sábado, 28 de fevereiro de 2026

MÊS DE SÃO JOSÉ – Segunda-feira da 2ª semana da Quaresma

Santa Inês de Praga, virgem e abadessa
 
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
- Com humildade e respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (Dan 9,4b-10): Senhor, Deus grande e terrível, que sois fiel à aliança e à misericórdia para com os que Vos amam e observam os vossos mandamentos! Nós pecámos, cometemos injustiças e iniquidades, fomos rebeldes, afastando-nos dos vossos mandamentos e preceitos. Não escutámos os profetas, vossos servos, que em vosso nome falavam aos nossos reis, aos nossos chefes e antepassados e a todo o povo da nação. Em Vós, Senhor, está a justiça; em nós recai a vergonha que sentimos no rosto, como sucede neste dia aos homens de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo o Israel, aos que estão perto e aos que estão longe, em todos os países para onde os dispersastes por causa das infidelidades que contra Vós cometeram. Sobre nós, Senhor, recai a vergonha que sentimos no rosto, sobre os nossos reis, chefes e antepassados, porque pecámos contra Vós. No Senhor, nosso Deus, está a misericórdia e o perdão, porque nos revoltámos contra Ele e não escutámos a voz do Senhor, nosso Deus, seguindo as leis que nos dava por meio dos profetas, seu servos.
 
Salmo Responsorial: 78
R. Não nos julgueis, Senhor, pelos nossos pecados.
 
Não recordeis, Senhor, contra nós as culpas dos nossos pais. Corra ao nosso encontro a vossa misericórdia, porque somos tão miseráveis.
 
Ajudai-nos, ó Deus, nosso salvador, para glória do vosso nome. Salvai-nos e perdoai os nossos pecados, para glória do vosso nome.
 
Chegue à vossa presença, Senhor, o gemido dos cativos; pela omnipotência do vosso braço,
libertai os condenados à morte.
 
E nós, vosso povo, ovelhas do vosso rebanho, louvar-Vos-emos para sempre e de geração em geração cantaremos a vossa glória.
 
As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida: Vós tendes palavras de vida eterna.
 
Evangelho (Lc 6,36-38): Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: «Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós».
 
«Dai e vos será dado»
 
Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret (Vic, Barcelona, Espanha)
 
Hoje, o Evangelho segundo São Lucas proclama uma mensagem mais densa do que breve, e note-se que é mesmo muito breve! Podemos reduzi-la a dois pontos: um enquadramento de misericórdia e um conteúdo de justiça.
 
Em primeiro lugar, um enquadramento de misericórdia. Com efeito, a máxima de Jesus sobressai como uma norma e resplandece como um ambiente. Norma absoluta: se o nosso Pai do céu é misericordioso, nós, como filhos seus, também o devemos ser. E como é misericordioso, o Pai! O versículo anterior afirma: «(...) e sereis filhos do Altíssimo, porque Ele é bom até para os ingratos e os maus» (Lc 6,35).
 
Em segundo lugar, um conteúdo de justiça. Efetivamente, encontramo-nos perante uma espécie de “lei de talião”, nos antípodas (oposta) da que foi rejeitada por Jesus («Olho por olho, dente por dente»). Aqui, em quatro momentos sucessivos, o divino Mestre ensina-nos, primeiro, com duas negações; depois, com duas afirmações. Negações: «Não julgueis e não sereis julgados»; «Não condeneis e não sereis condenados». Afirmações: «Perdoai e sereis perdoados»; «Dai e vos será dado».
 
Apliquemo-las fielmente à nossa vida de todos os dias, atendendo especialmente à quarta máxima, como faz Jesus. Façamos um corajoso e lúcido exame de consciência: se em matéria familiar, cultural, econômica e política o Senhor julgasse e condenasse o nosso mundo como o mundo julga e condena, quem poderia enfrentar esse tribunal? (Ao regressar a casa e ao ler os jornais ou escutar as notícias, pensemos apenas no mundo da política). Se o Senhor nos perdoasse como o fazem normalmente os homens, quantas pessoas e instituições alcançariam a plena reconciliação?
 
Mas a quarta máxima merece uma reflexão particular já que, nela, a boa lei de talião que estamos a considerar fica, de alguma forma, superada. Com efeito, se dermos, nos darão na mesma proporção? Não! Se dermos, receberemos — notemo-lo bem — «Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante» (Lc 6,38). É pois à luz desta bendita desproporção que somos exortados a dar previamente. Perguntemo-nos: quando dou, dou bem, dou procurando o melhor, dou com plenitude?
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Deus me deu a sua infinita misericórdia, e através dela contemplo e adoro as outras perfeições divinas ...! Então, todos eles me parecem radiantes de amor; até a justiça (e talvez esta ainda mais que todas as outras) parece-me revestida de amor» (Santa Teresa de Lisieux)
 
«Deus não pode simplesmente ignorar toda a desobediência dos homens, todo o mal da história: não pode tratá-lo como algo irrelevante e insignificante. Esse tipo de “misericórdia” e “perdão incondicional” seria uma “graça a preço baixo”. ‘Se formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-se a si mesmo’ (cf. 2Tm 2,13)» (Bento XVI)
 
«Ora, e isso é temível, esta onda de misericórdia não pode penetrar nos nossos corações enquanto não tivermos perdoado àqueles que nos ofenderam. O amor, como o corpo de Cristo, é indivisível: nós não podemos amar a Deus, a quem não vemos, se não amarmos o irmão ou a irmã, que vemos (cf. 1Jn 4,20). Recusando perdoar aos nossos irmãos ou irmãs, o nosso coração fecha-se, a sua dureza torna-o impermeável ao amor misericordioso do Pai. Na confissão do nosso pecado, o nosso coração abre-se à sua graça» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.840)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm
 
* Os três breves versículos do Evangelho de hoje (Lc 6,36-38) são a parte final de um pequeno discurso de Jesus (Lc 6,20-38).
Na primeira parte deste discurso, ele se dirige aos discípulos (Lc 6,20) e aos ricos (Lc 6,24) proclamando para os discípulos quatro bem-aventuranças (Lc 6,20-23), e para os ricos quatro maldições (Lc 6,20-26). Na segunda parte, ele se dirige a todos que o escutam (Lc 6,27), a saber, aquela multidão imensa de pobres e doentes, vinda de todos os lados (Lc 6,17-19). As palavras que ele diz a este povo e a todos nós são exigentes e difíceis: amar os inimigos (Lc 6,27), não amaldiçoar (Lc 6,28), oferecer a outra face a quem bate no rosto e não reclamar quando alguém toma o que é nosso (Lc 6,29). Como entender estes conselhos tão exigentes? A explicação nos é dada nos três versículos do evangelho de hoje, nos quais atingimos o centro da Boa Nova que Jesus nos trouxe.
 
* Lucas 6,36: Ser misericordioso como vosso Pai é misericordioso. As bem-aventuranças para os discípulos (Lc 6,20-23) e as maldições contra os ricos (Lc 6,24-26) não podem ser interpretadas como uma ocasião para os pobres se vingarem dos ricos. Jesus manda ter a atitude contrária. Ele diz: "Amai os vossos inimigos!" (Lc 6,27). A mudança ou conversão que Jesus quer realizar em nós não consiste em virar a mesa apenas para inverter o sistema, pois aí nada mudaria. Ele quer é mudar o sistema. O Novo que Jesus quer construir vem da nova experiência que ele tem de Deus como Pai/Mãe cheio de ternura que acolhe a todos, bom e maus, que faz brilhar o sol para maus e bons e faz chover sobre injustos e justos (Mt 5,45). O amor verdadeiro não depende nem pode depender do que eu recebo do outro. O amor deve querer o bem do outro independentemente do que ele ou ela faz por mim. Pois assim é o amor de Deus por nós. Ele é misericordioso não só para com os bons, mas para com todos, até “para com os ingratos e com os maus” (Lc 6,35). Os discípulos e as discípulas de Jesus devem irradiar este amor misericordioso.
 
* Lucas 6,37-38: Não julgar para não ser julgado. Estas palavras finais repetem de maneira mais clara o que ele tinha dito anteriormente: “Aquilo que vocês desejam que os outros façam a vocês, vocês devem fazer a eles” (Lc 6,31; cf. Mt 7,12). Se você não deseja ser julgado, não julgue! Se não deseja ser condenado, não condene! Se quiser ser perdoado, perdoe! Se quiser receber uma boa medida, dê uma boa medida aos outros! Não fique esperando até que o outro tome a iniciativa, mas tome você a iniciativa e comece já! E verá que dará certo!
 
Para um confronto pessoal
1) Quaresma é tempo de conversão. Qual a conversão que o evangelho de hoje pede de mim?
2) Você já tentou ser misericordioso como o Pai do céu é misericordioso?
 
ORAÇÃO - Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível, e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro; Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo de Maria. Amém.
 
LADAINHA DE SÃO JOSÉ
 

Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
 
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, ...
Deus Espírito Santo Paráclito, ...
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, ...
 
Santa Maria, rogai por nós.
 
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade nós.
 
V. - O Senhor o constituiu dono de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas as suas possessões.
 
ORAÇÃO: Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na unidade do Espírito Santo. Amém.
 
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Amém.
 
ORAÇÃO A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na nossa tribulação,  e cheios de confiança, solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh! Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.
Amparai a cada um de nós, com vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

MÊS DE SÃO JOSÉ – II Domingo da Quaresma

ORAÇÃO PREPARATÓRIA
- Com humildade e respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
 
LECTIO DIVINA
1ª Leitura (Gen 12,1-4a): Naqueles dias, o Senhor disse a Abraão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti uma grande nação e te abençoarei; engrandecerei o teu nome e serás uma bênção. Abençoarei a quem te abençoar, amaldiçoarei a quem te amaldiçoar; por ti serão abençoadas todas as nações da terra». Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado.
 
Salmo Responsorial: 32
R. Desça sobre nós a vossa misericórdia, porque em Vós esperamos, Senhor.
 
A palavra do Senhor é recta, da fidelidade nascem as suas obras. Ele ama a justiça e a retidão: a terra está cheia da bondade do Senhor.
 
Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem, para os que esperam na sua bondade, para libertar da morte as suas almas e os alimentar no tempo da fome.
 
A nossa alma espera o Senhor: Ele é o nosso amparo e protetor. Venha sobre nós a vossa bondade, porque em Vós esperamos, Senhor.
 
2ª Leitura (2Tim 1,8b-10): Caríssimo: Sofre comigo pelo Evangelho, apoiado na força de Deus. Ele salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça. Esta graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade, manifestou-se agora pelo aparecimento de Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho.
 
No meio da nuvem luminosa, ouviu-se a voz do Pai: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».
 
Evangelho (Mt 17,1-9): Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os fez subir a um lugar retirado, numa alta montanha. E foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro, então, tomou a palavra e lhe disse: «Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias». Ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E, da nuvem, uma voz dizia: «Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!». Ouvindo isto, os discípulos caíram com o rosto em terra e ficaram muito assustados. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: «Levantai-vos, não tenhais medo». Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser Jesus. Ao descerem da montanha, Jesus recomendou-lhes: «Não faleis a ninguém desta visão, até que o Filho do Homem tenha sido ressuscitado dos mortos».
 
«Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!»
 
Diácono D. Josep MONTOYA Viñas (Valldoreix, Barcelona, Espanha)
 
Hoje, no início da Quaresma, a liturgia da Palavra convida-nos a contemplar o mistério da Transfiguração do Senhor: «Jesus (…) os fez subir a um lugar retirado, numa alta montanha. E foi transfigurado diante deles » (Mt 17,1-2), uma experiência que eles não esquecerão (cf., por exemplo, 2 Pe 1,16-19). Que Cristo transforma a nossa vida é uma experiência de que, mais ou menos, todos podemos dar testemunho. Tantas vezes o Senhor nos dá vida fazendo com que pequenos gestos da nossa existência quotidiana se transformem em acontecimentos extraordinários.
 
Tantas vezes as nossas orações e pedidos se tornam realidade e nos surpreendem, como a presença resplandecente de Jesus, que hoje deixa Pedro, Tiago e João maravilhados. Porque Jesus é a revelação do amor do Pai em nós. E então podemos fazer nossas as palavras de Simão Pedro: «Senhor, é bom ficarmos aqui» (Mt 17,4).
 
Mas logo em seguida, o Pai convida-nos a assumir uma atitude que tantas vezes nos custa pôr em prática: «Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!» (Mt 17,5). Em várias ocasiões o Papa Leão XIV tem-nos recordado que «Cristo transforma a vida e chama-nos a escutá-Lo». Esta é a chave da Transfiguração: escutar o Filho de Deus. Escutar a Palavra… significa também prestar atenção aos nossos pastores, escutar o filho ou a filha com inquietações, ou aquela pessoa que vive na solidão ou no desespero, ou o doente… e, sobretudo, escutar o nosso coração na oração, de onde o Senhor nos fala.
 
«Levantai-vos, não tenhais medo» (Mt 17,7), diz-lhes imediatamente Jesus Cristo. A Transfiguração é também uma antecipação da Ressurreição. Recorda-nos que, depois da cruz, vem a Glória. Nos momentos de escuridão, doença ou sofrimento, esta cena dá-nos esperança: a última palavra não pertence à dor, mas à luz. Oxalá esta atitude de surpresa, esperança e escuta nos acompanhe especialmente nesta segunda semana da Quaresma.
 
«E foi transfigurado diante deles»
 
Rev. D. Jaume GONZÁLEZ i Padrós (Barcelona, Espanha)
 
Hoje, a caminho da Semana Santa, a liturgia da Palavra mostra-nos a Transfiguração de Jesus Cristo. Apesar de termos no nosso calendário litúrgico festivo um dia reservado a este acontecimento (6 de Agosto), agora somos convidados a contemplar a mesma cena na sua íntima relação com o sucedido na Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.
 
Efetivamente, aproximava-se a Paixão de Jesus e seis dias antes de subir ao Tabor anunciou-o com toda a clareza: tinha-lhes dito que «era necessário Ele ir a Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar» (Mt 16,21).
 
Mas, os discípulos não estavam preparados para ver sofrer o seu Senhor. Ele, que sempre se tinha mostrado compreensivo com os desamparados, que devolvera a brancura à pele danificada pela lepra, que tinha iluminado os olhos de tantos cegos, e que tinha feito mover os membros inertes, agora não podia ser que o seu corpo se se desfigura por causa de golpes e flagelações. E, contudo, Ele afirma sem condescendências: «Devia sofrer muito». Incompreensível! Impossível!
 
Apesar de todas as incompreensões, porém, Jesus sabe para que veio ao mundo. Sabe que deve assumir toda a fraqueza humana e a dor que ensombra a humanidade, para poder divinizá-la e, assim, resgatá-la do circulo vicioso do pecado e da morte, de tal forma que esta —a morte— uma vez vencida, já não mantenha escravizados os homens, criados à imagem e semelhança de Deus.
 
Por isso a Transfiguração é um esplêndido ícone da nossa redenção, onde a carne do Senhor se apresenta no esplendor da ressurreição. Assim, se com o anuncio da Paixão provocou angústia nos Apóstolos, com o fulgor da sua divindade confirma-os na esperança e antecipa-lhes o gozo pascal, apesar de, nem Pedro, nem Santiago, nem João saberem exatamente que significa isso de… Ressuscitar de entre os mortos (cf. Mt 17,9). Em breve o saberão!
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Nessa transfiguração era sobretudo uma questão de afastar do coração dos discípulos o escândalo da cruz, e desta forma evitar que a humilhação da paixão voluntária perturbasse a fé deles» (S. Leão Magno)
 
«Escutai-O. Este convite do Pai é muito importante. Nós, os discípulos de Jesus, somos chamados a ser pessoas que ouvem a sua voz e levam a sério as suas palavras» (Francisco)
 
«Os evangelhos referem, em dois momentos solenes, no batismo e na transfiguração de Cristo, a voz do Pai, que O designa como seu Filho muito-amado´. Jesus designa-Se a Si próprio comoo Filho único de Deus´ (Jo 3, 16), afirmando por este título a sua preexistência eterna. E exige a fé «no nome do Filho único de Deus» (Jo 3, 18) (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 444)
 
ORAÇÃO - Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível, e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro; Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo de Maria. Amém.
 
LADAINHA DE SÃO JOSÉ
 

Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
 
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, ...
Deus Espírito Santo Paráclito, ...
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, ...
 
Santa Maria, rogai por nós.
 
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade nós.
 
V. - O Senhor o constituiu dono de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas as suas possessões.
 
ORAÇÃO: Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na unidade do Espírito Santo. Amém.
 
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Amém.
 
ORAÇÃO A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na nossa tribulação,  e cheios de confiança, solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh! Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.
Amparai a cada um de nós, com vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

MEDITAÇÃO DAS DORES DE NOSSA SENHORA


ORAÇÃO INICIAL: Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! A Ele o louvor e a glória nos séculos!  Na sua misericórdia nos regenerou para tinia esperança viva com a Ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.  A bem-aventurada Virgem Maria avançou na peregrinação da fé e conservou com fidelidade sua união com o Filho até a Cruz, onde, não sem uni desígnio divino, esteve sofrendo profundamente com Seu Unigênito e associando-se com animo materno ao Seu sacrifício; e, finalmente, foi dada como mãe ao discípulo amado pelo mesmo Jesus que morria na Cruz. Contemplemos e vivamos a dor e a esperança da Mãe. Sua fé ilumine nossa vida; sua materna proteção acompanhe nosso caminho para o encontro com o Senhor da glória.
 
PRIMEIRA DOR: MARIA ACOLHE A PROFECIA DE SIMEÃO.
 

D - Nós Vos louvamos e Vos bendizemos, Senhor Jesus,
T - Porque associastes a Virgem Maria à Obra da Salvação.
 
L - “Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma”. (Lc 2,34-35).
 
1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e 1 Glória
 
ORAÇÃO:  Ó Pai, resplandeça sempre a virgem Igreja, esposa de Cristo, pela fidelidade irrepreensível ao pacto do Vosso amor, e que, seguindo o exemplo de Maria, Vossa humilde serva, que apresentou ao Templo o autor da nova lei, conserve a pureza da fé, alimente o ardor da caridade e renove continuamente a esperança dos bens futuros. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
 
SEGUNDA DOR: MARIA FOGE PARA O EGITO PARA SALVAR JESUS.
 

D - Nós Vos louvamos e Vos bendizemos, Senhor Jesus,
T - Porque associastes a Virgem Maria à Obra da Salvação.
 
L - “O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o Menino e a Mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o Menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o Menino e a Mãe, e partiu para o Egito”. (Mt 2,13-14).
 
1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e 1 Glória
 
ORAÇÃO: Ó Deus fiel, que na Virgem Maria cumpristes as promessas feitas aos nossos pais, dai-nos a graça de seguir o exemplo da Filha de Sião, que Vos agradou com a humildade e com a obediência cooperou com a redenção do mundo. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
 
TERCEIRA DOR: MARIA PROCURA JESUS QUE PERMANECEU EM JERUSALÉM.

 
D - Nós Vos louvamos e Vos bendizemos, Senhor Jesus,
T - Porque associastes a Virgem Maria à Obra da Salvação.
 
“Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele”. (Lc 2,43b-45).
 
1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e 1 Glória
 
ORAÇÃO: Ó Deus, que na Sagrada Família nos destes um verdadeiro modelo de vida, fazei que, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, o Vosso Filho nos conceda caminhar entre as dificuldades do mundo, sempre voltados para os bens eternos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
 
QUARTA DOR: MARIA ENCONTRA JESUS NO CAMINHO DO CALVÁRIO.
 

D - Nós Vos louvamos e Vos bendizemos, Senhor Jesus,
T - Porque associastes a Virgem Maria à Obra da Salvação.
 
“Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam”. (Lc 23,26-27).
 
1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e 1 Glória
 
ORAÇÃO: Jesus, que no caminho do calvário voltastes os olhos para Vossa Mãe, concedei-nos, em meio aos sofrimentos da vida, a audácia e a alegria de acolher-Vos e seguir-Vos com toda a confiança. Cristo, fonte da vida, daí-nos contemplar o Vosso Rosto e encontrar, na loucura da Cruz, a promessa de nossa ressurreição. Vós que viveis e reinais com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém
 
QUINTA DOR: MARIA PRESENTE À CRUCIFIXÃO E MORTE DE SEU FILHO.
 

D - Nós Vos louvamos e Vos bendizemos, Senhor Jesus,
T - Porque associastes a Virgem Maria à Obra da Salvação.
 
“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe!” (Jo 19,15-27a).
 
1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e 1 Glória
 
ORAÇÃO: Ó Deus, que em Vosso misterioso desígnio de salvação quisestes continuar a Paixão de Vosso Filho nos membros sofredores de Seu corpo, que é a Igreja, fazei que, unidos à Mãe desolada aos pés da Cruz, aprendamos a reconhecer e servir com amor o Cristo sofredor nos irmãos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
 
SEXTA DOR: MARIA ACOLHE O CORPO DE JESUS, DESCIDO DA CRUZ.


D - Nós Vos louvamos e Vos bendizemos, Senhor Jesus,
T - Porque associastes a Virgem Maria à Obra da Salvação.
 
“Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimateia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz”. (Mc 15,42).
 
1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e 1 Glória
 
ORAÇÃO: Ó Deus, que para redimir o gênero humano, seduzido pelo maligno, associastes à Paixão do Vosso Filho a Mãe das Dores, fazei que todos os filhos de Adão, restaurados dos efeitos devastadores da culpa, participem da criação renovada no Cristo Redentor. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
 
SÉTIMA DOR: MARIA DEPÕE O CORPO DE JESUS NO SEPULCRO, À ESPERA DA RESSURREIÇÃO.

 
D - Nós Vos louvamos e Vos bendizemos, Senhor Jesus,
T - Porque associastes a Virgem Maria à Obra da Salvação.
 
“Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus”. (Jo 19,40-42a).
 
1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e 1 Glória
 
ORAÇÃO: Pai Santo, que no mistério pascal estabelecestes a Salvação do gênero humano, concedei a todos os homens, com a graça de Vosso Espírito, serem incluídos no número dos filhos adotivos que Jesus confiou à Virgem Mãe. Por Cristo, nosso Senhor.
 
FINAL:
3 Ave Marias para alcançar de Nossa Senhora uma boa e santa morte
 
ORAÇÃO FINAL
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do Vosso Filho, também nas infinitas cruzes da humanidade. Nós vos pedimos: assim como quisestes que ao pé da cruz do Vosso Filho estivesse sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo, Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!
 
LADAINHA DE NOSSA SENHORA DAS DORES

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai dos céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das Virgens, 
Mãe crucificada,
Mãe dolorosa,
Mãe triste,
Mãe aflita,
Mãe lacrimosa,  
Mãe desolada,
Mãe da soledade,
Mãe amarguradíssima,  
Mãe das angústias,
Mãe transpassada por uma espada,
Mãe com o coração crucificado,
Mãe órfã do Filho,
Mãe das Dores, 
Fonte das lágrimas,
Mãe sofredora,
Campo de tribulações, 
Espelho de paciência,
Rocha da constância,
Alegria dos aflitos,
Refúgio dos abandonados,
Escudo dos oprimidos,
Conforto dos que padecem,
Remédio dos enfermos, 
Porto dos náufragos,
Bonança na tempestade,
Socorro nos sofrimentos,
Terror dos traidores,
Terror dos demônios,
Estrela dos Profetas,
Fortaleza dos Apóstolos,  
Rainha dos Mártires,
Luz dos Confessores,
Coroa das Virgens,  
Consolo das Viúvas,
Tesouro dos fiéis,
Alegria de todos os Santos,  
Rainha dos vossos servos,
 
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Jesus.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Jesus.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Jesus.
 
D - Rogai por nós ó Virgem Dolorosíssima.
T - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
 
Oremos: À vossa eficaz proteção recorremos, ó Virgem Dolorosíssima e bendita; livrai-nos de todos os perigos e salvai-nos pelos merecimentos de vosso Filho Jesus Cristo, Redentor nosso, triunfador do poder das trevas. Assim seja.

Sábado 1 da Quaresma

1ª Leitura (Deut 26,16-19):
Moisés falou ao povo, dizendo: «O Senhor, teu Deus, ordena-te hoje que cumpras estas leis e mandamentos. Tu os guardarás e cumprirás com todo o teu coração e com toda a tua alma. Hoje obtiveste a promessa do Senhor de que Ele seria o teu Deus; e tu deves seguir os seus caminhos, cumprindo os seus mandamentos, leis e preceitos, e escutando a sua voz. E hoje o Senhor obteve de ti a promessa de que serás o seu povo, como Ele tinha declarado, e cumprirás os seus mandamentos. Ele te elevará pela glória, fama e esplendor, acima de todas as nações que formou, e serás um povo consagrado ao Senhor, teu Deus, como Ele prometeu.
 
Salmo Responsorial: 118
R. Ditoso o que anda na lei do Senhor.
 
Felizes os que seguem o caminho perfeito e andam na lei do Senhor. Felizes os que observam as suas ordens e O procuram de todo o coração.
 
Promulgastes os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Oxalá meus caminhos sejam firmes na observância dos vossos decretos.
 
Na retidão de coração Vos darei graças, ao aprender os vossos juízos. Hei de cumprir os vossos preceitos: não me desampareis jamais.
 
Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.
 
Evangelho (Mt 5,43-48): «Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Ora, eu vos digo: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem!. Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus; pois ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os publicanos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito».
 
«Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem»
 
Rev. D. Joan COSTA i Bou (Barcelona, Espanha)
 
Hoje, o Evangelho exorta-nos ao mais perfeito amor. Amar é querer o bem do outro e nisto se baseia a nossa realização pessoal. Não amamos para procurar o nosso bem, mas sim o bem de quem amamos, e assim fazendo crescemos como pessoas. O ser humano, como afirmou o Concílio Vaticano II, «não pode encontrar a sua plenitude senão na entrega sincera de si mesmo aos outros». A isso se referia Santa Teresa do Menino Jesus quando pedia para fazermos da nossa vida um holocausto. O amor é a vocação humana. Todo o nosso comportamento, para ser verdadeiramente humano, deve manifestar a realidade do nosso ser, realizando a vocação do amor. Como escreveu São João Paulo II, «o homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si mesmo um ser incompreensível, a sua vida fica privada de sentido se não se lhe revela o amor, se não se encontra com o amor, se não o experimenta e o faz próprio, se não participa nele vivamente».
 
O amor tem o seu fundamento e a sua plenitude no amor de Deus em Cristo. A pessoa é convidada a um diálogo com Deus. Cada um existe pelo amor de Deus que o criou e pelo amor de Deus que o conserva, «e só pode dizer-se que vive na plenitude da verdade quando reconhece livremente este amor e se confia totalmente ao seu Criador» (Concílio Vaticano II): esta é a razão mais alta da sua dignidade. O amor humano deve, portanto, ser custodiado pelo Amor divino, que é a sua fonte, nele encontra o seu modelo e nele é levado à plenitude. Portanto, o amor, quando é verdadeiramente humano, ama com o coração de Deus e abraça incluso os inimigos. Se não é assim, não se ama de verdade. Daqui decorre que a exigência do dom sincero de si mesmo se torne um preceito divino: «Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5,48).
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Oh! Senhor meu, como sois bom!» (Santa Teresa de Jesus)
 
«Amar os nossos inimigos, os que nos perseguem e nos fazem sofrer, é difícil; nem sequer é um “bom negócio” porque nos empobrece. Mas, este é o caminho indicado e percorrido por Jesus para a nossa salvação» (Francisco)
 
«Cristo morreu por amor de nós, sendo nós ainda «inimigos». O Senhor pede-nos que, como Ele, amemos até os nossos inimigos, que nos façamos o próximo do mais afastado, que amemos as crianças e os pobres como a Ele próprio» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.825)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm
 
* No evangelho de ontem vimos como Jesus interpretou o mandamento “Não Matarás” para que a sua observância leve à prática do amor.
Além de “Não Matarás” (Mt 5,21), Jesus citou outros quatro mandamentos da antiga lei: não cometer adultério (Mt 5,27), não jurar falso (Mt 5,33), olho por olho, dente por dente (Mt 5,38) e, no evangelho de hoje: “Amarás o próximo e odiarás o teu inimigo” (Mt 5,43). Assim, ao todo, por cinco vezes, ele criticou e completou a maneira antiga de observar estes mandamentos e apontou um caminho novo para atingir o objetivo da lei que é a prática do amor (Mt 5,22-26; 5, 28-32; 5,34-37; 5,39-42; 5,44-48).
 
* Amar os inimigos. No evangelho de hoje, Jesus cita a antiga lei que dizia: “Amarás o próximo e odiarás o teu inimigo”. Este texto não se encontra tal qual no Antigo Testamento. Trata-se mais da mentalidade reinante, segundo a qual o povo não via nenhum problema no fato de uma pessoa ter ódio ao seu inimigo. Jesus discorda e diz: “Mas eu digo Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem!” E ele dá o motivo: “Pois, se amais somente aos que vos amam, que recompensa vocês terão? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente vossos irmãos, o que é que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como é perfeito vosso Pai que está no céu." E Jesus deu a prova. Na hora de ser crucificado observou o que ensinou.
 
* Pai, perdoa! Eles não sabem o que fazem!  Um soldado prendeu o pulso de Jesus no braço da cruz, colocou um prego e começou a bater. Deu várias pancadas. O sangue espirrava. O corpo de Jesus se contorcia de dor. O soldado, mercenário, ignorante, alheio ao que estava fazendo e ao que estava acontecendo ao redor, continuava batendo como se fosse um prego na parede da casa dele para pendurar um quadro. Neste momento Jesus rezou pelo soldado que o torturava e dirigiu esta prece ao Pai: “Pai, perdoa! Eles não sabem o que estão fazendo!” Amou o soldado que o matava. Por mais que quisessem, a desumanidade não conseguiu apagar em Jesus a humanidade e o amor. Eles o prenderam, xingaram cuspiram no rosto dele, deram soco na cara, fizeram dele um rei palhaço com coroa de espinhos na cabeça, flagelaram, torturaram, o obrigaram andar pelas ruas como um criminoso, teve de ouvir os insultos das autoridades religiosas, no calvário o deixaram totalmente nu à vista de todos e de todas. Mas o veneno da desumanidade não conseguiu alcançar a fonte do amor e da humanidade que brotava de dentro de Jesus. A água do amor que jorrava de dentro era mais forte que o veneno do ódio que vinha de fora. Olhando aquele soldado ignorante e bruto, Jesus teve dó dele e rezou por ele e por todos: “Pai perdoa!” E ainda arrumou uma desculpa: “Eles não sabem o que estão fazendo!” Jesus se fez solidário com aqueles que o torturavam e maltratavam. Era como o irmão que vem com seus irmãos assassinos diante do juiz e ele, vítima dos próprios irmãos, diz ao juiz: “São meus irmãos, sabe, são uns ignorantes. Perdoa. Eles vão melhorar!” Amou o inimigo!
 
* Ser perfeito como o Pai do céu é perfeito. Jesus não quer simplesmente virar a mesa, pois aí nada mudaria. Ele quer mudar o sistema da convivência humana. O Novo que ele quer construir vem da nova experiência que ele tem de Deus como Pai cheio de ternura que acolhe a todos! As palavras de ameaça contra os ricos não podem ser ocasião para os pobres se vingarem. Jesus manda ter a atitude contrária: "Amai os vossos inimigos!" O amor verdadeiro não pode depender do que eu recebo do outro. O amor deve querer o bem do outro independentemente do que ele ou ela faz por mim. Pois assim é o amor de Deus por nós.
 
Para um confronto pessoal
1) Amar os inimigos. Será que sou capaz de amar os meus inimigos?
2) Contemplar em silêncio Jesus que, na hora de ser morto, amava o inimigo que o matava.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

VIA SACRA CARMELITA


C – Irmãos, preparemos os nossos corações à contemplação da Paixão e Morte de nosso Salvador.  Sua Morte nos releva o quanto Deus nos ama, e, ao mesmo tempo, nos manifesta a gravidade do nosso pecado. Ao arrependimento deve unir-se a gratidão e o empenho por uma vida nova no amor.  Peçamos, então, perdão dos nossos pecados, para que possamos meditar com devoção o Mistério da Paixão e Morte do Senhor Jesus.
 
T - Senhor meu Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos Ter ofendido; pesa-me também de Ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio de Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia.
 
P – Concedei-nos, Senhor nosso Deus, sermos encontrados também nós, por vossa graça, caminhando sempre alegremente na mesma caridade com a qual, por amor do mundo, vosso Filho entregou-se à morte. Por Cristo, nosso Senhor.
T – Amém.
 
1º Passo: Jesus angustiado no Jardim das Oliveiras
 

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
L - DO EVANGELHO DE SÃO LUCAS: Conforme o seu costume, Jesus dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos.  Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: Orai para que não caiais em tentação. Depois afastou-se deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava: Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua.  Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória
 
P - Concedei-nos, ó Deus onipotente, pela Paixão de vosso Filho unigênito, que respiremos aliviados, nós que desfalecemos por causa da nossa fraqueza. Por Cristo, nosso Senhor.
T – Amém.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito bem impressas
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
2º Passo: Jesus preso e condenado pelo Sinédrio
 

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
L - DO EVANGELHO DE SÃO LUCAS: À frente da multidão vinha um dos Doze, que se chamava Judas. Achegou-se de Jesus para beijá-lo.  Jesus perguntou-lhe: Judas, com um beijo traís o Filho do Homem? ... Prenderam-no então e conduziram-no à casa do príncipe dos sacerdotes. Os homens que guardavam Jesus escarneciam dele e davam-lhe bofetadas. Cobriam-lhe o rosto e diziam: Adivinha quem te bateu!   E injuriavam-no ainda de outros modos.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
P - Senhor, Deus e Pai nosso, que pela Paixão de vosso Filho unigênito nos destes a vida, fazei que, unidos à sua Morte pela penitência, possamos também participar, com todos os homens, de sua ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.
T – Amém.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito bem impressas
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
3º Passo: Jesus flagelado
 

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
L - DOS EVANGELHOS DE SÃO LUCAS E SÃO JOÃO: Pilatos ainda interveio: Mas que mal fez ele, então? Não achei nele nada que mereça a morte; irei, portanto, castigá-lo e, depois, o soltarei... Pilatos, então, mandou flagelar Jesus.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
P - Concedei, ó Deus onipotente e misericordioso, que, movidos e confortados por vosso Espírito, portemos sempre em nosso corpo a mortificação de Jesus, a fim de que se manifeste em nós também a sua Vida. Por Cristo, nosso Senhor.
T – Amém.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito bem impressas
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
4º Passo: Jesus coroado de espinhos
 

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
L - DO EVANGELHO DE SÃO MATEUS: Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão.  Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve rei dos judeus! Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
P - Olhai com amor, ó Pai, para a vossa família, pela qual nosso Senhor Jesus Cristo não hesitou em entregar-se aos inimigos e sofrer o suplício da cruz. Vós que viveis e reinais para sempre.
T – Amém.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito bem impressas
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
5º Passo: Jesus condenado por Pilatos.
 

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
L - DO EVANGELHO DE SÃO JOÃO: Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação.   Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem! Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos entregou-o então a eles para que fosse crucificado.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
P - Ó Deus eterno e todo-poderoso, destes aos homens, por modelo, o Cristo, vosso Filho e nosso Salvador, feito homem e humilhado até a morte na cruz: concedei-nos lembrar-nos sempre do ensinamento de sua paixão, para participarmos da glória de sua ressurreição.  Por Cristo, nosso Senhor.
T – Amém.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito bem impressas
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
6º Passo: Jesus carrega a cruz para o Calvário.
 

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
L - DO EVANGELHO DE SÃO LUCAS: Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam.  Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
P - Ó Deus, pela Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terreno, possamos trazer pela graça a imagem do homem novo. Por Cristo, nosso Senhor.
T – Amém.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito bem impressas
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
7º Passo: Jesus morre na Cruz.
 

C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
L - DO EVANGELHO DE SÃO LUCAS: Chegados ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda. E Jesus dizia: Pai perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. ... Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona.  Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio.  Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos, entrego o meu espírito. E, dizendo isso, expirou.
 
C- Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
P - Ó Deus, vós quisestes que vosso Filho sofresse por nós o suplício da cruz a fim de nos libertar do poder do inimigo; concedei que nós, vossos servos, alcancemos a graça da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.
T – Amém.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito bem impressas
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
Ritos finais
 

P. Sobre vosso povo, Senhor, que celebrou a Paixão de vosso Filho esperando em sua Ressurreição, fazei que desçam copiosas bênçãos, venha o perdão, seja dado o consolo, aumente a fé e firme-se a eterna redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
 
T - Deus nosso Pai, que haveis determinado que se salvem vossos escolhidos por meio dos sofrimentos e da Cruz!  Ajudai-nos a suportar os nossos sofrimentos com o Espírito de paciência e resignação que nos deixou vosso unigênito Filho Jesus Cristo, e fazei que em todas as nossas aflições, sejam da alma, sejam do corpo, repitamos com fé e submissão as palavras que Ele Vos dirigiu em sua dolorosa agonia.  “Pai, não se faça minha vontade, mas sim a vossa!" Amém.
 
Benção final
P. Deus, Pai de misericórdia, que vos propõe, na Paixão de seu Filho unigênito, o modelo da caridade, vos dê também de receber, servindo a Deus e aos homens, o dom inefável de sua bênção.
T. Amém.
 
P. Ele vos alcance a graça da vida eterna por meio de Cristo, cuja Morte temporal, conforme a vossa fé, vos livrou da morte eterna.
T – Amém.
 
P. Ele vos dê participar da Ressurreição de Cristo que vos ensinou o caminho da mortificação e da penitência.
T – Amém.
 
P. E a benção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho, e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
T – Amém.
 
P. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe
T. Graças a Deus.