São João
de Ávila, presbítero e Doutor da Igreja
Sto.
Antonino de Florença, bispo.
ORAÇÂO
Senhor, todo poderoso e
infinitamente perfeito, de quem procede todo ser e para quem todas as criaturas
devem sempre se elevar, eu vos consagro este mês e os exercícios de devoção que
em cada um de seus dias praticar, oferecendo-os para vossa maior glória em
honra de Maria Santíssima. Concedei-me a graça de santificá-lo com piedade,
recolhimento e fervor. Virgem Santa e Imaculada, minha terna Mãe, volvei para
mim vossos olhares tão cheios de doçura e fazei-me sentir cada vez mais os
benéficos efeitos de vossa valiosa proteção. Anjos do céu, dirigi meus passos,
guardai-me à sombra de vossas asas, pondo-me ao abrigo das ciladas do demônio,
pedindo por mim a Jesus, Maria e José sua santa bênção. Amém.
LECTIO
DIVINA
1ª
Leitura (At 8,5-8.14-17): Naqueles dias, Filipe desceu a uma cidade da
Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. As multidões aderiam
unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia.
De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e
numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquela
cidade. Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a
Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. Quando chegaram
lá, rezaram pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, que ainda
não tinha descido sobre eles: só estavam batizados em nome do Senhor Jesus.
Então impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo.
Salmo
Responsorial: 65
R. A terra inteira aclame o
Senhor.
Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome, celebrai os seus louvores, dizei a Deus:
«Maravilhosas são as vossas obras».
«A terra inteira Vos adore e
celebre, entoe hinos ao vosso nome». Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua ação pelos homens.
Todos os que temeis a Deus, vinde
e ouvi, vou narrar-vos quanto Ele fez por mim. Bendito seja Deus que não
rejeitou a minha prece, nem me retirou a sua misericórdia.
2ª
Leitura (1Pe 3,1.15-18): Caríssimos: Venerai Cristo Senhor em vossos
corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da
vossa esperança. Mas seja com brandura e respeito, conservando uma boa
consciência, para que, naquilo mesmo em que fordes caluniados, sejam
confundidos os que dizem mal do vosso bom procedimento em Cristo. Mais vale
padecer por fazer o bem, se for essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal.
Na verdade, Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados – o Justo pelos
injustos – para nos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida
pelo Espírito.
Aleluia. Se alguém Me ama,
guardará a minha palavra. Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.
Aleluia.
Evangelho
(Jo 14,15-21): «Se me amais, observareis os meus mandamentos. E eu
pedirei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, que ficará para sempre
convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não
o vê, nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e está
em vós. Não vos deixarei órfãos: eu voltarei a vós. Ainda um pouco de tempo e o
mundo não mais me verá; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis.
Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. Quem
acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado
por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele».
«Eu o amarei e me manifestarei
a ele»
P. Julio César RAMOS González SDB
(Mendoza, Argentina)
Hoje, Jesus —como já o fizera com
os seus discípulos— despede-se, pois regressa ao Pai para ser glorificado.
Parece que isto entristece os discípulos que ainda o vêm apenas com um olhar
físico, humano, que acredita, aceita e se agarra apenas ao que vê e toca. Esta
sensação dos seus seguidores, que ainda hoje se sente em muitos cristãos,
permite ao Senhor assegurar-nos que «não vos deixarei órfãos» (Jo 14,18), pois
Ele pedirá ao Pai que nos envie «outro Paráclito» (Auxiliador, Intercessor: Jo
14,16), «o Espírito de Verdade» (Jo 14,17); além disso, apesar de o mundo não o
poder “ver”, «vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis» (Jo 14,19). Assim,
a confiança e a compreensão destas palavras de Jesus, suscitarão ao verdadeiro
discípulo, o amor que se mostrará claramente em “possuir os seus mandamentos” e
“guardá-los” (cf. v. 21). E mais ainda: quem isto vive, será amado de igual
forma pelo Pai, e Ele —o Filho— ao seu discípulo fiel, o amará e se lhe
manifestará (cf. v. 21).
Quantas palavras de alento,
confiança e promessa nos chegam este Domingo! No meio das preocupações
quotidianas —onde o nosso coração fica oprimido pelas sombras da dúvida, do
desespero e do cansaço pelas coisas que nos parecem sem solução ou que entraram
num caminho sem saída— Jesus convida-nos a senti-lo sempre presente, a
descobrirmos que está vivo e nos ama, ao mesmo tempo que, ao que dá o passo
firme de viver os seus mandamentos, lhe garante na sua plenitude da vida nova e
ressuscitada.
Hoje, se nos manifesta vivo e
presente nos ensinamentos das escrituras que ouvimos e na Eucaristia que
recebemos. —Que a tua resposta seja a da vida nova que se entrega na vivência
dos seus mandamentos, em particular o do amor.
Pensamentos para o Evangelho
de hoje
«A vida verdadeira e autêntica é
o Pai, a fonte pela qual, através do Filho, no Espírito Santo, emanam os seus
dons para todos, e pela sua bondade também a nós, homens, nos foi prometido
verdadeiramente, os bens da vida eterna» (São Cirilo de Jerusalém)
«Ser cristão principalmente não
significa, aderir a uma certa doutrina, mas pelo contrário, vincular a nossa
vida à pessoa de Jesus. O Espírito ensina-nos a única coisa indispensável: amar
como Deus ama» (Francisco)
«Mais ainda: o que o Pai nos dá,
quando a nossa oração se une à de Jesus, é `o outro Paráclito, para ficar
convosco para sempre, o Espírito de verdade´ (Jo 14,16-17). Esta novidade da
oração e das suas condições aparece ao longo do discurso do adeus. No Espírito
Santo, a oração cristã é comunhão de amor com o Pai, não somente por Cristo,
mas também n'Ele» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.615)
“E eu pedirei ao Pai, e ele
vos dará um outro Defensor, que ficará para sempre convosco.”
Fr. Pedro Bravo, O.Carm.
Continuamos no Cenáculo, em
Jerusalém, na Última Ceia. Jesus sabe que “volta” para o Pai e que os seus
discípulos vão continuar no mundo. Despede‑se então deles e transmite-lhes as suas últimas palavras, a modo de testamento final, assegurando-lhes
que a sua ida para o Pai não
será um afastamento nem uma
separação deles, mas o início de uma nova forma de estar com
eles, mas de um modo novo, humanamente impensável, vivendo neles através do seu Espírito
que neles habitará, fazendo
deles morada de toda a Trindade.
* v. 15. «Se me amais,
guardareis os meus mandamentos. Jesus começa por apontar a meta. Para
permanecer em Jesus e Jesus nele, há que corresponder ao seu amor (que tem
sempre a iniciativa: 13,1; 15,9; 17,23s.26; 1Jo 4,10ss.19) com um amor à imagem
do seu. O amor a Jesus (21,15) só é verdadeiro quando se traduz "por obra
e em verdade" (1Jo 3,18).
O “amor” de que Jesus aqui fala é
a agápê (gr. “caro”), um termo inventado pelos tradutores dos LXX (a tradução
grega da Bíblia hebraica) para transmitir para o grego o sentido do substantivo
hebraico 'ahabah (do verbo 'ahab, “amar”) que, por sua vez, ao ser traduzido
para o latim, também irá precisar de um vocábulo novo, criado para o efeito
pelos cristãos, o substantivo caritas (derivada de carus,
"apreciado", "querido", "valioso"), que designa o
amor por excelência, o amor gratuito, altruísta e benevolente, que de tal modo
quer e procura o bem e a felicidade daquele que ama (que lhe é
"caro"), que está disposto a tudo fazer, bem como a pagar em primeira
pessoa "o preço" disso, sem nunca desistir, até que ela os consiga,
nisso encontrando o seu próprio bem e felicidade.
“Guardar” é “atender”, “velar
por”, “conservar”, “obedecer”, “seguir”, “pôr em prática” (Pv 3,1; 19,16; Sir
29,1; Sb 10,5; Tb 14,9) o amor a Jesus. Como? Praticando os seus mandamentos.
Pois o amor a Deus consiste em praticar os seus mandamentos (vv. 21.23; 15,10;
1Jo 2,5; 5,3; 2Jo 1,6; Sb 6,18; Dn 9,4).
O verbo “guardar” está no futuro,
indicando que a vida cristã é uma caminhada, em que cada dia se passa por
diversas situações concretas, sempre novas e diferentes, sendo nelas que se
prova.
“Mandamento” (gr. entolê) é “o que é posto
dentro” para ser levado a cabo como tarefa. Não é uma lei exterior, mas uma
exigência íntima, sentida como própria (12,49s), um mandato interior, que
anima, impele e dirige toda a existência. “Mandamentos” está no plural, porque
Jesus não se está a referir apenas ao “seu” mandamento, o mandamento novo do
amor (13,34; 15,12.17), mas também às suas palavras (vv. 23-24; 1Jo 2,3-11),
que o explicitam (15,14-15). Quem ama Jesus põe em prática as suas palavras,
cumpre o seu mandamento.
* v. 16. E Eu rogarei ao Pai e
Ele dar-vos‑á
outro Paráclito para
que esteja convosco para sempre. O homem por si só não é capaz de amar como
Jesus (cf. 15,5): só o Espírito Santo poderá fazer nele essa obra (1Jo 3,24).
Espírito Santo que Jesus “rogará ao Pai” e que, glorificado (7,39; Lc 24,49),
enviará de junto dele (15,26), infundindo-o no coração daquele que nele crê,
para que possa amar e pôr em prática os seus mandamentos (v. 15; cf. Ez 36,27).
Jesus chama o Espírito Santo
“Paráclito” (v. 26; 15,26; 16,7), termo jurídico grego que significa “ser
chamado” (klétos) em tribunal para “estar ao lado” (pará) duma pessoa acusada
que não sabe ou não se pode defender (como o órfão, a viúva, o estrangeiro: Ex
22,21; Dt 24,17; Jb 24,3; Is 1,17; Zc 7,10; Ml 3,5), para a defender,
representar e interceder por ela (Mt 10,20; Mc 13,11), levando a sua causa até
ao fim, garantindo o seu triunfo e restabelecendo os seus direitos. Em grego, o
termo também tem o sentido de “consolador” (cf. Jb 21,2; Is 61,2; 66,1; Jr
31,9), reconfortador (cf. Is 57,18; Zc 1,13), exortador (cf. 2Ma 2,3; 7,21; Lc
3,18; At 2,40) e encorajador (cf. 1Ma 10,24).
A literatura rabínica usa o termo
grego parákletos, transliterado em hebraico peraklith, com o sentido de
“advogado de defesa”, “intercessor” (Targ Jb 16,20), aplicando-o a Moisés (Midr
ExR 18,3), aos anjos (Targ Jb 33,23), ao arrependimento e boas obras (mAb 4,11;
bShab 32a.7), aos sacrifícios expiatórios (bZeb 7b.9) e às obras de caridade
(bBB 10a; cf. Str-B 2,560ss).
O Espírito Santo é o “outro
Paráclito”, porque Jesus é o primeiro Paráclito, intercessor, junto do Pai (1Jo
2,1). Ao designá-lo assim, como uma Pessoa, ao mesmo tempo semelhante a si e
distinta de si e do Pai, Jesus apresenta-o como uma Pessoa divina, a terceira
Pessoa da Santíssima Trindade, dotada duma personalidade própria. O Espírito
Santo procede do Pai e será enviado por Jesus glorificado de junto do Pai (cf.
15,26) “para estar com” os discípulos e tornar Jesus presente neles e no meio
deles, agindo neles e através deles, continuando assim e levando a bom termo a
missão de Jesus sobre a terra (cf. 20,22).
“Para sempre”, ou seja, o
Espírito Santo não será dado por Jesus apenas para ficar com os seus discípulos
nesta vida, mas também por toda a eternidade, na vida futura, como fonte perene
de água viva que jorra para a vida eterna (4,14; 7,38), imergindo os discípulos
no âmago da própria vida trinitária, onde Ele vive e é um com o Pai e o Filho.
* v. 17. O Espírito da
verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem conhece. Vós o
conheceis, porque permanece convosco e em vós estará. O Paráclito era uma
pessoa acima de toda a suspeita, que gozava de tal prestígio, que bastava a sua
palavra para fazer fé, garantindo o triunfo da causa que defendia.
a)
Jesus chama-o “Espírito da Verdade” (cf. Is 57,18 LXX; Jo, 4x: 15,26; 16,13;
1Jo 4,6; 5,6), por oposição a Satanás, o “acusador” (Ap 12,10; Zc 3,1; cf. Jb
1,6; 2,1) e “pai da mentira” (8,44), porque sendo “o Espírito a verdade” (1Jo
5,6; Jo 4,23s), dá testemunho de Jesus (15,26), “a Verdade” (v. 6: he. ‘emet),
fazendo o homem andar na verdade (2Jo 4), reconhecendo o seu pecado (Sb 1,6!;
cf. Sl 51,8.13; 1Jo 1,8; cf. Jo 16,8-11) e praticando as obras do amor (Tb
13,6; 1Jo 2,4; 3,18).
b)
O mundo não “vê” o Espírito da verdade, porque não acredita em Jesus e só olha
às aparências (5,44; 12,43). Nem o “conhece” (1Cor 2,14), porque só busca os
seus próprios interesses (15,19), opostos ao amor do Pai (1Jo 2,15s; 3,1).
c)
A seguir, Jesus passa para a situação atual dos discípulos (cf. v. 7; 3,11;
4,22), depois de terem recebido o Espírito como dom da nova Aliança, dizendo
que eles o “conhecem” (Jr 31,34; Hb 8,11; cf. 1Cor 2,11; 1Jo 3,24; 4,13),
porque Ele “permanece junto” deles. “E em vós estará” como dom messiânico
prometido, concedido por Jesus glorificado (7,39; 20,22), não de forma
episódica (como no AT), mas de forma definitiva, permanente.
* v. 18. Não vos deixarei
órfãos: venho a vós. Jesus promete que assim, após a sua partida, os seus
discípulos não ficarão “órfãos” neste mundo (Lm 5,3; Os 14,3). No AT, o “órfão”
é a imagem por excelência do pobre e desamparado que está à mercê dos poderosos
e é vítima de todas as injustiças. Os discípulos vão ficar temporariamente sem
Jesus, porque Ele vai partir (morrendo), mas (ressuscitado) “vem” (vv. 3.28;
20,19.26; 21,13). Esta é a grande promessa de Jesus (21,22s; cf. 6,39s.44.54;
11,24) e a esperança da Igreja (Ap 22,17; 22,20) – que Jesus venha na Sua
glória – da qual a ressurreição do Senhor é anúncio e primícias.
* v. 19. Um pouco mais e o
mundo já não me vê, mas vós vedes-me, porque Eu vivo e vós vivereis. Jesus
fala novamente a partir da situação atual dos discípulos, dizendo que daí a
“pouco” (7,33; 12,35; 13,33; umas horas) o mundo já não o “vê” (o verbo está no
presente), porque Ele vai morrer, deixando de estar fisicamente presente na
terra.
Mas “pouco” depois (ao terceiro
dia) os seus discípulos “veem-no” (16,16-22; o verbo está no presente), pela fé
(6,40; 20,8), ressuscitado (20,18.20), e “viverão” (6,57; Ez 37,6.4) porque
receberão pelo Espírito Santo (At 1,2s; Rm 8,11) a vida nova (3,3.5; 2Cor
5,16s) que Ele lhes dará (20,22), como penhor e antegozo da ressurreição final
(5,25; 11,25). Este encontro renovador com Jesus acontece de modo particular na
Eucaristia (6,57).
* v. 20. Naquele dia vós
conhecereis que Eu estou no meu Pai e vós em mim e Eu em vós. “Naquele
dia”: esse dia é Dia de Iavé, o dia do juízo e da salvação, inaugurado em Jesus
ressuscitado (16,23) que cumpre as promessas de Deus (Os 2,20; Am 8,10; 9,11;
Zc 9,16; 12,3.8; 13,1), enviando de junto do Pai o Paráclito (12,45; 16,10;
20,19.26).
O Espírito Santo Paráclito
far-lhes-á “conhecer”:
a)
que Jesus é Deus, o Senhor (8,28; Ex 6,7; 16,6.12, Js 3,10; Ez 13,23; 22,16;
23,49; 36,11), que está no Pai (vv. 10s; 10,38!; 17,21), desde toda a
eternidade, enquanto Filho de Deus, e glorificado na sua humanidade, enquanto
Filho do homem (1,51; 3,13; 6,62).
b)
que os seus discípulos “estão nele” (15,2!), como membros do seu Corpo,
formando um nele (17,21ss), em íntima união uns com os outros (2Cor 5,17; Rm
12,5; 1Cor 12,27), participando na sua vida divina.
c) e que Jesus está neles, por meio do seu Espírito
(Rm 8,9s; 2Cor 13,5; Cl 1,27). Cumpre-se assim a promessa fundamental do AT:
Deus habitará no meio do Seu povo (Ex 29,45; Ez 37,21-28; 2Cor 6,16), promessa
que agora se cumpre plenamente, mas de uma forma inaudita e surpreendente:
habitando Deus, a própria Santíssima Trindade, neles (cf. 1,14!).
* v. 21. Quem tem os meus
mandamentos e os guarda, esse é o que me ama. E quem me ama será amado por meu
Pai e também Eu o amarei e me manifestarei a ele». Fechando o quiasma com o
v. 15, Jesus repete o que já tinha dito: que o amor se prova nas obras (1Jo
3,18). Mas para “guardar” os seus mandamentos, primeiro é necessário “tê-los”.
Isto só acontece tendo em si o amor de Deus (Gl 5,22; Rm 5,5; Cl 1,8; 1 Jo
3,21s; 4,12s), que o Espírito Santo é e neles infunde (v. 17), derramando e
imprimindo a “nova lei” desse amor no seu coração (2Cor 3,3; 7,6; 8,2.4; Jr
31,33; Pv 7,3). Quem o “tem” e “guarda” os seus mandamentos (1Jo 3,18),
“reamando” Jesus como Ele o amou, será sua “mansão” (vv. 2.23), morada
definitiva, lugar do seu repouso (Sl 132,14; 2Cr 6,41; Dt 12,9), não só agora,
nesta terra (v. 23), mas também por toda a eternidade, no Pai (v. 2; Sl 9,8; Sb
7,27; Is 30,18; 66,22; Dn 6,27). O Pai (16,27) e Jesus amá-lo-ão (15,9) e Jesus
“manifestar-se-á” a ele (gr. emfanizein: Ex 33,13; Sb 1,2), revelando-se-lhe
(17,22s; cf. Sb 7,27), agindo nele (cf. Gl 2,20) e fazendo-o participar da sua
vida divina.
MEDITAÇÃO
1. O que prevalece na
minha vida: o pessimismo e o desânimo ou a fé e a esperança em Jesus
ressuscitado que continua a agir na história?
2. Que manifestações do
Espírito Santo vejo eu nos acontecimentos da história, na minha vida, na vida
dos outros e na Igreja?
3. A nossa comunidade e eu
somos um lugar onde os homens podem encontrar a Deus? Que fazer para que isso
aconteça cada vez mais?
4. Nas situações difíceis da vida, deixo-me vencer
facilmente pelo desânimo ou tento reagir, com a ajuda da minha fé e esperança?
5. Acredito verdadeiramente que Jesus e o Espírito
Santo são os meus defensores e consoladores, ou procuro outras ajudas duvidosas
que não me levam a lado nenhum?
ORAÇÃO
Ó Maria, filha predileta do
Altíssimo, pudesse eu oferecer-vos e consagrar-vos os meus primeiros anos, como
vós vos oferecestes e consagrastes ao Senhor no templo! Mas é já passado esse
período de minha vida! Todavia, antes começar tarde a vos servir do que ser
sempre rebelde. Venho, pois, hoje, oferecer-me a Deus. Sustentai minha
fraqueza, e por vossa intercessão alcançai-me de Jesus a graça de lhe ser fiel
e a vós até a morte, a fim de que, depois de vos haver servido de todo o
coração na vida, participe da glória e da felicidade eterna dos eleitos. Amém.
LADAINHA
DE NOSSA SENHORA
Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Deus Pai do Céu, tende piedade de
nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois
um só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,...
Santa Virgem das virgens,...
Mãe de Jesus Cristo, ...
Mãe da Igreja, ...
Mãe da Misericórdia, ...
Mãe da Divina Graça, ...
Mãe da Esperança,...
Mãe puríssima, ...
Mãe castíssima, ...
Mãe imaculada,...
Mãe sempre virgem,...
Mãe amável,...
Mãe admirável,...
Mãe do bom conselho,...
Mãe do Criador,...
Mãe do Salvador,...
Virgem prudentíssima,...
Virgem digna de honra,...
Virgem digna de louvor,...
Virgem poderosa,...
Virgem clemente,...
Virgem fiel,...
Espelho de justiça,...
Sede da sabedoria,...
Causa da nossa alegria,...
Templo do Espírito Santo,...
Tabernáculo da eterna
glória,...
Moradia consagrada a Deus,...
Rosa mística,...
Torre de Davi,...
Fortaleza inexpugnável,...
Santuário da divina presença,...
Arca da Aliança,...
Porta do Céu,...
Estrela da Manhã,...
Saúde dos enfermos,...
Refúgio dos pecadores,...
Conforto dos migrantes,...
Consoladora dos aflitos,...
Auxílio dos cristãos,...
Rainha dos anjos,...
Rainha dos patriarcas,...
Rainha dos profetas,...
Rainha dos apóstolos,...
Rainha dos mártires,...
Rainha dos confessores da fé,...
Rainha das virgens,...
Rainha de todos os santos,...
Rainha concebida sem
pecado,...
Rainha assunta ao céu,...
Rainha do sacratíssimo
Rosário,...
Rainha das famílias,...
Rainha da paz,...
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, tende piedade de nós.
V. Rogai por nós, santa Mãe de
Deus.
R. Para que sejamos dignos
das promessas de Cristo.
“LEMBRAI-VOS”
DE SÃO BERNARDO
Lembrai-vos, ó piedosíssima
Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que a vós têm
recorrido, implorado vossa assistência e invocado o vosso socorro, tenha sido
por vós abandonado. Animado de uma tal confiança, eu corro e venho a vós e, gemendo
debaixo do peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés, ó Virgem das
virgens; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo encarnado, mas
ouvi-as favoravelmente e dignai-vos atender-me. Amém.
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