quarta-feira, 3 de junho de 2026

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - Sexta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

São Bonifácio, bispo e mártir
 
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (2Tim 3,10-17): Caríssimo: Tu seguiste-me fielmente no ensino, no modo de vida, nos projetos, na fé, na paciência, na caridade, na constância, nas perseguições e nos sofrimentos que suportei em Antioquia, em Icônio e em Listra. Que perseguições eu não tive de sofrer! Mas de todas me livrou o Senhor. Todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Os homens maus, porém, e os fraudulentos irão de mal a pior, enganando os outros e enganando-se a si mesmos. Mas tu, permanece firme no que aprendeste e aceitaste como certo, sabendo de quem o aprendeste. Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras; elas podem dar-te a sabedoria que leva à salvação, pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura, inspirada por Deus, é útil para ensinar, persuadir, corrigir e formar segundo a justiça. Assim o homem de Deus será perfeito, bem-preparado para todas as boas obras.
 
Salmo Responsorial: 118
R. Vivem em grande paz os que amam a vossa lei.
 
Muitos me perseguem e afligem, mas não me afasto das vossas ordens.
 
A verdade é princípio da vossa palavra, é eterna toda a sentença da vossa justiça.
 
Os poderosos perseguem-me sem motivo, mas o meu coração só teme as vossas palavras.
 
Vivem em grande paz os que amam a vossa lei e nada há que os perturbe.
 
Eu espero, Senhor, na vossa salvação e cumpro os vossos mandamentos.
 
Observo os vossos preceitos e as vossas ordens, pois diante de mim estão os vossos caminhos.
 
Aleluia. Se alguém Me ama, guardará a minha palavra, diz o Senhor: meu Pai O amará e faremos nele a nossa morada. Aleluia.
 
Evangelho (Mc 12,35-37): Então Jesus tomou a palavra e ensinava, no templo: «Por que os escribas dizem que o Cristo é filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. Se o próprio Davi o chama de ‘senhor’, como então ele pode ser seu filho?». E a grande multidão o escutava com prazer.
 
«Se o próprio Davi o chama de ‘senhor’»
 
P. Josep LAPLANA OSB Monje de Montserrat (Montserrat, Barcelona, Espanha)
 
Hoje, o judaísmo ainda sabe que o Messias tem de ser “o filho de Davi” e deve inaugurar uma nova era do reinado de Deus. Os cristãos “sabemos” que o Messias filho de Davi é Jesus Cristo, e que este reino tem começado já incoativamente –como semente que nasce e cresce- e se fará realidade visível e radiante quando Jesus volte no final dos tempos. Mas agora já Jesus é o filho de Davi e nos permite viver “na esperança” os bens do reino messiânico.
 
O título “Filho de Davi” aplicado a Jesus Cristo forma parte da medula do Evangelho. Na Anunciação, a Virgem recebeu esta mensagem: «Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó» (Lc 1,32-33). Os pobres que pediam a sanação a Jesus clamavam: «Filho de Davi, tem compaixão de mim!» (Mc 10,48). Na sua entrada solene em Jerusalém, Jesus foi aclamado: «O Bendito o Rei! Que vai começar, o reino de Davi, nosso pai!» (Mc 11,10). O antiquíssimo livro da Didaké agradece a Deus «a vinha santa de Davi, teu servo, que nos tem dado a conhecer por meio de Jesus, teu servo».
 
Mas Jesus não é só filho de Davi, senão também Senhor. Jesus o afirma solenemente ao citar o Salmo davídico 110, cita incompreensível para os judeus: pois resulta impossível que o filho de Davi seja “Senhor” de seu pai. São Pedro, testemunha da ressurreição de Jesus, viu claramente que Jesus tinha sido constituído “Senhor de Davi”, porque «Davi morreu e foi sepultado, seu sepulcro ainda se conserva entre nós (...). A este Jesus Deus o tem ressuscitado, e disso somos testemunha todos nós» (Ac 2,14).
 
Jesus Cristo, «nosso Senhor, descendente de Davi quanto à carne, que, segundo o Espírito de santidade, foi estabelecido Filho de Deus no poder por sua ressurreição dos mortos» como diz São Paulo (Rm 1,3-4), tem se convertido no foco que atrai o coração de todos os homens, e assim, mediante a sua atração suave, exerce seu senhorio entre todos os homens que se dirigem a Ele como amor e confiança.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Se queremos pedir que o reino de Deus desça sobre nós, pedimo-lo com o poder da Palavra: que eu possa ser afastado da corrupção, que eu possa ser libertado da morte e das cadeias do erro» (São Gregório de Nissa)
 
«Em disputa com os fariseus, o próprio Jesus dá ao Salmo 110 uma nova interpretação. O verdadeiro Messias não é o filho de David, mas o `Senhor de David´; ele não se senta no trono de David, mas no trono de Deus» (Bento XVI)
 
«O próprio Jesus confirma que Deus é o único Senhor´, e que é necessário amá-Lo com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças. Ao mesmo tempo, dá a entender que Ele próprio é o Senhor´. Confessar que Jesus é o Senhor´ é próprio da fé cristã. Isso não vai contra a fé num Deus Único (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 202)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* No evangelho de anteontem, Jesus criticou a doutrina dos saduceus (Mc 12,24-27).
No evangelho de hoje, ele critica o ensinamento dos doutores da lei. E desta vez, sua crítica não visa a incoerência da vida deles, mas sim o ensinamento que eles transmitem ao povo. Numa outra ocasião, Jesus tinha criticado a incoerência deles e tinha dito ao povo: “Os doutores da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, vocês devem fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pois eles falam e não praticam” (Mt 23,2-3). Agora, ele mostra uma reserva com relação ao que eles ensinam a respeito da esperança messiânica, e ele baseia a sua crítica em argumentos tirados da Bíblia.
 
* Marcos 12,35-36: O ensinamento dos doutores da Lei sobre o Messias. A propaganda oficial tanto do governo como dos doutores da Lei dizia que o Messias viria como Filho de Davi. Era a maneira de ensinar que o Messias seria um rei glorioso, forte e dominador. Assim foi o grito do povo no Domingo de Ramos: "Bendito o Reino que vem do nosso pai Davi!" (Mc 11,10). Assim também gritou o cego de Jericó: "Jesus, filho de Davi, tem dó de mim!" (Mc 10,47).
 
* Marcos 12,37: Jesus questiona o ensinamento dos doutores sobre o Messias. Jesus questiona este ensinamento dos doutores. Ele cita um salmo de Davi: “O Senhor disse ao meu senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés!” (Sl 110,1) E Jesus acrescenta: “Se o próprio Davi o chama de meu Senhor, como é que o messias pode ser filho dele?” Isto significa que Jesus não concordava muito com esta ideia de um messias Senhor Glorioso, que viria como rei poderoso para dominar e se impor sobre todos os inimigos. Marcos acrescenta que o povo gostou da crítica de Jesus. De fato, a história informa que os “pobres de Javé “ (anawim) esperavam o messias não como dominador, mas sim como servidor de Deus para a humanidade.
 
* As várias formas de esperança messiânica. Ao longo dos séculos, a esperança messiânica foi crescendo, tomando várias formas. Quase todos os grupos e movimentos da época de Jesus esperavam a chegada do Reino, mas cada um do seu jeito: fariseus, escribas, essênios, zelotes, herodianos, saduceus, os profetas populares, os discípulos de João Batista, os pobres de Javé. Pode-se distinguir três tendências na esperança messiânica do povo no tempo de Jesus.
 
1. Messias como enviado pessoal de Deus: Para uns, o futuro Reino devia chegar através de um enviado de Deus, chamado Messias ou Cristo. Ele seria ungido para poder realizar esta missão (Is 61,1). Alguns esperavam que ele fosse um profeta; outros, que fosse um rei, um discípulo ou um sacerdote. Malaquias, por exemplo, espera o profeta Elias (Mal 3,23-24). O Salmo 72 espera um rei ideal, um Novo Davi. Isaías ora espera um discípulo (Is 50,4), ora um profeta (Is 61,1). O espírito impuro gritava: "Eu sei quem tu és o Santo de Deus! (Mc 1, 24). Sinal de que também havia gente que esperava um messias que fosse sacerdote (Santo ou Santificado). Os pobres de Javé (anawim) esperavam o Messias como o “Servo de Deus”, anunciado por Isaías.
 
2. Messianismo sem messias. Para outros, o futuro chegaria de repente, sem mediação nem ajuda de ninguém. O próprio Deus viria em pessoa para realizar as profecias. Não haveria um messias propriamente dito. Seria um messianismo sem messias. Isto já se percebe no livro de Isaías, onde o próprio Deus vem chegando trazendo a vitória na mão (Is 40,9-10; 52,7-8).
 
3. O Messias já chegou. Também havia grupos que já não esperavam o messias. Para eles a situação presente devia continuar como estava, pois achavam que o futuro já tinha chegado. Estes grupos não eram populares. Por exemplo, os saduceus não esperavam o messias. O herodianos achavam que Herodes fosse o rei messiânico.

4. A luz da ressurreição. A Ressurreição de Jesus é a luz que, de repente, iluminou todo o passado. À luz da ressurreição, os cristãos começaram a reler o Antigo Testamento e descobriram nele sentidos novos que antes não podiam ser descobertos, porque faltava a luz (cf 2Cor 3,15-16). É no AT que eles buscavam as palavras para expressar a nova vida que estavam vivendo em Cristo. É lá que encontraram a maior parte dos títulos de Jesus: Messias (Sl 2,2), Filho do Homem (Dn 7,13; Ez 2,1), Filho de Deus (Sl 2,7; 2 Sm 7,13), Servo de Javé (Is 42,1; 41,8), Redentor (Is 41,14; Sl 19,15; Rt 4,15), Senhor (LXX) (quase 6000 vezes!). Todos os grandes temas do AT desembocam em Jesus e encontram nele a sua plena realização. Na ressurreição de Jesus desabrochou a semente e, no dizer dos Pais da Igreja, todo o Antigo Testamento se tornou Novo Testamento.
 
Para um confronto pessoal
1) Qual é a sua esperança para o futuro do mundo de hoje em que vivemos?
2) A fé na Ressurreição tem alguma influência na maneira de você viver sua vida?
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.

terça-feira, 2 de junho de 2026

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (Dt 8,2-3.14b-16a): Moisés falou ao povo, dizendo: «Recorda-te de todo o caminho que o Senhor teu Deus te fez percorrer durante quarenta anos no deserto, para te atribular e pôr à prova, a fim de conhecer o íntimo do teu coração e verificar se guardarias ou não os seus mandamentos. Atribulou-te e fez-te passar fome, mas deu-te a comer o maná que não conhecias nem teus pais haviam conhecido, para te fazer compreender que o homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor. Não te esqueças do Senhor teu Deus, que te fez sair da terra do Egipto, da casa de escravidão, e te conduziu através do imenso e temível deserto, entre serpentes venenosas e escorpiões, terreno árido e sem águas. Foi Ele quem, da rocha dura, fez nascer água para ti e, no deserto, te deu a comer o maná, que teus pais não tinham conhecido».
 
Salmo Responsorial: 147
R. Jerusalém, louva o teu Senhor.
 
Glorifica, Jerusalém, o Senhor, louva, Sião, o teu Deus. Ele reforçou as tuas portas e abençoou os teus filhos.
 
Estabeleceu a paz nas tuas fronteiras e saciou-te com a flor da farinha. Envia à terra a sua palavra, corre veloz a sua mensagem.
 
Revelou a sua palavra a Jacob, suas leis e preceitos a Israel. Não fez assim com nenhum outro povo, a nenhum outro manifestou os seus juízos.
 
2ª Leitura (1Cor 10,16-17): Não é o cálice de bênção que abençoamos a comunhão com o Sangue de Cristo? Não é o pão que partimos a comunhão com o Corpo de Cristo? Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo, porque participamos do mesmo pão.
 
Aleluia. Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor. Quem comer deste pão viverá eternamente. Aleluia.
 
Evangelho (Jo 6,51-58): «Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo». Os judeus discutiam entre si: «Como é que ele pode dar a sua carne a comer?». Jesus disse: «Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem consome a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem consome a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio do Pai, assim aquele que me consome viverá por meio de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram — e no entanto morreram. Quem consome este pão viverá para sempre».
 
«Minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida»
 
P. Esteban SALAZAR González (Puerto Vallarta, México)

Hoje, a celebração do Corpus Christi dá-nos a oportunidade, por um lado, de valorizar e agradecer o grande dom que nos é oferecido no Sacramento da Eucaristia. Nela realiza-se a promessa do Senhor: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). Esta presença sacramental inicia-se na Última Ceia, quando Jesus “parte e reparte” o seu Corpo e o seu Sangue, dom que haveria de continuar porque também nessa mesma Ceia lhes confiou o poder de continuar a torná-Lo presente: «Fazei isto em memória de Mim» (Lc 22,19).
 
São João, no seu Evangelho, diz-nos que cada um dos sinais realizados por Jesus tinha a finalidade de despertar e fortalecer a fé n’Ele (cf. Jo 20,31). São Paulo, por sua vez, sublinha a grande importância da Ressurreição: «Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé» (1 Cor 15,17). Mas essa fé precisa de ser alimentada, e a melhor forma de o fazer é comendo o próprio Corpo do Senhor: «A minha carne é verdadeira comida» (Jo 6,55). Por isso, esta solenidade recorda-nos também a responsabilidade que temos, não só de estarmos bem-preparados para O receber, mas também de verdadeiramente “O comer”.
 
Com efeito, o seu Corpo dar-nos-á vida na medida em que o assimilarmos. Assim como acontece com qualquer alimento que damos ao nosso corpo — para que nos seja útil — ele tem de ser assimilado, também o Corpo do Senhor será fonte de força e de vida na medida em que Lhe permitirmos fazer parte de nós mesmos. Por isso, segundo Leão XIV, «a participação na liturgia não termina no templo, mas transforma a vida quotidiana».
 
Dito de outra forma, a nossa Comunhão com o Senhor, a Sagrada Eucaristia, o Corpus Christi, será realmente eficaz em nós na medida em que a nossa vida for um verdadeiro sinal para que os outros acreditem. O próprio Senhor no-lo sugeriu com estas palavras: «Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5,16).
 
«Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente»
 
Mons. Agustí CORTÉS i Soriano Bispo Emérito de Sant Feliu de Llobregat (Barcelona, Espanha)
 
Hoje, toda a mensagem que ouviremos e viveremos está contida no "o pão". O sexto capítulo do Evangelho segundo são João, relata o milagre da multiplicação dos pães, e segue com um grande discurso de Jesus, um desses fragmentos ouvimos hoje. Interessa-nos muito entendê-lo, não só para viver a festa do “Corpus” e o sacramento da Eucaristia, senão também para compreender uma das mensagens centrais do seu Evangelho.
 
Há multidões famintas que precisam pão. Há toda uma humanidade próxima à morte e ao vazio, carente de esperança, que necessita de Jesus Cristo. Há um Povo de Deus crente e caminhante que precisa encontrá-lo visivelmente para seguir vivendo Dele e alcançar a vida. Há três tipos de fome e três experiências de sacies, que correspondem a três formas de pão: o pão material, o pão que é a pessoa de Jesus Cristo e o pão eucarístico.
 
Sabemos que o pão mais importante é Jesus Cristo. Sem Ele não podemos viver de nenhuma maneira. «Pois sem mim, nada podeis fazer» (Jô 15,5). Mas Ele mesmo quis dar de comer ao faminto e, além do mais, fez disso um imperativo evangélico fundamental. Certamente pensava que era uma boa forma de revelar e verificar o amor de Deus que salva. Mas também quis fazer-se acessível a nós em forma de pão, para os que ainda caminhamos na historia, permaneçamos nesse amor e alcancemos assim a vida.
 
Ele queria, antes de tudo, ensinar-nos que devemos buscá-lo e viver Dele? quis demonstrar seu amor dando de comer ao faminto, oferecendo-se constantemente na Eucarística: «Quem consome este pão viverá para sempre» (Jô 6,58). Santo Agostinho comentava este Evangelho com frases atrevidas e figurativas: «Quando se come a Cristo, se come a vida (...). Se vos separais até o ponto de não comer o Corpo e não beber o Sangue do Senhor, é de temer-se que morrais».
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Jesus fala-nos com ternura quando se oferece aos seus na santa comunhão. Que mais me poderia dar o meu Jesus, do que a sua carne como alimento? Não, Deus não poderia fazer mais, nem mostrar-me um maior amor» (Santa Teresa de Calcutá)
 
«Jesus, o Pão da Vida Eterna, desceu do céu e fez-se carne graças à fé de Maria Santíssima. Peçamos a Nossa Senhora que nos ajude a redescobrir a beleza da Eucaristia, e a fazer dela o centro das nossas vidas» (Francisco)
 
«A Comunhão aumenta a nossa união com Cristo. Receber a Eucaristia na comunhão traz consigo, como fruto principal, a união íntima com Cristo Jesus. De facto, o Senhor diz: `Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele´ (Jo 6, 56). A vida em Cristo tem o seu fundamento no banquete eucarístico» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.391)
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - Quarta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

São Carlos Lwanga e companheiros, mártires
 
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (2Tim 1,1-3.6-12): Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, para anunciar a promessa da vida que está em Cristo Jesus, a Timóteo, meu filho caríssimo: a graça, a misericórdia e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor. Dou graças a Deus, a quem sirvo com pura consciência, a exemplo dos meus antepassados, quando, noite e dia, sem cessar, me recordo de ti nas minhas orações. Por isso te exorto a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação. Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro; mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus. Ele salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça. Esta graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade, manifestou-se agora pelo aparecimento de Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho, do qual eu fui constituído pregador, apóstolo e mestre. É por esse motivo que eu suporto os sofrimentos, mas não me envergonho; porque sei em quem pus a minha confiança e estou certo de que Deus tem poder para guardar a missão que me foi confiada até ao último dia.
 
Salmo Responsorial: 122
R. Para Vós, Senhor, levanto os meus olhos.
 
Levanto os meus olhos para Vós, para Vós que habitais no Céu, como os olhos do servo se fixam nas mãos do seu senhor.
 
Como os olhos da serva se fixam nas mãos da sua senhora, assim os nossos olhos se voltam para o Senhor nosso Deus, até que tenha piedade de nós.
 
Aleluia. Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor: quem acredita em Mim não morrerá. Aleluia.
 
Evangelho (Mc 12,18-27): Uns saduceus, os quais dizem não existir ressurreição, aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se alguém tiver um irmão e este morrer, deixando a mulher sem filhos, ele deve casar-se com a mulher para dar descendência ao irmão’. Havia sete irmãos. O mais velho casou-se com uma mulher e morreu sem deixar descendência. O segundo, então, casou-se com ela e igualmente morreu sem deixar descendência. A mesma coisa aconteceu com o terceiro. E nenhum dos sete irmãos deixou descendência. Depois de todos, morreu também a mulher. Na ressurreição, quando ressuscitarem, ela será a esposa de qual deles? Pois os sete a tiveram por esposa?». Jesus respondeu: «Acaso não estais errados, porque não compreendeis as Escrituras, nem o poder de Deus? Quando ressuscitarem dos mortos, os homens e as mulheres não se casarão; serão como anjos no céu. Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó! ’ Ele é Deus não de mortos, mas de vivos! Estais muito errados».
 
«Ele é Deus não de mortos, mas de vivos»
 
Pe. D. Federico Elías ALCAMÁN Riffo (Puchuncaví - Valparaíso, Chile)
 
Hoje, a Santa Igreja nos põe em nossa consideração —pela palavra de Cristo— a realidade da ressurreição e as propriedades dos corpos ressuscitados. Por conseguinte, o Evangelho narra-nos o encontro de Jesus com os saduceus, os que —por meio de um caso hipotético distorcido— apresentam-lhe uma dificuldade a respeito da ressurreição dos mortos, verdade na qual eles não acreditavam.
 
Dizem-lhe que, se uma mulher enviuvar sete vezes, «ela será a esposa de qual deles? [dos sete esposos]» (Mc 12, 23). Procuram, desse jeito, ridicularizar a doutrina de Jesus. Mas, o Senhor desfaz a dificuldade expondo que, «quando ressuscitarem dos mortos, os homens e as mulheres não se casarão; serão como anjos no céu» (Mc 12,25).
 
Assim, nosso Senhor aproveita a circunstância para afirmar a existência da ressurreição, citando o que Deus lhe disse a Moisés no episódio da sarça: «Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó», e acrescenta: «Ele é Deus não de mortos, mas de vivos» (Mc 12,26-27). Jesus lhes reprova quanto estão errados, já que não entendem a Escritura nem o poder de Deus; e ainda mais, esta verdade já estava revelada no Antigo Testamento: assim o ensinaram Isaias, a mãe dos Macabeus, Job e outros.
 
Santo Agostinho descrevia a vida como eterna e amorosa comunhão: «não padeceras aí limites nem estreiteza ao possuir tudo; terás tudo e teu irmão terá tudo também, porque vós, tu e ele, os convertereis em um só, e este único todo também terá a Aquele que os possua a ambos».
 
Nós, longe de duvidar das Escrituras e do poder misericordioso de Deus, aderimos com a mente e o coração a essa verdade esperançosa, gozamos de não ficar frustrados na nossa sede de vida, plena e eterna, a qual é confirmada no mesmo Deus, em sua glória e felicidade. Diante deste convite divino, fica-nos fomentar as nossas ânsias de ver a Deus, o nosso desejo de estar para sempre reinando junto a Ele.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Se nesta terra Ele curou as doenças da carne e devolveu ao corpo sua integridade, quanto mais o fara no momento da ressurreição com o fim de que a carne ressuscite sem defeito, integramente » (São Justino, mártir)
 
«É o homem total tal qual está situado neste mundo, tal qual tem vivido e sofrido, o que um dia será levado à eternidade de Deus e terá parte em Deus mesmo, pela eternidade. Isto deve de nós encher dum gozo profundo» (Bento XVI)
 
«Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição. Jesus ensina-a firmemente. E aos saduceus, que a negavam, responde: “Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?” (Mc 12,24). A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que “não é um Deus de mortos, mas de vivos”» (Catecismo da Igreja Católica, n° 993)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.

* No evangelho de hoje continua o confronto entre Jesus e as autoridades.
Depois dos sacerdotes, anciãos e escribas (Mc 12,1-12) e os fariseus e herodianos (Mc 12,13-17), agora aparecem os saduceus que fazem uma pergunta sobre a ressurreição. Assunto polêmico, que causava briga entre saduceus e fariseus (Mc 12,18-27; cf. At 23,6-1).
 
* Nas comunidades cristãs dos anos setenta, época em que Macros escreve o seu evangelho, havia alguns cristãos que, para não serem perseguidos, tentavam conciliar o projeto de Jesus com o projeto do império romano. Os outros que resistiam ao império eram perseguidos, acusados e interrogados pelas autoridades ou por vizinhos que se sentiam incomodados pelo testemunho deles. A descrição dos conflitos de Jesus com as autoridades era uma ajuda muito grande para os cristãos não se deixarem manipular pela ideologia do império. Ao lerem estes episódios de conflito de Jesus com as autoridades, os cristãos perseguidos se animavam e criavam coragem para continuar na caminhada.
 
* Marcos 12,18-23. Os Saduceus. Os saduceus eram uma elite aristocrata de latifundiários e comerciantes. Eram conservadores. Não aceitavam a fé na ressurreição. Naquele tempo, esta fé começava a ser valorizada pelos fariseus e pela piedade popular. Ela animava a resistência do povo contra a dominação tanto dos romanos como dos sacerdotes, dos anciãos e dos próprios saduceus. Para os saduceus, o reino messiânico já estava presente na situação de bem-estar que eles estavam vivendo. Eles seguiam a assim chamada “Teologia da Retribuição” que distorcia a realidade. Segundo esta teologia, Deus retribui com riqueza e bem-estar aos que observam a lei de Deus, e castiga com sofrimento e pobreza os que praticam o mal. Assim, se entende por que os saduceus não queriam mudanças. Queriam que a religião permanecesse tal como era, imutável como o próprio Deus. Por isso não aceitavam a fé na ressurreição e na ajuda dos anjos, que sustentava a luta daqueles que buscavam mudanças e libertação.
 
* Marcos 12,19-23. A pergunta dos Saduceus. Eles chegam até Jesus e, para criticar e ridicularizar a fé na ressurreição, contam o caso fictício daquela mulher que se casou sete vezes e, no fim, morreu sem filhos. A assim chamada lei do levirato obrigava a viúva sem filhos a casar com o irmão do falecido marido. O filho que nascesse deste novo casamento era considerado filho do falecido marido. Assim, este teria uma descendência. Mas no caso proposto pelos saduceus, a mulher, apesar de ter tido sete maridos, ficou sem marido. Eles perguntam a Jesus: “Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem ela será? Todos os sete se casaram com ela!" Era para dizer que crer na ressurreição levaria a pessoa a aceitar o absurdo.
 
* Marcos 12,24-27: A resposta de Jesus. Jesus responde duramente: “Vocês não entendem nada, nem do poder de Deus, nem da Escritura!” Jesus explica que a condição das pessoas depois da morte será totalmente diferente da condição atual. Depois da morte já não haverá mais casamento, mas todas serão como os anjos no céu. Os saduceus imaginavam a vida no céu igual à vida aqui na terra. No fim, Jesus conclui: “Nosso Deus não é um Deus de mortos, mas sim de vivos! Vocês estão muito errados!” Os discípulos e as discípulas devem estar de sobreaviso: quem estiver do lado destes saduceus estará do lado oposto de Deus!
 
Para um confronto pessoal
1) Qual é hoje o sentido da frase: “Deus não é Deus dos mortos, mas sim dos vivos!”
2) Será que eu creio mesmo na ressurreição? O que significa para mim “creio na ressurreição da carne e na vida eterna”?
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.

domingo, 31 de maio de 2026

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - Terça-feira da 9ª semana do Tempo Comum

ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (2Pe 3,12-15a.17-18): Caríssimos: Esperai e apressai a vinda do dia de Deus, em que os céus se dissolverão em chamas e os elementos se fundirão no ardor do fogo. Porque nós esperamos, segundo a promessa do Senhor, os novos céus e a nova terra, onde habitará a justiça. Portanto, caríssimos, enquanto esperais este dia, empenhai-vos, sem pecado nem motivo algum de censura, para que o Senhor vos encontre na paz. Considerai esta paciente espera do Senhor como uma oportunidade para alcançardes a salvação. Assim prevenidos, acautelai-vos, para não decairdes da vossa firmeza, arrastados pelo desvario dos ímpios. Crescei na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Glória a Ele, agora e por toda a eternidade. Amém.
 
Salmo Responsorial: 89
R. Senhor, tendes sido o nosso refúgio através das gerações.
 
Antes de se formarem as montanhas e nascer a terra e o mundo, desde toda a eternidade Vós, Senhor, sois Deus.
 
Vós reduzis o homem ao pó da terra e dizeis: «Voltai, filhos de Adão». Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou e como uma vigília da noite.
 
Os dias da nossa vida andam pelos setenta anos e, se robustos, por uns oitenta: a maior parte são trabalho e desilusão, passam depressa e nós partimos.
 
Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade, para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias. Manifestai o vosso poder aos vossos servos e aos seus filhos a vossa majestade.
 
Aleluia. Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, ilumine os olhos do nosso coração, para conhecermos a esperança a que fomos chamados. Aleluia.
 
Evangelho (Mc 12,13-17): Então, mandaram alguns fariseus e partidários de Herodes, para apanhar Jesus em alguma palavra. Logo que chegaram, disseram-lhe: «Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te deixas influenciar por ninguém. Tu não olhas a aparência das pessoas, mas ensinas segundo a verdade o caminho de Deus. Diz-nos: é permitido ou não pagar imposto a César? Devemos dá-lo ou não?». Ele percebeu-lhes o fingimento e respondeu: «Por que me armais uma armadilha? Trazei-me a moeda do imposto para eu ver». Trouxeram-lhe uma moeda. Ele perguntou: «De quem é esta figura e a inscrição?». Responderam: «De César». Então, Jesus disse: «Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus ». E estavam extremamente admirados a respeito dele.
 
«Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus»
 
Rev. D. Manuel SÁNCHEZ Sánchez (Sevilla, Espanha)
 
Hoje, maravilhamo-nos, mais uma vez, com o engenho e sabedoria de Cristo. Ele, com a sua magistral resposta, assinala diretamente a justa autonomia das realidades terrenas: «Devolvei, pois, a César o que é de César» (Mc 12,17).
 
Mas a Palavra de hoje é algo mais que saber sair de um apuro; é uma questão que tem atualidade em todos os momentos da nossa vida: que estou dando a Deus?; é realmente o mais importante na minha vida? Onde pus o coração? Porque… «onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração» (Lc 13,34).
 
De fato, segundo São Jerônimo, «tendes que dar forçosamente a César a moeda que tem impressa a sua imagem; mas vós entregai com gosto todo o vosso ser a Deus, porque em nós está impressa a sua imagem e não a de César». Ao longo da sua vida, Jesus Cristo apresenta constantemente a questão da eleição. Somos nós os que estamos chamados a escolher, e as opções são claras: viver partindo dos valores deste mundo, ou viver partindo dos valores do Evangelho.
 
É sempre tempo de escolha, tempo de conversão, tempo para voltar a “recolocar” a nossa vida na dinâmica de Deus. Será a oração e, especialmente a realizada com a Palavra de Deus, a que nos vai revelando o que Deus quer de nós. O que sabe escolher a Deus, converte-se em morada de Deus, pois «se alguém me ama, guardará a minha Palavra, e meu Pai o amará, e o veremos, e faremos morada nele» (Jo 14,23). É a oração que se converte na autêntica escola onde, como afirma Tertuliano, «Cristo nos vai ensinando qual era o desígnio do Pai que Ele realizava no mundo, e qual a conduta do homem para que seja conforme a esse mesmo desígnio» Saibamos, portanto, escolher o que nos convém!
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Que as autoridades exercerão com paz, mansidão e piedade o poder que Deus lhes deu» (S. Clemente de Roma)
 
«César não é tudo. Há outra soberania, cuja origem e essência não são deste mundo, mas "do alto": a da Verdade, que tem o direito de ser ouvida em relação ao Estado» (Bento XVI)
 
«Desde o princípio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal, de modo absoluto, a nenhum poder terreno, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é o `Senhor´ (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 450)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* No evangelho de hoje continua o confronto entre Jesus e as autoridades.
Os sacerdotes, anciãos e escribas tinham sido criticados e denunciados por Jesus na parábola da vinha (Mc 12,1-12). Agora, os mesmos pedem aos fariseus e herodianos para armar uma cilada contra Jesus, a fim de poder apanhá-lo e condená-lo. Estes perguntam a Jesus sobre o imposto a ser pago aos romanos. Era um assunto polêmico que dividia a opinião pública. Os adversários de Jesus querem a todo custo acusá-lo e, assim, diminuir a sua influência junto do povo. Grupos, que antes eram inimigos entre si, agora se unem para combater Jesus que pisava no calo de todos eles. Isto acontece também hoje. Muitas vezes, pessoas ou grupos, inimigos entre si, se unem para defender seus privilégios contra aqueles que os incomodam com o anúncio da verdade e da justiça.
 
*  Marcos 12,13-14. A pergunta dos fariseus e herodianos. Fariseus e herodianos eram as lideranças locais nos povoados da Galileia. Bem antes, eles já tinham decidido matar Jesus (Mc 3,6). Agora, a mando dos Sacerdotes e Anciãos, eles querem saber de Jesus se ele é a favor ou contra o pagamento do imposto aos romanos, a César. Pergunta esperta, cheia de malícia! Sob a aparência de fidelidade à lei de Deus, buscam motivos para poder acusá-lo. Se Jesus dissesse: “Deve pagar!”, poderiam acusá-lo junto ao povo como amigo dos romanos. Se ele dissesse: “Não deve pagar!”, poderiam acusá-lo junto às autoridades romanas como subversivo. Parecia uma sinuca sem saída!
 
* Marcos 12, 15-17: A resposta de Jesus. Jesus percebe a hipocrisia. Na sua resposta, ele não perde tempo em discussões inúteis, e vai direto ao centro da questão. Em vez de responder e de discutir o assunto do tributo a César, ele pede que lhe mostrem a moeda, e pergunta: "De quem é esta imagem e inscrição?" Eles respondem: "De César!" Resposta de Jesus: "Então, deem a César o que é de César, mas a Deus o que é de Deus!”. Na prática, eles já reconheciam a autoridade de César. Já estavam dando a César o que era de César, pois usavam as moedas dele para comprar e vender e até para pagar o imposto ao Templo! O que interessa a Jesus é que “deem a Deus o que é de Deus!”, isto é, que devolvam a Deus o povo, por eles desviado, pois com os seus ensinamentos bloqueavam a entrada do Reino para o povo (Mt 23,13). Outros explicam esta frase de Jesus de outra maneira: “Deem a Deus o que é de Deus!”, isto é, pratiquem a justiça e a honestidade conforme o exige a Lei de Deus, pois pela hipocrisia vocês estão negando a Deus o que lhe é devido. Os discípulos e as discípulas devem tomar consciência! Pois era o fermento destes fariseus e herodianos que estava cegando os olhos deles! (Mc 8,15).
 
* Impostos, tributos, taxas e dízimos. No tempo de Jesus, o povo da Palestina pagava muitos impostos, taxas, tributos e dízimos, tanto aos romanos como ao Templo. O império romano invadiu a Palestina no ano 63 aC e passou a exigir muitos impostos e tributos. Pelos cálculos feitos, metade ou mais do orçamento familiar era para os impostos, tributos, taxas e dízimos. Os impostos exigidos pelos romanos eram de dois tipos: direto e indireto:
1. O imposto direto era sobre as propriedades e sobre as pessoas. Imposto sobre as propriedades (tributum soli): os fiscais do governo verificavam o tamanho da propriedade, da produção e do número de escravos e fixavam a quantia a ser paga. Periodicamente, havia nova fiscalização através dos censos. Imposto sobre as pessoas (tributum capitis): era para as classes pobres sem-terra. Incluía tanto homens como mulheres entre 12 e 65 anos. Era sobre a força do trabalho: 20% da renda de cada pessoa era para o imposto.
2. O imposto Indireto era sobre transações variadas. Coroa de ouro: Originalmente, era um presente ao imperador, mas tornou-se um imposto obrigatório. Era cobrado em ocasiões especiais como festas e visitas do imperador. Imposto sobre o sal: o sal era o monopólio do imperador. Só era tributado o sal para uso comercial. Por exemplo, o sal usado pelos pescadores para comercializar o peixe. Daqui vem a nossa palavra “salário”. Imposto na compra e venda: Em cada transação comercial pagava-se 1%. A cobrança era feita pelos fiscais na feira. Na compra de um escravo exigiam-se 4%. Em cada contrato comercial registrado, exigiam-se 2%. Imposto para exercer a profissão: Para tudo se precisava de licença. Por exemplo, um sapateiro na cidade de Palmira pagava um denário por mês. Um denário era o equivalente ao salário de um dia. Até as prostitutas tinham que pagar. Imposto sobre o uso de coisas de utilidade pública: O imperador Vespasiano introduziu o imposto para se poder usar as privadas públicas em Roma. Ele dizia “Dinheiro não fede!”
3. Outras taxas e obrigações: Pedágio ou alfândega; Trabalho forçado; Despesa especial para o exército (dar hospedagem aos soldados; fornecer pagar comida para o sustento das tropas); Imposto para o Templo e o Culto.
 
Para um confronto pessoal
1. Você conhece algum caso de grupos ou de pessoas que eram inimigos entre si, mas que se juntaram para perseguir a pessoa honesta que os incomodava e denunciava? Isto já aconteceu alguma vez com você?
2. Qual é hoje o sentido da frase: “Dai a César o que é do César, e a Deus o que é de Deus”?
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.

sábado, 30 de maio de 2026

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - Segunda-feira da 9ª Semana do Tempo Comum

São Justino, mártir
 
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (2Pe 1,1-7): Caríssimos: A graça e a paz vos sejam dadas em abundância, pelo conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor. Jesus, com o seu divino poder, concedeu-nos tudo o que é necessário à vida e à piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou pela sua glória e virtude. Assim, entramos na posse das maiores e mais preciosas promessas, para nos tornarmos participantes da natureza divina, livres da corrupção que a concupiscência gera no mundo. Por este motivo, esforçai-vos quanto possível por juntar à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a constância, à constância a piedade, à piedade o amor fraterno, ao amor fraterno a caridade.
 
Salmo Responsorial: 90
R. Senhor, meu Deus, em Vós confio.
 
Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo e moras à sombra do Omnipotente, diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela; meu Deus, em Vós confio».
 
«Porque em Mim confiou, hei de salvá-lo, hei de protegê-lo, pois conheceu o meu nome. Quando Me invocar, hei de atendê-lo, estarei com ele na tribulação.
 
Hei de libertá-lo e dar-lhe glória, favorecê-lo-ei com longa vida e lhe mostrarei a minha salvação».
 
Aleluia. Jesus Cristo, a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, amou-nos e purificou-nos dos nossos pecados, pelo seu sangue. Aleluia.
 
Evangelho (Mc 12,1-12): Jesus começou a falar-lhes em parábolas: «Um homem plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, cavou um lagar para pisar as uvas e construiu uma torre de guarda. Ele a alugou a uns lavradores e viajou para longe. Depois mandou um servo para receber dos agricultores a sua parte dos frutos da vinha. Mas os agricultores o agarraram, bateram nele e o mandaram de volta sem nada. O proprietário mandou novamente outro servo. Este foi espancado na cabeça e ainda o insultaram. Mandou ainda um outro, e a esse mataram. E assim diversos outros: em uns bateram e a outros mataram. Agora restava ainda alguém: o filho amado. Por último, então, enviou o filho aos agricultores, pensando: ‘A meu filho respeitarão’. Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros: ‘Este é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa’. Agarraram o filho, mataram e o lançaram fora da vinha. Que fará o dono da vinha? Ele virá e fará perecer os agricultores, e entregará a vinha a outros. Acaso não lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, esta é que se tornou a pedra angular. Isto foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos'?» Eles procuravam prender Jesus, pois entenderam que tinha contado a parábola com referência a eles. Mas ficaram com medo da multidão; por isso, deixaram Jesus e foram embora.
 
«Depois mandou um servo para receber dos agricultores a sua parte dos frutos da vinha»
 
Fr. Alphonse DIAZ (Nairobi, Quênia)
 
Hoje, o Senhor convida-nos a passear por sua vinha: «Um homem plantou uma vinha (...) e ele a alugou a uns lavradores» (Mc 12,1). Todos somos arrendatários dessa vinha. A vinha é o nosso próprio espírito, a Igreja e o mundo inteiro. Deus quer nossos frutos. Primeiro, a nossa santidade pessoal; depois um constante apostolado entre os meus amigos, a quem nosso exemplo e palavras devem animá-los a aproximarem-se cada dia mais a Cristo; finalmente, o mundo, que se converterá num lugar melhor para viver, se santificamos o nosso trabalho profissional, nossas relações sociais e nosso dever para o bem comum.
 
Que tipo de arrendatários somos? De aqueles que trabalham muito, ou daqueles quem se irritam quando o dono envia seus empregados para cobrar-nos o aluguel? Podemos nos opor aos que têm a responsabilidade de ajudar a proporcionar os frutos que Deus espera de nós. Podemos pôr objeções aos ensinos da Santa Mãe Igreja e do Papa, dos bispos, ou talvez, mais modestamente, dos nossos pais, nosso diretor espiritual, ou daquele bom amigo que está tentando ajudar-nos. Podemos, inclusive, voltarmos agressivos, e tentar feri-los, ou até "matá-los" com nossa crítica e comentários negativos. Deveríamos perguntar-nos os verdadeiros motivos desta postura. Talvez precisemos de um conhecimento mais profundo da nossa fé; quiçá devemos aprender a conhecer-nos melhor; fazer um melhor exame de consciência, para descobrir as razões pelas que não queremos produzir frutos.
 
Peçamos a nossa Mãe Maria ajuda para que possamos trabalhar com amor, sob a guia do Papa. Todos podemos ser "bons pastores" e "pescadores" de homens. «Então, vamos e peçamos ao Senhor que nos ajude a dar fruto, um fruto que permaneça. Só assim a terra se transforma de vale de lágrimas em jardim de Deus» (Papa Bento XVI). Nós poderíamos aproximar nosso espírito a Jesus Cristo, o espírito de nossos amigos, ou o do mundo inteiro, se apenas lêssemos e meditássemos os ensinos do Papa Bento, e tentássemos pô-los em prática.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Doce Jesus, em que estado Vos vejo! Manso e gentil, o único Salvador das nossas velhas feridas, quem vos levou a sofrer estas feridas, não apenas cruéis mas também ignominiosas? Doce videira, bom Jesus!» (São Boaventura)
 
«Ele chamou-nos com amor, protege-nos. Mas depois dá-nos liberdade, dá-nos todo este amor "em aluguer". É como se nos disse-Se: Cuida e protege o meu amor como eu te protejo a ti. Este é o diálogo entre Deus e nós: cuidar o amor» (Francisco)
 
«`A criatura sem o Criador esvai-se´(Concilio Vaticano II). Por isso, os crentes sentem-se pressionados pelo amor de Cristo a levar a luz do Deus vivo aos que O ignoram ou rejeitam» (Catecismo da Igreja Católica, nº 49)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* Jesus está em Jerusalém.
É a última semana da sua vida. Ele está de volta na praça do Templo (Mc 11,27), onde agora começa o confronto direto com as autoridades. Os capítulos 11 e 12 descrevem os vários aspectos deste confronto: (1) com os vendedores do Templo (Mc 12,11-26), (2) com os sacerdotes, anciãos e escribas (Mc 11,27 a 12,12), (3) com os fariseus e herodianos (Mc 12,13-17) (4) com os saduceus (Mc 12,18-27), e (5) novamente, com os escribas (Mc 12,28-40). No fim, depois da ruptura com todos eles, Jesus comenta o óbolo da viúva (Mc 12,41-44). O evangelho de hoje descreve uma parte do conflito com os sacerdotes, anciãos e escribas (Mc 12,1-12). Através de todos estes confrontos, fica mais claro para os discípulos e para todos nós qual o projeto de Jesus e qual a intenção dos homens do poder.
 
* Marcos 12,1-9: A parábola da vinha: resposta indireta de Jesus aos homens do poder. A parábola da vinha é um resumo da história de Israel. Resumo bonito, tirado do profeta Isaías (Is 5,1-7). Por meio dela Jesus dá uma resposta indireta aos sacerdotes, escribas e anciãos que tinham perguntado a ele: "Com que autoridade fazes tais coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?" (Mc 11,28). Nesta parábola, Jesus (1) revela qual a origem da sua autoridade: ele é o filho, o herdeiro (Mc 12,6) (2) Denuncia o abuso da autoridade dos vinhateiros, isto é, dos sacerdotes e anciãos que não cuidavam do povo de Deus (Mc 12,3-8). (3) Defende a autoridade dos profetas, enviados por Deus, mas massacrados pelos vinhateiros (Mc 12,2-5). (4) Desmascara as autoridades que manipulam a religião e matam o filho, porque não querem perder a fonte de renda que conseguiram acumular para si, ao longo dos séculos (Mc 12,7).
 
* Marcos 12,10-12. A decisão dos homens do poder confirma a denúncia feita por Jesus. Os sacerdotes, escribas e anciãos entenderam muito bem o significado da parábola, mas não se converteram. Pelo contrário! Mantiveram o seu projeto de prender Jesus (Mc 12,12). Rejeitaram “a pedra fundamental” (Mc 12,10), mas não tiveram a coragem de fazê-lo abertamente porque tinham medo do povo. Assim, os discípulos e as discípulas devem saber o que os espera no seguimento de Jesus!
 
*  Os homens do poder no tempo de Jesus. Nos capítulos 11 e 12 de Marcos aparecem alguns dos homens do poder no tempo de Jesus. No evangelho de hoje: os sacerdotes, os anciãos e os escribas (Mc 11,27); no de amanhã: os fariseus e os herodianos (Mc 12,13); no de depois de amanhã: os saduceus (Mc 12,18).
Sacerdotes:  Eram os encarregados do culto no Templo, onde se recolhiam os dízimos. O sumo sacerdote ocupava um lugar central no vida do povo, sobretudo depois do exílio. Era escolhido entre as famílias, que detinham mais poder e riqueza.
Anciãos ou Chefes do povo:  Eram os líderes locais nas aldeias e cidades. Sua origem vinha das chefias das tribos de antigamente.
Escribas ou doutores da lei:  Eram os encarregados do ensino. Dedicavam sua vida ao estudo da Lei de Deus e ensinavam ao povo como observar em tudo a Lei de Deus. Nem todos os escribas eram da mesma linha. Uns estavam ligados aos fariseus, outros, aos saduceus.
Fariseus:  Fariseu significa: separado. Eles lutavam para que, através da observância perfeita da lei da pureza, o povo chegasse a ser puro, separado e santo como o exigiam a Lei e a Tradição! Por causa do testemunho exemplar da sua vida dentro das normas da época, eles tinham muita liderança nas aldeias da Galileia.
Herodianos: Era um grupo ligado ao rei Herodes Antipas da Galileia que governou de 4 aC até 39 dC. Os herodianos formavam uma elite que não esperava o Reino de Deus para o futuro, mas o consideravam já presente no reino de Herodes.
Saduceus: Eram a elite leiga aristocrata de ricos comerciantes ou latifundiários. Eram conservadores. Não aceitavam as mudanças defendidas pelos fariseus, como por exemplo, a fé na ressurreição e a existência dos anjos.
Sinédrio: Era o Supremo Tribunal dos judeus com 71 membros entre sumo sacerdote, sacerdotes, anciãos, saduceus, fariseus e escribas. Tinha grande liderança junto ao povo e representava a nação junto às autoridades romanas.
 
Para um confronto pessoal
1. Alguma vez, como Jesus, você já se sentiu controlado/a indevidamente pelas autoridades do seu país, em casa na sua família, no seu trabalho ou na igreja? Qual foi a sua reação?
2. O que esta parábola nos ensina sobre a maneira de exercer a autoridade? E você, como exerce sua autoridade na família, na comunidade e no trabalho?
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.