São
Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor da Igreja
ORAÇÃO
PREPARATÓRIA - Com humildade e
respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste
mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos
animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as
honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos
motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos
prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso
amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José
como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela
vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas
fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do
Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes
devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
LECTIO DIVINA
1ª
Leitura (Is 49,8-15): Assim fala o Senhor: «No tempo da graça, Eu te
ouvi; no dia da salvação, Eu te ajudei. Eu te formei e designei para renovar a
aliança do povo, para restaurar a terra e reocupar as herdades devastadas; para
dizer aos prisioneiros: ‘Saí para fora’ e àqueles que vivem nas trevas: ‘Vinde
para a luz’. Hão de alimentar-se em todos os caminhos e acharão pastagem em
todas as encostas. Não sentirão fome nem sede, nem o sol ou o vento ardente
cairão sobre eles, porque Aquele que tem compaixão deles os guiará e os
conduzirá às nascentes da água. De todas as minhas montanhas farei caminhos e
as minhas estradas serão niveladas. Ei-los que vêm de longe: uns do Norte e do
Poente, outros da terra de Sinim. Rejubilai, ó céus; exulta, ó terra; montes,
soltai gritos de alegria, porque o Senhor consola o seu povo e tem compaixão
dos seus pobres. Sião dizia: ‘O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-Se de
mim’. Pode a mulher esquecer-se da criança que amamenta e não ter carinho pelo
fruto das suas entranhas? Mas ainda que ela o esquecesse, Eu nunca te
esquecerei».
Salmo
Responsorial: 144
R. Senhor é clemente e cheio
de compaixão.
O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade. O Senhor é bom para com todos e a sua misericórdia
se estende a todas as criaturas.
O Senhor é fiel à sua palavra e
perfeito em todas as suas obras. O Senhor ampara os que vacilam e levanta todos
os oprimidos.
O Senhor é justo em todos os seus
caminhos e perfeito em todas as suas obras. O Senhor está perto de quantos O
invocam, de quantos O invocam em verdade.
Eu sou a ressurreição e a
vida, diz o Senhor. Quem acredita em Mim nunca morrerá.
Evangelho
(Jo 5,17-30): Jesus, porém, deu-lhes esta resposta: «Meu Pai trabalha
sempre, e eu também trabalho». Por isso, os judeus ainda mais procuravam
matá-lo, pois, além de violar o sábado, chamava a Deus de Pai, fazendo-se assim
igual a Deus. Jesus então deu-lhes esta resposta: «Em verdade, em verdade, vos
digo: o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai
fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz igualmente. O Pai ama o Filho e lhe
mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo
que ficareis admirados. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida,
o Filho também dá a vida a quem ele quer. Na verdade, o Pai não julga ninguém,
mas deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho assim como
honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. Em
verdade, em verdade, vos digo: quem escuta a minha palavra e crê naquele que me
enviou possui a vida eterna e não vai a julgamento, mas passou da morte para a
vida. Em verdade, em verdade, vos digo: vem a hora, e é agora, em que os mortos
ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. Pois assim como o
Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida
em si mesmo. Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do
Homem. Não fiqueis admirados com isso, pois vem a hora em que todos os que
estão nos túmulos ouvirão sua voz, e sairão. Aqueles que fizeram o bem
ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação.
Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Julgo segundo o que eu escuto, e o meu
julgamento é justo, porque procuro fazer não a minha vontade, mas a vontade
daquele que me enviou».
«Em verdade, em verdade, vos
digo: quem escuta a minha palavra e crê naquele que me enviou possui a vida
eterna »
Rev. D. Francesc PERARNAU i
Cañellas (Girona, Espanha)
Hoje, o Evangelho fala-nos da
resposta de Jesus aos que viam mal que Ele tivesse curado um paralítico num
Sábado. Jesus Cristo aproveita essas críticas para manifestar a Sua condição de
Filho de Deus e, como tal, Senhor do Sábado. Essas palavras serão motivo de
condenação, no dia do julgamento em casa de Caifás. Com efeito, quando Jesus se
reconheceu como Filho de Deus, o grande sacerdote exclamou: «Blasfemou! Que
necessidade temos, ainda, de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfémia. Que vos
parece?» (Mt 26,65).
Por muitas vezes, Jesus tinha
feito referências ao Pai, mas sempre marcando uma distinção: a Paternidade de
Deus é diferente, caso falemos de Cristo ou dos homens. E os judeus que o
escutavam entendiam-no muito bem: não é Filho de Deus como os outros, mas a
filiação que reclama para Si mesmo é uma filiação natural. Jesus afirma que a
sua natureza e a natureza do Pai são iguais, apesar de serem pessoas distintas.
Manifesta assim, dessa maneira, a sua divindade. Esse fragmento do Evangelho é
muito interessante para a revelação do mistério da Santíssima Trindade.
Entre as coisas que hoje diz o
Senhor, há algumas que fazem especial referência a todos aqueles que, ao longo
da história, acreditaram Nele: escutar e crer em Jesus é ter já a vida eterna
(cf. Jo 5,24). Certamente, não é ainda a vida definitiva, mas é já participar
da sua promessa. Convém que o tenhamos bem presente, e que façamos o esforço de
escutar a palavra de Jesus, como o que ela realmente é: a Palavra de Deus que
salva. A leitura e a meditação do Evangelho devem fazer parte das nossas
práticas religiosas habituais. Nas páginas reveladas, ouviremos as palavras de
Jesus, palavras imortais que nos abrem as portas da vida eterna. Com efeito,
como ensinava Santo Efrem, a Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de vida.
Pensamentos para o Evangelho de
hoje
«Cristo, quando morreu, teve que
obedecer a lei do sepulcro, ao ressuscitar, no entanto, a revogou, até o ponto,
que deitou por terra a perpetuidade da morte e a converteu de eterna em
temporária, pois se por Adão morreram todos, por Cristo todos voltarão à vida»
(São Leão Magno)
«Cristo é um juiz divino com um
coração humano, um juiz que deseja dar a vida. Só a teimosia impenitente do mal
pode impedi-lo de fazer este dom, pelo qual Ele não hesitou em enfrentar a
morte» (São João Paulo II)
«Cristo é Senhor da vida eterna.
O pleno direito de julgar definitivamente as obras e os corações dos homens
pertence-Lhe a Ele, enquanto redentor do mundo (…). Ora, o Filho não veio para
julgar, mas para salvar e dar a vida que tem em Si. É pela recusa da graça
nesta vida que cada qual se julga já a si próprio; e pode, mesmo, condenar-se
para a eternidade, recusando o Espírito de amor» (Catecismo da Igreja Católica,
nº 679).
Reflexões de Frei Carlos Mesters,
O.Carm.
* João, intérprete de Jesus. João é um bom intérprete das palavras de
Jesus. Um bom intérprete deve ter uma dupla fidelidade. Fidelidade às palavras
de quem fala, e fidelidade à linguagem de quem escuta. No Evangelho de João, as
palavras de Jesus não são transmitidas materialmente ao pé da letra, mas são
traduzidas e transpostas na linguagem do povo das comunidades cristãs do fim do
primeiro século lá na Ásia Menor. Por este motivo, as reflexões do Evangelho de
João nem sempre são fáceis de serem entendidas. Pois nelas se misturam as
palavras de Jesus e as palavras do próprio evangelista que reflete a linguagem
da fé das comunidades da Ásia Menor. Por isso mesmo, não basta o estudo erudito
ou científico das palavras para podermos captar o sentido pleno e profundo das
palavras de Jesus. É necessário ter em nós também a vivência comunitária da fé.
O evangelho deste dia de hoje é um exemplo típico da profundidade espiritual e
mística do evangelho do discípulo amado.
* Iluminação mútua entre vida e fé. Aqui vale repetir o que João Cassiano
disse a respeito da descoberta do sentido pleno e profundo dos salmos:
“Instruídos por aquilo que nós mesmos sentimos, já não percebemos o texto como
algo que só ouvimos, mas sim como algo que experimentamos e tocamos com nossas
mãos; não como uma história estranha e inaudita, mas como algo que damos à luz
desde o mais profundo do nosso coração, como se fossem sentimentos que formam
parte do nosso ser. repitamo-lo: não é a leitura (estudo) que nos faz penetrar no sentido das
palavras, mas sim a própria experiência nossa adquirida anteriormente na vida
de cada dia” (Collationes X,11). A vida ilumina o texto, o texto ilumina a
vida. Se, por vezes, o texto não nos diz nada, não é por falta de estudo nem
por falta de oração, mas simplesmente por falta de aprofundar a própria vida.
* João 5,31-32: O valor do testemunho de Jesus. O testemunho de Jesus é verdadeiro, porque
ele não faz autopromoção, nem exaltação de si mesmo. “Um outro dá testemunho de
mim”, isto é, o Pai. E o testemunho dele é verdadeiro e merece fé.
* João 5,33-36: O valor do testemunho de João Batista e das obras de
Jesus. João Batista também deu
testemunho a respeito de Jesus e o apresentou ao povo como o enviado de Deus
que devia vir a este mundo (cf. Jo 1,29.33-34; 3,28-34). Porém, por mais
importante que seja o testemunho de João, Jesus não depende dele. Ele tem um
testemunho a seu favor que é maior do que o testemunho de João, a saber, as
obras que o Pai realiza por meio dele (cf. Jo 14,10-11).
* João 5,37-38: O Pai dá testemunho em favor de Jesus. Anteriormente,
Jesus tinha dito: “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus” (Jo 8,47). Os
judeus que acusam Jesus não têm a mente aberta para Deus. Por isso, eles não
conseguem perceber o testemunho do Pai que chega até eles através de Jesus.
* João 5,39-41: A própria escritura dá testemunho em favor de Jesus. Os judeus dizem ter fé nas escrituras, mas,
mas realidade, eles não entendem a Escritura, pois a própria Escritura fala de
Jesus (cf. Jo 5,46; 12,16.41; 20,9).
* João 5,42-47: O Pai não julga, mas confiou o julgamento ao filho. Os
judeus se dizem fiéis à Escritura e a Moisés e, por isso, condenam Jesus. Na
realidade, Moisés e a escritura falam a respeito de Jesus e pedem para crer
nele.
Para um confronto pessoal
1) A vida ilumina o texto, o
texto ilumina a vida. Já experimentou isto alguma vez?
2) Procure aprofundar o valor do
testemunho de Jesus
ORAÇÃO
- Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível,
e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca
se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os
dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro;
Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos
possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se
apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e
morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo
de Maria. Amém.
LADAINHA
DE SÃO JOSÉ
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de
nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Deus Pai do Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois um
só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, tende piedade nós.
V. - O Senhor o constituiu dono
de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas
as suas possessões.
ORAÇÃO:
Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o
bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós
vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos
na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na
unidade do Espírito Santo. Amém.
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo
de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa
proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com
esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não
desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la
piedosamente. Amém.
ORAÇÃO
A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na
nossa tribulação, e cheios de confiança,
solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade
que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes
para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à
herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas
nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente
da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh!
Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó
nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora
salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora
a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a
adversidade.
Amparai a cada um de nós, com
vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o
vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no
Céu a eterna bem-aventurança. Amém.
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