terça-feira, 7 de julho de 2020

Quinta-feira da 14ª semana do Tempo Comum


1ª Leitura (Os 11,1-4.8c-9): Eis o que diz o Senhor: «Quando Israel era ainda criança, já Eu o amava; e, para o fazer sair do Egito, chamei o meu filho. Mas quanto mais Eu os chamava, mais eles se afastavam de Mim. Ofereciam sacrifícios a Baal e queimavam incenso aos ídolos. Contudo, Eu ensinava Efraim a andar e trazia-o nos braços; mas não compreenderam que era Eu quem cuidava deles. Atraía-os com laços humanos, com vínculos de amor. Tratava-os como quem pega um menino ao colo, inclinava-Me para lhes dar de comer. O meu coração agita-se dentro de Mim, estremece de compaixão. Não cederei ao ardor da minha ira, nem voltarei a destruir Efraim. Porque Eu sou Deus e não homem, sou o Santo no meio de ti e não venho para destruir».

Salmo Responsorial: 79
R. Mostrai-nos, Senhor, o vosso rosto e seremos salvos.

Pastor de Israel, escutai, Vós que estais sentado sobre os Querubins, aparecei. Despertai o vosso poder e vinde em nosso auxílio.

Deus dos Exércitos, vinde de novo, olhai dos céus e vede, visitai esta vinha. Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou, o rebento que fortalecestes para Vós.

Aleluia. Está próximo o reino de Deus: arrependei-vos e acreditai no Evangelho. Aleluia.

Evangelho (Mt 10,7-15): Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: «No vosso caminho, proclamai: O Reino dos Céus está próximo. Curai doentes, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expulsai demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro à cintura; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, pois o trabalhador tem direito a seu sustento. Em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, procurai saber quem ali é digno e permanecei com ele até a vossa partida. Ao entrardes na casa, saudai-a: se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. Se alguém não vos receber, nem escutar vossas palavras, saí daquela casa ou daquela cidade e sacudi a poeira dos vossos pés. Em verdade, vos digo: no dia do juízo, a terra de Sodoma e Gomorra receberá uma sentença menos dura do que aquela cidade».

«No vosso caminho, proclamai: O Reino dos Céus está próximo»

Rev. D. Antonio BORDAS i Belmonte (L’Ametlla de Mar, Tarragona, Espanha)

Hoje, o texto do Evangelho convida-nos a evangelizar; diz-nos: «Pregai» (cf. Mt 10,7). O anúncio é a boa nova de Jesus, que tenta falar-nos sobre o reino de Deus, que Ele é nosso salvador, enviado pelo Pai ao mundo e, por este motivo, o único que nos pode renovar desde o nosso interior e mudar a sociedade em que vivemos.

Jesus anunciava que «o Reino dos Céus está próximo» (Mt 10,7). Ele anunciava o reino de Deus, que se fazia presente entre os homens e mulheres à medida que o bem avançava e o mal retrocedia.

Jesus quer a salvação do homem total, seu corpo e seu espírito; mais ainda, perante o enigma que preocupa a humanidade, que é a morte, Jesus propõe a ressurreição. Quem vive morto pelo pecado, quando recupera a graça, experimenta uma nova vida. Este é um grande mistério que começamos a experimentar a partir de nosso baptismo: os cristãos estamos chamados à ressurreição.

Uma amostra de como o Papa Francisco procura o bem do homem: «Esta ‘cultura do descarte’ tornou-nos insensíveis também ao esbanjamento e ao desaproveitamento de alimentos. Outrora, os nossos avós prestavam muita atenção a não perder nada da comida que sobejava. A comida que se desaproveita é como se fosse roubada da mesa do pobre, de quantos têm fome!».

Jesus diz-nos que sejamos sempre portadores de paz. Quando os sacerdotes levam a Comunhão a um enfermo dizem: «A paz do Senhor esteja nesta casa!». E a paz de Cristo permanece aí, se houver pessoas dignas dela. Para receber os dons do reino de Deus é necessário ter boa disposição interior. Por outro lado, também vemos como muita gente dá desculpas para não receber o Evangelho.

Temos uma grande responsabilidade entre os homens: é que, depois de crer, não podemos deixar de anunciar o Evangelho, porque vivemos dele e queremos que outros também vivam.

«Não leveis nem ouro, nem prata (...) para o caminho»

Rev. D. David COMPTE i Verdaguer (Manlleu, Barcelona, Espanha)

Bta Joana Scopelli
Virgem de nossa Ordem
Hoje, até o imprevisível queremos prever. Hoje, se multiplicam os serviços a domicílio. E se hoje falamos tanto de paz, talvez seja porque temos muita necessidade dela. Hoje, o Evangelho nos fala exatamente desses vários “hoje”. Mas vamos por partes.

Queremos prever até o imprevisível: em breve estaremos fazendo um seguro para o caso do nosso seguro falhar. Ou então quando comprarmos uma calça o vendedor nos vai oferecer um modelo com manchas ou com o desbotado já incluído! O Evangelho de hoje, com a sua proposta de irmos sem bagagem («Não leveis nem ouro nem prata...»), nos convida à confiança e à disponibilidade. Mas nos alerta: isto não significa um descuido nem tampouco improviso. Viver esta realidade só é possível quando nossa vida está enraizada no fundamental: na pessoa de Cristo. Como dizia o Papa João Paulo II, «é necessário respeitar um princípio essencial da visão cristã de vida: a primazia da graça (...). Não se há de esquecer que, sem Cristo, nada podemos fazer» (cf. Jo 15,5).

Também afirmamos que hoje proliferam os serviços a domicílio: não cozinhamos mais em casa, agora o arroz com feijão é feito para você, na sua casa, por outros. Isto é um exemplo de como a sociedade pretende se organizar prescindindo dos outros. Hoje Jesus nos diz: «Ide»; saí. Isto quer dizer, preocupe-se com quem está ao seu lado. Estejamos, portanto atentos e abertos para as necessidades dos mais próximos.

Férias! Uma paisagem tranquila... Serão sinônimos de paz? Talvez devêssemos duvidar disto. Às vezes é um descanso para as angústias interiores, que mais adiante voltarão a despertar. Nós cristãos sabemos que somos portadores de paz, e mais ainda, que esta paz impregna todo nosso ser —mesmo quando à nossa volta o ambiente seja hostil— na medida em que seguirmos de perto a Jesus.

Deixemos que Jesus nos toque, pela força do Cristo de Hoje! E «quem encontrou verdadeiramente a Cristo não deve guardá-Lo só para si, deve anunciá-Lo» (João Paulo II).

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

S. Paulina do Coração Agonizante de Jesus
Virgem
* O evangelho de hoje traz a segunda parte do envio dos discípulos. Ontem vimos a insistência de Jesus em dirigir-se primeiro para as ovelhas perdidas de Israel. Hoje, veremos as instruções concretas de como realizar a missão.

* Mateus 10,7: O objetivo da missão: revelar a presença do Reino.
“Vão e anunciem: O Reino do Céu está próximo”. O objetivo principal é anunciar a proximidade do Reino. Aqui está a novidade trazida por Jesus. Para os outros judeus ainda faltava muito para o Reino poder chegar. Só chegaria, depois que eles tivessem realizado a sua parte. A chegada do Reino dependia do esforço deles. Para os fariseus, por exemplo, o Reino só chegaria quando a observância da Lei fosse perfeita. Para os Essênios, quando o país fosse purificado. Jesus pensa diferente. Ele tem outra maneira de ler os fatos. Ele diz que o prazo já se esgotou (Mc 1,15). Quando ele diz que o Reino está próximo ou que o Reino chegou, Jesus não quer dizer que o Reino estava chegando só naquele momento, mas sim que já estava aí, independentemente do esforço feito pelo povo. Aquilo que todos esperavam, já estava presente no meio do povo, gratuitamente, mas o povo não o sabia, nem o percebia (cf. Lc 17,21). Jesus o percebeu! Pois ele lia a realidade com um olhar diferente. E é esta presença escondida do Reino no meio do povo, que ele vai revelar e anunciar aos pobres da sua terra (Lc 4,18). Esta é a semente de mostarda que vai receber a chuva da sua palavra e o calor do seu amor. 

* Mateus 10,8: Os sinais da presença do Reino: acolher os excluídos.
Como anunciar a presença do Reino? Só por meio de palavras e discursos? Não! Os sinais da presença do Reino são antes de tudo gestos concretos, realizados de graça: “Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça, deem também de graça”. Isto significa que os discípulos devem acolher para dentro da comunidade os que dela foram excluídos. Esta prática solidária critica tanto a religião como a sociedade excludente, e aponta saídas concretas.

* Mateus 10,9-10: Não levar nada no caminho
Ao contrário dos outros missionários, os discípulos e as discípulas de Jesus não podem levar nada: “Não levem nos cintos moedas de ouro, de prata ou de cobre; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu alimento”. Isto significa que devem confiar na hospitalidade do povo. Pois o discípulo que vai sem nada levando apenas a paz (Mc 10,13), mostra que confia no povo. Acredita que vai ser acolhido, que vai poder participar da vida e do trabalho do povo do lugar e que vai poder sobreviver com aquilo que receberá em troca, pois o operário direito ao seu alimento. Isto significa que os discípulos devem confiar na partilha Por meio desta prática eles criticam as leis de exclusão e resgatam os antigos valores da convivência comunitária.

* Mateus 10,11-13: Partilhar a paz na comunidade.
Os discípulos não devem andar de casa em casa, mas devem procurar uma pessoa de Paz e permanecer nesta casa. Isto é, devem conviver de maneira estável. Assim, por meio desta nova prática, criticam a cultura de acumulação que marcava a política do Império Romano, e anunciam um novo modelo de convivência. Caso todas estas exigências forem preenchidas, os discípulos podem gritar: O Reino chegou! Anunciar o Reino não consiste, em primeiro lugar, em ensinar verdades e doutrinas, mas sim em provocar a uma nova maneira fraterna de viver e de conviver a partir da Boa Nova que Jesus nos trouxe de que Deus é Pai e Mãe de todos e de todas.

* Mateus 10,14-15: A severidade da ameaça.
Como entender esta ameaça tão severa? É que Jesus não veio trazer uma coisa totalmente nova. Ele veio resgatar os valores comunitários do passado: a hospitalidade, a partilha, a comunhão de mesa, a acolhida aos excluídos. Isto explica a severidade contra os que recusam a mensagem. Pois eles não recusam algo novo, mas sim o seu próprio passado, a sua própria cultura e sabedoria! A pedagogia de Jesus tem por objetivo desenterrar a memória, resgatar a sabedoria do povo, reconstruir a comunidade, renovar a Aliança, refazer a vida.

Para um confronto pessoal
1) Como realizar hoje a recomendação de não levar nada no caminho quando se vai em missão?
2) Jesus manda procurar uma pessoa de paz, para poder viver na casa dela. Quais seria hoje uma pessoa de paz a quem nos dirigir no anúncio da Boa Nova?

segunda-feira, 6 de julho de 2020

NOVENA DE NOSSA SENHORA DO CARMO -2º DIA



ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Pai, olha com benevolência para aqueles que se revestem com o Escapulário do Carmo. Faz com que, deixando-se amar pela Virgem Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe do Carmelo, sejam conformes à imagem de Jesus Cristo. E depois de terem percorrido, livres de todos os perigos, o caminho da vida, possam entrar na glória da vossa Casa. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

JACULATÓRIAS
1. Falou Elias para seu servo:
«Sobe a montanha, olha pro mar!”
Ave Maria...

2. Disse o servo a Elias:
“Eis que sobe do mar uma nuvem, pequena como a mão de um homem”
Ave Maria...

3. O Céu cobriu-se de nuvens escuras,
Soprou o vento e a chuva caiu torrencialmente.
Ave Maria...

ANTÍFONA MARIANA
Flor do Carmelo,
Videira florescente,
Esplendor do Céu,
Virgem fecunda
e singular.
Mãe amável,
Mas sempre Virgem,
Aos carmelitas,
Sede propícia,
Ó Estrela do Mar.

HINO
Dizei lábios meus
palavras benditas,
em louvor da Virgem,
Mãe dos carmelitas.

Senhora do Carmo,
vinde em meu favor,
o inimigo afastai
com o vosso valor.

Deus vos salve Nuvem,
vista do Carmelo
para todo o mundo,
anúncio mais belo.

Foi nessa figura
que Elias vos viu
quando pressuroso
ao monte subiu

Como destinada
para Mãe de Deus,
tomou-a por Mãe
dos discípulos seus.

Novecentos anos
antes de nascida
já dos carmelitas,
éreis conhecida.

E muito abrasados
no mais santo amor,
todos tinham glória
de vos dar louvor.

Fazei, pois, Senhora,
que os imitemos.
de vos dar louvores
nunca mais cessemos.

Oh! Rogai por nós,
Mãe dos carmelitas,
para que vivamos
onde vós habitais.

A minha oração
atendei, Senhor,
chegue ao vosso trono
este meu louvor!

MEDITAÇÃO
2. Mas por que Maria é convidada a alegrar-se deste modo? A resposta está na segunda parte da saudação: “o Senhor está convosco”. Também aqui para compreender bem o sentido da expressão devemos dirigir-nos ao Antigo Testamento. No Livro de Sofonias encontramos esta expressão “Alegra-te, filha de Sião... Rei de Israel é o Senhor em meio a ti... O Senhor, teu Deus, em meio a ti é um salvador poderoso” (3,14-17). Nestas palavras há uma dupla promessa feita a Israel, à filha de Sião: Deus virá como Salvador e habitará em meio ao seu povo, no ventre da filha de Sião. No diálogo entre o anjo e Maria realiza-se exatamente esta promessa: Maria é identificada com o povo escolhido por Deus, é verdadeiramente a Filha de Sião em pessoa; nela se cumpre a esperada vinda definitiva de Deus, nela toma morada o Deus vivente. (Bento XVI)

LADAINHA DE NOSSA SENHORA
Senhor, tende piedade de nós!
Jesus Cristo, tende piedade de nós!
Senhor, tende piedade de nós!

Deus Pai dos Céus, tende piedade de nós!
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós!
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós!
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós!

Filha do povo de Deus, dai-nos vosso Filho.
Virgem de Nazaré, dai-nos vosso Filho.
Eleita entre as mulheres, dai-nos vosso Filho.
Virgem simples de coração, dai-nos vosso Filho.
Esposa do operário José, dai-nos vosso Filho.
Rainha da família, dai-nos vosso Filho.
Senhora do nosso povo, dai-nos vosso Filho.
Esperança dos oprimidos, dai-nos vosso Filho.
Confiança dos mais pobres, dai-nos vosso Filho.
Virgem, Mãe de Cristo, dai-nos vosso Filho.
Virgem, Mãe da Igreja, dai-nos vosso Filho.
Virgem, Mãe dos homens, dai-nos vosso Filho.
Mãe, que nos conheceis, dai-nos vosso Filho.
Mãe, que nos escutais, dai-nos vosso Filho.
Mãe, que nos entendeis, dai-nos vosso Filho.
Filha de um povo peregrino, dai-nos vosso Filho.
Presença viva da história, dai-nos vosso Filho.
Mãe, que conheceis a dor, dai-nos vosso Filho.
Mãe aos pés da cruz, dai-nos vosso Filho.
Mãe daqueles que sofrem, dai-nos vosso Filho.
Senhora da alegria, dai-nos vosso Filho.
Virgem luminosa, dai-nos vosso Filho.
Rainha da paz, dai-nos vosso Filho.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós!

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

ORAÇÃO:
Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, que velais pela Santa Igreja com maternal amor, abençoai o Santo Padre, os nossos Bispos, os sacerdotes, os religiosos e todo o povo cristão. Abençoai a cada um de nós que desejamos vossa proteção agora e na hora de nossa morte.

Quarta-feira da 14ª semana do Tempo Comum


1ª Leitura (Os 10,1-3. 7-8. 12): Israel era uma vinha exuberante, que produzia os seus frutos. Quanto mais abundantes eram os frutos, mais aumentavam os altares. Quanto mais rica se tornava a sua terra, mais belos eram os monumentos pagãos. O coração de Israel está dividido, mas agora eles têm de pagar: o próprio Senhor derrubará os seus altares, destruirá os seus monumentos pagãos. Então eles vão dizer: «Não temos rei, porque não tememos o Senhor; e ainda que o tivéssemos, que poderia o rei fazer por nós?». Samaria desaparece com o seu rei, como uma palha à tona da água. Serão destruídos os lugares altos da idolatria, que eram o pecado de Israel; espinheiros e cardos crescerão sobre os seus altares. E gritarão às montanhas: «Cobri-nos!» e às colinas: «Caí sobre nós!». Semeai segundo a justiça e colhereis o fruto da misericórdia; arroteai novas terras, porque já é tempo de procurar o Senhor, até que Ele venha derramar sobre vós a chuva da justiça

Salmo Responsorial: 104
R. Procurai sempre a face do Senhor.

Cantai salmos e hinos ao Senhor, proclamai todas as suas maravilhas. Gloriai-vos no seu santo nome, exulte o coração dos que procuram o Senhor.

Considerai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face. Recordai as maravilhas que Ele operou, os prodígios e os oráculos da sua boca.

Descendentes de Abraão, seu servo, filhos de Jacob, seu eleito, Ele é o Senhor, o nosso Deus, e as suas sentenças são lei em toda a terra.

Aleluia. Está próximo o reino de Deus: arrependei-vos e acreditai no Evangelho. Aleluia.

Evangelho (Mt 10,1-7): Naquele tempo, chamando os doze discípulos, Jesus deu-lhes poder para expulsar os espíritos impuros e curar todo tipo de doença e de enfermidade. Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e depois André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. Jesus enviou esses doze, com as seguintes recomendações: «Não deveis ir aos territórios dos pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! No vosso caminho, proclamai: O Reino dos Céus está próximo».

«Ide e proclamai: O Reino dos Céus está próximo»

Rev. D. Fernando PERALES i Madueño (Terrassa, Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos mostra Jesus enviando os seus discípulos em missão: «Jesus enviou esses doze, com as seguintes recomendações» (Mt 10,5). Os doze discípulos formaram então o Colégio Apostólico, que significa missionário; a Igreja, que em sua peregrinação terrena, é uma comunidade missionária, pois tem a sua origem no cumprimento da missão do Filho e do Espírito Santo segundo os desígnios de Deus Pai. Do mesmo modo que Pedro e os demais apóstolos constituem um só Colégio Apostólico por instituição do Senhor, assim o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos, formam um todo sobre o qual recai o dever de anunciar o Evangelho por toda a terra.

Entre os discípulos enviados em missão, encontramos aqueles aos quais Cristo conferiu um lugar destacado e uma maior responsabilidade, como Pedro; e a outros como Tadeu, do qual quase não temos notícias; afinal, os Evangelhos foram escritos para nos comunicar a Boa Nova e não para satisfazer nossa curiosidade. Nós, por nossa parte, devemos rezar por todos os bispos, pelos importantes e pelos menos conhecidos, e viver em comunhão com eles: «Segui a todos os bispos, como Jesus Cristo seguiu ao Pai, e ao Colégio dos Anciãos como aos Apóstolos» (Santo Inácio de Antioquia). Jesus não buscou pessoas instruídas, mas simplesmente as disponíveis e capazes de segui-lo até o fim. Isto me ensina que eu, como cristão, também devo sentir-me responsável por uma parte da obra de salvação de Jesus. Afasto o mal? Ajudo meus irmãos?

Como a obra está em seu começo, Jesus logo estabelece uns limites: «Não deveis ir aos territórios dos pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! No vosso caminho, proclamai: O Reino dos Céus está próximo» (Mt 10,5-6). Hoje há de se fazer tudo o que se possa, com a certeza de que Deus chamará a todos os pagãos e samaritanos em outra fase do trabalho missionário.

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* No capítulo 10 do Evangelho de Mateus começa o segundo grande discurso, o Sermão da Missão. Mateus organizou o seu evangelho como uma nova edição da Lei de Deus ou como um novo “pentateuco” com seus cinco livros. Por isso, o seu evangelho traz cinco grandes discursos ou ensinamentos de Jesus, seguidos por partes narrativas, nas quais ele descreve como Jesus praticava o que tinha ensinado nos discursos. Eis o esquema:
Introdução: nascimento e preparação do Messias (Mt 1 a 4)
1. Sermão da Montanha: a porta de entrada no Reino (Mt 5 a 7)
Narrativa Mt 8 e 9
2. Sermão da Missão: como anunciar e irradiar o Reino (Mt 10)
Narrativa Mt 11 e 12
3. Sermão das Parábolas: o mistério do Reino presente na vida (Mt 13)
Narrativa Mt 14 a 17
4. Sermão da Comunidade: a nova maneira de conviver no Reino (Mt 18)
Narrativa 19 a 23
5. Sermão da vinda futura do Reino: a utopia que sustenta a esperança (Mt 24 e 25)
Conclusão: paixão, morte e ressurreição (Mt 26 a 28).

* O evangelho de hoje traz o início do Sermão da Missão, no qual se acentuam três assuntos: (1) o chamado dos discípulos (Mt 10,1);
(2) a lista dos nomes dos doze apóstolos que vão ser os destinatários do sermão da missão (Mt 10,2-4);
(3) o envio dos doze (Mt 10,5-7).

* Mateus 10,1: O chamado dos doze discípulos
Mateus já tinha falado do chamado dos discípulos (Mt 4,18-22; 9,9). Aqui, no começo do Sermão da Missão, ele traz um resumo: “Então Jesus chamou seus discípulos e deu-lhes poder para expulsar os espíritos maus, e para curar qualquer tipo de doença e enfermidade”. A tarefa ou missão do discípulo é seguir Jesus, o Mestre, formando comunidade com ele e realizando a mesma missão de Jesus: expulsar os espíritos maus, curar qualquer tipo de doença e enfermidade. No evangelho de Marcos, eles recebem a mesma dupla missão, formulada com outras palavras: Jesus constituiu o grupo dos Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios” (Mc 3,14-15). 1) Estar com ele, isto é, formar comunidade, na qual Jesus é o eixo. 2) Pregar e ter poder para expulsar demônio, isto é, anunciar a Boa Nova e combater o poder do mal que estraga a vida do povo e aliena as pessoas. Lucas diz que Jesus rezou a noite toda e, no dia seguinte, chamou os discípulos. Rezou a Deus para saber a quem escolher (Lc 6,12-13).

* Mateus 10,2-4: A lista dos nomes dos doze apóstolos.
Grande parte destes nomes vem do Antigo Testamento. Por exemplo, Simeão é o nome de um dos filhos do patriarca Jacó (Gn 29,33). Tiago é o mesmo que Jacó (Gn 25,26). Judas é o nome de outro filho de Jacó (Gn 35,23). Mateus também tinha o nome de Levi (Mc 2,14), que é outro filho de Jacó (Gn 35,23). Dos doze apóstolos sete têm nome que vem do tempo dos patriarcas. Dois se chamam Simão; dois, Tiago; dois, Judas; um, Levi! Só tem um com nome grego: Filipe. Isto revela o desejo do povo de refazer a história desde o começo! Seria como hoje numa família bem brasileira, na qual todos os filhos têm nomes do tempo dos índios Raoni, Ubiratan, Jussara, etc, e só têm nome americano Washington. Vale a pena pensar nos nomes que hoje damos para os filhos. Como eles, cada um de nós é chamado por Deus pelo nome.

* Mateus 10,5-7: O envio ou missão dos doze apóstolos para as ovelhas perdidas de Israel.
Depois de ter enumerado os nomes dos doze, Jesus os envia com estas recomendações: "Não tomem o caminho dos pagãos, e não entrem nas cidades dos samaritanos. Vão primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel. Vão e anunciem: O Reino do Céu está próximo”. Nesta única frase há uma tripla insistência em mostrar que a preferência da missão é para com a casa de Israel: (1) Não tomar o caminho dos pagãos, (2) não entrar nas cidades samaritanas, (3) ir primeiro para as ovelhas perdidas de Israel. Aqui transparece uma resposta à dúvida dos primeiros cristãos em torno da abertura para os pagãos. Paulo, que afirmava com tanta firmeza a abertura para os pagãos, concorda em dizer que a Boa Nova trazida por Jesus devia ser anunciada primeiro aos judeus e, depois, aos pagãos (Rom 9,1 a 11,36; cf. At 1,8; 11,3; 13,46; 15,1.5.23-29). Mais adiante, no mesmo evangelho de Mateus, na conversa de Jesus com a mulher cananeia, acontecerá a abertura para os pagãos (Mt 15,21-29).

* O envio dos apóstolos para todos os povos. Depois da ressurreição de Jesus, há vários episódios do envio dos apóstolos não só para os judeus, mas para todos os povos. Em Mateus: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estarei com convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28,19-20). Em Marcos: “Ide por todo mundo, proclamai a Boa Nova a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado” (Mc 15-16). Em Lucas: "Assim está escrito: O Messias sofrerá e ressuscitará dos mortos no terceiro dia, e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. E vocês são testemunhas disso. (Lc 24,46-48; At 1,8) João resume tudo nesta frase: “Como Pai me enviou, eu envio vocês!” (Jo 20,21):

Para um confronto pessoal
1. Você já pensou no significado do seu nome? Já perguntou a seus pais por que motivo lhe deram o nome que você tem? Você gosta do seu nome?
2. Jesus chama os discípulos. O seu chamado tem uma dupla finalidade: formar comunidade e ir em missão. Como vivo esta dupla finalidade na minha vida?

domingo, 5 de julho de 2020

NOVENA DE NOSSA SENHORA DO CARMO - 1º DIA


ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Pai olha com benevolência para aqueles que se revestem com o Escapulário do Carmo. Faz com que, deixando-se amar pela Virgem Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe do Carmelo, sejam conformes à imagem de Jesus Cristo. E depois de terem percorrido, livres de todos os perigos, o caminho da vida, possam entrar na glória da vossa Casa. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

JACULATÓRIAS
1. Falou Elias para seu servo:
«Sobe a montanha, olha pro mar!”
Ave Maria...

2. Disse o servo a Elias:
“Eis que sobe do mar uma nuvem, pequena como a mão de um homem”
Ave Maria...

3. O Céu cobriu-se de nuvens escuras,
Soprou o vento e a chuva caiu torrencialmente.
Ave Maria...

ANTÍFONA MARIANA
Flor do Carmelo,
Videira florescente,
Esplendor do Céu,
Virgem fecunda
e singular.
Mãe amável,
Mas sempre Virgem,
Aos carmelitas,
Sede propícia,
Ó Estrela do Mar.

HINO
Dizei lábios meus
palavras benditas,
em louvor da Virgem,
Mãe dos carmelitas.

Senhora do Carmo,
vinde em meu favor,
o inimigo afastai
com o vosso valor.

É por vós Maria
humilde servidora
que nos vem Jesus,
graça redentora.

Quem Deus tanto amou,
nós amar devemos.
Quem Deus respeitou,
nós respeitaremos.

Ao Monte subindo
do Carmelo os cimos,
nós, filhos e irmãos,
vos cantamos hinos

Levai-nos Maria,
pela vossa mão
à Montanha santa:
Cristo, nosso Irmão.

No louvor unido,
como em Belém,
o Carmelo exulta:
Glória a Deus! Amém!

Senhora do Carmo,
vinde em meu favor,
o inimigo afastai
com o vosso valor.

Glória seja ao Pai,
ao Filho e ao Amor também,
Deus que vos criou para o nosso bem.
Agora e sempre e sem fim. Amém.

MEDITAÇÃO
1. “Chaîre kecharitomene, ho Kyrios meta sou”, “Alegra-te, cheia de graça: o Senhor é convosco” (Lc 1, 28). São estas as palavras – reportadas pelo evangelista Lucas – com as quais o arcanjo Gabriel se dirige a Maria. À primeira vista, o termo chaîre, “alegra-te”, parece uma saudação normal, como era usual no âmbito grego, mas esta palavra, se lida a partir da tradição bíblica, adquire um significado muito mais profundo. Este mesmo termo está presente quatro vezes na versão grega do Antigo Testamento e sempre como anúncio de alegria pela vinda do Messias (cfr Sof 3,14; Gl 2,21; Zc 9,9; Lam 4,21). A saudação do anjo a Maria é também um convite à alegria, a uma alegria profunda, anuncia o fim da tristeza que há no mundo diante das limitações da vida, do sofrimento, da morte, da maldade, da escuridão do mal que parece obscurecer a luz da bondade divina. É uma saudação que marca o início do Evangelho, da Boa Nova. (Bento XVI)

LADAINHA DE NOSSA SENHORA DO CARMO
Senhor, tende piedade de nós...
Jesus Cristo, tende piedade de nós...
Senhor, tende piedade de nós...
Jesus Cristo, ouvi-nos...
Jesus Cristo, atendei-nos...
Deus Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria... rogai por nós.
Alma enamorada de Deus...
Auxiliadora dos carmelitas
Auxílio dos Carmelitas...
Cabeça do Carmelo...
Caminho que leva a Deus...
Caminho seguro na noite escura...
Esperança dos Carmelitas...
Esposa da Viva Chama de Amor...
Estrela do Carmelo...
Fiel esposa de José...
Flor do Carmelo...
Formosura do Carmelo...
Fundadora da Ordem...
Irmã primogênita dos Carmelitas
Legisladora da Ordem...
Mãe da caridade...
Mãe da humildade...
Mãe da Ordem...
Mãe da Pequena Via...
Mãe das Fundações...
Mãe do abandono perfeito...
Mãe e esplendor do Carmelo...
Mãe piedosa dos carmelitas...
Mestra da Ordem...
Mestra da vida interior...
Modelo de oração...
Modelo de vida interior...
Nossa Senhora da Subida do Monte Carmelo...
Nuvem do Carmelo...
Patrona da Ordem...
Perfeita esposa do Cântico Espiritual...
Porta-bandeira do exército do Carmelo...
Princesa da Família de Elias...
Princesa sereníssima dos carmelitas...
Priora do Carmelo...
Rainha do Carmelo...
Rainha do Carmelo...
Rainha do Castelo Interior...
Rainha do silêncio...
Rainha e Mãe dos Carmelitas...
Rainha soberana dos Carmelitas
Senhora das Moradas eternas...
Senhora do “SIM”...
Senhora do Lugar...
Senhora do Monte Carmelo...
Senhora e Criadora da Ordem...
Serva do Senhor...
Sublime filha de Sião...
Testamento divino...
Videira fecunda...
Virgem da fé...
Virgem do Caminho de Perfeição...
Virgem e Mãe puríssima do Carmelo...
Virgem fecunda do Carmelo...
Virgem fiel...
Virgem flor do Carmelo...
Virgem que sabe ouvir...
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
V. Rogai por nós, Rainha e Formosura do Carmelo.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
ORAÇÃO
Ó Deus, que distinguistes a Ordem do Carmelo com o título glorioso da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de vosso Filho, concedei-nos propício que hoje, na sua presença, possamos, munidos de sua ajuda, chegar ao vértice da sagrada montanha que é Jesus Cristo, Vosso Filho, Nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.