segunda-feira, 9 de outubro de 2017

NOVENA DE SANTA TERESA DE JESUS


Oração Inicial para todos os dias
Ó Seráfica Teresa, agora que gozais daquele Deus a quem tanto amastes durante a vossa vida, tende compaixão de nós, que ainda estamos no meio de tantos perigos de perde-lo. Obtendo-nos, pelas vossas orações, a graça de irmos convosco amar eternamente o vosso Deus no Céu. Amém.

5° DIA:
Boníssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelo dom eminente de humildade que concedestes à vossa muito amada Teresa. Pelos merecimentos desta grande santa, vossa humilíssima esposa, vos pedimos a graça de uma verdadeira humildade, que nos faça sempre achar a nossa felicidade nas humilhações e preferir os desprezos a todas as honras.

Pai Nosso… Ave, Maria… Glória…

LADAINHA DE SANTA TERESA DE JESUS
Senhor tende piedade de nós.
Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.
Santa Maria Rainha e Esplendor do Carmelo,
São José nosso Pai e Senhor
Santo Elias, profeta de Deus e nosso pai,

Sta Teresa de Jesus,
Sta Teresa devorada pelo zelo pela a salvação das almas,
Sta Teresa dom de Deus para a Igreja,
Sta Teresa dom de Deus para o Carmelo,
Sta Teresa esquecida de si mesma para o bem dos outros.
Sta Teresa exemplo de pobreza,
Sta Teresa mestra da oração,
Sta Teresa guia seguro das almas,
Sta Teresa livre e alegre,

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós

V. Rogai por nós, Santa Teresa de Jesus
R. Para que sejamos dignos da Promessa de Cristo.

Oremos: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Terça-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Lc 10,38-42): Naquele tempo, Jesus entrou num povoado, e uma mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Ela tinha uma irmã, Maria, a qual se sentou aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com os muitos afazeres da casa. Ela aproximou-se e disse: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!». O Senhor, porém, lhe respondeu: «Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada».

«Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária»

Rev. D. Josep RIBOT i Margarit (Tarragona, Espanha)

Hoje, como cada dia, podes aprender do Evangelho. Jesus, convidado no lar de Betânia, nos dá uma lição de humanidade: Ele, que gostava das pessoas, se deixa querer, porque as duas coisas são importantes. Rejeitar as amostras de afeto, de Deus e dos outros, seria um grave erro, de consequências nefastas para a santidade.

Marta ou Maria? Mas por que enfrentar a quem tanto se gosta, e que gosta tanto de Deus? Jesus amava a Marta e a Maria e, ao seu irmão Lázaro e, nos ama a cada um de nós.

No caminho da santidade não há duas almas iguais. Todos procuram amar a Deus, mas com estilo e personalidade próprios, sem imitar a ninguém. Nosso modelo está em Cristo e na Virgem. Incomoda-te a maneira dos outros de tratar a Deus? Tenta aprender da sua piedade pessoal.

«Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha no serviço? Manda, pois, que ela venha me ajudar!» (Lc 10,40). Servir aos outros, por amor a Deus, é uma honra, não uma carga. Servimos com alegria, como a Virgem a sua prima Santa Isabel ou nas bodas de Canaã, ou como Jesus, no lava-pés na última ceia?

«Marta, Marta, tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária» (Lc 10,41-42). Não percamos a paz, nem o bom humor. E para isso, cuidemos a presença de Deus. «Sabei bem: há um algo santo, divino, escondido nas situações mais comuns, que toca a cada um de vós descobrirdes (...); ou sabemos encontrar na nossa vida ordinária ao Senhor, ou não o encontraremos nunca» (São Josemaria).

«Maria escolheu a melhor parte, e essa não lhe será tirada» (Lc 10,42). Deus nos quer felizes. Que nossa Mãe do Céu nos ajude a experimentar a alegria da entrega.

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* O evangelho de hoje traz o episódio de Marta e Maria, as duas irmãs de Lázaro. Maria, sentada aos pés de Jesus escutava a sua palavra. Marta, na cozinha, ocupada nos afazeres domésticos. Esta família amiga de Jesus é mencionada somente nos evangelho de Lucas (Lc 10,38-41) e de João (Jo 11,1-39; 12,2).

* Lucas 10,38: A casa amiga em Betânia 
“Enquanto caminhavam, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa”.  Jesus está a caminho para Jerusalém, onde será preso e morto. Ele chega à casa de Marta que o recebe. Lucas não diz que a casa de Marta ficava em Betânia. É João que nos faz saber que a casa de Marta ficava em Betânia, perto de Jerusalém. A palavra Betânia significa Casa da Pobreza. Era um povoado pobre no alto do Monte das Oliveiras, perto de Jerusalém. Quando ia a Jerusalém Jesus costumava passar na casa de Marta, Maria e Lázaro (Jo 12,2).

* É impressionante verificar como Jesus entrava e vivia nas casas do povo: na casa de Pedro (Mt 8,14), de Mateus (Mt 9,10), de Jairo (Mt 9,23), de Simão o fariseu (Lc 7,36), de Simão o leproso (Mc 14,3), de Zaqueu (Lc 19,5). O oficial reconhece: “Não sou digno de que entres em minha casa” (Mt 8,8). O povo procurava Jesus na casa dele (Mt 9,28; Mc 1,33; 2,1; 3,20). Os quatro amigos do paralítico tiram o telhado para fazer baixar o doente dentro da casa onde Jesus estava ensinando o povo (Mc 2,4). Quando ia a Jerusalém, Jesus parava em Betânia na casa de Marta, Maria e Lázaro (12,2). No envio dos discípulos e discípulas a missão deles é entrar nas casas do povo e levar a paz (Mt 10,12-14; Mc 6,10; Lc 10,1-9).

* Lucas 10,39-40: A atitude das duas irmãs
“Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e ficou escutando a sua palavra. Marta estava ocupada com muitos afazeres”. Duas atitudes importantes, sempre presentes na vida dos cristãos: estar atenta à Palavra de Deus e estar atenta às necessidades das pessoas. Cada uma destas duas atitudes exige atenção total. Por isso, as duas vivem em tensão contínua que se expressa na reação de Marta: "Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela venha ajudar-me!". Se expressa também na reação dos apóstolos diante do problema que surgiu na comunidade de Jerusalém. O serviço à mesa das viúvas estava tomando todo o tempo deles e já não podiam dedicar-se inteiramente ao anúncio da Palavra. Por isso, eles reuniram a comunidade e disseram: “Não é correto que deixemos a pregação da palavra de Deus para servir às mesas” (At 6,2).

* Lucas 10,41-42: A resposta de Jesus
"Marta, Marta! Você se preocupa e anda agitada com muitas coisas; porém, uma só coisa é necessária, Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada." Marta queria que Maria sacrificasse sua atenção à palavra para ajuda-la no serviço da mesa. Mas não se pode sacrificar uma atitude em favor da outra. O que é preciso é alcançar o equilíbrio. Não se trata de escolher entre vida contemplativa e vida ativa, como se aquela fosse melhor que esta. Trata-se de encontrar a justa distribuição das tarefas apostólicas e dos ministérios dentro da comunidade. Baseando-se nesta palavra de Jesus, os apóstolos pediram à comunidade que escolhesse sete diáconos (servidores). O serviço das mesas foi entregue aos diáconos e assim os apóstolos podiam continuar a sua atividade pastoral: “dedicar-se inteiramente à oração e ao serviço da Palavra” (At 6,4). Não se trata de encontrar nesta palavra de Jesus um argumento para dizer que a vida contemplativa nos mosteiros é superior à vida ativa dos que labutam na pastoral. As duas atividades tem a ver com o anúncio da Palavra de Deus. Marta não pode exigir que Maria sacrifique a atenção à palavra.  Bonita é a interpretação do místico medieval, o frade dominicano Mestre Eckart que dizia: Marta já sabia trabalhar e servir às mesas sem prejudicar em nada sua atenção à presença e à palavra de Deus. Maria, assim ele diz, ainda estava aprendendo junto de Jesus. Por isso, ela não podia ser interrompida. Maria escolheu o que para ela era a melhor parte. A descrição da atitude de Maria diante de Jesus evoca a outra Maria, da qual Jesus dizia: “Felizes os que ouvem a Palavra e a colocam em prática” (Lc 11,27).

Para um confronto pessoal
1) Como você equilibra na sua vida o desejo de Maria e a preocupação de Marta?
2) À luz da resposta de Jesus para Marta, os apóstolos souberam encontrar uma solução para o problema da comunidade de Jerusalém. A meditação das palavras e gestos de Jesus me ajuda a iluminar os problemas da minha vida?

domingo, 8 de outubro de 2017

NOVENA DE SANTA TERESA DE JESUS


Oração Inicial para todos os dias
Ó Seráfica Teresa, agora que gozais daquele Deus a quem tanto amastes durante a vossa vida, tende compaixão de nós, que ainda estamos no meio de tantos perigos de perde-lo. Obtendo-nos, pelas vossas orações, a graça de irmos convosco amar eternamente o vosso Deus no Céu. Amém.

4° DIA
Dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelos dons eminentes de desejo e resolução que concedestes a vossa muito amada Teresa para chegar ao vosso perfeito amor. Pelos merecimentos desta grande santa, vossa generosa esposa, vos suplicamos um verdadeiro desejo e uma verdadeira resolução de vos agradarmos quanto pudermos. 

Pai Nosso… Ave, Maria… Glória…

LADAINHA DE SANTA TERESA DE JESUS
Senhor tende piedade de nós.
Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.

Santa Maria Rainha e Esplendor do Carmelo,
São José nosso Pai e Senhor
Santo Elias, Profeta de Deus e nosso Pai,

Sta Teresa de Jesus,
Sta Teresa milagre de penitência,
Sta Teresa prodígio de paciência,
Sta Teresa abrasada de amor pelo Espírito Santo,
Sta Teresa apaixonada por Jesus,
Sta Teresa repleta dos favores divinos,
Sta Teresa triunfante sobre o poder das trevas,
Sta Teresa apaixonada por Jesus Eucarístico,
Sta Teresa ardente de desejo pela Eucaristia,

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, Santa Teresa de Jesus
R. Para que sejamos dignos da Promessa de Cristo. Amém.

Oremos: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Segunda-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Lc 10,25-37): Um doutor da Lei se levantou e, querendo experimentar Jesus, perguntou: «Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?». Jesus lhe disse: «Que está escrito na Lei? Como lês?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com todo o teu entendimento; e teu próximo como a ti mesmo!». Jesus lhe disse: «Respondeste corretamente. Faze isso e viverás». Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?». Jesus retomou: «Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o quase morto. Por acaso, um sacerdote estava passando por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu, e moveu-se de compaixão. Aproximou-se dele e tratou-lhe as feridas, derramando nelas óleo e vinho. Depois colocou-o em seu próprio animal e o levou a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou dois denários e entregou-os ao dono da pensão, recomendando: Toma conta dele! Quando eu voltar, pagarei o que tiveres gasto a mais». E Jesus perguntou: «Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?». Ele respondeu: «Aquele que usou de misericórdia para com ele». Então Jesus lhe disse: «Vai e faze tu a mesma coisa».

«Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?»

Rev. Pe. Ivan LEVYTSKYY CSsR (Lviv, Ucrânia)

Hoje, a mensagem evangélica assinala o caminho da vida: «Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração (...) e teu próximo como a ti mesmo!»(Lc 10,27) E porque Deus nos amou primeiro, nos leva à união com Ele. A beata Teresa de Calcutá disse: «Nós necessitamos essa união íntima com Deus na nossa vida quotidiana. Mas, como podemos consegui-la? Através da oração». Estando em união com Deus empeçamos a experimentar que tudo é possível com Ele, inclusive amar teu próximo.

Alguém dizia que o cristão entra na Igreja para amar a Deus e sai para amar ao próximo. O Papa Bento ressalta que o programa cristão —o programa do bom samaritano, o programa de Jesus — é «um coração que vê». Ver e parar! Na parábola, duas pessoas vêm ao necessitado, mas não param. Por isso Cristo reprende os fariseus dizendo: «Tendo olhos, não enxergais, e tendo ouvidos, não ouvis?» (Mc 8,18). Pelo contrário, o samaritano vê e para, tem compaixão e assim salva a vida do necessitado e si mesmo.

Quando o famoso arquiteto catalão Antônio Gaudí foi atropelado por um tranvia, algumas pessoas que passavam não pararam para ajudar aquele ancião ferido. Não levava nenhum documento e pelo aspecto parecia um mendigo. Se tivessem sabido quem era aquele próximo, seguramente tivessem feito fila para ajudá-lo.

Quando praticamos o bem, pensamos que o fazemos pelo próximo, mas realmente também o fazemos por Cristo: «Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!» (Mt 25,40) E meu próximo, disse Bento XVI, é qualquer que tenha necessidade de mim e que eu possa ajudar. Se cada um, ao ver ao próximo em necessidade, parasse e se compadecesse dele uma vez ao dia ou à semana, a crise diminuiria e o mundo seria melhor. «Nada nos faz tão semelhantes a Deus como as boas obras» (San Gregório de Nissa).

«Aquele que usou de misericórdia para com ele»

Ir. Lluís SERRA i Llançana (Roma, Itália)

Hoje, um mestre da Lei faz a Jesus uma pergunta que talvez nós tenhamos feito mais de uma vez: «Que hei de fazer para ter como herança a vida eterna?» (Lc 10,25). Era uma pergunta feita com segundas intenções, pois queria pôr Jesus à prova. O mestre responde sabiamente o que diz a Lei, isto é, amar a Deus e ao próximo como a si mesmo (cf. Lc 10,27). A chave é amar. Se buscarmos a vida eterna, sabemos que «a fé e a esperança passarão, enquanto que o amor não passará nunca» (cf. 1Cor 13,13). Qualquer projeto de vida e qualquer espiritualidade cujo centro não seja o amor nos distancia do sentido da existência. Um ponto de referência importante é o amor a si mesmo, frequentemente esquecido. Somente podemos amar a Deus e ao próximo desde nossa própria identidade.

O mestre da Lei vai mais longe ainda e pergunta a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10,29). A resposta chega através de um conto, de uma parábola, de história curta, sem formulações teóricas complicadas, mas com um grande conteúdo. O modelo de próximo é um samaritano, quer dizer um marginado, um excluído do povo de Deus. Um sacerdote e um levita passam de longe ao ver o homem espancado e mal ferido. Os que parecem estar mais perto de Deus (o sacerdote e o levita) são os que estão mais distantes do próximo. O mestre da Lei evita pronunciar a palavra samaritano para indicar a quem se comportou como próximo do homem mal ferido e diz: «Aquele que usou de misericórdia para com ele» (Lc 10,37).

A proposta de Jesus é clara: «Vai e faze tu o mesmo». Não é a conclusão teórica do debate, e sim o convite a viver a realidade de amor, o qual é muito mais do que um sentimento etéreo, pois se trata de um comportamento que vence as descriminações sociais e que surge do coração da pessoa. São João da Cruz nos recorda que «ao entardecer da vida te examinarão o amor».

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* O evangelho de hoje traz a parábola do Bom Samaritano. Meditar uma parábola é o mesmo que aprofundar a vida, a fim de descobrir dentro dela os apelos de Deus. Ao descrever a longa viagem de Jesus a Jerusalém (Lc 9,51 a 19,28), Lucas ajuda as comunidades a entender melhor em que consiste a Boa Nova do Reino. Ele faz isto apresentando pessoas que vêm falar com Jesus e lhe fazem perguntas. Eram perguntas reais do povo do tempo de Jesus e eram também perguntas reais das comunidades do tempo de Lucas. Assim, no evangelho de hoje, um doutor da lei pergunta: "O que devo fazer para obter a vida eterna?" A resposta, tanto do doutor como de Jesus, ajuda a entender melhor o objetivo da Lei de Deus.

* Lucas 10,25-26: "O que devo fazer para herdar a vida eterna?"
Um doutor, conhecedor da lei, quer provocar Jesus e pergunta: "O que devo fazer para herdar a vida eterna?" O doutor acha que deve fazer algo para poder herdar. Ele quer garantir a herança pelo seu próprio esforço. Mas uma herança não se merece. Herança, nós a recebemos pelo simples fato de sermos filho ou filha. ”Você já não é escravo, mas filho; e se é filho, é também herdeiro por vontade de Deus”. (Gal 4,7). Como filhos e filhas não podemos fazer nada para merecer a herança. Podemos é perdê-la!

* Lucas 10,27-28: A resposta do doutor
Jesus responde com uma nova pergunta: "O que diz a lei?" O doutor responde corretamente. Juntando duas frases da Lei, ele diz:  "Amar a Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e com todo o teu entendimento e ao próximo como a ti mesmo!" A frase vem do Deuteronômio (Dt 6,5) e do Levítico (Lv 19,18). Jesus aprova a resposta e diz: "Faz isto e viverás!" O importante, o principal, é amar a Deus! Mas Deus vem até mim no próximo. O próximo é a revelação de Deus para mim. Por isso, devo amar também o próximo de todo o meu coração, de toda a minha alma, com toda a minha força e com todo o meu entendimento!

* Lucas 10,29: "E quem é o meu próximo?"
Querendo justificar-se, o doutor pergunta: "E quem é o meu próximo?" Ele quer saber para si mesmo: "Em que próximo Deus vem até mim?" Ou seja, qual é a pessoa humana próxima de mim que é revelação de Deus para mim? Para os judeus, a expressão próximo estava ligada ao clã. Quem não era do clã, não era próximo. Conforme o Deuteronômio, eles podiam explorar ao “estrangeiro”, mas não ao “próximo” (Dt 15,1-3). A proximidade era baseada nos laços de raça e de sangue. Jesus tem outra maneira de ver, que ele expressa na parábola do Bom Samaritano.

*. Lucas 10,30-36: A parábola
1. Lucas 10,30: O assalto na estrada de Jerusalém para Jericó
Entre Jerusalém e Jericó encontra-se o deserto de Judá, refúgio de revoltosos, marginais e assaltantes. Jesus conta um caso real que deve ter acontecido muitas vezes. “Um homem ia descendo de Jerusalém para Jericó, e caiu na mão de assaltantes, que lhe arrancaram tudo, e o espancaram. Depois foram embora, e o deixaram quase morto”.

2. Lucas 10,31-32: Passa um sacerdote, passa um levita
Casualmente, passa um sacerdote e, em seguida, um levita. São funcionários do Templo, da religião oficial. Os dois viram o assaltado, mas passaram adiante. Não fizeram nada. Por que não fizeram nada? Jesus não o diz. Ele deixa você supor ou se identificar. Deve ter acontecido muitas vezes, tanto no tempo de Jesus como no tempo de Lucas. Acontece também hoje: uma pessoa de igreja passa perto de um pobre sem dar-lhe ajuda. Pode até ser que o sacerdote e o levita tenham tido a justificativa: "Ele não é meu próximo!" Ou: "Ele está impuro e se eu tocar nele, ficarei impuro também!" E hoje: "Se eu ajudar, perco a missa do domingo e faço pecado mortal!"

3. Lucas 10,33-35: Passa um samaritano
Em seguida, chega um samaritano que estava de viagem. Ele vê, move-se de compaixão, aproxima-se, cuida das chagas, coloca o homem no seu próprio animal, leva-o até a hospedaria, cuida dele durante a noite e, no dia seguinte, dá ao dono da hospedaria dois denários, o salário de dois dias, dizendo: "Cuida dele e o que gastares a mais no meu regresso te pago!" É ação concreta e eficiente. É ação progressiva: chegar, ver, mover-se de compaixão, aproximar-se e partir para a ação. A parábola diz "um samaritano que estava de viagem". Jesus também estava em viagem até Jerusalém. Jesus é o bom samaritano. As comunidades devem ser o bom samaritano.

* Lucas 10,36-37: Quem dos três foi o próximo do homem assaltado?
No início, o doutor tinha perguntado: "Quem é o meu próximo?" Por de trás da pergunta estava a preocupação consigo mesmo. Ele queria saber: "A quem Deus me manda amar, para que eu possa ter a consciência em paz e dizer: Fiz tudo que Deus pede de mim!" Jesus faz outra pergunta: "Quem dos três foi o próximo do homem assaltado?" A condição de próximo não depende da raça, do parentesco, da simpatia, da vizinhança ou da religião. A humanidade não está dividida em próximos e não-próximos. Para você saber quem é o seu próximo, isto depende de você chegar, ver, mover-se de compaixão e se aproximar. Se você se aproximar, o outro será o seu próximo! Depende de você e não do outro! Jesus inverteu tudo e tirou a segurança que a observância da lei poderia dar ao doutor.

* Os Samaritanos.
A palavra samaritano vem de Samaria, capital do reino de Israel no Norte. Depois da morte de Salomão, em 931 antes de Cristo, as dez tribos do Norte se separaram do reino de Judá no Sul e formaram um reino independente (1 Rs 12,1-33). O Reino do Norte sobreviveu durante uns 200 anos. Em 722, o seu território foi invadido pela Assíria. Grande parte da sua população foi deportada (2 Rs 17,5-6) e gente de outros povos foram trazidos para Samaria (2 Rs 17,24). Houve mistura de raça e de religião (2 Rs 17,25-33). Desta mistura nasceram os samaritanos. Os judeus do Sul desprezavam os samaritanos como infiéis e adoradores de falsos deuses (2 Rs 17,34-41). Havia muito preconceito contra os samaritanos. Eles eram mal vistos. Dizia-se deles que tinham uma doutrina errada e que não faziam parte do povo de Deus. Alguns chegaram ao ponto de dizer que ser samaritano era coisa do diabo (Jo 8,48). Muito provavelmente, a causa deste ódio não era só a raça e a religião. Era também um problema político-econômico, ligado à posse da terra. Esta rivalidade perdurava até o tempo de Jesus. Mesmo assim Jesus coloca os samaritanos como exemplo e modelo para os outros.

Para um confronto pessoal
1. O samaritano da parábola não era do povo judeu, mas era ele que fazia o que Jesus pede. Isto acontece hoje? Você conhece gente que não frequenta a igreja mas vive o que evangelho pede? Quem são hoje o sacerdote, o levita e o samaritano?
2. O doutor perguntou: “Quem é o meu  próximo?” Jesus perguntou: “Quem foi próximo do homem assaltado?” São duas perspectivas diferentes: o doutor pergunta a partir de si mesmo. Jesus pergunta a partir das necessidades do outro. Qual é a minha perspectiva?

sábado, 7 de outubro de 2017

NOVENA DE SANTA TERESA DE JESUS


Oração Inicial para todos os dias
Ó Seráfica Teresa, agora que gozais daquele Deus a quem tanto amastes durante a vossa vida, tende compaixão de nós, que ainda estamos no meio de tantos perigos de perde-lo. Obtendo-nos, pelas vossas orações, a graça de irmos convosco amar eternamente o vosso Deus no Céu. Amém.

3° DIA:
Amantíssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelo dom eminente do amor que concedestes a vossa muito amada Teresa. Pelos merecimentos desta grande santa, vossa esposa amantíssima, vos suplicamos o maior, o primeiro de todos os vossos dons - o vosso perfeito amor.

Pai Nosso… Ave, Maria… Glória…

LADAINHA DE SANTA TERESA DE JESUS
Senhor tende piedade de nós.
Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.

Santa Maria Rainha e Esplendor do Carmelo,
São José nosso Pai e Senhor,
Santo Elias, Patriarca do Carmelo,

Sta Teresa de Jesus,
Sta Teresa do coração transverberado pelo dardo do Serafim,
Sta Teresa que buscastes sempre o mais perfeito,
Sta Teresa morta para si mesma e para o mundo,
Sta Teresa amante da vontade de Deus,
Sta Teresa ensinada pelo próprio Deus,
Sta Teresa enriquecida com os tesouros da sabedoria divina,
Sta Teresa Virgem Seráfica,
Sta Teresa Mãe do Coro dos Místicos,

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, Santa Teresa de Jesus
R. Para que sejamos dignos da Promessa de Cristo. Amém.

Oremos: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

XXVII Domingo do Tempo Comum

Textos: Isaias 5, 1-7; Filipenses 4, 6-9; Mateus 21, 33-43

Evangelho (Mt 21,33-43): «Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, cavou nela um lagar para pisar as uvas e construiu uma torre de guarda. Ele a alugou a uns agricultores e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, ele mandou os seus servos aos agricultores para receber seus frutos. Os agricultores, porém, agarraram os servos, espancaram a um, mataram a outro, e a outro apedrejaram. Ele ainda mandou outros servos, em maior número que os primeiros. Mas eles os trataram do mesmo modo. Por fim, enviou-lhes o próprio filho, pensando: ‘A meu filho respeitarão’. Os agricultores, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e tomemos posse de sua herança!’. Então o agarraram, lançaram-no fora da vinha e o mataram. Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses agricultores?». Eles responderam: «Dará triste fim a esses criminosos e arrendará a vinha a outros agricultores, que lhe entregarão os frutos no tempo certo». Então, Jesus lhes disse: «Nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, esta é que se tornou a pedra angular. Isto foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos’? Por isso vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e entregue a um povo que produza frutos».

«Por fim, enviou-lhes o próprio filho, pensando: ‘A meu filho respeitarão’»

P. Jorge LORING SJ (Cádiz, Espanha)

Hoje contemplamos o mistério da recusa de Deus em geral, e de Cristo em particular. Surpreender-nos a reiterada resistência dos homens perante o amor de Deus.

Mas a parábola de hoje refere-se mais especificamente à recusa dos judeus para com Cristo: «Por fim, enviou-lhes o próprio filho, pensando: ‘A meu filho respeitarão’. Os agricultores, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e tomemos posse de sua herança! ’. Então o agarraram, lançaram-no fora da vinha e o mataram» (Mt 21,37-39). Não é fácil entender isto: porque Cristo veio para redimir o mundo inteiro, e os judeus esperam o seu “messias” particular que lhes dê, a eles, o domínio de todo o mundo…

Quando estive na Terra Santa deram-me um prospeto turístico de Israel sobre o local onde estão os judeus mais famosos da história: desde Moisés, Gedeon e Josué até Bem Gurión, que foi o realizador do Estado de Israel. Mas, pelo contrário, nesse prospeto não está Jesus Cristo. E Jesus foi o judeu mais conhecido da história: hoje em dia conhecem-no no mundo inteiro, e há mais de dois mil anos que morreu…

As grandes personagens, ao cabo do tempo, são admiradas, mas não são amadas. Hoje em dia ninguém ama Cervantes ou Miguel Ângelo. Pelo contrário, Jesus é o mais amado de toda a história. Homens e mulheres dão a vida pelo Seu amor. Uns de repente no martírio, outros “gota a gota”, vivendo apenas para Ele. São milhares e milhares no mundo inteiro.

E Jesus é quem mais influenciou a história. Valores que hoje são aceites em todos os lugares, têm origem cristã. Não apenas isto, mas podemos constatar que existe hoje uma aproximação a Jesus Cristo, também por parte dos judeus (“nossos irmãos mais velhos na fé”, como dissera João Paulo II). Peçamos a Deus, particularmente pela conversão dos judeus, pois este povo, de grandes valores, convertido ao catolicismo, pode trazer em grande benefício a toda a humanidade.

“Tudo depende se estou ou não unido a Cristo…”

Pe. Antonio Rivero L.C.

Ou uvas saborosas ou uvas azedas. Tudo depende se estou ou não unido a Cristo, verdadeira Vinha, pois eu sou o sarmento.

A vinha é uma imagem privilegiada para designar o povo da antiga aliança (Israel) e o povo da Nova Aliança (Igreja); por isso é o símbolo eloquente da inteira história da salvação. A primeira leitura, o salmo e o evangelho de hoje estão cheios de alusões à vinha. A parábola de hoje é outra parábola muito intencionada, a dos trabalhadores da vinha que não somente não entregam ao dono os benefícios que lhe competem, mas que maltratam e batem nos seus enviados e matam o filho, para ficar com a vinha e os seus frutos.

Em primeiro lugar, existem duas maneiras de ler esta parábola da vinha: uma em clave histórica ou narrativa, e uma em clave atual. Historicamente, a vinha é o povo hebraico. Deus elegeu livremente este povo, libertou-o do Egito com mão forte e o transplantou com carinho na terra prometida como se transplanta uma vinha. Aqui o encheu de cuidados e de mimos, como faz o vinhateiro com a sua vinha, ou melhor, como faz o esposo com a sua esposa. Cercou-a, defendeu-a dos seus inimigos e das raposas. Mas o que aconteceu? A vinha, em lugar de uva, produziu uvas selvagens. Em lugar de produzir obras de justiça e fidelidade, se rebelou e pagou a Deus com traições, desobediências e infidelidade. Curioso: não se rebelou a vinha, mas os vinhateiros. O que fará Deus? Isaias fala da destruição da vinha (queda de Jerusalém e exílio). Jesus diz que essa vinha será dada a outro destinatário, à Igreja ou o novo Povo de Deus. Deus é livre.

Em segundo lugar, nós somos esse novo Povo de Deus a quem Jesus nos confiou esta vinha que é sua, a Igreja. A situação mudou com Cristo. Agora Ele é a Vinha verdadeira e nós, os sarmentos. Só nos pede permanecer Nele pela oração e pelos sacramentos para dar muito fruto. Deus não repudiará mais a vinha que é a Igreja, porque esta vinha é Cristo; a Igreja é o corpo de Cristo. Não haverá um terceiro “Israel de Deus” depois do povo hebraico e do povo cristão. Mas se a vinha está segura pelo amor do Pai, não acontece o mesmo com os sarmentos individuais. Se não dão fruto, podem ser afastados e jogados fora. É o nosso risco, dos cristãos de hoje, como indivíduos e como grupo.

Finalmente, se aplicarmos a mensagem a cada um particular, as consequências são bem sérias. Deus nos deu tudo. Plantou-nos na Igreja, enxertou-nos em Cristo, nos podou e nos alimentou. Portanto, tem todo o direito de pedir os frutos. O que encontrará? Só folhas? Ou pior, só galhos secos? A Eucaristia nos oferece a possiblidade de reativar o nosso batismo em nós e também a circulação daquela seiva que provem da Vinha. Se não dermos frutos, já sabemos o triste desenlace: nos jogará fora. Por isso nos manda de vez em quando os seus emissários para nos alertar: amigos, catequistas, sacerdotes, luzes, bons exemplos. Prestemos atenção a todos esses emissários.

Para refletir: o que queremos ser: um sarmento unido a Cristo, à sua Palavra, aos seus sacramentos, em estado de crescimento e de conversão, ou um sarmento estéril, rico só nos ramos, isto é, um cristão de palavras e não de fatos? O que damos: cachos suculentos ou abrolhos e espinhos?

Para rezar: Senhor, obrigado por ter me feito ramo de vossa vinha. Senhor, quero que meu ramo esteja forte e bem alimentado com a seiva dos vossos sacramentos. Senhor, que meu ramo dê frutos saborosos de santidade e virtudes, para que quem se aproxime de mim receba o suco do meu exemplo positivo ou de meu conselho acertado. Não permitas, Senhor, que meu ramo venha destruído por algum parasito que queira se introduzir nas suas “veias”.

Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail: arivero@legionaries.org

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

NOVENA DE SANTA TERESA DE JESUS


1. Oração Inicial para todos os dias
Ó Seráfica Teresa, agora que gozais daquele Deus a quem tanto amastes durante a vossa vida, tende compaixão de nós, que ainda estamos no meio de tantos perigos de perde-lo. Obtendo-nos, pelas vossas orações, a graça de irmos convosco amar eternamente o vosso Deus no Céu. Amém.

2° DIA:
Misericordiosíssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelo dom eminente de esperança que concedestes a vossa muito amada Teresa. Pelos méritos desta grande santa, vossa casta esposa, vos suplicamos uma inteira confiança na vossa bondade, pelos merecimentos do vosso Preciosíssimo Sangue que derramastes até a última gota pela nossa salvação.

Pai Nosso… Ave, Maria… Glória…

LADAINHA DE SANTA TERESA DE JESUS
Senhor tende piedade de nós.
Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.

Santa Maria Rainha e Esplendor do Carmelo,
São José nosso Pai e Senhor
Santo Elias, profeta de Deus e nosso pai,

Sta Teresa de Jesus,
Sta Teresa que recebestes a dupla porção do espírito de Elias,
Sta Teresa glória do Carmelo,
Sta Teresa exemplo de perfeição no Carmelo,
Sta Teresa fidelíssima à Regra Carmelita,
Sta Teresa glória da vida monástica,
Sta Teresa devotíssima do santo Escapulário,
Sta Teresa crucificada com Cristo,
Sta Teresa desprendida da glória do mundo,

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, Santa Teresa de Jesus
R. Para que sejamos dignos da Promessa de Cristo.

Oremos: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.