Nossa
Senhora das Lágrimas
São
João de Deus, religioso
ORAÇÃO
PREPARATÓRIA - Com humildade e
respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste
mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos
animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as
honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos
motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos
prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso
amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José
como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela
vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas
fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do
Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes
devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
LECTIO DIVINA
1ª
Leitura (Ex 17,3-7): Naqueles dias, o povo israelita, atormentado pela
sede, começou a altercar com Moisés, dizendo: «Porque nos tiraste do Egipto?
Para nos deixares morrer à sede, a nós, aos nossos filhos e aos nossos
rebanhos?». Então Moisés clamou ao Senhor, dizendo: «Que hei de fazer a este
povo? Pouco falta para me apedrejarem». O Senhor respondeu a Moisés: «Passa
para a frente do povo e leva contigo alguns anciãos de Israel. Toma na mão a
vara com que fustigaste o Rio e põe-te a caminho. Eu estarei diante de ti,
sobre o rochedo, no monte Horeb. Baterás no rochedo e dele sairá água; então o
povo poderá beber». Moisés assim fez à vista dos anciãos de Israel. E chamou
àquele lugar Massa e Meriba, por causa da altercação dos filhos de Israel e por
terem tentado o Senhor, ao dizerem: «O Senhor está ou não no meio de nós?».
Salmo
Responsorial: 94
R. Se hoje ouvirdes a voz do
Senhor, não fecheis os vossos corações.
Vinde, exultemos de alegria no
Senhor, aclamemos a Deus, nosso salvador. Vamos à sua presença e dêmos graças,
ao som de cânticos aclamemos o Senhor.
Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou. Pois Ele é o nosso Deus e nós o seu povo, as
ovelhas do seu rebanho.
Quem dera ouvísseis hoje a sua
voz: «Não endureçais os vossos corações, como em Meriba, como no dia de Massa
no deserto, onde vossos pais Me tentaram e provocaram, apesar de erem visto as
minhas obras».
2ª
Leitura (Rom 5,1-2.5-8): Irmãos: Tendo sido justificados pela fé,
estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso,
na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança
da glória de Deus. Ora, a esperança não engana, porque o amor de Deus foi
derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Quando ainda
éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado. Dificilmente
alguém morre por um justo; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de
morrer. Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós,
quando éramos ainda pecadores.
Senhor, Vós sois o Salvador do
mundo: dai-nos a água viva, para não termos sede.
Evangelho
(Jo 4,5-42): Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto
da propriedade que Jacó tinha dado a seu filho José. Havia ali a fonte de Jacó.
Jesus, cansado da viagem, sentou-se junto à fonte. Era por volta do meio dia. Veio
uma mulher da Samaria buscar água. Jesus lhe disse: «Dá-me de beber!» Os seus
discípulos tinham ido à cidade comprar algo para comer. A samaritana disse a
Jesus: «Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher
samaritana?» De fato, os judeus não se relacionam com os samaritanos. Jesus
respondeu: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é aquele que te diz: ‘Dá-me de
beber’, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva». A mulher disse: «Senhor,
não tens sequer um balde, e o poço é fundo; de onde tens essa água viva? Serás
maior que nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual bebeu ele mesmo, como
também seus filhos e seus animais?» Jesus respondeu: «Todo o que bebe desta
água, terá sede de novo; mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá
sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando
para a vida eterna». A mulher disse então a Jesus: «Senhor, dá-me dessa água,
para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir aqui tirar água”. Ele lhe
disse: “Vai chamar teu marido e volta aqui!» — «Eu não tenho marido», respondeu
a mulher. Ao que Jesus retrucou: «Disseste bem que não tens marido. De fato,
tiveste cinco maridos, e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste a
verdade». A mulher lhe disse: «Senhor, vejo que és um profeta! Os nossos pais
adoraram sobre esta montanha, mas vós dizeis que em Jerusalém está o lugar em
que se deve adorar». Jesus lhe respondeu: «Mulher, acredita-me: vem a hora em
que nem nesta montanha, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não
conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas
vem a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em
espírito e verdade. Estes são os adoradores que o Pai procura. Deus é Espírito,
e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade». A mulher disse-lhe:
«Eu sei que virá o Messias ( isto é, o Cristo ); quando ele vier, nos fará
conhecer todas as coisas». Jesus lhe disse: «Sou eu, que estou falando
contigo». Nisto chegaram os discípulos e ficaram admirados ao ver Jesus
conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: «Que procuras?», nem: «Por
que conversas com ela?». A mulher deixou a sua bilha e foi à cidade, dizendo às
pessoas: «Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será ele o
Cristo?» Saíram da cidade ao encontro de Jesus. Enquanto isso, os discípulos
insistiam com Jesus: «Rabi, come!» Mas ele lhes disse: «Eu tenho um alimento
para comer, que vós não conheceis». Os discípulos comentavam entre si: “Será
que alguém lhe trouxe alguma coisa para comer?» Jesus lhes disse: «O meu
alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra.
Não dizeis vós: ‘Ainda quatro meses, e aí vem a colheita! ’? Pois eu vos digo:
levantai os olhos e vede os campos, como estão dourados, prontos para a
colheita! Aquele que colhe já recebe o salário; ele ajunta fruto para a vida
eterna. Assim, o que semeia se alegra junto com o que colhe. Pois nisto está
certo o provérbio ‘Um é o que semeia e outro é o que colhe’: eu vos enviei para
colher o que não é fruto do vosso cansaço; outros se cansaram e vós entrastes
no que lhes custou tanto cansaço». Muitos samaritanos daquela cidade
acreditaram em Jesus por causa da palavra da mulher que testemunhava: «Ele me
disse tudo o que eu fiz». Os samaritanos foram a ele e pediram que permanecesse
com eles; e ele permaneceu lá dois dias. Muitos outros ainda creram por causa
da palavra dele, e até disseram à mulher: «Já não é por causa daquilo que
contaste que cremos, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é
verdadeiramente o Salvador do mundo».
«Dá-me de beber!»
Rev. D. Pau FERRER i Falgueras (Sant
Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
Hoje, celebramos o 3.º domingo da
Quaresma: estamos a meio do caminho para a Páscoa, o momento mais importante do
ano. A liturgia quaresmal ajuda-nos a percorrer um caminho, a “sair do Egito”,
que é o lugar onde vivemos escravizados e de onde Deus quer que saiamos para ir
ao seu encontro.
Há dois domingos fomos convidados
a entrar com Jesus no deserto e a confiar a Deus a nossa conversão. Na semana
passada, o Evangelho mostrava-nos Jesus transfigurado: Aquele que padecerá e
morrerá por ti é Deus Filho. No Evangelho de hoje, porém, Jesus diz-nos que tem
sede do teu amor.
Desde o primeiro momento do seu
encontro com a samaritana fica claro que Cristo é verdadeiramente homem:
«Cansado da viagem, sentou-se junto à fonte» (Jo 4,6). E imediatamente pede de
beber à samaritana. É importante que nos detenhamos a considerar o facto de que
o próprio Deus tenha querido experimentar a necessidade, não apenas física, mas
também afetiva: o coração de Jesus anseia pelo teu amor!
A partir daqui podemos fazer
nossa a conversa de Jesus com a samaritana. Tu e eu também precisamos de
conversão; também temos “maridos” onde colocamos a nossa segurança. Mas Jesus
não quer de ti uma perfeição exterior; quer que O ames acima de todas as coisas.
Este é o caminho para a Páscoa, a
vida nova que a Igreja nos oferece. O Papa Leão XIV diz-nos que «a Páscoa
constitui o eixo da vida do cristão, em torno do qual giram todos os outros
acontecimentos». A conversa de Jesus com a samaritana pode hoje levar-nos a
pensar se a ressurreição de Cristo é um verdadeiro motivo de esperança ou se
colocamos as nossas expectativas de felicidade noutras coisas. E leva-nos a
pedir a mesma fé dos samaritanos do Evangelho: que possamos dizer de coração:
«Este é verdadeiramente o Salvador do mundo».
«Dá-me de beber!»
P. Julio César RAMOS González SDB
(Mendoza, Argentina)
Hoje, como naquele meio-dia em
Samaria, Jesus aproxima-se da nossa vida, na metade de nosso caminho Quaresmal,
pedindo-nos como à Samaritana: «Dá-me de beber!» (Jo 4,7) «Sua sede material
—nos diz João Paulo II— é signo de uma realidade muito mais profunda: manifesta
o ardente desejo de que, tanto a mulher com a que fala como os demais
samaritanos, abram-se a fé ».
O Prefácio da celebração
eucarística de hoje nos falará de que este diálogo termina com uma troca
salvífica onde o Senhor, «(...) ao pedir água à Samaritana, já tinha infundido
nela a graça da fé, e se quis estar sedento da fé daquela mulher, foi para acender
nela o fogo do amor divino».
Esse desejo salvador de Jesus
tornado “sede” é, hoje em dia também, “sede” de nossa fé, de nossa resposta de
fé perante tantos convites quaresmais à conversão, à mudança, a nos reconciliar
com Deus e os irmãos, a nos preparar o melhor possível para receber uma nova
vida de ressuscitados na Pàscoa que se nos aproxima.
«Sou eu, que estou falando
contigo» (Jo 4,26): esta direta e manifesta confissão de Jesus sobre sua
missão, coisa que não tinha feito com ninguém antes, mostra igualmente o amor
de Deus que se faz mais procura do pecador e promessa de salvação que saciará
abundantemente o desejo humano da Vida verdadeira. É assim que, mais para
frente neste mesmo Evangelho, Jesus proclamará: «Se alguém tiver sede, venha a
mim e beba, quem crê em mim, como diz a Escritura: ‘Do seu interior manarão
rios de água viva’» (Jo 7,37b-38). Por isso, o teu compromisso é hoje sair de
ti e dizer aos homens:« Vinde ver um homem que me disse tudo...» (Jo 4,29).
Pensamentos para o Evangelho
de hoje
«Há uma razão no cansaço de
Jesus. A força de Cristo te criou, a fraqueza de Cristo te regenerou. Com sua
força nos criou, com sua fraqueza veio nos buscar» (Santo Agostinho)
«No encontro com a Samaritana,
junto ao poço, surge o tema da “sede” de Cristo, que culmina no grito da cruz:
‘Tenho sede’ (Jo 19,28). Certamente essa sede, como o cansaço, tem uma base
física. Mas Jesus tinha sede da fé de todos nós» (Bento XVI)
«‘Se conhecesses o dom de Deus!’
(Jo 4, 10). A maravilha da oração revela-se precisamente, à beira dos poços
aonde vamos buscar a nossa água: aí é que Cristo vem ao encontro de todo o ser
humano; Ele antecipa-Se a procurar-nos e é Ele que nos pede de beber. Jesus tem
sede, e o seu pedido brota das profundezas de Deus que nos deseja. A oração,
saibamo-lo ou não, é o encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de
que nós tenhamos sede d'Ele» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.560)
ORAÇÃO
- Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível,
e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca
se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os
dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro;
Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos
possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se
apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e
morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo
de Maria. Amém.
LADAINHA
DE SÃO JOSÉ
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de
nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Deus Pai do Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois um
só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, tende piedade nós.
V. - O Senhor o constituiu dono
de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas
as suas possessões.
ORAÇÃO:
Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o
bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós
vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos
na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na
unidade do Espírito Santo. Amém.
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo
de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa
proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com
esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não
desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la
piedosamente. Amém.
ORAÇÃO
A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na
nossa tribulação, e cheios de confiança,
solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade
que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes
para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à
herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas
nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente
da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh!
Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó
nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora
salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora
a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a
adversidade.
Amparai a cada um de nós, com
vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o
vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no
Céu a eterna bem-aventurança. Amém.
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