São
Marcelino Champagnat, presbítero
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo,
unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo
rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o
mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu
vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do
Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as
minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas
obras e palavras. Amém.
LECTIO
DIVINA
1ª
Leitura (2Tim 4,1-8):
Caríssimo: Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo, que há-de julgar os
vivos e os mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: Proclama a palavra,
insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta, com toda a
paciência e doutrina. Tempo virá em que os homens não suportarão mais a sã
doutrina: mas, desejosos de ouvir novidades, escolherão para si uma multidão de
mestres, ao sabor das suas paixões, e desviarão os ouvidos da verdade,
voltando-se para as fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, suporta os
sofrimentos, trabalha no anúncio do Evangelho, cumpre bem o teu ministério. Quanto
a mim, já estou oferecido em libação e o tempo da minha partida está iminente.
Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. E agora já me
está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar
naquele dia; e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor
a sua vinda.
Salmo
Responsorial: 70
R. A minha boca
proclamará a vossa salvação.
A minha boca está cheia
do vosso louvor, cantando continuamente a vossa glória. Não me rejeiteis na
minha velhice, não me abandoneis quando me abandonarem as forças.
Em Vós, Senhor, hei de
esperar sempre e multiplicarei os vossos louvores. A minha boca proclamará a
vossa justiça, dia após dia a vossa infinita salvação.
Meu Deus, hei de narrar
os vossos feitos grandiosos, recordarei, Senhor, a vossa justiça sem igual.
Desde a juventude, ó Deus, Vós me ensinastes e até hoje anunciei sempre os
vossos prodígios.
Eu louvarei com a harpa
a vossa fidelidade, cantar-Vos-ei ao som da cítara, ó Santo de Israel.
Aleluia.
Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Aleluia.
Evangelho
(Mc 12,38-44): Ao
ensinar, Jesus dizia: «Cuidado com os escribas! Eles fazem questão de andar com
amplas túnicas e de serem cumprimentados nas praças, gostam dos primeiros
assentos na sinagoga e dos lugares de honra nos banquetes. Mas devoram as casas
das viúvas, enquanto ostentam longas orações. Por isso, serão julgados com mais
rigor. Jesus estava sentado em frente do cofre das ofertas e observava como a
multidão punha dinheiro no cofre. Muitos ricos depositavam muito. Chegou então
uma pobre viúva e deu duas moedinhas. Jesus chamou os discípulos e disse: «Em
verdade vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros que
depositaram no cofre. Pois todos eles deram do que tinham de sobra, ao passo
que ela, da sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha para viver».
«Chegou então uma
pobre viúva e deu duas moedinhas»
Rev. D. Enric PRAT i
Jordana (Sort, Lleida, Espanha)
Hoje como no tempo de
Jesus, os seus devotos —e ainda mais os “profissionais” da religião— podem
sofrer a tentação de uma espécie de hipocrisia espiritual, manifestada nas
atitudes vaidosas, justificadas pelo fato de sentirmo-nos melhor que os outros:
por alguma razão somos crentes, praticantes... os puros! Pelo menos no interior
da nossa consciência, às vezes nos sentimos assim; sem chegar, porém a “fazer
que rezamos” e ainda menos a “devorar os bens dos demais”.
No contraste evidente
com os mestres da lei, o Evangelho apresenta-nos o gesto simples,
insignificante, de uma mulher viúva que suscitou a admiração de Jesus: «Chegou
então uma pobre viúva e deu duas moedinhas» (Mc 12,42). O valor do donativo era
quase nulo, mas a decisão daquela mulher era admirável, heroica: deu tudo o que
tinha para viver.
Neste gesto, Deus e os
demais passavam diante dela e das suas próprias necessidades. Ela permanecia
totalmente nas mãos da Providência. Não tinha outra coisa onde apoiar-se,
porque voluntariamente havia deixado tudo ao serviço de Deus e da atenção dos
pobres. Jesus —que o viu— valorou o esquecimento de si mesmo, e o desejo de
glorificar a Deus e de socorrer os pobres, como o donativo mais importante de
todos os que haviam feito.
Tudo indica que a opção
fundamental e salvadora tem lugar no núcleo da própria consciência, quando
decidimos abrir-nos a Deus e viver em disposição ao próximo; o valor da eleição
não vem pela qualidade ou a quantidade da obra feita, senão pela pureza da intenção
e a generosidade do amor.
Pensamentos para o
Evangelho de hoje
«Deves dar aquilo que te
custe alguma coisa. Não basta com dar só aquilo do que podes prescindir, mas também
do que não podes nem queres prescindir. A isso eu chamo-lhe o amor em ação»
(Santa Teresa de Calcutá)
«A viúva que, na sua
miséria, lança no tesouro do templo 'tudo o que tinha para viver' (Mc 12,44). A
sua pequena e insignificante moeda torna-se um símbolo eloquente: esta viúva
não dá a Deus o que lhe sobra, não dá apenas o que possui, mas o que ela é: toda
a sua pessoa» (Bento XVI)
«O amor da Igreja pelos
pobres [...] faz parte da sua constante tradição» (195). Esse amor inspira-se
no Evangelho das bem-aventuranças (196), na pobreza de Jesus (197) e na sua
atenção aos pobres (198). O amor dos pobres é mesmo um dos motivos do dever de
trabalhar: para ‘poder fazer o bem, socorrendo os necessitado’ (199). E não se
estende somente à pobreza material, mas também às numerosas formas de pobreza
cultural e religiosa (200)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.444)
Reflexões de Frei
Carlos Mesters, O.Carm.
* No evangelho de
hoje estamos chegando ao fim da longa instrução de Jesus aos discípulos. Desde a primeira cura do cego (Mc
8,22-26) até à cura do cego Bartimeu em Jericó 10,46-52), os discípulos
caminharam com Jesus para Jerusalém, recebendo dele muitas instruções sobre a
paixão, morte e ressurreição e as consequências para a vida do discípulo.
Chegando em Jerusalém, estiveram presentes aos debates de Jesus com os
comerciantes no Templo (Mc 11,15-19), com os sumos sacerdotes e escribas (Mc
11,27 a 12,12), com os fariseus, herodianos e saduceus (Mc 12,13-27), com os
doutores da lei (Mc 12,28-37. Agora, no evangelho de hoje, após uma última
crítica fortíssimo contra os escribas (Mc 12,38-40), Jesus encerra a instrução
aos discípulos. Sentado em frente ao cofre de esmolas do Templo, ele chama a
atenção deles para o gesto de partilha de uma pobre viúva. É neste gesto que
eles devem procurar a manifestação da vontade de Deus (Mc 12,41-44).
* Marcos 12,38-40: A
crítica aos doutores da Lei. Jesus
chama a atenção dos discípulos para o comportamento ganancioso e hipócrita de
alguns doutores da lei. Estes tinham gosto em circular pelas praças em longas
túnicas, receber as saudações do povo, ocupar os primeiros lugares nas
sinagogas e os lugares de honra nos banquetes. Eles gostavam de entrar nas
casas das viúvas e fazer longas preces em troca de dinheiro! E Jesus termina:
“Essa gente vai receber um julgamento mais severo!”
* Marcos 12,41-42. A
esmola da viúva. Jesus
e os discípulos, sentados em frente ao cofre de esmolas do Templo, observavam
como todo mundo colocava aí a sua esmola. Os pobres jogavam poucos centavos, os
ricos jogavam moedas de grande valor. Os cofres do Templo recebiam muito
dinheiro. Todo mundo trazia alguma coisa para a manutenção do culto, para o
sustento do clero e para a conservação do prédio. Parte deste dinheiro era
usada para ajudar os pobres, pois naquele tempo não havia previdência social.
Os pobres viviam entregues à caridade pública. E os pobres que mais precisavam
da ajuda dos outros eram os órfãos e as viúvas. Estas não tinham nada.
Dependiam em tudo da ajuda dos outros. Mas mesmo sem ter nada, elas faziam
questão de partilhar. Assim, uma viúva bem pobre colocou sua esmola no cofre do
templo. Poucos centavos, apenas!
* Marcos 12,43-44.
Jesus aponta onde se manifesta a vontade de Deus. O que vale mais: os dez centavos da
viúva ou os mil reais dos ricos? Para os discípulos, os mil reais dos ricos
eram muito mais úteis para fazer a caridade do que os dez centavos da viúva.
Eles pensavam que o problema do povo só poderia ser resolvido com muito
dinheiro. Por ocasião da multiplicação dos pães, eles tinham dito a Jesus: “O
senhor quer que vamos comprar pão por duzentos denários para dar de comer ao
povo?” (Mc 6,37) De fato, para quem pensa assim, os dez centavos da viúva não
servem para nada. Mas Jesus diz: “Esta viúva que é pobre lançou mais do que
todos que ofereceram moedas ao Tesouro”. Jesus tem critérios diferentes.
Chamando a atenção dos discípulos para o gesto da viúva, ele ensina onde eles e
nós devemos procurar a manifestação da vontade de Deus, a saber, nos pobres e
na partilha. Muitos pobres de hoje fazem o mesmo. O povo diz: “Pobre não deixa
pobre morrer de fome”. Mas às vezes, nem isso é possível. Dona Cícera que veio
do interior da Paraíba, Brasil, para morar na periferia da capital, João
Pessoa, dizia: “No interior, a gente era pobre, mas tinha sempre uma coisinha
para dividir com o pobre na porta. Agora que estou aqui na cidade grande,
quando vejo um pobre que vem bater na porta, eu me escondo de vergonha, porque
não tenho nada em casa para dividir com ele!” De um lado: gente rica que tem
tudo, mas não quer partilhar. Do outro lado: gente pobre que não tem quase
nada, mas quer partilhar o pouco que tem.
* Esmola, partilha,
riqueza. A prática da
esmola era muito importante para os judeus. Era considerada uma “boa obra”,
pois dizia a lei do Antigo Testamento: “Nunca deixará de haver pobres na terra;
por isso, eu te ordeno: abre a mão em favor do teu irmão, do teu humilde e do
teu pobre em tua terra”. (Dt 15,11). As esmolas, colocadas no cofre do templo,
seja para o culto, seja para os necessitados, os órfãos ou as viúvas, eram
consideradas como uma ação agradável a Deus. Dar esmola era uma maneira de
reconhecer que todos os bens pertencem a Deus e que nós somos apenas
administradores desses bens, para que haja vida em abundância para todas as
pessoas. A prática da partilha e da solidariedade é uma das características das
primeiras comunidades cristãs: “Não havia entre eles necessitado algum. De
fato, os que possuíam terrenos ou casas, vendendo-os, traziam o resultado da
venda e o colocavam aos pés dos apóstolos” (At 4,34-35; 2,44-45). O dinheiro da
venda, oferecido aos apóstolos, não era acumulado, mas “distribuía-se, então, a
cada um, segundo a sua necessidade” (At 4,35b; 2,45). A entrada de pessoas mais
ricas nas comunidades fez com que a mentalidade da acumulação entrasse na
comunidade e bloqueasse o movimento da solidariedade e da partilha. Tiago
adverte estas pessoas: “Pois bem, agora vós, ricos, chorai por causa das
desgraças que estão a sobrevir. A vossa riqueza apodreceu e as vossas vestes
estão carcomidas pelas traças.” (Tg 5,1-3). Para aprender o caminho do Reino,
todos precisam tornar-se alunos daquela viúva pobre, que partilhou tudo o que
tinha, o necessário para viver (Mc 12,41-44).
Para um confronto
pessoal
1. Como é que os dois centavos da viúva
podem valer mais que os mil reais dos ricos? Olhe bem o texto e diga por que
Jesus elogiou a viúva pobre. Qual a mensagem deste texto para nós hoje?
2. Quais as dificuldades e alegrias que
você já encontrou na sua vida ao praticar a solidariedade e a partilha com os
outros?
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
Senhor, tende piedade de
nós.
Jesus Cristo, tende
piedade de nós.
Senhor, tende piedade de
nós.
Jesus Cristo,
ouvi-nos.
Jesus Cristo,
atendei-nos.
Deus Pai dos Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor
do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade,
que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Filho
do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus,
formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido
substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus,
de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo
santo de Deus, ...
Coração de Jesus,
tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa
de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus,
fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus,
receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus,
abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus,
digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus,
rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no
qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus,
no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no
qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus,
de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo
das colinas eternas,...
Coração de Jesus,
paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico
para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus,
fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus,
propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus,
saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus,
atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus,
feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus,
atravessado pela lança,...
Coração de Jesus,
fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa
vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus,
nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima
dos pecadores, ...
Coração de Jesus,
salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus,
esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus,
delícia de todos os Santos,...
Cordeiro de Deus, que
tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que
tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que
tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
V. — Jesus, manso e
humilde de coração,
R. — Fazei o nosso
coração semelhante ao vosso.
ORAÇÃO
Onipotente e eterno
Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e
satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam
vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo,
vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por
todos os séculos dos séculos. Amém.
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e
consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha
vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de
meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável
- pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não
for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó
Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida,
segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância,
reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de
bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os
castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança,
pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade.
Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro
amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me
esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por
vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer
consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na
qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.
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