar». (Mensagem Urbi et Orb:, de Roma ao mundo; 25.12.2005).

ANTÍFONA - Ó Adonai
guia da casa de Israel,
que aparecestes a Moises na chama do fogo
no meio da sarça ardente e lhe deste a lei no Sinai
Vinde resgatar-nos pelo poder do Vosso braço.

ORAÇÃO - Concedei-nos, Deus onipotente, que o esperado nascimento de vosso Filho Unigênito nos liberte da antiga escravidão do pecado. Por Nosso Senhor.
2º DIA DA NOVENA DO NATAL
E QUARTO DOMINGO DO ADVENTO
O TESTEMUNHO - 17 de dezembro
ORAÇÃO (para todos os dias):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém

MEDITANDO COM BENTO XVI – «Se não reconhecermos que Deus se fez homem, que sentido tem festejar o Natal? A celebração torna-se vazia. Antes de tudo, nós cristãos devemos reafirmar com profunda e sentida convicção a verdade do Natal de Cristo, para testemunhar diante de todos a consciência de um dom inaudito que é riqueza não só para nós, mas para todos. Disto brota o dever da evangelização» (19.12.2007).

ANTÍFONA - Ó Sabedoria
que saístes da boca do altíssimo
atingindo de uma a outra extremidade
e tudo dispondo com força e suavidade:
Vinde ensinar-nos o caminho da prudência

ORAÇÃO - Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor.

4º DOMINGO DO ADVENTO:
MARIA DE NAZARÉ: A MULHER DO SERVIÇO AOS IRMÃOS
Joaquim Manuel Garrido Mendes, scj
     Para além de ser a mulher do sim a Deus, Maria é também a mulher do sim aos irmãos.
     O quadro que melhor descreve essa atitude de Maria é-nos apresentado também no Evangelho segundo Lucas (cf.Lc.1,39-45). Conta como Maria – logo depois de se ter comprometido com Deus e com os seus projetos – partiu apressadamente para o sul do país, a fim de ajudar Isabel, a prima que se preparava para ser a mãe de João Batista. Maria ficou – diz Lucas – “cerca de três meses” (Lc 1,56), ajudando e servindo Isabel.
     Ela é assim, também, a mulher do serviço simples e humilde aos irmãos. É a mulher que, depois de “olhar para o céu” e de se aperceber dos planos de Deus, é capaz de olhar para o mundo, de partir ao encontro das necessidades dos irmãos, de ser solidária com quem sofre ou passa necessidade.
     Ela é a mulher que, quando se trata de estender a mão a quem precisa, não olha para trás, não faz cálculos, não privilegia os seus interesses e esquemas pessoais. A sua viagem, incômoda, difícil e perigosa, desde a Galileia até à Judeia, testemunha a coragem de sair do seu pequeno mundo tranqüilo para pôr a vida ao serviço dos outros.

A INTERPELAÇÃO DE MARIA
     Vivemos num mundo que tem uma consciência muito viva da pessoa humana, dos seus direitos, da sua dignidade; que grita nas ruas, nos parlamentos, nas manifestações, que todos os homens nascem livres e iguais e que todos têm direito à vida, à alimentação, à instrução, ao trabalho, à segurança…
     Mas, paradoxalmente, é um mundo que cultiva, em doses industriais, o individualismo, a indiferença e que faz aumentar, todos os dias, a imensa multidão dos excluídos e marginalizados.
     As ruas da nossa cidade são cruzadas, todos os dias, por pessoas que vivem à margem da vida… Dormem debaixo de um papelão, num banco de jardim, e freqüentam a sopa dos pobres; contemplam o vaivém da cidade com indiferença, porque já perderam a vontade de construir; raramente recebem de presente um gesto amigo ou um sorriso…
     No entanto, a cidade passa ao lado deles, apressada, ocupada, ativa, cheia de vida e, quase sempre, indiferente. As pessoas têm a sua vida, os seus problemas, porque hão de ocupar-se ainda das misérias dos outros?
     E quantas vezes passamos ao lado de terríveis dramas humanos, sem uma denúncia, sem uma revolta, sem inquietação?
     Nas recepções das igrejas, aparecem pessoas de coração ferido e amargurado, a mendigar um pouco do nosso tempo, uma palavra de compreensão, um gesto de amizade, o calor de um sorriso…
     E o padre, passa a correr, sem tempo e sem disponibilidade, preocupado apenas com os papéis que tem de assinar ou com os processos de casamento que tem de mandar para a conservatória de registro civil…
     A própria comunidade familiar (que devia ser um espaço de acolhimento e de fraternidade onde todos se ajudam e se amam), não é, tantas vezes, um hotel barato, onde se encontra cama, mesa e roupa lavada sem grandes obrigações?
     Entretanto, os problemas e os dramas do outro, as dúvidas e as crises de crescimento das crianças, a carga de trabalhos que pesa sobre a mãe, deixam os outros membros da família indiferentes e insensíveis…
     Quantas vezes, os mais idosos são tratados como algo que já não serve para nada e só atrapalha, ou são arrumados nesse velho depósito que é o “lar”, onde a sua saúde débil e as suas histórias do passado já não chateiam o filho executivo ou a nora que tem uma vida social muito ativa…
     O testemunho de Maria é o testemunho de uma mulher que se recusa a ficar de braços cruzados, indiferente, insensível, diante das necessidades dos irmãos.
     Arranca-nos à indiferença e superficialidade que nos impedem de compreender a dor e o sofrimento dos outros, de sintonizar com os problemas dos irmãos.
     Maria diz-nos que as dores, as necessidades, os problemas dos nossos irmãos são algo que tem a ver conosco, que nos toca de perto, que nos diz diretamente respeito.
     Ela “obriga-nos” – com o seu testemunho – a ser solidários com os que estão doentes, com os que sofrem solidão, com os marginalizados, com os que nunca se sentiram compreendidos nem amados…
     Ela convida-nos a ser “bons samaritanos” dos irmãos, amando sem medida, sem cálculos e sem fronteiras.
     Foi o coração disponível e aberto de Maria que tornou possível a presença de Jesus no mundo.
     Agora, é preciso que, através da nossa disponibilidade, da nossa atenção aos outros, da nossa partilha, do nosso amor, Jesus continue a nascer na vida dos nossos irmãos e a oferecer-lhes uma proposta de vida e de salvação. Só assim, Jesus virá ao encontro dos homens e aquecerá o mundo com o seu amor.

PARA UM QUESTIONAMENTO PESSOAL OU EM GRUPO:
A Maria do serviço aos irmãos, interpela-me…
• Sou capaz de sair do meu espaço protegido para ir ao encontro das necessidades dos irmãos, ou vivo na indiferença aos problemas dos outros?
• Sei ser solidário e partilhar com os outros a minha vida, a minha alegria, a minha esperança?
• Procuro amar sem distinção, sem fronteiras e sem medida?

CONCLUSÃO
     João Batista e Maria são, verdadeiramente, figuras do Advento e modelos para o crente que espera a chegada do Senhor.
     João Batista é o “profeta” que convida à conversão.
     Ele chama a nossa atenção, em primeiro lugar, para esse compromisso profético que assumimos no dia do nosso batismo: aceitamos, então, ser “sinais” vivos de Deus e seus colaboradores na construção de um mundo novo. Se cumprirmos essa missão, Jesus poderá, outra vez, tornar-se presente no mundo e na vida dos homens.
     João, por outro lado, recorda-nos que na nossa caminhada de crentes nunca está terminada: em cada dia, é imperioso refazer a vida, reformular os valores, mudar a mentalidade, corrigir os comportamentos, de forma a que Deus esteja sempre em primeiro lugar. Jesus nasce, se no nosso coração houver espaço para Ele, para os seus valores, para essa proposta de vida nova que Ele nos veio fazer.
     Maria é a mulher do “sim” a Deus e aos “irmãos”. Ela fez da sua vida um dom, um serviço, uma entrega total. A sua existência não foi fechada num egoísmo estéril, surda aos apelos de Deus e às necessidades do mundo; pelo contrário, foi uma vida de permanente escuta de Deus e de atenção constante aos irmãos. E da disponibilidade de Maria nasceu o Salvador.
     Um e outro – João Batista e Maria – mostram-nos como se deve esperar o Senhor: com um coração aberto, disponível, generoso, capaz de acolher, de amar, de partilhar, de ir ao encontro dos dons de Deus e das necessidades dos outros.
     Um e outro convidam-nos a pôr Deus no centro da nossa vida, a fazer d’Ele a nossa referência fundamental, a encontrar nele o sentido verdadeiro da nossa existência, a escutar as suas propostas, a dizer-Lhe um “sim” total, a viver uma vida de comunhão e uma relação profunda com Ele.
     Um e outro convidam-nos a cumprir com fidelidade a nossa missão no mundo. Eles dizem-nos – com palavras e com gestos – que a vida que Deus nos ofereceu não é para ser vivida em circuito fechado, mas é para ser gasta ao serviço dos irmãos, numa atenção constante às suas dores e necessidades, solidários com os apelos dos homens, comprometidos na construção de um mundo novo…
     Jesus continua, hoje, a querer encarnar-se na nossa vida e a fazer-se um de nós – a “levantar a sua tenda no meio de nós” – como diz João no prólogo do Quarto Evangelho.
     O problema essencial não é se Deus vem ou não vem, mas se O acolhemos ou não acolhemos, se Ele encontra lugar no nosso coração ou se o nosso coração está tão cheio que não há lugar para Ele…
     João Batista e Maria mostram-nos como preparar o coração para acolher o Senhor: é preciso um coração aberto a Deus e disponível para os irmãos.
     Só dessa forma – com um coração aberto e disponível, capaz de aceitar a relação com Deus e capaz de amar os outros – será possível acolher Jesus.
     Só dessa forma será possível levar Jesus ao mundo e fazer com que o seu nascimento – a sua presença na nossa história – se concretize no coração e na vida dos homens.
     Só dessa forma será possível celebrar, de forma coerente e sincera, sem mentiras nem fingimentos, o Natal do Senhor.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

1º DIA DA NOVENA DO NATAL
A FÉ - 16 de dezembro

ORAÇÃO (PARA TODOS OS DIAS):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito,
para a glória do Pai. Amém

MEDITANDO COM BENTO XVI – "O mundo torna-se cada vez mais caótico e também violento: vemo-lo todos os dias. E a luz de Deus, a luz da Verdade, apaga-se. A vida fica escura e desorientada. Como é então importante que sejamos realmente crentes e como crentes reafirmemos com vigor, com a nossa vida, o mistério de salvação que a celebração do Natal de Cristo traz consigo!" (19.12.2007).
     – «Ó homem moderno, adulto e ainda às vezes débil de pensamento e de vontade, deixa o Menino de Belém conduzir-te pela mão; não temas, confia nEle!» (mensagem Urbi et Orbi, de Roma ao mundo; 25.12.2005).

ANTÍFONA - Por Vós, ó Virgem Maria,
se cumpriram os oráculos dos Profetas
que anunciaram a Cristo:
permanecendo sempre Virgem,
concebestes e destes à luz o Filho de Deus.

ORAÇÃO - Deus onipotente, que nos mandais preparar os caminhos de vosso Filho, não permitais que, pela nossa extrema fraqueza, nos cansemos de aguardar a presença consoladora do médico divino, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A NOVENA DO NATAL.
REZANDO COM O PAPABENTO XVI
DIANTE DO PRESÉPIO.

     Seleção de fragmentos das homilias natalinas do Papa Bento XVI desde que ocupou a cátedra de São Pedro em 2005 até hoje.
   O teólogo medieval Guilherme de São Thierry disse uma vez: “Deus viu, a partir de Adão, que a sua grandeza suscitava no homem resistência; que o homem se sente limitado no ser ele próprio e ameaçado na sua liberdade. Portanto Deus escolheu um caminho novo. Tornou-Se um Menino. Tornou-Se dependente e frágil, necessitado do nosso amor. Agora - diz-nos aquele Deus que Se fez Menino - já não podeis ter medo de Mim, agora podeis apenas amar-Me.”

PREPARAÇÃO
15 de dezembro
ORAÇÃO (PARA TODOS OS DIAS):
Ó Jesus vivendo em Maria
vinde viver em vosso servo
com o espírito de vossa santidade
com a plenitude de vossas forças
na retidão de vossos caminhos
na verdade de vossas virtudes
na comunhão de vossos mistérios
para dominar as forças adversas
com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.

MEDITANDO COM BENTO XVI – «O Menino, que os pastores adoraram numa gruta na noite de Belém há cerca de dois mil anos, não se cansa de visitar-nos na vida quotidiana, enquanto caminhamos como peregrinos para o Reino. Invocar o dom do nascimento do Salvador prometido significa, contudo, comprometer-se com aplanar-lhe o caminho, com preparar-lhe uma habitação digna não só no ambiente à nossa volta, mas sobretudo no nosso coração» (19.12.2007).
     – «Chegou o momento que o Anjo tinha anunciado em Nazaré: «Darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo» (cf. Lc 1, 31-32). Chegou o momento que Israel aguardava há muitos séculos, durante tantas horas sombrias – o momento de algum modo esperado por toda a humanidade, ainda que sob figuras confusas: que Deus viesse cuidar de nós, que saísse do seu esconderijo, que o mundo fosse salvo e tudo se renovasse. Podemos imaginar com quanto cuidado interior, com quanto amor se preparou Maria para aquela hora. A breve anotação «envolveu-O em panos» deixa-nos intuir algo da santa alegria e do zelo silencioso de tal preparação. Estavam prontos os panos, para que o Menino pudesse ser bem acolhido. Na hospedaria, porém, não havia lugar. De algum modo a humanidade espera Deus, a sua proximidade. Mas quando chega o momento, não tem lugar para Ele”.
     - “Temos nós tempo para o próximo que necessita da nossa, da minha palavra, do meu afeto? Para o doente que precisa de ajuda? Para o prófugo ou o refugiado que procura asilo? Temos nós tempo e espaço para Deus? Pode Ele entrar na nossa vida? Encontra um espaço em nós, ou temos todos os espaços do nosso pensamento, da nossa ação, da nossa vida ocupados para nós mesmos?” (missa da meia noite, 24.12.2007).

ANTÍFONA - Eis que vem o Senhor,
Príncipe dos reis da terra.
Felizes os que estão preparados
para ir ao seu encontro.

ORAÇÃO - Acolhei benignamente, Senhor, a nossa oração e suscitai nos vossos servos o desejo sincero de chegar, de coração purificado, ao grande mistério da Encarnação de vosso Filho Unigênito. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.