ORAÇÃO
PREPARATÓRIA - Com humildade e
respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste
mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos
animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as
honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos
motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos
prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso
amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José
como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela
vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas
fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do
Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes
devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
LECTIO DIVINA
1ª
Leitura (Jer 18,18-20): Os inimigos de Jeremias disseram entre si:
«Vamos fazer uma conspiração contra Jeremias, pois não nos faltará a instrução
de um sacerdote, nem o conselho de um sábio, nem o oráculo de um profeta. Vamos
feri-lo com a difamação, sem fazermos caso do que ele disser». «Ajudai-me,
Senhor, escutai a voz dos meus adversários. Porventura assim se paga o bem com
o mal? Eles abrem uma cova para me tirar a vida. Lembrai-Vos que me apresentei
diante de Vós, para Vos falar em seu favor, para deles afastar a vossa ira».
Salmo
Responsorial: 30
R. Salvai-me, Senhor, pela
vossa bondade.
Livrai-me da armadilha que me
prepararam, porque Vós sois o meu refúgio. Em vossas mãos entrego o meu
espírito, Senhor, Deus fiel, salvai-me.
Porque eu ouvia os gritos da
multidão: «Terror por toda a parte!», quando se coligaram contra mim e
decidiram tirar-me a vida.
Eu, porém, confio no Senhor:
Disse: «Vós sois o meu Deus, nas vossas mãos está o meu destino». Livrai-me das
mãos dos meus inimigos.
Eu sou a luz do mundo, diz o
Senhor. Quem Me segue terá a luz da vida.
Evangelho
(Mt 20,17-28): Subindo para Jerusalém, Jesus chamou os doze discípulos
de lado e, pelo caminho, disse-lhes: «Eis que estamos subindo para Jerusalém, e
o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos escribas. Eles o
condenarão à morte e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, açoitá-lo e
crucificá-lo. Mas no terceiro dia, ressuscitará». A mãe dos filhos de Zebedeu,
com seus filhos, aproximou-se de Jesus e prostrou-se para lhe fazer um pedido.
Ele perguntou: «Que queres» Ela respondeu: «Manda que estes meus dois filhos se
sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda». Jesus disse:
«Não sabeis o que estais pedindo. Podeis beber o cálice que eu vou beber?» Eles
responderam: «Podemos». «Sim», declarou Jesus, «do meu cálice bebereis, mas o
sentar-se à minha direita e à minha esquerda não depende de mim. É para aqueles
a quem meu Pai o preparou». Quando os outros dez ouviram isso, ficaram zangados
com os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os e disse: «Sabeis que os chefes das
nações as dominam e os grandes fazem sentir seu poder. Entre vós não deverá ser
assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem
quiser ser o primeiro entre vós, seja vosso escravo. Pois o Filho do Homem não
veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos».
«Quem quiser ser o maior entre
vós seja aquele que vos serve»
Rev. D. Francesc JORDANA i Soler (Mirasol,
Barcelona, Espanha)
Hoje, a Igreja — inspirada pelo
Espírito Santo— nos propõe neste tempo de Quaresma um texto onde Jesus sugere
aos seus discípulos —e, portanto, também a nós— uma mudança de mentalidade.
Jesus hoje inverte as visões humanas e terrenas de seus discípulos e lhes abre
um novo horizonte de compreensão sobre qual deve ser o estilo de vida de seus
seguidores.
Nossas inclinações naturais nos
movem ao desejo de dominar as coisas e as pessoas, mandar e dar ordens, que
seja feito o que nós gostamos, que as pessoas nos reconheçam um status, uma
posição. Pois bem, o caminho que Jesus nos propõe é o oposto: «Entre vós não
deverá ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve,
e quem quiser ser o primeiro entre vós, seja vosso escravo» (Mt 20,26-27).
“Servidor”, “escravo”: não podemos ficar no enunciado das palavras! As
escutamos centena de vezes, e devemos ser capazes de entrar em contacto com a
realidade, saber o que significa, e confrontar tal realidade com nossas
atitudes e comportamentos.
O Concilio Vaticano II afirma que
«o homem adquire sua plenitude através do serviço e a entrega aos demais».
Neste caso, nos parece que damos a vida, quando realmente a estamos
encontrando. O homem que não vive para servir não serve para viver. E nesta atitude,
nosso modelo é o próprio Cristo — o homem plenamente homem— pois «Pois o Filho
do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por
muitos» (Mt 20,28).
Ser servidor, ser escravo, tal e
como Jesus nos pede é impossível para nós. Está fora do alcance de nossa pobre
vontade: devemos implorar; esperar e desejar intensamente que nos concedam
esses dons. A Quaresma e suas práticas quaresmais —jejum, esmola e oração— nos
lembram que para receber esses dons nós devemos dispor adequadamente.
Pensamentos para o Evangelho
de hoje
«Oh exuberante amor para com os
homens! Cristo foi quem recebeu os cravos nas Suas imaculadas mãos e pés,
sofrendo grandes dores, e a mim, sem sequer experimentar nenhuma dessas dores
ou angústia, deu-se-me a salvação pela comunhão das Suas dores» (São Cirilo de
Jerusalém)
«Ao que arrisca o Senhor não o
defrauda» (Francisco)
«Jesus aceitou a profissão de fé
de Pedro, que O reconhecia como o Messias, anunciando a paixão próxima do Filho
do Homem. Revelou o conteúdo autêntico da sua realeza messiânica, ao mesmo
tempo na identidade transcendente do Filho do Homem «que desceu do céu» (Jo 3,
13) e na sua missão redentora como Servo sofredor: «O Filho do Homem [...] não
veio para ser servido, veio para servir e dar a vida como resgate pela
multidão» (Mt 20, 28). Foi por isso que o verdadeiro sentido da sua realeza só
se manifestou do cimo da Cruz» (Catecismo da Igreja Católica, nº 440)
Reflexões de Frei Carlos
Mesters, O.Carm
* O evangelho de hoje traz
três assuntos: o terceiro anúncio da paixão (Mt 20,17-19), o pedido da mãe dos
filhos de Zebedeu (Mt 20,20-23) e a discussão dos discípulos pelo primeiro
lugar (Mt 20,24-28).
* Mateus 20,17-19: O terceiro
anúncio da paixão. Eles estão a
caminho de Jerusalém. Jesus vai na frente. Sabe que vão matá-lo. O profeta
Isaías já o tinha anunciado (Is 50,4-6; 53,1-10). Porém, a sua morte não é
fruto de um plano já preestabelecido, mas é consequência do compromisso
assumido com a missão recebida do Pai junto aos excluídos do seu tempo. Por
isso, Jesus alerta os discípulos sobre a tortura e a morte que ele vai
enfrentar em Jerusalém. Pois o discípulo deve seguir o mestre, mesmo que for
para sofrer com ele. Os discípulos estão assustados e o acompanham com medo.
Não entendem o que está acontecendo (cf. Lc 18,34). O sofrimento não combinava
com a ideia que eles tinham do messias (cf. Mt 16,21-23).
* Mateus 20,20-21: O pedido da
mãe pelo primeiro lugar para os filhos.
Os discípulos não só não entendem o alcance da mensagem de Jesus, mas
continuam com suas ambições pessoais. Enquanto Jesus insistia no serviço e na
doação, eles teimavam em pedir os primeiros lugares no Reino. A mãe de Tiago e
João, levando consigo os dois filhos, chega perto de Jesus e pede um lugar na
glória do Reino para os dois filhos, um à direita e outro à esquerda de Jesus.
Os dois não entenderam a proposta de Jesus. Estavam preocupados só com os
próprios interesses. Sinal de que a ideologia dominante da época tinha
penetrado profundamente na mentalidade dos discípulos. Apesar da convivência de
vários anos com Jesus, eles não tinham renovado sua maneira de ver as coisas.
Olhavam para Jesus com o olhar antigo. Queriam uma recompensa pelo fato de seguir
a Jesus. As mesmas tensões existiam nas comunidades no tempo de Mateus e
existem até hoje nas nossas comunidades.
* Mateus 20,22-23: A resposta
de Jesus. Jesus reage com firmeza:
“Vocês não sabem o que estão pedindo!” E pergunta se eles são capazes de beber
o cálice que ele, Jesus, vai beber, e se estão dispostos a receber o batismo
que ele vai receber. É o cálice do sofrimento, o batismo de sangue! Jesus quer
saber se eles, em vez do lugar de honra, aceitam entregar a vida até à morte.
Os dois respondem: “Podemos!” Parece uma resposta da boca para fora, pois,
poucos dias depois, abandonaram Jesus e o deixaram sozinho na hora do
sofrimento (Mc 14,50). Eles não têm muita consciência crítica, nem percebem sua
realidade pessoal. Quanto ao lugar de honra no Reino ao lado de Jesus, quem o
dá é o Pai. O que ele, Jesus, tem para oferecer é o cálice e o batismo, o
sofrimento e a cruz.
* Mateus 20,24-27: Entre vocês
não seja assim. Jesus fala,
novamente, sobre o exercício do poder (cf. Mc 9,33-35). Naquele tempo, os que
detinham o poder não prestavam conta ao povo. Agiam conforme bem entendiam (cf.
Mc 6,27-28). O império romano controlava o mundo e o mantinha submisso pela
força das armas e, assim, através de tributos, taxas e impostos, conseguia
concentrar a riqueza dos povos na mão de poucos lá em Roma. A sociedade era
caracterizada pelo exercício repressivo e abusivo do poder. Jesus tem outra
proposta. Ele diz: “Entre vocês não deve ser assim! Quem quiser ser o maior,
seja o servidor de todos!” Ele traz ensinamentos contra os privilégios e contra
a rivalidade. Quer mudar o sistema e insiste no serviço como remédio contra a
ambição pessoal.
* Mateus 20,28: O resumo da
vida de Jesus. Jesus define a sua missão e a sua vida: “Não vim para ser
servido, mas para servir!” Veio dar sua vida em resgate para muitos. Ele é o
messias Servidor, anunciado pelo profeta Isaías (cf. Is 42,1-9; 49,1-6; 50,4-9;
52,13-53,12). Aprendeu da mãe que disse: “Eis aqui a serva do Senhor!”(Lc
1,38). Proposta totalmente nova para a sociedade daquele tempo.
Para um confronto pessoal
1. Tiago e João pedem
favores, Jesus promete sofrimento. E eu, o que peço a Jesus na oração? Como
acolho o sofrimento e as dores que acontecem na minha vida?
2. Jesus diz: “Entre vocês
não deve ser assim!” Meu jeito de viver em comunidade está de acordo com este
conselho de Jesus?
ORAÇÃO
- Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível,
e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca
se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os
dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro;
Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos
possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se
apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e
morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo
de Maria. Amém.
LADAINHA
DE SÃO JOSÉ
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de
nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Deus Pai do Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois um
só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, tende piedade nós.
V. - O Senhor o constituiu dono
de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas
as suas possessões.
ORAÇÃO:
Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o
bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós
vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos
na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na
unidade do Espírito Santo. Amém.
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo
de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa
proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com
esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não
desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la
piedosamente. Amém.
ORAÇÃO
A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na
nossa tribulação, e cheios de confiança,
solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade
que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes
para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à
herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas
nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente
da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh!
Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó
nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora
salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora
a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a
adversidade.
Amparai a cada um de nós, com
vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o
vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no
Céu a eterna bem-aventurança. Amém.
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