sexta-feira, 8 de maio de 2026

 São João de Ávila, presbítero e Doutor da Igreja
Sto. Antonino de Florença, bispo.
 
ORAÇÂO
Senhor, todo poderoso e infinitamente perfeito, de quem procede todo ser e para quem todas as criaturas devem sempre se elevar, eu vos consagro este mês e os exercícios de devoção que em cada um de seus dias praticar, oferecendo-os para vossa maior glória em honra de Maria Santíssima. Concedei-me a graça de santificá-lo com piedade, recolhimento e fervor. Virgem Santa e Imaculada, minha terna Mãe, volvei para mim vossos olhares tão cheios de doçura e fazei-me sentir cada vez mais os benéficos efeitos de vossa valiosa proteção. Anjos do céu, dirigi meus passos, guardai-me à sombra de vossas asas, pondo-me ao abrigo das ciladas do demônio, pedindo por mim a Jesus, Maria e José sua santa bênção. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (At 8,5-8.14-17): Naqueles dias, Filipe desceu a uma cidade da Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia. De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquela cidade. Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, que ainda não tinha descido sobre eles: só estavam batizados em nome do Senhor Jesus. Então impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo.
 
Salmo Responsorial: 65
R. A terra inteira aclame o Senhor.
 
Aclamai a Deus, terra inteira, cantai a glória do seu nome, celebrai os seus louvores, dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».
 
«A terra inteira Vos adore e celebre, entoe hinos ao vosso nome». Vinde contemplar as obras de Deus, admirável na sua ação pelos homens.
 
Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi, vou narrar-vos quanto Ele fez por mim. Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece, nem me retirou a sua misericórdia.
 
2ª Leitura (1Pe 3,1.15-18): Caríssimos: Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança. Mas seja com brandura e respeito, conservando uma boa consciência, para que, naquilo mesmo em que fordes caluniados, sejam confundidos os que dizem mal do vosso bom procedimento em Cristo. Mais vale padecer por fazer o bem, se for essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal. Na verdade, Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.
 
Aleluia. Se alguém Me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada. Aleluia.
 
Evangelho (Jo 14,15-21): «Se me amais, observareis os meus mandamentos. E eu pedirei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, que ficará para sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê, nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e está em vós. Não vos deixarei órfãos: eu voltarei a vós. Ainda um pouco de tempo e o mundo não mais me verá; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis. Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele».
 
«Eu o amarei e me manifestarei a ele»
 
P. Julio César RAMOS González SDB (Mendoza, Argentina)
 
Hoje, Jesus —como já o fizera com os seus discípulos— despede-se, pois regressa ao Pai para ser glorificado. Parece que isto entristece os discípulos que ainda o vêm apenas com um olhar físico, humano, que acredita, aceita e se agarra apenas ao que vê e toca. Esta sensação dos seus seguidores, que ainda hoje se sente em muitos cristãos, permite ao Senhor assegurar-nos que «não vos deixarei órfãos» (Jo 14,18), pois Ele pedirá ao Pai que nos envie «outro Paráclito» (Auxiliador, Intercessor: Jo 14,16), «o Espírito de Verdade» (Jo 14,17); além disso, apesar de o mundo não o poder “ver”, «vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis» (Jo 14,19). Assim, a confiança e a compreensão destas palavras de Jesus, suscitarão ao verdadeiro discípulo, o amor que se mostrará claramente em “possuir os seus mandamentos” e “guardá-los” (cf. v. 21). E mais ainda: quem isto vive, será amado de igual forma pelo Pai, e Ele —o Filho— ao seu discípulo fiel, o amará e se lhe manifestará (cf. v. 21).
 
Quantas palavras de alento, confiança e promessa nos chegam este Domingo! No meio das preocupações quotidianas —onde o nosso coração fica oprimido pelas sombras da dúvida, do desespero e do cansaço pelas coisas que nos parecem sem solução ou que entraram num caminho sem saída— Jesus convida-nos a senti-lo sempre presente, a descobrirmos que está vivo e nos ama, ao mesmo tempo que, ao que dá o passo firme de viver os seus mandamentos, lhe garante na sua plenitude da vida nova e ressuscitada.
 
Hoje, se nos manifesta vivo e presente nos ensinamentos das escrituras que ouvimos e na Eucaristia que recebemos. —Que a tua resposta seja a da vida nova que se entrega na vivência dos seus mandamentos, em particular o do amor.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«A vida verdadeira e autêntica é o Pai, a fonte pela qual, através do Filho, no Espírito Santo, emanam os seus dons para todos, e pela sua bondade também a nós, homens, nos foi prometido verdadeiramente, os bens da vida eterna» (São Cirilo de Jerusalém)
 
«Ser cristão principalmente não significa, aderir a uma certa doutrina, mas pelo contrário, vincular a nossa vida à pessoa de Jesus. O Espírito ensina-nos a única coisa indispensável: amar como Deus ama» (Francisco)
 
«Mais ainda: o que o Pai nos dá, quando a nossa oração se une à de Jesus, é `o outro Paráclito, para ficar convosco para sempre, o Espírito de verdade´ (Jo 14,16-17). Esta novidade da oração e das suas condições aparece ao longo do discurso do adeus. No Espírito Santo, a oração cristã é comunhão de amor com o Pai, não somente por Cristo, mas também n'Ele» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.615)
 
“E eu pedirei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, que ficará para sempre convosco.”
 
Fr. Pedro Bravo, O.Carm.
 
Continuamos no Cenáculo, em Jerusalém, na Última Ceia. Jesus sabe que “volta” para o Pai e que os seus discípulos vão continuar no mundo. Despede‑se então deles e transmite-lhes as suas últimas palavras, a modo de testamento final, assegurando-lhes que a sua ida para o Pai não será um afastamento nem uma separação deles, mas o início de uma nova forma de estar com eles, mas de um modo novo, humanamente impensável, vivendo neles através do seu Espírito que neles habitará, fazendo deles morada de toda a Trindade.
 
* v. 15. «Se me amais, guardareis os meus mandamentos. Jesus começa por apontar a meta. Para permanecer em Jesus e Jesus nele, há que corresponder ao seu amor (que tem sempre a iniciativa: 13,1; 15,9; 17,23s.26; 1Jo 4,10ss.19) com um amor à imagem do seu. O amor a Jesus (21,15) só é verdadeiro quando se traduz "por obra e em verdade" (1Jo 3,18).
 
O “amor” de que Jesus aqui fala é a agápê (gr. “caro”), um termo inventado pelos tradutores dos LXX (a tradução grega da Bíblia hebraica) para transmitir para o grego o sentido do substantivo hebraico 'ahabah (do verbo 'ahab, “amar”) que, por sua vez, ao ser traduzido para o latim, também irá precisar de um vocábulo novo, criado para o efeito pelos cristãos, o substantivo caritas (derivada de carus, "apreciado", "querido", "valioso"), que designa o amor por excelência, o amor gratuito, altruísta e benevolente, que de tal modo quer e procura o bem e a felicidade daquele que ama (que lhe é "caro"), que está disposto a tudo fazer, bem como a pagar em primeira pessoa "o preço" disso, sem nunca desistir, até que ela os consiga, nisso encontrando o seu próprio bem e felicidade.
 
“Guardar” é “atender”, “velar por”, “conservar”, “obedecer”, “seguir”, “pôr em prática” (Pv 3,1; 19,16; Sir 29,1; Sb 10,5; Tb 14,9) o amor a Jesus. Como? Praticando os seus mandamentos. Pois o amor a Deus consiste em praticar os seus mandamentos (vv. 21.23; 15,10; 1Jo 2,5; 5,3; 2Jo 1,6; Sb 6,18; Dn 9,4).
 
O verbo “guardar” está no futuro, indicando que a vida cristã é uma caminhada, em que cada dia se passa por diversas situações concretas, sempre novas e diferentes, sendo nelas que se prova.
 
 “Mandamento” (gr. entolê) é “o que é posto dentro” para ser levado a cabo como tarefa. Não é uma lei exterior, mas uma exigência íntima, sentida como própria (12,49s), um mandato interior, que anima, impele e dirige toda a existência. “Mandamentos” está no plural, porque Jesus não se está a referir apenas ao “seu” mandamento, o mandamento novo do amor (13,34; 15,12.17), mas também às suas palavras (vv. 23-24; 1Jo 2,3-11), que o explicitam (15,14-15). Quem ama Jesus põe em prática as suas palavras, cumpre o seu mandamento.
 
* v. 16. E Eu rogarei ao Pai e Ele dar-vosá outro Paráclito para que esteja convosco para sempre. O homem por si só não é capaz de amar como Jesus (cf. 15,5): só o Espírito Santo poderá fazer nele essa obra (1Jo 3,24). Espírito Santo que Jesus “rogará ao Pai” e que, glorificado (7,39; Lc 24,49), enviará de junto dele (15,26), infundindo-o no coração daquele que nele crê, para que possa amar e pôr em prática os seus mandamentos (v. 15; cf. Ez 36,27).
 
Jesus chama o Espírito Santo “Paráclito” (v. 26; 15,26; 16,7), termo jurídico grego que significa “ser chamado” (klétos) em tribunal para “estar ao lado” (pará) duma pessoa acusada que não sabe ou não se pode defender (como o órfão, a viúva, o estrangeiro: Ex 22,21; Dt 24,17; Jb 24,3; Is 1,17; Zc 7,10; Ml 3,5), para a defender, representar e interceder por ela (Mt 10,20; Mc 13,11), levando a sua causa até ao fim, garantindo o seu triunfo e restabelecendo os seus direitos. Em grego, o termo também tem o sentido de “consolador” (cf. Jb 21,2; Is 61,2; 66,1; Jr 31,9), reconfortador (cf. Is 57,18; Zc 1,13), exortador (cf. 2Ma 2,3; 7,21; Lc 3,18; At 2,40) e encorajador (cf. 1Ma 10,24).
 
A literatura rabínica usa o termo grego parákletos, transliterado em hebraico peraklith, com o sentido de “advogado de defesa”, “intercessor” (Targ Jb 16,20), aplicando-o a Moisés (Midr ExR 18,3), aos anjos (Targ Jb 33,23), ao arrependimento e boas obras (mAb 4,11; bShab 32a.7), aos sacrifícios expiatórios (bZeb 7b.9) e às obras de caridade (bBB 10a; cf. Str-B 2,560ss).
 
O Espírito Santo é o “outro Paráclito”, porque Jesus é o primeiro Paráclito, intercessor, junto do Pai (1Jo 2,1). Ao designá-lo assim, como uma Pessoa, ao mesmo tempo semelhante a si e distinta de si e do Pai, Jesus apresenta-o como uma Pessoa divina, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, dotada duma personalidade própria. O Espírito Santo procede do Pai e será enviado por Jesus glorificado de junto do Pai (cf. 15,26) “para estar com” os discípulos e tornar Jesus presente neles e no meio deles, agindo neles e através deles, continuando assim e levando a bom termo a missão de Jesus sobre a terra (cf. 20,22).
 
“Para sempre”, ou seja, o Espírito Santo não será dado por Jesus apenas para ficar com os seus discípulos nesta vida, mas também por toda a eternidade, na vida futura, como fonte perene de água viva que jorra para a vida eterna (4,14; 7,38), imergindo os discípulos no âmago da própria vida trinitária, onde Ele vive e é um com o Pai e o Filho.
 
* v. 17. O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem conhece. Vós o conheceis, porque permanece convosco e em vós estará. O Paráclito era uma pessoa acima de toda a suspeita, que gozava de tal prestígio, que bastava a sua palavra para fazer fé, garantindo o triunfo da causa que defendia.
 
a) Jesus chama-o “Espírito da Verdade” (cf. Is 57,18 LXX; Jo, 4x: 15,26; 16,13; 1Jo 4,6; 5,6), por oposição a Satanás, o “acusador” (Ap 12,10; Zc 3,1; cf. Jb 1,6; 2,1) e “pai da mentira” (8,44), porque sendo “o Espírito a verdade” (1Jo 5,6; Jo 4,23s), dá testemunho de Jesus (15,26), “a Verdade” (v. 6: he. ‘emet), fazendo o homem andar na verdade (2Jo 4), reconhecendo o seu pecado (Sb 1,6!; cf. Sl 51,8.13; 1Jo 1,8; cf. Jo 16,8-11) e praticando as obras do amor (Tb 13,6; 1Jo 2,4; 3,18).
 
b) O mundo não “vê” o Espírito da verdade, porque não acredita em Jesus e só olha às aparências (5,44; 12,43). Nem o “conhece” (1Cor 2,14), porque só busca os seus próprios interesses (15,19), opostos ao amor do Pai (1Jo 2,15s; 3,1).
 
c) A seguir, Jesus passa para a situação atual dos discípulos (cf. v. 7; 3,11; 4,22), depois de terem recebido o Espírito como dom da nova Aliança, dizendo que eles o “conhecem” (Jr 31,34; Hb 8,11; cf. 1Cor 2,11; 1Jo 3,24; 4,13), porque Ele “permanece junto” deles. “E em vós estará” como dom messiânico prometido, concedido por Jesus glorificado (7,39; 20,22), não de forma episódica (como no AT), mas de forma definitiva, permanente.
 
* v. 18. Não vos deixarei órfãos: venho a vós. Jesus promete que assim, após a sua partida, os seus discípulos não ficarão “órfãos” neste mundo (Lm 5,3; Os 14,3). No AT, o “órfão” é a imagem por excelência do pobre e desamparado que está à mercê dos poderosos e é vítima de todas as injustiças. Os discípulos vão ficar temporariamente sem Jesus, porque Ele vai partir (morrendo), mas (ressuscitado) “vem” (vv. 3.28; 20,19.26; 21,13). Esta é a grande promessa de Jesus (21,22s; cf. 6,39s.44.54; 11,24) e a esperança da Igreja (Ap 22,17; 22,20) – que Jesus venha na Sua glória – da qual a ressurreição do Senhor é anúncio e primícias.
 
* v. 19. Um pouco mais e o mundo já não me vê, mas vós vedes-me, porque Eu vivo e vós vivereis.
Jesus fala novamente a partir da situação atual dos discípulos, dizendo que daí a “pouco” (7,33; 12,35; 13,33; umas horas) o mundo já não o “vê” (o verbo está no presente), porque Ele vai morrer, deixando de estar fisicamente presente na terra.
 
Mas “pouco” depois (ao terceiro dia) os seus discípulos “veem-no” (16,16-22; o verbo está no presente), pela fé (6,40; 20,8), ressuscitado (20,18.20), e “viverão” (6,57; Ez 37,6.4) porque receberão pelo Espírito Santo (At 1,2s; Rm 8,11) a vida nova (3,3.5; 2Cor 5,16s) que Ele lhes dará (20,22), como penhor e antegozo da ressurreição final (5,25; 11,25). Este encontro renovador com Jesus acontece de modo particular na Eucaristia (6,57).
 
* v. 20. Naquele dia vós conhecereis que Eu estou no meu Pai e vós em mim e Eu em vós. “Naquele dia”: esse dia é Dia de Iavé, o dia do juízo e da salvação, inaugurado em Jesus ressuscitado (16,23) que cumpre as promessas de Deus (Os 2,20; Am 8,10; 9,11; Zc 9,16; 12,3.8; 13,1), enviando de junto do Pai o Paráclito (12,45; 16,10; 20,19.26).
 
O Espírito Santo Paráclito far-lhes-á “conhecer”:
a) que Jesus é Deus, o Senhor (8,28; Ex 6,7; 16,6.12, Js 3,10; Ez 13,23; 22,16; 23,49; 36,11), que está no Pai (vv. 10s; 10,38!; 17,21), desde toda a eternidade, enquanto Filho de Deus, e glorificado na sua humanidade, enquanto Filho do homem (1,51; 3,13; 6,62).
b) que os seus discípulos “estão nele” (15,2!), como membros do seu Corpo, formando um nele (17,21ss), em íntima união uns com os outros (2Cor 5,17; Rm 12,5; 1Cor 12,27), participando na sua vida divina.
c) e que Jesus está neles, por meio do seu Espírito (Rm 8,9s; 2Cor 13,5; Cl 1,27). Cumpre-se assim a promessa fundamental do AT: Deus habitará no meio do Seu povo (Ex 29,45; Ez 37,21-28; 2Cor 6,16), promessa que agora se cumpre plenamente, mas de uma forma inaudita e surpreendente: habitando Deus, a própria Santíssima Trindade, neles (cf. 1,14!).
 
* v. 21. Quem tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama. E quem me ama será amado por meu Pai e também Eu o amarei e me manifestarei a ele». Fechando o quiasma com o v. 15, Jesus repete o que já tinha dito: que o amor se prova nas obras (1Jo 3,18). Mas para “guardar” os seus mandamentos, primeiro é necessário “tê-los”. Isto só acontece tendo em si o amor de Deus (Gl 5,22; Rm 5,5; Cl 1,8; 1 Jo 3,21s; 4,12s), que o Espírito Santo é e neles infunde (v. 17), derramando e imprimindo a “nova lei” desse amor no seu coração (2Cor 3,3; 7,6; 8,2.4; Jr 31,33; Pv 7,3). Quem o “tem” e “guarda” os seus mandamentos (1Jo 3,18), “reamando” Jesus como Ele o amou, será sua “mansão” (vv. 2.23), morada definitiva, lugar do seu repouso (Sl 132,14; 2Cr 6,41; Dt 12,9), não só agora, nesta terra (v. 23), mas também por toda a eternidade, no Pai (v. 2; Sl 9,8; Sb 7,27; Is 30,18; 66,22; Dn 6,27). O Pai (16,27) e Jesus amá-lo-ão (15,9) e Jesus “manifestar-se-á” a ele (gr. emfanizein: Ex 33,13; Sb 1,2), revelando-se-lhe (17,22s; cf. Sb 7,27), agindo nele (cf. Gl 2,20) e fazendo-o participar da sua vida divina.
 
MEDITAÇÃO
1. O que prevalece na minha vida: o pessimismo e o desânimo ou a fé e a esperança em Jesus ressuscitado que continua a agir na história?
2. Que manifestações do Espírito Santo vejo eu nos acontecimentos da história, na minha vida, na vida dos outros e na Igreja?
3. A nossa comunidade e eu somos um lugar onde os homens podem encontrar a Deus? Que fazer para que isso aconteça cada vez mais?
4. Nas situações difíceis da vida, deixo-me vencer facilmente pelo desânimo ou tento reagir, com a ajuda da minha fé e esperança?
5. Acredito verdadeiramente que Jesus e o Espírito Santo são os meus defensores e consoladores, ou procuro outras ajudas duvidosas que não me levam a lado nenhum?
 
ORAÇÃO
Ó Maria, filha predileta do Altíssimo, pudesse eu oferecer-vos e consagrar-vos os meus primeiros anos, como vós vos oferecestes e consagrastes ao Senhor no templo! Mas é já passado esse período de minha vida! Todavia, antes começar tarde a vos servir do que ser sempre rebelde. Venho, pois, hoje, oferecer-me a Deus. Sustentai minha fraqueza, e por vossa intercessão alcançai-me de Jesus a graça de lhe ser fiel e a vós até a morte, a fim de que, depois de vos haver servido de todo o coração na vida, participe da glória e da felicidade eterna dos eleitos. Amém.
 
LADAINHA DE NOSSA SENHORA

Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
 
Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
 
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, ...
Deus Espírito Santo Paráclito, ...
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, ...
 
Santa Maria,  rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,...
Santa Virgem das virgens,...
Mãe de Jesus Cristo, ...
Mãe da Igreja, ...
Mãe da Misericórdia, ...
Mãe da Divina Graça, ...
Mãe da Esperança,...
Mãe puríssima, ...
Mãe castíssima, ...
Mãe imaculada,...
Mãe sempre virgem,...
Mãe amável,...
Mãe admirável,...
Mãe do bom conselho,...
Mãe do Criador,...
Mãe do Salvador,...
Virgem prudentíssima,...
Virgem digna de honra,...
Virgem digna de louvor,...
Virgem poderosa,...
Virgem clemente,...
Virgem fiel,...
Espelho de justiça,...
Sede da sabedoria,...
Causa da nossa alegria,...
Templo do Espírito Santo,...
Tabernáculo da eterna glória,...
Moradia consagrada a Deus,...
Rosa mística,...
Torre de Davi,...
Fortaleza inexpugnável,...
Santuário da divina presença,...
Arca da Aliança,...
Porta do Céu,...
Estrela da Manhã,...
Saúde dos enfermos,...
Refúgio dos pecadores,...
Conforto dos migrantes,...
Consoladora dos aflitos,...
Auxílio dos cristãos,...
Rainha dos anjos,...
Rainha dos patriarcas,...
Rainha dos profetas,...
Rainha dos apóstolos,...
Rainha dos mártires,...
Rainha dos confessores da fé,...
Rainha das virgens,...
Rainha de todos os santos,...
Rainha concebida sem pecado,...
Rainha assunta ao céu,...
Rainha do sacratíssimo Rosário,...
Rainha das famílias,...
Rainha da paz,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
 
V. Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
 
“LEMBRAI-VOS” DE SÃO BERNARDO
Lembrai-vos, ó piedosíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que a vós têm recorrido, implorado vossa assistência e invocado o vosso socorro, tenha sido por vós abandonado. Animado de uma tal confiança, eu corro e venho a vós e, gemendo debaixo do peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés, ó Virgem das virgens; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo encarnado, mas ouvi-as favoravelmente e dignai-vos atender-me. Amém.
 

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