Santa
Joana d’Arc, virgem
ORAÇÂO
Senhor, todo poderoso e
infinitamente perfeito, de quem procede todo ser e para quem todas as criaturas
devem sempre se elevar, eu vos consagro este mês e os exercícios de devoção que
em cada um de seus dias praticar, oferecendo-os para vossa maior glória em
honra de Maria Santíssima. Concedei-me a graça de santificá-lo com piedade,
recolhimento e fervor. Virgem Santa e Imaculada, minha terna Mãe, volvei para
mim vossos olhares tão cheios de doçura e fazei-me sentir cada vez mais os
benéficos efeitos de vossa valiosa proteção. Anjos do céu, dirigi meus passos,
guardai-me à sombra de vossas asas, pondo-me ao abrigo das ciladas do demônio,
pedindo por mim a Jesus, Maria e José sua santa bênção. Amém.
LECTIO
DIVINA
1ª
Leitura (Jud 17.20-25): Caríssimos: Recordai o que vos foi predito pelos
Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Construí o vosso edifício espiritual
sobre o fundamento da vossa fé santíssima. Orai em união com o Espírito Santo e
conservai-vos no amor de Deus, esperando na misericórdia de Nosso Senhor Jesus
Cristo para a vida eterna. Procurai convencer os que hesitam e salvai-os,
arrancando-os do fogo; dos outros, compadecei-vos, mas com prudência,
detestando até a túnica contaminada pela sua carne. Àquele que vos pode preservar
da queda e apresentar-vos diante da sua glória, na alegria duma consciência sem
mancha, ao único Deus, nosso Salvador, por Nosso Senhor Jesus Cristo, a glória
e a majestade, a força e o poder, antes de todos os séculos, agora e para
sempre. Amém.
Salmo
Responsorial: 62
R. A minha alma tem sede de
Vós, Senhor, meu Deus.
Senhor, sois o meu Deus: desde a
aurora Vos procuro. A minha alma tem sede de Vós. Por Vós suspiro, como terra
árida, sequiosa, sem água.
Quero contemplar-Vos no
santuário, para ver o vosso poder e a vossa glória. A vossa graça vale mais que
a vida; por isso os meus lábios hão de cantar-Vos louvores.
Assim Vos bendirei toda a minha
vida e em vosso louvor levantarei as mãos. Serei saciado com saborosos manjares
e com vozes de júbilo Vos louvarei.
Aleluia. Habite em vós com
abundância a palavra de Cristo, por Cristo cantai a Deus a vossa gratidão.
Aleluia.
Evangelho
(Mc 11,27-33): Jesus e os discípulos foram outra vez a Jerusalém.
Enquanto andava pelo templo, os sumos sacerdotes, os escribas e os anciãos se
aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: «Com que autoridade fazes essas coisas?
Quem te deu autoridade para fazer isso?». Jesus disse: «Vou fazer-vos uma só
pergunta. Respondei-me, que eu vos direi com que autoridade faço isso. O
batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei-me!». Eles discutiam entre
si: «Se respondermos: ‘Do céu’, ele dirá: ‘Por que não acreditastes em João?’
Vamos então responder: ‘Dos homens’?».— Eles tinham medo do povo, já que todos
diziam que João era realmente um profeta. Responderam então a Jesus: «Não sabemos».
E Jesus retrucou-lhes: «Pois eu também não vos digo com que autoridade faço
essas coisas!».
«Com que autoridade fazes
essas coisas?»
Mn. Antoni BALLESTER i Díaz(Camarasa,
Lleida, Espanha)
Hoje, o Evangelho pede-nos que
pensemos com que intenção vemos Jesus. Há quem vá sem fé, sem reconhecer sua
autoridade: por isso, «os sumos sacerdotes, os escribas e os anciãos, lhe
perguntaram: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade
para fazer isso?”(Mc 11,27-28).
Se não tratamos a Deus na oração,
não teremos fé. Mas, como diz São Gregório Magno, «quando insistimos na oração
com toda veemência, Deus se detém no nosso coração e recobramos a vista
perdida». Se tivermos boa disposição, apesar de estar no erro, vendo que a
outra pessoa tem razão, acolheremos suas palavras. Se tivermos boa intenção,
apesar de arrastar o peso do pecado, quando façamos oração Deus nos fará
compreender nossa miséria, para que nos reconciliemos com Ele, pedindo perdão
de todo coração e, por meio do sacramento da penitência.
A fé e a oração vão juntas.
Diz-nos Santo Agostinho que, «se a fé falta, a oração é inútil. Depois, quando
oremos, criemos e oremos para que não falte a fé. A fé produz a oração e, a
oração produz também a firmeza da fé». Se tivermos boa intenção e, acudimos a
Jesus, descobriremos quem é e, entenderemos sua palavra, quando nos pergunte:
«O batismo de João era do céu ou dos homens?» (Mc 11,30). Pela fé, sabemos que
era do céu e, que sua autoridade vem-lhe do seu Pai, que é Deus e, Dele mesmo
porque é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
Porque sabemos que Jesus é o
único salvador do mundo, acudimos a sua Mãe que também é nossa Mãe, para que
desejando acolher a palavra e a vida de Jesus, com boa intenção e boa vontade,
para ter a paz e a alegria dos filhos de Deus.
Pensamentos para o Evangelho
de hoje
«Do mesmo modo que o Senhor nada
fez sem contar com seu Pai; assim também vocês, nada façam sem contar com seu
bispo e com os presbíteros, nem tratem de corar como laudável algo que fazeis
separadamente» (Santo Inácio de Antioquia)
«A doutrina de Jesus e seus
atuações só são compreensíveis partindo de seu contato imediato com o Padre»
(Bento XVI)
«Se a Lei e o templo de Jerusalém
puderam ser ocasião de “contradição” entre Jesus e as autoridades religiosas de
Israel, o seu papel na redenção dos pecados, obra divina por excelência, foi
para essas autoridades, a verdadeira pedra de escândalo» (Catecismo da Igreja
Católica, n° 587)
Reflexão
* "Com que
autoridade?" A palavra "autoridade" é central nesta
passagem. Contém o segredo do caminho de fé e do crescimento espiritual que
podemos percorrer, se nos deixamos guiar pela Palavra, na meditação deste
Evangelho. A pergunta provocadora dirigida a Jesus por seus adversários leva
imediatamente a entender a distância que há entre ele e os outros, por isso não
pode haver uma resposta. "Autoridade", nas palavras dos sacerdotes e
dos escribas, indica o "poder", "força", "domínio",
"capacidade de fazer cumprir as leis e julgar". Para Jesus, no
entanto, "autoridade" significa outra coisa, como podemos entender se
termos presente que em hebraico esta palavra vem da raiz que significa
"fazer-se igual a". Na verdade, Jesus manifesta imediata e claramente
em que o horizonte Ele se move, para onde está indo e para onde quer nos
conduzir: para ser iguais, para ser como o Pai, para manter uma relação de amor
com Ele, como entre Pai e filho. Não é por acaso que Ele imediatamente mencione
o batismo de João ...
* "O batismo de João
...". Jesus nos leva rapidamente e com clareza ao ponto de partida, à
fonte, lá onde podemos reencontrar conosco mesmos, no encontro com Deus. Às
margens do rio Jordão, onde ele foi batizado, é preparado um lugar para nós,
porque, porque, como Ele, descemos às águas, no fogo do amor e nos deixamos
marcar com o selo do Espírito Santo, nos deixamos encontrar, visitar e envolver
por estas palavras: "Tu és o meu Filho amado" (Mc 1, 11). Jesus nos
ensina que não há nenhuma outra autoridade, outra grandeza ou outra riqueza,
mas apenas esta.
* "Do céu ou dos
homens?". Queremos estar com Deus e com os homens, seguir a Ele ou a
eles, entrar na luz do céu aberto (Mc 1, 10) ou permanecer na trevas da nossa
solidão?
* "Respondei-me." É
belíssima esta palavra de Jesus, repetida com ênfase duas vezes (vv. 29 e 30).
Jesus pede uma escolha precisa, uma decisão clara, sincera e autêntica, até o
fim. O verbo "responder", em grego, expressa justamente esta atitude,
esta capacidade de distinguir e separa bem as coisas. O Senhor quer nos
convidar para entra no mais profundo de nós mesmos para nos deixar penetrar por
suas palavras e que, dessa forma, aprendemos cada vez mais e melhor, em
estreita relação com Ele, a tomar as decisões importantes de nossa vida e até
mesmo a todos os dias. Mas esse verbo simples e bonito indica todavia algo
mais. A raiz hebraica expressa resposta e, ao mesmo tempo, a miséria, a
pobreza, tristeza e humildade. Isto é, não pode haver uma verdadeira resposta
senão na humildade, no ouvir. Jesus pede aos sacerdotes e escribas, e também a
nós, de entrar nesta dimensão da vida, nesta atitude da alma: fazer-se humilde
diante dele, reconhecer a nossa pobreza e a necessidade que temos Dele, porque
esta é a única possível resposta para
suas perguntas.
* "Discutiam entre
si". Estamos diante de outro verbo importante que nos ajuda a
compreender melhor o nosso mundo interior. Este discutir, de fato, é um
"falar através de", como se deduz da tradução literal do verbo grego
usado por Marcos. As pessoas desta passagem estão quebradas por dentro,
atravessadas por uma ferida; diante de Jesus, não são de uma peça. Entre eles
falam por diversas razões e considerações, ao invés de entrar naquele
relacionamento e diálogo com o Pai, que foi inaugurado no batismo de Jesus, continuam
de fora, à distância, como o filho da parábola, que se recusa a entrar no
banquete do amor cf . Lc 15, 28). Eles também não acreditam que a Palavra do
Pai, que repete mais uma vez: "Tu és o meu Filho muito amado: em ti me
comprazo" (Mc 1, 11), por isso continuam procurando e querendo a força da
autoridade e do poder em vez da fraqueza do amor.
Para um confronto pessoal
1. O Senhor me ensina que a
sua autoridade, também em minha existência, não é domínio nem força de
opressão, mas é amor, capacidade de se assemelhar, de se fazer próximo. Eu quero aceitar essa autoridade
de Jesus na minha vida, desejo realmente entrar nesta relação de semelhança a
Ele? Estou disposto a tomar as medidas que esta escolha comporta? Estou
determinado a ir até o fim por este caminho?
2. Ao avizinhar-me desta
passagem do Evangelho, talvez não suspeitasse que seria levado à passagem do Batismo e a esta experiência
tão fundamental e motora de relacionamento com Deus Pai. No entanto, o
Senhor quis revelar mais uma vez seu grande amor, ele não recuar diante de
qualquer fadiga ou obstáculo, para me
alcançar. Mas e o meu coração como está, neste momento, diante Dele? Consigo
escutar a voz do Pai falando comigo e me chama de "filho",
pronunciando o meu nome? Consigo acolher esta
sua declaração de amor? Confio, creio, me entrego a Ele? Eu escolho o
céu ou ainda a terra?
3. Eu acho que deveria acabar
com essa meditação, sem dar minha resposta. Jesus me pede especificamente:
aquele "Respondei-me" hoje é dirigido a mim. Eu aprendi que não pode
haver verdadeira resposta, sem uma verdadeira escuta, e que a verdadeira escuta
só pode nascer da humildade ... Desejo dar este passo? Desejo, pelo contrário,
continuar a responder guiado apenas por minhas convicções, por meus velhos
modos de pensar e sentir, por minha presunção e autossuficiência?
4. Uma pergunta final.
Olhando meu coração por dentro, eu também me vejo um pouco dividido, como os
adversários de Jesus? Tenho em mim alguma ferida que me atravessa e não me
permite ser um cristão por inteiro, amigo de Cristo, um seguidor seu?
ORAÇÃO
Ó Maria, filha predileta do
Altíssimo, pudesse eu oferecer-vos e consagrar-vos os meus primeiros anos, como
vós vos oferecestes e consagrastes ao Senhor no templo! Mas é já passado esse
período de minha vida! Todavia, antes começar tarde a vos servir do que ser
sempre rebelde. Venho, pois, hoje, oferecer-me a Deus. Sustentai minha
fraqueza, e por vossa intercessão alcançai-me de Jesus a graça de lhe ser fiel
e a vós até a morte, a fim de que, depois de vos haver servido de todo o
coração na vida, participe da glória e da felicidade eterna dos eleitos. Amém.
LADAINHA
DE NOSSA SENHORA
Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Deus Pai do Céu, tende piedade de
nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois
um só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,...
Santa Virgem das virgens,...
Mãe de Jesus Cristo, ...
Mãe da Igreja, ...
Mãe da Misericórdia, ...
Mãe da Divina Graça, ...
Mãe da Esperança,...
Mãe puríssima, ...
Mãe castíssima, ...
Mãe imaculada,...
Mãe sempre virgem,...
Mãe amável,...
Mãe admirável,...
Mãe do bom conselho,...
Mãe do Criador,...
Mãe do Salvador,...
Virgem prudentíssima,...
Virgem digna de honra,...
Virgem digna de louvor,...
Virgem poderosa,...
Virgem clemente,...
Virgem fiel,...
Espelho de justiça,...
Sede da sabedoria,...
Causa da nossa alegria,...
Templo do Espírito Santo,...
Tabernáculo da eterna
glória,...
Moradia consagrada a Deus,...
Rosa mística,...
Torre de Davi,...
Fortaleza inexpugnável,...
Santuário da divina presença,...
Arca da Aliança,...
Porta do Céu,...
Estrela da Manhã,...
Saúde dos enfermos,...
Refúgio dos pecadores,...
Conforto dos migrantes,...
Consoladora dos aflitos,...
Auxílio dos cristãos,...
Rainha dos anjos,...
Rainha dos patriarcas,...
Rainha dos profetas,...
Rainha dos apóstolos,...
Rainha dos mártires,...
Rainha dos confessores da fé,...
Rainha das virgens,...
Rainha de todos os santos,...
Rainha concebida sem
pecado,...
Rainha assunta ao céu,...
Rainha do sacratíssimo
Rosário,...
Rainha das famílias,...
Rainha da paz,...
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, tende piedade de nós.
V. Rogai por nós, santa Mãe de
Deus.
R. Para que sejamos dignos
das promessas de Cristo.
“LEMBRAI-VOS”
DE SÃO BERNARDO
Lembrai-vos, ó piedosíssima
Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que a vós têm
recorrido, implorado vossa assistência e invocado o vosso socorro, tenha sido
por vós abandonado. Animado de uma tal confiança, eu corro e venho a vós e, gemendo
debaixo do peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés, ó Virgem das
virgens; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo encarnado, mas
ouvi-as favoravelmente e dignai-vos atender-me. Amém.
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