Santo
Óscar Romero, bispo e mártir
Sta.
Catarina da Suécia, virgem
ORAÇÃO
PREPARATÓRIA - Com humildade e
respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste
mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos
animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as
honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos
motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos
prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso
amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José
como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela
vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas
fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do
Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes
devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
LECTIO DIVINA
1ª
Leitura (Num 21,4-9): Naqueles
dias, os filhos de Israel partiram do monte Hor para o Mar Vermelho,
contornando a terra de Edom. No caminho o povo impacientou-se e falou contra
Deus e contra Moisés: «Porque nos fizeste sair do Egipto, para morrermos neste
deserto? Aqui não há pão nem água e já nos causa fastio este alimento
miserável». Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que mordiam
nas pessoas e morreu muita gente de Israel. O povo dirigiu-se a Moisés,
dizendo: «Pecámos, ao falar contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do
Senhor, para que afaste de nós as serpentes». E Moisés intercedeu pelo povo.
Então o Senhor disse a Moisés: «Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre um
poste. Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado». Moisés fez
uma serpente de bronze e fixou-a num poste. Quando alguém era mordido por uma
serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.
Salmo
Responsorial: 101
R. Ouvi, Senhor, a minha oração, chegue até Vós o meu
clamor.
Ouvi, Senhor, a minha oração e chegue até Vós o meu
clamor. Não escondais o vosso rosto no dia da minha aflição. Inclinai para mim o vosso
ouvido; no dia em que chamar por Vós respondei-me sem demora.
Os povos temerão, Senhor, o vosso nome, todos os reis da
terra a vossa glória. Quando o Senhor reconstruir Sião e manifestar a sua
glória, atenderá a súplica do infeliz e não desprezará a sua oração.
Escreva-se tudo isto para as gerações vindouras e o povo
que se há de formar louvará o Senhor. Debruçou-Se do alto da sua morada, lá do
Céu o Senhor olhou para a terra, para ouvir os gemidos dos cativos, para
libertar os condenados à morte.
A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo. Quem
O encontra viverá eternamente.
Evangelho
(Jo 8,21-30): De novo,
Jesus lhes disse: «Eu me vou, e vós me procurareis; mas morrereis no vosso
pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir». Os judeus, então, comentavam:
«Acaso ele irá se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’».
Ele continuou a falar: «Vós sois daqui de baixo; eu sou do alto. Vós sois deste
mundo; eu não sou deste mundo. Eu vos disse que morrereis nos vossos pecados.
De fato, se não acreditais que ‘eu sou’, morrereis nos vossos pecados». Eles
lhe perguntaram: «Quem és tu, então? Jesus respondeu: «De início, isto mesmo
que vos estou falando». Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a
julgar também. Mas, aquele que me enviou é verdadeiro, e o que ouvi dele é o
que eu falo ao mundo”. Eles, porém, não compreenderam que estava lhes falando
do Pai. Por isso, Jesus continuou: «Quando tiverdes elevado o Filho do Homem,
então sabereis que ‘eu sou’, e que nada faço por mim mesmo, mas falo apenas
aquilo que o Pai me ensinou. Aquele que me enviou está comigo. Ele não me
deixou sozinho, porque eu sempre faço o que é do seu agrado». Como falasse
estas coisas, muitos passaram a crer nele.
«Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis
que ‘Eu Sou’»
Rev. D. Josep Mª MANRESA Lamarca (Valldoreix, Barcelona,
Espanha)
Hoje, Terça-feira V da Quaresma, a uma semana da
contemplação da Paixão do Senhor, Ele nos convida a olhar-lhe antecipadamente
redimindo-nos desde a Cruz. «Jesus Cristo é nosso pontífice, seu corpo precioso
é nosso sacrifício que Ele ofereceu na ara da Cruz para a salvação de todos os
homens» (São João Fisher).
«Quando tiverdes elevado o Filho do Homem...» (Jo 8,28).
Efetivamente, Cristo Crucificado —Cristo “levantado”!— é o grande e definitivo
signo do amor do Pai à Humanidade caída. Seus braços abertos, estendidos entre
o céu e a terra, traçam o signo indelével da sua amizade conosco os homens. Ao
lhe ver assim, alçado ante o nosso olhar pecador, saberemos que Ele é (cf. Jo
8,28), e então, como aqueles judeus que o escutavam, também nós creremos Nele.
Só a amizade de quem está familiarizado com a Cruz pode
proporcionar-nos o adequado para adentrar-nos no Coração do Redentor. Pretender
um Evangelho sem Cruz, despojado do sentido cristão da mortificação, ou
contagiado do ambiente pagão e naturalista que nos impede entender o valor
redentor do sofrimento, nos colocaria na terrível possibilidade de ouvir dos
lábios de Cristo: «Depois de tudo, para que seguir falando-vos?».
Que o nosso olhar à Cruz, olhar sossegado e
contemplativo, seja uma pergunta ao Crucificado, em que sem o ruído de palavras
lhe digamos: «Quem és tu, então?(Jo 8,25).Ele nos responderá que é «Eu sou o
Caminho, a Verdade e a Vida»(Jo 14,6), a Videira à qual sem estar unidos, nós,
pobres ramos, não poderemos dar fruto, porque só Ele tem palavras de vida
eterna. E assim, se não cremos que Ele é, morreremos pelos nossos pecados.
Viveremos, no entanto, e viveremos já nesta terra vida de céu se aprendemos Dele
a gozosa certeza de que o Pai está conosco, não nos deixa sozinhos. Assim
imitaremos o Filho em fazer sempre o que agrada-lhe ao Pai.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Consegues atrair a todos, Senhor, porque a devoção de
todas as nações da terra pode agora celebrar, com sacramentos eficazes, o que
antes só se celebrava no templo de Jerusalém e apenas por meio de símbolos e
figuras» (São Leão Magno)
«Aqueles que dizem: —Sim, sim, sim, quero ser salvo,
mas...: é o coração dos “cristãos mornos”! Que sempre têm alguma coisa da qual
se arrepender. E como o Senhor resolve isso? A cura só vem olhando a cruz»
(Francisco)
«O nome divino “Eu sou” ou “Ele é”, exprime a fidelidade
de Deus, que, apesar da infidelidade do pecado dos homens e do castigo que
merece, ‘conserva a sua benevolência em favor de milhares de pessoas’ (Ex 34,
7). Deus revela que é ‘rico em misericórdia’ (Ef 2,4), ao ponto de entregar o
seu próprio Filho. Dando a vida para nos libertar do pecado, Jesus revelará que
Ele mesmo é portador do nome divino: ‘Quando elevardes o Filho do Homem, então
sabereis que Eu sou’ (Jo 8,28)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 211)
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
* Na semana passada, a liturgia nos levava a meditar o
capítulo 5 do Evangelho de João. Esta semana ela nos confronta com o capítulo 8 do mesmo evangelho. Como
o capítulo 5, também o capítulo 8 contém reflexões profundas sobre o mistério
de Deus que envolve a pessoa de Jesus. Aparentemente, trata-se de diálogos
entre Jesus e os fariseus (Jo 8,13). Os fariseus querem saber quem é Jesus.
Eles o criticam por ele dar testemunho de si mesmo sem nenhuma prova ou
testemunho para legitimar-se diante do povo (Jo 8,13). Jesus responde dizendo
que ele não fala a partir de si mesmo, mas sempre a partir do Pai e em nome do
Pai (Jo 8,14-19).
* Na realidade, os diálogos são também expressão de como
era a transmissão catequética da fé nas comunidades do discípulo amado no fim
do primeiro século.
Eles refletem a leitura orante que os cristãos faziam das palavras de Jesus
como expressão da Palavra de Deus. O método de pergunta e resposta ajudava-os a
encontrar a resposta para os problemas que, naquele fim de século, os judeus
levantavam para os cristãos. Era uma maneira concreta de ajudar a comunidade a
ir aprofundando sua fé em Jesus e sua mensagem.
* João 8,21-22: Onde eu vou, vocês não podem me seguir. Aqui João aborda um novo assunto ou
um outro aspecto do mistério que envolve a pessoa de Jesus. Jesus fala da sua
partida e diz que, para onde ele vai, os fariseus não podem segui-lo. “Eu vou e
vocês me procuram e vão morrer no seu pecado”. Eles procuram Jesus, mas não vão
encontrá-lo, pois não o conhecem e o procuram com critérios errados. Eles vivem
no pecado e vão morrer no pecado. Viver no pecado é viver afastado de Deus.
Eles imaginam Deus de um jeito, e Deus é diferente do que eles o imaginam. Por
isso não são capazes de reconhecer a presença de Deus em Jesus. Os fariseus não
entendem o que Jesus quer dizer e tomam tudo ao pé da letra: “Será que ele vai
se matar?”
* João 8,23-24: Vocês são aqui de baixo e eu sou lá de
cima. Os fariseus se
orientam em tudo pelos critérios deste mundo. “Vocês são deste mundo e eu não
sou deste mundo!” O quadro de referências que orienta Jesus em tudo que ele diz
e faz é o mundo lá de cima, isto é, Deus, o Pai, e a missão que recebeu do Pai.
O quadro de referências dos fariseus é o mundo cá de baixo, sem abertura,
fechado nos seus próprios critérios. Por isso, eles vivem em pecado. Viver em
pecado é não ter o olhar de Jesus sobre a vida. O olhar de Jesus é totalmente
aberto para Deus a ponto de Deus estar nele em toda a sua plenitude (cf. Cl
1,19). Nós dizemos: “Jesus é Deus”. João nos convida a dizer: “Deus é Jesus!”.
Por isso, Jesus diz. “Se vocês não acreditarem que EU SOU, vocês vão morrer em
seus pecados”. EU SOU é a afirmação com que Deus se apresentou a Moisés no
momento de libertar o seu povo da opressão do Egito (Ex 3,13-14). É a expressão
máxima da certeza absoluta de que Deus está no meio de nós através de Jesus.
Jesus é a prova definitiva de que Deus está conosco, Emanuel.
* João 8,25-26: Quem é você? O mistério de Deus em Jesus não cabe
nos critérios com que os fariseus olham para Jesus. De novo perguntam: “Quem é
você?” Eles nada entenderam porque não entendem a linguagem de Jesus. Jesus
teria muito a falar a eles a partir de tudo que ele experimentava e vivia em
contato com o Pai e a partir da consciência da sua missão. Jesus não se autopromove.
Ele apenas diz e expressa o que ouve do Pai. Ele é pura revelação porque é pura
e total obediência.
* João 8,27-30: Quando vocês tiverem elevado o Filho do
Homem saberão que EU SOU. Os fariseus não entendem que Jesus, em tudo que diz e faz, é expressão
do Pai. Só vão compreendê-lo depois que tiverem elevado o Filho do Homem. “Aí
vocês saberão que EU SOU”. A palavra elevar tem o duplo sentido de elevar sobre
a Cruz e de ser elevado à direita do Pai. A Boa Nova da morte e ressurreição
vai revelar quem é Jesus, e eles saberão que Jesus é a presença de Deus no meio
de nós. O fundamento desta certeza da nossa fé é duplo: de um lado, a certeza
de que o Pai está sempre com Jesus e nunca o deixa sozinho e, de outro lado, a
radical e total obediência de Jesus ao Pai, pela qual ele se torna abertura
total e total transparência do Pai para nós.
Para um confronto pessoal
1) Quem se fecha nos seus critérios e acha que já sabe tudo, nunca será
capaz de compreender o outro. Assim eram os fariseus frente a Jesus. E eu
frente aos outros, como me comporto?
2) Jesus é radical obediência ao Pai e por isso é total revelação do Pai.
E eu, que imagem de Deus se irradia a partir de mim?
ORAÇÃO
- Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível,
e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca
se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os
dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro;
Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos
possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se
apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e
morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo
de Maria. Amém.
LADAINHA
DE SÃO JOSÉ
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de
nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Deus Pai do Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois um
só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, tende piedade nós.
V. - O Senhor o constituiu dono
de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas
as suas possessões.
ORAÇÃO:
Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o
bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós
vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos
na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na
unidade do Espírito Santo. Amém.
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo
de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa
proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com
esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não
desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la
piedosamente. Amém.
ORAÇÃO
A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na
nossa tribulação, e cheios de confiança,
solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade
que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes
para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à
herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas
nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente
da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh!
Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó
nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora
salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora
a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a
adversidade.
Amparai a cada um de nós, com
vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o
vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no
Céu a eterna bem-aventurança. Amém.
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