Sta.
Maria Madalena do Verbo Encarnado (de Pazzi), virgem de nossa Ordem
São
Gregório VII, Papa
São
Beda, o Venerável, presbítero e doutor da Igreja
ORAÇÂO
Senhor, todo poderoso e
infinitamente perfeito, de quem procede todo ser e para quem todas as criaturas
devem sempre se elevar, eu vos consagro este mês e os exercícios de devoção que
em cada um de seus dias praticar, oferecendo-os para vossa maior glória em
honra de Maria Santíssima. Concedei-me a graça de santificá-lo com piedade,
recolhimento e fervor. Virgem Santa e Imaculada, minha terna Mãe, volvei para
mim vossos olhares tão cheios de doçura e fazei-me sentir cada vez mais os
benéficos efeitos de vossa valiosa proteção. Anjos do céu, dirigi meus passos,
guardai-me à sombra de vossas asas, pondo-me ao abrigo das ciladas do demônio,
pedindo por mim a Jesus, Maria e José sua santa bênção. Amém.
LECTIO
DIVINA
1ª
Leitura (Gen 3,9-15.20): Depois de Adão ter comido da árvore, o Senhor
Deus chamou-o e disse-lhe: «Onde estás?». Ele respondeu: «Ouvi o rumor dos
vossos passos no jardim e, como estava nu, tive medo e escondi-me». Disse Deus:
«Quem te deu a conhecer que estavas nu? Terias tu comido dessa árvore, da qual
te proibira comer?». Adão respondeu: «A mulher que me destes por companheira
deu-me do fruto da árvore e eu comi». O Senhor Deus perguntou à mulher: «Que
fizeste?» E a mulher respondeu: «A serpente enganou-me e eu comi». Disse então
o Senhor Deus à serpente: «Por teres feito semelhante coisa, maldita sejas
entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens. Hás de rastejar
e comer do pó da terra todos os dias da tua vida. Estabelecerei inimizade entre
ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta há de
atingir-te na cabeça e tu a atingirás no calcanhar». O homem deu à sua mulher o
nome de ‘Eva’, porque ela foi a mãe de todos os viventes.
Salmo
Responsorial: 86
R. Grandes coisas se dizem de
ti, ó cidade de Deus.
O Senhor ama a cidade, por Ele
fundada sobre os montes santos; ama as portas de Sião mais que todas as moradas
de Jacob. Grandes coisas se dizem de ti, ó cidade de Deus.
E dir-se-á em Sião: «Todos lá
nasceram, o próprio Altíssimo a consolidou». O Senhor escreverá no registo dos
povos: «Este nasceu em Sião». E irão dançando e cantando: «Todas as minhas
fontes estão em ti».
Aleluia. Sois ditosa, ó Virgem
Santa Maria, sois digníssima de todos os louvores, porque de Vós nasceu o sol
da justiça, Cristo, nosso Deus. Aleluia.
Evangelho
(Jo 19,25-34): Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a
irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o
discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois
disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo
recebeu-a em sua casa.
«Eis a tua Mãe!»
P. Alexis MANIRAGABA (Ruhengeri,
Ruanda)
Hoje celebramos a memória de
Maria, Mãe da Igreja. Contemplamos, neste sentido, a maternidade espiritual de
Maria em relação à Igreja que é - em si mesma - Mãe do Povo de Deus, pois
«ninguém pode ter Deus por Pai se não tiver a Igreja por Mãe (S. Cipriano).
Maria é Mãe do Filho de Deus e, ao mesmo tempo, Mãe daqueles que amam o seu
Filho e dos “bem-amados” de seu Filho, de acordo com «Mulher, eis o teu filho;
discípulo: Eis a tua Mãe» (Jo 19,26-27), tal como Jesus disse. Entregando o seu
corpo aos homens e devolvendo o seu espírito a seu Pai, Jesus Cristo até deu
sua Mãe aos seus amigos.
E o maior amor é aquele com que
Jesus ama a sua Igreja (cf. Ef 5,25), à qual pertencem os seus amigos.
Portanto, os filhos adoptados por Deus não podem ter Jesus por irmão se não
tiverem Maria como Mãe porque, enquanto Maria ama o seu Filho, ama a Igreja da
qual Ela é membro eminente. O que não significa que Maria seja superior à
Igreja, mas antes que Ela é «mãe dos membros de Cristo» (Sto. Agostinho).
O Concílio Vaticano II acrescenta
que Maria é «verdadeiramente mãe dos membros de Cristo por ter cooperado com o
seu amor para que nascessem na Igreja os fiéis, que são membros daquela Cabeça
(Jesus)». Além disso, permanecendo no meio dos Apóstolos no Cenáculo (cf. At
1,14), Maria - Mãe da Igreja - recorda a presença, o dom e a ação do Espírito
Santo na Igreja missionária. Ao implorar o Espírito Santo no coração da Igreja,
Maria reza com a Igreja e reza pela Igreja, porque «elevada à glória do céu,
assiste com amor materno a Igreja, protegendo os seus passos» (Prefácio da
Missa “Maria, Mãe da Igreja”).
Maria cuida dos seus filhos.
Podemos, pois, confiar-lhe toda a vida da Igreja, como fez o Papa S. Paulo VI:
«Oh, Virgem Maria, veneranda Mãe da Igreja, a Vós encomendamos toda a Igreja e
o Concílio Ecuménico!».
Pensamentos para o Evangelho
de hoje
«Que Mãe tão cheio de amor que
temos! Fazemo-nos semelhantes a Ela e imitemo-la em seu amor! Ela teve
compaixão de nós até o ponto de não considerar para nada sua perda material e
seu sofrimento físico» (São Boaventura)
«A Mae do Redentor precede-nos e
continuamente confirma-nos na fé, na vocação e na missão. Com seu exemplo de
humildade e de disponibilidade à vontade de Deus nós ajuda a traduzir nossa fé
num anúncio do Evangelho alegre e sem fronteiras» (Francisco)
«No termo desta missão do
Espírito, Maria torna-se a “Mulher”, a nova Eva “mãe dos vivos”, Mãe do “Cristo
total”. É como tal que Ela está presente com os Doze, “num só coração, assíduos
na oração” (At 1,14), no alvorecer dos “últimos tempos”, que o Espírito vai
inaugurar na manhã do Pentecostes, com a manifestação da Igreja» (Catecismo da
Igreja Católica, n° 726)
«A mãe de todos os viventes»
* A memória da Bem-aventurada
Virgem Maria, Mãe da Igreja, recorda-nos que a maternidade divina de Maria se
estende, por desejo de Jesus, à maternidade humana, ou seja, à própria Igreja,
mediante um ato de consagração. Em 2018, o Papa Francisco introduziu a
celebração desta memória na segunda-feira, após a solenidade de Pentecostes,
dia em que a Igreja nasceu. Este título dado a Maria não é novo. Em 1980, São
João Paulo II convidou os fiéis a venerar Maria como Mãe da Igreja. Antes dele,
em 21 de novembro de 1964, São Paulo VI, na conclusão da terceira sessão do
Concílio Vaticano II, declarou que a Virgem é “Mãe da Igreja”. Mais tarde, em
1975, a Santa Sé propôs a celebração de uma Missa votiva em honra da Mãe da
Igreja, mas, não entrou no calendário litúrgico. Além dessas datas, não podemos
esquecer quanto o título de Maria, Mãe da Igreja, esteve presente na
sensibilidade de Santo Agostinho e São Leão Magno; de Bento XV e Leão XIII, até
nossos dias, quando, em 11 de fevereiro de 2018, por ocasião do 160º aniversário
da primeira aparição da Virgem em Lourdes, o Papa Francisco tornou obrigatória
a memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja.
* Aos pés da Cruz. Maria “estava” aos pés da Cruz de
Jesus. “Estava” é um verbo que indica presença, continuidade, modo de
participar. Ao contrário dos discípulos, Maria acompanhou seu Filho Jesus ao
longo da Via Sacra. Maria enfrentou aquele momento com grande dignidade, sem
nunca fugir dos acontecimentos da vida. Ela estava ali. Por isso, ”Jesus
confiou o discípulo amado à sua Mãe" e vice-versa.
* Novo "eis-me aqui" de
Maria. Maria é convidada por seu Filho a
dizer um novo "Eis-me aqui", um novo "sim" mais consciente
e maduro. Por meio do seu estar "aos pés da Cruz", amadureceu sua
experiência de fé e maternidade, que a tornou capaz de ir mais além. No fundo,
desde o início, o coração de Maria foi repleto de interrogativos: "Qual o
sentido daquela saudação" (Lc 1,29). Até diante de Simeão, surgiram
questões: “Eis que este Menino está destinado a ser causa de queda e de
soerguimento para muitos homens em Israel e a ser um sinal que provocará
contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma
espada transpassará a tua alma” (Lc 2, 34-35). Maria e José “estavam admirados
das coisas que diziam dele” (Lc 2, 33). A expressão "Eis-me aqui” de Maria
não foi dita uma vez por todas, mas cresceu e amadureceu com os acontecimentos
da vida, inclusive os da "Cruz", sob a qual ela “estava”. Daí, com
esta fidelidade reforçada, Maria recebeu uma nova missão, uma espécie de
“suplemento” de maternidade, a ponto de se tornar “Mãe da Igreja”. Mãe, porque
nos regenera na graça, desde que aprendamos a crescer na “estatura de Cristo”
(cf. Ef 4, 7-13).
* Vida cristã ancorada no mistério
da Cruz. A festa de Maria, Mãe da Igreja,
“ajudará a recordarmos que a vida cristã, para crescer, deve estar ancorada no
mistério da Cruz, na oferta de Cristo, na Virgem dolorosa, Mãe do Redentor e
dos redimidos», explica o Decreto. Como Maria soube "ficar" aos pés
da Cruz, sem evitar ou fugir do esforço de compreender e sofrer, assim, como
Mãe, soube "estar" ao lado de cada um daqueles que o Filho tornou
seus filhos. Isso nos leva a invocá-la como "Mãe da Igreja".
ORAÇÃO
Ó Maria, filha predileta do
Altíssimo, pudesse eu oferecer-vos e consagrar-vos os meus primeiros anos, como
vós vos oferecestes e consagrastes ao Senhor no templo! Mas é já passado esse
período de minha vida! Todavia, antes começar tarde a vos servir do que ser
sempre rebelde. Venho, pois, hoje, oferecer-me a Deus. Sustentai minha
fraqueza, e por vossa intercessão alcançai-me de Jesus a graça de lhe ser fiel
e a vós até a morte, a fim de que, depois de vos haver servido de todo o
coração na vida, participe da glória e da felicidade eterna dos eleitos. Amém.
LADAINHA
DE NOSSA SENHORA
Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Deus Pai do Céu, tende piedade de
nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito,
...
Santíssima Trindade, que sois
um só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,...
Santa Virgem das virgens,...
Mãe de Jesus Cristo, ...
Mãe da Igreja, ...
Mãe da Misericórdia, ...
Mãe da Divina Graça, ...
Mãe da Esperança,...
Mãe puríssima, ...
Mãe castíssima, ...
Mãe imaculada,...
Mãe sempre virgem,...
Mãe amável,...
Mãe admirável,...
Mãe do bom conselho,...
Mãe do Criador,...
Mãe do Salvador,...
Virgem prudentíssima,...
Virgem digna de honra,...
Virgem digna de louvor,...
Virgem poderosa,...
Virgem clemente,...
Virgem fiel,...
Espelho de justiça,...
Sede da sabedoria,...
Causa da nossa alegria,...
Templo do Espírito Santo,...
Tabernáculo da eterna
glória,...
Moradia consagrada a Deus,...
Rosa mística,...
Torre de Davi,...
Fortaleza inexpugnável,...
Santuário da divina presença,...
Arca da Aliança,...
Porta do Céu,...
Estrela da Manhã,...
Saúde dos enfermos,...
Refúgio dos pecadores,...
Conforto dos migrantes,...
Consoladora dos aflitos,...
Auxílio dos cristãos,...
Rainha dos anjos,...
Rainha dos patriarcas,...
Rainha dos profetas,...
Rainha dos apóstolos,...
Rainha dos mártires,...
Rainha dos confessores da fé,...
Rainha das virgens,...
Rainha de todos os santos,...
Rainha concebida sem
pecado,...
Rainha assunta ao céu,...
Rainha do sacratíssimo
Rosário,...
Rainha das famílias,...
Rainha da paz,...
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os
pecados do mundo, tende piedade de nós.
V. Rogai por nós, santa Mãe de
Deus.
R. Para que sejamos dignos
das promessas de Cristo.
“LEMBRAI-VOS”
DE SÃO BERNARDO
Lembrai-vos, ó piedosíssima
Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que a vós têm
recorrido, implorado vossa assistência e invocado o vosso socorro, tenha sido
por vós abandonado. Animado de uma tal confiança, eu corro e venho a vós e, gemendo
debaixo do peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés, ó Virgem das
virgens; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo encarnado, mas
ouvi-as favoravelmente e dignai-vos atender-me. Amém.