ORAÇÂO
Senhor, todo poderoso e
infinitamente perfeito, de quem procede todo ser e para quem todas as criaturas
devem sempre se elevar, eu vos consagro este mês e os exercícios de devoção que
em cada um de seus dias praticar, oferecendo-os para vossa maior glória em
honra de Maria Santíssima. Concedei-me a graça de santificá-lo com piedade,
recolhimento e fervor. Virgem Santa e Imaculada, minha terna Mãe, volvei para
mim vossos olhares tão cheios de doçura e fazei-me sentir cada vez mais os
benéficos efeitos de vossa valiosa proteção. Anjos do céu, dirigi meus passos,
guardai-me à sombra de vossas asas, pondo-me ao abrigo das ciladas do demônio,
pedindo por mim a Jesus, Maria e José sua santa bênção. Amém.
LECTIO
DIVINA
1ª
Leitura (At 1,1-11): No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as
coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em
que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas
instruções aos Apóstolos que escolhera. Foi também a eles que, depois da sua
paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta
dias e falando-lhes do reino de Deus. Um dia em que estava com eles à mesa,
mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa
do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, João batizou com
água; vós, porém, sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias».
Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais
restaurar o reino de Israel?». Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os
tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis
a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas
em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Dito
isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de
olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens
vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar
para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do
mesmo modo que O vistes ir para o Céu».
Salmo
Responsorial: 46
R. Por entre aclamações e ao
som da trombeta, ergue-Se Deus, o Senhor.
Povos todos, batei palmas,
aclamai a Deus com brados de alegria, porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,
o Rei soberano de toda a terra.
Deus subiu entre aclamações, o
Senhor subiu ao som da trombeta. Cantai hinos a Deus, cantai, cantai hinos ao
nosso Rei, cantai.
Deus é Rei do universo: cantai os
hinos mais belos. Deus reina sobre os povos, Deus está sentado no seu trono
sagrado.
Aleluia. Ide e ensinai todos
os povos, diz o Senhor: Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos.
Aleluia.
Evangelho
(Mt 28,16-20): Os onze discípulos voltaram à Galileia, à montanha que
Jesus lhes tinha indicado. Quando o viram, prostraram-se; mas alguns tiveram
dúvida. Jesus se aproximou deles e disse: «Foi-me dada toda a autoridade no céu
e na terra. Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em
nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que
vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos
tempos».
Reflexão o Pe. Pedro Viva
* A Solenidade da Ascensão do
Senhor, celebrada quarenta dias após a Páscoa (transferida para o domingo seguinte),
evoca a entrada definitiva de Jesus na glória de Deus Pai. Encerra o
percurso histórico de Jesus iniciado na Sua Encarnação no seio de Maria, Sua
Mãe. S Lucas, autor do Livro dos Atos dos Apóstolos e do relato evangélico
conhecido como Evangelho segundo S. Lucas, aponta nestas duas obras datas
diferentes para a Ascensão de Jesus: no próprio dia de Páscoa (relato
evangélico) ou quarenta dias depois (Atos dos Apóstolos). Não está equivocado.
Apenas no Livro dos Atos procura escrever uma reflexão teológica, respondendo,
assim, às dificuldades concretas da comunidade cristã a quem escreve. Morte,
ressurreição, ascensão, glorificação e dom do Espírito são diferentes
perspectivas de um mesmo Mistério.
* O relato evangélico deste
narra-nos o episódio da Ascensão de Jesus ao Céu. Invocando as Escrituras,
Jesus interpreta o que vai acontecer à luz da profecia do Antigo Testamento,
promete enviar o dom do Espírito e enquanto se separa dos seus discípulos,
abençoa-os. Este episódio faz-nos recordar o arrebatamento de Elias e a missão
confiada ao seu discípulo Eliseu. Hoje seremos nós a dar testemunho deste
acontecimento. Alude este episódio bíblico, igualmente, à alegria sentida pelos
discípulos pelo sentido novo que a sua vida, a partir de agora, encontrou.
* O episódio da Ascensão de
Jesus, relatado por S. Lucas, aparece-nos com dois momentos muito claros: as
últimas recomendações e a despedida. Colocada no mesmo dia da Páscoa,
depois da aparição aos discípulos de Emaús, Jesus deixa aos seus discípulos,
com clareza, a missão que agora lhes cabe levar por diante, na sua ausência
física. Ele interpreta a Sua morte e ressurreição como o cumprimento das
Escrituras e, ao mesmo tempo, apresenta este mistério como núcleo da pregação
que os discípulos devem realizar e que, abundantemente, encontramos em muitas
Cartas do Novo Testamento e no Livro dos Atos dos Apóstolos. Eles serão as
testemunhas disso. Uma Igreja que cresce guiada e germinada pelo Espírito
Santo, tendo no testemunho apostólico a sua manifestação visível. Jerusalém é
apenas a cidade de onde partirá a Boa-Nova que há-de chegar até aos confins do
mundo. Boa Nova que deve ser acolhida, celebrada e vivida. Arrependimento e
perdão dos pecados serão fonte de esperança e de renovação de muitas vidas.
Núcleo de pregação e de vida daqueles que se dizem discípulos-missionários de
Jesus.
* Este testemunho
apostólico, que durará até ao fim dos tempos, será sempre inspirado e
sustentado pelo Enviado por Jesus e prometido por Deus Pai: O Espírito Santo.
No dom da fortaleza, afastará os medos e os desânimos e levará o novo Povo de
Deus a dar testemunho do que viu e ouviu.
* Na segunda parte da leitura,
faz-se referência à Ascensão de Jesus, realçando dois aspectos: a bênção de
Jesus aos seus discípulos e a alegria que estes sentiram. Apesar da despedida,
que evoca sempre a dor da ausência, ainda assim sentiram alegria. Alegria
profunda de quem sente que não fica só. Jesus parte, mas ao mesmo tempo fica.
Uma presença pressentida, interiorizada. E é essa presença que podemos
contemplar no dom da Eucaristia. É nela que encontramos a alegria de um Deus
presente e atuante. É nela que mais do que fazer memória, atualizamos o dom da
Última Ceia. Como escreveu Luciano Manicardi, Jesus vive na Igreja e a
Eucaristia é «o lugar em que passa e floresce o Espírito, é o memorial em que
os nossos sentidos são novamente postos perante a sua presença através dos
sinais do pão e do vinho eucarísticos, da Palavra anunciada nas Escrituras, dos
rostos das irmãs e dos irmãos reunidos em assembleia. É o lugar que renova o
testemunho dos cristãos».
* “… Está escrito que o Messias havia de sofrer
e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia…” O que é a Eucaristia senão
este memorial do Senhor que morreu e ressuscitou? A vitória da vida sobre a
morte? A alegria da esperança de uma vida que não acaba? Eucaristia, à letra,
quer dizer ação de graças. Em cada Eucaristia devemos dar graças ao Senhor
porque Ele sofreu por mim e por nós, para nos dar a vida que jamais acabará. É
na Sua vitória que encontramos a nossa vitória. Na Sua Paixão que encontramos
força para as nossas “paixões”.
* “…e que havia de ser pregado
em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações,
começando por Jerusalém.” Depois da saudação inicial, a celebração da
Eucaristia prossegue com o Ato Penitencial, levando-nos não apenas a fazer
memória dos nossos pecados, como quem fica a remoer culpas, a reabrir feridas
do passado. Pelo contrário, esta memória é ativada para ser sanada, curada pelo
perdão de Deus e levar ao arrependimento, à prevenção de novas quedas. Este
perdão que Jesus nos oferece não é um jogo psicológico. É a certeza de que a
ofensa contra Deus cometida foi paga por Jesus, que nos resgatou da derrota
eterna. Com que espírito vivo o ato penitencial na Eucaristia?
* “Vós sois testemunhas
disso.” Martys (testemunha) na sua raiz tem esta dimensão de recordar, não
apenas psicológico, mas também teologal e espiritual. Dar um rosto Áquele que
veio e que virá. Por isso é testemunho profético: falamos d’Aquele que as
Escrituras referem e d’Aquele que o Espírito Santo nos garante que virá. Os
santos são aqueles que incarnam melhor esta profecia, pois nas suas vidas
encontramos melhor a encarnação do espírito evangélico. No ide em paz e o
Senhor vos acompanhe, no final da celebração da Eucaristia, encontramos este
mandato missionário de ir, não porque a missa acabou. Mas de ir anunciar. Como
procuro viver em cada missa este envio? Que propósitos faço?
* Eu vos enviarei Aquele que
foi prometido por meu Pai. Jesus em comunhão profunda com Deus Pai concede
o dom do Espírito Santo aos seus discípulos. Pelo Baptismo e Confirmação,
também nós, recebemos este dom. Estes dois sacramentos em conjunto com o
sacramento da Eucaristia constituem os sacramentos da iniciação cristã. Ao fim
de um período de catequese que habitualmente termina com a celebração do
Crisma, porque muitos jovens cristãos deixam de frequentar a Eucaristia, quando
devia ser o contrário? Como vivo eu este dom do Espírito: em chave missionária,
ou em chave demissionária?
* “…e, erguendo as mãos,
abençoou-os.” As mãos de Jesus são mãos que abençoam, que curam, que
acolhem, que tocam, que partem e repartem o pão. E as nossas mãos, que fazemos
delas? Na Eucaristia usamo-las para nos benzermos, para nos cumprimentarmos,
para recebermos o Corpo do Senhor, para partilharmos do que temos no ofertório…
para receber e para dar. Que boas obras temos para oferecer a Deus?
* “e depois voltaram para
Jerusalém com grande alegria.” Os encontros com o Senhor, seja em oração
pessoal, seja na celebração da Eucaristia, nunca os devíamos viver em chave
intimista, fechada. Antes, eles remetem-nos sempre para a cidade dos homens,
onde a vida acontece e se joga. Celebrar a Eucaristia não é uma fuga do mundo,
mas o compromisso mais sério com a transformação do mundo. Porque a alegria de
quem se encontra com Jesus não pode deixar de entusiasmar outros, de interrogar
outros, de evangelizar outros. Com que cara saio eu de cada Eucaristia? Com cara
de gente salva a quem Jesus prometeu a salvação eterna, ou com cara de
sofrimento que a ninguém atrai?
ORAÇÃO
Ó Maria, filha predileta do
Altíssimo, pudesse eu oferecer-vos e consagrar-vos os meus primeiros anos, como
vós vos oferecestes e consagrastes ao Senhor no templo! Mas é já passado esse
período de minha vida! Todavia, antes começar tarde a vos servir do que ser
sempre rebelde. Venho, pois, hoje, oferecer-me a Deus. Sustentai minha
fraqueza, e por vossa intercessão alcançai-me de Jesus a graça de lhe ser fiel
e a vós até a morte, a fim de que, depois de vos haver servido de todo o
coração na vida, participe da glória e da felicidade eterna dos eleitos. Amém.
LADAINHA
DE NOSSA SENHORA
Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Deus Pai do Céu, tende piedade de
nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois
um só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,...
Santa Virgem das virgens,...
Mãe de Jesus Cristo, ...
Mãe da Igreja, ...
Mãe da Misericórdia, ...
Mãe da Divina Graça, ...
Mãe da Esperança,...
Mãe puríssima, ...
Mãe castíssima, ...
Mãe imaculada,...
Mãe sempre virgem,...
Mãe amável,...
Mãe admirável,...
Mãe do bom conselho,...
Mãe do Criador,...
Mãe do Salvador,...
Virgem prudentíssima,...
Virgem digna de honra,...
Virgem digna de louvor,...
Virgem poderosa,...
Virgem clemente,...
Virgem fiel,...
Espelho de justiça,...
Sede da sabedoria,...
Causa da nossa alegria,...
Templo do Espírito Santo,...
Tabernáculo da eterna
glória,...
Moradia consagrada a Deus,...
Rosa mística,...
Torre de Davi,...
Fortaleza inexpugnável,...
Santuário da divina presença,...
Arca da Aliança,...
Porta do Céu,...
Estrela da Manhã,...
Saúde dos enfermos,...
Refúgio dos pecadores,...
Conforto dos migrantes,...
Consoladora dos aflitos,...
Auxílio dos cristãos,...
Rainha dos anjos,...
Rainha dos patriarcas,...
Rainha dos profetas,...
Rainha dos apóstolos,...
Rainha dos mártires,...
Rainha dos confessores da fé,...
Rainha das virgens,...
Rainha de todos os santos,...
Rainha concebida sem
pecado,...
Rainha assunta ao céu,...
Rainha do sacratíssimo
Rosário,...
Rainha das famílias,...
Rainha da paz,...
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, tende piedade de nós.
V. Rogai por nós, santa Mãe de
Deus.
R. Para que sejamos dignos
das promessas de Cristo.
“LEMBRAI-VOS”
DE SÃO BERNARDO
Lembrai-vos, ó piedosíssima
Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que a vós têm
recorrido, implorado vossa assistência e invocado o vosso socorro, tenha sido
por vós abandonado. Animado de uma tal confiança, eu corro e venho a vós e, gemendo
debaixo do peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés, ó Virgem das
virgens; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo encarnado, mas
ouvi-as favoravelmente e dignai-vos atender-me. Amém.
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