terça-feira, 21 de julho de 2026

Quinta-feira da 16ª semana do Tempo Comum

Santa Brígida, viúva e religiosa
São João Cassiano, presbítero
 
1ª Leitura (Jer 2,1-3.7-8.12-13):
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: «Vai proclamar aos ouvidos de Jerusalém: Assim fala o Senhor: Lembro-Me do afeto da tua juventude, do amor do teu noivado, quando Me seguias no deserto, numa terra onde não se semeia. Israel era então uma herança sagrada do Senhor, primícias da sua colheita. Aqueles que a devoravam recebiam a paga: a desgraça caía sobre eles – oráculo do Senhor –. Eu conduzi-vos a uma terra de pomares, para comerdes dos seus ricos frutos. Mas logo que entrastes, profanastes a minha terra e fizestes da minha herança um lugar abominável. Os sacerdotes não perguntavam: ‘Onde está o Senhor?’. Os mestres da Lei não Me conheceram, os guias do povo revoltaram-se contra Mim, os profetas vaticinaram em nome de Baal e foram atrás de deuses que nada valem. Pasmai de tudo isto, ó céus, estremecei de horror e espanto – diz o Senhor –, porque o meu povo cometeu dois pecados: abandonaram-Me a Mim, fonte de água viva, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não conservam a água».
 
Salmo Responsorial: 35
R. Em Vós, Senhor, está a fonte da vida.
 
Senhor, até aos céus se eleva a vossa bondade e até às nuvens a vossa fidelidade. A vossa justiça é como os montes altíssimos, os vossos juízos são como o abismo profundo.
 
Como é admirável, Senhor, a vossa bondade! À sombra das vossas asas se refugiam os homens. Podem saciar-se da abundância da vossa casa e Vós os inebriais com a torrente das vossas delícias.
 
Em Vós está a fonte da vida e é na vossa luz que vemos a luz. Conservai a vossa bondade aos que Vos conhecem e a vossa justiça aos retos de coração.
 
Aleluia. Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 13,10-17): Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: «Por que lhes falas em parábolas?». Ele respondeu: «Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não. Pois a quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem será tirado até o que tem. Por isto eu lhes falo em parábolas: porque olhando não enxergam e ouvindo não escutam, nem entendem. Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Por mais que escuteis, não entendereis, por mais que olheis, nada vereis. Pois o coração deste povo se endureceu, e eles ouviram com o ouvido indisposto. Fecharam os seus olhos, para não verem com os olhos, para não ouvirem com os ouvidos, nem entenderem com o coração, nem se converterem para que eu os pudesse curar’. Felizes são vossos olhos, porque veem, e vossos ouvidos, porque ouvem! Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que estais vendo, e não viram; desejaram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram».
 
«Felizes são vossos olhos, porque veem, e vossos ouvidos, porque ouvem!»
 
Rev. D. Manel MALLOL Pratginestós (Terrassa, Barcelona, Espanha)
 
Hoje, recordamos o “louvor” dirigido por Jesus aos que se juntavam a Ele: «felizes são vossos olhos, porque veem, e vossos ouvidos, porque ouvem!» (Mt 13,16). E perguntamo-nos: Estas palavras de Jesus dirigem-se também a nós, ou são somente para aqueles que O viram e escutaram diretamente? Parece que os felizes são eles, pois tiveram a sorte de conviver com Jesus, de permanecer fisicamente e de modo sensível a seu lado. Enquanto nós estaríamos antes entre os justos e profetas - sem sermos justos, nem profetas! - que gostariam de O ver e ouvir.
 
Não esqueçamos, porém, que o Senhor se refere aos justos e profetas anteriores à sua vinda, à sua revelação: «Garanto-vos que muitos profetas e justos desejaram ver o que estais vendo, mas não viram» (Mt 10,17). Com Ele chega a plenitude dos tempos, e nós estamos nessa plenitude, já estamos no tempo de Cristo, no tempo da salvação. É verdade que não vimos Jesus com os nossos olhos, mas conhecemo-Lo. E não escutámos a sua voz com os nossos ouvidos, mas sim escutámos e escutaremos as suas palavras. O conhecimento que a fé nos dá, embora não seja sensível, é um conhecimento autêntico, põe-nos em contacto com a verdade e, por isso, nos dá a felicidade e a alegria.
 
Agradeçamos a nossa fé cristã, contentes com ela. Tentemos que o trato com Jesus seja próximo e não distante, tal como o tratavam aqueles discípulos que estavam junto a Ele, que O viram e ouviram. Não olhemos para Jesus indo do presente ao passado, e sim do presente ao presente, estamos realmente no seu tempo, um tempo que não acaba. A oração - falar com Deus -, e a Eucaristia – recebê-Lo – garantem-nos esta proximidade e fazem-nos realmente felizes ao vê-Lo com olhos e ouvidos de fé. «Recebe, pois, a imagem de Deus que perdeste pelas tuas más obras» (Santo Agostinho).
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Porque ao que tem vai se lhe dar. Como se dizer: a aquele que tem desejo e zelo vai se lhe dar tudo o que vem de Deus; pelo contrário, a aquele que está privado de esse desejo e não por de sua parte quanto pode para o conseguir, esse não receberá os dons de Deus» (São João Crisóstomo)
 
«” Por que lhes falas em parábolas? Para estimular precisamente a decisão, a conversão do coração. As parábolas, por sua natureza, requerem um esforço de interpretação, interpelam a inteligência, mas também a liberdade» (Bento XVI)
 
«O Reino dos céus foi inaugurado na terra por Cristo. “Resplandece para os homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo” (Concilio Vaticano II). A Igreja é o gérmen e o princípio deste Reino (...)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 567)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* O Capítulo 13 traz o Sermão das Parábolas.
Seguindo o texto de Marcos (Mc 4,1-34), Mateus omitiu a parábola da semente que germina sozinha (Mc 4,26-29), ampliou a discussão sobre o porquê das parábolas (Mt 13,10-17) e acrescentou as parábolas do joio e do trigo (Mt 13,24-30), do fermento (Mt 13,33), do tesouro (Mt 13,44), da pérola (Mt 13,45-46) e da rede (Mt 13,47-50). Junto com as do semeador (Mt 13,4-11) e do grão de mostarda (Mt 13,31-32), são ao todo sete parábolas no Sermão das Parábolas (Mt 13,1-50).
 
* Mateus 13,10: A pergunta. No evangelho de Marcos, os discípulos pedem uma explicação das parábolas (Mc 4,10). Aqui em Mateus, a perspectiva é outra. Eles querem saber por que Jesus, quando fala ao povo, só fala em parábolas: "Por que usas parábolas para falar com eles?" Qual o motivo desta diferença?
 
* Mateus 13,11-13: A vocês é dado conhecer o mistério do Reino. Jesus responde: "Porque a vocês foi dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não. Pois, a quem tem, será dado ainda mais, será dado em abundância; mas daquele que não tem, será tirado até o pouco que tem”. Por que será que aos apóstolos era dado conhecer, e aos outros não? Uma comparação para ajudar na compreensão. Duas pessoas escutam a mãe ensinar: "quem ama não corta casaco". Uma das duas é filha e outra não. A filha entendeu e a outra não entendeu nada. Por que? É que na casa da mãe a expressão "cortar casaco" significava caluniar. Assim, o ensinamento da mãe ajudou a filha a entender melhor como praticar o amor. Cresceu nela aquilo que ela já sabia. A quem tem, será dado ainda mais. A outra pessoa não entendeu nada e perdeu até o pouco que pensava entender a respeito de amor e de casaco. Ficou confusa e não conseguiu entender o que o amor tem a ver com casaco. Daquele que não tem, será tirado até o pouco que tem. Uma parábola revela e esconde ao mesmo tempo! Revela para “os de dentro”, que aceitam Jesus como Messias Servo. Esconde para os que insistem em dizer que o Messias será e deve ser um Rei Glorioso. Estes entendem as imagens da parábola, mas não chegam a entender o seu significado. Enquanto os discípulos crescem naquilo que já sabem a respeito do Messias. Os outros não entendem nada e perdem até o pouco que pensavam saber sobre o Reino e o Messias.
 
* Mateus 13,14-15: A realização da profecia de Isaías. Como da outra vez (Mt 12,18-21), nesta reação diferente do povo e dos fariseus frente ao ensinamento das parábolas, Mateus vê novamente uma realização da profecia de Isaías. Ele até cita por extenso o texto de Isaías que fala por si: “É certo que vocês ouvirão, porém nada compreenderão. É certo que vocês enxergarão, porém nada verão. Porque o coração desse povo se tornou insensível. Eles são duros de ouvido e fecharam os olhos, para não ver com os olhos, e não ouvir com os ouvidos, não compreender com o coração e não se converter. Assim eles não podem ser curados”.
 
* Mateus 13,16-17: Felizes os olhos que veem o que vocês estão vendo. Tudo isso explica a frase final: “Vocês, porém, são felizes, porque seus olhos veem e seus ouvidos ouvem.  Eu garanto a vocês: muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, e não puderam ver; desejaram ouvir o que vocês estão ouvindo, e não puderam ouvir”.
 
* As parábolas: um novo jeito de falar ao povo sobre Deus. O povo ficava impressionado com o jeito que Jesus tinha de ensinar. “Um novo ensinamento! Dado com autoridade! Diferente dos escribas!” (Mc 7,28). Jesus tinha uma capacidade muito grande de encontrar imagens bem simples para comparar as coisas de Deus com as coisas da vida que o povo conhecia e experimentava na sua luta diária pela sobrevivência. Isto supõe duas coisas: estar por dentro das coisas da vida do povo, e estar por dentro das coisas de Deus, do Reino de Deus. Em algumas parábolas acontecem coisas que não costumam acontecer na vida. Por exemplo, onde se viu um pastor de cem ovelhas abandonar noventa e nove para encontrar aquela única que se perdeu? (Lc 15,4) Onde se viu um pai acolher com festa o filho devasso, sem dar nenhuma palavra de censura? (Lc 15,20-24). Onde se viu um samaritano ser melhor que o levita e o sacerdote? (Lc 10,29-37). A parábola provoca para pensar. Ela leva a pessoa a se envolver na história a partir da sua própria experiência de vida. Faz com que nossa própria experiência nos leve a descobrir que Deus está presente no cotidiano da nossa vida. A parábola é uma forma participativa de ensinar, de educar. Não dá tudo trocado em miúdo. Não faz saber, mas faz descobrir. A parábola muda os olhos, faz a pessoa ser contemplativa, observadora da realidade. Aqui está a novidade do ensino das parábolas de Jesus, diferente dos doutores que ensinavam que Deus só se manifestava na observância da lei. Para Jesus, “o Reino não é fruto de observância. O Reino está presente no meio de vocês!” (Lc 17,21). Mas os ouvintes nem sempre o percebiam.
 
Para um confronto pessoal
1) Jesus disse: “A vocês foi dado conhecer os mistérios do Reino”. Quando leio os evangelhos, sou como os que não entendem nada ou como aqueles a quem é dado conhecer o Reino?
2) Qual a parábola de Jesus com mais me identifica? Por que°

segunda-feira, 20 de julho de 2026

22 de julho - Santa Maria Madalena

Beato Francisco Garcia Leon, leigo e mártir
 
1ª Leitura (Cant. 3,1-4a):
Eis o que diz a esposa: «No meu descanso, durante a noite, procurei aquele que o meu coração ama; procurei-o, mas não pude encontrá-lo. Levantar-me-ei e percorrerei a cidade, pelas ruas e pelas praças, procurando aquele que o meu coração ama. Procurei-o, mas não pude encontrá-lo. Encontraram-me as sentinelas que rondavam a cidade e eu perguntei-lhes: ‘Vistes porventura aquele que o meu coração ama?’. E logo que passei por eles, encontrei aquele que o meu coração ama».
 
Salmo Responsorial: 62
R. A minha alma tem sede de Vós, Senhor, meu Deus.
 
Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro. A minha alma tem sede de Vós. Por Vós suspiro, como terra árida, sequiosa, sem água.
 
Quero contemplar-Vos no santuário, para ver o vosso poder e a vossa glória. A vossa graça vale mais que a vida; por isso os meus lábios hão de cantar-Vos louvores.
 
Assim Vos bendirei toda a minha vida e em vosso louvor levantarei as mãos. Serei saciado com saborosos manjares e com vozes de júbilo Vos louvarei.
 
Porque Vos tornastes o meu refúgio, exulto à sombra das vossas asas. Unido a Vós estou, Senhor, a vossa mão me serve de amparo.
 
Aleluia. Diz-nos, Maria: Que viste no caminho? Vi o sepulcro de Cristo vivo e a glória do Ressuscitado. Aleluia.
 
Evangelho (Jo 20,1-2.11-18): No primeiro dia da semana, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Ela saiu correndo e foi se encontrar com Simão Pedro e com o outro discípulo, aquele que Jesus mais amava. Disse-lhes: «Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram». Maria tinha ficado perto do túmulo, do lado de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para olhar dentro do túmulo. Ela enxergou dois anjos, vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Os anjos perguntaram: «Mulher, por que choras». Ela respondeu: «Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram». Dizendo isto, Maria virou-se para trás e enxergou Jesus, de pé, mas ela não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Mulher, por que choras? Quem procuras?». Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: «Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu irei buscá-lo». Então, Jesus falou: «Maria!». Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: «Rabboni!» (que quer dizer: Mestre). Jesus disse: «Não me segures, pois ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus». Então, Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: «Eu vi o Senhor», e contou o que ele lhe tinha dito.
 
«Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor”»
 
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
 
Hoje, celebramos com satisfação a santa Maria Madalena. Com satisfação e benefício para nossa fé! porque seu caminho poderia muito bem ser o nosso. A Madalena vinha de longe (cf. Lc 7,36-50) e chegou muito longe…. , no amanhecer da Ressurreição, Maria buscou Jesus, encontrou Jesus ressuscitado e chegou ao Pai de Jesus, o “Pai nosso”. Aquela manhã, Jesus Cristo descobriu o mais valioso da nossa fé: que ela também era filha de Deus.
 
No itinerário de Maria de Magdala descobrimos alguns aspectos importantes da fé. Em primeiro lugar, admiramos sua valentia. A fé, mesmo sendo um dom de Deus, requer coragem por parte do crente. O natural em nós é a tendência ao visível, ao que se pode agarrar com a mão. Pois Deus é essencialmente invisível, fé «sempre tem algo de ruptura arriscada e de salto, porque implica a ousadia de ver o autenticamente real naquilo que não se vê» (Bento XVI). Maria vendo a Cristo ressuscitado também “vê” também ao Padre, ao Senhor.
 
Por outro lado, ao “salto da fé” «se chega pelo que a Bíblia chama conversão ou arrependimento: só quem muda recebe» (Papa Bento). Não foi este o primeiro passo de Maria? Não há de ser este também um passo reiterado em nossas vidas?
 
Na conversão de Madalena houve muito amor: ela não economizou em perfumes para seu Amor. O amor!: hei aqui outro “veículo” da fé, porque nem escutamos, nem vemos, nem cremos a quem não amamos. No Evangelho de são João aparece claramente que «crer é escutar e, ao mesmo tempo, ver (…)». Naquele amanhecer, Maria Madalena arrisca por seu Amor, ouve ao seu Amor ( basta-lhe escutar «Maria» para reconhecer) e conhecer ao Pai. «De manhã de Páscoa (…), a Maria Madalena que vê a Jesus, pede-se que o contemple em seu caminho ao Pai, até chegar a plena confissão: ‘Tenho visto ao Senhor’ (Jn 20,18)» (Papa Francisco).
 
«Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: Eu vi o Senhor»
 
Rev. D. Albert SOLS i Lúcia (Barcelona, Espanha)
 
Hoje, celebramos a festa de Santa Maria Madalena. Costuma ser próprio da juventude apaixonar-se loucamente por um filme, chegando a identificar-se pessoalmente com algum dos protagonistas. Nesse sentido, nós, os cristãos, deveríamos ser sempre jovens perante a vida de Jesus de Nazaré e identificar-nos com essa grande mulher de que fala o Evangelho, Maria Madalena. Ela seguiu os passos de Jesus, escutou a Sua Palavra. Cristo soube corresponder e concedeu-lhe o histórico privilégio de ser a primeira pessoa a quem foi comunicada a ressurreição.
 
Diz o evangelista que, ao princípio, ela não O reconheceu, confundiu-o com um camponês daquele lugar. Mas quando o Senhor a chamou pelo seu nome «Maria», talvez pela maneira peculiar como o disse, então esta santa mulher não duvidou nem um instante: «Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: «Rabboni! —que quer dizer: “Mestre”—» (Jo, 20,16). Depois do seu encontro com Jesus, ela foi a primeira que correu a anunciar aos outros discípulos: «Então, Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor”, e contou o que Ele lhe tinha dito» (Jo, 20,18).
 
O cristão que, no seu programa diário de vida, cultiva a intimidade com Cristo, na Eucaristia, fazendo um tempo de oração contemplativa e cuidando a leitura assídua do Evangelho de Jesus, também terá o privilégio de escutar o chamamento pessoal do Senhor. É o próprio Cristo que nos chama pessoalmente, pelo nosso nome, e nos anima a seguir o caminho firme da santidade.
 
«A oração é conversação e diálogo com Deus: contemplação para os que se distraem certeza das coisas que se esperam, igualdade de condição e de honra com os anjos, progresso e incremento dos bens, emenda dos pecados, remédio para os males, fruto dos bens presentes, garantia dos bens futuros» (S. Gregório de Nissa).
 
Digamos ao Senhor: — Jesus, que a minha amizade contigo seja tão forte e tão profunda que, como Maria Madalena, eu seja capaz de Te reconhecer na minha vida.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«O que temos que considerar nestes fatos é a intensidade do amor que ardia no coração daquela mulher, que não se apartava do túmulo, embora os discípulos tivessem ido embora de aí» (São Gregório Magno)
 
«Que bonito é pensar que a primeira aparição do Ressuscitado- segundo os Evangelhos- aconteceu duma forma tão pessoal! Que há alguém que nos conhece, que olha para o nosso sofrimento e desilusão, que se comove por nós, e nos chama por nosso nome» (Francisco)
 
«O carácter velado da glória do Ressuscitado, durante este tempo, transparece na sua misteriosa palavra a Maria Madalena: “Ainda não subi ao Pai. Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que vou subir para meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,17). Isto indica uma diferença entre a manifestação da glória de Cristo Ressuscitado e a de Cristo exaltado à direita do Pai. O acontecimento da ascensão, ao mesmo tempo histórico e transcendente, marca a transição duma para a outra» (Catecismo da Igreja Católica, n° 660)
 
Reflexão de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* O evangelho de hoje traz a aparição de Jesus a Maria Madalena, cuja festa hoje celebramos.
A morte de Jesus, seu grande amigo, trouxe para ela uma perda do sentido da vida. Mas ela não desistiu da busca. Foi ao sepulcro para reencontrar aquele que a morte lhe havia roubado. Há momentos na vida em que tudo desmorona. Parece que tudo acabou. Morte, desastre, doença, decepção, traição! Tantas coisas que podem tirar o chão debaixo dos nossos pés e jogar-nos numa crise profunda. Mas também acontece o seguinte. Como que de repente, o reencontro com uma pessoa amiga pode refazer a vida e nos fazer redescobrir que o amor é mais forte do que a morte e a derrota. Na maneira de descrever a aparição de Jesus a Maria Madalena transparece as etapas da travessia que ela teve de fazer, desde a busca dolorosa do falecido amigo até o reencontro com o ressuscitado. Estas são também as etapas pelas quais passamos todos nós, ao longo da vida, na busca em direção a Deus e na vivência do Evangelho. É o processo de morte e ressurreição que se prolonga no dia a dia da vida.
 
* João 20,1: Maria Madalena vai ao sepulcro. Havia um amor muito grande entre Jesus e Maria Madalena. Ela foi uma das poucas pessoas que tiveram a coragem de ficar com Jesus até a hora da sua morte na cruz. Depois do repouso obrigatório do sábado, ela voltou ao sepulcro para estar no lugar onde tinha encontrado o Amado pela última vez. Mas, para a sua surpresa, o sepulcro estava vazio!
 
* João 20,11-13: Maria Madalena chora, mas busca. Chorando, Maria Madalena inclinou-se e olhou para dentro do túmulo, onde viu dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar onde o corpo de Jesus tinha sido colocado, um na cabeceira e outro nos pés. Os anjos perguntam: "Por que você chora?" Resposta: "Levaram meu senhor e não sei onde o colocaram!" Maria Madalena busca o Jesus que ela tinha conhecido, o mesmo com quem tinha convivido durante três anos.
 
* João 20,14-15: Maria Madalena conversa com Jesus sem reconhecê-lo. Os discípulos de Emaús viram Jesus mas não o reconheceram (Lc 24,15-16). O mesmo acontece com Maria Madalena. Ela vê Jesus, mas não o reconhece. Pensa que é o jardineiro. Como os anjos, Jesus também pergunta: "Por que você chora?" E acrescenta: "A quem está procurando?" Resposta: "Se foi você que o levou, diga-me, que eu vou buscá-lo!" Ela ainda busca o Jesus do passado, o mesmo de três dias atrás. A imagem de Jesus do passado impede que ela reconheça o Jesus vivo, presente na frente dela.
 
* João 20,16: Maria Madalena reconhece Jesus. Jesus pronuncia o nome: "Maria!" (Miriam) Foi o sinal de reconhecimento: a mesma voz, o mesmo jeito de pronunciar o nome. Ela responde: "Mestre!" (Rabboni). Jesus tinha voltado. A primeira impressão é de que a morte foi apenas um incidente doloroso de percurso, mas que agora tudo tinha voltado a ser como antes. Maria abraça Jesus com força. Era o mesmo Jesus que tinha morrido na cruz, o mesmo que ela tinha conhecido e amado. Aqui se realiza o que Jesus disse na parábola do Bom Pastor: "Ele as chama pelo nome e elas conhecem a sua voz". - "Eu conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem" (Jo 10,3.4.14).
 
* João 20,17: Maria Madalena recebe a missão de anunciar a ressurreição aos apóstolos. De fato, é o mesmo Jesus, mas a maneira de ele estar junto dela já não é mais a mesma. Jesus lhe diz: "Não me segure, porque anda não subi para o Pai!" Jesus vai para junto do Pai. Maria Madalena deve soltá-lo e assumir sua missão: “Vá dizer aos meus irmãos que subo para junto do meu Pai, que é Pai de vocês, do meu Deus, que é o Deus de vocês”. Chama os discípulos de “meus irmãos”. Subindo para o Pai, Jesus abriu o caminho para nós e fez com que Deus ficasse, de novo, perto de nós. “Quero que eles estejam comigo onde eu estiver” (Jo 17,24; 14,3).
 
* João 20,18: A dignidade e missão de Madalena e das Mulheres. Maria Madalena é citada como discípula de Jesus (Lc 8,1-2); como testemunha da sua crucifixão (Mc 15,40-41; Mt 27,55-56; Jo 19,25), do seu sepultamento (Mc 15,47; Lc 23,55; Mt 27,61), e da sua ressurreição (Mc 16,1-8; Mt 28,1-10; Lc 24,1-10; Jo 20,1.11-18). E agora ela recebe a ordem, a ordenação, de ir aos Doze e anunciar a eles que Jesus está vivo. Sem esta Boa Nova da Ressurreição, as sete lâmpadas dos sacramentos se apagariam (Mt 28,10; Jo 20,17-18).
 
Para um confronto pessoal
1) Você já passou por uma experiência que lhe deu esse sentimento de perda e de morte? O que foi que lhe trouxe vida nova e lhe devolveu a esperança e a alegria de viver?
2)
Maria Madalena buscava Jesus de um jeito e o reencontrou de outro jeito. Como isto acontece hoje na nossa vida?

22 de julho

 Beato Francisco Garcia Leon
Leigo e Mártir

 

Filho de uma família católica de Montoro (Espanha), manteve uma profunda relação com a Ordem do Carmo. Com efeito, poucos dias após seu nascimento, foi batizado na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo. Aos 8 anos recebeu pela primeira vez Jesus Eucarístico na festa de Nossa Senhora do Carmo. Estreitou laços ainda mais fortes quando os carmelitas se instalaram na cidade de Montoro, ensinando as crianças necessitadas e ajudando em diversos serviços da paróquia administrada pelos frades. Também foi eleito presidente da Juventude Católica de sua cidade. Mas sua relação com a Nossa Senhora do Carmo iria até o derramamento de sangue, quando Montoro foi tomada pelos comunistas Um dia, um dos milicianos viu que o jovem Francisco usava um escapulário e o ameaçou com a prisão caso não se desfizesse do escapulário que usa. Como ele se recusou, os milicianos o prenderam. Dois dias depois os comunistas decidiram matar todos os presos. Foi assim que, vestido com o escapulário do Carmo, Francisco se apresentou à Rainha do Carmelo, com a idade de 15 anos e 7 meses.

 

Oração

Pela intercessão dos vossos mártires Francisco Garcia e seus companheiros, atendei benignamente, Senhor, a nossa súplica e fortalecei-nos no testemunho da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

domingo, 19 de julho de 2026

Terça-feira da 16ª semana do Tempo Comum

São Lourenço de Brindes, presbítero e doutor da Igreja

1ª Leitura (Miq 7,14-15.18-20):
Apascentai o vosso povo com a vossa vara, o rebanho da vossa herança, que vive isolado na selva, no meio de uma terra frutífera, para que volte a apascentar-se em Basã e Galaad, como nos dias de outrora. Mostrai-nos prodígios, como nos dias em que saístes da terra do Egipto. Qual é o deus semelhante a Vós que perdoa o pecado e absolve a culpa deste resto da vossa herança? Não guarda para sempre a sua ira, porque prefere a misericórdia. Ele voltará a ter piedade de nós, pisará aos pés as nossas faltas, lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados. Mostrai a Jacob a vossa fidelidade e a Abraão a vossa misericórdia, como jurastes aos nossos pais, desde os tempos antigos.
 
Salmo Responsorial: 84
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
 
Abençoastes, Senhor, a vossa terra, restaurastes os destinos de Jacob. Perdoastes a culpa do vosso povo, esquecestes todos os seus pecados. Aplacastes toda a vossa cólera, refreastes o furor da vossa ira.
 
Restaurai-nos, ó Deus, nosso Salvador e afastai de nós a vossa indignação. Estareis para sempre irritado contra nós, prolongareis a vossa ira de geração em geração?
 
Não voltareis a dar-nos a vida, para que em Vós se alegre o vosso povo? Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia e dai-nos a vossa salvação.
 
Aleluia. Se alguém Me ama, guardará a minha palavra, diz o Senhor; meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 12,46-50): Enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com Ele. Alguém lhe disse: «Olha! Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». Ele respondeu àquele que lhe falou: «Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?». E, estendendo a mão para os discípulos, acrescentou: «Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».
 
«O que cumpre a vontade de meu Pai celestial, esse é (...) minha mãe»
 
P. Pere SUÑER i Puig SJ (Barcelona, Espanha)
 
Hoje, o Evangelho apresenta-se-nos, de início, algo surpreendente: «Quem é minha mãe» (Mt 12,48), pergunta-se Jesus. Parece que o Senhor tem uma atitude depreciativa para com Maria. Não é isso. O que Jesus quer deixar claro aqui é que aos seus olhos - os olhos de Deus! - o valor decisivo da pessoa não reside no aspecto da carne ou do sangue, mas na disposição espiritual de aceitação da vontade de Deus: «E, estendendo a mão para os discípulos», acrescentou: «Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe» (Mt 12,49-50). Naquele momento, a vontade de Deus era que Ele evangelizasse aqueles que O ouviam e que eles O escutassem. Isso estava acima de qualquer outro valor, por mais entranhável que fosse. Para fazer a vontade do Pai, Jesus Cristo tinha deixado Maria e agora estava a pregar longe de casa.
 
Mas, quem se empenhou mais em cumprir a vontade de Deus do que Maria? «Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). Por isso Santo Agostinho diz que Maria primeiro acolheu a palavra de Deus no seu espírito pela obediência e somente depois a concebeu em seu seio pela Encarnação.
 
Por outras palavras: Deus ama-nos na medida da nossa santidade, Maria é santíssima, e por isso, amadíssima. Assim, ser santos não é a razão pela qual Deus nos ama. Pelo contrário, porque Ele nos ama, Ele faz-nos santos. O primeiro a amar é sempre o Senhor (cf. 1Jo 4,10). Maria ensina-nos isto ao dizer: «Pôs os olhos na humildade da sua serva» (Lc 1,48). Aos olhos de Deus somos pequenos; mas Ele quer-nos engrandecer e santificar.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Tudo o que me der a mão do meu Senhor o aceitarei com alegria, submissão e amor. Sua santa vontade é minha quietude. Contém toda a minha santidade e toda a minha salvação eterna, pois cumprir a vontade de Deus é a maior glória» (Santa Faustina Kowalska)
 
«Devemos aprender a confiar mais na Providência divina e pedir a Deus a força para sair de nós mesmos e adaptar a nossa vontade à sua» (Bento XVI)
 
«Tornar-se discípulo de Jesus é aceitar o convite para pertencer à família de Deus, para viver em conformidade com a sua maneira de viver: ‘Todo aquele que fizer a vontade do meu Pai que está nos céus, é que é meu irmão e minha irmã e minha mãe’ (Mt 12, 50) (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.233)
 
Reflexão
 
A família de Jesus. Os parentes chegam à casa onde Jesus está. Provavelmente chegavam de Nazaré. De lá para Cafarnaum são uns 40 km. Sua mãe estava com eles. Não entram, mas enviam um recado: "Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te”. A reação Jesus é firme: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?" E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” Para entender bem o significado desta resposta deve-se olhar para a situação da família no tempo de Jesus.
 
• No antigo Israel, o clã, ou seja, a grande família (a comunidade) era a base da convivência social. Era a proteção das famílias e das pessoas, a garantia da posse da terra, o fluxo principal da tradição, a defesa da identidade. Era a maneira concreta de que as pessoas da época tinham a encarnar o amor de Deus no amor ao próximo. Defender o clã era o mesmo que defender a Aliança.
 
• Na Galileia no tempo de Jesus, por causa do sistema implantado durante o longo governo de Herodes, o Grande (37 aC a 4 aC) e seu filho Herodes Antipas (4 aC a 39 d.C.), o clã (a comunidade) estava se enfraquecendo. Devia-se pagar impostos tanto para o governo como para o Templo, a dívida pública crescia, dominava a mentalidade individualista da ideologia helenista, havia frequentes ameaças de repressão violenta da parte dos romanos, a obrigação de acolher os soldados e dar-lhes hospitalidade, os problemas cada vez maiores da sobrevivência, tudo isto levava as famílias fecharem-se em suas próprias necessidades. Este fechamento era reforçado pela religião da época. Por exemplo, quem dava a sua herança para o Templo, eles poderiam deixar seus pais sem ajuda. Isso enfraqueceu o quarto mandamento, que era a dobradiça do clã (Mc 7,8-13). Além disso, a observância das normas de pureza era fator de marginalização de muitas pessoas: mulheres, crianças, samaritanos, estrangeiros, leprosos, endemoniados, publicanos, doentes, aleijados, paralíticos.
 
• E assim, a preocupação com os problemas da própria família impedia que as pessoas se unissem em comunidade. Então, para que o Reino de Deus pudesse manifestar-se na vida comunitária do povo, as pessoas tinham de ir além dos limites estreitos da pequena família e abrir-se novamente para a grande família, para a Comunidade. Jesus nos dá o exemplo. Quando sua família tentou agarrá-lo, reagiu e alargou o sentido da família: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?" E, estendendo a mão para os seus discípulos, disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe ". Criou comunidade.
 
• Jesus pedia o mesmo para todos os que queiram segui-lo. As famílias não poderiam fechar-se em si mesmas. Os excluídos e marginalizados deviam ser recebidos dentro da convivência e, assim, se sentir acolhidos por Deus (cf. Lc 14,12-14). Este era o caminho para alcançar o objetivo da Lei que dizia: "Não deve haver pobres entre vós" (Dt 15,4). Como os grandes profetas do passado, Jesus procurava fortalecer a vida comunitária nas aldeias da Galileia. Ele retoma o sentido mais profundo do clã, família, da comunidade, como expressão da encarnação do amor de Deus no amor ao próximo.
 
Para um confronto pessoal
• Viver a fé em comunidade. Qual é o lugar e a influência das comunidades em minha maneira de viver a fé?
• Hoje, em grandes cidades, a massificação promove o individualismo que é contrário da vida em comunidade. O que estou fazendo para combater este mal?

sábado, 18 de julho de 2026

20 de julho – SOLENIDADE DE NOSSO PAI SANTO ELIAS, PROFETA

1ª Leitura: 1Rs 19,1-9.11-14
- Acab contou a Jezabel tudo que Elias tinha feito e como tinha passado ao fio da espada todos os profetas de Baal. Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias para lhe dizer: “Os deuses me cumulem de castigos, se amanhã, a esta hora, eu não tiver feito contigo o mesmo que fizeste com a vida desses profetas”. Elias ficou com medo e, para salvar sua vida, partiu. Chegou a Bersabéia de Judá e ali deixou o seu servo. Depois, adentrou o deserto e caminhou o dia todo. Sentou-se, finalmente, debaixo de um junípero e pediu para si a morte, dizendo: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais”. E, deitando-se no chão, adormeceu à sombra do junípero. De repente, um anjo tocou-o e disse: “Levanta-te e come!” Ele abriu os olhos e viu junto à sua cabeça um pão assado na pedra e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. Mas o anjo do SENHOR veio pela segunda vez, tocou-o e disse: “Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer”. Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus. Chegando ali, entrou numa gruta, onde passou a noite. Então a palavra do SENHOR veio a ele, dizendo: “Que fazes aqui, Elias?” Ele respondeu: “Estou ardendo de zelo pelo SENHOR, Deus dos exércitos, porque os israelitas abandonaram tua aliança, demoliram teus altares, mataram à espada teus profetas. Só eu escapei; mas agora querem matar-me também”. O SENHOR disse-lhe: “Sai e permanece sobre o monte diante do SENHOR”. Então o SENHOR passou. Antes do SENHOR, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o SENHOR não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o SENHOR não estava no terremoto. Passado o terremoto, veio um fogo, mas o SENHOR não estava no fogo. E depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa. Ouvindo isto, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta. Ouviu, então, uma voz que dizia: “Que fazes aqui, Elias?”  Ele respondeu: “Estou ardendo de zelo pelo SENHOR, Deus dos exércitos, porque os israelitas abandonaram tua aliança, demoliram teus altares e mataram à espada teus profetas. Só eu escapei. Mas, agora, querem matar-me também”. 
 
Salmo de Meditação (SL 15 (16), 1-2.5-6.8-9.10-11 (R. 8a)
R. O Senhor está sempre na minha presença.
 
Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio. Digo ao Senhor: “Vós sois o meu Deus, sois o meu único bem”. ℟.
 
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, está nas vossas mãos o meu destino. Couberam-me em partilha terras aprazíveis: muito me agrada a minha sorte. ℟.
 
O Senhor está sempre na minha presença, com Ele a meu lado não vacilarei. Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta, e até o meu corpo descansa tranquilo. ℟.
 
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção. Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida, alegria plena em vossa presença delícias eternas na vossa presença. ℟.
 
2ª Leitura: 1Pd 1,8-12 - Sem terdes visto o Senhor, vós o amais. Sem que agora o estejais vendo, credes nele. Isto será para vós fonte de alegria inefável e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.  Esta salvação tem sido objeto das investigações e meditações dos profetas. Eles profetizaram a respeito da graça que estava destinada para vós. Procuraram saber a que época e a que circunstâncias se referia o Espírito de Cristo, que estava neles, ao anunciar com antecedência os sofrimentos de Cristo e a glória que viria depois.  Foi-lhes revelado que não para si mesmos, mas para vós é que estavam ministrando esses ensinamentos, que agora são anunciados a vós. Agora vo-los anunciam aqueles que vos pregam a Boa Nova em virtude do Espírito Santo, enviado do céu; são revelações que até os anjos desejam contemplar!

'Este é o meu Filho amado. Escutai-o!"
 
Evangelho: Lc 9,28B-36 - Naquele tempo, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para orar. Enquanto orava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou branca e brilhante. Dois homens conversavam com ele: eram Moisés e Elias. Apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a saída deste mundo que Jesus iria consumar em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Quando acordaram, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. E enquanto esses homens iam se afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Nem sabia o que estava dizendo. Estava ainda falando, quando desceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Ao entrarem na nuvem, os discípulos ficaram cheios de temor. E da nuvem saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-o!” Enquanto a voz ressoava, Jesus ficou sozinho. Os discípulos ficaram calados e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.
 
“Da nuvem saiu uma voz que dizia: ‘Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-o!’”
 
*
Compreendendo o texto
A transfiguração é manifestação da glória da Ressurreição. Observamos neste trecho do Evangelho a revelação do Filho nas palavras do Pai: “Este é o meu Filho, o meu escolhido. Escutem o que ele diz!”. Observo alguns símbolos:
. “Monte” – o monte indica o lugar de encontro com Deus
. “Roupa brilhante”, (“luz”) ¬. Quanto mais luz coloco num ambiente escuro, mais claro ele se tornará. Quanto mais Palavra de Deus tiver em mim, mais a luz de Deus brilhará em minha vida.
 “Tendas” ou “barracas”- lugares de repouso e de oração.
.“Nuvem e sombra” simbolizam a presença de Deus.
Jesus se revela como verdadeiro Filho de Deus, Mestre a quem devo escutar e seguir em seu caminho de cruz e ressurreição.
 
* “Esse relato da transfiguração está presente, com pequenas variantes, nos três primeiros evangelhos. O modelo para o relato de Lucas é o de Marcos. Do ponto de vista literário, o relato é uma prolepse dos acontecimentos de Jerusalém: ‘… conversavam sobre a saída deste mundo que Jesus iria consumar em Jerusalém’ (v. 31), isto é, a paixão, morte e ressurreição. Na montanha, lugar de encontro com Deus, Pedro, Tiago e João são admitidos na oração de Jesus e podem contemplar, na glória, Jesus juntamente com Moisés e Elias; ambos aparecem ‘revestidos de glória’ (v. 31), o que sugere a promessa da ressurreição. O que faz com que o rosto de Jesus seja transfigurado, na sua oração, é que ele mantém a sua face voltada para o Pai. É a comunhão com o Pai que transfigura e revela o mistério do Filho. A visão da glória de Jesus (cf. v. 32) faz com que Pedro tome a iniciativa de fazer a proposta de construir três tendas (cf. v. 33). Mas a sua sugestão cai no vazio, pois é Deus que os envolve na nuvem, ou seja, os faz participar da intimidade divina. O medo que eles sentem corresponde à entrada na presença de Deus; eles sabem que ver Deus é morrer (Jz 6,23; 13,22; Ex 33,20). Na verdade, diz o evangelista, Pedro ‘nem sabia o que estava dizendo’ (v. 33). O que Pedro não compreende é que a verdadeira tenda, o lugar da presença de Deus, é Jesus. Aos discípulos cabe, então, descer da montanha e acompanhar Jesus na sua subida para Jerusalém” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

* “A legrar-se com o Transfigurado (Tabor) para suportar e entender o desfigurado (Calvário). Em nossa vida, temos Tabor e Calvário, lugares de passagem. Ambos são tentadores! Tabor, a tentação de fugir do cotidiano, dos problemas, das dificuldades… Calvário, a tentação de negar a providência, o cuidado de Deus por nós, de se entregar à dor e ao sofrimento, achando que tudo está perdido… Tabor e Calvário, duas montanhas necessárias em nossa vida! Precisamos da fé de Abraão, que acreditou quando não havia mais possibilidades humanas. Essa atitude diante da vida é o que devemos ter no caminho do Senhor. Quais são as realidades desfiguradas do nosso tempo que precisam da luz de Cristo para se regenerar? Hoje eu vivo um Tabor (luz) ou um Calvário (trevas)?”
(Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

sexta-feira, 17 de julho de 2026

20 de julho

 Solenidade de Santo Elias Profeta,
PAI E INSPIRADOR DA NOSSA ORDEM.

 
I VÉSPERAS

 

Hino

Guia do Carmelo e glória dos seus filhos,

és tu, Elias, o grande Profeta,

que caminhava na presença de Deus,

ardendo de zelo pela sua glória.

 

Tuas palavras eram uma fornalha

a conduzir os homens ao verdadeiro Deus;

em intimidade com Ele vivias,

bem inserido na vida do povo teu.

 

Ajuda-nos a nós, os teus seguidores,

e continuadores da tua missão,

a vivermos muito unidos no Senhor,

a ajudarmos em tudo o nosso irmão.

 

Ao Deus vivo e Eterno o nosso louvor

por Cristo Jesus, o seu Filho amado,

na unidade do Espírito Santo,

cujo fogo em zelo deixou-te abrasado.

 

Ant.1 Surgiu Elias Profeta como fogo e as suas palavras ardiam como um facho em chamas.

 

Salmos e cântico do comum dos Santos Homens.

 

Ant. 2 Até quando mancareis com uma perna e outra? Se o Senhor é Deus, segui-o!

 

Ant. 3 O Senhor dará a recompensa aos profetas, seus servos.

 

Leitura breve: Tg 5,16c-18

A oração do justo tem muito poder: Elias era um homem fraco, igual a nós, mas rezou com insistência para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e seis meses; orou outra vez, e o céu deu a chuva e a terra produziu o seu fruto.

 

Responsório breve.

R. Felizes * os que te viram!  R. Felizes.

V. E foram honrados com a tua amizade. * Os que te viram!

Glória ao Pai.  R. Felizes.

 

Cântico evangélico

Ant. Outrora Deus falou aos nossos pais pelos Profetas, mas nestes dias, que são os últimos, Ele nos falou pelo seu Filho, a quem fez herdeiro de todo o Universo.

 

Preces

Aclamemos o Deus Vivo e Verdadeiro que escolheu o Profeta Elias como arauto de sua onipotência e da sua misericórdia; e peçamos-lhe com fé, dizendo:

 

R. Senhor, fazei-nos testemunhas do vosso amor.

 

Vós, que estivestes presente ao Sacrifício de Elias e o consumistes com o fogo do céu,

- dignai-vos aceitar o nosso sacrifício vespertino de louvor em benefício da Igreja. R.

 

Vós que enviastes uma chuva salutar, em atenção às preces do nosso Pai Elias no Monte Carmelo,

- infundi em nós, que fomos chamados ao Carmelo, o espírito de oração, para que possamos atrair sobre o mundo as chuvas da vossa graça. R.

 

Vós, que estabelecestes o Profeta Elias ministro da reconciliação dos pais com os filhos,

- fazei-nos construtores da paz, para que a paz, que vem do vosso Cristo, reine ente os seres humanos. R.

 

Vós, que elegestes o Profeta Elias para defender a vossa justiça e o vosso culto,

- fazei crescer em nós a fome e sede de justiça, para que, restituindo-vos fielmente o que vos pertence, sirvamos aos irmãos com verdadeiro espírito evangélico.                                                                                             R.

 

(intenções livres)

 

Vós que, no meio de um turbilhão de fogo, arrebatastes para junto de vós o nosso pai, o Profeta Elias,

- acolhei benignamente no Reino da vossa Glória os nossos irmãos e irmãs carmelitas já falecidos. R.

 

Pai nosso...

 

Oração

Deus eterno e todo-poderoso, que concedestes ao vosso profeta Elias, nosso Pai, viver na vossa presença e inflamar-se de zelo pela vossa glória, concedei-nos que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos no mundo testemunhas do vosso amor. PNSJC

 

INVITATÓRIO

R: Vinde, adoremos o Deus vivo, que nos fala por meio dos profetas!

 

LAUDES

Hino

Justo é, hoje, elevarmos às alturas

nossa mente e o Carmelo contemplar.

Com vibrante voz, louvar o grande Elias

e os seus méritos e glória anunciar.

 

Do Carmelo, é ele a honra e o ornamento,

é o Guia que a grei santa defendeu;

por seus membros, do Oriente ao Ocidente,

pelo mundo inteiro, a Ordem se estendeu.

 

Quando a fome castigava toda a terra,

ao profeta, vem um corvo alimentar.

e à viúva, que solícita o acolhe,

a farinha e o óleo faz multiplicar.

 

Por suas preces dirigidas a Javé,

ao menino, que a morte arrebatou,

dá o alento e, à viúva, sua mãe,

redivivo, são e forte lhe entregou.

 

Fecha as nuvens; torna a abri-las, seu poder,

ordenando, após triênio prolongado,

que, de novo, venha a chuva, lá do céu,

irrigar o solo e o torne fecundado.

 

Glória seja dada ao Pai, o Deus altíssimo,

e a seu Filho unigênito também;

como ao Espírito Divino, que é o Paráclito,

o louvor, o império, agora e sempre.  Amém.

 

Ant.1 – Vive o Senhor em cuja presença estou.

 

Salmos e cântico do I Domingo

 

Ant.2 – Sai e fica na montanha diante do Senhor”. E eis que o Senhor passa.

 

Ant.3 – Eu me consumo de ardente zelo pelo Senhor Deus dos Exércitos.

 

Leitura breve: 2Pd 1, 19-21

Assim se nos tornou ainda mais firme a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações.  Pois deveis saber, antes de tudo, que nenhuma profecia da Escritura é objeto de interpretação pessoal, visto que jamais uma profecia foi proferida por vontade humana.  Mas foi sob o impulso do Espírito Santo que homens falaram da parte de Deus.

 

Responsório breve

R. Serei saciado, Senhor,

* Quando aparecer a vossa glória.  R. Serei.

V. Eu, porém, pela justiça contemplarei a vossa face.

* Quando.  Glória ao Pai.  R. Serei.

 

Cântico Evangélico

Ant. Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, saiba-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo!

                                                                                                                                                                                                                                         

Preces

Supliquemos humildemente a Deus, nosso Pai, que outrora falou por meio dos profetas e hoje nos fala pelo Filho, por meio do qual deseja unir a si todos os homens, dizendo-lhe:

 

R. Senhor, atraí-nos a vós!

 

Senhor, que vos revelastes ao profeta Elias no silêncio e na solidão,

- concedei-nos que, desapegados de tudo o que nos impede de ouvir a vossa voz, sempre vos procuremos e encontremos. R.

 

Senhor, que destes a Elias sedento a água restauradora da torrente do Carit,

- concedei que bebamos nas fontes vivas da caridade da contemplação. R.

 

Senhor, que sustentastes com vossa força o profeta Elias na caminhada para o monte Horeb,

- concedei que caminhemos incessantemente ao vosso encontro, sustentados pelo Corpo e Sangue de Cristo. R.

 

Senhor, que vos revelastes a Elias no sopro de uma brisa ligeira,

- concedei que, no silêncio, atentos e com pronta docilidade, saibamos perceber cada inspiração do Espírito Santo. R.

 

Senhor, que suscitastes Elias como fogo e o inflamastes de zelo pela vossa glória,

- concedei que, inflamados no vosso amor, sirvamos hoje à Igreja e aos irmãos, com generosa solicitude. R.

 

(intenções livres)

Pai nosso...

 

Oração

Deus eterno e todo-poderoso, que concedestes ao vosso profeta Elias, nosso Pai, viver na vossa presença e inflamar-se de zelo pela vossa glória, concedei-nos que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos no mundo testemunhas do vosso amor. PNSJC.

 

II VÉSPERAS

Hino

Louvemos o nosso Deus

- pois louvá-lo é nosso ofício

é a hora do Sacrifício,

que sobe aos céus.

 

Sacrifício de Jesus

e da dolorosa Mãe:

dele a salvação nos vem.

Bendita Cruz!

 

Sob o azul dos mesmos céus,

o sacrifício de Elias

clama ainda em nossos dias:

“Existe Deus! ”

 

Esta hora é, para nós

também, a do sacrifício,

que torna Deus propício

à nossa voz.

 

Em chamas de piedade,

à nossa ardente prece,

do céu o fogo desce

à humanidade.

 

Com o Céu, ó Deus de Amor

contemplamos tua glória,

proclamamos que a vitória

é do Senhor.

 

Ant.1 – Agora estou vendo que és um homem de Deus e que a Palavra do Senhor está na tua boca.

 

Salmos e Cântico do Comum dos Santos Homens

 

Ant.2 – Disse o Senhor a Elias: “Vá e se apresente a Acab, pois vou mandar a chuva sobre a terra.

 

Ant.3 – Elias subiu ao céu num redemoinho; e Eliseu não o viu mais.

 

Leitura breve: Hb 11,33-43c.17b-38

Pela fé os profetas subjugaram reinos, implantaram a justiça, conquistaram os bens prometidos, fecharam a boca dos leões, apagaram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada e recobraram a força depois da doença; andaram errantes, vestidos de lãs de ovelhas e pele de cabras, indigentes, oprimidos e maltratados; vagaram por desertos e montanhas, refugiaram-se em cavernas e covas da terra.  O mundo não era digno deles!

 

Responsório breve.

R. Felizes * os que te viram!  R. Felizes.

V. E foram honrados com a tua amizade. * Os que te viram!

Glória ao Pai.  R. Felizes.

 

Cântico Evangélico

Ant. Vou mandar-vos o profeta Elias antes de chegar o Dia do Senhor, dia grande e terrível.  Há de reconciliar o coração dos pais com os filhos e o coração dos filhos com os pais.

 

Preces

Aclamemos o Deus Vivo e Verdadeiro que escolheu o Profeta Elias como arauto de sua onipotência e da sua misericórdia; e peçamos-lhe com fé, dizendo:

 

R. Senhor, fazei-nos testemunhas do vosso amor.

 

Vós, que estivestes presente ao Sacrifício de Elias e o consumistes com o fogo do céu,

- dignai-vos aceitar o nosso sacrifício vespertino de louvor em benefício da Igreja. R.

 

Vós que enviastes uma chuva salutar, em atenção às preces do nosso Pai Elias no Monte Carmelo,

- infundi em nós, que fomos chamados ao Carmelo, o espírito de oração, para que possamos atrair sobre o mundo as chuvas da vossa graça. R.

 

Vós, que estabelecestes o Profeta Elias ministro da reconciliação dos pais com os filhos,

- fazei-nos construtores da paz, para que a paz, que vem do vosso Cristo, reine ente os seres humanos. R.

 

Vós, que elegestes o Profeta Elias para defender a vossa justiça e o vosso culto,

- fazei crescer em nós a fome e sede de justiça, para que, restituindo-vos fielmente o que vos pertence, sirvamos aos irmãos com verdadeiro espírito evangélico.                                                                                             R.

 

(intenções livres)

 

Vós que, no meio de um turbilhão de fogo, arrebatastes para junto de vós o nosso pai, o Profeta Elias,

- acolhei benignamente no Reino da vossa Glória os nossos irmãos e irmãs carmelitas já falecidos. R.

 

Pai nosso...

 

Oração

Deus eterno e todo-poderoso, que concedestes ao vosso profeta Elias, nosso Pai, viver na vossa presença e inflamar-se de zelo pela vossa glória, concedei-nos que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos no mundo testemunhas do vosso amor. PNSJC.