Santos Protomártires
da Santa Igreja Romana
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo,
unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo
rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o
mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu
vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do
Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as
minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas
obras e palavras. Amém.
LECTIO
DIVINA
1ª
Leitura (Am 3,1-8;4,11-12):
Escutai esta palavra, que o Senhor pronuncia contra vós, filhos de Israel,
contra todo o povo que Ele tirou da terra do Egipto: «Só a vós conheci, entre
todos os povos da terra. Por isso vos pedirei contas de todos os vossos
pecados. Porventura seguem juntos dois homens, sem que antes tenham combinado?
Ruge o leão na floresta, sem ter uma presa? O leãozinho faz ouvir no
esconderijo a sua voz, sem ter a sua caça? Cai o pássaro por terra num laço,
sem haver armadilha? Levanta-se do chão a rede, sem nada ter apanhado? Soa a
trombeta na cidade, sem que o povo fique alarmado? Pode haver na cidade uma
desgraça, sem que o Senhor a tenha mandado? O Senhor Deus não fez coisa alguma,
sem revelar as suas intenções aos profetas, seus servos. Quando ruge o leão,
quem não terá medo? Quando fala o Senhor Deus, quem recusará profetizar?
Arruinei-vos, como fiz a Sodoma e Gomorra, e vós ficastes como tição arrancado
ao incêndio, mas não voltastes para Mim – oráculo do Senhor –. Por isso, é
assim que hei de tratar-te, Israel, e, porque vou tratar-te assim, prepara-te,
Israel, para enfrentares o teu Deus».
Salmo
Responsorial: 5
R. Senhor, guiai-me
na vossa justiça.
Vós não sois um Deus que
se agrade do mal, o perverso não tem aceitação junto de Vós, nem os ímpios
suportam o vosso olhar.
Vós detestais todos os
malfeitores e exterminais os que dizem mentiras: o Senhor abomina os
sanguinários e fraudulentos.
Mas, confiado na vossa
bondade, eu entrarei na vossa casa, com reverência me prostrarei no vosso
templo santo.
Aleluia. Eu confio no
Senhor, a minha alma espera na sua palavra. Aleluia.
Evangelho
(Mt 8,23-27):
Então Jesus entrou no barco, e seus discípulos o seguiram. Nisso, veio uma
grande tempestade sobre o mar, a ponto de o barco ser coberto pelas ondas.
Jesus, porém, dormia. Eles foram acordá-lo. «Senhor», diziam, «salva-nos,
estamos perecendo!» «Por que tanto medo, homens de pouca fé?», respondeu ele.
Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e fez-se uma grande
calmaria. As pessoas ficaram admiradas e diziam: «Que homem é este, que até os
ventos e o mar lhe obedecem?».
«Então,
levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria»
Frei Lluc TORCAL Monge do
Monastério de Sta. Mª de Poblet (Santa Maria de Poblet, Tarragona, Espanha)
Hoje, terça-feira XIII
do tempo comum, a liturgia oferece-nos um dos fragmentos mais impressionantes
da vida pública do Senhor. A cena apresenta uma grande vivacidade, contrastando
radicalmente a atitude dos discípulos com a de Jesus. Podemos imaginar-nos a
agitação que reinou na barca quando «veio uma grande tempestade sobre o mar, a
ponto de o barco ser coberto pelas ondas» (Mt 8,24), mas a agitação não foi
suficiente para acordar Jesus que dormia. Tiveram que ser os discípulos quem,
no seu desespero, acordaram Jesus!: «Senhor, salva-nos, estamos perecendo!» (Mt
8,25).
O Evangelista serve-se
de todo este dramatismo para nos revelar o autêntico ser de Jesus. A tempestade
não tinha perdido a sua fúria e os discípulos continuavam cheios de agitação
quando o Senhor, simples e tranquilamente, «levantando-se, repreendeu os ventos
e o mar, e fez-se uma grande calmaria» (Mt 8,26). Da Palavra repreendedora de
Jesus seguiu-se a calma, a calma que não estava apenas destinada a realizar-se
nas águas agitadas do céu e do mar: a Palavra de Jesus dirigia-se sobretudo a
acalmar os corações temerosos dos seus discípulos. «Por que tanto medo, homens
de pouca fé?» (Mt 8,26).
Os discípulos passaram
da perturbação e do medo à admiração própria daquele que acaba de assistir a
alguma coisa impensável até então. A surpresa, a admiração, a maravilha de uma
mudança drástica na situação em que viviam despertou neles uma pergunta central:
«Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?» (Mt 8,27). Quem é
aquele que pode acalmar as tempestades do céu e da terra e, ao mesmo tempo, as
dos corações dos homens? Apenas «quem dormindo como homem numa barca, pode dar
ordens aos ventos e ao mar, como Deus» (Nicetas de Remesiana).
Quando pensamos que a
terra se afunda, não esqueçamos que o nosso Salvador é o próprio Deus feito
homem, o qual se nos dá pela fé.
Pensamentos para o
Evangelho de hoje
«Levou aos seus
discípulos consigo no barco, para ensinar-lhes estas duas coisas: não se
amedrontar com os perigos, nem se esvanecer com honras» (São João Crisóstomo)
«Jesus não quer que
sejamos pessoas passivas; Ele quer que sejamos instrumentos ativos,
responsáveis, mas ao mesmo tempo cheios de esperança. Esta é a chave para
enfrentar as tempestades da vida» (Bento XVI)
«A confiança filial é
posta à prova quando temos a sensação de nem sempre ser atendidos. O Evangelho
convida-nos a interrogarmo-nos sobre a conformidade da nossa oração com o
desejo do Espírito» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.756)
Reflexões de Frei
Carlos Mesters, O.Carm.
* Mateus escreve para as comunidades de
judeus convertidos dos anos setenta que se sentiam como um barquinho perdido no
mar revolto da vida, sem muita esperança de poder alcançar o porto desejado.
Jesus parecia estar dormindo no barco, pois não aparecia para elas nenhum poder
divino para salvá-las da perseguição. Em vista desta situação de angústia e
desespero, Mateus recolheu vários episódios da vida de Jesus para ajudar as
comunidades a descobrir, no meio da aparente ausência, a acolhedora e poderoso
presença de Jesus vencedor que domina o mar (Mt 8,23-27), que vence e expulsa o
poder do mal (Mt 9,28-34) e que tem poder de perdoar os pecados (Mt 9,1-8). Com
outras palavras, Mateus quer comunicar esperança e sugerir que não há motivo
para as comunidades terem medo. Este é o motivo do relato da tempestade
acalmada do evangelho de hoje.
* Mateus 8,23: O
ponto de partida: entrar no barco. Mateus
segue o evangelho de Marcos, mas o abrevia e o ajeita dentro do novo esquema
que ele adotou. Em Marcos, o dia foi pesado de muito trabalho. Terminado o
discurso das parábolas (Mc 4,3-34), os discípulos levaram Jesus no barco e, de
tão cansado que estava, Jesus dormiu em cima de um travesseiro (Mc 4,38). O
texto de Mateus é bem mais breve. Ele apenas diz que Jesus entrou no barco e os
discípulos o acompanhavam. Jesus é o Mestre, os discípulos seguem o mestre.
* Mateus 8,24-25: A
situação desesperadora: “Estamos afundando!” O lago da Galileia é cercado de altas montanhas. Às
vezes, por entre as fendas das rochas, o vento cai em cima do lago e provoca
tempestades repentinas. Vento forte, mar agitado, barco cheio de água! Os
discípulos eram pescadores experimentados. Se eles achavam que iam afundar,
então a situação era perigosa mesmo! Mas Jesus nem sequer acorda, e continua
dormindo. Eles gritam: "Senhor, salva-nos, porque estamos afundando!"
Em Mateus, o sono profundo de Jesus não é só sinal de cansaço. É também
expressão da confiança tranquila de Jesus em Deus. O contraste entre a atitude
de Jesus e dos discípulos é grande!
* Mateus 8,26: A
reação de Jesus: “Por que vocês têm medo?” Jesus acorda, não por causa das ondas, mas por causa do
grito desesperado dos discípulos. Ele se dirige a eles e diz: “Por que vocês
têm medo? Homens de pouca fé!” Em seguida, ele se levanta, ameaça os ventos e o
mar, e tudo fica calmo. A impressão que se tem é que não era preciso acalmar o
mar, pois não havia nenhum perigo. É como quando você chega na casa de um amigo
e o cachorro, preso na corrente, ao lado do dono, late muito contra você. Mas
você não precisa ter medo, pois o dono está aí e controla a situação. O
episódio da tempestade acalmada evoca o êxodo, quando o povo, sem medo, passava
pelo meio das águas do mar (Ex 14,22). Jesus refaz o êxodo. Evoca ainda o
profeta Isaías que dizia ao povo: “Quando passares pelas águas eu estarei
contigo!” (Is 43,2). Por fim, o episódio da tempestade acalmada evoca e realiza
a profecia anunciada no Salmo 107:
23 Desciam de navio pelo mar,
comerciando na imensidão das águas.
24 Eles viram as obras de Javé, suas
maravilhas em alto-mar.
25 Ele falou, levantando um vento
impetuoso, que elevou as ondas do mar.
26 Eles subiam até o céu e baixavam até
o abismo, a vida deles se agitava na desgraça.
27 Rodavam, balançando como bêbados, e
de nada adiantou a perícia deles.
28 Na sua aflição, clamaram para Javé, e
ele os libertou de suas angústias.
29 Ele transformou a tempestade em leve
brisa e as ondas emudeceram.
30 Ficaram alegres com a bonança, e ele
os guiou ao porto desejado. (Sl 107,23-30)
* Mateus 8,27: O
espanto dos discípulos: “Quem é este homem?” Jesus perguntou: “Por que vocês têm medo?” Os discípulos
não sabem o que responder. Admirados, se perguntam: “Quem é este homem a quem
até o mar e o vento obedecem?” Apesar da longa convivência com Jesus, ainda não
sabem direito quem ele é. Jesus parece um estranho para eles! Quem é este
homem?
* Quem é este homem?
Quem é Jesus para
nós, para mim? Esta deve ser a pergunta que nos leva a continuar a leitura
do Evangelho, todos os dias, com o desejo de conhecer sempre melhor o
significado e o alcance da pessoa de Jesus para a nossa vida. É desta pergunta
que nasceu a cristologia. Ela nasceu, não de altas considerações teológicas,
mas sim do desejo dos primeiros cristãos de encontrar sempre novos nomes e
títulos para expressar o que Jesus significava para eles. São dezenas os nomes,
títulos e atributos, desde carpinteiro até filho de Deus, que Jesus recebe:
Messias, Cristo, Senhor, Filho amado, Santo de Deus, Nazareno, Filho do Homem,
Noivo, Filho de Deus, Filho do Deus altíssimo, Carpinteiro, Filho de Maria,
Profeta, Mestre, Filho de Davi, Rabboni, Bendito o que vem em nome do Senhor,
Filho, Pastor, Pão da vida, Ressurreição, Luz do mundo, Caminho, Verdade, Vida,
Videira, Rei dos judeus, Rei de Israel, etc., etc. Cada nome, cada imagem, é
uma tentativa para expressar o que Jesus significava para eles. Mas um nome,
por mais bonito que seja, nunca chega a revelar o mistério de uma pessoa, muito
menos da pessoa de Jesus. Jesus não cabe em nenhum destes nomes, em nenhum
esquema, em nenhum título. Ele é maior, ultrapassa tudo! Ele não pode ser
enquadrado. O amor capta, a cabeça, não! É a partir da experiência viva do amor
que os nomes, os títulos e as imagens recebem o seu pleno sentido. Afinal, quem
é Jesus para mim, para nós?
Para um confronto
pessoal
1. Qual era o mar agitado no tempo de
Jesus? Qual era o mar agitado na época em que Mateus escreveu o seu evangelho?
Qual é hoje o mar agitado para nós? Alguma vez, as águas agitadas do mar da
vida já ameaçaram afogar você? O que te salvou?
2. Quem é Jesus para mim? Qual o nome de
Jesus que melhor expressa minha fé e meu amor?
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
Senhor, tende piedade de
nós.
Jesus Cristo, tende
piedade de nós.
Senhor, tende piedade de
nós.
Jesus Cristo,
ouvi-nos.
Jesus Cristo,
atendei-nos.
Deus Pai dos Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor
do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade,
que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Filho
do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus,
formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido
substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus,
de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo
santo de Deus, ...
Coração de Jesus,
tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa
de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus,
fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus,
receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus,
abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus,
digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus,
rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no
qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus,
no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no
qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus,
de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo
das colinas eternas,...
Coração de Jesus,
paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico
para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus,
fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus,
propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus,
saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus,
atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus,
feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus,
atravessado pela lança,...
Coração de Jesus,
fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa
vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus,
nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima
dos pecadores, ...
Coração de Jesus,
salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus,
esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus,
delícia de todos os Santos,...
Cordeiro de Deus, que
tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que
tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que
tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
V. — Jesus, manso e
humilde de coração,
R. — Fazei o nosso
coração semelhante ao vosso.
ORAÇÃO
Onipotente e eterno
Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e
satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam
vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo,
vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por
todos os séculos dos séculos. Amém.
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e
consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha
vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de
meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável
- pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não
for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó
Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida,
segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância,
reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de
bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os
castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança,
pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade.
Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro
amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me
esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por
vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer
consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na
qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.
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