São Januário, bispo e mártir
Santa Maria Ana de Cervelló, virgem
1ª Leitura (1Cor 15,35-37.42-49): Irmãos: Alguém poderia perguntar: «Como ressuscitam os mortos? Com que espécie de corpo voltam eles?». Insensato! O que tu semeias não volta à vida sem morrer. E o que semeias não é a planta que há-de nascer, mas um simples grão, de trigo, por exemplo, ou de qualquer outra espécie. Assim é também a ressurreição dos mortos: semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível; semeado desprezível, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força; semeado como corpo natural, ressuscita como corpo espiritual. Se há um corpo natural, também há um corpo espiritual. Assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi criado como um ser vivo; o último Adão tornou-se um espírito que dá vida. O primeiro não foi o espiritual, mas o natural; depois é que veio o espiritual. O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo homem veio do Céu. O homem que veio da terra é o modelo dos homens terrenos; o homem que veio do Céu é o modelo dos homens celestes. E assim como trouxemos em nós a imagem do homem terreno, traremos também em nós a imagem do homem celeste.
R. Caminharei na presença do Senhor.
Aleluia. Felizes os que recebem a palavra de Deus de
coração sincero e generoso e produzem fruto pela perseverança. Aleluia.
«O que caiu em terra boa são aqueles que, (...) dão fruto
pela perseverança»
Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés (Tarragona, Espanha)
Hoje, Jesus nos fala de um semeador que «saiu a semear» (Lc 8,5) e aquela semente era precisamente «a Palavra de Deus». Mas «crescendo ao mesmo tempo, os espinhos a sufocaram» (Lc 8,7).
«Quando se introduz a palavra divina numa inteligência limpa dos cuidados mundanos, produz raízes profundas, produz espigas e cresce oportunamente» (São Cirilo de Alexandria)
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
*No evangelho de hoje, vamos meditar sobre a parábola da semente. Jesus tinha um jeito bem popular de ensinar por meio de parábolas. Uma parábola é uma comparação que usa as coisas conhecidas e visíveis da vida para explicar as coisas invisíveis e desconhecidas do Reino de Deus. Jesus tinha uma capacidade muito grande de encontrar imagens bem simples para comparar as coisas de Deus com as coisas da vida que o povo conhecia e experimentava na sua luta diária pela sobrevivência. Isto supõe duas coisas: estar por dentro das coisas da vida, e estar por dentro das coisas de Deus, do Reino de Deus. Por exemplo, o povo da Galileia entendia de semente, de terreno, chuva, sol, sal, flores, colheita, pescaria, etc. Ora, são exatamente estas coisas conhecidas do povo que Jesus usa nas parábolas para explicar o mistério do Reino. O agricultor que escutou, diz: “Semente no terreno, eu sei o que é! Jesus diz que isso tem a ver com o Reino de Deus. O que seria?” E aí você pode imaginar as longas conversas do povo! A parábola mexe com o povo e leva a escutar a natureza e a pensar na vida.
1. A semente cai em quatro lugares diferentes: caminho, pedra, espinhos e terra boa. O que significa cada um destes quatro terrenos? Que terreno sou eu? Às vezes, a gente é pedra. Outras vezes, é espinho. Outras vezes, é caminho. Outras vezes, é terra boa. Na nossa comunidade, o que somos normalmente?
2. Quais os frutos que a Palavra de Deus está produzindo na nossa vida e na nossa comunidade?
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