Santos
João Fisher, bispo, e Tomás Moro, mártires
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo,
unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo
rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o
mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu
vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do
Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as
minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas
obras e palavras. Amém.
LECTIO
DIVINA
1ª
Leitura (2Re 17,5-8.13-15a.18):
Naqueles dias, Salmanasar, rei da Assíria, invadiu todo o país e pôs cerco a
Samaria, durante três anos. No nono ano do reinado de Oseias, o rei da Assíria
tomou Samaria e deportou os filhos de Israel para a Assíria, estabelecendo-os
em Halá, nas margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média. Isto
aconteceu, porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os
fizera sair da terra do Egipto, libertando-os do poder do faraó, rei do Egipto.
Prestaram culto a outros deuses e seguiram os costumes das nações que o Senhor
expulsara diante deles, e os costumes que os reis de Israel tinham introduzido.
No entanto, o Senhor tinha advertido Israel e Judá, por meio dos seus profetas
e videntes, dizendo: «Convertei-vos dos vossos maus caminhos e guardai os meus
mandamentos e preceitos, conforme toda a Lei que prescrevi aos vossos pais e
vos comuniquei por meio dos meus servos, os profetas». Mas eles não quiseram
obedecer e tornaram-se ainda mais endurecidos que seus pais, que não tinham
acreditado no Senhor, seu Deus. Desprezaram os preceitos do Senhor, bem como a
aliança que firmara com seus pais e as advertências que lhes tinha feito. Então
o Senhor indignou-Se tanto contra Israel que o afastou para longe da sua
presença. Ficou apenas a tribo de Judá.
Salmo
Responsorial: 59
R. Ajudai-nos,
Senhor, com a vossa direita e salvai-nos.
Vós nos rejeitastes, ó
Deus, e nos pusestes em debandada; acendeu-se a vossa ira, mas voltai-Vos para
nós.
Abalastes a terra e a
enchestes de fendas; reparai as suas brechas, que ameaça ruína. sujeitastes o
vosso povo a rude prova, destes-nos a beber um vinho inebriante.
Quem nos conduzirá senão
Vós, que nos rejeitastes? Quem senão Vós, que já não saís com os nossos
exércitos? Prestai-nos auxílio contra o inimigo, porque nada vale o socorro
humano.
Aleluia. A palavra de
Deus é viva e eficaz: conhece os pensamentos e intenções do coração. Aleluia.
Evangelho
(Mt 7,1-5): «Não
julgueis, e não sereis julgados. Pois com o mesmo julgamento com que julgardes
os outros sereis julgados; e a mesma medida que usardes para os outros servirá
para vós. Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave
que está no teu próprio olho? Ou, como podes dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me
tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita!
Tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o
cisco do olho do teu irmão».
«Com o mesmo
julgamento com que julgardes os outros sereis julgados; e a mesma medida que
usardes para os outros servirá para vós»
Rev. D. Jordi POU i
Sabater (Sant Jordi Desvalls, Girona, Espanha)
Hoje, o Evangelho
recordou-me as palavras da Mariscala em O cavaleiro da Rosa, de Hug von
Hofmansthal: «Como é grande a diferença». Como mudar uma coisa mudará muito o
resultado em muitos aspectos da nossa vida, sobretudo, a espiritual.
Jesus disse: «Não
julgueis, e não sereis julgados» (Mt 7,1). Mas, Jesus também tinha dito que
temos de corrigir o irmão que está em pecado, e para isso é necessário ter
feito antes algum tipo de juízo. O próprio São Paulo nos seus escritos julga a
comunidade de Corinto e São Pedro condena Ananias e a sua esposa por falsidade.
Por causa disso, São João Crisóstomo justifica: «Jesus não disse que não temos
de evitar que um pecador deixe de pecar, temos que o corrigir sim, mas não como
um inimigo que busca a vingança, mas como o médico que aplica um remédio». O
juízo, pois, parece que deveria fazer-se, sobretudo com ânimo de corrigir,
nunca com ânimo de vingança.
Ainda mais interessante
é o que diz Santo Agostinho: «O Senhor previne-nos de julgar rápida e
injustamente (...). Pensemos primeiro, se nós não tivemos também algum pecado
semelhante; pensemos que somos homens frágeis, e [julguemos] sempre com a
intenção de servir a Deus e não a nós». Se quando vemos os pecados dos irmãos
pensamos em nós, não nos passará, como diz o Evangelho, que com uma trave no
olho queiramos tirar o cisco do olho do nosso irmão (cf Mt 7,3).
Se estivermos bem
formados, veremos as coisas boas e as más dos outros, quase de maneira
inconsciente: disso faremos juízo. Mas o fato de ver as faltas dos outros desde
os pontos de vista citados nos ajudará na forma como julgamos: ajudará a não
julgar por julgar, ou por dizer alguma coisa, ou para cobrir as nossas
deficiências ou, simplesmente, porque toda a gente o faz. E, para terminar,
sobretudo tenhamos em conta as palavras de Jesus: «a mesma medida que usardes
para os outros servirá para vós» (Mt 7,2).
Pensamentos para o
Evangelho de hoje
«Os homens sem remédio
são aqueles que deixam de prestar atenção aos seus próprios pecados, fixando a
sua atenção nos dos outros. Não procuram o que corrigir, mas o que podem
criticar» (Santo Agostinho)
«Não se pode corrigir
uma pessoa sem amor e sem caridade. A caridade é como uma anestesia que ajuda a
receber a cura e a aceitar a correção» (Francisco)
«Os frutos da caridade
são: a alegria, a paz e a misericórdia; exige a prática do bem e a correção
fraterna; é benevolente; suscita a reciprocidade, é desinteressada e liberal: é
amizade e comunhão» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.829)
Reflexões de Frei
Carlos Mesters, O.Carm.
* No evangelho de
hoje continuamos a meditação sobre o Sermão da Montanha que se encontra nos
capítulos 5 a 7 do evangelho de Mateus. Nas duas semanas anteriores, vimos os capítulos 5 e 6.
Nesta semana, veremos o capítulo 7. Estes três capítulos 5, 6 e 7 oferecem uma ideia
de como era a catequese nas comunidades dos judeus convertidos na segunda
metade do primeiro século lá na Galileia e Síria. Mateus juntou e organizou as
palavras de Jesus para ensinar como devia ser a nova maneira de viver a Lei de
Deus.
* Depois de ter explicado como
restabelecer a justiça (Mt 5,17 a 6,18) e como restaurar a ordem da criação (Mt
6,19-34), Jesus ensina como deve ser a vida em comunidade (Mt 7,1-12). No fim,
ele traz algumas recomendações e conselhos finais (Mt 7,13-27). Aqui segue um
esquema de todo o sermão da Montanha:
Mateus 5,1-12: As Bem-aventuranças: solene abertura
da nova Lei
Mateus 5,13-16: A nova presença no mundo: Sal da
terra e Luz do mundo
Mateus 5,17-19: A nova prática da justiça:
relacionamento com a antiga lei
Mateus 5,20-48: A nova prática da justiça: observando
a nova Lei.
Mateus 6,1-4: A nova prática das obras de piedade:
a esmola
Mateus 6,5-15: A nova prática das obras de piedade:
a oração
Mateus 6,16-18: A nova prática das obras de piedade:
o jejum
Mateus 6,19-21: Novo relacionamento com os bens
materiais: não acumular
Mateus 6,22-23: Novo relacionamento com os bens
materiais: visão correta
Mateus 6,24: Novo relacionamento com os bens
materiais: Deus ou dinheiro
Mateus 6,25-34: Novo relacionamento com os bens
materiais: confiar na providência
Mateus 7,1-5: Nova convivência comunitária: não
julgar
Mateus 7,6: Nova convivência comunitária: não
desprezar a comunidade
Mateus 7,7-11: Nova convivência comunitária:
confiança em Deus gera partilha
Mateus 7,12: Nova convivência comunitária: a
Regra de Ouro
Mateus 7,13-14: Recomendações finais: escolher o
caminho certo
Mateus 7,15-20: Recomendações
finais: o profeta se conhece pelos frutos
Mateus 7,21-23: Recomendações finais: não só falar,
também praticar
Mateus 7,24-27: Recomendações finais: construir a
casa na rocha
* A vivência
comunitária do evangelho (Mt 7,1-12) é a pedra de toque. É onde se define a seriedade do
compromisso. A nova proposta da vida em comunidade aborda vários aspectos: não
reparar no cisco que está no olho do irmão (Mt 7,1-5), não jogar as pérolas aos
porcos (Mt 7,6), não ter medo de pedir as coisas a Deus (Mt 7,7-11). Estes
conselhos vão culminar na Regra de Ouro: fazer ao outro aquilo que você
gostaria que o outro fizesse a você (Mt 7,12). O evangelho de hoje traz a
primeira parte: Mateus 7,1-5.
* Mateus 7,1-2: Não
julguem, e vocês não serão julgados. A
primeira condição para uma boa convivência comunitária é não julgar o irmão ou
a irmã, ou seja, eliminar os preconceitos que impedem a convivência
transparente. O que significa isto no concreto? O evangelho de João dá um
exemplo de como Jesus vivia em comunidade com os discípulos. Jesus diz: “Eu não
chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz; eu
chamo vocês de amigos, porque comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai”
(Jo 15,15). Jesus é um livro aberto os para os seus companheiros. Esta
transparência nasce da sua total confiança nos irmãos e irmãs e tem a raiz na
sua intimidade com o Pai que lhe dá a força para abrir-se totalmente aos
outros. Quem assim convive com os irmãos e as irmãs, aceita o outro do jeito
que o outro é, sem preconceitos, sem impor-lhe condições prévias, sem julgá-lo.
Aceitação mútua sem fingimento e total transparência! Este é o ideal da nova
vida comunitária, nascida da Boa Nova que Jesus nos trouxe de que Deus é
Pai/Mãe e que, portanto, todos somos irmãos e irmãs uns dos outros. É um ideal
tão difícil e tão bonito e atraente como aquele outro: ”Ser perfeito como o Pai
do céu é perfeito” (Mt 5,48).
* Mateus 7.3-5: Vê o
cisco e não percebe a trave. Em
seguida, Jesus dá um exemplo: “Por que você fica olhando o cisco no olho do seu
irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho? Ou, como você
se atreve a dizer ao irmão: 'deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando você
mesmo tem uma trave no seu? Hipócrita, tire primeiro a trave do seu próprio
olho, e então você enxergará bem para tirar o cisco do olho do seu irmão".
Ao ouvir esta frase, costumamos pensar logo nos fariseus que desprezavam o povo
como ignorante e se consideravam a si mesmos melhores que os outros (cf. Jo
7,49; 9,34). Na realidade, a frase de Jesus serve para todos nós. Por exemplo,
hoje, muitos de nós católicos pensamos que somos melhores que os outros
cristãos. Achamos até que os outros são menos fiéis ao evangelho do que nós
católicos. Olhamos o cisco no olho dos nossos irmãos e não enxergamos a enorme
trave de orgulho prepotente coletivo nos nossos olhos. Esta trave é a causa por
que, hoje, muita gente tem dificuldade de crer na Boa Nova de Jesus.
Para um confronto
pessoal
1) Não julgar o outro e eliminar os
preconceitos: qual a experiência pessoal que eu tenho neste ponto?
2) Cisco e trave: qual a trave em mim
que dificulta minha participação na vida em família e em comunidade?
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
Senhor, tende piedade de
nós.
Jesus Cristo, tende
piedade de nós.
Senhor, tende piedade de
nós.
Jesus Cristo,
ouvi-nos.
Jesus Cristo,
atendei-nos.
Deus Pai dos Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor
do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade,
que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Filho
do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus,
formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido
substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus,
de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo
santo de Deus, ...
Coração de Jesus,
tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa
de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus,
fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus,
receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus,
abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus,
digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus,
rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no
qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus,
no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no
qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus,
de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo
das colinas eternas,...
Coração de Jesus,
paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico
para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus,
fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus,
propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus,
saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus,
atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus,
feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus,
atravessado pela lança,...
Coração de Jesus,
fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa
vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus,
nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima
dos pecadores, ...
Coração de Jesus,
salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus,
esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus,
delícia de todos os Santos,...
Cordeiro de Deus, que
tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que
tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que
tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
V. — Jesus, manso e
humilde de coração,
R. — Fazei o nosso
coração semelhante ao vosso.
ORAÇÃO
Onipotente e eterno
Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e
satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam
vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo,
vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por
todos os séculos dos séculos. Amém.
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e
consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha
vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de
meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável
- pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não
for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó
Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida,
segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância,
reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de
bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os
castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança,
pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade.
Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro
amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me
esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por
vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer
consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na
qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.
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