domingo, 10 de agosto de 2014

Segunda-Feira da 19ª semana do Tempo Comum

Sta Clara de Assis
Evangelho (Mt 17,22-27): Quando estava reunido com os discípulos na Galileia, Jesus lhes disse: «O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens, e eles o matarão, mas no terceiro dia ressuscitará». E os discípulos ficaram extremamente tristes.  Quando chegaram a Cafarnaum, os que cobravam o imposto do templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: «O vosso mestre não paga o imposto do templo? ». Pedro respondeu: «Paga, sim! ». Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se e perguntou: «Simão, que te parece: os reis da terra cobram impostos ou tributos de quem, do próprio povo ou dos estranhos? ». Ele respondeu: «Dos estranhos! » — «Logo os filhos estão isentos», retrucou Jesus, «mas, para não escandalizar essa gente, vai até o lago, lança o anzol e abre a boca do primeiro peixe que pescares. Ali encontrarás uma moeda valendo duas vezes o imposto; pega-a e entrega a eles por mim e por ti».

Comentário: P. Joaquim PETIT Llimona, L.C. (Barcelona, Espanha)

Quando estava reunido com os discípulos na Galileia

Hoje, a liturgia oferece-nos diferentes possibilidades para nossa consideração. Entre elas, podemos deter-nos em algo que está presente no texto todo: o trato familiar de Jesus com os discípulos.

Diz São Mateus que Jesus «estava reunido com os discípulos na Galileia» (Mt 17,22). Pareceria evidente, mas o fato de mencionar que estavam juntos demonstra a proximidade de Cristo. Depois, abre-lhes seu Coração para confiar-lhes o caminho de sua Paixão, Morte e Ressurreição, ou seja, algo que Ele tem no seu interior e, não quer que aqueles que ama tanto, ignorem-no. Posteriormente, o texto comenta o episódio do pagamento dos impostos, e o evangelista também nos amostra o trato de Jesus que, coloca-se ao mesmo nível do que Pedro, contrapondo aos filhos (Jesus e Pedro) isentos de pagar os impostos e dos estranhos obrigados a pagá-los. Cristo, afinal, mostra-lhe como conseguir o dinheiro necessário para pagar não só por Ele, mas pôr os dois e, evitar ser motivo de escândalo.

Em todos estes fatos descobrimos uma visão fundamental da vida cristã: é o afã de Jesus por estar conosco. Diz o Senhor no livro dos Provérbios: «alegrando-me em estar com os filhos dos homens» (Prov 8,31). Como muda, a nossa realidade, o nosso enfoque da vida espiritual na qual às vezes pomos apenas a atenção nas coisas que fazemos como se fosse o mais importante! A vida interior deve centrar-se em Cristo, em seu amor por nós, em sua entrega até a morte por mim, na sua persistente busca do nosso coração. Muito bem o expressava João Paulo II em um dos seus encontros com os jovens: o Papa exclamou com voz forte: «Olhe Ele! ».

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* Os cinco versículos do evangelho de hoje falam de dois assuntos bem diferentes um do outro: 1) Trazem o segundo anúncio da paixão, morte e ressurreição de Jesus (Mt 17,22-23):  2) Informam sobre a conversa de Jesus com Pedro sobre o pagamento das taxas e impostos ao templo (Mt 17,24-27).

* Mateus 17,22-23: O anúncio da morte e ressurreição de Jesus
O primeiro anúncio (Mt 16,21) havia provocado uma forte reação da parte de Pedro que não quis saber de sofrimento nem de cruz. Jesus tinha respondido com a mesma força: “Atrás der mim, satanás!” (Mt 16,23) Aqui, no segundo anúncio, a reação dos discípulos é mais branda, menos agressiva. O anúncio provoca tristeza. Parece que eles começam a compreender que a cruz faz parte do caminho. A proximidade da morte e do sofrimento pesa neles, gerando desânimo. Por mais que Jesus procurasse ajuda-los, a resistência de séculos contra a ideia de um messias crucificado era maior.

* Mateus 17,24-25a: A pergunta dos fiscais do imposto a Pedro
Quando chegaram em Cafarnaum, os fiscais do imposto do Templo perguntaram a Pedro: "O mestre de vocês não paga o imposto do Templo?"  Pedro responde: “Paga sim!” Desde os tempos de Neemias, (Séc. V aC), os judeus que tinham voltado do cativeiro da Babilônia, comprometeram-se solenemente em assembleia a pagar vários impostos e taxas para poder manter funcionando o culto no Templo e para cuidar da manutenção tanto do serviço sacerdotal como do prédio do Templo (Ne 10,33-40). Pelo que transparece na resposta de Pedro, Jesus pagava este imposto como, aliás, todos os judeus faziam.

* Mateus 17,25b-26: A pergunta de Jesus a Pedro sobre o imposto
É curiosa a conversa entre Jesus e Pedro. Quando eles chegam em casa, Jesus pergunta: "O que é que você acha, Simão? De quem os reis da terra recebem taxas ou impostos: dos filhos ou dos estrangeiros?" Pedro respondeu: "Dos estrangeiros!" Então Jesus disse: "Isso quer dizer que os filhos não precisam pagar!” Provavelmente, aqui se reflete uma discussão entre os judeus cristãos anterior à destruição do Templo no ano 70. Eles se perguntavam se deviam ou não continuar a pagar o imposto do Templo, como faziam antes. Pela resposta de Jesus, eles descobrem que não há obrigação de pagar esse imposto: “Os filhos não precisam pagar”. Os filhos são os cristãos. Mas mesmo não havendo obrigação, a recomendação de Jesus é pagar para não provocar escândalo.

* Mateus 17,27: A conclusão da conversa sobre o pagamento do imposto
Mais curiosa do que a conversa é a solução que Jesus dá à questão. Ele diz a Pedro: “Para não provocar escândalo, vá ao mar, e jogue o anzol. Na boca do primeiro peixe que você pegar, vai encontrar uma moeda de prata para pagar o imposto. Pegue-a, e pague por mim e por você". Milagre curioso! Tão curioso como aquele dos 2000 porcos que se precipitaram no mar (Mc 5,13). Qualquer que seja a interpretação deste fato miraculoso, esta maneira de solucionar o problema sugere que se trata de um assunto que não tem muita importância para Jesus.

Para um confronto pessoal
1) O sofrimento e a cruz abateram e entristeceram os discípulos. Isto já aconteceu na sua vida?
2) Como você entende o episódio da moeda encontrada na boca do peixe?

sábado, 9 de agosto de 2014

IX domingo do Tempo Comum (2)

Textos: 1 Re 19, 9.11-13; Rm 9, 1-5; Mt 14, 22-33

A barca sacudida pelas ondas porque o vento era contrário.

Pe. Antonio Rivero, L.C.

Este é um dos episódios evangélicos que melhor ilustra, por uma parte, a situação da comunidade cristã (a de Mateus e a de todos os tempos) no seu caminho histórico em meio da dificuldade e da tribulação; e por outra, a presença permanente do Senhor ressuscitado na barca de Pedro.

Em primeiro lugar, de que barca se trata? A barca golpeada pelas ondas e pelo vento são bom símbolo de muitas situações pessoais e comunitárias que se repetem na história e na nossa vida. E se trata de ventos fortes. Não só alísios – ventos suaves, regulares, não violentos, - mas monções – quentes com chuvas-, e gélidos e mortais. Elias, depois de muito sucesso contra os profetas e os sacerdotes de Baal, fugiu para o deserto perseguido de morte pela rainha Jezabel. Perdeu a paciência. Já não queria ser profeta. Tudo eram decepções. Para que continuar? Do mesmo modo, vemos o caso de Pedro no Evangelho: sua barca, símbolo da Igreja, cujo primeiro piloto seria ele mesmo, encontra-se em situação comprometida. Parece que vai afundar. Não vai dar pé. Vinte e um séculos de tempestades e ondas encrespadas contra a barca de Pedro, começando com as perseguições romanas, passando pelas heresias e cismas, e hoje por tanta confusão doutrinal, que querem fazer naufragar esta barca em matéria, moral, matrimonial, litúrgica e exegética.

Em segundo lugar, que Pedro e seus companheiros fazem? O medo se apodera deles. Pedro não teme afundar, mas afunda porque teme. A dúvida faz com que perca a segurança e começa a afundar. Mateus quer mostrar o itinerário espiritual do primeiro apóstolo: quando Jesus se apresenta, então ele o reconhece; solicita seu chamado e o segue com confiante audácia. Titubeia, falha na hora do perigo, mas Jesus o salva. Figura exemplar para a Igreja. A comunidade em meio da tormenta se esquece do Jesus da solidariedade e o vê como um fantasma se aproximando na escuridão. Quer ir até Ele, mas se deixa amedrontar pelas forças adversas. O Evangelho nos convida a fazer uma experiência total de Jesus, rompendo nossos prejuízos e nossas seguranças. Devemos deixar que Jesus nos fale através do livro da Bíblia e do livro da vida. Cristo nos convida a não duvidar, pois Ele está na barca. Ele nos diz: “Coragem, sou eu, não tenhais medo”.

Finalmente, que devemos fazer quando parece que nos afogamos num copo d’água? Entre o temor e a esperança, devemos desejar a presença do Senhor. Resignar-se à ausência não é bom sinal para a fé. A fé gera confiança e esta se manifesta na ousadia que vence o medo. Afundamos quando nos apoiamos só em nossas forças ou razões. Não são nosso próprio poder e saber o que nos mantém de pé, mas é a força do Senhor. A autoestima é boa conquanto não degenere na autossuficiência. Não nos cansemos de confessar em nossa barca diariamente: “Realmente, tu és o Filho de Deus”. Este é o anúncio que deve se desprender de nossos lábios e de nossa vida.

Para refletir:
1. quais ondas agitam a minha barca? Clamo a Jesus com a força da fé para que Ele me salve?
2.Quantas vezes escutei de Cristo: “Homem de pouca fé”?
3. Penso que minha vida cristã deve ser sempre um mar de rosas?

Você pode entrar em contato com o Pe. Antonio neste e-mail: arivero@legionaries.org

IX domingo do Tempo Comum

Evangelho Mt 14, 22-33 - Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma! » E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais! » Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas. » «Vem» - disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor! » Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste? » E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus! »

«Tu és, realmente, o Filho de Deus! »

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só.

Depois de despedir a multidão e de obrigar os discípulos a embarcar para a outra margem, Jesus “subiu a um monte para orar, a sós”. Mateus só se refere à oração de Jesus por duas vezes: aqui e no episódio do Getsêmani (cf. Mt 26,36): em ambos os casos, a oração precede um momento de prova para os discípulos.

O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.

Enquanto Jesus está em diálogo com o Pai, os discípulos estão sozinhos, em viagem pelo lago. Essa viagem, no entanto, não é fácil nem serena. É de noite; o barco é açoitado pelas ondas e navega dificilmente, com vento contrário. Os discípulos estão inquietos e preocupados, pois Jesus não está com eles.

O quadro refere-se, certamente, à situação da comunidade a que Mateus destina o seu Evangelho (e que não será muito diferente da situação de qualquer comunidade cristã, em qualquer tempo e lugar). A “noite” representa as trevas, a escuridão, a confusão, a insegurança em que tantas vezes “navegam” através da história os discípulos de Jesus, sem saberem exatamente que caminhos percorrer nem para onde ir. As “ondas” que açoitam o barco representam a hostilidade do mundo, que bate continuamente contra o barco em que viajam os discípulos. Os “ventos contrários” representam a oposição, a resistência do mundo ao projeto de Jesus – esse projeto que os discípulos testemunham. Quantas vezes, na sua viagem pela história, os discípulos de Jesus se sentem perdidos, sozinhos, abandonados, desanimados, desiludidos, incapazes de enfrentar as tempestades que as forças da morte e da opressão (o “mar”) lançam contra eles.

De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma! » E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais! »

É aí, precisamente, que Jesus manifesta a sua presença. Ele vai ao encontro dos discípulos “caminhando sobre o mar” (vers. 26). No contexto da catequese judaica, só Deus “caminha sobre o mar” (Jo 9,8b; 38,16; Sal 77,20); só Ele faz “tremer as águas e agitarem-se os abismos” (Sal 77,17); só Ele acalma as ondas e as tempestades (cf. Sal 107,25-30). Jesus é, portanto, o Deus que vela pelo seu Povo e que não deixa que as forças da morte (o “mar”) o destruam. A expressão “sou Eu” reproduz a fórmula de identificação com que Deus se apresenta aos homens no Antigo Testamento (cf. Ex 3,14; Is 43,3.10-11); e a exortação “tende confiança, não temais” transmite aos discípulos a certeza de que nada têm a temer porque Jesus, o Deus que vence as forças da morte e da opressão acompanha a par e passo a sua caminhada histórica e dá-lhes a força para vencer a adversidade, a solidão e a hostilidade do mundo.

 10 de agosto - São Lourenço, Diácono e Mártir
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas. » «Vem» - disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor! » Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste? »

Depois, Mateus narra uma cena exclusiva, que não é apresentada por nenhum outro evangelista: a do diálogo entre Pedro e Jesus (vers. 28-33). Tudo começa com o pedido de Pedro: “se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas”. Pedro sai do barco e vai, de facto, ao encontro de Jesus; mas, assustando-se com a violência do vento, começa a afundar-se e pede a Jesus que o salve. Assim acontece, embora Jesus censure a sua pouca fé e as suas dúvidas.

Pedro é, aqui, o porta-voz e o representante dessa comunidade dos discípulos que vai no barco (a Igreja). O episódio reflete a fragilidade da fé dos discípulos, sempre que têm de enfrentar as forças da opressão, do egoísmo, da injustiça. Jesus comunicou aos seus o poder de vencerem todos os poderes deste mundo que se opõem à vida, à libertação, à realização, à felicidade dos homens. No entanto, enquanto enfrentam as ondas do mundo hostil e os ventos soprados pelas forças da morte, os discípulos debatem-se entre a confiança em Jesus e o medo. Mateus refere-se, desta forma, à experiência de muitos discípulos (da sua comunidade e das comunidades cristãs de todos os tempos e lugares) que seguem a Jesus de forma decidida, mas que se deixam abalar quando chegam as perseguições, os sofrimentos, as dificuldades. Então, começam a afundar-se e a ser submergidos pelo “mar” da morte, da frustração, do desânimo, da desilusão. No entanto, Jesus lá está para lhes estender a mão e para os sustentar.

E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus! »

Finalmente, a desconfiança dos discípulos transforma-se em fé firme: “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus” (vers. 33). É para aqui que converge todo o relato. Esta confissão reflete a fé dos verdadeiros discípulos, que veem em Jesus o Deus que vence o “mar”, o Senhor da vida e da história que acompanha a caminhada dos seus, que lhes dá a força para vencer as forças da opressão e da morte, que lhes estende a mão quando eles estão desanimados e com medo e que não os deixa afundar.

Quando é que os discípulos fizeram a descoberta de que Jesus era o Deus vencedor do pecado e da morte? Naturalmente, após a Páscoa, quando perceberam plenamente o mistério de Jesus (perceberam que Ele não era “um fantasma”), sentiram a sua presença no meio da comunidade reunida, experimentaram a sua ajuda nos momentos difíceis da caminhada, sentiram que Ele lhes transmitia a força de enfrentar as adversidades e a hostilidade do mundo, sentiram que Ele estava lá, estendendo-lhes a mão, nos momentos de fraqueza, de dificuldade, de falta de fé. É esta mesma experiência que Mateus nos convida também a fazer.

Se somos sinceros, devemos confessar que há uma distância enorme entre o crente que professamos ser e o crente que somos na realidade. Que fazer ao constarmos em nós uma fé, às vezes, tão frágil e vacilante?

Primeiro, não desesperar nem assustar-se ao descobrir em nós dúvidas e hesitações. A busca de Deus vive-se quase sempre na insegurança, na obscuridade e no risco. É “tateando” que se procura Deus. Não devemos esquecer que muitas vezes “a fé genuína só pode aparecer como dúvida superada” (Ladislao Boros).

O importante é aceitar o mistério de Deus com o coração aberto. A nossa fé depende da verdade da relação com ele. E não é necessário esperar que as nossas interrogações e dúvidas se resolvam para viver, verdadeiramente, diante desse Pai.

Por isso, o importante é saber clamar como Pedro: “Senhor, salva-me”. Saber levantar para Deus as nossas mãos vazias, não só como gesto de súplica, mas também como entrega confiante de alguém que se sabe pequeno, ignorante e necessitado de salvação. Não esqueçamos que a fé é “caminhar sobre as águas”, mas com a possibilidade de encontrar sempre essa mão que nos salva quando nós começamos a afundar.

MEDITAÇÃO
* Busco um lugar a sós para estar com Deus, a exemplo de Jesus?
* Nas tempestades da vida, sinto medo ou confio que Deus me vai ajudar?
* Quando os problemas parecem maiores, estou atento a Deus que me indica o caminho?
* Sou capaz de confiar em Jesus a ponto de fazer tudo o que me pede e me ensina?
* Tenho colocado minha confiança no poder de Deus ou em minhas próprias forças?
* Reconheço Jesus como o Filho de Deus? É Jesus a força em quem confio?
* Quando estou afundando em meus problemas, sou capaz de recorrer a Jesus?

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

9 de agosto

Santa Teresa Benedita da Cruz
Virgem de nossa Ordem e Mártir
Edith Stein, filha de pais judaicos, nasceu em Breslau no dia 12 de outubro de 1891. Tendo-se dedicado aos estudos filosóficos, empenhou-se perseverantemente na procura da verdade, até que encontrou a fé em Deus e se converteu à Igreja Católica. Foi batizada no dia 1 de janeiro de 1922. Desde então serviu a Deus na função de professora e escritora. Agregada às irmãs carmelitas em 1933 com o nome Teresa Benedita da Cruz por ela escolhida, dedicou a sua vida ao serviço do povo judaico e do povo alemão. Deixando a Alemanha por causa da perseguição aos judeus, foi recebida a 31 de dezembro de 1938 no convento das carmelitas de Echt (Holanda). No dia 2 de agosto de 1942 foi presa pelas autoridades que exerciam o poder aterrador na Alemanha e enviada para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau (Polônia), destinado ao genocídio do povo judaico. Aí foi cruelmente morta no dia 9 de agosto.

Salmodia, Leitura, Responsório breve e Preces do Dia Corrente.

Cântico evangélico (Benedictus)
Ant. Quem perder a vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.

Oração
Senhor, Deus dos nossos pais, que conduzistes a mártir Teresa Benedita ao conhecimento do vosso Filho crucificado e à sua imitação até à morte, concedei, pela sua intercessão, que todos os homens conheçam o Salvador, Jesus Cristo, e por Ele cheguem à perpétua visão do vosso rosto. Por Nosso Senhor.

Cântico evangélico (Magnificat)
Ant. Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só. Mas se morrer, dá muito fruto. 

Sábado XVIII do Tempo Comum

Sta Teresa Benedita OCD, Virgem e Martir
Evangelho (Mt 17,14-20): Naquele tempo, alguém aproximou-se de Jesus, caiu de joelhos e disse: «Senhor, tem compaixão do meu filho. Ele tem crises de epilepsia e passa mal. Muitas vezes cai no fogo ou na água. Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!». Jesus tomou a palavra: «Ó geração sem fé e perversa! Até quando vou ficar convosco? Até quando vou suportar-vos? Trazei aqui o menino». Então Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino, que ficou curado a partir dessa hora. Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: «Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?». Ele respondeu: «Por causa da fraqueza de vossa fé! Em verdade vos digo: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: 'Vai daqui para lá', e ela irá. Nada vos será impossível».

Comentário: Rev. D. Fidel CATALÁN i Catalán (Terrassa, Barcelona, Espanha)

Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda (...) nada vos será impossível

Hoje, uma vez mais, Jesus dá a entender que a medida dos milagres é a medida de nossa fé: «Eu vos asseguro: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: Vai daqui para lá, e ela irá» (Mt 17,20). De fato, como fazem notar São Jerônimo e Santo Agostinho, na obra de nossa santidade (algo que claramente supera as nossas forças) se realiza esse deslocar-se o monte. Por tanto, os milagres aí estão e, se não vemos mais é porque não lhe permitimos os fazer por nossa pouca fé.

Ante uma situação desconcertante e para todos incompreensível, o ser humano reage de diversas maneiras. A epilepsia era considerada como uma doença incurável e que sofriam as pessoas que se encontravam possuídas por algum espírito maligno.

O pai daquela criatura expressa seu amor para o filho buscando sua cura integral, e vai a Jesus. Sua ação é mostrada como um verdadeiro ato de fé. Ele se ajoelha ante Jesus e o impreca diretamente com a convicção interior de que sua petição será escutada favoravelmente. A maneira de expressar a demanda mostra, ao mesmo tempo, a aceitação de sua condição e, o reconhecimento da misericórdia Daquele que pode sentir compaixão dos outros.

Aquele pai menciona o fato de que os discípulos não puderam jogar àquele demônio. Esse elemento introduz a instrução de Jesus fazendo notar a pouca fé dos discípulos. Segui-lo a Ele, se fazer discípulo, colaborar em sua missão pede uma fé profunda e bem fundamentada, capaz de suportar adversidades, contratempos, dificuldades e incompreensões. Uma fé que é efetiva porque está solidamente enraizada. Em outros fragmentos evangélicos, Jesus Cristo mesmo lamenta a falta de fé de seus seguidores. A expressão «nada vos será impossível» (Mt 17,20) expressa com toda a força a importância da fé no seguimento do Mestre.

A Palavra de Deus põe na nossa frente a reflexão sobre a qualidade de nossa fé e, a maneira como a aprofundamos e, nos lembra aquela atitude do pai de família que se aproxima a Jesus e lhe roga com a profundidade do amor de seu coração.

Reflexões de Frei Carlos Mesters, OCarm

A força da fé. Depois de sua transfiguração, Jesus e a pequena comunidade dos seus discípulos se volta para as pessoas antes de regressar para a Galileia (v. 22) e chegar a Cafarnaum (v. 24). Enquanto Jesus está entre as pessoas, se aproxima dele um homem e pede com insistência para que intervenha sobre o mal que mantém aprisionado o filho. A descrição anterior à intervenção de Jesus é verdadeiramente precisa: é um caso de epilepsia com todas as suas consequências patológicas em um nível psíquico. No tempo de Jesus, esse tipo de doença era atribuída a forças do mal, e, especificamente como obra de Satanás, o inimigo de Deus e do homem e, portanto, a origem do mal e de todos os males. Neste caso, onde as forças do mal emergem persistentemente acima da capacidade humana, os discípulos se sentem incapazes de curar o jovem (vv.16-19) por causa de sua pouca fé (v. 20).

Para o evangelista, este jovem epiléptico é símbolo daqueles que desprezam o poder da fé (v. 20), aqueles que não estão cientes da presença de Deus entre eles (v. 17). A presença de Deus em Jesus, que é o Emmanuel, não é reconhecida; não é suficiente entender algo sobre Jesus, é necessária a verdadeira fé. Jesus, depois de repreender as pessoas, manda trazer o jovem: “Traga-o aqui” (v. 17), cura-o e o liberta no momento em que o demônio grita. Não basta o milagre da cura de uma única pessoa, é também necessário curar a fé incerta e fraca dos discípulos. Jesus se aproxima deles, que estão confusos ou atordoados com sua impotência: “Por que não pudemos nós expulsar este demônio?” (v. 20). A resposta de Jesus é clara: “Por causa de vossa falta de fé.” Jesus pede uma fé capaz de mover montanhas do próprio coração para se identificar com sua pessoa, com sua missão, com seu poder divino.

É verdade que os discípulos deixaram tudo para seguir a Jesus, mas não puderam curar o menino epiléptico por causa de sua “pouca fé”. Não se trata falta de fé e sim de fé fraca, hesitante para os céticos, com predomínio da desconfiança e da dúvida. É uma fé não se enraizada plenamente no relacionamento com Cristo. Jesus se excede na linguagem, quando ele diz: “Se tiverdes fé, como um grão de mostarda“, poderão mover montanhas; é uma exortação para deixar-se a conduzir na ação pelo poder da fé, o que se torna especialmente forte nos momentos de provação e sofrimento, e atinge a maturidade, quando não se escandaliza mais com o escândalo da cruz. A fé pode fazer qualquer coisa, desde que se renuncie a confiar nas próprias capacidades humanas, pode mover montanhas. Os discípulos e a comunidade primitiva experimentaram que a incredulidade não se vence só através da oração e do jejum, mas que é necessário unir-se à morte e ressurreição de Jesus.

Para um confronto pessoal
1) Na meditação desta passagem, observamos como os discípulos se situam diante do epilético e diante de próprio Jesus. Você descobre o seu caminho de relacionamento com Jesus e com outros pela força da fé?
2) Jesus, desde a cruz, dá testemunho do Pai e o revela totalmente. A palavra de Jesus que você têm meditado te pede uma adesão total: Você se sente comprometido cada dia em mover as montanhas do seu coração que se interpõem entre o seu egoísmo e a vontade de Deus

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Sexta-feira da 18ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 16,24-28): Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: «Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. De fato, que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida? Ou que poderá alguém dar em troca da própria vida? Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. Em verdade, vos digo: alguns dos que estão aqui não provarão a morte sem antes terem visto o Filho do Homem vindo com o seu Reino».

Comentário: Rev. D. Pedro IGLESIAS Martínez (Rubí, Barcelona, Espanha)

Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.

Hoje, o Evangelho nos coloca claramente diante do mundo. É radical na sua abordagem, não admitindo ambiguidades: «Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me» (Mt 16,24). Em numerosas ocasiões, perante o sofrimento causado por nós mesmos ou pelos outros ouvimos: «Devemos suportar a cruz que Deus nos manda... Deus quis que fosse assim...», e vamos acumulando sacrifícios como cupons em uma cartela, que apresentaremos à auditoria celestial no dia que tivermos que prestar contas.

O sofrimento não tem valor algum em si mesmo. Cristo não era um estoico: sentia sede, fome, cansaço, não gostava de ser deixado só, se deixava ajudar... Onde podia aliviava a dor, física e moral. Que acontece então?

Antes de carregarmos a nossa “cruz”, primeiramente devemos seguir a Cristo. Não se sofre e depois se segue a Cristo... Cristo se segue por Amor, e é a partir daí que se compreende o sacrifício, a negação pessoal: «Quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará» (Mt 16,25). É o amor e a misericórdia o que nos leva ao sacrifício. Todo amor verdadeiro gera sacrifício de uma forma ou de outra, mas nem todo sacrifício gera amor. Deus não é sacrifício; Deus é Amor, e só esta perspectiva dá sentido à dor, ao cansaço e às cruzes de nossa existência segundo o modelo de homem que o Pai nos revelou em Cristo. Santo Agostinho afirmou: «Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento».

No correr da nossa vida, não busquemos uma origem divina para os sacrifícios e as penúrias: «Por que Deus me mandou isto?», mas busquemos um “uso divino” para o que nos acontece: «Como posso fazer disso, um ato de fé e de amor?». É assim que seguimos a Cristo e, como —com certeza— seremos merecedores do olhar misericordioso do Pai. O mesmo olhar com que contemplou o seu Filho na Cruz.

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* Os cinco versículos do evangelho de hoje são a continuidade das palavras de Jesus a Pedro que meditamos ontem. Jesus não esconde nem abranda as exigências do discipulado. Não permitiu que Pedro tomasse a dianteira e o colocou no seu devido lugar: “Atrás de mim!” O evangelho de hoje explicita estas exigências para todos nós;

* Mateus 16,24: Tome a sua cruz e siga-me
Jesus tira as conclusões que valem até hoje: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e me siga”. Naquele tempo, a cruz era a pena de morte que o império romano impunha aos marginais e bandidos. Tomar a cruz e carregá-la atrás de Jesus era o mesmo que aceitar ser marginalizado pelo sistema injusto que legitimava a injustiça. A Cruz não é fatalismo, nem é exigência do Pai. A Cruz é a consequência do compromisso livremente assumido por Jesus de revelar a Boa Nova de que Deus é Pai e que, portanto, todos e todas devem ser aceitos e tratados como irmãos e irmãs. Por causa deste anúncio revolucionário, Jesus foi perseguido e não teve medo de dar a sua vida. Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão (Jo 15,13). O testemunho de Paulo na carta aos Gálatas mostra o alcance concreto de tudo isto: “Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo”.  (Gal 6,14) E ele termina aludindo às cicatrizes das torturas que sofreu: “De agora em diante ninguém mais me moleste, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gal 6,17).

* Mateus 16,25-26: Quem perde a vida por causa de mim vai encontrá-la
Estes dois versículos explicitam valores humanos universais que confirmam a experiência de muitos, cristãos e não cristãos. Salvar a vida, perder a vida, encontrar a vida. A experiência de muitos ensina o seguinte: Quem vive atrás de bens e de riqueza, nunca fica saciado. Quem se doa aos outros se esquecendo a si mesmo, sente uma grande felicidade. É a experiência das mães que se doam, e de tanta gente que não pensa em si, mas nos outros. Muitos fazem e vivem assim quase por instinto, como algo que vem do fundo da alma. Outros fazem assim, porque tiveram uma experiência dolorosa de frustração que os levou a mudar de atitude. Jesus tem razão em dizer: Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la”. Importante é o motivo: “por causa de mim”, ou como diz em outro lugar: “por causa do Evangelho” (Mc 8,35). E ele termina: “Com efeito, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que um homem pode dar em troca da sua vida?”Esta última frase evoca o salmo onde se diz que ninguém é capaz de pagar o preço do resgate da vida: “O homem não pode comprar seu próprio resgate, nem pagar a Deus o preço de si mesmo. É tão caro o resgate da vida, que nunca bastará para ele viver perpetuamente, sem nunca ver a cova”.  (Sl 49,8-10).

*  Mateus 16,27-28: O Filho do Homem retribuirá a cada uma conforme a sua conduta
Estes dois versículos se referem à esperança do povo com relação à vinda do Filho do Homem no fim dos tempos como juiz da humanidade, como é apresentado na visão do profeta Daniel (Dn 7,13-14). O primeiro versículo diz: “O Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a própria conduta” (Mt 16,27). Nesta frase se fala da justiça do Juiz. Cada um vai receber conforme a sua própria conduta. O segundo versículos diz: “Alguns daqueles que estão aqui, não morrerão sem terem visto o Filho do Homem vindo com o seu Reino”. (Mt 16,28). Esta frase é um aviso para ajudar a perceber a vinda de Jesus como Juiz nos fatos da vida. Alguns achavam que Jesus viria logo (1Ts 4,15-18). Jesus, de fato, veio e já estava presente nas pessoas, sobretudo nos pobres. Mas eles não o percebiam. Jesus mesmo tinha dito: “Aquela vez que você ajudou o pobre, o doente, o sem casa, o preso, o peregrino, era eu!” (Mt 25,34-45)

Para um confronto pessoal
1. Quem perde a vida vai ganhá-la. Qual a experiência que tenho neste ponto?
2. As palavras de Paulo: “Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo”. Tenho coragem de repeti-las na minha vida?

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

7 de agosto

SANTO ALBERTO DE TRAPANI
PRESBÍTERO E PAI DE NOSSA ORDEM


Nasceu em Trapani, na Sicília, no séc.XIII. Distinguiu-se no seu tempo pelo seu amor à pregação evangélica, pela força dos seus milagres e pelo seu temo amor à Virgem Maria. No ano de 1296 governava a Província carmelitana da Sicília como provincial. Célebre pelo seu apaixonado amor à pureza e à oração, morreu em Messina, provavelmente em 1307.

INVITATÓRIO
Ant. Vinde adoremos a Cristo, ornamento dos sacerdotes!

LAUDES
Hino
Celebremos Santo Alberto,
Que a lei teve por guia,
a alma, deu a Maria,
Estrela e Caminho certo.

Não importa a pouca idade:
eis que avança alegremente,
casto, pobre e obediente,
na senda da santidade.

No ardor da pregação
sua alma se consome
por tantos que têm fome
do anúncio da Salvação.

Sê amparo, Alberto santo,
dos que, abraçados à cruz,
procuram seguir Jesus,
sorrindo por entre o pranto.

Glória ao Pai Onipotente,
glória a Cristo Redentor,
que com o Espírito de Amor
vive e reina eternamente.

Ant. 1 Quem tem mãos inocentes e puro o coração, esse subirá à montanha do Senhor.

Salmos e Cântico do Domingo da I Semana.

Ant. 2 Cristo o glorificou com bondade admirável por causa da pureza do seu coração.

Ant. 3 Por ter abandonado este mundo, Cristo lhe concedeu a vida suspirada.

Leitura breve: Eclo (Sr) 50,6-7.10
Era como a estrela da manhã no meio das nuvens, como a lua nos dias da sua plenitude, como o sol a resplandecer sobre o Templo do Altíssimo, como o arco-íris a brilhar entre névoas de glória, como um vaso de ouro maciço adornado com toda variedade de pedras preciosas.

Responsório breve
R. Foi-me concedida a graça de anunciar as inefáveis
riquezas de Cristo. R. Foi-me concedida.
V. Para que seja manifestada pela Igreja a multiforme sabedoria de Deus. *
As inefáveis. Glória ao Pai. R. Foi-me.

Cântico evangélico
Ant. Santo Alberto, servo de Cristo, guie os nossos passos e nos ensine os caminhos da paz.

Preces
Bendigamos, irmãos, a Jesus Cristo, Pontífice da nossa fé, que é admirável nos seus Santos e adornou também a nossa Ordem com a santidade e a justiça. E peçamos jubilosos:

R. Fazei-nos santos, porque Vós sois santo.

Vós, que prometestes a visão de Deus aos puros de coração,
- sarai, purificai e inflamai os corações dos vossos servos. R.

Vós, que desejastes que a Boa Nova fosse proclamada até os confins da terra,
- concedei zelo e fidelidade aos anunciadores do Reino. R

Vós, que nunca privastes a vossa Igreja da presença do vosso admirável poder,
- curai os doentes, aliviai os oprimidos, fortalecei os fracos. R.

Vós, que através dos vossos representantes na terra continuais a ser o único Pastor da Igreja,
- tornai-nos dignos de ter guias santos e seguros. R.

Vós, que destes ao Carmelo vossa Mãe como nossa Mãe e Padroeira,
_ com a sua ajuda e intercessão gravai em nós mais profundamente a vossa imagem. R.
intenções livres

Pai Nosso ...

Oração
Senhor, que fizestes de Santo Alberto modelo de pureza e oração, e fiel servidor de Maria, concedei que, investidos destas mesmas virtudes, possamos encontrar-nos no eterno banquete da vossa Glória. Por N.S.J.C.

VÉSPERAS
Hino
Tu, Alberto, foste luz,
que iluminou Messina,
tal como outrora Jesus
nas terras da Palestina.

Como Ele tu passaste
fazendo o bem e curando
a todos os que encontraste
duras penas suportando.

Quantos foram socorridos
por tua mão benfazeja!. .
E aqueles que, convertidos,
encontram Cristo na Igreja!

Pois que semeaste em paz
a Palavra da Verdade,
como estrela brilharás
por toda a eternidade.

Ant. 1 Quem vive sem mancha e pratica a justiça descansará na montanha do Senhor.

Salmos e Cântico do Comum dos Pastores.

Ant. 2 Como sol refulgente brilhou no templo do Senhor.

Ant. 3 Os Santos cantavam um cântico novo diante do trono de Deus e do Cordeiro, e as suas vozes enchiam a terra.

Leitura breve: Rm 8,28-30
Sabemos que tudo contribui para o bem dos que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação de acordo com o projeto de Deus, pois os que Deus contemplou com o seu amor desde sempre, a esses predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho, para que este seja o Primogênito numa multidão de irmãos. E aqueles que Deus predestinou, também os chamou; e aos que chamou também os tornou justos, e aos que tornou justos também os glorificou.

Responsório breve
R. Santos e justos, * alegrai-vos no Senhor! R. Santos.
V. Deus vos escolheu como sua herança. * Alegrai-vos.
Glória ao Pai. R. Santos.

Cântico evangélico
Ant. Ó Santo Alberto, pai ilustre, que eternamente gozais da alegria da glória, atendei a todos os que na terra vos louvam, e ao Senhor apresentai as nossas orações.

Preces
Roguemos ao Senhor Jesus, que santifica os seus sacerdotes e convida os seus servos e servas a um íntimo trato com Ele. E digamos:

R. Criai em nós, Senhor, um coração que seja puro e aumentai a nossa fé.

Vós, que às mãos dos sacerdotes confiastes o Pão Eucarístico,
- fazei que todos gozem dos frutos do mistério pascal. R.

Concedei a todos os que investigam a verdade que, procurando-a, a encontrem,
- e, encontrando-a, a sigam fielmente. R.

A todos os que amam e cultivam a pureza de coração,
- concedei que sejam testemunhas da vossa presença no mundo. R.

Reuni ao redor da vossa mesa os vossos irmãos e irmãs,
- para que vos sigam mais de perto, a Vós, Cristo virgem, pobre e obediente. R.

Guardai a todas as que abraçaram o ideal da virgindade consagrada
- para que vos sigam a Vós, Cordeiro puro e sem mancha, por onde quer que Vós andeis. R.
(intenções livres)

Acolhei todos nossos irmãos e irmãs falecidos no Reino Eterno,
- aonde nós próprios esperamos chegar um dia. R.

Pai Nosso...

Oração
Senhor, que fizestes de Santo Alberto modelo de pureza e oração, e fiel servidor de Maria, concedei que, investidos destas mesmas virtudes, possamos encontrar-nos no eterno banquete da vossa Glória. Por N.S.J.C.