ORAÇÃO
PREPARATÓRIA - Com humildade e
respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste
mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos
animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as
honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos
motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos
prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso
amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José
como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela
vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas
fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do
Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes
devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
LECTIO DIVINA
1ª
Leitura (Gen 17,3-9): Naqueles dias, Abrão caiu de rosto por terra e
Deus falou-lhe assim: «Esta é a minha aliança contigo: Serás pai de um grande
número de nações. Já não te chamarás Abrão, mas Abraão será o teu nome, porque
farei de ti o pai de um grande número de nações. Farei que tenhas incontável
descendência que dês origem a povos e de ti sairão reis. Estabelecerei a minha
aliança contigo e com a tua descendência, de geração em geração. Será uma
aliança perpétua, para que Eu seja o teu Deus e o Deus dos teus futuros descendentes.
A ti e à tua futura descendência darei a terra em que tens habitado como
estrangeiro, toda a terra de Canaã, em posse perpétua. Serei o vosso Deus».
Deus disse ainda a Abraão: «Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência
futura de geração em geração».
Salmo
Responsorial: 104
R. O Senhor recorda a sua
aliança para sempre.
Procurai o Senhor e o seu poder,
buscai sempre a sua face. Recordai as suas maravilhas, os seus prodígios e os
oráculos da sua boca.
Vós, descendentes de Abraão, seu
servo, filhos de Jacob, seu eleito, o Senhor é o nosso Deus e as suas sentenças são lei em
toda a terra.
Ele recorda sempre a sua aliança,
a palavra que empenhou para mil gerações, o pacto que estabeleceu com Abraão, o
juramento que fez a Isaac.
Se hoje ouvirdes a voz do
Senhor, não fecheis os vossos corações.
Evangelho
(Jo 8,51-59): «Em verdade, em verdade, vos digo: se alguém guardar a
minha palavra, nunca verá a morte». Os judeus então disseram: «Agora estamos
certos de que tens um demônio. Abraão morreu, e os profetas também, e tu dizes:
‘Se alguém guardar a minha palavra, jamais provará a morte’. Porventura és
maior do que nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram. Quem
tens a pretensão de ser?». Jesus respondeu: «Se eu me glorificasse a mim mesmo,
minha glória não valeria nada. Meu Pai é quem me glorifica, aquele que dizeis
ser vosso Deus. No entanto, vós não o conheceis. Mas eu o conheço; e se
dissesse que não o conheço, eu seria um mentiroso como vós. Mas eu o conheço e
observo a sua palavra. Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia. Ele viu e se
alegrou». Os judeus disseram-lhe então: «Ainda não tens cinquenta anos, e viste
Abraão?». Jesus respondeu: «Em verdade, em verdade, vos digo: antes que Abraão
existisse, Eu Sou». Então, pegaram pedras para o apedrejar; mas Jesus
escondeu-se e saiu do templo.
«Vosso pai Abraão exultou por
ver o meu dia. Ele viu e se alegrou»
Rev. D. Enric CASES i Martín (Barcelona,
Espanha)
Hoje João situa-nos diante de uma
manifestação de Jesus no Templo. O salvador revela um fato desconhecido para os
judeus: que Abraão viu e se alegrou ao contemplar o dia de Jesus. Todos sabiam
que Deus tinha feito uma aliança com Abraão, assegurando-lhe grandes promessas
de salvação para a sua descendência. No entanto, desconheciam até que ponto
chegava a luz de Deus. Cristo revela-lhes que Abraão viu o Messias no dia em de
Yahvé, ao qual chama meu dia.
Nesta revelação Jesus mostra-se
possuindo a visão eterna de Deus. Mas, sobretudo manifesta-se como alguém
preexistente e presente no tempo de Abraão. Pouco depois, no calor da
discussão, quando alegam que ainda nem tem cinquenta anos, diz-lhes: «Em verdade,
em verdade, vos digo: antes que Abraão existisse, eu sou» (Jo 8,58) É uma
declaração notória da sua divindade, podiam entendê-la perfeitamente, e também
tinham podido crer se tivessem conhecido melhor o Pai. A expressão “Eu sou” é
parte do tetragrama santo Yahvé, revelado no monte Sinai.
O cristianismo é mais que um
conjunto de regras morais elevadas como podem ser o amor perfeito, ou,
inclusive, o perdão. O cristianismo é a fé numa pessoa. Jesus é Deus e homem
verdadeiro. «Perfeito Deus e perfeito Homem», diz o Símbolo Atanasiano. Santo
Hilário de Poitiers escreve numa bela oração: «Dá-nos, pois, um modo de
expressão adequado e digno, ilumina a nossa inteligência, faz também que as
nossas palavras sejam expressão da nossa fé, quer dizer, que nós, que pelos
profetas e os Apóstolos te conhecemos a ti, Deus Pai e ao único Senhor Jesus
Cristo, possamos também celebrar-te a ti como Deus, em quem não há unicidade de
pessoa, e confessar a teu Filho, em tudo igual a ti».
Pensamentos para o Evangelho
de hoje
«A ressurreição de Cristo é vida
para os defuntos, perdão para os pecadores, glória para os santos". Por
esta razão, o salmista convida toda a criação a celebrar a ressurreição de
Cristo, dizendo que devemos alegrar-nos e encher-nos de gozo neste dia em que o
Senhor obrou» (São Máximo de Turim)
«Os doutores da lei não
compreendiam a alegria da promessa; eles não entendiam a alegria da esperança.
Pelo contrário, o nosso pai Abraão pôde alegrar-se porque tinha fé. Aqueles
doutores da lei tinham perdido a fé: eram doutores da lei, mas sem fé. Mais
ainda: tinham perdido a lei, porque o centro da lei é o amor, o amor a Deus e o
amor ao próximo...» (Francisco)
«Só a identidade divina da pessoa
de Jesus é que pode justificar uma exigência tão absoluta como esta: «Quem não
está comigo, está contra Mim» (Mt 12, 30); o mesmo se diga de quando afirma ser
«mais que Jonas,... mais que Salomão» (Mt 12, 41-42), «mais que o templo» (Mt
12,6); de quando lembra, a respeito de si próprio, que David chamou ao Messias
o seu Senhor; de quando afirma: «Antes de Abraão existir, "Eu sou"»
(Jo 8, 58); e ainda mais: «Eu e o Pai somos um» (Jo 10, 30)» (Catecismo da
Igreja Católica, nº 590)
Reflexões de Frei Carlos
Mesters, O.Carm.
* O capítulo 8 parece uma
exposição de obras de arte, onde se podem admirar e contemplar famosas
pinturas, uma ao lado da outra. O evangelho de hoje traz mais uma pintura,
mais um diálogo entre Jesus e os judeus. Não há muito nexo entre uma e outra
pintura. É o expectador ou a expectadora que, pela sua observação atenta e
orante, consegue descobrir o fio invisível que liga entre si as pinturas, os
diálogos. Deste modo vamos penetrando aos poucos no mistério divino que envolve
a pessoa de Jesus.
* João 8,51: Quem guarda a
palavra de Jesus jamais verá a morte. Jesus faz um solene afirmação. Os
profetas diziam: Oráculo do Senhor! Jesus diz: “Em verdade, em verdade vos
digo!” E a afirmação solene é esta: “Se alguém guardar minha palavra jamais
verá a morte!” De muitas maneiras este mesmo tema aparece e reaparece no
evangelho de João. São palavras de grande profundidade.
* João 8,52-53: Abraão e os
profetas morreram. A reação dos judeus é imediata: "Agora sabemos que
estás louco. Abraão morreu e os profetas também. E tu dizes: 'se alguém guarda
a minha palavra, nunca vai experimentar a morte'. Por acaso, tu és maior que o
nosso pai Abraão, que morreu? Os profetas também morreram. Quem é que pretendes
ser?" Eles não entenderam o alcance
da afirmação de Jesus. Diálogo de surdos.
* João 8,54-56: Quem me
glorifica é meu Pai. Sempre de novo Jesus bate na mesma tecla: ele está de
tal modo unido ao Pai que nada do que ele diz e faz é dele. Tudo é do Pai. E
ele acrescenta: "Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vocês dizem que
é o Pai de vocês. Vocês não o conhecem, mas eu o conheço. Se dissesse que não o
conheço, eu seria mentiroso como vocês. Mas eu o conheço e guardo a palavra
dele. Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e
encheu-se de alegria." Estas palavras de Jesus devem ter sido como uma
espada a ferir a autoestima dos judeus. Dizer às autoridades religiosas: “Vocês
não conhecem o Deus que vocês dizem conhecer. Eu o conheço e vocês não o
conhecem!”, é o mesmo que acusá-las de total ignorância exatamente naquele
assunto no qual eles pensam ser doutores especializados. E a palavra final
encheu a medida: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele
viu e encheu-se de alegria”.
* João 8,57-59: Não tens 50
anos e já viu Abraão! Tomaram tudo ao pé de a letra mostrando assim que não
entenderam nada do que Jesus estava dizendo. E Jesus faz nova afirmação solene:
“Em verdade, em verdade digo a vocês: antes que Abraão existisse, EU SOU!” Para
quem crê em Jesus, é aqui que alcançamos o coração do mistério da história.
Novamente pedras para matar Jesus. Nem desta vez o conseguiram, pois a hora
ainda não chegou. Quem determina o tempo e a hora é o próprio Jesus.
Para um confronto pessoal
1) Diálogo de surdos entre
Jesus e os judeus. Você já teve alguma vez a experiência de conversar com
alguém que pensa exatamente o oposto de você e não se dá conta disso?
2) Como entender esta
frase: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e
encheu-se de alegria” ?
ORAÇÃO
- Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível,
e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca
se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os
dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro;
Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos
possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se
apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e
morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo
de Maria. Amém.
LADAINHA
DE SÃO JOSÉ
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de
nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Deus Pai do Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois um
só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, tende piedade nós.
V. - O Senhor o constituiu dono
de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas
as suas possessões.
ORAÇÃO:
Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o
bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós
vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos
na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na
unidade do Espírito Santo. Amém.
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo
de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa
proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com
esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não
desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la
piedosamente. Amém.
ORAÇÃO
A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na
nossa tribulação, e cheios de confiança,
solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade
que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes
para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à
herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas
nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente
da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh!
Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó
nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora
salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora
a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a
adversidade.
Amparai a cada um de nós, com
vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o
vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no
Céu a eterna bem-aventurança. Amém.
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