ORAÇÃO
PREPARATÓRIA - Com humildade e
respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste
mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos
animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as
honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos
motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos
prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso
amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José
como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela
vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas
fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do
Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes
devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
LECTIO DIVINA
1ª
Leitura (1Sam 16,1b.6-7.10-13a): Naqueles dias, o Senhor disse a Samuel:
«Enche a âmbula de óleo e parte. Vou enviar-te a Jessé de Belém, pois escolhi
um rei entre os seus filhos». Quando chegou, Samuel viu Eliab e pensou consigo:
«Certamente é este o ungido do Senhor». Mas o Senhor disse a Samuel: «Não te
impressiones com o seu belo aspecto, nem com a sua elevada estatura, pois não
foi esse que Eu escolhi. Deus não vê como o homem; o homem olha às aparências,
o Senhor vê o coração». Jessé fez passar os sete filhos diante de Samuel, mas Samuel
declarou-lhe: «O Senhor não escolheu nenhum destes». E perguntou a Jessé:
«Estão aqui todos os teus filhos?». Jessé respondeu-lhe: «Falta ainda o mais
novo, que anda a guardar o rebanho». Samuel ordenou: «Manda-o chamar, porque
não nos sentaremos à mesa, enquanto ele não chegar». Então Jessé mandou-o chamar:
era ruivo, de belos olhos e agradável presença. O Senhor disse a Samuel:
«Levanta-te e unge-o, porque é este mesmo». Samuel pegou na âmbula do óleo e
ungiu-o no meio dos irmãos. Daquele dia em diante, o Espírito do Senhor
apoderou-Se de David.
Salmo
Responsorial: 22
R. O Senhor é meu pastor: nada me faltará.
O Senhor é meu pastor: nada me
falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e
reconforta a minha alma.
Ele me guia por sendas direitas
por amor do seu nome. Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não
temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo: o vosso cajado e o vosso báculo
me enchem de confiança.
Para mim preparais a mesa à vista
dos meus adversários; com óleo me perfumais a cabeça e meu cálice transborda.
A bondade e a graça hão de
acompanhar-me todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para
todo o sempre.
2ª
Leitura (Ef 5,8-14): Irmãos: Outrora vós éreis trevas, mas agora sois
luz no Senhor. Vivei como filhos da luz, porque o fruto da luz é a bondade, a
justiça e a verdade. Procurai sempre o que mais agrada ao Senhor. Não tomeis
parte nas obras das trevas, que nada trazem de bom; tratai antes as denunciar
abertamente, porque o que eles fazem em segredo até é vergonhoso dizê-lo. Mas
todas as coisas que são condenadas são postas a descoberto pela luz, e tudo o
que assim se manifesta torna-se luz. É por isso que se diz: «Desperta, tu que
dormes; levanta-te do meio dos mortos e Cristo brilhará sobre ti».
Evangelho
(Jo 9,1-41): Jesus ia passando, quando viu um cego de nascença. Os seus
discípulos lhe perguntaram: «Rabi, quem pecou para que ele nascesse cego, ele
ou seus pais?» Jesus respondeu: «Nem ele, nem seus pais pecaram, mas é uma
ocasião para que se manifestem nele as obras de Deus. É preciso que façamos as
obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, quando ninguém poderá
trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo». Dito isso, cuspiu no
chão, fez lama com a saliva e aplicou-a nos olhos do cego. Disse-lhe então:
«Vai lavar-te na piscina de Siloé» (que quer dizer: Enviado). O cego foi,
lavou-se e voltou enxergando. Os vizinhos e os que sempre viam o cego pedindo
esmola diziam: «Não é ele que ficava sentado pedindo esmola?» Uns diziam: «Sim,
é ele». Outros afirmavam: «Não é ele, mas alguém parecido com ele». Ele, porém,
dizia: «Sou eu mesmo». Então lhe perguntaram: «Como é que se abriram os teus
olhos?» Ele respondeu: «O homem chamado Jesus fez lodo, aplicou nos meus olhos
e disse-me: ‘Vai a Siloé e lava-te’. Eu fui, lavei-me e comecei a ver».
Perguntaram-lhe ainda: «Onde ele está?» Ele respondeu: «Não sei». Então levaram
aos fariseus aquele que tinha sido cego. Ora, foi num dia de sábado que Jesus
tinha feito lodo, e abrira os olhos do cego. Por sua vez, os fariseus
perguntaram ao homem como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: «Ele
aplicou lodo nos meus olhos, e eu fui lavar-me e agora vejo!». Alguns dos
fariseus disseram então: «Esse homem não vem de Deus, pois não observa o
sábado»; outros, no entanto, diziam: «Como pode um pecador fazer tais sinais?»
E havia divisão entre eles. Voltaram a interrogar o homem que antes era cego:
«E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?» Ele respondeu: «É um profeta».
Os judeus não acreditaram que ele tivesse sido cego e que tivesse começado a
ver, até que chamassem os pais dele. Perguntaram-lhes: «Este é o vosso filho
que dizeis ter nascido cego? Como é que ele está enxergando agora?» Os seus
pais responderam: «Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. Como
está enxergando, não sabemos. E quem lhe abriu os olhos, também não sabemos.
Perguntai a ele; é maior de idade e pode falar sobre si mesmo». Seus pais
disseram isso porque tinham medo dos judeus, pois estes já tinham combinado
expulsar da sinagoga quem confessasse que Jesus era o Cristo. Foi por isso que
os pais disseram: «Ele é maior de idade, perguntai a ele». Os judeus, outra
vez, chamaram o que tinha sido cego e disseram-lhe: «Dá glória a Deus. Nós
sabemos que esse homem é um pecador». Ele respondeu: «Se é pecador, não sei. Só
sei que eu era cego e agora vejo». Eles perguntaram: «Que é que ele te fez?
Como foi que ele te abriu os olhos?». Ele respondeu: «Já vos disse e não me
escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Acaso quereis tornar-vos discípulos
dele?». Os fariseus, então, começaram a insultá-lo, dizendo: «Tu, sim, és
discípulo dele. Nós somos discípulos de Moisés. Nós sabemos que Deus falou a
Moisés; mas esse, não sabemos de onde é». O homem respondeu-lhes: «Isto é de
admirar! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto, ele abriu-me os olhos!
Sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas se alguém é piedoso e faz a sua
vontade, a este ele ouve. Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os
olhos a um cego de nascença. Se esse homem não fosse de Deus, não conseguiria
fazer nada». Eles responderam-lhe: «Tu nasceste todo em pecado e nos queres dar
lição?» E o expulsaram. Jesus ficou sabendo que o tinham expulsado. Quando o
encontrou, perguntou-lhe: «Tu crês no Filho do Homem?» Ele respondeu: «Quem é,
Senhor, para que eu creia nele?» Jesus disse: «Tu o estás vendo; é aquele que
está falando contigo». Ele exclamou: «Eu creio, Senhor!» E ajoelhou-se diante
de Jesus. Então, Jesus disse: «Eu vim a este mundo para um julgamento, a fim de
que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos». Alguns fariseus que
estavam com ele ouviram isso e lhe disseram: «Porventura também nós somos
cegos?» Jesus respondeu-lhes: «Se fôsseis cegos não teríeis culpa; mas como
dizeis: ‘Nós vemos’, o vosso pecado permanece».
Hoje, quarto domingo de Quaresma
—chamado domingo “alegrai-vos”— toda a liturgia nos convida a experimentar uma
alegria profunda, um grande gozo pela proximidade da Páscoa.
Jesus foi causa de uma grande
alegria para aquele cego de nascimento, a quem outorgou a vista corporal e a
luz espiritual. O cego acreditou e recebeu a luz de Cristo. Não assim, aqueles
fariseus que se achavam na sabedoria e na luz, permaneceram cegos pela sua
dureza de coração e pelo seu pecado. De fato, «Os judeus não acreditavam que
ele tivesse sido cego e que tivesse começado a ver, até que chamaram os pais
dele» (Jo 9,18).
Quão necessário se faz a luz de
Cristo para ver a realidade na sua verdadeira dimensão! Sem a luz da fé
seríamos praticamente cegos. Nós recebemos a luz de Jesus Cristo e faz falta
que toda a nossa vida seja iluminada por essa luz. Mais ainda, esta luz resplandecerá
na santidade da vida para que atraia a muitos que ainda a desconhecem. Tudo
isso supõe conversão e crescimento na caridade. Especialmente neste tempo de
Quaresma e nesta última etapa. São Leão Magno nos exorta: Mesmo que todo tempo
seja bom para se exercitar na virtude da caridade, estes dias de Quaresma nos
convidam a fazê-lo de uma forma mais urgente.
Somente uma coisa pode nos
separar da luz e da alegria que nos dá Jesus Cristo, e esta coisa é o pecado, o
querer viver longe da luz do Senhor. Desafortunadamente, muitos —as vezes, nós
mesmos— entramos neste tenebroso caminho e perdemos a luz e a paz. Santo
Agostinho, partindo da sua própria experiência, afirmava que não há nada mais
infeliz do que a felicidade daqueles que pecam.
A Páscoa está perto e o Senhor
quer comunicar-nos toda a alegria da Ressurreição. Disponhamo-nos para
acolhê-la e celebrá-la. «vai lavar-te» (Jo 9,7), diz-nos Jesus... Lavemo-nos
nas águas purificadoras do sacramento da Penitência! Aí encontraremos a luz e a
alegria, e realizaremos a melhor preparação para a Páscoa.
Pensamentos para o Evangelho
de hoje
«Recebe, então, a imagem de Deus que perdeste pelas tuas más obras» (Santo Agostinho)
«Também nós, por causa do pecado
de Adão, nascemos “cegos”. O pecado feriu a humanidade, deixando-a nas trevas
da morte, mas em Cristo resplandece a novidade da vida e a meta à que somos
chamados» (Bento XVI)
«Frequentemente, Jesus pede aos
doentes que acreditem. Serve-se de sinais para curar: saliva e imposição das
mãos, lodo e lavagem. Por seu lado, os doentes procuram tocar-Lhe, ‘porque saía
d'Ele uma força que a todos curava’ (Lc 6, 19). Por isso, nos sacramentos,
Cristo continua a “tocar-nos” para nos curar» (Catecismo da Igreja Católica, nº
1504)
* O texto do Evangelho deste
4º Domingo da Quaresma convida-nos a meditar a história da cura de um cego de
nascença. Encontramos aqui um exemplo concreto de como o 4º Evangelho
revela o sentido profundo escondido nos factos da vida de Jesus. A história da
cura do cego ajuda-nos a abrir os olhos acerca da imagem que cada um tem de
Jesus. Muitas vezes, nas nossas cabeças, há um Jesus que parece um rei
glorioso, distante da vida do povo. Nos Evangelhos, Jesus aparece como um Servo
dos pobres, amigo dos pecadores. A imagem do Messias-Rei, que os fariseus
tinham na sua mente impedia-os de reconhecer Jesus como Messias-Servo.
* Meditando a história do
cego de nascença, faz bem recordar o contexto das comunidades cristãs da Ásia
Menor nos finais do século I, para as quais João escreveu o seu Evangelho e que
se identificavam com o cego e a sua cura. Elas mesmas, por causa de uma visão
legalista da lei de Deus, eram cegas de nascimento. Mas, como aconteceu com o
cego, também elas conseguiram ver a presença de Deus na pessoa de Jesus de
Nazaré e converteram-se. Foi um processo doloroso! Na descrição das etapas e
dos conflitos da cura do cego, o autor do quarto Evangelho evoca o percurso
espiritual das comunidades, desde a escuridão até à plena luz da fé iluminada
por Cristo.
* Jo 9, 1-5: A cegueira
perante o mal que existe no mundo. Vendo o cego, os discípulos perguntaram:
”Rabi, quem foi que pecou para este homem ter nascido cego? Ele, ou os seus
pais?”. Naquela época um defeito físico ou uma doença eram considerados como um
castigo de Deus. Associar os defeitos físicos ao pecado era um modo através do
qual os sacerdotes da Antiga Aliança mantinham o seu poder sobre a consciência
do povo. Jesus ajuda a corrigir esta visão: “Nem pecou ele, nem os seus pais,
mas isto aconteceu para nele se manifestarem as obras de Deus”. Obras de Deus é
o mesmo que Sinais de Deus. O que era naquela época sinal da ausência de Deus,
será sinal da sua presença luminosa no meio de nós. Jesus diz: “Temos de
realizar as obras daquele que me enviou enquanto é dia. Vem aí a noite, em que
ninguém pode atuar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. O Dia dos
sinais começa a manifestar-se quando Jesus “ao terceiro dia” (Jo 2, 1) realiza
“o primeiro sinal” em Caná (Jo 2, 11). Mas o Dia está por terminar. A noite
está para chegar, porque estamos já no “sétimo dia”, o sábado, e a cura do cego
é o sexto sinal (Jo 9, 14). A Noite é a morte de Jesus. O sétimo sinal será a
vitória sobre a morte na ressurreição de Lázaro (Jo 11). No Evangelho de João
há só sete sinais, milagres, que anunciam o grande sinal da Morte e
Ressurreição de Jesus.
* Jo 9, 6-7: O sinal de
“Enviado de Deus” produz diversas reações. Jesus cospe na terra, faz lama
com a saliva, unge com lama os olhos do cego e pede-lhe que se vá lavar à
piscina de Siloé. O homem vai e volta curado. Este é o sinal! João comenta
dizendo que Siloé significa enviado. Jesus é o Enviado do Pai que realiza as
obras de Deus, os sinais do Pai. O sinal deste “envio” é que o cego começa a
ver.
* Jo 9, 8-13: A reação dos
vizinhos. O cego é muito conhecido. Os vizinhos ficam na dúvida: “Não é
este o que estava por aí sentado a pedir esmola? Então, perguntaram-lhe: «Como
foi que os teus olhos se abriram?”. O que era cega atesta. “Esse Homem que se
chama Jesus abriu-me os olhos”. O fundamento da fé em Jesus é aceitar que Ele é
um ser humano como nós. Os vizinhos perguntam: “Onde está?” – “Não sei”,
responde o que fora cego. Eles não ficam satisfeitos com a resposta do cego e
para esclarecer o assunto levam o homem aos fariseus, as autoridades
religiosas.
* Jo 9, 14-17: A reação dos
fariseus. Aquela dia era um sábado, dia em que era proibido curar.
Interrogado pelos fariseus, o homem volta de novo a contar tudo. Alguns
fariseus, cegos pela observância da lei, comentam: “Este homem não vem de Deus
porque não guarda o sábado!”. E não estavam dispostos a admitir que Jesus
pudesse ser um sinal de Deus, porque tinha feito a cura do cego ao sábado. Mas
outros fariseus, interpelados pelo sinal, respondem: “Como pode um pecador
realizar semelhante sinal?”. E havia divisão entre eles. E perguntaram ao cego:
“E tu que dizes acerca dele já que te abriu os olhos?”. E ele dá o seu
testemunho: “É um Profeta!”.
* Jo 9, 18-23: A reação dos
pais. Os fariseus, chamados agora judeus, não acreditavam que aquele homem
tivesse sido cego. Pensavam que se tratava de um engano. Por isso mandaram
chamar os pais e perguntaram-lhes: “É este o vosso filho, que vós dizeis ter
nascido cego? Então como é que agora vê?”. Com muita cautela os pais
responderam: “Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego; 21mas não
sabemos como é que agora vê, nem quem foi que o pôs a ver. Perguntai-lhe a ele.
Já tem idade para falar de si”. A cegueira dos fariseus diante da evidência da
cura produz temor nas pessoas. Quem confessasse ter fé em Cristo Messias era
expulso da sinagoga. A conversa com os pais do cego revela a verdade, mas
autoridades religiosas negam-se a aceitá-la. A sua cegueira é maior do que a
evidência dos factos. Eles, que tanto insistiam na observância da lei, agora
não querem aceitar a lei que declara válido o testemunho de duas pessoas (Jo 8,
17).
* Jo 9, 24-34: A sentença
final dos fariseus relativamente a Jesus. Chamam de novo o cego e
dizem-lhe: “Dá glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é um pecador”. Neste
caso “dar glória a Deus” significava: Pede perdão pela mentira que há pouco
disseste! O cego dissera: “É um Profeta!”. Segundo os fariseus deveria dizer:
“É um pecador!”. Mas o cego é inteligente e responde: “Se é um pecador, não
sei. Só sei uma coisa: que eu era cego e agora vejo”. Contra este facto não há
argumentos! De novo os fariseus perguntam: “Que fez contigo? Como te abriu os
olhos?”. O cego responde com ironia: ”Eu já vo-lo disse, e não me destes
ouvidos. Porque desejais ouvi-lo outra vez? Será que também quereis fazer-vos
seus discípulos?” Então insultaram-no e disseram-lhe: “Discípulo dele és tu!
Nós somos discípulos de Moisés! Sabemos que Deus falou a Moisés; mas, quanto a
esse, não sabemos donde é!”. Com fina ironia, o cego responde de novo: “Ora
isso é que é de espantar: que vós não saibais donde Ele é, e me tenha dado a
vista!”. “Se não fosse de Deus não poderia fazer-me nada”. Perante a cegueira
dos fariseus cresce no cego a luz da fé. Ele não aceita os raciocínios dos
fariseus e confessa que Jesus vem do Pai. Esta confissão de fé resulta na sua
expulsão da sinagoga. O mesmo acontecia nas comunidades cristãs dos fins do
primeiro século. Quem professasse a fé em Jesus devia romper qualquer laço de
união familiar e comunitário. O mesmo acontece hoje: quem decide ser fiel a
Jesus corre o risco de ser excluído.
* Jo 9, 35-38: A conduta de fé
do cego diante de Jesus. Jesus não abandona quem é perseguido por sua
causa. Quando se inteira de que o expulsaram da sinagoga, encontra-se com o
homem, ajuda-o a dar outro passo, convidando-o a assumir a sua fé e
pergunta-lhe: “Tu crês no Filho do Homem?”. E ele responde: “E quem é, Senhor,
para que eu creia nele?”. Diz-lhe Jesus: “Já o viste. É aquele que está a falar
contigo”. O cego exclama: “Creio, Senhor!”. E prostrou-se diante dele. A
conduta de fé do cego diante de Jesus é de absoluta confiança e total
aceitação. Aceita tudo o que vem da parte de Jesus. Esta era a fé que
sustentava as comunidades cristãs da Ásia Menor nos finais do século primeiro e
que nos sustém a nós ainda hoje.
* Jo 9, 39-41: Uma reflexão
final. O cego que não via, acaba por ver melhor do que os fariseus. As
comunidades da Ásia Menor que eram cegas, descobrem a luz. Os fariseus que
pensavam ver corretamente são mais cegos do que o cego de nascimento.
Encerrados na velha observância, mentem ao dizerem que veem. Não há pior cego
do que o que não quer ver!
Palavra para o caminho
Também nós, por causa do pecado de Adão nascemos «cegos», mas na pia baptismal fomos iluminados pela graça de Cristo. O pecado tinha ferido a humanidade destinando-a à obscuridade da morte, mas em Cristo resplandece a novidade da vida e a meta à qual somos chamados. N’Ele, fortalecidos pelo Espírito Santo, recebemos a força para vencer o mal e realizar o bem. De fato, a vida cristã é uma conformação contínua com Cristo, imagem do homem novo, para alcançar a comunhão plena com Deus. O Senhor Jesus é «a luz do mundo» (Jo 8, 12), porque n’Ele «resplandece o conhecimento da glória de Deus» (2 Cor 4, 6), que continua a revelar na complexa trama da história qual seja o sentido da existência humana. No rito do Baptismo, a entrega da vela, acesa no grande círio pascal símbolo de Cristo Ressuscitado, é um sinal que ajuda a compreender o que acontece no Sacramento. Quando a nossa vida se deixa iluminar pelo mistério de Cristo, experimenta a alegria de ser libertada por tudo o que ameaça a plena realização. Nestes dias que nos preparam para a Páscoa reavivemos em nós o dom recebido no Baptismo, aquela chama que por vezes arrisca ser sufocada. Alimentando-a com a oração e com a caridade em relação ao próximo (Bento XVI).
ORAÇÃO
- Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível,
e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca
se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os
dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro;
Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos
possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se
apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e
morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo
de Maria. Amém.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Deus Pai do Céu, tende
piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
...
Deus Espírito Santo Paráclito, ...
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, ...
Santa Maria, rogai por nós.
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, tende piedade nós.
V. - O Senhor o constituiu dono
de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas as suas possessões.
ORAÇÃO:
Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o
bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós
vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos
na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na
unidade do Espírito Santo. Amém.
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Amém.
ORAÇÃO
A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na nossa tribulação, e cheios de confiança, solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh! Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.
Amparai a cada um de nós, com vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.
R. O Senhor é meu pastor: nada me faltará.
Eu sou a luz do mundo, diz o
Senhor. Quem Me segue terá a luz da vida.
«Vai lavar-te»
Rev. D. Joan Ant. MATEO i García (Tremp,
Lleida, Espanha)
«Recebe, então, a imagem de Deus que perdeste pelas tuas más obras» (Santo Agostinho)
“Enquanto estou no mundo, sou
a luz do mundo.”
Do site da Ordem do Carmo em
Portugal
Também nós, por causa do pecado de Adão nascemos «cegos», mas na pia baptismal fomos iluminados pela graça de Cristo. O pecado tinha ferido a humanidade destinando-a à obscuridade da morte, mas em Cristo resplandece a novidade da vida e a meta à qual somos chamados. N’Ele, fortalecidos pelo Espírito Santo, recebemos a força para vencer o mal e realizar o bem. De fato, a vida cristã é uma conformação contínua com Cristo, imagem do homem novo, para alcançar a comunhão plena com Deus. O Senhor Jesus é «a luz do mundo» (Jo 8, 12), porque n’Ele «resplandece o conhecimento da glória de Deus» (2 Cor 4, 6), que continua a revelar na complexa trama da história qual seja o sentido da existência humana. No rito do Baptismo, a entrega da vela, acesa no grande círio pascal símbolo de Cristo Ressuscitado, é um sinal que ajuda a compreender o que acontece no Sacramento. Quando a nossa vida se deixa iluminar pelo mistério de Cristo, experimenta a alegria de ser libertada por tudo o que ameaça a plena realização. Nestes dias que nos preparam para a Páscoa reavivemos em nós o dom recebido no Baptismo, aquela chama que por vezes arrisca ser sufocada. Alimentando-a com a oração e com a caridade em relação ao próximo (Bento XVI).
LADAINHA
DE SÃO JOSÉ
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo, escutai-nos.
Deus Espírito Santo Paráclito, ...
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, ...
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
R. - E fê-lo príncipe de todas as suas possessões.
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Amém.
A vós São José, recorremos na nossa tribulação, e cheios de confiança, solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh! Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.
Amparai a cada um de nós, com vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.