sexta-feira, 26 de junho de 2026

Santo Irineu, bispo
 
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (2Re 4,8-11.14-16a): Certo dia, o profeta Eliseu passou por Sunam. Vivia lá uma distinta senhora, que o convidou com insistência a comer em sua casa. A partir de então, sempre que por ali passava, era em sua casa que ia tomar a refeição. A senhora disse ao marido: «Estou convencida de que este homem, que passa frequentemente pela nossa casa, é um santo homem de Deus. Mandemos-lhe fazer no terraço um pequeno quarto com paredes de tijolo, com uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada. Quando ele vier a nossa casa, poderá lá ficar». Um dia, chegou Eliseu e recolheu-se ao quarto para descansar. Depois perguntou ao seu servo Giezi: «Que podemos fazer por esta senhora?». Giezi respondeu: «Na verdade, ela não tem filhos e o seu marido é de idade avançada». «Chama-a» – disse Eliseu. O servo foi chamá-la e ela apareceu à porta. Disse-lhe o profeta: «No próximo ano, por esta época, terás um filho nos braços».
 
Salmo Responsorial: 88
R. Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.
 
Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor e para sempre proclamarei a sua fidelidade. Vós dissestes: «A bondade está estabelecida para sempre», no céu permanece firme a vossa fidelidade.
 
Feliz do povo que sabe aclamar-Vos e caminha, Senhor, à luz do vosso rosto. Todos os dias aclama o vosso nome e se gloria com a vossa justiça.
 
Vós sois a sua força, com o vosso favor se exalta a nossa valentia. Do Senhor é o nosso escudo e do Santo de Israel o nosso rei.
 
2ª Leitura (Rom 6,3-4.8-11): Irmãos: Todos nós que fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte. Fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos; sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele. Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida, é uma vida para Deus. Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.
 
Aleluia. Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, para anunciar os louvores de Deus, que vos chamou das trevas à sua luz admirável. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 10,37-42): Naquele tempo, Jesus disse aos seus Apóstolos: «Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. Quem vos recebe, é a mim que está recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou. Quem receber um profeta por ele ser profeta, terá uma recompensa de profeta. Quem receber um justo por ele ser justo, terá uma recompensa de justo. E quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não ficará sem receber sua recompense».
 
«Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim»
 
P. Benedito CAPITANGO (Luanda, Angola)
 
Hoje, o Evangelho coloca-nos diante de uma verdade decisiva: Cristo não quer ocupar apenas um lugar na nossa vida; quer ser o centro da nossa vida. Por isso diz: «Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim» (Mt 10,37). Jesus não veio para ser mais um interesse entre muitos outros, nem uma referência ocasional em determinados momentos da existência.
 
Da mesma forma, não aceita ser um simples complemento da nossa vida, porque Ele é o seu fundamento, o seu sentido e o seu destino. Assim, o verdadeiro discípulo não organiza Cristo em função da sua vida; organiza a sua vida em função de Cristo. E, noutro lugar, acrescenta: «Que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?» (Mt 16,26).
 
A cruz que cada discípulo deve tomar (cf. Mt 10,38) representa o próprio caminho de Cristo. Tomar a cruz não significa procurar o sofrimento, mas permanecer fiel ao Senhor quando viver o Evangelho tem um preço. Quem segue Cristo já caminha pela estrada que conduz à Ressurreição. Com isto, Jesus ensina-nos que o amor autêntico tem uma ordem justa: não se trata de amar menos a família, mas de amar todos a partir de Deus e em Deus. Dizia Santo Agostinho de Hipona: «Ama e faz o que quiseres». Quando Deus ocupa o primeiro lugar, tudo o resto encontra a sua justa medida. Além disso, Cristo não nos manda abandonar os nossos, mas preferir a verdade de Deus quando os afetos humanos pretendem afastar-nos dela.
 
O Senhor conclui com uma promessa: «Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, não ficará sem receber sua recompense» (Mt 10,42). Nada do que fazemos por Cristo ficará esquecido. No juízo final, não contará quem acumulou mais bens, mas quem mais amou. Por isso ressoa com força o ensinamento do Papa Leão XIV no início do seu pontificado: «Esta é a hora do amor! A caridade de Deus, que faz de nós irmãos, é o coração do Evangelho». Que o Senhor nos conceda um coração livre para O amar acima de todas as coisas. Ámém.
 
«Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem vos recebe, é a mim que está recebendo»
 
P. Antoni POU OSB Monje de Montserrat (Montserrat, Barcelona, Espanha)
 
Hoje, ao escutar da boca de Jesus: « Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. » (Mt 10,37) ficamos desconcertados. Agora bem, ao aprofundar um pouco mais, notamos a lição que o Senhor quer transmitir-nos: para o cristianismo, o único absoluto é Deus e seu Reino. Cada qual deve descobrir sua vocação —possivelmente esta é a tarefa mais delicada de todas— e segui-la fielmente. Se um cristão ou cristã têm vocação matrimonial, devem levar a cabo sua vocação consiste em amar a sua família tal como Cristo ama a Igreja.
 
A vocação à vida religiosa ou ao sacerdócio pede não antepor os vínculos familiares aos da fé, se com isto não faltamos aos requisitos básicos da caridade cristã. Os vínculos familiares não podem escravizar e afogar a vocação à que somos chamados. Detrás da palavra “amor” pode esconder-se um desejo possessivo do outro que lhe tira a liberdade para desenvolver sua vida humana e cristã; ou o medo a sair do ninho familiar e enfrentar-se às exigências da vida e da chamada de Jesus a segui-lo. É esta deformação do amor a que Jesus nos pede transformar em um amor gratuito e generoso, porque, como disse santo Agustín: «Cristo veio a transformar o amor».
 
O amor e a acolhida sempre será o núcleo da vida cristã, para todos e, sobretudo, aos membros de nossa família, porque habitualmente são os mais próximos e constituem também o “próximo” que Jesus nos pede amar. Na acolhida aos demais está sempre à acolhida a Cristo: «Quem vos recebe, também a mim me recebe» (Mt 11,40). Devemos ver, pois, a Cristo naqueles a quem servimos, e reconhecer igualmente a Cristo servidor em quem nos servem.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Através de dores e feridas e favores, Deus forma os seus filhos para a vida eterna» (S. Gregório Magno)
 
«Hoje, muitas vezes, experimentamos que a nossa fé é posta à prova pelo mundo, sendo-nos pedido de muitíssimas maneiras para condescender no referente à fé, diluir as exigências radicais do Evangelho e conformar-nos com o espírito do tempo. Mas os mártires chamam-nos a colocar Cristo acima de tudo» (Francisco)
 
«(...) Hão de convencer-se de que a primeira vocação do cristão é seguir Jesus (cf. Mt 16,25) (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.232)
 
“Quem encontra a sua vida, há de perdê-la, e quem perde a sua vida por causa de mim, há de encontrá-la.”
 
Fr. Pedro Bravo, O.Carm.
 
*
O texto de hoje é a conclusão do “discurso da missão”, o segundo dos cinco discursos de Jesus em Mateus, onde o evangelista recolhe diversos ensinamentos de Jesus sobre a missão e o discipulado.
 
* Na época em que Mateus escreve (c. 70-80 d.C.), a Igreja continuava a expandir-se em todo o Império romano, mas este já estava a reagir com crescente hostilidade, aumentando as perseguições aos cristãos, sendo então frequentes as denúncias de cristãos por parte de conhecidos ou de parentes próximos, quer judeus, quer gentios. Perante isto, muitos cristãos ficavam perplexos e desorientados, perguntando-se se valeria a pena “remar contra a maré”, mantendo a fé e dando testemunho de Jesus com risco da própria vida. Mateus reúne então estes ensinamentos de Jesus a fim de reanimar a fé dos cristãos e revitalizar a opção missionária da Igreja. A missão dos discípulos é anunciar o Evangelho (28,20-22), percorrendo o mesmo caminho de Jesus. O evangelista apresenta então um conjunto de valores e de atitudes destinadas a orientar os cristãos no seu relacionamento com as pessoas com quem entram em contacto ou a quem se dirigem.
 
O presente texto tem duas partes: na primeira (vv. 37-39), Jesus apresenta um conjunto de exigências radicais para quem o quiser seguir; na segunda (vv. 40-42), mostra que toda a comunidade o deve testemunhar e diz qual será a recompensa dos que receberem os seus discípulos.
 
* v. 37. «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim. As palavras de Jesus são exigentes, mas também libertadoras. Jesus começa por afirmar que o seu seguimento impõe prioridades e exige opções. Na época, a família era a estrutura social fundamental: era considerada um só corpo, que amparava e dava sentido à vida dos seus membros, garantindo a sua segurança, trabalho, inserção social e, no caso de Israel, a posse das bênçãos divinas. No judaísmo, o primeiro dever sagrado para com o próximo era o 4º mandamento (Ex 20,12; Dt 5,16), honrar os pais (15,4; 19,19). Por essa razão os rabinos prescreviam aos seus discípulos o dever de lhes obedecer como a um pai.
 
* Jesus fala aqui do amor pessoal, preferencial, a alguém (gr. philein, “ser amigo”), exigindo aos seus discípulos ser Ele o primeiro, a fonte primordial, o eixo central, a opção fundamental da sua vida. Esta é uma exigência que só Deus podia fazer (cf. Gn  12,1; 22,2). Por isso, se a alternativa for – além do cumprimento do próprio dever – a de escolher entre Ele e a família, a escolha do discípulo deve recair sempre sobre Jesus. O discípulo tem então que cortar as relações com a sua família para seguir Jesus? Não. No entanto, não pode deixar que esta, as tradições humanas ou outros afetos o impeçam de responder aos apelos do Reino. Jesus não admite “meias-tintas”: o primeiro amor, a primeira lealdade dum discípulo seu não é com os próprios afetos e amizades, mas com Ele, Jesus, por amor, subordinando todos os outros afetos ao amor a Ele, sendo assim o discípulo libertado para amar mais (19,29; cf. Dt 33,9).
 
* v. 38. E quem não toma a sua cruz e segue após mim, não é digno de mim. Jesus é claro, não engana ninguém: ser seu discípulo não é fácil; implica “tomar a sua cruz”, ou seja, saber que pode e aceitar que seja rejeitado e excluído, que passe dificuldades, tenha doenças ou sofra contrariedades, seja alvo de críticas, sofra perseguições (Hb 10,32ss). Mas Jesus promete que ninguém levará a sua cruz sozinho, pois Ele irá à sua frente, devendo o discípulo “seguir após” Ele, imitando-o, estando atento à sua voz e obedecendo à sua Palavra (cf. Sr 2,1-9).
 
* v. 39. Quem encontra a sua vida, há de perdê-la, e quem perde a sua vida por causa de mim, há de encontrá-la. Quem se decide por Jesus para assegurar a sua “vida” (gr. psyché, “alma”), ou seja, a sua própria vontade, segurança e realização pessoais; ou para resolver a sua vida afetiva, familiar, profissional, preservando a todo o custo a sua forma de vida e projetos pessoais, o que alcançou ou aquilo de que gosta, acabará por o perder; mas quem estiver disposto a tudo perder por causa de Jesus, mesmo a própria vida, encontrará a verdadeira vida, a eterna (19,16.29; 25,26), e entrará na posse dela.
 
* Na segunda parte (vv. 40-42), Jesus indica que recompensa é prometida aos que acolhem os mensageiros do Evangelho. São referidos os quatro grupos de pessoas que integravam a comunidade cristã e nela tinham a responsabilidade do testemunho: os apóstolos (v. 40); os profetas; os justos (v. 41); e os pequenos (v. 42).
 
* v. 40. Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe Aquele que me enviou. Os apóstolos são as primeiras testemunhas de Jesus, que levam o Evangelho a toda a parte. Na cultura antiga e também na judaica, bem como nas missões diplomáticas, acolher ou rejeitar um enviado, equivalia a acolher ou rejeitar quem o tinha enviado (mBer 5,5; bBer 34b). Quem acolhe os enviados de Jesus é o próprio Jesus que acolhe (18,5p; Lc 10,16; Gl 4,14; cf. Jr 7,27); e quem acolhe Jesus e a sua palavra, aderindo a ela pela fé, acolhe a Deus (Jo 12,44; 13,20), de cuja vida Jesus o torna participante, mediante o batismo, pelo dom do Espírito Santo.
 
* v. 41. Quem recebe um profeta por ele ser profeta, terá uma recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, terá uma recompensa de justo.
 
Os profetas (itinerantes ou não: 5,12; 7,22; 13,17; 23,34.37; At 11,27; 13,1; 15,32; 21,10; 1Co 12,28s; 14,29.37; Ef 2,20; 3,5; 4,11; Did. 11-13) são os portadores da Palavra de Deus que, movidos pelo Espírito Santo, interpelam as pessoas e as comunidades, ajudando-as a viver de acordo com o Evangelho, segundo a vontade de Deus, atentos aos sinais dos tempos.
 
Os justos (1,19; 13,17.43.49; 23,35; 25,37.46) são os que procuram viver, no seu dia a dia, a fé na prática da caridade.
 
Quem acolhe qualquer um destes enviados, escuta a sua palavra e o ajuda, coopera no anúncio do Evangelho (3Jo 8), tornando-se participante da sua recompensa (cf. 1Rs 17,9-24; 18,4; 2Rs 4,9-37).
 
* v. 42. E aquele que der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequenos por ele ser discípulo, amém vos digo: não perderá a sua recompensa». Os pequenos (gr. micrós, Mt, 8x: 11,11; 13,32; 18,6.10.14) são os pobres, os fracos e os simples na fé, que não gozam de direitos; os que ainda não fazem parte da comunidade cristã, por se estarem a preparar para o batismo; os estrangeiros, os necessitados, os socialmente desprotegidos (escravos, órfãos, viúvas, prisioneiros, doentes); as crianças e os que não têm grande formação cristã: quem estiver atento a eles, os acolher e tratar com amor por causa de Cristo, ajudando-os, mesmo com o gesto mais simples de todos – “dar um copo de água fresca” –, não ficará sem recompensa (cf. 25,35.40; Mc 9,41).
 
* Em suma: a tarefa de testemunhar o Evangelho, por palavras e, sobretudo, por obras, diz respeito a todos e a cada um dos cristãos, chamados a ser “discípulos missionários”, pondo-se ao serviço do Reino e dos irmãos. Todas as pessoas devem ser acolhidas com fé, alegria, generosidade e amor, não só pelos de fora, mas também pelos da própria comunidade.
 
MEDITAÇÃO
1. Os meus laços afetivos afastam-me do amor de Cristo e dos valores do Evangelho?
2. O que é mais importante para mim: Jesus ou as pessoas? Já me aconteceu renunciar aos valores do Evangelho por causa de alguém ou a alguém por causa dos valores do Evangelho?
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Sábado da 12ª semana do Tempo Comum

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
São Cirilo de Alexandria, bispo e doutor da Igreja
 
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (Lam 2,2.10-14.18-19): O Senhor destruiu sem piedade todas as moradas de Jacob; demoliu, no ardor da sua ira, as fortalezas da filha de Judá; lançou por terra, desonrados, o reino e os seus príncipes. Estão sentados por terra, silenciosos, os anciãos da filha de Sião; deitam cinza sobre a cabeça e vestem-se de luto. Curvam a cabeça para o chão as virgens de Jerusalém. As lágrimas consomem os meus olhos, fervem-me de angústia as entranhas, a minha bílis derrama-se pelo chão, por causa da ruína da filha do meu povo, enquanto os meninos e as crianças de peito desfalecem nas praças da cidade. Perguntam às suas mães: «Onde há pão e vinho?» E desmaiam, feridos de morte, pelas ruas da cidade, soltando o último suspiro ao colo das mães. A quem hei de comparar-te, a quem te igualarei, ó filha de Jerusalém? A quem te compararei para consolar-te, ó virgem, filha de Sião? A tua ruína é imensa como o mar: quem poderá curar-te? Os teus profetas só te anunciam visões falsas e mentirosas. Nunca te revelaram os teus pecados, para mudar o teu destino; eles só te anunciaram visões falsas e sedutoras. Clama de todo o coração ao Senhor, muralha da filha de Sião. Derrama rios de lágrimas, dia e noite. Nem um momento cessem as lágrimas dos teus olhos. Ergue-te e clama de noite, no começo de cada vigília. Derrama o teu coração como água na presença do Senhor. Levanta para Ele as tuas mãos, pela vida dos teus filhos, prostrados pela fome aos cantos de todas as ruas.
 
Salmo Responsorial: 73
R. Não esqueçais para sempre, Senhor, a vida dos vossos pobres.
 
Porque nos rejeitais para sempre, Senhor, e se inflama a vossa ira contra as ovelhas do vosso rebanho? Lembrai-Vos do vosso povo que adquiristes outrora, da tribo que resgatastes para vossa herança, do monte Sião onde habitais.
 
Dirigi os vossos passos para estas ruínas eternas: o inimigo tudo destruiu no santuário. Os adversários rugiram no local das vossas assembleias, desfraldaram seus estandartes em sinal de vitória.
 
Como homens a brandir o machado numa espessa floresta, rebentaram as portas a golpes de machado e martelo. Deitaram fogo ao vosso santuário, profanaram e arrasaram a morada do vosso nome.
 
Olhai para a vossa aliança e vede: os recantos do país são antros de violência. Não sejam os humildes confundidos, possam o pobre e o indigente louvar o vosso nome.
 
Aleluia. Cristo suportou as nossas enfermidades e tomou sobre Si as nossas dores. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 8,5-17): Quando Jesus entrou em Cafarnaum, um centurião aproximou-se dele, suplicando: «Senhor, o meu criado está de cama, lá em casa, paralisado e sofrendo demais». Ele respondeu: «Vou curá-lo». O centurião disse: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado. Pois eu, mesmo sendo subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens; e se ordeno a um: ‘Vai! ’, ele vai, e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e se digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, ele faz». Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o estavam seguindo: «Em verdade, vos digo: em ninguém em Israel encontrei tanta fé. Ora, eu vos digo: muitos virão do oriente e do ocidente e tomarão lugar à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os filhos do Reino serão lançados fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes». Então, Jesus disse ao centurião: «Vai! Conforme acreditaste te seja feito». E naquela mesma hora, o criado ficou curado. Entrando na casa de Pedro, Jesus viu a sogra deste acamado, com febre. Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo. Ao anoitecer, levaram a Jesus muitos possessos. Ele expulsou os espíritos pela palavra e curou todos os doentes. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Isaías: «Ele assumiu as nossas dores e carregou as nossas enfermidades».
 
«Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado»
 
Rev. D. Xavier JAUSET i Clivillé (Lleida, Espanha)
 
Hoje, no Evangelho, vemos o amor, a fé, a confiança e a humildade de um centurião, que estima profundamente o seu criado. Preocupa-se tanto por ele, que é capaz de humilhar-se ante Jesus e pedir-lhe: «Senhor, o meu criado está de cama, lá em casa, paralisado e sofrendo demais» (Mt 8,6). Esta solicitação pelos outros, especialmente por um criado, obtém de Jesus uma rápida resposta: Ele respondeu: «Vou curá-lo». (Mt 8,7). E tudo desemboca numa série de atos de fé e de confiança. O centurião não se considera digno e, ao lado deste sentimento, manifesta sua fé diante de Jesus e de todos os que estavam ali presentes, de tal maneira que Jesus diz: Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o estavam seguindo: «Em verdade, vos digo: em ninguém em Israel encontrei tanta fé» (Mt 8,10).
 
Podemos nos perguntar o que é que move a Jesus para realizar o milagre? Quantas vezes pedimos e parece que Deus não nos atende! E isso que sabemos que Deus sempre nos escuta. O que será que sucede, então? Achamos que pedimos bem, mas, será que o fazemos como o centurião? Sua oração não é egoísta, está cheia de amor, humildade e confiança. Diz São Pedro Crisólogo: «A força do amor não mede as possibilidades (...). O amor não discerne, não reflete, não conhece razões. O amor não é resignação ante a impossibilidade, não se intimida ante nenhuma dificuldade». É assim minha oração?
 
O centurião disse: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado...» (Mt 8,8). É a resposta do centurião. São assim teus sentimentos? É assim tua fé? «Só a fé pode captar este mistério, esta fé que é o fundamento e a base de quanto ultrapassa à experiência e ao conhecimento natural» (São Máximo). Se é assim, também escutarás: «‘Vai! Conforme acreditaste te seja feito’. E naquela mesma hora, o criado ficou curado» (Mt 8,13).
 
Santa Maria, Virgem e Mãe! Mestra de fé, de esperança e de amor solícito, ensina-nos a orar como convém para conseguir do Senhor tudo aquilo que necessitamos.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«A fé deste centurião anuncia a fé dos gentios; foi como o grão de mostarda, pequeno mas ardoroso» (Santo Agostinho)
 
«Jesus se maravilhou da fé que tinha esse centurião. Tinha empreendido um caminho para encontrar ao Senhor, mas o tinha feito com fé, por isso não somente ele encontrou ao Senhor, se não que sentiu a alegria de ser encontrado pelo Senhor» (Francisco)
 
«Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico é destinado a acolher os homens de todas as nações (cf. Mt 8,11). Para ter acesso a ele, é preciso acolher a Palavra de Jesus » (Catecismo da Igreja Católica, n° 543)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
*
O evangelho de hoje dá sequência à descrição das atividades de Jesus para mostrar como ele praticava a Lei de Deus, proclamada no Monte das Bem-aventuranças. Após a cura do leproso do evangelho de ontem (Mt 8,1-4), segue agora a descrição de várias outras curas:
 
* Mateus 8,5-7: O pedido do centurião e a resposta de Jesus. Ao analisar os textos do evangelho, sempre é bom prestar atenção nos pequenos detalhes. O centurião é um pagão, um estrangeiro. Ele não pede nada, mas apenas informa a Jesus que seu empregado está doente e que sofre horrivelmente. Atrás desta atitude do povo frente à Jesus está a convicção de que não era necessário pedir as coisas a Jesus. Bastava comunicar-lhe o problema. Ele, Jesus, faria o resto. Atitude de ilimitada confiança! De fato, a reação de Jesus é imediata: “Vou com você para curar o seu empregado!”.
 
* Mateus 8,8: A reação do centurião. O centurião não esperava um gesto tão imediata e tão generoso. Não esperava que Jesus fosse até à casa dele. E a partir dá sua experiência como capitão tira um exemplo para expressar a fé e a confiança que tinha em Jesus. Ele disse: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e meu empregado ficará curado. Pois eu também obedeço a ordens e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: vá, e ele vai; e a outro: venha, e ele vem; e digo ao meu empregado: faça isso, e ele faz”. Esta reação de um estrangeiro diante de Jesus revela como era a opinião do povo a respeito de Jesus. Jesus era alguém no qual eles podiam confiar e que não rejeitaria quem a ele recorresse ou quem a ele revelasse seus problemas. Esta é a imagem de Jesus que o evangelho de Mateus até hoje comunica a nós, seus leitores e leitoras do século XXI.
 
* Mateus 8,10-13: O comentário de Jesus. O oficial ficou admirado com a reação de Jesus. Jesus ficou admirado com a reação do oficial: "Eu garanto a vocês: nunca encontrei uma fé igual a essa em ninguém de Israel!”  E Jesus previu o que já estava acontecendo na época em que Mateus escrevia o seu evangelho: “Eu digo a vocês: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino do Céu junto com Abraão, Isaac e Jacó. Enquanto os herdeiros do Reino serão jogados nas trevas exteriores onde haverá choro e ranger de dentes."  A mensagem de Jesus, a nova Lei de Deus proclamada no alto da Montanha das Bem-aventuranças, é uma resposta aos desejos mais profundos do coração humano. Os pagãos sinceros e honestos como o centurião e tantos outros que virão do Oriente ou do Ocidente, percebem em Jesus a resposta aos seus anseios e a acolhem. A mensagem de Jesus não é, em primeiro lugar, uma doutrina ou uma moral, nem um rito ou um conjunto de normas, mas uma experiência profunda de Deus que responde ao que o coração humano deseja. Se hoje muitos se afastam da igreja ou procuram outras religiões, a culpa nem sempre é deles, mas pode ser de nós que não sabemos viver nem irradiar a mensagem de Jesus.
 
* Mateus 8,14-15: A cura da sogra de Pedro. Jesus entrou na casa de Pedro e curou a sogra dele. Ela estava doente. Na segunda metade do primeiro século, quando Mateus escreve, a expressão “Casa de Pedro” evocava a Igreja, construída sobre a rocha que era Pedro. Jesus entra nesta casa e cura a sogra de Pedro: “Jesus tocou a mão dela, e a febre a deixou. Ela se levantou, e começou a servi-los”. O verbo usado em grego é diakonew, servir. Uma mulher se torna diaconisa na Casa de Pedro. Era o que estava acontecendo nas comunidades daquele tempo. Na carta aos Romanos, Paulo menciona a diaconisa Febe da comunidade de Cencréia (Rm 16,1). Temos muito a aprender dos primeiros cristãos
 
* Mateus 8,16-17: A realização da profecia de Isaías. Mateus diz que “chegando a noite”, levaram a Jesus muitas pessoas que estavam possuídas pelo demônio. Por que só à noite? É que no evangelho de Marcos, de onde Mateus tirou sua informação, tratava-se de um dia de sábado (Mc 1,21), e o sábado terminava no momento em que aparecia a primeira estrela no céu. Aí, o povo podia sair de casa, carregar peso e levar os doentes até Jesus. E “Jesus, com a sua palavra, expulsou os espíritos e curou todos os doentes!  Usando um texto de Isaías, Mateus ilumina o significado deste gesto de Jesus: “Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías: "Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças." Deste modo, Mateus ensina que Jesus era o Messias-Servo, anunciado por Isaías (Is 53,4; cf. Is 42,1-9; 49,1-6; 50,4-9; 52,13-53,12). Mateus fazia o que fazem hoje as nossas comunidades: usa a Bíblia para iluminar e interpretar os acontecimentos e descobrir neles a presença da palavra criadora de Deus.
 
Para um confronto pessoal
1) Compara a imagem que você tem de Jesus com a do centurião e do povo que andava atrás de Jesus.
2) A Boa Nova de Jesus não é, em primeiro lugar, uma doutrina ou uma moral, nem um rito ou um conjunto de normas, mas uma experiência profunda de Deus que responde ao que o coração humano deseja. Como a Boa Nova de Jesus repercute em você, na sua vida e no seu coração?
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO

 
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Sexta-feira da 12ª semana do Tempo Comum

São Josemaria, presbítero
Bta Mª Josefina de Jesus Crucificado, virgem de nossa Ordem.
 
ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (2Re 25,1-12): No nono ano do reinado de Sedecias, no dia dez do décimo mês, Nabucodonosor, rei de Babilónia veio atacar Jerusalém com todo o seu exército. Acampou diante da cidade e levantou trincheiras ao seu redor. Jerusalém ficou sitiada até ao undécimo ano do reinado de Sedecias. No dia nove do quarto mês, enquanto a fome se agravava na cidade e o povo já não tinha alimento, abriram uma brecha nas muralhas da cidade. Então o rei fugiu de noite, com todos os guerreiros, pela porta entre os dois muros, que ficava junto do jardim real, – enquanto os caldeus cercavam a cidade – e seguiu pelo caminho de Arabá. O exército caldeu perseguiu o rei e alcançou-o na planície de Jericó, onde os seus soldados o abandonaram e se dispersaram. Os caldeus prenderam o rei e levaram-no a Ribla, à presença do rei de Babilónia, que pronunciou a sentença contra ele. Nabucodosor mandou degolar os filhos de Sedecias à vista do pai; depois vazou-lhe os olhos, algemou-o com duas cadeias de bronze e levou-o para Babilónia. No dia sete do quinto mês, no décimo nono ano de Nabucodosor, rei de Babilónia, Nabuzardã, comandante da guarda e oficial do rei de Babilónia, entrou em Jerusalém. Incendiou o templo do Senhor, o palácio real e todas as casas nobres de Jerusalém. O exército caldeu, às ordens do comandante da guarda, arrasou as muralhas que rodeavam Jerusalém. Nabuzardã, comandante da guarda, deportou o resto do povo que ficara na cidade e os desertores que se tinham passado para o rei de Babilónia, enfim, toda a população. Deixou apenas alguma gente humilde da terra, para cultivar as vinhas e os campos.
 
Salmo Responsorial: 136
R. Se eu me não lembrar de ti, Jerusalém, fique presa a minha língua.
 
Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar, com saudades de Sião. Nos salgueiros das suas margens, dependurámos as nossas harpas.
 
Aqueles que nos levaram cativos queriam ouvir os nossos cânticos e os nossos opressores uma canção de alegria: «Cantai-nos um cântico de Sião».
 
Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor em terra estrangeira? Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, esquecida fique a minha mão direita.
 
Apegue-se-me a língua ao paladar, se não me lembrar de ti, se não fizer de Jerusalém a maior das minhas alegrias.
 
Aleluia. Cristo suportou as nossas enfermidades e tomou sobre Si as nossas dores. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 8,1-4): Quando Jesus desceu da montanha, grandes multidões o seguiram. Nisso, um leproso se aproximou e caiu de joelhos diante dele, dizendo: «Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me». Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: «Eu quero, fica purificado». No mesmo instante, o homem ficou purificado da lepra. Então Jesus lhe disse: «Olha, não contes nada a ninguém! Mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferenda prescrita por Moisés; isso lhes servirá de testemunho».
 
«Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me»
 
Rev. D. Xavier ROMERO i Galdeano (Cervera, Lleida, Espanha)
 
Hoje, o Evangelho nos mostra um leproso, cheio de dor e consciente de sua enfermidade, que chega a Jesus pedindo-lhe: « Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me» (Mt 8,2). Também nos, ao ver tão próximo o Senhor e tão longe de nossa cabeça, nosso coração e nossas mãos de seu projeto de salvação, teríamos que sentir-nos ávidos e capazes de formular a mesma expressão do leproso: «Senhor, se queres podes limpar-me».
 
Pois bem, se impõe uma pergunta: Uma sociedade que não tem consciência do pecado pode pedir perdão ao Senhor? Pode pedir alguma purificação? Todos conhecem muita gente que sofre e cujo coração está ferido, mas seu drama é que não sempre é consciente de sua situação pessoal. Apesar de tudo, Jesus continua passando para o nosso lado, a cada dia (cf. Mt 28,20), e espera a mesma petição: «Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos». No entanto, nos também devemos colaborar. Santo Agostinho nos lembra em sua clássica sentença: «Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti». É necessário, pois, que sejamos capazes de pedir ao Senhor que nos ajude, que queremos mudar com sua ajuda.
 
Alguém se perguntará: por que é tão importante notar, converter-se e desejar mudar? Simplesmente porque, do contrário, continuaríamos sem poder dar uma resposta afirmativa à pergunta anterior, na que dizíamos que una sociedade sem consciência do pecado dificilmente sentirá desejos ou necessidade de procurar o Senhor para formular sua petição de ajuda.
 
Por isso, quando chega o momento do arrependimento, o momento da confissão sacramental, é preciso desfazer-se do passado, das manchas que infectam nosso corpo e nossa alma. Não duvidemos: pedir perdão é um grande momento de iniciação cristã, porque é o momento em que nos cai a venda dos olhos. E se alguém nota a sua situação e não quer converter-se? Diz um ditado popular: «Não há pior cego do que aquele que não quer ver».
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Na pessoa deste leproso o Senhor quer exortar-nos a sermos humildes e a fugir da vanglória; exorta-nos a sermos gratos» (S João Crisóstomo)
 
«Jesus recebe a nossa humanidade enferma, e nós d´Ele a Sua humanidade sã e que cura. Isto acontece sempre que recebemos um sacramento com fé, especialmente o sacramento da Reconciliação, que nos cura da lepra e do pecado» (Francisco)
 
«O nome de “Senhor” significa a soberania divina. Confessar ou invocar Jesus como Senhor é crer na sua divindade. Ninguém pode dizer Jesus é Senhor´, a não ser pela ação do Espírito Santo´» (1 Co 12, 3)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 455)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* Nos capítulos 5 a 7 ouvimos as palavras da nova Lei proclamada por Jesus no alto da Montanha.
Agora, nos capítulos 8 e 9, Mateus mostra como Jesus praticava aquilo que acabava de ensinar. Nos evangelhos de hoje (Mt 8,1-4) e de amanhã (Mt 8,5-17), vamos ver de perto os seguintes episódios que revelam como Jesus praticava a lei: a cura de um leproso (Mt 8,1-4), a cura do servo do centurião romano (Mt 8,5-13), a cura da sogra de Pedro (Mt 8,14-15) e a cura de inúmeros doentes (Mt 8,14-17).
 
* Mateus 8,1-2: O leproso pede: “Senhor, basta querer para eu ser curado!” Um leproso chega perto de Jesus. Era um excluído. Quem tocasse nele também ficava impuro! Por isso, os leprosos deviam viver afastados (Lv 13,45-46). Mas aquele leproso teve muita coragem. Ele transgrediu as normas da religião para poder entrar em contato com Jesus. Chegando perto, ele diz: Se queres, podes curar-me! Ou seja: “Não precisa tocar-me! Basta o senhor querer para eu ficar curado!” Esta frase revela duas doenças: 1) a doença da lepra que o tornava impuro; 2) a doença da solidão a que era condenado pela sociedade e pela religião. Revela também a grande fé do homem no poder de Jesus.
 
* Mateus 8,3: Jesus tocou nele e disse: Quero! Seja purificado. Profundamente compadecido, Jesus cura as duas doenças. Primeiro, para curar a solidão, antes de dizer qualquer palavra, ele toca no leproso. É como se dissesse: “Para mim, você não é um excluído. Não tenho medo de ficar impuro tocando em você. Eu te acolho como irmão!” Em seguida, cura a lepra dizendo: Quero! Seja curado!  O leproso, para poder entrar em contato com Jesus, tinha transgredido as normas da lei. Da mesma forma, Jesus, para poder ajudar aquele excluído e, assim, revelar um novo rosto de Deus, transgrede as normas da sua religião e toca no leproso.
 
* Mateus 8,4: Jesus manda o homem conversar com os sacerdotes. Naquele tempo, para um leproso poder ser readmitido na comunidade, ele precisava ter um atestado de cura confirmado por um sacerdote. É como hoje. O doente só sai do hospital com o documento assinado pelo médico de plantão. Jesus obrigou o fulano a buscar o documento, para que ele pudesse conviver normalmente. Obrigou as autoridades a reconhecer que o homem tinha sido curado. Jesus não só cura, mas também quer que a pessoa curada possa conviver. Reintegra a pessoa na convivência fraterna. O evangelho de Marcos acrescenta que o homem não se apresentou aos sacerdotes. Pelo contrário, “assim que partiu, (o leproso) começou a divulgar a notícia, de modo que Jesus já não podia entrar publicamente numa cidade. Permanecia fora, em lugares desertos (Mc 1,45). Por que Jesus já não podia entrar publicamente numa cidade? É que ele tinha tocado no leproso e tornou-se impuro perante as autoridades religiosas e perante a lei da época. Por isso, agora, o próprio Jesus era um impuro e devia viver afastado de todos. Já não podia entrar nas cidades. Mas Marcos mostra que o povo pouco se importava com estas normas oficiais, pois de toda a parte vinham a Jesus! Subversão total! O recado que Marcos nos dá é este: para levar a Boa Nova de Deus ao povo, não se deve ter medo de transgredir normas religiosas que são contrárias ao projeto de Deus e que impedem a fraternidade e a vivência do amor. Mesmo que isto traga dificuldades para a gente, como trouxe para Jesus.
 
* Em Jesus, tudo é revelação daquilo que o anima por dentro! Ele não só anuncia a Boa Nova do Reino. Ele mesmo é uma amostra, um testemunho vivo do Reino, uma revelação de Deus. Nele aparece aquilo que acontece quando um ser humano deixa Deus reinar, tomar conta de sua vida.
 
Para um confronto pessoal
1) Em nome da Lei de Deus, os leprosos eram excluídos e não podiam conviver. Na nossa igreja existem costumes e normas não escritas que, até hoje, marginalizam pessoas e as excluem da convivência e da comunhão. Você conhece pessoas assim? Qual a sua opinião a respeito disso?
2) Jesus teve coragem de tocar no leproso. Você teria essa coragem?
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.

26 de junho

 
Maria Josefina de Jesus Crucificado
Virgem de nossa Ordem.

 
Josefina Caetana nasceu em Nápoles em 18 de fevereiro de 1894. Entrou na Comunidade Carmelita de Santa Maria de Ponti Rossi, da qual foi eleita priora, cargo mantido até a morte. Suportou as provações da doença e perseguição abandonando-se à vontade de Deus. Contagiava todos aqueles que se aproximavam dela por sua profunda espiritualidade, humildade e simplicidade, incutindo esperança e confiança em Deus e na Virgem Maria. Morreu em Nápoles no dia 14 de março de 1948.
 
Salmodia, leitura, responsório breve e preces do dia corrente.

Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que quisestes conformar a Cristo crucificado a Beata Maria Josefina, virgem, como vítima pelos pecadores, concedei-nos, por sua intercessão e exemplo, abraçar sempre a nossa cruz e cumprir humildemente vossa vontade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
 
No mesmo dia 26.
São Josemaría Escrivá de Balaguer
Presbítero e Terceiro Carmelita

 
O Fundador do Opus Dei, S. Josemaria Escrivá, era terceiro carmelita desde 2 de outubro de 1932, no Sodalício da OTCD de Madri. «Duas coisas (além do Amor) me movem a fazer-me terciário carmelita: ‘obrigar’ mais a minha Mãe Imaculada, agora que me vejo mais fraco que nunca; e proporcionar sufrágios às ‘minhas boas amigas, as Almas benditas do Purgatório’». Em fevereiro de 1933, escreveu aos membros do Opus Dei: «Quero que todos – eles e elas – levem o Santo Escapulário do Carmo. Pedi escapulários da Ssma. Virgem do Carmo: nós os enviaremos pelo correio. Não deixeis de levar sobre vosso peito esse sinal de filhos prediletos de Santa Maria».
 
Salmodia, leitura, responsório breve e preces do dia corrente.

Oração
Senhor, nosso Deus, que, na Igreja, escolhestes São Josemaría, sacerdote, para anunciar a vocação universal à santidade e ao apostolado, concedei-nos, por sua intercessão e exemplo, que, através do trabalho quotidiano, nos identifiquemos com Cristo, vosso Filho, e sirvamos com amor ardente a obra da Redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
 

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – Quinta-feira da 12ª semana do Tempo Comum

ORAÇÃO PREPARATÓRIA
Senhor Jesus Cristo, unindo-me à divina intenção com que na terra pelo vosso Coração Sacratíssimo rendestes louvores a Deus e ainda agora os rendeis de contínuo e em todo o mundo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia até a consumação dos séculos, eu vos ofereço por este dia inteiro, sem exceção de um instante, à imitação do Sagrado Coração da Bem-aventurada Maria sempre Virgem Imaculada, todas as minhas intenções e pensamentos, todos os meus afetos e desejos, todas as minhas obras e palavras. Amém.
 
LECTIO DIVINA
 
1ª Leitura (2Re 24,8-17): Jeconias tinha dezoito anos quando subiu ao trono e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe, chamada Neústa, era filha de Elnatã e natural de Jerusalém. Ele praticou o que desagradava ao Senhor, como tinha feito seu pai. Nesse tempo, os homens de Nabucodonosor, rei de Babilónia, marcharam contra Jerusalém e cercaram a cidade. Nabucodonosor, rei de Babilónia, veio em pessoa atacar a cidade, que os seus homens tinham cercado. Então, Jeconias, rei de Judá, com sua mãe, seus oficiais, seus chefes e funcionários, rendeu-se ao rei de Babilónia, que os fez prisioneiros. Era o oitavo ano do seu reinado. Nabucodonosor levou consigo todos os tesouros do templo do Senhor, bem como os tesouros do palácio real, e despedaçou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha feito para o templo, como o Senhor tinha anunciado. Levou para o exílio toda a gente de Jerusalém, todos os dignitários e oficiais do exército – cerca de dez mil exilados – bem como todos os ferreiros e serralheiros. Só ficou a gente humilde do povo. Nabucodonosor deportou Jeconias para Babilónia; deportou também de Jerusalém para Babilónia a rainha mãe e as esposas reais, os funcionários e os nobres do país. Todos os homens de valor, em número de sete mil, os ferreiros e serralheiros, em número de mil, e todos os homens de armas foram deportados para Babilónia. E o rei de Babilónia, em lugar de Jeconias, nomeou rei seu tio Matanias, mudando-lhe o nome para Sedecias.
 
Salmo Responsorial: 78
R. Salvai-nos, Senhor, para glória do vosso nome.
 
Senhor, as nações invadiram a vossa herança, profanaram o vosso santo templo, fizeram de Jerusalém um montão de ruínas. Deram o corpo dos vossos servos em alimento às aves do céu, as carnes de vossos fiéis aos animais da selva.
 
Derramaram seu sangue em torno de Jerusalém e não houve quem lhes desse sepultura. Tornámo-nos o opróbrio dos nossos vizinhos, a irrisão e o escárnio dos que nos rodeiam. Até quando, Senhor, Vos mostrareis sempre irritado e se reavivará, como fogo, a vossa indignação?
 
Não recordeis, Senhor, contra nós as culpas dos nossos pais. Corra ao nosso encontro a vossa misericórdia, porque somos tão miseráveis. Ajudai-nos, ó Deus, nosso salvador, para glória do vosso nome. Salvai-nos e perdoai os nossos pecados, para glória do vosso nome.
 
Aleluia. Se alguém Me ama, guardará as minhas palavras, diz o Senhor; meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.
 
Evangelho (Mt 7,21-29): «Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?’ Então, eu lhes declararei: ‘Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade’. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem sensato, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não desabou, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e ela desabou, e grande foi a sua ruína!». Quando ele terminou estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas.
 
«Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor! ’, entrará no Reino dos Céus»
 
Rev. D. Joan Pere PULIDO i Gutiérrez (Sant Feliu de Llobregat, Espanha)
 
Hoje ficamos impressionados com a rotunda afirmação de Jesus: «Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus» (Mt 7,21). Pelo menos esta afirmação pede-nos responsabilidade perante a nossa condição de cristãos, ao mesmo tempo que sentimos a urgência de dar bom testemunho da fé.
 
Edificar a casa sobre rocha é uma imagem clara, que nos convida a valorizar o nosso compromisso de fé, que não se pode limitar apenas a belas palavras, mas que se deve fundamentar na autoridade das obras, impregnadas pela caridade. Um destes dias de Junho, a Igreja recorda a vida de S. Pelágio, mártir da castidade, no umbral da sua juventude. S. Bernardo ao recordar a vida de Pelágio, diz-nos no seu tratado sobre os costumes e mistérios dos bispos: «A castidade, por muito bela que seja, não tem valor nem mérito sem a caridade. Pureza sem amor é como lâmpada sem azeite; mas diz a sabedoria: Que formosa é a sabedoria com amor! Com aquele amor de que nos fala o Apostolo: o que procede de um coração limpo, de uma consciência reta e de uma fé sincera».
 
A palavra clara, com a firmeza da caridade, manifesta a autoridade de Jesus que desperta o assombro dos seus concidadãos: «As multidões ficaram admiradas com o seu ensinamento. De fato, ele ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas» (Mt 7,28-29). A nossa prece e contemplação de hoje, deve ir acompanhada por uma séria reflexão: como falo e atuo na minha vida de cristão? Como concretizo o meu testemunho? Como concretizo o mandamento do amor na minha vida pessoal, familiar, laboral, etc.? Não são as palavras nem as orações sem compromisso que contam, mas, o trabalho por viver segundo o Projeto de Deus. A nossa oração deveria expressar sempre o nosso desejo de obrar o bem e o nosso pedido de ajuda, uma vez que reconhecemos a nossa debilidade.
 
— Senhor, que a nossa oração esteja sempre acompanhada pela força da caridade.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Não construamos torres sem alicerces, pois o Senhor não olha tanto para a grandeza das obras mas sim para o amor com que se fazem» (Santa Teresa de Jesus)
 
«Na história sagrada temos numerosos exemplos de santos que construíram as suas vidas sobre a Palavra de Deus. Estar enraizado em Cristo significa responder concretamente à chamada de Deus, confiando n'Ele e pondo em prática a Sua Palavra» (Bento XVI)
 
«Além dos seus preceitos, a nova Lei comporta os conselhos evangélicos. «A santidade da Igreja é especialmente favorecida pelos vários conselhos que o Senhor propõe no Evangelho aos seus discípulos (Concílio Vaticano II)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.986)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* O Evangelho de hoje traz a parte final do Sermão da Montanha: (1)
não basta falar e cantar, é preciso viver e praticar (Mt 7,21-23). (2) A comunidade construída em cima do fundamento da nova Lei do Sermão da Montanha ficará em pé na hora da tempestade (Mt 7,24-27). (3) O resultado das palavras de Jesus nas pessoas é uma consciência mais crítica com relação aos líderes religiosos, os escribas (Mt 7,28-29).
 
* Este final do Sermão da Montanha desenvolve algumas oposições ou contradições que continuam atuais até nos dias de hoje: (1) Há pessoas que falam continuamente de Deus, mas se esquecem de fazer a vontade de Deus; usam o nome de Jesus, mas não traduzem em vida sua relação com o Senhor (Mt 7,21). (2) Há pessoas que vivem na ilusão de estarem trabalhando para o Senhor, mas no dia do encontro definitivo com Ele, descobrem, tragicamente, que nunca o conheceram (Mt 7,22-23). As duas parábolas finais do Sermão da Montanha, da casa construída sobre a rocha (Mt 7,24-25) e da casa construída sobre a areia (Mt 7,26-27), ilustram estas contradições. Por meio delas Mateus denuncia e, ao mesmo tempo, tenta corrigir a separação entre fé e vida, entre falar e fazer, entre ensinar e praticar.
 
* Mateus 7,21: Não basta falar, é preciso praticar. O importante não é falar bonito sobre Deus ou saber explicar bem a Bíblia para os outros, mas é fazer a vontade do Pai e, assim, ser uma revelação do seu rosto e da sua presença no mundo. A mesma recomendação foi dada por Jesus àquela mulher que elogiou Maria, sua mãe. Jesus respondeu: “Felizes os que ouvem a Palavra e a põem em prática” (Lc 11,28).
* Mateus 7,22-23: Os dons devem estar a serviço do Reino, da comunidade. Havia pessoas com dons extraordinários como, por exemplo, o dom da profecia, do exorcismo, das curas, mas elas usavam os dons para si mesmas, fora do contexto da comunidade. No julgamento, elas ouvirão uma sentença dura de Jesus: "Afastem-se de mim vocês que praticam a iniquidade!". Iniquidade é o oposto de justiça. É fazer com Jesus o que alguns doutores faziam com a lei: ensinavam mas não praticavam (Mt 23,3). Paulo dirá a mesma coisa com outras palavras e argumentos: “Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria”. (1Cor 13,2-3).
 
* Mateus 7,24-27: A parábola da casa na rocha. Ouvir e praticar, esta é a conclusão final do Sermão da Montanha. Muita gente procurava sua segurança nos dons extraordinários ou nas observâncias. Mas a segurança verdadeira não vem do prestígio nem das observâncias, não vem de nada disso. Ela vem de Deus! Vem do amor de Deus que nos amou primeiro (1Jo 4,19). Seu amor por nós, manifestado em Jesus ultrapassa tudo (Rom 8,38-39). Deus se torna fonte de segurança, quando procuramos praticar a sua vontade. Aí, Ele será a rocha que nos sustenta na hora das dificuldades e das tempestades.
 
* Mateus 7,28-29: Ensinar com autoridade. O evangelista encerra o Sermão da Montanha dizendo que a multidão ficou admirada com o ensinamento de Jesus, porque "ele ensinava com autoridade, e não como os escribas". O resultado do ensino de Jesus é a consciência mais crítica do povo com relação às autoridades religiosas da época. Suas palavras simples e claras brotavam da sua experiência de Deus, da sua vida entregue ao Projeto do Pai. O povo estava admirado e aprovava os ensinamentos de Jesus.
 
* Comunidade: casa na rocha. No livro dos Salmos, frequentemente encontramos a expressão: “Deus é a minha rocha e a minha fortaleza... Meus Deus, rocha minha, meu refúgio, meu escudo, força que me salva...”(Sl 18,3). Ele é a defesa e a força de quem nele acredita e busca a justiça (Sl 18,21.24). As pessoas que confiam neste Deus, tornam-se, por sua vez, uma rocha para os outros. Assim, o profeta Isaías faz um convite ao povo que estava no cativeiro: "Vocês que estão à procura da justiça e que buscam a Deus! Olhem para a rocha da qual foram talhados, para a pedreira da qual foram extraídos. Olhem para Abraão, seu pai, e para Sara, sua mãe” (Is 51,1-2). O profeta pede para o povo não esquecer o passado. O povo deve lembrar como Abraão e Sara pela fé em Deus se tornaram rocha, começo do povo de Deus. Olhando para esta rocha, o povo devia criar coragem para lutar e sair do cativeiro. Do mesmo modo, Mateus exorta as comunidades para que tenham como alicerce a mesma rocha (Mt 7,24-25) e possam, dessa maneira, elas mesmas ser rocha para fortalecer os seus irmãos e irmãs na fé. Este é o sentido do nome que Jesus deu a Pedro: “Você é Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 16,18). Esta é a vocação das primeiras comunidades, chamadas a unir-se a Jesus, a pedra viva, para tornarem-se, também elas, pedras vivas pela escuta e pela prática da Palavra (Pd 2,4-10; 2,5; Ef 2,19-22).
 
Para um confronto pessoal
1) Como a nossa comunidade equilibra oração e ação, louvor e prática, falar e fazer, ensinar e praticar? O que deve melhorar na nossa comunidade, para que ela seja rocha, casa segura e acolhedora para todos?
2) Qual a rocha que sustenta a nossa Comunidade? Qual o ponto em que Jesus mais insiste?
 
LADAINHA DO SAGRADO CORAÇÃO
 

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
 
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, ...
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, ...
Coração de Jesus, de majestade infinita, ...
Coração de Jesus, templo santo de Deus, ...
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,...
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, ...
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, ...
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, ...
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, ...
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, ...
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, ...
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, ...
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ...
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, ...
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, ...
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,...
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, ...
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam,...
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, ...
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, ...
Coração de Jesus, saturado de opróbios, ...
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,...
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, ...
Coração de Jesus, atravessado pela lança,...
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,...
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, ...
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, ...
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, ...
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, ...
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, ...
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos,...
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
 
ORAÇÃO
Onipotente e eterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
 
CONSAGRAÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS (composta por Sta. Margarida Maria)
Eu...(Nome), dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e dores, não querendo servir-me de parte alguma de meu ser, senão para o honrar, amar e glorificar É esta a minha vontade irrevogável - pertencer-lhe e fazer tudo por seu amor, renunciando completamente ao que não for do seu agrado.
Eu vos tomo, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todos os meus defeitos e asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó Coração de bondade, minha justificação para com Deus, vosso Pai, e afastai de mim os castigos de sua cólera. Ó Coração de amor, ponho em vós toda a minha confiança, pois tudo receio de minha fraqueza e malícia, mas tudo espero da vossa bondade. Destruí em mim tudo o que vos possa desagradar ou resistir. Que o vosso puro amor se grave tão profundamente no meu coração, que eu não possa jamais me esquecer nem me separar de Vós.
Suplico-vos, também, por vossa suma bondade, que o meu nome seja escrito em vós, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e minha glória em viver e morrer convosco, na qualidade de vossa (o) escrava (o). Assim seja.