terça-feira, 11 de junho de 2013

Quarta-feira da 10ª semana do Tempo Comum

As orações do Mês do Coração de Jesus estã na pasta de Informações e Orações.

Evangelho (Mt 5,17-19): «Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar os outros, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus».

Comentário: Rev. D. Miquel MASATS i Roca (Girona, Espanha)

Não vim para abolir, mas para cumprir

Hoje escutamos do Senhor: «Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas; (...), não vim para abolir, mas para cumprir» (Mt 5,17). No Evangelho de hoje, Jesus ensina que o Antigo Testamento é parte da Revelação divina: Deus no início deu-se a conhecer aos homens através dos profetas. O Povo escolhido reunia-se nos sábados na sinagoga para escutar a Palavra de Deus. Assim como um bom israelita conhecia as Escritura e as punha em prática, aos cristãos convêm a meditação freqüente —diária, se fosse possível— das Escrituras.

Em Jesus temos a plenitude da Revelação. Ele é o Verbo, a Palavra de Deus, que se fez homem (cf. Jo 1,14), que vem a nós para dar-nos a conhecer quem é Deus e quanto nos ama. Deus espera do homem uma resposta de amor, manifestada no cumprimento dos seus ensinos: «Se me amais, observareis os meus mandamentos» (Jo 14,15).

No texto do Evangelho de hoje encontramos uma boa explicação na Primeira Carta de São João: «Pois amar a Deus consiste nisto: que observemos os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados» (1Jo 5,3). Observar os mandamentos de Deus garante que lhe amamos com obras e de verdade. O amor não é só um sentimento, senão que —também— pede obras, obras de amor, viver o duplo preceito da caridade.

Jesus nos ensina a malicia do escândalo: «Quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar os outros, será considerado o menor no Reino dos Céus» (Mt 5,19). ‘Eu conheço a Deus’, mas não observa os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele» (1Jo2,4).


Também ensina a importância do bom exemplo: «Quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus» (Mt 5,19). O bom exemplo é o primeiro elemento do apostolado cristão.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Terça-feira da 10ª semana do Tempo Comum

As orações do Mês do Coração de Jesus estão na pasta de Informações e Orações.

Evangelho (Mt 5,13-16): «Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde seu sabor, com que se salgará? Não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas. Vós sois a luz do mundo. Uma cidade construída sobre a montanha não fica escondida. Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma caixa, mas sim no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus».

Comentário: Rev. D. Francesc PERARNAU i Cañellas (Girona, Espanha)

Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo

Hoje, São Mateus nos lembra aquelas palavras que Jesus nos fala sobre a missão dos cristãos: ser sal e luz do mundo. O sal, por uma parte, é este condimento necessário que dá sabor aos alimentos: sem sal, que pouco valem os pratos! Por outra parte, ao longo dos séculos o sal tem sido um elemento fundamental para a conservação dos alimentos pelo seu poder de evitar a decomposição. Jesus nos diz:

— Deveis ser sal em vosso mundo, e como o sal, dar sabor e evitar a deterioração.

Em nosso tempo, muitos perderam o sentido de sua vida e dizem que não vale à pena; que está cheia de desgostos, dificuldades e sofrimentos; que passa muito depressa e que tem como perspectiva final —e bem triste— a morte.

«Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde seu sabor, com que se salgará? Não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas» (Mt 5,13). O cristão deve dar o sabor: mostrar com a alegria e o otimismo sereno de quem sabe que é filho de Deus, que tudo nesta vida é caminho de santidade; que dificuldades, sofrimentos e dores nos ajudam a purificar-nos; e que ao final nos espera a vida de Gloria, a felicidade eterna.

E, também como o sal, o discípulo de Cristo deve preservar-se da corrupção: onde estão os cristãos de fé viva, não pode haver injustiças, violências, abusos aos débeis... Todo o contrário, devemos deixar resplandecer a virtude da caridade com toda a força: a preocupação pelos outros, a solidariedade, a generosidade...

E, assim, o cristão é a luz do mundo (cf. Mt 5,14). O cristão é esta tocha que, com o exemplo de sua vida, leva a luz da verdade a todos os cantos do mundo, mostrando o caminho da salvação... Lá onde antes só havia escuridão, incertezas e dúvidas, nasce a claridade, a certeza e a segurança.

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

Ontem, meditando as oito bem-aventuranças, passamos pelo portão de entrada do Sermão da Montanha (Mt 5,1-12). No evangelho de hoje recebemos uma importante instrução sobre a missão da Comunidade. Ela deve ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-16). Sal não existe para si, mas para dar sabor à comida. Luz não existe para si, mas para iluminar o caminho. A comunidade não existe para si, mas para servir ao povo. Na época em que Mateus escrevia o seu evangelho, esta missão estava sendo difícil para as comunidades dos judeus convertidos. Apesar de viverem na observância fiel da lei de Moisés, elas estavam sendo expulsas das sinagogas, cortadas do seu passado judeu. Enquanto isso, entre os pagãos convertidos alguns diziam: “Depois que Jesus veio, a Lei de Moisés está superada”. Tudo isto era causa de tensões e incertezas. A abertura de uns parecia criticar a observância dos outros, e vice-versa. Este conflito gerou uma crise que levou cada um a se fechar na sua própria posição. Uns querendo avançar, outros querendo colocar a luz debaixo da mesa. Muitos se perguntavam: "Afinal, qual a nossa missão?" Lembrando e atualizando as palavras de Jesus, o Evangelho de Mateus procura ajudá-los:

* Mateus 5,13-16: Sal da terra.
Usando imagens do quotidiano, com palavras simples e diretas, Jesus faz saber qual a missão e a razão de ser de uma comunidade cristã: ser sal. Naquele tempo, com o calor que fazia, o povo e os animais precisavam de consumir muito sal. O sal, entregue pelo fornecedor em grandes blocos colocados em praça pública, ia sendo consumido pelo povo. No fim, aquilo que sobrava ficava espalhado como poeira no chão, tinha perdido o gosto. “Não serve para mais nada; serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”.  Jesus evoca este costume para esclarecer os discípulos e as discípulas sobre a missão que devem realizar.

* Mateus 5,14-16: Luz do mundo.
A comparação é obvia. Ninguém acende uma vela para colocá-la debaixo de um caixote. Uma cidade situada em cima de um morro não consegue ficar escondida. A comunidade deve ser luz, deve iluminar. Não deve ter medo que apareça o bem que faz. Não o faz para aparecer, mas o que faz pode aparecer. Sal não existe para si. Luz não existe para si! Assim deve ser a comunidade: ela não pode fechar-se sobre si mesma. “Que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu."

* Mateus 5,17-19: Nenhuma vírgula da lei vai cair.
Entre os judeus convertidos havia duas tendências. Uns achavam que já não era necessário observar as leis do AT, pois é pela fé em Jesus que somos salvos e não pela observância da Lei (Rm 3,21-26). Outros achavam que eles, sendo judeus, deviam continuar observando as leis do AT (At 15,1-2). Em cada uma das duas tendências havia grupos mais radicais. Diante deste conflito, Mateus procura um equilíbrio para além dos dois extremos. A comunidade deve ser o espaço, onde este equilíbrio possa ser alcançado e vivido. A resposta dada por Jesus aos que o criticavam continuava bem atual: “Não vim abolir a lei, mas dar-lhe pleno cumprimento!”. As comunidades não podem ser contra a Lei, nem podem fechar-se dentro da observância da lei. Como Jesus, devem dar um passo e mostrar, na prática, que o objetivo que a lei quer alcançar na vida é a prática perfeita do amor.

As várias tendências nas primeiras comunidades cristãs. O plano de salvação tem três etapas unidas entre si pelo chão da vida: 1) O Antigo Testamento: a caminhada do povo hebreu, orientada pela Lei de Deus. 2) A vida de Jesus de Nazaré: ele renova a Lei de Moisés a partir da sua experiência de Deus como Pai/Mãe. 3) A vida das Comunidades: através do Espírito de Jesus, elas procuram viver a vida como Jesus a viveu. A unidade destas três etapas gera a certeza de fé de que Deus está no meio de nós. As tentativas de quebrar ou de enfraquecer a unidade deste plano de salvação geravam os vários grupos e tendências nas comunidades:
1. Os fariseus não reconheciam Jesus como Messias e aceitavam só o AT. Dentro das comunidades havia gente simpatizante com a linha dos fariseus (At 15,5)
2. Alguns judeus convertidos aceitavam Jesus como Messias, mas não aceitavam a liberdade do Espírito com que as comunidades viviam a presença de Jesus ressuscitado. (At 15,1).
3. Outros, tanto judeus como pagãos convertidos, achavam que com Jesus tinha chegado o fim do AT. Daqui para a frente, só Jesus e a vida no Espírito.
4. Havia ainda cristãos que viviam tão plenamente a vida na liberdade do Espírito, que já não olhavam mais para a vida de Jesus de Nazaré nem para o Antigo Testamento (1Cor 12,3).
5. Ora, a grande preocupação do Evangelho de Mateus é mostrar que o AT, Jesus de Nazaré e a vida no Espírito não podem ser separados. Os três fazem parte do mesmo e único projeto de Deus e nos comunicam a certeza central da fé: o Deus de Abraão e Sara está presente no meio das comunidades pela fé em Jesus de Nazaré.

Para um confronto pessoal
1. Para você, na sua experiência de vida, para que serve o sal? Sua comunidade está sendo sal? Para você, o que significa a luz na sua vida? De que maneira sua comunidade está sendo Luz?

2. Como as pessoas do bairro vêem a sua comunidade? Sua comunidade exerce alguma atração? É sinal? Sinal de que? Para quem?

domingo, 9 de junho de 2013

Segunda-feira da 10ª semana do Tempo Comum

As orações do Mês do Coração de Jesus estão na pasta de Informações e Orações.
Evangelho (Mt 5,1-12): Vendo as multidões, Jesus subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e ele começou a ensinar: «Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança. Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois foi deste modo que perseguiram os profetas que vieram antes de vós».

Comentário: Rev. D. Àngel CALDAS i Bosch (Salt, Girona, Espanha)

Felizes os pobres no espírito

Hoje, com a proclamação das Bem-aventuranças, Jesus nos faz notar que frequentemente somos uns desmemoriados e que atuamos como crianças, pois as brincadeiras fazem esquecer certas obrigações. Jesus temia que a grande quantidade de “boas noticias” que nos tem dado —quer dizer, de palavras, gestos e silêncios— se diluísse em nossos pecados e preocupações. Lembra, na parábola do Semeador, a imagem do grão de trigo sufocado nos espinhos? Por isso São Mateus introduz as Bem- aventuranças como princípios fundamentais, para que não as esqueçamos nunca. É um resumo da Nova Lei apresentada por Jesus, como uns pontos básicos que nos ajudam a viver de maneira cristã.

As bem-aventuranças estão destinadas a todo o mundo. O Mestre não só ensina aos discípulos que o rodeiam, nem exclui a nenhum tipo de pessoa, ele apresenta uma mensagem universal. Agora bem, destaca as disposições que devemos ter e a conduta moral que nos pede. Embora a salvação definitiva não aconteça neste mundo, e sim no outro, enquanto vivemos na terra devemos mudar nossa mentalidade e transformar nossa maneira de valorizar as coisas. Devemos acostumar-nos a ver o rosto de Cristo que chora nas pessoas que choram, nas que querem viver sem a palavra e, nos mansos de coração, nos que fomentam as ânsias de santidade, nos que tomaram uma “determinada determinação”, como dizia Santa Teresa de Jesus, para ser semeador da paz e alegria.

As bem-aventuranças são o perfume do Senhor participando na historia humana. Também na sua e na minha. Os dois últimos versículos incorporam a presença da Cruz, pois convidam à alegria quando as coisas ficam difíceis humanamente falando por causa de Jesus e do Evangelho. E é que, enquanto a coerência da vida cristã seja firme, então, facilmente virá a persecução de mil maneiras diferentes, entre as dificuldades e contrariedades inesperadas. O texto de São Mateus é claro: então «Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois foi deste modo que perseguiram os profetas que vieram antes de vós» (Mt 5,12).

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm

* Mateus 5,1-2: O solene anúncio da Nova Lei
De acordo com o contexto do evangelho de Mateus, no momento em que Jesus pronunciou o Sermão da Montanha, havia apenas quatro discípulos com ele (cf. Mt 4,18-22). Pouca gente. Mas uma multidão imensa estava à sua procura (Mt 4,25). No AT, Moisés subiu o Monte Sinai para receber a Lei de Deus. Como Moisés, Jesus sobe a Montanha e, olhando o povo, proclama a Nova Lei. É significativa a maneira solene como Mateus introduz a proclamação da Nova Lei: “Ao ver as multidões Jesus subiu o monte e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo: Felizes os pobres em Espírito, pois deles é o Reino do Céu!” As oito Bem-Aventuranças formam a solene abertura do "Sermão da Montanha". Nelas Jesus define quem pode ser considerado feliz, quem pode entrar no Reino. São oito categorias de pessoas, oito portas de entrada para o Reino, para a Comunidade. Não há outras entradas! Quem quiser entrar no Reino terá que identificar-se ao menos com uma destas oito categorias.

* Mateus 5,3: Felizes os pobres em espírito
Jesus reconhece a riqueza e o valor dos pobres (Mt 11,25-26). Define sua própria missão como “anunciar a Boa Nova aos pobres” (Lc 4,18). Ele mesmo, vive como pobre. Não possui nada para si, nem mesmo uma pedra para reclinar a cabeça (Mt 8,20). E a quem quer segui-lo ele manda escolher: ou Deus, ou o dinheiro! (Mt 6,24). No evangelho de Lucas se diz: “Felizes vocês pobres!” (Lc 6,20). Então, quem é o “pobre em espírito”? É o pobre que tem o mesmo espírito que animou Jesus. Não é o rico. Nem é o pobre com cabeça de rico. Mas é o pobre que, como Jesus, acredita nos pobres e reconhece o valor deles. É o pobre que diz: “Eu acredito que o mundo será melhor quando o menor que padece acreditar no menor”.
1. Felizes os pobres em espírito...........................1 deles é o Reino dos Céus
2. Felizes os mansos...........................................2 herdarão a terra
3. Felizes os aflitos............................................ 3 serão consolados
4. Felizes os que têm fome e sede de justiça..........4 serão saciados
5. Felizes os misericordiosos................................ 5 obterão misericórdia
6. Felizes os de coração puro...............................6 verão a Deus
7. Felizes os promotores da paz...........................7 serão filhos de Deus
8. Felizes os perseguidos por causa da justiça........8 deles é o Reino dos Céus

* Mateus 5,4-9: O novo projeto de vida
Cada vez que na Bíblia se tenta renovar a Aliança, se recomeça restabelecendo o direito dos pobres e dos excluídos. Sem isto, a Aliança não se refaz! Assim faziam os profetas, assim faz Jesus. Nas bem-aventuranças, ele anuncia o novo Projeto de Deus que acolhe os pobres e os excluídos. Ele denuncia o sistema que exclui os pobres e persegue os que lutam pela justiça. A primeira categoria dos “pobres em espírito” e a última categoria dos “perseguidos por causa da justiça” recebem a mesma promessa do Reino dos Céus. E a recebem desde agora, no presente, pois Jesus diz “deles é o Reino!” O Reino já está presente na vida deles. Entre a primeira e a última categoria, há três duplas ou seis outras categorias de pessoas que recebem a promessa do Reino. Nestas três duplas transparece o novo projeto de vida que quer reconstruir a vida na sua totalidade através de um novo tipo de relacionamento: com os bens materiais (1ª dupla); com as pessoas entre si (2ª dupla); com Deus (3ª dupla). A comunidade cristã deve ser uma amostra deste Reino, um lugar onde o Reino começa a tomar forma desde agora.

* As três duplas:
Primeira dupla: os mansos e os aflitos: Os mansos são os pobres de que fala o salmo 37. Eles foram privados de suas terras e vão herdá-las de novo (Sl 37,11; cf Sl 37.22.29.34). Os aflitos são os que choram diante da injustiça no mundo e no povo (cf. Sl 119,136; Ez 9,4; Tob 13,16; 2Pd 2,7). Estas duas bem-aventuranças querem reconstruir o relacionamento com os bens materiais: a posse da terra e o mundo reconciliado.
Segunda dupla: os que tem fome e sede de justiça e os misericordiosos: Os que tem fome e sede de justiça são os que desejam renovar a convivência humana, para que ela esteja novamente de acordo com as exigências da justiça. Os misericordiosos são os que tem o coração na miséria dos outros porque querem eliminar as desigualdades entre os irmãos e irmãs. Estas duas bem-aventuranças querem reconstruir o relacionamento entre as pessoas através da prática da justiça e da solidariedade.
Terceira dupla: os puros de coração e os pacíficos: Os puros de coração são os que tem um olhar contemplativo que lhes permite perceber a presença de Deus em tudo. Os que promovem a paz serão chamados filhos de Deus, porque eles se esforçam para que a nova experiência de Deus possa penetrar tudo e realize a integração de tudo (Shalôm). Estas duas bem-aventuranças querem reconstruir o relacionamento com Deus: ver a presença atuante de Deus em tudo e ser chamado filho e filha de Deus.

* Mateus 5,10-12: Os perseguidos por causa da justiça e do evangelho
As bem-aventuranças dizem exatamente o contrário do que diz a sociedade em que vivemos. Nesta, o perseguido pela causa da justiça é visto como um infeliz. O pobre é um infeliz. Feliz é quem tem dinheiro e pode ir no supermercado e gastar à vontade. Feliz é quem tem fama e poder. Os infelizes são os pobres, os que choram! Na televisão, as novelas divulgam este mito da pessoa feliz e realizada. E sem nos se dar conta, as novelas acabam se tornando o padrão de vida para muitos de nós. Será que na nossa sociedade ainda há lugar para estas palavras de Jesus: “Felizes os perseguidos por causa da justiça e do evangelho! Felizes os pobres! Felizes os que choram!”? E para mim, que sou cristão ou cristã, quem é feliz de fato?

Para um confronto pessoal
1) Todos queremos ser felizes. Todos e todas! Mas somos realmente felizes? Por que sim? Por que não? Como entender que uma pessoa possa ser pobre e feliz ao mesmo tempo?

2) Quais os momentos em sua vida em que você se sentiu realmente feliz. Era uma felicidade como aquela que foi proclamada por Jesus nas bem-aventuranças, ou era de outro tipo?

sábado, 8 de junho de 2013

9 de junho


BEATO PADRE JOSE DE ANCHIETA,SJ
Apóstolo do Brasil


ORAÇÃO PELA CANONIZAÇÃO.

Senhor, nosso Pai, através do Beato José de Anchieta, evangelizastes o nosso Brasil. Ele amou os pobres e sofredores, amenizando e curando seus males e foi solidário com os índios, ajudando-os a Vos conhecer e amar em sua própria língua e costumes. Neste momento, ó Pai querido, por intercessão do Apóstolo do Brasil, eu vos peço a graça (faça aqui o pedido de graça) fortalecido pela mediação de Nossa Senhora, que ele muito amou em sua vida. Amém.
(Rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai)

Comunique as graças recebidas
2ª Vice-postulação para a causa de canonização do beato Padre José de Anchieta
Associação Cultural Beato José de Anchieta
Praça Pe. Aleixo Monteiro Mafra, 10 – São Miguel Paulista
CEP 08011-010 – São Paulo – SP – Tele/fax (11) 2032-3921

X Domingo do Tempo Comum

As orações do Mês do Coração de Jesus estão na pasta de Informações e Orações.

«Jovem, Eu te ordeno: levanta-te!»

O milagre acontece. A vida renasce. A maravilha da presença de Deus transforma. Porque Jesus passa e tudo se renova. Na ternura e amabilidade deste texto, quase que inspira a citação de Fernando Pessoa: “Tão jovem! Que jovem era! (Agora que idade tem?) Filho único a mãe lhe dera. Um nome e o mantivera: "O menino da sua mãe". Quanta dor e quanta alegria. Quanto contraste. Quanta maravilha. A maravilha da presença de Deus. A vida que renasce. O milagre que acontece…

EVANGELHO: Lc 7,11-17 - Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». Este dito a respeito de Jesus propagou-se pela Judeia inteira e pelas regiões vizinhas.

Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão.
Estamos diante de um quadro comum nos Evangelhos: Jesus dirige-se a uma cidade. Peregrino do Pai e da humanidade, faz-se acompanhar dos discípulos e de uma grande multidão. Uma forma de dizer e ensinar cada homem a ser peregrino do bem e da salvação.
Jesus continua a dirigir-se às nossas cidades, às nossas realidades e às nossas vidas. Vem ter conosco para realizar as maravilhas que só o amor divino sabe. Aponta-nos o mesmo caminho: caminhar com Ele e como Ele até tantas pessoas e tantas situações que aguardam uma palavra de esperança, um gesto de amor, uma presença amiga geradora de vida.

Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade.

O cenário torna-se denso. Do outro lado, frente a Jesus e aos seus seguidores, sinais de luto, dor, solidão, tristeza,… a morte. Outra realidade, aquela a quem Jesus e os seus seguidores se dirigem, para transformá-la numa realidade de vida, para oferecer a salvação.
Com os olhos e o coração de Cristo olhamos à nossa volta e deparamos com estas situações de sofrimento, vazio, tristeza, morte! Não podemos passar indiferentes diante destes sinais, mas também não podemos esquecer o dom da salvação que Deus a todos oferece em Cristo. O dom da misericórdia, da regeneração, o dom da esperança, donde brota uma Vida sempre a recomeçar!
Precisamos acreditar profundamente que o Senhor é Vida e Vida em plenitude; o Ressuscitado venceu a dor e a morte de todos os tempos. Continua a vir ter conosco para que tenhamos Vida e Vida em abundância.

Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam.
Jesus manifesta o rosto da compaixão de Deus para com o seu povo. Os verbos deste parágrafo são expressão disso: ‘viu-a’, ‘compadeceu-Se’, ‘aproximou-Se’, falou-Lhe, ‘tocou’ aquela situação! O amor divino não é teórico; chega a cada pessoa, a cada coração. ‘Deus visitou o seu povo’. Em Jesus, comunica a Sua Palavra de forma definitiva e plena, realiza o Seu Reino, oferecendo a Vida! Diante deste dom da salvação nada pode ficar igual. Os ‘cúmplices’ deste cenário de morte pararam’; diante do encontro com Jesus é ‘obrigatório’ mudar de sentido.
Nos percursos ‘fúnebres’ da minha existência, onde a tristeza ou o vazio me impedem de acreditar na força da ressurreição e na Vida, preciso ter a esperança de que o Senhor me sai sempre ao encontro para me apontar o sentido novo, o lado da esperança, o rosto do amor, a fonte da Vida. Diante das minhas lágrimas de dor ou de vazio, aproxima-Se, consola-me: ‘não chores’! Eu estou contigo!

Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe.
Chegamos ao ponto alto da cena evangélica. O milagre da ressurreição do jovem e a recuperação da alegria da mãe e de todos. O convite de Jesus surge na forma imperativa: ‘levanta-te’. É uma ordem. Esta é diferente doutras narrativas de milagres onde alguém faz um pedido concreto para que o milagre se realize. Neste caso ninguém pede; a desolação é total que nem vale a pena pedir vida para quem já morreu! É Jesus que a oferece! Puro dom! Os sinais vitais: sentar-se, falar, a relação com a mãe, evidenciam a força da Vida que só Deus concede. A Vida vence a morte.
Jovem ou não tanto, também são para mim estas palavras de Jesus. Levantar-me e recomeçar a vida é tarefa e desafio que me são confiados sob a mesma forma de ordem. Ninguém se pode demitir. Viver é compromisso. Viver é dom, tantas vezes ameaçado por índices de morte disfarçada que nos atiram para ‘cortejos fúnebres’ que só deixam o sabor do vazio e da solidão. Levantar-me, comunicar, relacionar-me com as pessoas e com Deus, é o caminho da ressurreição; é o caminho da Vida que Jesus nos comunica. Só Ele é o garante e o autor deste processo de salvação.

Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo».
O povo que constata o milagre da ressuscitação do jovem proclama a revelação de Deus. O temor dos homens e o dar glória de Deus acompanham sempre as grandes teofanias: acontecimentos em que Deus Se manifesta e fala ao Seu povo. A multidão confessa-O como ‘um grande profeta’ através do qual Deus visita o seu povo. Jesus é a plenitude do Sacerdote, Rei e Profeta.
Também nós participamos desta vocação profética que acompanhou a história da salvação e atinge a sua plenitude em Jesus Cristo. O profeta é chamado a descobrir e a propor o projeto de Deus. É chamado a viver uma fé profunda, com uma consciência muito forte da presença de Deus, numa relação íntima com o Senhor capaz de ler e interpretar todos os acontecimentos à luz do amor de Deus e do Seu projeto. Precisamos acordar para esta dimensão profética da vida; descobrir os profetas portadores do querer de Deus e assumir a própria vocação vivendo em sintonia com Deus.

Este dito a respeito de Jesus propagou-se pela Judeia inteira e pelas regiões vizinhas.
Esta frase que encerra este trecho do Evangelho reforça o sentido da revelação de Deus que se propaga no tempo e na geografia. Aponta para o anúncio do Evangelho da Vida que, pela força do Ressuscitado e pelo dom do Espírito chega aos confins da terra, chega até cada um de nós. Não podemos ficar indiferentes nem iguais! Jesus e o Evangelho apontam-nos sempre para o mais de uma Vida plena.

Somos chamados e assumir um modo novo e inédito de ser e viver. Importa o essencial, o que gera vida: a fé, a esperança e o amor. Somos chamados a abraçar o Evangelho, caminho de Vida, que nos implica e convida e levantarmo-nos continuamente para um recomeço de esperança e de confiança. O Espírito sopra onde quer e como quer; ilumina-nos, revitaliza-nos, move-nos nos caminhos da Vida!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ORAÇÃO EM PREPARAÇÃO AO CAPÍTULO GERAL MMXIII

Ó Deus de amor: Vós sois a fonte de todo bem;
Vós sois o Deus vivo da história, sempre fiel aos “pequenos”.

Vós nos chamastes a viver em comum
uma vida em obséquio de Jesus Cristo,
com o compromisso de encontrar-vos
e de viver como fraternidade no meio do povo.

Suplicamos-vos, humildemente,
que nos sejam dadas vossa sabedoria e força,
para que tenhamos a coragem de viver com os “pequenos”,
proclamando-lhes uma mensagem de esperança e salvação,
neste mundo em mudança, não somente com palavras mas com a vida.

Guiai-nos na preparação do próximo Capítulo.
Derramai sobre nós vosso Espírito,
para que possamos ser fiéis à nossa missão
 e, com um coração sincero e humilde,
reunir-nos e refletirmos sobre nosso carisma
à luz das necessidades do mundo de hoje.

Conservai-nos sempre fiéis a Vós.
Ajudai-nos a buscar vossa vontade
para que, de muitas e diversas maneiras,
possamos servir melhor a vosso povo.

Vo-lo pedimos pela intercessão de nossa Patrona,
a Santíssima Virgem Maria do Monte Carmelo,
que sempre  caminha ao nosso lado.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que vive e reina convosco, na unidade do Espírito Santo,

pelos séculos dos séculos. Amém.

Sábado depois do Domingo II depois do Pentecostes: Coração Imaculado de Maria

As orações do Mês do Coração de Jesus estão na pasta de Informações e Orações.

Evangelho (Lc 2,41-51): Todos os anos, os pais de Jesus iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando completou doze anos, eles foram para a festa, como de costume. Terminados os dias da festa, enquanto eles voltavam, Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais percebessem. Pensando que se encontrasse na caravana, caminharam um dia inteiro. Começaram então a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Mas, como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém, procurando-o. Depois de três dias, o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Todos aqueles que ouviam o menino ficavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Quando o viram, seus pais ficaram comovidos, e sua mãe lhe disse: «Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura!». Ele respondeu: «Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu pai?». Eles, porém, não compreenderam a palavra que ele lhes falou. Jesus desceu, então, com seus pais para Nazaré e era obediente a eles. Sua mãe guardava todas estas coisas no coração.

Comentário: Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells (Salt, Girona, Espanha)

Sua mãe guardava todas estas coisas no coração

Hoje celebramos a memória do Coração Imaculado de Maria. Um coração sem mancha, cheio de Deus, aberto totalmente a obedecer-lhe e escutar-lhe. O coração, em linguagem da Bíblia, refere-se ao mais profundo da pessoa, de onde emanam todos os seus pensamentos, palavras e obras. O que emana do coração de Maria? Fé, obediência, ternura, disponibilidade, espírito de serviço, fortaleza, humildade, simplicidade, agradecimento, e todo um rol infindável de virtudes.

Por quê? A resposta a encontramos nas palavras de Jesus: «Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração» (Mt 6,21). O tesouro de Maria é o seu Filho, e nele tem posto todo o seu coração; os pensamentos, palavras e obras de Maria têm como origem e como fim contemplar e agradar ao Senhor.

O Evangelho de hoje dá-nos uma boa mostra disso. Depois de narrarmos a cena do menino Jesus perdido e encontrado no templo, diz-nos que «sua mãe guardava todas estas coisas no coração» (Lc 2,51). São Gregório de Nisa comenta: «Deus deixa-se contemplar pelos que têm o coração purificado». Que guarde Maria no seu coração? Desde a Encarnação até a Ascensão de Jesus ao céu, passando pelas horas amargas do Calvário, são tantas e tantas recordações meditadas e aprofundadas: a alegria da visita do anjo Gabriel manifestando-lhe o desígnio de Deus para Ela, o primeiro beijo e o primeiro abraço a Jesus recém-nascido, os primeiros passos de seu Filho na terra, ver como ia crescendo em sabedoria e em graça, a sua “cumplicidade” nas bodas de Caná, os ensinamentos de Jesus na sua pregação, a dor do salvador da cruz, a esperança no triunfo da Ressurreição.

Peçamos a Deus ter o gozo de amá-lo cada dia de um modo mais perfeito, com todo o coração, como bons filhos da Virgem.

LADAINHA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Coração de Maria, concebido sem pecado,
Rogai por nós.
Coração de Maria, cheio de graça,
Coração de Maria, bendito entre todos os corações,
Coração de Maria, sacrário da Santíssima Trindade,
Coração de Maria, semelhantíssimo ao Coração de Jesus,
Coração de Maria, no qual Jesus se compraz,
Coração de Maria, abismo de humildade,
Coração de Maria, trono de misericórdia,
Coração de Maria, incêndio de amor divino,
Coração de Maria, oceano de bondade,
Coração de Maria, prodígio de pureza e de inocência,
Coração de Maria, espelho de todas as perfeições divinas,
Coração de Maria, no qual foi formado o Sangue de Jesus, preço de nossa redenção,
Coração de Maria, que apressastes por vossos desejos a salvação do mundo,
Coração de Maria, que obtendes graças para os pecadores,
Coração de Maria, que conservais fidelissimamente as palavras e as ações de Jesus,
Coração de Maria, transpassado por um gládio de dor,
Coração de Maria, acabrunhado de aflição durante a Paixão de Jesus Cristo,
Coração de Maria, pregado à Cruz com Jesus crucificado,
Coração de Maria, sepultado pela dor com Jesus morto,
Coração de Maria, restituído à alegria pela Ressurreição de Jesus,
Coração de Maria, inundado de inefável consolação na Ascensão de Jesus,
Coração de Maria, cumulado de uma nova plenitude de graças em Pentecostes,
Coração de Maria, consolação dos aflitos,
Coração de Maria, refúgio dos pecadores,
Coração de Maria, esperança e doce sustentáculo daqueles que Vos veneram,
Coração de Maria, vaso do amor mais puro,
Coração de Maria, consagrado inteiramente a Deus,
Coração de Maria, preservado de todo pecado,
Coração de Maria, morada da Santíssima Trindade,
Coração de Maria, delícia do Pai na Criação,
Coração de Maria, instrumento do Filho na Redenção,
Coração de Maria, a esposa do Espírito Santo,
Coração de Maria, abismo e prodígio de humildade,
Coração de Maria, medianeiro de todas as graças,
Coração de Maria, batendo em uníssono com o Coração de Jesus,
Coração de Maria, gozando sempre da visão beatífica,
Coração de Maria, holocausto do amor divino,
Coração de Maria, advogado ante a justiça divina,
Coração de Maria, Coroado de espinhos por nossos pecados,
Coração de Maria, triunfando eternamente com Jesus,
Coração de Maria, fortaleza dos cristãos,
Coração de Maria, refúgio dos perseguidos,
Coração de Maria, esperança dos pecadores,
Coração de Maria, alívio dos que sofrem,
Coração de Maria, laço de união com Cristo,
Coração de Maria, caminho seguro ao Céu,
Coração de Maria, prenda de paz e santidade,
Coração de Maria, vencedor das heresias,
Coração de Maria, da Rainha dos Céus e Terra,
Coração de Maria, da Mãe de Deus e da Igreja,
Coração de Maria, que por fim triunfarás,
Coração de Maria, socorro dos agonizantes,
Coração de Maria, alegria dos Anjos e dos Santos,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
V/. Maria Imaculada, mansa e humilde de coração,
R/. fazei meu coração semelhante ao Coração de Jesus.

Oremos. Deus clementíssimo que, para salvação dos pecadores e alívio dos desvalidos, quisestes que o Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria fosse idêntico em caridade e misericórdia ao Divino Coração de seu Filho Jesus Cristo, concedei-nos, a nós que celebramos esse dulcíssimo e amantíssimo Coração, a graça de  pelos méritos e intercessão da mesma Bem-aventurada Virgem - nos tornarmos conformes ao Coração de Jesus. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.