São
Bertoldo, Primeiro Prior Geral da nossa Ordem
ORAÇÃO
PREPARATÓRIA - Com humildade e
respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste
mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos
animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as
honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos
motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos
prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso
amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José
como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela
vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas
fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do
Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes
devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
LECTIO DIVINA
1ª
Leitura (Is 50,4-7): O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo,
para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as
manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os
discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um
passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me
arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam.
Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio, e, por isso, não fiquei envergonhado;
tornei o meu rosto duro como pedra, e sei que não ficarei desiludido.
Salmo
Responsorial: 21
R. Meu Deus, meu Deus, porque
me abandonastes?
Todos os que me veem escarnecem
de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça: «Confiou no Senhor, Ele que o
livre, Ele que o salve, se é seu amigo».
Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores. Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.
Repartiram entre si as minhas
vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica. Mas Vós, Senhor, não Vos
afasteis de mim, sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.
Hei de falar do vosso nome aos
meus irmãos, hei de louvar-Vos no meio da assembleia. Vós, que temeis o Senhor,
louvai-O, glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob, reverenciai-O, vós todos
os filhos de Israel.
2ª
Leitura (Fl 2,6-11): Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se
valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a
condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem,
humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O
exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de
Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua
proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Cristo obedeceu até à morte e
morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de
todos os nomes.
Evangelho
(Mt 26,14—27,66): Um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os
sumos sacerdotes e disse: «Que me dareis se eu vos entregar Jesus?». Combinaram
trinta moedas de prata. E daí em diante, ele procurava uma oportunidade para
entregá-lo. No primeiro dia dos Pães sem fermento, os discípulos aproximaram-se
de Jesus e perguntaram: «Onde queres que façamos os preparativos para comeres a
páscoa?». Jesus respondeu: «Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O
Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a ceia pascal em tua
casa, junto com meus discípulos’». Os discípulos fizeram como Jesus mandou e
prepararam a ceia pascal. Ao anoitecer, Jesus se pôs à mesa com os Doze.
Enquanto comiam, ele disse: «Em verdade vos digo, um de vós me vai entregar».
Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a perguntar-lhe: «Acaso sou
eu, Senhor?». Ele respondeu: «Aquele que se serviu comigo do prato é que vai me
entregar. O Filho do Homem se vai, conforme está escrito a seu respeito. Ai,
porém, daquele por quem o Filho do Homem é entregue! Melhor seria que tal homem
nunca tivesse nascido!». Então Judas, o traidor, perguntou: «Mestre, serei eu?”
Jesus lhe respondeu: «Tu o dizes». Enquanto estavam comendo, Jesus tomou o pão
e pronunciou a bênção, partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai, comei,
isto é o meu corpo». Em seguida, pegou um cálice, deu graças e passou-o a eles,
dizendo: «Bebei dele todos, pois este é o meu sangue da nova aliança, que é
derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. Eu vos digo: de hoje
em diante não beberei deste fruto da videira, até o dia em que, convosco,
beberei o vinho novo no Reino do meu Pai». Depois de cantarem o salmo, saíram
para o Monte das Oliveiras. Então Jesus disse aos discípulos: «Esta noite,
todos vós caireis, no que respeita a mim. Pois está escrito: Ferirei o pastor,
e as ovelhas do rebanho se dispersarão». Mas, depois de ressuscitar, eu irei à
vossa frente para a Galileia». Pedro lhe disse: «Mesmo que todos venham a cair,
eu jamais». Jesus lhe declarou: «Em verdade eu te digo: esta noite, antes que o
galo cante, três vezes me negarás”. Pedro respondeu: «Ainda que eu tenha de
morrer contigo, não te negarei». E todos os discípulos disseram a mesma coisa. Jesus
chegou com eles a uma propriedade chamada Getsêmani e disse aos discípulos:
«Sentai-vos, enquanto eu vou orar ali!». Levou consigo Pedro e os dois filhos
de Zebedeu e começou a ficar triste e angustiado. Então lhes disse: «Sinto uma
tristeza mortal! Ficai aqui e vigiai comigo! Ele foi um pouco mais adiante,
caiu com o rosto por terra e orou: «Meu pai, se possível, que este cálice passe
de mim. Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres». Quando
voltou para junto dos discípulos, encontrou-os dormindo. Disse então a Pedro:
«Não fostes capazes de ficar vigiando uma só hora comigo? Vigiai e orai, para
não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca».
Jesus afastou-se pela segunda vez e orou: «Meu Pai, se este cálice não pode
passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!». Voltou novamente e
encontrou os discípulos dormindo, pois seus olhos estavam pesados. Deixando-os,
afastou-se e orou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então voltou
para junto dos discípulos e disse: «Ainda dormis e descansais? Chegou a hora! O
Filho do Homem está sendo entregue às mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos!
Aquele que vai me entregar está chegando». Jesus ainda falava, quando veio
Judas, um dos Doze, com uma grande multidão armada de espadas e paus; vinham da
parte dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo. O traidor tinha combinado com
eles um sinal: «Aquele que eu beijar, é ele: prendei-o!». Judas logo se
aproximou de Jesus, dizendo: «Salve, Rabi!». E beijou-o. Jesus lhe disse:
«Amigo, para que vieste?». Então os outros avançaram, lançaram as mãos sobre
Jesus e o prenderam. Nisso, um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou
a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha. Jesus,
porém, lhe disse: «Guarda a espada na bainha! Pois todos os que usam a espada,
pela espada morrerão. Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai, que me
mandaria logo mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam então as
Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?». Naquela hora, Jesus disse à
multidão: «Viestes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um
bandido. Todos os dias, no templo, eu me sentava para ensinar, e não me
prendestes. Tudo isso, porém, aconteceu para se cumprir o que está escrito nos
profetas. Então todos os discípulos o abandonaram, e fugiram. Os que prenderam
Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os
escribas e os anciãos. Pedro seguia Jesus de longe, até o pátio do sumo
sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo
aquilo. Ora, os sumos sacerdotes e o sinédrio inteiro procuravam um falso
testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. E nada encontraram,
embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram duas
testemunhas, que afirmavam: «Este homem declarou: ‘Posso destruir o Santuário
de Deus e construí-lo de novo em três dias’». Então o sumo sacerdote
levantou-se e perguntou a Jesus: «Nada tens a responder ao que estes
testemunham contra ti?». Jesus, porém, continuava calado. E o sumo sacerdote
disse-lhe: «Eu te conjuro, pelo Deus vivo, dize-nos se tu és o Cristo, o Filho
de Deus». Jesus respondeu: «Tu o disseste. Além disso, eu vos digo que de agora
em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso, vindo nas
nuvens do céu». Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse: «Blasfemou!
Que necessidade temos ainda de testemunhas? Pois agora ouvistes a blasfêmia.
Que vos parece?». Responderam: «É réu de morte!». Então cuspiram no rosto de
Jesus e bateram nele. Outros o golpearam, dizendo: «Profetiza para nós, Cristo!
Quem é que te bateu?». Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada
aproximou-se dele e disse: «Tu também estavas com Jesus, o galileu!». Mas ele
negou diante de todos: «Não sei de que estás falando». E saiu para a entrada do
pátio. Então, uma outra criada viu Pedro e disse aos que estavam ali: «Este
também estava com Jesus, o nazareno». Pedro negou outra vez, jurando: «Nem
conheço esse homem!». Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro
e disseram: «É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te
denuncia». Pedro começou a praguejar e a jurar: «Não conheço esse homem!». E
nesse instante, um galo cantou. Pedro se lembrou do que Jesus lhe tinha dito:
«Antes que um galo cante, três vezes me negarás». E saindo dali, chorou
amargamente. De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo
deliberaram a respeito de Jesus para levá-lo à morte. Então, o amarraram,
levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. Judas, o traidor, ao ver que
Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as trinta moedas de
prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: «Pequei, entregando à morte
um inocente». Eles responderam: «Que temos nós com isso? O problema é teu». E
ele jogou as moedas no Santuário, saiu e foi se enforcar. Recolhendo as moedas,
os sumos sacerdotes disseram: «É contra a Lei depositá-las no tesouro do
templo, porque é preço de sangue». Então deliberaram comprar com esse dinheiro
o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos forasteiros. É por isso que
aquele campo até hoje se chama «Campo de Sangue». Cumpriu-se então o que tinha
dito o profeta Jeremias: «Eles pegaram as trinta moedas de prata — preço do
Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram — e as deram em troca
do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou». Jesus foi conduzido à
presença do governador, e este o interrogou: «Tu és o rei dos judeus?». Jesus
declarou: «Tu o dizes». E quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos,
nada respondeu. Então Pilatos perguntou: «Não estás ouvindo de quanta coisa
eles te acusam?». Mas Jesus não respondeu uma só palavra, de modo que o
governador ficou muito admirado. Na festa da Páscoa, o governador costumava
soltar um preso que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um preso
famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida: «Quem
quereis que eu vos solte: Barrabás, ou Jesus, que é chamado o Cristo?». Pilatos
bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto estava sentado
no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: «Não te envolvas com esse justo,
pois esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele». Os sumos sacerdotes e
os anciãos, porém, instigaram as multidões para que pedissem Barrabás e
fizessem Jesus morrer. O governador tornou a perguntar: «Qual dos dois quereis
que eu solte?». Eles gritaram: «Barrabás». Pilatos perguntou: «Que farei com
Jesus, que é chamado o Cristo?». Todos gritaram: «Seja crucificado!». Pilatos
falou: «Mas, que mal ele fez?». Eles, porém, gritaram com mais força: «Seja
crucificado!». Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta.
Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: «Eu não
sou responsável pelo sangue deste homem. A responsabilidade é vossa!». O povo
todo respondeu: «Que o sangue dele recaia sobre nós e sobre nossos filhos».
Então Pilatos soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser
crucificado. Em seguida, os soldados do governador levaram Jesus ao pretório e
reuniram todo o batalhão em volta dele. Tiraram-lhe a roupa e o vestiram com um
manto vermelho; depois trançaram uma coroa de espinhos, puseram-na em sua
cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e
zombavam, dizendo: «Salve, rei dos judeus!». Cuspiram nele e, pegando a vara,
bateram-lhe na cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e o
vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Ao saírem,
encontraram um homem chamado Simão, que era de Cirene, e o obrigaram a carregar
a cruz de Jesus. E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer
Calvário. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas não quis
beber. Depois de o crucificarem, repartiram as suas vestes tirando a sorte. E
ficaram ali sentados, montando guarda. Acima da cabeça de Jesus puseram o
motivo da condenação: «Este é Jesus, o Rei dos Judeus». Com ele também
crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro, à esquerda. Os que
passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: «Tu que destróis
o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de
Deus, desce da cruz!». Do mesmo modo zombavam de Jesus os sumos sacerdotes,
junto com os escribas e os anciãos, dizendo: «A outros salvou, a si mesmo não
pode salvar! É Rei de Israel: desça agora da cruz, e acreditaremos nele.
Confiou em Deus; que o livre agora, se é que o ama! Pois ele disse: ‘Eu sou
Filho de Deus’». Do mesmo modo, também o insultavam os dois ladrões que foram
crucificados com ele. Desde o meio-dia, uma escuridão cobriu toda a terra até
às três horas da tarde. Pelas três da tarde, Jesus deu um forte grito: «Eli,
Eli, lamá sabactâni?», que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, por que me
abandonaste?». Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o disseram: «Ele está
chamando por Elias!». E logo um deles correndo, pegou uma esponja, ensopou-a
com vinagre, colocou-a numa vara e lhe deu de beber. Outros, porém, disseram:
«Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!». Então Jesus deu outra vez um forte
grito e entregou o espírito. Nisso, o véu do Santuário rasgou-se de alto a
baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se
abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos,
depois da ressurreição de Jesus, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitas
pessoas. O centurião e os que com ele montavam a guarda junto de Jesus, ao
notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e
disseram: «Este era verdadeiramente Filho de Deus!». Grande número de mulheres
estava ali, observando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galileia,
prestando-lhe serviços. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago
e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Ao entardecer, veio um homem rico de
Arimatéia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. Ele foi
procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe
entregassem o corpo. José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo e o
colocou num túmulo novo, que mandara escavar na rocha. Em seguida, rolou uma
grande pedra na entrada do túmulo e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria
estavam ali sentadas, em frente ao sepulcro. No dia seguinte, terminado já o
dia de preparação do sábado, os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com
Pilatos e disseram: «Senhor, lembramo-nos de que este impostor, quando ainda
estava vivo, disse: ‘Depois de três dias vou ressuscitar!’ Manda, portanto,
assegurar o sepulcro até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos
venham roubar o corpo e digam ao povo: ‘Ele ressuscitou dos mortos!’, pois essa
última impostura seria pior do que a primeira». Pilatos respondeu: «Aí tendes
uma guarda. Ide assegurar o sepulcro como melhor vos parecer». Então eles foram
assegurar o sepulcro: lacraram a pedra e deixaram ali a guarda.
«Tu és o rei dos judeus?»
Rev. D. Antoni CAROL i Hostenc (Sant
Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
Hoje somos convidados a
contemplar o estilo da realeza de Cristo salvador. Jesus é Rei, e —exatamente—
no último domingo do ano litúrgico celebramos ao Nosso Senhor Jesus Cristo Rei
do Universo. Sim, Ele é Rei, mas seu reino é o «Reino da verdade e da vida, o
Reino da santidade e da graça, o Reino da justiça, o amor e a paz» (Prefácio da
Solenidade de Cristo Rei). Realeza surpreendente! Os homens, com a nossa
mentalidade terrenal, não estamos acostumados a isso.
Um Rei bom, manso, que vê o bem
das almas: «O meu reino não é deste mundo» (Jo 18,36). Ele deixa fazer. Em tom
depreciativo e de zombaria, «`Es tu o rei dos judeus?´. Jesus respondeu: `Tu o
dizes´» (Mt 27,11). Ainda mais zombaria: Jesus é comparado com Barrabás, e a
multidão deve escolher a liberação de um dos dois: «Quem quereis que eu vos
solte, Barrabás ou Jesus, que é chamado o Cristo?» (Mt 27,17). E... preferem
Barrabás! (cf. Mt 27,21). E... Jesus cala e se oferece em holocausto por nós,
que o julgamos!
Pouco antes, quando chegava a
Jerusalém, com entusiasmo e simpleza, «a numerosa multidão estendeu seus mantos
no caminho, enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam no
caminho. As multidões na frente e atrás dele clamavam: «`Hosana ao Filho de
David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nos céus´» (Mt 21.8-9). Mas,
agora, esses mesmos gritam: «`Seja crucificado». Pilatos insistiu: «`Mas, que
mal ele fez?´». Eles, porém, gritaram com mais força: «`Seja crucificado!´» (Mt
27, 22-23). «`Vou crucificar o vosso rei?» Os sumos sacerdotes responderam:
«`Não temos rei senão César´» (Jo 19,15).
Este Rei não se impõe, se
oferece. Sua realeza está impregnada de espirito de serviço. «O Senhor vem, mas
não rodeado de pompa, como se fosse conquistar a glória. Ele não discutirá, diz
a Escritura, nem gritará, e ninguém ouvirá sua voz. Pelo contrário, será manso
e humilde, (...) imitemos os que foram ao seu encontro. Não para estendermos à
sua frente, no caminho, ramos de oliveira ou de palma, tapetes ou mantos, mas
para prostrarmos a seus pés, com humildade e retidão de espírito» (Santo André
de Creta, bispo).
Pensamentos para o Evangelho
de hoje
«Jesus, que nunca tinha pecado,
foi crucificado por ti; e tu, não te crucificás por Ele? Não es tu que lhe faz
um favor a Ele, uma vez que tu primeiro; o que estás a fazer apenas é
devolver-Lhe o favor, liquidando a dívida que tens para com Aquele que por ti
foi crucificado no Gólgota» (São Cirilo de Jerusalém)
«Assim como entrou em Jerusalém,
também quer entrar nas nossas cidades e nas nossas vidas. Como fez no
Evangelho, cavalgando num simples burrico, ele vem até nós, humildemente, mas
vem `em nome do Senhor´» (Francisco)
«(...) Ora, o «rei da glória» (Sl
24, 7-10) entra na sua cidade´,montado num jumento´. Não conquista a filha de
Sião (Jerusalem), figura da sua Igreja, nem pela astúcia nem pela violência,
mas pela humildade que dá testemunho da verdade. Por isso é que, naquele dia,
os súbditos do seu Reino, são as crianças e os `pobres de Deus´, que O aclamam,
tal como os anjos O tinham anunciado aos pastores (...)» (Catecismo da Igreja
Católica, nº 559)
ORAÇÃO
- Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível,
e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca
se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os
dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro;
Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos
possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se
apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e
morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo
de Maria. Amém.
LADAINHA
DE SÃO JOSÉ
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de
nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Deus Pai do Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois um
só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, tende piedade nós.
V. - O Senhor o constituiu dono
de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas
as suas possessões.
ORAÇÃO:
Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o
bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós
vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos
na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na
unidade do Espírito Santo. Amém.
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo
de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa
proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com
esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não
desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la
piedosamente. Amém.
ORAÇÃO
A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na
nossa tribulação, e cheios de confiança,
solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade
que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes
para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à
herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas
nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente
da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh!
Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó
nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora
salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora
a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a
adversidade.
Amparai a cada um de nós, com
vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o
vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no
Céu a eterna bem-aventurança. Amém.
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