sexta-feira, 5 de junho de 2026

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – X Domingo do Tempo Comum

Bta. Ana de São Bartolomeu, virgem da nossa Ordem.


ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
I Leitura  (Os 6, 3-6): Profecia de Oseias: Procuremos conhecer o Senhor. A sua vinda é certa como a aurora. Virá a nós como o aguaceiro de outono, como a chuva da primavera sobre a face da terra. «Que farei por ti, Efraim? Que farei por ti, Judá?» – diz o Senhor – «O vosso amor é como o nevoeiro da manhã, como o orvalho da madrugada, que logo se evapora. Por isso vos castiguei por meio dos Profetas e vos matei com palavras da minha boca; e o meu direito resplandece como a luz. Porque Eu quero a misericórdia e não o sacrifício, o conhecimento de Deus, mais que os holocaustos».
 
Salmo Responsorial Sl 49 (50), 1.8.12-13.14-15 (R. 23b)
R. A quem procede retamente, farei ver a salvação de Deus.
 
Falou o Senhor, Deus soberano, e convocou a terra, do Oriente ao Ocidente:
«Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo: os teus holocaustos estão sempre na minha presença.
 
Se tivesse fome, não te diria, porque meu é o mundo e tudo o que nele existe.
Comerei porventura as carnes dos touros ou beberei o sangue dos cabritos?
 
Oferece a Deus sacrifícios de louvor e cumpre os votos feitos ao Altíssimo.
Invoca-Me no dia da tribulação: Eu te livrarei e tu Me darás glória».
 
II Leitura (Rm 4, 18-25): Irmãos: Contra toda a esperança, Abraão acreditou que havia de tornar-se pai de muitas nações, como tinha sido anunciado: «Assim será a tua descendência». Sem vacilar na fé, não tomou em consideração nem a falta de vigor do seu corpo, pois tinha quase cem anos, nem a falta de vitalidade do seio materno de Sara. Perante a promessa de Deus, não se deixou abalar pela desconfiança, antes se fortaleceu na fé, dando glória a Deus, plenamente convencido de que Deus era capaz de cumprir o que tinha prometido. Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça». Não é só por causa dele que está escrito «Foi-lhe atribuído», mas também por causa de nós, que acreditamos n’Aquele que ressuscitou dos mortos, Jesus, Nosso Senhor, que foi entregue à morte por causa das nossas faltas e ressuscitou para nossa justificação.
 
Aleluia. Foi o Senhor quem me mandou boas notícias anunciar; ao pobre, a quem está no cativeiro, libertação eu vou proclamar. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 9,9-13): Ao passar, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: «Segue-me!». Ele se levantou e seguiu-o. Depois, enquanto estava à mesa na casa de Mateus, vieram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se à mesa, junto com Jesus e seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e disseram aos discípulos: «Por que vosso mestre come com os publicanos e pecadores?». Tendo ouvido a pergunta, Jesus disse: «Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes. Ide, pois, aprender o que significa: ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores».
 
«Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores»
 
P. Jorge LORING SJ (Cádiz, Espanha)
 
Hoje, Jesus fala-nos da alegria que produz a conversão de alguém que havia afastando-se de Deus. Existem alguns textos do Evangelho que se pode entender com erros, como por exemplo: «Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores» (Mt 9,13), ou a outra frase de Jesus: «haverá no céu alegria por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão» (Lc 15,7). Parece que Deus prefere que fossemos pecadores, e não é assim. A alegria acrescenta-se porque se trata de uma alegria distinta, nova.
 
Se um jovem emigrante voltasse para casa, sua mãe o receberia com uma grande alegria, que não lhe dão seus outros filhos que permaneceram com ela. A mãe preferia que seu filho não tivesse que emigrar a procurar um trabalho, mas ao voltar lhe dá uma alegria nova que não lhe dão os outros filhos. Se um filho estiver gravemente doente e recupera a saúde, dará aos seus pais uma alegria nova que não lhe darão seus filhos sadios. Mas o pai preferia que seu filho não adoecesse. É o caso da alegria que recebe o pai do filho prodigo quando ele voltar para casa.
 
É evidente que o Senhor quer que lhe sejamos fiéis e não afastemo-nos de Ele. Mas quando separarmos, Ele sai a buscarmos, como o Bom Pastor que deixa as outras ovelhas no redil e sai em busca da ovelha perdida até encontrá-la. «Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes» (Mt 9,12); Jesus Cristo, médico divino, não espera aos doentes acudirem a Ele, mas Ele mesmo sai ao seu encontro. Como diz Santo Agostinho, Jesus «convoca aos pecadores à paz, e aos doentes à cura».
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Mateus, que estava destinado a ser apóstolo e mestre dos gentios, no seu primeiro contato com o Senhor arrastou atrás de si pelo caminho da salvação um grupo considerável de pecadores» (São Beda o Venerável)
 
«Que Maria, que é Mãe de misericórdia, coloque em nossos corações a certeza de que somos amados por Deus; que fique perto de nós nos momentos de dificuldade e que nos dei os sentimentos do seu Filho, para que o nosso itinerário seja uma experiência de perdão, acolhida e caridade» (Francisco)
 
«Jesus escandalizou, sobretudo, por ter identificado a sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus a respeito dos mesmos (399). Chegou, até, a dar a entender que, sentando-Se à mesa dos pecadores (400), os admitia no banquete messiânico (401). Mas foi muito particularmente ao perdoar os pecados que Jesus colocou as autoridades religiosas de Israel perante um dilema» (Catecismo da Igreja Católica, nº 589)
 
Cristo passa e chama quem Ele quer
 
Pe. Pedro Viva

* Retomando o Tempo Comum da liturgia e após as solenidades da Santíssima Trindade e do Corpo e Sangue do Senhor, entramos, de novo, no ritmo litúrgico da vida quotidiana de Jesus.
Um tempo mais distendido em que muitas das atividades pastorais estão a chegar ao fim e se começam a preparar as do próximo ano. É neste contexto da vida eclesial e pessoal de avaliação, pausa e programação que somos confrontados com o chamamento de Mateus a seguir o Mestre. Surpreendente o chamamento deste homem, por parte de Jesus, e não menos surpreendente a resposta imediata de Mateus. Jesus encontra-o entregue ao seu trabalho e não perde tempo. Faz o mesmo hoje com cada uma e com cada um de nós. Todos os momentos são bons para nos chamar a um maior seguimento e a fazer-nos rever as nossas prioridades e projetos.
 
* Ao tempo de Jesus, a maioria dos rabinos eram escolhidos por aqueles que os reconheciam por mestres e que com eles queriam aprender. Jesus tem uma forma de ser diferente. É ele quem chama quem ele quer e escolhe até aqueles que o senso comum diria que não eram boas escolhas. Mateus/Levi é sem dúvida um destes, pois era cobrador de impostos, ou seja, alguém malvisto pela sociedade em geral. Eram tidos como colaboracionistas com o estado romano opressor, na recolha de impostos; cobravam em regra mais do que deviam, caindo na usura e até no roubo descarado; olhavam mais para os bens materiais que aos bens espirituais. Por isso, deles se dizia que não tinham salvação possível, pois mesmo que quisessem restituir o que tinham roubado, era tanto que nem eles sabiam.
 
* Jesus chama para segui-lo um homem assim. É uma provocação de Jesus para aqueles que se consideravam puros. Mas os gestos inauditos de Jesus não se ficam por aqui. Vai mais longe. Participa numa festa, num banquete onde estão amigos de Mateus, também eles cobradores de impostos. E isto é alvo de críticas. No texto paralelo de Marcos, afirma-se que a festa decorreu na casa dele, ou seja, de Jesus, e assim se percebe melhor a crítica: acolhe os pecadores e come com eles. Jesus não se limita a chamar Mateus para o seguir. Não o chama para o repreender pela sua vida e pela sua conduta moral. Também não o fará com Zaqueu. Isto não significa que não se importe com o que ele faz. Simplesmente a sua pedagogia é outra: o do perdão e o da misericórdia. É o amor que salva e, uma vez, sentindo-se amado, a pessoa reconhece os caminhos novos a trilhar.
 
* Jesus convida para o seguir e para ir até uma festa. Se tivermos em conta que o Reino de Deus era comparado a um banquete, então percebemos melhor onde Jesus nos leva: à salvação. Também Mateus e pecadores como ele são alvo do amor e da salvação de Jesus. Ninguém fica de fora.
 
* Ao chamamento de Mateus e à participação no banquete, a terceira parte do nosso texto refere a indignação dos fariseus e a tripla resposta que Jesus lhes dá: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que significa: ‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores». Jesus desconcerta-os pela sua resposta. Afinal, quem não quiser entrar na lógica de Jesus ficará fora da festa da misericórdia. Não participará no banquete da reconciliação, como o irmão mais velho da parábola do Filho Pródigo que se indignou com o pai por ter organizado uma festa para o filho mais novo, seu irmão, mas que não o considera como tal, que tinha regressado, segundo ele, depois de ter consumido a herança com uma vida dissoluta.
 
* Seguir Jesus, escutar a sua voz, requer silêncio e disponibilidade de coração. Requer perseverança e conversão interior. Requer uma visão nova da vida e do mundo. Requer um olhar segundo a lógica de Deus.
 
* A celebração da Eucaristia é constituída por dois momentos fundamentais: a liturgia da Palavra e a liturgia Eucarística. A mesa da Palavra e a mesa do pão. Após o chamamento a Mateus, Jesus leva-o a participar num banquete onde todos têm lugar, sem excepção. Assim deve ser a Eucaristia. Não é um banquete dos que se consideram puros, mas um convite de amor que é oferecido a todos e ao qual Jesus nos atrai. É assim que compreendo a Eucaristia? É assim que a minha comunidade cristã celebra a Eucaristia?
 
* Disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. Tantas vezes nos levantamos das nossas vidas, das nossas casas, aos domingos e de semana, para poder participar na Eucaristia. Mas é o Senhor quem passa e chama: «Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com Ele». Seguir o Mestre implica disponibilidade imediata, «pois quem mete a mão ao arado e olha para trás não é digno de Mim (Lc 9, 62). Como ouço os apelos de Jesus e lhes respondo? Com que prontidão?
 
* Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens. Ao contrário do comodismo que nos instala, Jesus desinstala-nos e propõe-nos a segui-Lo. Assim aconteceu com Mateus, que, do imobilismo em que se encontrava, sentado a cobrar impostos, de imediato se levantou. E é na medida em que nos dispomos a segui-Lo que poderemos assumir a Sua missão, hoje. Ser discípulo missionário é estar disposto a seguir o mestre para onde Ele quer que vá e para onde nos leva a ir. Que contributo quero eu dar para ajudar quem vive na tristeza, no desespero, na angústia?
 
* …Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores. Quem na verdade, neste mundo, se pode considerar justo? E, no entanto, em cada Eucaristia, Jesus se oferece como Pão vivo descido do Céu para nos alimentar das razões que precisamos para viver. Mais do que nos convidar a comer e a beber, Jesus, como a Mateus, partilha, à mesa, da Sua vida e da Sua amizade. Convida-nos à intimidade e é nesse ambiente que Mateus descobre quem é e o que é chamado a fazer. Assim devia ser em cada Eucaristia. O lugar de encontro uns com os outros e com Deus. E com o coração reconciliado e agradecido, aceitar o “ite missa est” como um desafio à missão e não ao descanso imobilista.
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO

 
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.

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