domingo, 12 de julho de 2026

São Camilo de Léllis, presbítero
 
1ª Leitura (Is 7,1-9):
No tempo em que Acaz, filho de Jotão, filho de Ozias, era rei de Judá, Rason, rei dos arameus, e Pecá, filho de Romélia, rei de Israel, marcharam contra Jerusalém para a atacarem, mas não puderam conquistá-la. Quando chegou a notícia à casa de David de que os arameus tinham acampado em Efraim, o coração do rei e do povo estremeceu, como se agitam as árvores da floresta batidas pelo vento. O Senhor disse então a Isaías: «Vai ao encontro de Acaz, com teu filho Sear-Jasub, no extremo do aqueduto da piscina superior, que fica na estrada do Campo do Pisoeiro, e diz-lhe: Tem cuidado, mas não temas; não desanimes nem te assustes à vista desses dois tições fumegantes, da fúria de Rason, rei dos arameus, e do filho de Romélia. Os arameus, com Efraim e o filho de Romélia, decidiram fazer-te mal e disseram: ‘Marchemos contra Judá, para o intimidar, vamos invadi-lo, para que se renda, e estabeleceremos nele como rei o filho de Tabeel’. Assim fala o Senhor Deus: Isto não acontecerá, isto não se realizará. A capital dos arameus é Damasco e o chefe de Damasco é Rason; a capital de Efraim é Samaria e o chefe de Samaria é o filho de Romélia. Mas dentro de sessenta e cinco anos, Efraim será arrasado e deixará de ser um povo. Contudo, se não tiverdes fé, não podereis sobreviver».
 
Salmo Responsorial: 47
R. Guardai para sempre, Senhor, a vossa morada.
 
Grande é o Senhor e digno de louvor na cidade do nosso Deus. A sua montanha sagrada é a mais bela das montanhas, a alegria de toda a terra.
 
O monte Sião, no extremo norte, é a cidade do grande Rei. Deus Se mostrou em seus palácios um baluarte seguro.
 
Os reis aliaram-se e avançaram todos juntos. Mal a avistaram, tomaram-se de pânico e, perturbados, puseram-se em fuga.
 
Ali se apoderou deles o pavor, angústia como a da mulher que dá à luz, como quando o vento leste despedaça as naus de Társis.
 
Aleluia. Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 11,20-24): Naquele tempo, Jesus começou a censurar as cidades nas quais tinha sido realizada a maior parte de seus milagres, porque não se converteram. «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Se em Tiro e Sidônia se tivessem realizado os milagres feitos no meio de vós, há muito tempo teriam demonstrado arrependimento, vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinza. Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. E tu, Cafarnaum! Acaso serás elevada até o céu? Até o inferno serás rebaixada! Pois se os milagres realizados no meio de ti se tivessem produzido em Sodoma, ela existiria até hoje! Eu, porém, te digo: no dia do juízo, Sodoma terá uma sentença menos dura do que tu!».
 
«Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!»
 
Fr. Damien LIN Yuanheng (Singapore, Singapura)
 
Hoje, Cristo repreende a duas cidades de Galileia, Corozain e Betsaida, por sua incredulidade: «Ai de ti, Corozaín! ¡Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e no Sidão, tivessem feito os milagres que se fizeram em vocês, (...) “teriam se convertido» (Mt 11,21). Jesus mesmo dá depoimento em favor das cidades fenícias, Tiro e Sidão: estas teriam feito penitência, com grande humildade, de ter experimentado as maravilhas do poder divino.
 
Ninguém é feliz recebendo uma boa repreensão. No entanto, deve ser especialmente doloroso ser repreendido por Cristo, Ele que nos ama com um coração infinitamente misericordioso. Simplesmente, não há desculpa, não há imunidade quando se é repreendido pela própria Verdade. Recebamos, então, com humildade e responsabilidade cada dia o chamado de Deus à conversão.
 
Também notamos que Cristo não anda com rodeios. Ele situou a sua audiência frente a frente diante da verdade. Devemos examinar-nos sobre como falamos de Cristo aos outros. Frequentemente, também nós temos que lutar contra nossos respeitos humanos para pôr os nossos amigos diante das verdades eternas, tais como a morte e o juízo. O Papa Francisco, conscientemente, descreveu são Paulo como um “escandaloso”: «O Senhor sempre quer que vamos mais longe... Que não nos refugiemos em uma vida tranquila nem nas estruturas caducas (…). E Paulo, incomodava predicando o Senhor. Mas ele ia adiante, porque tinha dentro de si aquela atitude cristã que é o cuidado apostólico. Não era um “homem de compromisso”». Não devemos evadir do nosso dever de caridade!
 
Talvez, como eu, encontrarás iluminadoras estas palavras de são Josemaria Escrivá: «(…) Trata-se de falar em sábio, em cristão, mas de modo acessível a todos». Não podemos dormir no ponto —acomodar-nos— para sermos entendidos por muitos, pois devemos pedir a graça de ser humildes instrumentos do Espírito Santo, com o fim de situar de cheio a cada homem e a cada mulher diante da Verdade divina.
 
«Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!»
 
Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz (El Montanyà, Barcelona, Espanha)
 
Hoje, o Evangelho nos fala do juízo histórico de Deus sob Corazim, Cafarnaum e outras cidades: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Se em Tiro e Sidônia se tivessem realizado os milagres feitos no meio de vós, há muito tempo teriam demonstrado arrependimento (...)» (Mt 11,21).Tenho meditado essa passagem entre suas escuras ruínas, que é tudo o que fica delas. Minha reflexão não me deixou alegre pelo fracasso que sofreram. Pensava: nas nossas populações, em nossos bairros, nas nossas casas, por elas também passou o Senhor e... O levamos em conta? Eu o levei em conta?
 
Com uma pedra na mão, tenho falado comigo mesmo: algo assim ficará de minha existência histórica, se não vivo responsavelmente a visita do Senhor. Lembrei ao poeta: «Alma, assoma-te agora à janela: verás com quanto amor chamar porfia» e, envergonhado reconheço que eu também tenho dito: «Amanhã lhe abriremos... Para o mesmo responder amanhã» (Lope de Vega).
 
Quando atravesso as inumanas ruas de nossas cidades dormitório, penso: o que pode-se fazer entre esses habitantes com quem me sinto incapaz de estabelecer um diálogo, com quem não posso compartilhar minhas ilusões, a quem me é impossível transmitir o amor de Deus? Lembro, então, o lema que escolheu São Francisco de Sales ao ser nomeado bispo da Genebra o máximo expoente da Reforma protestante naquele tempo: «Precisamos aprender a florescer, onde Deus nos plantou». E, se com uma pedra na mão meditava o juízo severo de Deus que, pode recair sob mim, em outros momentos com uma florzinha silvestre, nascida entre as ervas e o excremento da alta montanha, acho que não devo perder a Esperança. Devo corresponder à bondade que Deus tem me oferecido e, assim a minha pequena generosidade depositada no coração daquele que cumprimento, o olhar interessado e atento daquele que me pede uma informação, o sorriso dirigido ao que me cedeu o passo, florescerá no futuro. E, nosso entorno não perderá a Fé.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Não há nada tão agradável e amado por Deus como o facto de que os homens se convertam a Ele com sincero arrependimento» (São Máximo, o Confessor)
 
«Jesus exprime o seu desgosto ao ver-se atacado pelo seu próprio povo: 'Se os milagres realizados entre vós tivessem sido feitos em Tiro e Sidom'... Nesta comparação severa, mas também amarga, está toda a história da salvação» (Francisco)
 
«O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo (cf. Ez 36,26-27) (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1432)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* O Sermão da Missão ocupou o capítulo 10.
Os capítulos 11 e 12 vão descrever como Jesus realizava a Missão. Ao longo destes dois capítulos, aparecem as adesões, as dúvidas e as recusas que a ação evangelizadora de Jesus ia provocando. João Batista, que olhava Jesus com os olhos do passado, não conseguia entendê-lo (Mt 11,1-15). O povo, que olhava para Jesus com finalidade interesseira, não foi capaz de entendê-lo (Mt 11,16-19). As grandes cidades ao redor do lago, que ouviram a pregação de Jesus e viram seus milagres, não quiseram abrir-se para a sua mensagem (é o texto do evangelho de hoje) (Mt 11,20-24). Os sábios e doutores, que apreciavam tudo a partir da sua própria ciência, não foram capazes de entender a pregação de Jesus (Mt 11,25). Os fariseus que confiavam só na observância da lei, criticavam Jesus (Mt 12,1-8) e decidiram matá-lo (Mt 12,9-14). Diziam que Jesus agia em nome de Belzebu (Mt 12,22-37). Queriam dele uma prova para poder crer nele (Mt 12,38-45). Nem os parentes apoiavam Jesus (Mt 12,46-50). Só os pequenos e o povo doente o entendiam e aceitavam a Boa Nova do Reino (Mt 11,25-30). Iam atrás dele (Mt 12,15-16) e viam nele o Servo anunciado por Isaías (Mt 12,17-21).
 
* Esta maneira de descrever a ação missionária de Jesus era uma advertência clara para os discípulos e discípulas que andavam com Jesus pela Galileia. Não podiam esperar muita recompensa nem elogio pelo fato de serem missionários de Jesus. A advertência vale também para nós que hoje lemos e meditamos este mesmo Sermão da Missão, pois os evangelhos são escritos envolventes. Eles nos convidam a confrontar nossa atitude frente a Jesus com a atitude das personagens que aparecem no evangelho e a nos perguntar se somos como João Batista (Mt 11,1-15), como o povo interesseiro (Mt 11,16-19), como as cidades incrédulas (Mt 11,20-24), como os doutores que pensavam saber tudo e não entendiam nada (Mt 11,25), como os fariseus que só sabiam criticar (Mt 12,1-45) ou como o povo pequeno que andava à procura de Jesus (Mt 12,15) e que, com a sua sabedoria, soube entender e aceitar a mensagem do Reino(Mt 11,25-30).
 
* Mateus 11,20: A palavra contra as cidades que não o receberam. O espaço por onde Jesus andou durante aqueles três anos da sua vida missionária era pequeno. Abrangia uns poucos quilômetros quadrados ao longo do Mar da Galileia em torno das cidades Cafarnaum, Betsaida e Cora Zain. Só! Ora, foi neste espaço tão pequeno que Jesus realizou a maior parte dos seus discursos e milagres. Ele veio salvar a humanidade inteira, e quase não saiu do limitado espaço da sua terra. Tragicamente, Jesus teve que constatar que o povo daquelas cidades não quis aceitar a mensagem do Reino e não se converteu. As cidades se fixaram na rigidez das suas crenças, tradições e costumes e não aceitaram o convite de Jesus mudar de vida.
 
* Mateus 11,21-24: Corazain, Betsaida e Cafarnaum são piores que Tiro, Sidônia e Sodoma. No passado, Tiro e Sidônia, inimigos ferrenhos de Israel, maltrataram o povo de Deus. Por isso, foram amaldiçoadas pelos profetas (Is 23,1; Jr 25,22; 47,4; Ez 26,3; 27,2; 28,2; Jl 4,4; Am 1,10). E agora, Jesus diz que estas cidades, símbolos de toda a malvadeza, já teriam feito conversão se nelas tivessem acontecido tantos milagres como em Corazain e Betsaida. A cidade de Sodoma, símbolo da pior perversão, foi destruída pela ira de Deus (Gn 18,16 a 19,29). E agora, Jesus diz que Sodoma existiria até hoje, pois teria feito a conversão se tivesse visto os milagres que Jesus fez em Cafarnaum. Hoje continua o mesmo paradoxo. Muitos de nós, que somos católicos desde criança, temos tantas convicções consolidadas, que ninguém é capaz de nos converter. E em alguns lugares, o cristianismo, em vez de ser fonte de mudança e de conversão, tornou-se o reduto das forças mais reacionárias da política do país.
 
Para um confronto pessoal
1) Como me coloco diante da Boa Nova de Jesus: como João Batista, como o povo interesseiro, como os doutores, como os fariseus ou como o povo pequeno e pobre?
2) Minha cidade e meu país merecem a advertência de Jesus contra Cafarnaum, Corazaim e Betsaida?

7º dia da NOVENA DE NOSSA SENHORA DO CARMO COM SÃO JOÃO DA CRUZ

1. ORAÇÃO DE ABERTURA
 
Dirigente: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém
 
Dirigente: Com São João da Cruz e os santos do Carmelo louvemos a Virgem Santíssima.
Todos: Ela é nossa Mãe e Mestra, que nos guia ao cume do monte, que é Cristo.
 
Dirigente: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Todos: Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
 
COM MARIA NA MORTE

 
2. FATO DA VIDA DE SÃO JOÃO DA CRUZ
Dirigente: A Virgem Santíssima se fez presente também no momento da morte de João da Cruz. Com 49 anos de idade, após uma penosíssima enfermidade, faleceu no convento de Úbeda, no dia 14 de dezembro de 1591. Neste sétimo dia, escutemos o testemunho daqueles que estiveram presentes à sua morte.
 
Leitor: “Certo dia, o Santo estava com outros religiosos conversando sobre coisas do céu. Então começou a falar dos favores que a Mãe de Deus faz aos seus devotos na hora da morte, ao deixarem esta vida, e também depois, caso vão para o purgatório. Ele refletiu sobre o grande favor que a Mãe de Deus havia feito a essa Ordem, aos seus religiosos e aos membros das confrarias que usam seu escapulário: ela prometeu que os ajudaria com sua intercessão e auxílio no purgatório, para tirá-los de lá, especialmente no dia de sábado. Via-se como ele se alegrava interiormente ao lembrar desse benefício. Então os religiosos lhe disseram: ‘Nosso pai, temos certeza de que, como recompensa por essa devoção de Vossa Reverência à Nossa Senhora, ela fará com que nosso Senhor o leve desta vida em um sábado, para que, se for ao purgatório, saia logo de lá’. Oito dias antes de morrer, ele soube o dia e a hora de sua morte. Pelo que viu e ouviu, compreendeu que a Mãe de Deus lhe havia avisado. Ao voltar-se para ela, disse: ‘Bendita sejas, Senhora, porque queres que eu deixe esta vida no teu dia, o sábado’. Também se entendeu que esse aviso foi no sábado, 7 de dezembro, véspera da Imaculada Conceição. A partir daquele dia, ele perguntava todos os dias: ‘Que dia é hoje?’ Na noite do dia 13, ao ouvir um sino, perguntou: ‘Para que estão tocando?’ Responderam-lhe que as freiras tocavam para as matinas às dez. Ele disse: ‘E eu também, pela bondade do Senhor, vou rezar as matinas com a Virgem Nossa Senhora no céu’. Então, comovido e lembrando-se com carinho da Virgem, disse-lhe: ‘Infinitas graças te dou, minha rainha e senhora, por esta graça de fazer com que eu deixe esta vida no teu dia, o sábado’.” (BENGOECHEA, Ismael, 1990, p.35-36)
 
3. PALAVRA DE DEUS: Jo 14, 1-4.6b
 
4. REFLETINDO SOBRE O TEMA
Dirigente: Aquele que desde a infância experimentou os favores da Virgem Maria não poderia findar os seus dias sem a presença dela. Na véspera da Imaculada Conceição, é avisado por ela que morrerá no dia de sábado. Mas, qual a importância do sábado? É o dia dedicado à Virgem Maria. A veneração mariana nesse dia está relacionada ao Tríduo Pascal. Isto porque, segundo a tradição, a Virgem Maria teria sido a única pessoa que, no Sábado Santo, permaneceu firme, esperando a ressurreição de Jesus Cristo. Para um carmelita, porém, este dia também está ligado a uma promessa segundo a qual a Virgem Maria desceria ao purgatório, no dia de sábado, para libertar os defuntos carmelitas (religiosos e leigos) das penas e levá-los consigo ao paraíso. Sinal externo de pertença ao Carmelo é o hábito ou o escapulário. Estes, porém, não são algo mágico, nem um passaporte para o céu: são sinais da presença e do auxílio da Virgem Maria durante a vida, na hora da morte e depois da morte; são também sinais que recordam o compromisso duradouro e contínuo de conversão, de empenho em seguir Jesus Cristo, caminho verdade e vida.
 
PARA REFLEXÃO PESSOAL
1) O que mais me chama a atenção no fato da vida de João da Cruz e no evangelho?
2) O que a oração abaixo tem a ver com o tema de hoje?
Senhora do Carmo, Mãe dos Carmelitas,
Socorrei as almas – que vivem aflitas.
Senhora do Carmo, vinde em meu favor,
o inimigo afastai – com vosso valor.
Na hora da morte, – Mãe compadecida,
Dê-nos vosso Filho – a eterna vida.
3) Peço o auxílio da Virgem Maria durante a vida, na hora da morte e depois da morte?
 
Partilha e oração espontânea (pedido, louvor ou agradecimento)
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai...
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
 
5. SAUDAÇÃO A N. S. DO CARMO
Dirigente: Deus te salve Maria, Mãe e Senhora do Carmelo.
Todos: Ave Maria...
 
Dirigente: Deus te salve Maria, Formosura do Carmelo.
Todos: Ave Maria...
 
Dirigente: Deus te salve Maria, Mestra da vida interior.
Todos: Ave Maria...
 
Todos: Venha, ó Deus, em nosso auxílio, a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo, para que possamos, sob sua proteção, e a exemplo de São João da Cruz, subir ao monte que é Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém!
 
Dirigente: Estivemos e estaremos sempre reunidos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

sábado, 11 de julho de 2026

Segunda-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Sta. Teresa de Jesus dos Andes, virgem de nossa Ordem
Santo Henrique, imperador
 
1ª Leitura (Is 1,10-17):
Escutai a palavra do Senhor, chefes de Sodoma; dai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra: «De que Me servem os vossos inúmeros sacrifícios? – diz o Senhor – Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de vitelos; detesto o sangue de touros, cordeiros e cabritos. Quando vindes à minha presença, quem vos convidou a pisar os meus átrios? Deixai de Me trazer ofertas inúteis: o fumo do incenso Me repugna, não suporto as luas novas, os sábados, as assembleias, a impiedade das vossas festas. Abomino do íntimo da alma as vossas luas novas e as vossas solenidades, que se tornaram um peso para Mim e não as suporto mais. Quando levantais as mãos, desvio de vós o meu olhar. Ainda que multipliqueis as vossas preces, não lhes darei atenção, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações, deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva».
 
Salmo Responsorial: 49
R. A quem segue o caminho reto darei a salvação de Deus.
 
Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo: os teus holocaustos estão sempre na minha presença. Não aceito os novilhos da tua casa nem os cabritos do teu rebanho.
 
Como falas tanto na minha lei e trazes na boca a minha aliança, tu que detestas os meus ensinamentos e desprezas as minhas palavras?
 
Fizeste isto e Eu calei-me; pensaste que Eu era como tu. Hei-de acusar-te e lançar-te tudo em rosto. Honra-Me quem Me oferece um sacrifício de louvor, a quem segue o caminho reto
darei a salvação de Deus.
 
Aleluia. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 10,34-11,1): Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: «Não penseis que vim trazer paz à terra! Não vim trazer paz, mas sim, a espada. De fato, eu vim pôr oposição entre o filho e seu pai, a filha e sua mãe, a nora e sua sogra; e os inimigos serão os próprios familiares. Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. Quem vos recebe, é a mim que está recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou. Quem receber um profeta por ele ser profeta, terá uma recompensa de profeta. Quem receber um justo por ele ser justo, terá uma recompensa de justo. E quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não ficará sem receber sua recompensa”. Quando Jesus terminou estas instruções aos doze discípulos, partiu dali, a fim de ensinar e proclamar a Boa Nova nas cidades da região.
 
«E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim»
 
Rev. D. Valentí ALONSO i Roig (Barcelona, Espanha)
 
Hoje, Jesus nos oferece uma importante mistura de recomendações; é como um desses banquetes modernos onde os pratos são pequenas porções para saborear. Trata-se de conselhos profundos e de difícil digestão, destinados a seus discípulos na formação e preparação missionária (cf. Mt 11,1). Para gostar deles devemos contemplar o texto em partes diferentes.
 
Jesus começa dando a conhecer o efeito do seu ensino. Não obstante os efeitos positivos, evidentes na atuação do Senhor, o Evangelho evoca as contrariedades e contratempos da predicação: «e os inimigos serão os próprios familiares» (Mt 10,36). Isso é o contraditório de viver na fé, temos a possibilidade de enfrentarmos, até mesmo com os que estão mais perto de nós, quando não compreendemos quem é Jesus, o Senhor, e não o percebemos como o Mestre da comunhão.
 
Em um segundo momento Jesus nos pede para ocupar o lugar mais alto na escala do amor: «Quem ama pai ou mãe mais do que a mim...» (Mt 10,37), «e quem ama filho ou filha mais do que a mim...» (Mt 10,37). Desse jeito, propõe deixarmos acompanhar por Ele como presença de Deus, já que «quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou» (Mt 10,40). O resultado de morar acompanhados pelo Senhor, acolhido em nossa morada, é gozar da recompensa dos profetas e justos, porque temos recebido um profeta e um justo.
 
A recomendação do Mestre acaba valorizando as pequenas demonstrações de ajuda e proteção às pessoas que moram acompanhadas pelo Senhor, os seus discípulos, que somos todos os cristãos. «Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo...» (Mt 10,42). A partir deste conselho, nasce uma responsabilidade: em relação ao próximo, sejamos conscientes de que as pessoas que moram com o Senhor, quem quer que sejam, devem ser tratadas como Ele mesmo. São João Crisóstomo diz: «Se o amor estivesse espalhado por todas as partes, nasceria dele uma quantidade infinita de bens».
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Até que venha a paz, na qual não teremos qualquer inimigo, a nossa tarefa é lutar longa, fiel e corajosamente, para que possamos merecer ser coroados pelo Senhor Deus» (Santo Agostinho)
 
«A Virgem Maria, Rainha da Paz, partilhou até ao martírio da alma a luta do seu Filho Jesus contra o Maligno. Invoquemos a sua intercessão materna para nos ajudar sempre a sermos testemunhas da paz de Cristo, sem jamais nos comprometermos com o mal» (Bento XVI)
 
«Tudo o que Cristo viveu, Ele próprio faz com que o possamos viver n'Ele e Ele vivê-lo em nós. «Pela sua Encarnação, o Filho de Deus uniu-Se, de certo modo, a cada homem» (Concilio Vaticano II). Nós somos chamados a ser um só com Ele» (Catecismo da Igreja Católica, nº 521)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
*
A V Conferência dos bispos da América Latina, realizada em Aparecida do Norte (2007), Brasil, elaborou um documento muito importante sobre o tema: “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida”. O Sermão da Missão do capítulo 10 do Evangelho de São Mateus, que estamos meditando nestes dias, oferece muitas luzes para poder realizar a missão de discípulos e missionários de Jesus Cristo. O evangelho de hoje traz a parte final deste Sermão da Missão.
 
* Mateus 10,34-36: Não vim trazer a paz, mas sim a espada. Jesus sempre fala em paz (Mt 5,9; Mc 9,50; Lc 1,79; 10,5; 19,38; 24,36; Jo 14,27; 16,33; 20,21.26). Então, como entender a frase do evangelho de hoje que parece dizer o contrário: "Não pensem que eu vim trazer paz à terra; eu não vim trazer a paz, e sim a espada”?  Esta afirmação não significa que Jesus estivesse a favor da divisão e da espada. Não! Jesus não quer a espada (Jo 18,11) nem a divisão. Ele quer é a união de todos na verdade (cf. Jo 17,17-23). Naquele tempo, porém, o anúncio da verdade de que ele, Jesus de Nazaré, era o Messias tornou-se motivo de muita divisão entre os judeus. Dentro da mesma família ou comunidade, uns eram a favor e outros radicalmente contra. Neste sentido a Boa Nova de Jesus era realmente uma fonte de divisão, um “sinal de contradição” (Lc 2,34) ou, como dizia Jesus, ela trazia a espada. Assim se entende a outra advertência: “Eu vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares”. Era o que estava acontecendo, de fato, nas famílias e nas comunidades: muita divisão, muita discussão, como consequência do anúncio da Boa Nova entre os judeus daquela época, uns aceitando, outros negando. Até hoje é assim. Muitas vezes, lá onde a Igreja se renova, o apelo da Boa Nova se torna um “sinal de contradição” e de divisão. Pessoas que durante anos viveram acomodadas na rotina da sua vida cristã, já não querem ser incomodadas pelas “inovações” do Vaticano II. Incomodadas pelas mudanças, elas usam toda a sua inteligência para encontrar argumentos em defesa de suas opiniões e para condenar as mudanças como contrárias ao que elas pensam ser a verdadeira fé. 
 
* Mateus 10,37: Quem ama seu pai e sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Lucas traz esta mesma frase mas muito mais exigente. Ele diz literalmente: "Se alguém vem a mim, e não odeia seu próprio pai e mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs, e até mesmo sua própria vida, esse não pode ser meu discípulo” (Lc 14,26). Como combinar esta afirmação de Jesus com aquela outra em que ele manda observar o quarto mandamento: amar e honrar pai e mãe? (Mc 7,10-12; Mt 19,19).  Duas observações: (1) O critério básico em que Jesus sempre insiste é este: a Boa Nova de Deus deve ser o valor supremo da nossa vida. Não pode haver um valor mais alto na vida. (2) A situação econômica social na época de Jesus era tal que as famílias eram obrigadas a se fechar sobre si mesmas. Já não tinham condições de manter as obrigações da convivência comunitária como, por exemplo, a partilha, a hospitalidade, a comunhão de mesa e a acolhida aos excluídos. Este fechamento individualista, causado pela conjuntura nacional e internacional, provocava as seguintes distorções: (1) Impossibilitava a vida em comunidade. (2) Estreitava o mandamento “honrar pai e mãe” exclusivamente para a pequena família nuclear e não mais para a grande família da comunidade. (3) Impedia a manifestação plena da Boa Nova de Deus, pois se Deus é Pai/Mãe, nós somos irmãos e irmãs uns dos outros. E esta verdade deve encontrar sua expressão na vida em comunidade. Uma comunidade viva e fraterna é o espelho do rosto de Deus. Convivência humana sem comunidade é espelho rachado que desfigura o rosto de Deus. Neste contexto, o pedido de Jesus para “odiar pai e mãe” significava que os discípulos e as discípulas deviam superar o fechamento individualista da pequena família sobre si mesma e alargá-la para a dimensão da comunidade. Jesus mesmo praticou o que ensinou para os outros. Sua família queria chamá-lo de volta e fechar-se sobre si mesma. Quando lhe deram o aviso: “Olha, tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram”, ele respondeu: “Quem é minha mãe e meus irmãos?. E olhando para as pessoas ao redor ele disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Mc 3,32-35). Alargou a família! Aliás, este era e continua sendo até hoje o único caminho para a pequena família poder preservar e transmitir os valor em que acredita.
 
* Mateus 10,38-39: As exigências da missão dos discípulos.
Nestes dois versículos Jesus dá dois conselhos importantes e exigentes: (1) Tomar a cruz atrás de Jesus: Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Para perceber todo o alcance deste primeiro conselho convém ter presente o testemunho de São Paulo: “Quanto a mim, que eu não me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gl 6,14). Carregar a cruz implica, até hoje, na ruptura radical com o sistema iníquo vigente no mundo. (2) Ter a coragem de doar a vida: Quem procura conservar a própria vida, vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. Só se sente realizado na vida quem for capaz de doar-se inteiramente pelos outros. Perde a vida quem quer conservá-la só para si. Este segundo conselho é a confirmação da mais profunda experiência humana: a fonte da vida está na doação da vida. É dando que se recebe. Se o grão de trigo não morrer, ..… (Jo 12,24).
 
* Mateus 10,40: A identificação do discípulo com Jesus e com o próprio Deus. Esta experiência tão humana da doação e da entrega recebe aqui um clarão, um aprofundamento: “Quem recebe a vocês, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. É na doação total de si que o discípulo se identifica com Jesus; que se realiza o encontro dele com Deus, e que Deus se deixa encontrar por quem o procura.
 
* Mateus 10,41-42: A recompensa de profeta, de justo e de discípulo. Para encerrar o Sermão da Missão segue uma frase sobre a recompensa: Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo.  Quem der ainda que seja apenas um copo de água fria a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, eu garanto a vocês: não perderá a sua recompensa. Nesta frase existe uma sequência muito significativa: o profeta é reconhecido pela sua missão como enviado de Deus. O justo é reconhecido pelo seu comportamento, pela sua maneira perfeita de observar a lei de Deus. O discípulo é reconhecido por nenhuma qualidade ou missão especial, mas simplesmente pela sua condição social de gente pequena. O Reino não é feito de coisas grandes. É como um prédio muito grande que se constrói com tijolos pequenos. Quem despreza o tijolo nunca vai ter o prédio. Até um copo de água serve de tijolo na construção do Reino.
 
* Mateus 11,1: O final do Sermão da Missão. Fim do Sermão da Missão. Quando Jesus terminou de dar essas instruções aos seus doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles. Agora Jesus parte para praticar o que ensinou. É o que veremos nos próximos dias meditando os capítulos 11 e 12 do evangelho de Mateus.
 
Para um confronto pessoal
1) Perder a vida para poder ganhá-la. Você já teve alguma experiência de sentir-se recompensado/a por um ato de doação ou de entrega gratuita de si aos outros?
2) Quem recebe a vocês, recebe a mim, e quem recebe a mim, recebe aquele que me enviou. Pare e pense no que Jesus diz aqui: ele e o próprio Deus se identificam com você.

6º dia da NOVENA DE NOSSA SENHORA DO CARMO COM SÃO JOÃO DA CRUZ

1. ORAÇÃO DE ABERTURA
Dirigente: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém
 
Dirigente: Com São João da Cruz e os santos do Carmelo louvemos a Virgem Santíssima.
Todos: Ela é nossa Mãe e Mestra, que nos guia ao cume do monte, que é Cristo.
 
Dirigente: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Todos: Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
 
AS FESTAS DE MARIA

 
2. FATO DA VIDA DE SÃO JOÃO DA CRUZ
Dirigente: Como fiel devoto da Virgem, João da Cruz gostava de celebrar as festas de Nossa Senhora de forma muito ativa e participativa. Neste sexto dia, vejamos como João celebrou com sua comunidade conventual um Natal em Granada.
 
Leitor: “Chegada à noite do Santo Nascimento, mandou colocar a Mãe de Deus num andor e, levada aos ombros, acompanhada pelo servo do Senhor e pelos religiosos que a seguiam pelo claustro, chegaram às portas que ali se encontravam para pedir alojamento para aquela Senhora prestes a dar à luz e para o seu esposo que estava a caminho. Quando chegaram à primeira porta, pedindo abrigo, cantaram esta letra que o santo compôs: 'Do Verbo divino, a Virgem grávida vai a caminho: pede-vos pousada.’ E assim foram cantando nas outras portas. De dentro, os religiosos que ali se encontravam respondiam-lhes e despediam-se deles com frieza. Então, o Santo dirigia-lhes palavras muito ternas, explicando quem eram aqueles que pediam hospedagem, que o parto da jovem estava próximo, o frio que fazia e a hora que era. As suas palavras, cheias de emoção e grandeza, comoviam quem as ouvia e deixavam nos seus corações este mistério e um grande amor a Deus.” (BENGOECHEA, Ismael, 1990, p. 32-33)
 
3. PALAVRA DE DEUS: Lc 2, 6-7
 
4. REFLETINDO SOBRE O TEMA
Dirigente: Procissões e encenações em torno da vida de Jesus, de Maria e dos santos fazem parte da religiosidade popular: são meios de evangelização e, portanto, de comunicação da fé. João da Cruz expressa numa procissão e encenação o desejo de que o mistério do nascimento de Jesus seja acolhido interiormente, levando os presentes a renovar-se espiritualmente: tal deve ser o objetivo das inúmeras expressões de fé de nosso povo. São João da Cruz apreciava devidamente as imagens e pinturas de Nossa Senhora, e ele próprio as fazia e às vezes encomendava-as para os seus conventos e igrejas; mas queria que o seu culto fosse bem compreendido e praticado. Ele alerta: “Pode acontecer que as pessoas sintam muita vaidade e um prazer inútil ao olhar imagens e quadros. Essas imagens são importantes para o culto e ajudam a despertar a devoção, como a Igreja ensina. Por isso, elas podem nos ajudar quando estamos frios na fé. No entanto, muitas pessoas acabam dando mais valor à beleza e à decoração das imagens do que ao seu verdadeiro significado. Algumas pessoas prestam mais atenção na qualidade artística e no valor da imagem do que no santo que ela representa. Em vez de voltarem sua devoção interior e espiritual ao santo invisível, acabam focando na aparência e no material da imagem, que deveria servir apenas como um meio para fortalecer a fé. Assim, direcionam seu amor e prazer ao objeto externo, buscando satisfação nos sentidos. Agindo dessa forma, acabam impedindo o verdadeiro espírito da devoção, que exige desapego e a capacidade de não se prender a coisas materiais ou particulares.” (Subida 3,35, 2-3)
 
PARA REFLEXÃO PESSOAL
1) O que mais me chama a atenção no fato da vida de João da Cruz e no evangelho?
2) Como celebro e como se celebram as festas marianas e, de um modo especial, a Festa do Carmo onde resido?
3) A devoção à Virgem Maria através da veneração de sua imagem me ajuda a crescer na fé, esperança e caridade?
 
Partilha e oração espontânea (pedido, louvor ou agradecimento)
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai...
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
 
5. SAUDAÇÃO A N. S. DO CARMO
Dirigente: Deus te salve Maria, Mãe e Senhora do Carmelo.
Todos: Ave Maria...
 
Dirigente: Deus te salve Maria, Formosura do Carmelo.
Todos: Ave Maria...
 
Dirigente: Deus te salve Maria, Mestra da vida interior.
Todos: Ave Maria...
 
Todos: Venha, ó Deus, em nosso auxílio, a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo, para que possamos, sob sua proteção, e a exemplo de São João da Cruz, subir ao monte que é Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém!
 
Dirigente: Estivemos e estaremos sempre reunidos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

13 de julho

 Sta. Teresa de Jesus dos Andes
Virgem de nossa Ordem

 
Joana Fernández Solar nasceu em Santiago de Chile a 13 de julho de 1900. Sentindo-se irresistivelmente atraída por Cristo desde a adolescência, entrou no convento das Carmelitas Descalças de «Los Andes» a 17 de maio de 1919, tomando o nome de Teresa de Jesus. Morreu a 12 de abril do ano seguinte depois de ter feito a profissão religiosa. É a primeira flor de santidade da nação chilena e do Carmelo Teresiano na América Latina. João Paulo II proclamou-a beata a 3 de abril de 1987, em Santiago de Chile, e canonizou-a a 21 de março de 1993, propondo-a como modelo para os jovens.
 
Salmodia, leitura, responsório breve e preces do dia corrente.
 
Oração
Senhor misericordioso, alegria dos santos, que inflamastes o ardor jovem de santa Teresa com o amor virginal a Cristo e à sua Igreja, e fizestes dela, no meio de tantos sofrimentos, uma alegre testemunha da caridade, concedei-nos, por sua intercessão, que, inundados pela doçura do vosso espírito, anunciemos ao mundo, por palavra e obras, o evangelho do amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

XV Domingo do Tempo Comum

Santos Zélia e Luís Martin, leigos
 
1ª Leitura (Is 55,10-11):
Eis o que diz o Senhor: «Assim como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer, assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».
 
Salmo Responsorial: 64
R. A semente caiu em boa terra e deu muito fruto.
 
Visitastes a terra e a regastes, enchendo-a de fertilidade. As fontes do céu transbordam em água e fazeis brotar o trigo.
 
Assim preparais a terra; regais os seus sulcos e aplanais as leivas, Vós a inundais de chuva e abençoais as sementes.
 
Coroastes o ano com os vossos benefícios, por onde passastes brotou a abundância. Vicejam as pastagens do deserto e os outeiros vestem-se de festa.
 
Os prados cobrem-se de rebanhos e os vales enchem-se de trigo. Tudo canta e grita de alegria.
 
2ª Leitura (Rom 8,18-23): Irmãos: Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há-de manifestar em nós. Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. Elas estão sujeitas à vã situação do mundo, não por sua vontade, mas por vontade d’Aquele que as submeteu, com a esperança de que as mesmas criaturas sejam também libertadas da corrupção que escraviza, para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.
 
Aleluia. A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo. Quem O encontra viverá eternamente. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 13,1-23): Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. Uma grande multidão ajuntou-se em seu redor. Por isso, ele entrou num barco e sentou-se ali, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. Ele falou-lhes muitas coisas em parábolas. Dizendo: «O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras caíram em terreno cheio de pedras, onde não havia muita terra. Logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol saiu, ficaram queimadas e, como não tinham raiz, secaram. Outras caíram no meio dos espinhos, que cresceram sufocando as sementes. Outras caíram em terra boa e produziram frutos: uma, cem, outra, sessenta, outra, trinta. Quem tem ouvidos, ouça!». Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: «Por que lhes falas em parábolas?». Ele respondeu: «Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não. Pois a quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem será tirado até o que tem. Por isto eu lhes falo em parábolas: porque olhando não enxergam e ouvindo não escutam, nem entendem. Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Por mais que escuteis, não entendereis, por mais que olheis, nada vereis. Pois o coração deste povo se endureceu, e eles ouviram com o ouvido indisposto. Fecharam os seus olhos, para não verem com os olhos, para não ouvirem com os ouvidos, nem entenderem com o coração, nem se converterem para que eu os pudesse curar’. Felizes são vossos olhos, porque veem, e vossos ouvidos, porque ouvem! Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que estais vendo, e não viram; desejaram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram. «Vós, portanto, ouvi o significado da parábola do semeador. A todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração; esse é o grão que foi semeado à beira do caminho. O que foi semeado nas pedras é quem ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega tribulação ou perseguição por causa da palavra, ele desiste logo. O que foi semeado no meio dos espinhos é quem ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele fica sem fruto. O que foi semeado em terra boa é quem ouve a palavra e a entende; este produz fruto: um cem, outro sessenta e outro trinta».
 
«O semeador saiu para semear»
 
P. Jorge LORING SJ (Cádiz, Espanha)
 
Hoje consideramos a parábola do semeador. Tem uma força e um encanto especiais porque é palavra do próprio Senhor Jesus.
 
A mensagem é clara: Deus é generoso semeando, mas a concretização dos frutos de sua semeadura dependem também —e ao mesmo tempo— da nossa livre correspondência. A experiência de todos os dias confirma-nos que o fruto depende da terra onde cai. Por exemplo, os alunos da mesma escola e sala, alguns acabam com vocação religiosa e outros ateus. Ouviram o mesmo, mas a semente caiu em terra diferente.
 
A terra boa é nosso coração. Em parte é coisa da natureza; mas sobretudo depende da nossa vontade. Há pessoas que preferem desfrutar antes que ser melhores. Nelas cumpre-se a parábola: as ervas más (ou seja, as preocupações do mundo e a sedução das riquezas) «sufocam a palavra, e ele fica sem fruto» (Lc 13,22).
 
Mas aqueles que, pelo contrário, valoram o ser, acolhem com amor a semente de Deus e a fazem frutificar. Ainda tenham que mortificar-se. Cristo já disse: «se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto» (Jo 12,24). Também, o Senhor nos advertiu que o caminho da salvação é estreito e reduzido (cf. Mt 7,14): aquilo que vale muito, custa muito. Nada de valor se consegue sem esforço.
 
Quem se deixa levar pelos seus apetites, terá o coração como uma floresta selvagem. Pelo contrário, as árvores frutíferas que se podam dão melhor fruto. Assim, as pessoas santas não tiveram uma vida fácil, mas têm sido um modelo para a humanidade. «Não todos somos chamados ao martírio, com certeza, mas a alcançar a perfeição cristã. Mas a virtude precisa de uma força que (...) pede uma obra comprida e diligente, que não devemos interromper, até morrer. Desse jeito, pode ser chamado de martírio lento e continuado» (Pio XII).
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«É necessário recordar-se de Deus com mais frequência de quanto se respire» (São Gregório de Nazianzo)
 
«A semente, contudo, depara-se com a aridez do nosso coração e, mesmo quando é acolhida, corre o risco de permanecer estéril. Ao contrário, com o dom da fortaleza, o Espírito Santo liberta o terreno do nosso coração» (Francisco)
 
«O decálogo, o sermão da montanha e a catequese apostólica descrevem-nos os caminhos que conduzem ao Reino dos céus. Por eles avançamos, passo a passo, pelos atos de cada dia, amparados pela graça do Espírito Santo. Fecundados pela Palavra de Cristo, pouco a pouco, damos frutos na Igreja para a glória de Deus» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.724)
 
A Palavra que nos faz viver
 
Pe. Jorge Guarda
 
* Jesus usa a parábola do semeador para revelar a força do reino de Deus e pôr os seus ouvintes a pensar como escutam, acolhem e deixam frutificar neles a Palavra que lhes oferece.
O texto da liturgia inclui a parábola do semeador e a sua explicação, mas aqui focamo-nos apenas na parábola, permitindo que nos toque o coração e nos provoque com a sua força comunicativa. Hoje, somos nós os terrenos onde é lançada a Palavra de Deus.
 
* A parábola é uma narração com imagens e comparações para interpelar e comunicar uma mensagem ou ensinamento. Tem grande poder comunicativo e de envolvimento dos ouvintes, evocando e provocando sentimentos, pensamentos e reações imediatas. Não deixa indiferente quem a ouve.
 
* “Jesus, quando falava, usava uma linguagem simples e servia-se também de imagens, que eram exemplos tirados da vida diária, a fim de poder ser compreendido facilmente por todos. Por isso, gostavam de o ouvir e apreciavam a sua mensagem, que ia diretamente ao coração; e não era aquela linguagem difícil de compreender que usavam os doutores da Lei da época, que não se entendia bem, era rígida e afastava o povo. Com esta linguagem, Jesus fazia compreender o mistério do Reino de Deus; não era uma teologia complicada. E o Evangelho de hoje dá-nos um exemplo: a parábola do semeador (cf. Mt 13, 1-23).
 
* O semeador é Jesus. Observamos que, com esta imagem, Ele se apresenta como alguém que não se impõe, mas se propõe; não nos atrai conquistando-nos, mas doando-se: lança a semente. Ele espalha com paciência e generosidade a sua Palavra, que não é uma gaiola nem uma armadilha, mas uma semente que pode dar fruto. E como pode dar fruto? Se a acolhermos. (Papa Francisco, Angelus, 16.6.2017)
 
* Hoje, somos nós que estamos diante desta Palavra de Jesus. Ele “faz, por assim dizer, uma «radiografia espiritual» do nosso coração, que é o terreno sobre o qual a semente da Palavra cai. O nosso coração, como um terreno, pode ser bom e então a Palavra dá fruto — e muito — mas pode também ser duro, impermeável. Isto acontece quando ouvimos a Palavra, mas ela escorrega, precisamente como numa estrada: não entra.” (Papa Francisco, Angelus, 16.6.2017)
 
* «Reuniu-se à sua volta tão grande multidão… Disse muitas coisas em parábolas» As pessoas gostavam de ouvir Jesus e ele correspondia, ensinando-lhes “muitas coisas”. Jesus deixou à Igreja a sua mensagem, fazendo dela e de cada cristão portador das suas palavras.  A primeira parte da celebração da Eucaristia oferece-as a quantos frequentam as igrejas. Através delas, tornamo-nos ao mesmo tempo ouvintes e mensageiros da Palavra com que Deus revela o seu amor, comunica a sua vida e ensina a viver sob a sua inspiração.
 
* «Saiu o semeador a semear». A semente é a Palavra de Deus e Ele “espalha-a por toda a parte com generosidade, sem se preocupar com o desperdício. Assim é o coração de Deus! Cada um de nós é um solo onde cai a semente da Palavra, sem excluir ninguém. A Palavra é dada a cada um de nós.” (Papa Francisco, 12/7/2020). E nós somos enviados para a partilhar com os nossos semelhantes, para que também recebam o amor, a vida e a força de Deus.
 
* «Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas.»  A Palavra de Deus, simbolizada nas sementes, cai em quatro tipos diferentes de solo: o caminho, onde a Palavra não entra; o solo pedregoso, onde a semente brota depressa, mas logo seca, porque não ganha raízes profundas; a terra de arbustos espinhosos, onde a semente desabrocha, mas cresce pouco, é sufocada e morre, sem dar fruto; há, por fim, o bom terreno, onde a semente ganha raízes, cresce e dá fruto. Conforme as atitudes com que a Palavra é acolhida, assim dá ou não fruto. “Se quisermos, com a graça de Deus, podemos tornar-nos terreno fértil, lavrado e cultivado com cuidado, para que a semente da Palavra amadureça. Já está presente nos nossos corações, mas fazê-la frutificar depende de nós, depende do acolhimento que reservarmos a esta semente.” (Papa Francisco, 12/7/2020)
 
* «Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um.» Somente se for acolhida no bom terreno do coração, a Palavra de Deus ganha raízes e dá frutos. Isso acontece em quem a escuta, a acolhe no coração e a põe em prática na vida quotidiana. Esta Palavra gera em nós a fé em Deus, fortalece a nossa confiança, ilumina os nossos caminhos, diz-nos como viver e perseverar como cristãos, tornando-nos santos, e encoraja-nos na prática do bem, entre outros frutos possíveis. Viveremos assim na alegria que brota do Evangelho, conforme testemunha a vida de muitos santos.

Para reflexão

1 - Escuto com atenção e gosto as Palavras de Deus na missa? Leio com frequência, entendo e encontro proveito na Palavra de Deus? Partilho com outros os dons que recebo e as experiências vividas?
2 - Olhemos para o íntimo do coração e examinemos se está aberto, limpo e disponível para receber e fazer frutificar a Palavra de Deus. Na convivência e relação com os outros, partilhamos a sabedoria que nos vem dessa Palavra e as experiências que ela nos proporciona, quando a pomos em prática?
3 - A que tipo de terreno se assemelha o meu coração? Cuido dele e da atenção na escuta da Palavra de Deus, para saber distinguir entre tantas vozes e palavras aquela que realmente me faz viver e me torna livre?
4 - A Palavra de Deus que leio e escuto está a produzir frutos em mim? Reconheço nos cristãos que me rodeiam, nomeadamente nos que se podem considerar “santos de ao pé da porta”, exemplos de bons terrenos onde brotam com abundância os frutos da Palavra de Deus? Que me inspira o Senhor para me tornar “boa terra”?

5º dia da NOVENA DE NOSSA SENHORA DO CARMO COM SÃO JOÃO DA CRUZ

1. ORAÇÃO DE ABERTURA
 
Dirigente: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém
 
Dirigente: Com São João da Cruz e os santos do Carmelo louvemos a Virgem Santíssima.
Todos: Ela é nossa Mãe e Mestra, que nos guia ao cume do monte, que é Cristo.
 
Dirigente: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Todos: Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
 
SOB O MANTO DE MARIA

 
2. FATO DA VIDA DE SÃO JOÃO DA CRUZ
Dirigente: Depois de escapar do cárcere em Toledo, João da Cruz continuou o seu trabalho, acompanhando a reforma do Carmelo, fundando conventos, formando os novos religiosos e desenvolvendo funções importantes na Ordem. Neste quinto dia escutemos um fato que ocorreu durante a fundação do Convento de São Roque. Nossa Senhora do Carmo protege João da Cruz de um trágico acidente, conservando sua vida.
 
Leitor: “Enquanto Frei João da Cruz participava da fundação do convento de São Roque dos Carmelitas Descalços na cidade de Córdoba, durante a demolição de uma parte do edifício para a construção da igreja, após a escavação das fundações e quando os trabalhadores tentavam derrubar uma parede com cordas para o lado, a parede inclinou-se na direção do venerável padre Frei João da Cruz, causando o desabamento do aposento. Os operários e frades correram para resgatá-lo, acreditando que ele estivesse morto. No entanto, após removerem muitas pedras e terra de um canto daquela sala, encontraram-no rindo, dizendo que havia levado grandes golpes, mas que a da capa branca (referindo-se à Virgem do Carmo) o havia protegido, sem que ele sofresse ferimentos ou dano algum.” (BENGOECHEA, Ismael, 1990, p.30)
 
3. PALAVRA DE DEUS: At 1,12-14
 
4. REFLETINDO SOBRE O TEMA
Dirigente: Não foi fácil para João da Cruz, nem para Teresa, o trabalho de reforma do Carmelo. Este incidente na construção de uma igreja é símbolo da árdua tarefa de renovação da Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Muitas vezes, pelas provações enfrentadas, parecia que todo o projeto de Teresa e João iria desmoronar-se e transformar- se em escombros. Quando, porém, uma obra é de Deus, ela se mantém de pé, mesmo em meio as intempéries. Mais uma vez, a da capa branca, ou seja, Nossa Senhora, protege João da Cruz para que continue a restauração do Carmelo. Esse destaque da capa ou manto de Maria nos faz recordar gravuras que apresentam Nossa Senhora do Carmo com a capa aberta, e debaixo dela os santos e santas carmelitas. A Virgem do Carmo coloca seus filhos e filhas debaixo da sua proteção, cobrindo-os com seu manto, intercedendo por eles, ajudando-os a realizar a sua missão, assim como esteve no cenáculo com os discípulos em
oração.
 
PARA REFLEXÃO PESSOAL
1) O que mais me chama a atenção no fato da vida de João da Cruz e no evangelho?
2) Os perigos para construir a obra de Deus me paralisam e me impedem de seguir em frente ou me fazem confiar e me entregar à providência e à ação divinas?
3) Confio minha vida e meus trabalhos à proteção da Virgem Maria? Reconheço seus cuidados maternos para comigo?
 
Partilha e oração espontânea (pedido, louvor ou agradecimento)
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai...
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
 
5. SAUDAÇÃO A N. S. DO CARMO
Dirigente: Deus te salve Maria, Mãe e Senhora do Carmelo.
Todos: Ave Maria...
 
Dirigente: Deus te salve Maria, Formosura do Carmelo.
Todos: Ave Maria...
 
Dirigente: Deus te salve Maria, Mestra da vida interior.
Todos: Ave Maria...
 
Todos: Venha, ó Deus, em nosso auxílio, a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo, para que possamos, sob sua proteção, e a exemplo de São João da Cruz, subir ao monte que é Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém!
 
Dirigente: Estivemos e estaremos sempre reunidos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!