sexta-feira, 27 de março de 2026

29 de março

 São Bertoldo
Primeiro Prior Geral

 
São Bertoldo nasceu em Limoges ou Solignac, França. Por volta de 1142 viajou para a Síria com seu primo Aimérico de Malafaida, nomeado patriarca de Antioquia. Os eremitas no Carmelo viviam agrupados ou independentes. Levavam os monges cada um sua vida autônoma e regime de vida próprio. Não havia leis jurídicas que os unissem. Na Idade Média essa vida independente foi desaparecendo e o modo de viver no Carmelo começou a ser regulado juridicamente, através de constituições canônicas. Entre 1153 e 1159, Bertoldo dirige-se para o Monte Carmelo. Aí, com o auxílio do Patriarca Aymerico de Malafaida, constrói uma pequena capela em honra da Virgem Maria, perto da gruta de Elias. Aos poucos, cresce o número de eremitas que se espalham por todo o Monte, vivendo separados uns dos outros em pequenas cavernas, procurando assim imitar Elias. S. Bertoldo reuniu num convento os eremitas espalhados pelas grutas do Monte Carmelo e os fez prometer obediência a um superior e assumirem uma regra (regra primitiva). Foi o primeiro geral latino da Ordem. Faleceu no Monte Carmelo, Palestina, em 1198. 
 
INVITATÓRIO
Ant. Aclamemos o Senhor, na festa de São Bertoldo.
 
LAUDES
Hino
Condutor esclarecido
Das ovelhas do Senhor,
vivias só para elas,
À imagem do bom Pastor.
 
Nos momentos de perigo,
Tu nunca as deixaste sós;
Quando chamavas por elas,
Conheciam tua voz.
 
A pastagens verdejantes
Levavas os teus cordeiros,
Por caminhos de doutrina
Seguros e verdadeiros.
 
Na condução das ovelhas
Tu ias sempre adiante,
Contra todos os perigos
Sentinela vigilante.
 
Seus celeiros o Senhor
Entregou-te como amigo,
E a todos soubeste dar
Sua medida de trigo.
 
Que para sempre teu nome
Bendito e exaltado seja,
Luzeiro do firmamento
E glória da Santa Igreja.
 
Salmodia do dia corrente
 
Leitura breve - Hebr 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
 
Responsório breve
v. A lei de Deus está no seu coração.
R. A lei de Deus está no seu coração.
v. Os seus passos não vacilam.
R. A lei de Deus está no seu coração.
v. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A lei de Deus está no seu coração
 
Cântico Evangélico
Ant. Este será abençoado pelo Senhor e recompensado por Deus, seu Salvador, porque esta é a geração dos que procuram o Senhor.
 
Preces
Peçamos a Deus Pai, fonte de toda a santidade, que, pela intercessão e exemplo dos Santos, nos conduza a uma vida mais perfeita; e digamos:
 
R. Fazei-nos santos, porque vós sois santo.
 
Pai santo, que nos destes a graça de nos chamarmos e sermos realmente vossos filhos,
— fazei que a santa Igreja cante as vossas maravilhas por toda a terra. R.
 
Pai santo, inspirai os vossos servos a viver dignamente, segundo a vossa vontade,
— e ajudai­nos a dar fruto abundante de boas obras. R.
 
Pai santo, que nos reconciliastes convosco por meio de Cristo,
— conservai-nos na unidade por amor do vosso nome. R.
 
Pai santo, que nos chamastes ao convívio do vosso reino,
— fazei que, comungando o Pão descido do Céu, alcancemos a perfeição da caridade. R.
 
Pai santo, perdoai aos pecadores as suas culpas
— e levai os defuntos a contemplar no Céu a luz do vosso rosto. R.
 
Pai nosso
 
Oração
Senhor, que destes a São Bertoldo a graça de imitar fielmente a Cristo pobre, casto e obediente, fazei que também nós, vivendo plenamente a nossa vocação, caminhemos para a santidade perfeita, à imagem de Jesus Cristo, vosso Filho. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
 
VÉSPERAS
Hino
Jesus, prêmio e coroa
De teus servos fiéis,
Glorifica o teu nome,
Neste dia de festa.
 
Concede a nós carmelitas
Peregrinos de Deus,
A paz e a liberdade
E a vitória final.
 
O santo prior Bertoldo
Seguindo tuas pegadas
No caminho da cruz
Agradou a Deus Pai.
 
Da cidade dos Santos,
Onde reina glorioso,
Ele nos guie e proteja
Nos caminhos do Reino.
 
Glória a Ti, Jesus Cristo,
Glória ao Pai e ao Espírito,
Na terra e nos Céus,
Agora e para sempre.
 
Salmodia do dia corrente
 
Leitura Breve - Filip 3, 7-8a
Tudo o que para mim era lucro, considerei-o como perda por causa de Cristo. Mais ainda: considero todas as coisas como prejuízo, comparando-as com o bem supremo, que é conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo.
 
Responsório breve
v. O Senhor é justo e ama a justiça.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
v. Os homens retos contemplarão a sua face. R.
v. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. R.
 
Cântico Evangélico
Ant. O Senhor é a minha herança. O Senhor é bom para a alma que o procura.
 
Preces
Glorifiquemos, irmãos, a Cristo, nosso Deus e Senhor, e, pedindo-lhe que nos ensine a servi-lo em santidade e justiça na sua presença todos os dias da nossa vida, aclamemo-lo dizendo:
 
R. Senhor, só vós sois santo.
 
Senhor Jesus, que quisestes ser igual a nós, em tudo menos no pecado,
— tende piedade de nós. R.
 
Senhor Jesus, que nos chamastes à perfeição da caridade,
— santificai­nos sempre mais. R.
 
Senhor Jesus, que nos mandastes ser sal da terra e luz do mundo,
— iluminai a nossa vida. R.
 
Senhor Jesus, que viestes ao mundo para servir e não para ser servido,
— ensinai-nos a servir-vos humildemente nos nossos irmãos. R.
 
Senhor Jesus, esplendor da glória do Pai e perfeita imagem do ser divino,
— fazei que cheguemos a contemplar o vosso rosto na glória celeste. R.
 
Pai nosso
 
Oração
Senhor, que destes a São Bertoldo a graça de imitar fielmente a Cristo pobre, casto e obediente, fazei que também nós, vivendo plenamente a nossa vocação, caminhemos para a santidade perfeita, à imagem de Jesus Cristo, vosso Filho. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

OMITE-SE ESTA MEMÓRIA NESTE ANO, POR COINCIDIR COM A PÁSCOA SEMANAL

DOMINGO DE RAMOS - MÊS DE SÃO JOSÉ

São Bertoldo, Primeiro Prior Geral da nossa Ordem
 
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
- Com humildade e respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (Is 50,4-7): O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam. Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio, e, por isso, não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra, e sei que não ficarei desiludido.
 
Salmo Responsorial: 21
R. Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?
 
Todos os que me veem escarnecem de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça: «Confiou no Senhor, Ele que o livre, Ele que o salve, se é seu amigo».
 
Matilhas de cães me rodearam, cercou-me um bando de malfeitores. Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos.
 
Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica. Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim, sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.
 
Hei de falar do vosso nome aos meus irmãos, hei de louvar-Vos no meio da assembleia. Vós, que temeis o Senhor, louvai-O, glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob, reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel.
 
2ª Leitura (Fl 2,6-11): Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
 
Cristo obedeceu até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes.
 
Evangelho (Mt 26,14—27,66):
Um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse: «Que me dareis se eu vos entregar Jesus?». Combinaram trinta moedas de prata. E daí em diante, ele procurava uma oportunidade para entregá-lo. No primeiro dia dos Pães sem fermento, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: «Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa?». Jesus respondeu: «Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a ceia pascal em tua casa, junto com meus discípulos’». Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a ceia pascal. Ao anoitecer, Jesus se pôs à mesa com os Doze. Enquanto comiam, ele disse: «Em verdade vos digo, um de vós me vai entregar». Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a perguntar-lhe: «Acaso sou eu, Senhor?». Ele respondeu: «Aquele que se serviu comigo do prato é que vai me entregar. O Filho do Homem se vai, conforme está escrito a seu respeito. Ai, porém, daquele por quem o Filho do Homem é entregue! Melhor seria que tal homem nunca tivesse nascido!». Então Judas, o traidor, perguntou: «Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: «Tu o dizes». Enquanto estavam comendo, Jesus tomou o pão e pronunciou a bênção, partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai, comei, isto é o meu corpo». Em seguida, pegou um cálice, deu graças e passou-o a eles, dizendo: «Bebei dele todos, pois este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. Eu vos digo: de hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até o dia em que, convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai». Depois de cantarem o salmo, saíram para o Monte das Oliveiras. Então Jesus disse aos discípulos: «Esta noite, todos vós caireis, no que respeita a mim. Pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão». Mas, depois de ressuscitar, eu irei à vossa frente para a Galileia». Pedro lhe disse: «Mesmo que todos venham a cair, eu jamais». Jesus lhe declarou: «Em verdade eu te digo: esta noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás”. Pedro respondeu: «Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei». E todos os discípulos disseram a mesma coisa. Jesus chegou com eles a uma propriedade chamada Getsêmani e disse aos discípulos: «Sentai-vos, enquanto eu vou orar ali!». Levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu e começou a ficar triste e angustiado. Então lhes disse: «Sinto uma tristeza mortal! Ficai aqui e vigiai comigo! Ele foi um pouco mais adiante, caiu com o rosto por terra e orou: «Meu pai, se possível, que este cálice passe de mim. Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres». Quando voltou para junto dos discípulos, encontrou-os dormindo. Disse então a Pedro: «Não fostes capazes de ficar vigiando uma só hora comigo? Vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca». Jesus afastou-se pela segunda vez e orou: «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!». Voltou novamente e encontrou os discípulos dormindo, pois seus olhos estavam pesados. Deixando-os, afastou-se e orou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então voltou para junto dos discípulos e disse: «Ainda dormis e descansais? Chegou a hora! O Filho do Homem está sendo entregue às mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos! Aquele que vai me entregar está chegando». Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, com uma grande multidão armada de espadas e paus; vinham da parte dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo. O traidor tinha combinado com eles um sinal: «Aquele que eu beijar, é ele: prendei-o!». Judas logo se aproximou de Jesus, dizendo: «Salve, Rabi!». E beijou-o. Jesus lhe disse: «Amigo, para que vieste?». Então os outros avançaram, lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam. Nisso, um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha. Jesus, porém, lhe disse: «Guarda a espada na bainha! Pois todos os que usam a espada, pela espada morrerão. Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai, que me mandaria logo mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam então as Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?». Naquela hora, Jesus disse à multidão: «Viestes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um bandido. Todos os dias, no templo, eu me sentava para ensinar, e não me prendestes. Tudo isso, porém, aconteceu para se cumprir o que está escrito nos profetas. Então todos os discípulos o abandonaram, e fugiram. Os que prenderam Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos. Pedro seguia Jesus de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo aquilo. Ora, os sumos sacerdotes e o sinédrio inteiro procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. E nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram duas testemunhas, que afirmavam: «Este homem declarou: ‘Posso destruir o Santuário de Deus e construí-lo de novo em três dias’». Então o sumo sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus: «Nada tens a responder ao que estes testemunham contra ti?». Jesus, porém, continuava calado. E o sumo sacerdote disse-lhe: «Eu te conjuro, pelo Deus vivo, dize-nos se tu és o Cristo, o Filho de Deus». Jesus respondeu: «Tu o disseste. Além disso, eu vos digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso, vindo nas nuvens do céu». Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse: «Blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Pois agora ouvistes a blasfêmia. Que vos parece?». Responderam: «É réu de morte!». Então cuspiram no rosto de Jesus e bateram nele. Outros o golpearam, dizendo: «Profetiza para nós, Cristo! Quem é que te bateu?». Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada aproximou-se dele e disse: «Tu também estavas com Jesus, o galileu!». Mas ele negou diante de todos: «Não sei de que estás falando». E saiu para a entrada do pátio. Então, uma outra criada viu Pedro e disse aos que estavam ali: «Este também estava com Jesus, o nazareno». Pedro negou outra vez, jurando: «Nem conheço esse homem!». Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram: «É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te denuncia». Pedro começou a praguejar e a jurar: «Não conheço esse homem!». E nesse instante, um galo cantou. Pedro se lembrou do que Jesus lhe tinha dito: «Antes que um galo cante, três vezes me negarás». E saindo dali, chorou amargamente. De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo deliberaram a respeito de Jesus para levá-lo à morte. Então, o amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: «Pequei, entregando à morte um inocente». Eles responderam: «Que temos nós com isso? O problema é teu». E ele jogou as moedas no Santuário, saiu e foi se enforcar. Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram: «É contra a Lei depositá-las no tesouro do templo, porque é preço de sangue». Então deliberaram comprar com esse dinheiro o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos forasteiros. É por isso que aquele campo até hoje se chama «Campo de Sangue». Cumpriu-se então o que tinha dito o profeta Jeremias: «Eles pegaram as trinta moedas de prata — preço do Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram — e as deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou». Jesus foi conduzido à presença do governador, e este o interrogou: «Tu és o rei dos judeus?». Jesus declarou: «Tu o dizes». E quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos, nada respondeu. Então Pilatos perguntou: «Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?». Mas Jesus não respondeu uma só palavra, de modo que o governador ficou muito admirado. Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar um preso que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um preso famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida: «Quem quereis que eu vos solte: Barrabás, ou Jesus, que é chamado o Cristo?». Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: «Não te envolvas com esse justo, pois esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele». Os sumos sacerdotes e os anciãos, porém, instigaram as multidões para que pedissem Barrabás e fizessem Jesus morrer. O governador tornou a perguntar: «Qual dos dois quereis que eu solte?». Eles gritaram: «Barrabás». Pilatos perguntou: «Que farei com Jesus, que é chamado o Cristo?». Todos gritaram: «Seja crucificado!». Pilatos falou: «Mas, que mal ele fez?». Eles, porém, gritaram com mais força: «Seja crucificado!». Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: «Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. A responsabilidade é vossa!». O povo todo respondeu: «Que o sangue dele recaia sobre nós e sobre nossos filhos». Então Pilatos soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado. Em seguida, os soldados do governador levaram Jesus ao pretório e reuniram todo o batalhão em volta dele. Tiraram-lhe a roupa e o vestiram com um manto vermelho; depois trançaram uma coroa de espinhos, puseram-na em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombavam, dizendo: «Salve, rei dos judeus!». Cuspiram nele e, pegando a vara, bateram-lhe na cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Ao saírem, encontraram um homem chamado Simão, que era de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer Calvário. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, repartiram as suas vestes tirando a sorte. E ficaram ali sentados, montando guarda. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da condenação: «Este é Jesus, o Rei dos Judeus». Com ele também crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro, à esquerda. Os que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: «Tu que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!». Do mesmo modo zombavam de Jesus os sumos sacerdotes, junto com os escribas e os anciãos, dizendo: «A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel: desça agora da cruz, e acreditaremos nele. Confiou em Deus; que o livre agora, se é que o ama! Pois ele disse: ‘Eu sou Filho de Deus’». Do mesmo modo, também o insultavam os dois ladrões que foram crucificados com ele. Desde o meio-dia, uma escuridão cobriu toda a terra até às três horas da tarde. Pelas três da tarde, Jesus deu um forte grito: «Eli, Eli, lamá sabactâni?», que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?». Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o disseram: «Ele está chamando por Elias!». E logo um deles correndo, pegou uma esponja, ensopou-a com vinagre, colocou-a numa vara e lhe deu de beber. Outros, porém, disseram: «Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!». Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. Nisso, o véu do Santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitas pessoas. O centurião e os que com ele montavam a guarda junto de Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: «Este era verdadeiramente Filho de Deus!». Grande número de mulheres estava ali, observando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galileia, prestando-lhe serviços. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Ao entardecer, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo. José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo e o colocou num túmulo novo, que mandara escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra na entrada do túmulo e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, em frente ao sepulcro. No dia seguinte, terminado já o dia de preparação do sábado, os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos e disseram: «Senhor, lembramo-nos de que este impostor, quando ainda estava vivo, disse: ‘Depois de três dias vou ressuscitar!’ Manda, portanto, assegurar o sepulcro até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: ‘Ele ressuscitou dos mortos!’, pois essa última impostura seria pior do que a primeira». Pilatos respondeu: «Aí tendes uma guarda. Ide assegurar o sepulcro como melhor vos parecer». Então eles foram assegurar o sepulcro: lacraram a pedra e deixaram ali a guarda.
 
«Tu és o rei dos judeus?»
 
Rev. D. Antoni CAROL i Hostenc (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
 
Hoje somos convidados a contemplar o estilo da realeza de Cristo salvador. Jesus é Rei, e —exatamente— no último domingo do ano litúrgico celebramos ao Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Sim, Ele é Rei, mas seu reino é o «Reino da verdade e da vida, o Reino da santidade e da graça, o Reino da justiça, o amor e a paz» (Prefácio da Solenidade de Cristo Rei). Realeza surpreendente! Os homens, com a nossa mentalidade terrenal, não estamos acostumados a isso.
 
Um Rei bom, manso, que vê o bem das almas: «O meu reino não é deste mundo» (Jo 18,36). Ele deixa fazer. Em tom depreciativo e de zombaria, «`Es tu o rei dos judeus?´. Jesus respondeu: `Tu o dizes´» (Mt 27,11). Ainda mais zombaria: Jesus é comparado com Barrabás, e a multidão deve escolher a liberação de um dos dois: «Quem quereis que eu vos solte, Barrabás ou Jesus, que é chamado o Cristo?» (Mt 27,17). E... preferem Barrabás! (cf. Mt 27,21). E... Jesus cala e se oferece em holocausto por nós, que o julgamos!
 
Pouco antes, quando chegava a Jerusalém, com entusiasmo e simpleza, «a numerosa multidão estendeu seus mantos no caminho, enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam no caminho. As multidões na frente e atrás dele clamavam: «`Hosana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nos céus´» (Mt 21.8-9). Mas, agora, esses mesmos gritam: «`Seja crucificado». Pilatos insistiu: «`Mas, que mal ele fez?´». Eles, porém, gritaram com mais força: «`Seja crucificado!´» (Mt 27, 22-23). «`Vou crucificar o vosso rei?» Os sumos sacerdotes responderam: «`Não temos rei senão César´» (Jo 19,15).
 
Este Rei não se impõe, se oferece. Sua realeza está impregnada de espirito de serviço. «O Senhor vem, mas não rodeado de pompa, como se fosse conquistar a glória. Ele não discutirá, diz a Escritura, nem gritará, e ninguém ouvirá sua voz. Pelo contrário, será manso e humilde, (...) imitemos os que foram ao seu encontro. Não para estendermos à sua frente, no caminho, ramos de oliveira ou de palma, tapetes ou mantos, mas para prostrarmos a seus pés, com humildade e retidão de espírito» (Santo André de Creta, bispo).
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Jesus, que nunca tinha pecado, foi crucificado por ti; e tu, não te crucificás por Ele? Não es tu que lhe faz um favor a Ele, uma vez que tu primeiro; o que estás a fazer apenas é devolver-Lhe o favor, liquidando a dívida que tens para com Aquele que por ti foi crucificado no Gólgota» (São Cirilo de Jerusalém)
 
«Assim como entrou em Jerusalém, também quer entrar nas nossas cidades e nas nossas vidas. Como fez no Evangelho, cavalgando num simples burrico, ele vem até nós, humildemente, mas vem `em nome do Senhor´» (Francisco)
 
«(...) Ora, o «rei da glória» (Sl 24, 7-10) entra na sua cidade´,montado num jumento´. Não conquista a filha de Sião (Jerusalem), figura da sua Igreja, nem pela astúcia nem pela violência, mas pela humildade que dá testemunho da verdade. Por isso é que, naquele dia, os súbditos do seu Reino, são as crianças e os `pobres de Deus´, que O aclamam, tal como os anjos O tinham anunciado aos pastores (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 559)
 
ORAÇÃO - Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível, e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro; Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo de Maria. Amém.
 
LADAINHA DE SÃO JOSÉ
 

Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
 
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, ...
Deus Espírito Santo Paráclito, ...
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, ...
 
Santa Maria, rogai por nós.
 
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade nós.
 
V. - O Senhor o constituiu dono de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas as suas possessões.
 
ORAÇÃO: Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na unidade do Espírito Santo. Amém.
 
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Amém.
 
ORAÇÃO A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na nossa tribulação,  e cheios de confiança, solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh! Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.
Amparai a cada um de nós, com vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.

quinta-feira, 26 de março de 2026

COROA EM HONRA DAS SETE DORES DE NOSSA SENHORA

 Meu Deus, vinde em meu socorro.
Senhor, dai-vos pressa em me socorrer.
Glória ao Pai, etc.
 
1ª DOR: “A PROFECIA DE SIMEÃO” (Lc 2, 25 - 35)

 
Ó Mãe aflita, eu me condoo da dor que vos causou a primeira espada que traspassou o vosso coração, quando no Templo, à voz de Simeão, vos foram representados todos os tormentos que os homens deviam fazer sofrer a vosso amadíssimo Jesus, os quais já conhecíeis pelas divinas Escrituras, tormentos que chegariam a fazê-lo morrer ante os vossos olhos, cravado num madeiro infame, esgotado de sangue e abandonado de todo o mundo, sem que o pudésseis defender e consolar.
 
Por esta lembrança cheia de amargura, que angustiou a vossa alma tantos anos, ó minha Rainha, suplico-vos me obtenhais a graça de ter sempre gravadas no meu coração, durante a minha vida e na hora da minha morte, a Paixão de Jesus Cristo e as vossas dores.
 
Pai-Nosso, 7 Ave-Marias, Glória ao Pai.
 
D. Santa Mãe, isto eu vos peço, que fiquem no meu peito, bem impressas
T. As chagas de Jesus Crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
2ªDOR: A FUGA PARA O EGITO (Mt 2, 13-14)

 
Ó Mãe aflita, eu me condoo da dor que vos causou a segunda espada que traspassou o vosso coração, quando vistes o vosso Filho inocente, apenas nascido, perseguido para a morte pelos mesmos homens para cuja salvação veio ao mundo, de sorte que fostes então obrigada a fugir para o Egito, de noite e às ocultas.
 
Por tudo que sofrestes, Virgem Santa, com o vosso divino Filho exilado, durante esta longa e penosa viagem, e durante a vossa estada no Egito, onde, estrangeiros e desconhecidos, vivestes tantos anos, pobres e desprezados, suplico-vos, ó minha amadíssima Soberana, me obtenhais a graça de suportar com paciência na vossa companhia, até à morte, as penas desta miserável vida, a fim de escapar na outra às penas eternas que mereci.
 
Pai-Nosso, 7 Ave-Marias, Glória ao Pai.
 
V. Santa Mãe, isto eu vos peço, que fiquem no meu peito, bem impressas
R. As chagas de Jesus Crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
3ª DOR: “MARIA PROCURA JESUS EM JERUSALÉM” (Lc 2, 41-48)

 
Ó Mãe aflita, compadeço-me da dor que vos causou a terceira espada que traspassou o vosso  coração, quando perdestes o vosso Filho Jesus em Jerusalém, que por três dias ficou ausente de vós: certamente, durante essas noites cruéis, que tivestes de passar sem ver ao vosso lado o objeto do vosso amor e sem conhecer a causa da sua ausência, não pudestes achar repouso, e não fizestes outra coisa que suspirar por Aquele que era todo o vosso bem.
 
Por estes suspiros, por esta separação tão longa e amarga, ó minha Rainha amantíssima, suplico-vos me obtenhais a graça de jamais perder o meu Deus, a fim de que, constantemente unido a ele durante a minha vida, tenha a felicidade de sair deste mundo nesta santa união.
 
Pai-Nosso, 7 Ave-Marias, Glória ao Pai.
 
V. Santa Mãe, isto eu vos peço, que fiquem no meu peito, bem impressas
R. As chagas de Jesus Crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
4ªDOR: “JESUS ENCONTRA SUA MÃE NO CAMINHO DO CALVÁRIO” (Lc 23, 26-29)

 
Ó Mãe aflita, eu me condoo da dor que vos causou a quarta espada que traspassou o vosso coração, quando vistes o vosso divino Filho condenado à morte, coberto de sangue e chagas, coroado de espinhos, caindo no caminho sob o peso da cruz que levava sobre seus machucados ombros, indo como um cordeiro inocente morrer pelo nosso amor: os seus olhos e os vossos se encontraram então, e os vossos olhos foram outros tantos dardos cruéis que feriram reciprocamente os vossos Corações ardentes de amor.
 
Por esta grande dor, ó minha generosa Advogada, suplico-vos me obtenhais a graça de viver em perfeita resignação com a vontade do meu Deus, levando a minha cruz com alegria após Jesus até o meu último suspiro.
 
Pai-Nosso, 7 Ave-Marias, Glória ao Pai.
 
V. Santa Mãe, isto eu vos peço, que fiquem no meu peito, bem impressas
R. As chagas de Jesus Crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
5ª DOR: “MARIA AO PÉ DA CRUZ” (Jo 19, 25-27)

 
Ó Mãe aflita, eu me condoo da dor que vos causou a quinta espada que traspassou o vosso coração, quando, no Calvário, vistes morrer a pouco e pouco, no meio dos sofrimentos e humilhações, sobre o duro leito da cruz, o vosso amadíssimo Jesus, sem lhe poderdes acudir com o mínimo alívio.
 
Pela agonia que então sofrestes com o vosso divino Filho agonizante; pela comoção que experimentastes ouvindo as últimas palavras que ele vos dirigiu do altar da cruz, despedindo-se de vós e vos deixando por filhos todos os homens na pessoa de São João; pela coragem que tivestes de vê-los depois pender a cabeça e dar o último suspiro, ó terna Mãe, suplico-vos me obtenhais do vosso Amor Crucificado a graça de viver e morrer crucificado a todas as coisas deste mundo, a fim de viver unicamente para meu Deus, até à morte, e chegar um dia a vê-lo face a face no Céu.
 
Pai-Nosso, 7 Ave-Marias, Glória ao Pai.
 
V. Santa Mãe, isto eu vos peço, que fiquem no meu peito, bem impressas
R. As chagas de Jesus Crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
6ª DOR: “MARIA RECEBE NOS BRAÇOS O CORPO DO FILHO” (Lc 23, 50-53)

 
Ó Mãe aflita, eu me condoo da dor que vos causou a sexta espada que traspassou o vosso coração, quando lancearam o doce Coração do vosso Filho já morto por esses ingratos que, depois de lhe tirarem a vida, buscavam ainda atormentá-lo.
 
Por este cruel tratamento, cuja pena só vós sentistes, ó Mãe de Dores, suplico-vos me obtenhais a graça de habitar no Coração de Jesus, ferido e aberto para mim, neste Coração que é o belo asilo, retiro de amor, em que buscam e acham repouso todas as almas amantes, e onde Deus só, enquanto eu aí repousar, será o objeto dos meus pensamentos e afetos. Ó Virgem santíssima, podeis alcançar-me esta felicidade, de vós espero consegui-la.
 
Pai-Nosso, 7 Ave-Marias, Glória ao Pai.
 
V. Santa Mãe, isto eu vos peço, que fiquem no meu peito, bem impressas
R. As chagas de Jesus Crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
7ª DOR: “MARIA DEPOSITA JESUS NO SEPULCRO” (Jo 19, 38-42)

 
Ó Mãe aflita, eu me condoo da dor que vos causou a sétima espada que traspassou o vosso coração, quando tivestes em vossos braços o corpo do vosso Filho, não mais no brilho da sua beleza, como o tínheis outrora recebido na gruta de Belém, mas ensanguentado, lívido, e rasgado todo de feridas que haviam penetrado até aos ossos. “Ó meu Filho - diríeis então - a que estado vos reduziu o amor!” E quando o levaram para o sepulcro, quisestes acompanhá-lo e compô-lo com as vossas próprias mãos; e enfim constrangida a lhe dardes o último adeus, deixastes sepultado com ele o vosso coração ardente de amor.
 
Por todos estes martírios sofridos pela vossa bela alma, ó Mãe do Santo Amor, obtende-me o perdão dos pecados de que me fiz réu contra meu Deus; pesa-me deles de todo o meu coração, protegei-me contra as tentações, e socorrei-me na hora da minha morte, a fim de que, salvo pelos merecimentos de Jesus Cristo e pelos vossos, vá um dia, graças à vossa assistência, após este miserável exílio, cantar no paraíso os vossos louvores, e os de Jesus, durante toda a eternidade.
 
Pai-Nosso, 7 Ave-Marias, Glória ao Pai.
 
V. Santa Mãe, isto eu vos peço, que fiquem no meu peito, bem impressas
R. As chagas de Jesus Crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
V. Rogai por nós, ó Virgem dolorosíssima!
R Para que nos tornemos dignos das promessas de Cristo.
 
OREMOS: Senhor, sede-nos propício, e concedei-nos a graça de experimentar o feliz efeito da vossa Paixão, na qual, como o havia profetizado, Simeão, uma espada de dor traspassou a alma tão terna da gloriosa Virgem Maria, vossa Mãe, cujas dores celebramos e honramos. Vós que viveis e reinais, com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.

MÊS DE SÃO JOSÉ – Sábado V da Quaresma

ORAÇÃO PREPARATÓRIA
- Com humildade e respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa Mãe santíssima, a São José, vosso amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a São José como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do Divino Padre Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto estes devotos exercícios que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (Ez 37,21-28): Assim fala o Senhor Deus: «Vou tirar os filhos de Israel do meio das nações para onde foram, vou reuni-los de toda a parte, para os reconduzir à sua terra. Farei deles um só povo, na sua terra, nas montanhas de Israel, e um só rei reinará sobre todos eles. Nunca mais tornarão a ser duas nações, nem ficarão divididos em dois reinos. Não voltarão a manchar-se com os seus ídolos, com todas as suas abominações e pecados. Hei de livrá-los de todas as infidelidades que cometeram e hei de purificá-los, para que sejam o meu povo e Eu seja o seu Deus. O meu servo David será o seu rei, o único pastor de todos eles. Caminharão segundo os meus mandamentos e obedecerão às minhas leis, pondo-as em prática. Habitarão na terra que dei ao meu servo Jacob, a terra em que moraram os vossos pais. Aí habitarão eles e os seus filhos e os filhos dos seus filhos para sempre; e o meu servo David será o seu soberano para sempre. Farei com eles uma aliança de paz, uma aliança eterna entre Mim e eles. Hei de estabelecê-los, hei de multiplicá-los e colocarei no meio deles o meu santuário para sempre. A minha morada será no meio deles: serei o seu Deus e eles serão o meu povo. As nações saberão que Eu sou o Senhor, que santifico Israel, quando o meu santuário estiver no meio deles para sempre».
 
Salmo Responsorial: Jer 31
R. Como o pastor guarda o seu rebanho, assim nos guarda o Senhor.
 
Escutai, ó povos, a palavra do Senhor e anunciai-as às ilhas distantes: Aquele que dispersou Israel vai reuni-lo e guardá-lo como um pastor ao seu rebanho.
 
O Senhor resgatou Jacob e libertou-o das mãos do seu dominador. Regressarão com brados de alegria ao monte Sião, acorrendo às bênçãos do Senhor.
 
A virgem dançará alegremente, exultarão os jovens e os velhos. Converterei o seu luto em alegria e a sua dor será mudada em consolação e júbilo.
 
Deixai todos os vossos pecados, diz o Senhor; criai um coração novo e um espírito novo.
 
Evangelho (Jo 11,45-56): Muitos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. Alguns, porém, foram contar aos fariseus o que Jesus tinha feito. Os sumos sacerdotes e os fariseus, então, reuniram o sinédrio e discutiam: «Que vamos fazer? Este homem faz muitos sinais. Se deixarmos que ele continue assim, todos vão acreditar nele; os romanos virão e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação». Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote naquele ano, disse: «Vós não entendeis nada! Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?». Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação; e não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. A partir desse dia, decidiram matar Jesus. Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Ele foi para uma região perto do deserto, para uma cidade chamada Efraim. Lá permaneceu com os seus discípulos. A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente da região tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. Eles procuravam Jesus e, reunidos no templo, comentavam: «Que vos parece? Será que ele não vem para a festa?» Entretanto, os sumos sacerdotes e os fariseus tinham dado a seguinte ordem: se alguém soubesse onde Jesus estava, devia comunicá-lo, para que o prendessem.
 
«Jesus iria morrer pela nação; e não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos»
 
Rev. D. Xavier ROMERO i Galdeano (Cervera, Lleida, Espanha)
 
Hoje, de caminho para Jerusalém, Jesus sente-se perseguido, vigiado, sentenciado, porque quanto maior e original tem sido sua revelação —o anúncio do Reino— mais ampla e mais clara tem sido a divisão e a oposição que ele encontrou nos ouvintes. «Então muitos judeus, que tinham ido à casa de Maria e que viram o que Jesus fez, acreditaram nele. Alguns, foram ao encontro dos fariseus e contaram o que Jesus tinha feito». (cf. Jo 11,45-46).
 
As palavras negativas de Caifás, «Vocês não percebem que é melhor um só homem morrer pelo povo, do que a nação inteira perecer?» (Jo 11,50), Jesus as assumirá positivamente na redenção feita por nós. Jesus, o Filho Unigênito de Deus, morre na cruz por amor a todos! Morre para realizar o plano do Pai, quer dizer, «E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus que estavam dispersos» (Jo 11,52).
 
E esta é a maravilha e a criatividade de nosso Deus! Caifás, com sua sentença («Convém que morra um só...») não faz mais que, por ódio, eliminar a um idealista; por outro lado, Deus Pai, enviando o seu Filho por amor a nós, faz algo maravilhoso: converter aquela sentença malévola em una obra de amor redentora, porque para Deus Pai, cada homem vale todo o sangue derramado por Jesus Cristo!
 
Daqui a uma semana cantaremos —em solene vigília— o Pregão Pascoal. A través dessa maravilhosa oração, a Igreja faz louvor ao pecado original. E não o faz porque desconheça sua gravidade, e sim porque Deus —em sua bondade infinita— tem feito proezas como resposta ao pecado do homem. Isto é, ante o “desgosto original”, Ele respondeu com a Encarnação, com o sacrifício pessoal e com a instituição da Eucaristia. Por isso, a liturgia cantará no próximo sábado: «Que assombroso benefício de teu amor por nós! Que incomparável ternura e caridade! Oh feliz culpa que mereceu tal Redentor!».
 
Espero que nossas sentenças, palavras e ações não sejam impedimentos para a evangelização, uma vez que nós também recebemos de Cristo a responsabilidade, de reunir os filhos de Deus dispersos: «Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo» (Mt 28,19).
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Só um morreu por todos; e este mesmo é aquele que agora por todas as igrejas, no mistério do pão e do vinho, morto, nos alimenta; acreditado, nos vivifica; consagrado, santifica quem os consagra» (São Gaudêncio de Brescia)
 
«Para os cristãos sempre haverá perseguições, incompreensões. Mas devem de ser encaradas com a certeza de que Jesus é o Senhor, e este é o desafio e a cruz da nossa fé» (Francisco)
 
«(…) A Bíblia venera algumas grandes figuras das "nações", como "o justo Abel", o rei e sacerdote Melquisedec (…), ou os justos "Noé, Danel e Jó". Deste modo, a Escritura exprime o alto grau de santidade que podem atingir os que vivem segundo a aliança de Noé, na expectativa de que Cristo ‘reúna, na unidade, todos os filhos de Deus dispersos’ (Jo 11, 52)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 58)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* O evangelho de hoje traz a parte final do longo relato da ressurreição de Lázaro em Betânia, na casa de Marta e Maria (João 11,1-56).
A ressurreição de Lázaro é o sétimo sinal (milagre) de Jesus no evangelho de João e é também o ponto alto e decisivo da revelação que ele vinha fazendo de Deus e de si mesmo.
 
* A pequena comunidade de Betânia, onde Jesus gostava de hospedar-se, reflete a situação e o estilo de vida das pequenas comunidades do Discípulo Amado no fim do primeiro século lá na Ásia Menor. Betânia quer dizer "Casa dos pobres". Eram comunidades pobres de gente pobre. Marta quer dizer "Senhora" (coordenadora): uma mulher coordenava a comunidade. Lázaro significa "Deus ajuda": a comunidade pobre esperava tudo de Deus. Maria significa "amada de Javé": era a discípula amada, imagem da comunidade. O episódio da ressurreição de Lázaro comunicava esta certeza: Jesus traz vida para a comunidade dos pobres. Jesus é fonte de vida para todos que nele acreditam.
 
* João 11,45-46: A repercussão do sétimo Sinal no meio do povo. Depois da ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-44), vem a descrição da repercussão deste sinal no meio do povo. O povo estava dividido. “Muitos judeus, que tinham ido à casa de Maria e que viram o que Jesus fez, acreditaram nele”. Mas outros “foram ao encontro dos fariseus e contaram o que Jesus tinha feito.  Estes últimos fizeram a denúncia. Para poder entender esta reação negativa de uma parte do povo é preciso levar em conta que a metade da população de Jerusalém dependia em tudo do Templo para poder viver e sobreviver. Por isso, dificilmente eles iriam apoiar um desconhecido profeta da Galileia que criticava o Templo e as autoridades. Isto também explica como alguns se prestavam para ser informantes das autoridades.
 
* João 11,47-53: A repercussão do sétimo Sinal no meio das autoridade. A notícia da ressurreição de Lázaro fez crescer a popularidade de Jesus. Por isso, os líderes religiosos convocam o conselho, o sinédrio, a autoridade máxima, para discernir o que fazer. Pois, “esse homem está realizando muitos sinais. Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele; os romanos virão e destruirão o Templo e toda a nação”. Eles tinham medo dos romanos. De fato, o passado, desde a invasão romano em 64 antes de Cristo até à época de Jesus, já tinha mostrado várias vezes que os romanos reprimiam com toda a violência qualquer tentativa de rebelião popular (cf Atos 5,35-37). No caso de Jesus, a reação romana poderia levar à perda de tudo, inclusive do Templo e da posição privilegiada dos sacerdotes. Por isso, Caifás, o sumo sacerdote, decide: “É melhor um só homem morrer pelo povo, do que a nação inteira perecer”. E o evangelista faz este bonito comentário: “Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote nesse ano, profetizou que Jesus ia morrer pela nação. E não só pela nação, mas também para reunir juntos os filhos de Deus que estavam dispersos”. Assim, a partir deste momento, os líderes, preocupados com o crescimento da liderança de Jesus e motivados pelo medo dos romanos, decidem matar Jesus.
 
* João 11,54-56: A repercussão do sétimo Sinal na vida de Jesus. O resultado final é que Jesus tinha que viver como clandestino. “Ele não andava mais em público entre os judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto. Foi para uma cidade chamada Efraim, onde ficou com seus discípulos”. A páscoa estava próxima. Nessa época do ano, a população de Jerusalém triplicava por causa do grande número de peregrinos e romeiros. A conversa de todos era em torno de Jesus: "Que é que vocês acham? Será que ele não vem para a festa?" Da mesma maneira, na época em que foi escrito o evangelho, no fim do primeiro século, época da perseguição do imperador Domiciano (81 a 96), as comunidades cristãs que traziam a vida para os outros viam-se obrigadas a viver na clandestinidade.
 
* Uma chave para entender o sétimo sinal da ressurreição de Lázaro. Lázaro estava doente. As irmãs Marta e Maria mandaram chamar Jesus: "Aquele a quem amas está doente!" (Jo 11,3.5). Jesus atende ao pedido e explica aos discípulos: "Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por nela seja glorificado o Filho de Deus!" (Jo 11,4) No evangelho de João, a glorificação de Jesus acontece através da sua morte (Jo 12,23; 17,1). Uma das causas da sua condenação à morte vai ser a ressurreição de Lázaro (Jo 11,50; 12,10). Muitos judeus estavam na casa de Marta e Maria para consolá-las da perda do irmão. Os judeus, representantes da Antiga Aliança, só sabem consolar. Não trazem vida nova.. Jesus é que vai trazer vida nova! Assim, de um lado, a ameaça de morte contra Jesus! De outro lado, Jesus chegando para vencer a morte! É neste contexto de conflito entre vida e morte, que se realiza o sétimo sinal da ressurreição de Lázaro.
 
* Marta diz que crê na ressurreição. Os fariseus e a maioria do povo também acreditavam na Ressurreição (At 23,6-10; Mc 12,18). Acreditavam, mas não a revelavam. Era apenas fé na ressurreição no fim dos tempos e não na ressurreição presente na história, aqui e agora. Esta fé antiga não renovava a vida. Pois não basta crer na ressurreição que vai acontecer no final dos tempos, mas tem que crer que a Ressurreição já está presente aqui e agora na pessoa de Jesus e naqueles que acreditam em Jesus. Sobre estes a morte já não tem mais nenhum poder, porque Jesus é a "ressurreição e a vida". Mesmo sem ver o sinal concreto da ressurreição de Lázaro, Marta confessa a sua fé: "Eu creio que tu és o Cristo, o filho de Deus que vem ao mundo" (Jo 11,27).
 
* Jesus manda tirar a pedra. Marta reage: "Senhor, já cheira mal! É o quarto dia!"(Jo 11,39).  Novamente, Jesus a desafia apelando para a fé na ressurreição, aqui e agora, como um sinal da glória de Deus: "Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?" (Jo 11,40). Retiraram a pedra. Diante do sepulcro aberto e diante da incredulidade das pessoas, Jesus se dirige ao Pai. Na sua prece, primeiro, faz ação de graças: "Pai, dou-te graças, porque me ouviste. Eu sabia que tu sempre me ouves!" (Jo 11,41-42). Jesus conhece o Pai e confia nele. Mas agora ele pede um sinal por causa da multidão que o rodeia, para que possa acreditar que ele, Jesus, é o enviado do Pai. Em seguida, ele grita em alta voz, grito criador: "Lázaro, vem para fora!" E Lázaro veio para fora (Jo 11,43-44). É o triunfo da vida sobre a morte, da fé sobre a incredulidade! Um agricultor comentou: "A nós cabe retirar a pedra! E aí Deus ressuscita a comunidade. Tem gente que não quer tirar a pedra, e por isso a comunidade deles não tem vida!"
 
Para um confronto pessoal
1) O que significa para mim, bem concretamente, crer na ressurreição?
2) Parte do povo aceitava Jesus, parte não aceitava. Hoje, parte do povo aceita a renovação da igreja, e parte não aceita. E eu?
 
ORAÇÃO - Ó glorioso S. José, a bondade de vosso coração é sem limites e indizível, e neste mês que a piedade dos fiéis vos consagrou mais generosas do que nunca se abrem as vossas mãos benfazejas. Distribui entre nós, ó nosso amado Pai, os dons preciosíssimos da graça celestial da qual sois ecônomo e o tesoureiro; Deus vos criou para seu primeiro esmoler. Ah! que nem um só de vossos servos possa dizer que vos invocou em vão nestes dias. Que todos venham, que todos se apresentem ante vosso trono e invoquem vossa intercessão, a fim de viverem e morrerem santamente, a vosso exemplo nos braços de Jesus e no ósculo beatíssimo de Maria. Amém.
 
LADAINHA DE SÃO JOSÉ

 
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, escutai-nos.
 
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, ...
Deus Espírito Santo Paráclito, ...
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, ...
 
Santa Maria, rogai por nós.
 
São José,
Ilustre filho de Davi,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Guardião do Redentor,
Guarda da puríssima Virgem,
Provedor do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Servo de Cristo,
Ministro da salvação,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida em família,
Guardião das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Amparo nas dificuldades,
Socorro dos miseráveis,
Esperança dos enfermos,
Patrono dos exilados,
Consolo dos aflitos,
Defensor dos pobres,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,
Patrono da Ordem Carmelita,
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade nós.
 
V. - O Senhor o constituiu dono de sua casa.
R. - E fê-lo príncipe de todas as suas possessões.
 
ORAÇÃO: Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos na terra como nosso protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na unidade do Espírito Santo. Amém.
 
LEMBRAI-VOS
Lembrai-vos ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorado vosso socorro, não fosse por vós consolado e atendido. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica ó Pai virginal do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Amém.
 
ORAÇÃO A SÃO JOSÉ, PROTETOR DA IGREJA
A vós São José, recorremos na nossa tribulação,  e cheios de confiança, solicitamos a vossa proteção.
Pelo laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh! Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.
Amparai a cada um de nós, com vossa constante proteção, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.

quarta-feira, 25 de março de 2026

VIA SACRA BÍBLICA COM SÃO JOÃO DA CRUZ

ORAÇÃO INICIAL
C - Olhai, Pai Santo, o sangue que jorra do peito trespassado do Salvador; olhai o sangue derramado por tantas vítimas do ódio, da guerra, do terrorismo, e concedei, benigno, que o curso dos acontecimentos no mundo se desenrole segundo a vossa vontade na justiça e na paz, e a vossa Igreja se entregue com serena confiança ao vosso serviço e à libertação do homem. Por Cristo nosso Senhor.
R. Amém.
 
I: JESUS NO HORTO DAS OLIVEIRAS.


C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Disse-lhes Jesus: "A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo". Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres". (Mt 26, 38-39)
 
L – “Padecer com Cristo o Seu Cálice é coisa mais preciosa e segura nesta vida do que o gozar”... “Não fujas dos sofrimentos, porque neles está a tua saúde.”
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
II: JESUS TRAÍDO POR JUDAS E APRISIONADO

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C- O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: «Jesus é aquele que eu beijar; prendam». Judas logo se aproximou de Jesus, e disse: «Salve, Mestre»! E o beijou. (Mt 26, 48-49)
 
L - “Queira torna-te, no padecer, algo semelhante a este nosso grande Deus, humilhado e crucificado, pois que esta vida só tem razão de ser se for para imitá-lo.”... "Ainda que estejas no sofrimento, não queiras fazer a tua vontade, pois terás assim o dobro de sofrimento."
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
III: JESUS CONDENADO PELO SINÉDRIO

 
 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum falso testemunho contra Jesus, a fim de condenarem Jesus à morte. (Mt 26, 59)
 
L – “Vão é perturbar-se com as adversidades. Havemos de nos alegrar em vez de nos perturbar, para não perder a paz e a tranquilidade. Com mais abundância e suavidade se comunica Deus nas adversidades”.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
IV: JESUS NEGADO POR PEDRO

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
T - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada chegou perto dele, e disse: «Você também estava com Jesus, o galileu»! Mas Pedro negou diante de todos: «Não sei o que você está dizendo» (Mt 26, 69).
 
L – “O que cai estando só, caído a sós fica e em pouca conta tem a alma, pois a si unicamente confiou”... “O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em ter uma grande desnudez e em padecer pelo Amado”.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
V: JESUS JULGADO POR PILATOS

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - O povo todo respondeu: «Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos. » Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e o entregou para ser crucificado. (Mt 27, 25-26).
 
L – “Alegre-se sempre em Deus que é a sua saúde, e olhe que é bom sofrer de qualquer maneira por Aquele que é bom”... "Sofrer por Deus é melhor que fazer milagres."
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
VI: JESUS FLAGELADO E COROADO DE ESPINHOS

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Então Pilatos pegou Jesus e o mandou flagelar. Os soldados trançaram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Vestiram Jesus com um manto vermelho.  Aproximaram-se dele e diziam: «Salve, rei dos judeus! » E lhe davam bofetadas. (Jo 19, 1-3)
 
L – “Tenha fortaleza no coração contra tudo aquilo que a não é Deus e seja amiga da Paixão de Cristo”.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
VII: JESUS CARREGA A CRUZ

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Jesus carregou a cruz nas costas e saiu para um lugar chamado «Lugar da Caveira», que em hebraico se diz «Gólgota.» (Jo 19, 17).
 
L - "Queira torna-te, no padecer, algo semelhante a este nosso grande Deus, humilhado e crucificado, pois que esta vida só tem razão de ser se for para imitá-lo.”... "Senhor, quero padecer e ser desprezado por amor de Vós."
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
VIII: JESUS AJUDADO PELO CIRINEU.

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Passava por aí um homem, chamado Simão Cireneu, pai de Alexandre e Rufo. Ele voltava do campo para a cidade. Então os soldados obrigaram Simão a carregar a cruz de Jesus. (Mc 23, 21).
 
L – “Os toques divinos que Deus faz na alma, animam e enchem de brio para padecer. Sofre muito a alma enquanto Deus a anda ungindo e dispondo a fim de uni-la consigo”.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
IX: JESUS ENCONTRA COM AS MULHERES DE JERUSALÉM

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Uma grande multidão do povo o seguia. E mulheres batiam no peito, e choravam por ele. Jesus, porém, voltou-se, e disse: “Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim! Chorem por vocês mesmas e por seus filhos!” (Lc 23, 27-28).
 
L – "Quando tiveres teus desejos apagados, tuas afeições na aridez e angústias, e tuas faculdades incapazes de qualquer exercício interior, não sofras por isso; considera-te feliz por estares assim. É Deus que te vai livrando de ti mesmo, e tirando-te das mãos todas as coisas que possuis.”.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
X: JESUS CRUCIFICADO

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Eram nove horas da manhã quando crucificaram Jesus. E aí estava uma inscrição, com o motivo da condenação: «O Rei dos judeus. » Com ele crucificaram dois bandidos, um à direita e outro à esquerda. As pessoas que passavam por aí o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: «Ei! Você que ia destruir o Templo, e construí-lo de novo em três dias, salve-se a si mesmo! Desça da cruz! » (Mc 15, 25-27. 29-30).
 
L – "Quem não busca a cruz de Cristo não busca a glória de Cristo." ... "Quando tiveres algum aborrecimento e desgosto, lembra-te de Cristo crucificado e cala."
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
XI: JESUS PROMETE SEU REINO AO BOM LADRÃO

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Um dos criminosos crucificados insultava Jesus, dizendo: «Não és tu o Messias? Salva a ti mesmo e a nós também!» Mas o outro o repreendeu, dizendo: «Nem você teme a Deus, sofrendo a mesma condenação»? E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando vieres em teu Reino.» Jesus respondeu: «Eu lhe garanto: hoje mesmo você estará comigo no Paraíso.» (Lc 23, 42-43)
 
L – “Aquele que ama Deus sobre todas as coisas, nada lhe impede fazer ou padecer por Ele seja o que for.” ... "Não fujas dos sofrimentos, porque neles está a tua saúde."
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
XII: JESUS CRUCIFICADO, A MÃE E O DISCÍPULO AMADO.

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Jesus viu a mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava. Então disse à mãe: «Mulher, eis aí o seu filho» Depois disse ao discípulo: «Eis aí a sua mãe» E dessa hora em diante, o discípulo a recebeu em sua casa. (Jo 19, 26-27)
 
L - "Queres alguma palavra de consolação? Olha o meu Filho, submisso, humilhado, por meu amor, e verás quantas palavras te responde." ... "A pessoa crucificada interior e exteriormente com Cristo viverá feliz e satisfeita e, na paciência, possuirá a sua alma."
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
XIII: JESUS MORRE NA CRUZ

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - Então Jesus deu outra vez um forte grito, e entregou o espírito. Imediatamente a cortina do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu, e as pedras se partiram. (Mt 27, 50-51)
 
L – “Só os que morrem ao homem velho, merecem renascer filhos de Deus. O que morre a si e a todas as coisas, vive vida doce e saborosa de amor com Deus”.
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
XIV: JESUS SEPULTADO

 
C - Bendita e louvada seja a sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R - Que quis padecer e morrer na cruz por nosso amor.
 
C - José, tomando o corpo, o envolveu num lençol limpo, e o colocou num túmulo novo, que ele mesmo havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se. (Mt 27, 59-60)
 
L – "Quem souber morrer a tudo terá vida em tudo." ... "O amor consiste em despojar-se e desapegar-se, por Deus, de tudo o que não é ele."
 
C - Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
R - Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
ORAÇÃO FINAL


C – Nós Vos suplicamos, Senhor, que nos concedais, por intercessão de vossa Mãe, a Virgem Maria, que cada vez que meditemos vossa Paixão, fique gravado em nós com marca de atualidade constante, o que Vós fizestes por nós e vossos constantes benefícios. Fazei, Senhor, que nos acompanhe, durante toda nossa vida, um agradecimento imenso à vossa Bondade.
R. Amém.