quarta-feira, 15 de julho de 2026

Sexta-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Sta. Teresa de S. Agostinho e 15 Companheiras, virgens e mártires de nossa Ordem
Btos. Inácio de Azevedo, presbítero, e 39 companheiros, Mártires do Brasil.
 
1ª Leitura (Is 38,1-6.21-22.7-8):
Naqueles dias, Ezequias, rei de Judá, contraiu doença mortal. O profeta Isaías, filho de Amós, foi visitá-lo e disse-lhe: «Assim fala o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque vais morrer e não viverás». Ezequias voltou o rosto para a parede e orou ao Senhor, dizendo: «Lembrai-Vos, Senhor, como tenho procedido fielmente e de coração sincero na vossa presença, como tenho feito sempre o que agrada aos vossos olhos». Depois, Ezequias rompeu num grande choro. Então a palavra do Senhor foi dirigida a Isaías, com esta mensagem: «Vai dizer a Ezequias: Assim fala o Senhor, Deus de teu pai David: Escutei a tua prece e vi as tuas lágrimas. Vou acrescentar à tua vida mais quinze anos e hei de livrar-te das mãos do rei da Assíria, a ti e a esta cidade, que Eu protegerei». Disse então Isaías: «Trazei um bolo de figos, aplicai-o sobre a chaga e o rei ficará curado». Ezequias perguntou: «Que sinal terei de que volto a subir ao templo do Senhor?». Isaías respondeu-lhe: «O sinal da parte do Senhor de que cumprirá a sua palavra é este: Vou fazer que a sombra do relógio de sol de Acaz volte para trás dez graus, que nele tinha avançado». E o sol desandou dez graus que avançara no quadrante.
 
Salmo Responsorial: Is 38
R. Senhor, livrastes da morte a minha vida.
 
Eu disse: «Em meio da vida vou descer às portas da morte, privado do resto dos meus anos. Não verei mais o Senhor na terra dos vivos, não verei mais ninguém entre os habitantes do mundo».
 
Para longe de mim foi arrancada a minha morada, como tenda de pastores. Como tecelão eu tecia a minha vida, mas cortaram-me a trama.
 
Por Vós, Senhor, viverá o meu espírito e o meu sofrimento se converterá em paz. Preservastes a minha alma da corrupção da morte, perdoastes todos os meus pecados.
 
Aleluia. As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor; Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Aleluia.
 
Evangelho (Mt 12,1-8): Naquele tempo, num dia de sábado, Jesus passou pelas plantações de trigo. Seus discípulos estavam com fome e começaram a arrancar espigas para comer. Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: «Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer em dia de sábado!». Jesus respondeu: «Nunca lestes o que fez Davi, quando ele teve fome e seus companheiros também? Ele entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda, que nem a ele, nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado e não são culpados? Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o templo. Se tivésseis chegado a compreender o que significa, ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios’, não condenaríeis inocentes. De fato, o Filho do Homem é Senhor do sábado».
 
«Misericórdia eu quero, não sacrifícios»
 
Rev. D. Josep RIBOT i Margarit (Tarragona, Espanha)
 
Hoje, o Senhor se aproxima do campo cultivado da sua vida, para recolher frutos de sua santidade. Encontrará caridade, amor a Deus e aos demais? Jesus, que corrige a casuística meticulosa dos rabinos que tornava insuportável a lei do descanso sabático, por acaso terá que lhe lembrar que a ele só interessa o seu coração, a sua capacidade de amar?
 
«Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer em dia de sábado!» (Mt 12,2). Disseram-Lhe isto convencido, isso é o que é incrível. Como proibir alguém de fazer o bem sempre? Alguma coisa deve-lhe lembrar que nada o desculpa de não ajudar aos demais. A caridade verdadeira respeita as exigências da justiça, evitando a arbitrariedade ou o capricho, mas impede o rigorismo, que mata o espírito da lei de Deus, que é um convite contínuo a amar, a dar-se aos demais.
 
«Misericórdia eu quero, não sacrifícios» (Mt 12,7). Repete-o muitas vezes, para gravá-lo em teu coração: Deus, rico em misericórdia, nos quer misericordiosos. «Que próximo Deus está de quem confessa sua misericórdia! Sim, Deus não anda longe dos contritos de coração» (Santo Agostinho). E quão longe estamos de Deus quando permitimos que o nosso coração se endureça como uma pedra!
 
Jesus Cristo acusou os fariseus de condenar os inocentes. Grave acusação. E você? Você se interessa de verdade pelas coisas dos demais? Os julga com carinho, com simpatia, como quem julga a um amigo ou a um irmão? Procure não perder o norte da sua vida.
 
Peça à Virgem que o faça misericordioso, que saiba perdoar. Seja benévolo. E se descobre na sua vida algum detalhe que destoe dessa disposição de fundo, agora é um bom momento para retificar, formulando algum propósito eficaz.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Doce é o nome da misericórdia; e se o nome é assim tão doce, quanto mais doce o será ela própria? Aquele que desejar alcançar misericórdia no céu deve praticá-la neste mundo» (São Cesáreo de Arles)
 
«Esta palavra de Deus [Jesus] chegou-nos através dos Evangelhos, como uma das sínteses de toda a mensagem cristã: a verdadeira religião consiste no amor a Deus e ao próximo» (Bento XVI)
 
«Proporcionando, com autoridade divina, a interpretação definitiva da Lei, Jesus colocou-Se numa situação de confronto com certos doutores da Lei (...), Isto vale sobretudo para a questão do sábado: Jesus lembra, e muitas vezes com argumentos rabínicos, que o repouso sabático não é violado pelo serviço de Deus ou do próximo (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 582)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* No evangelho de hoje veremos de perto um dos muitos conflitos entre Jesus e as autoridades religiosas da época.
São conflitos em torno das práticas religiosas daquele tempo: jejum, pureza, observância do sábado, etc. Colocados em termos de hoje seriam conflitos como, por exemplo, casamento de pessoas divorciadas, amizade com prostitutas, acolher os homossexuais, comungar sem estar casado na igreja, faltar à missa no domingo, não fazer jejum na Sexta-feira Santa. São muitos os conflitos: em casa, na escola, no trabalho, na comunidade, na igreja, na vida pessoal, na sociedade. Conflitos de crescimento, de relacionamento, de idade, de mentalidade. Tantos! Viver a vida sem conflito é impossível. O conflito faz parte da vida e já aparece no nosso próprio nascimento. Nascemos com dor de parto. Os conflitos não são acidentes na estrada, mas são parte integrante do caminho, do processo de conversão. O que chama atenção é a maneira como Jesus enfrenta os conflitos. Na discussão com os adversários, não se tratava de ele obter razão contra eles, mas sim de fazer prevalecer a experiência que ele, Jesus, tinha de Deus como Pai e Mãe. A imagem de Deus dos outros era a de um juiz severo que só ameaçava e condenava. Jesus procurava fazer prevalecer a misericórdia sobre a observância cega de normas e de leis que não tinham mais nada a ver com o objetivo da Lei que é a prática do amor.
 
* Mateus 12,1-2: Colher trigo em dia de sábado e a crítica dos fariseus. Num dia de sábado, os discípulos passavam pelas plantações e abriam caminho arrancando espigas para comê-las. Estavam com fome. Os fariseus chegam e invocam a Bíblia para dizer que os discípulos estão cometendo uma transgressão da lei do Sábado (cf Ex 20,8-11). Jesus também usa a Bíblia e responde evocando três exemplos tirados da Escritura: (1) de Davi, (2) da legislação sobre o trabalho dos sacerdotes no templo e (3) da ação do profeta Oséias, ou seja, ele cita um livro histórico, um livro legislativo e um livro profético.
 
* Mateus 12,3-4: O exemplo de Davi. Jesus lembra que o próprio Davi também fez uma coisa proibida pela lei, pois tirou os pães sagrados do templo e os deu de comer aos soldados que estavam com fome (1 Sm 21,2-7). Nenhum fariseu teria coragem de criticar o rei Davi!
 
* Mateus 12,5-6: O exemplo dos sacerdotes
Acusado pelas autoridades religiosas, Jesus argumenta a partir do que elas mesmas, as próprias autoridades religiosas, fazem em dia de sábado. No templo de Jerusalém, em dia de sábado, os sacerdotes trabalham muito mais do que nos dias de semana, pois devem sacrificar os animais para os sacrifícios, devem limpar, varrer, carregar peso, degolar os animais etc. E ninguém dizia que era contra a lei, pois achavam normal. A própria lei os obrigava a fazer isto (Nm 28,9-10).
 
* Mateus 12,7: O exemplo do profeta. Jesus cita a frase do profeta Oséias: Quero misericórdia e não sacrifício. A palavra misericórdia significa ter o coração (cor) na miséria (miseri) dos outros, ou seja, a pessoa misericordiosa deve estar bem perto do sofrimento das pessoas, deve identificar-se com elas. A palavra sacrifício significa fazer (fício) com que uma coisa fique consagrada (sacri), ou seja, quem oferece um sacrifício separa o objeto sacrificado do uso profano e o distancia da vida diária do povo. Se os fariseus tivessem em si este olhar do profeta Oséias, saberiam que o sacrifício mais agradável a Deus não a pessoa consagrada viver distanciada da realidade, mas sim ela colocar o coração inteiramente consagrado para aliviar a miséria dos irmãos e das irmãs. Eles não teriam condenado como culpados os que, na realidade eram inocentes.
 
* Mateus 12,8: O Filho do Homem é dono do sábado. Jesus termina com esta frase: o Filho do Homem é dono até do sábado! Jesus, ele mesmo, é o critério da interpretação da Lei de Deus. Jesus conhecia a Bíblia de cor e salteado, e a invocava para mostrar que os argumentos dos outros não tinham fundamento. Naquele tempo, não havia Bíblias impressas como temos hoje em dia. Em cada comunidade só havia uma única Bíblia, escrita a mão, que ficava na sinagoga. Se Jesus conhecia tão bem a Bíblia, é sinal de que ele, durante os trinta anos de vida em Nazaré, deve ter participado intensamente da vida da comunidade, onde todo sábado se liam as escrituras. A nova experiência de Deus como Pai fazia com que Jesus chegasse a descobrir melhor qual tinha sido a intenção de Deus ao decretar as leis do Antigo Testamento. Convivendo com o povo da Galileia durante trinta anos em Nazaré e sentindo na pele a opressão e a exclusão de tantos irmãos e irmãs em nome da Lei de Deus, Jesus deve ter percebido que isto não podia ser o sentido daquelas leis. Se Deus é Pai, então ele acolhe a todos como filhos e filhas. Se Deus é Pai, então nós temos que ser irmãos e irmãs uns dos outros. Foi o que Jesus viveu e pregou, desde o começo até o fim. A Lei deve estar a serviço da vida e da fraternidade. “O ser humano não foi feito para o sábado, mas o sábado para o ser humano” (Mc 2,27). Foi por causa da sua fidelidade a esta mensagem que Jesus foi preso e condenado à morte. Ele incomodou o sistema, e o sistema se defendeu, usando a força contra Jesus, pois ele queria a Lei a serviço da vida, e não vice-versa. Ainda falta muito para nós termos a mesma familiaridade com a Bíblia e a mesma participação na comunidade como Jesus.
 
Para um confronto pessoal
1. Que tipo de conflitos você vive na família, na sociedade e na igreja? Quais os conflitos em torno de práticas religiosas que, hoje, trazem sofrimento para as pessoas e são motivo de muita discussão e polêmica? Qual a imagem de Deus que está por trás de todos estes preconceitos, normas e proibições?
2. O que o conflito já ensinou a você nestes anos todos?  Qual a mensagem que você tira de tudo isto para as nossas comunidades de hoje?

TRÍDUO DE SANTO ELIAS PROFETA E NOSSO PAI.

1º DIA – 17 de julho
 

ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS:
Deus Todo-Poderoso e eterno, que concedeste a teu Profeta Elias, nosso pai, viver em tua presença e arder pelo zelo de tua glória, concede-nos buscar sempre teu Rosto e ser no mundo testemunhas de teu Amor. Amém.
 
MEDITAÇÃO: ELIAS, O PROFETA
Nelson Ricardo Cândido dos Santos
 
Não podemos esquecer que “Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs sabiamente que o Novo Testamento estivesse escondido no Antigo, e o Antigo se tornasse claro no Novo” (Constituição Dogmática Dei Verbum, n 16). Paulo, a respeito dos escritos do Antigo Testamento, orienta-nos que “tudo o que se escreveu no passado é para nosso ensinamento que foi escrito, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que nos proporcionam as Escrituras, tenhamos a esperança” (Rm 15,4).
 
Elias atuou na época do rei Acab (século IX a.C.) e passou à história como profeta exemplar, a ponto de, na Transfiguração do Senhor, aparecer ao lado de Jesus, junto com Moisés, representando toda a Profecia (cf. Mt 17, 1-8; Mc 9,1-8; Lc 9,28-36).
        
A época em que viveu Elias era de crise, com a seca assolando o país e a fome atingindo principalmente os pobres. Diante dessa situação, o profeta prega a partilha e faz a opção preferencial pelas viúvas e pelos órfãos, que dependiam do próximo para sobreviverem (Cf. 1Rs 17,1-24). O rei Acab foi alvo de suas censuras, pois estava mais preocupado com seus cavalos e burros do que com a fome do povo; também censurou os 450 profetas do deus Baal, que comiam à mesa do rei, enquanto o povo passava fome (cf. 1Rs 19,5-19).
 
As palavras mais duras do profeta Elias foram, no entanto, dirigidas à rainha Jezabel, que foi quem trouxera de Tiro tanto o deus Baal como seus profetas, confundindo o povo em sua fidelidade à Aliança com Javé.
 
Perseguido, Elias entrou em crise e pensou em abandonar sua missão, mas, retornando à fonte do Êxodo, fez 40 dias de caminhada pelo deserto até o monte Horeb, recuperando, assim, a sua coragem no mesmo local em que, no passado, Moisés encontrara Deus (cf. 1Rs 19, 1-18). Elias retorna à luta profética por um novo governo do país e para ungir outro profeta, Eliseu, que vai continuar sua ação junto ao povo simples e prosseguir aos ataques à classe exploradora.
 
Os exegetas reconhecem em Elias um homem de palavra tão incendiária, que não poderia morrer como qualquer outro ser humano, daí seus discípulos conservarem a sua memória como alguém arrebatado ao céu pelo Senhor num carro de fogo com cavalos também de fogo, em meio a um turbilhão (cf. 2Rs 1-14).
 
Lembrar dos profetas hoje, particularmente de Elias, cuja memória celebramos no dia 20 de julho, é assumir o compromisso cristão de lutar por um mundo mais justo, no qual a partilha seja um valor a ser vivido todos os dias; de defender a causa do pobre e de todo aquele que é oprimido e discriminado. Fazer memória do profeta Elias, neste ano de eleições, é escolher o nosso candidato à luz da Sagrada Escritura, discernindo candidatos com história de luta pelo bem comum e não com discursos hipócritas, que não correspondem à sua vivência egoísta.
 
Num país como o Brasil, em que a reforma agrária é uma necessidade social e um preceito evangélico, a memória de Elias nos impulsiona a seguir o seu exemplo na defesa dos direitos do pequeno proprietário de terra. Elias agiu em defesa do camponês Nabot, assassinado a fim de que o rei, por capricho e cobiça e não por necessidade, tomasse posse do terreno que, segundo a tradição de Israel, era uma sagrada herança assegurada pelos antepassados.
 
Vivendo num mundo extremamente individualista e egocêntrico, somos chamados a assumir o nosso papel profético no mundo, pois esse papel visa sempre o bem da comunidade e não o apenas o próprio bem. Esquecer a nossa missão profética acarreta enormes prejuízos não só para a Igreja, mas para toda a sociedade. Que a Palavra de Deus nos envolva tão intensamente, como acontecia com os profetas do Antigo Testamento, levando-nos a atuar, de maneira entusiasmada e apaixonada, em todos os setores da sociedade, de forma a construirmos o Reino de Deus entre nós.
 
LADAINHA I (Frei Carlos Mesters, 0.Carm.)


Senhor, tende piedade de nós,
Jesus Cristo, tende piedade de nós,
Senhor, tende piedade de nós,

Jesus Cristo, ouvi-nos
Jesus Cristo, atendei-nos,

Deus Pai do céu, tende piedade de nós
Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós
Deus Espírito Santo tende piedade de nós
Santíssima Trindade que sois um só Deus tende piedade de nós

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós
Santa Maria, Mãe dos Carmelitas,
São José, Patrono do Carmelo,
Santo Elias, Profeta de Deus e nosso Pai,
Santo Elias, Profeta de fogo,
Santo Elias, homem do silêncio e da oração,
Santo Elias, homem do deserto,
Santo Elias, homem da brisa leve,
Santo Elias, homem da Aliança,
Santo Elias, homem que defende a vida,
Santo Elias, homem do conflito,
Santo Elias, homem do Espírito e do fogo,
Santo Elias, homem de Deus,
Santo Elias, que humilhastes os profetas de Baal,
Santo Elias, que abatestes o orgulho do rei Acab,
Santo Elias, que vos compadecestes da viúva de Sarepta,
Santo Elias, que conduzistes o povo na esperança da salvação,
Santo Elias, que obedecestes à Palavra e a revelastes ao povo,
Santo Elias, que refizestes a história e criastes um novo começo,
Santo Elias, que fizestes o povo abandonar Baal e escolher a Javé,
Santo Elias, que caminhastes sempre na presença do Senhor,
Santo Elias, que atravessastes o Jordão e vos escondestes no Carit,
Santo Elias, que não vos deixastes abater pelo desânimo,
Santo Elias, que caminhastes pelo deserto até a Montanha de Deus,
Santo Elias, que chamastes Eliseu para ser vosso sucessor,
Santo Elias, príncipe dos profetas,
Santo Elias, mestre da oração,
Santo Elias, servo do Deus vivo,
Santo Elias, guardião do povo de Israel,
Santo Elias, pregador incansável da Palavra de Deus,
Santo Elias, martelo dos hereges e idólatras,
Santo Elias, abrasado do amor de Deus,
Santo Elias, honrado com a divina amizade,
Santo Elias, fortalecido com o pão do anjo,
Santo Elias, zeloso na defesa do culto do Deus único,
Santo Elias, defensor dos pobres e oprimidos,
Santo Elias, perseguido por causa da justiça,
Santo Elias, arauto da onipotência e da misericórdia divinas,
Santo Elias, realizador de milagres,
Santo Elias, multiplicador de alimentos,
Santo Elias, ressuscitador dos mortos,
Santo Elias, cantor incansável do Deus vivo,
Santo Elias, ministro da reconciliação dos pais com os filhos,
Santo Elias, modelo da perfeição,
Santo Elias, pai dos eremitas,
Santo Elias, modelo dos monges,
Santo Elias, arrebatado ao céu em um carro de fogo,
Santo Elias, testemunha da Transfiguração de Jesus,
Santo Elias, Patriarca do Carmelo,
Santo Elias, inspirador da Ordem do Carmo,

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
 
Rogai por nós, Santo Pai Elias,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
 
Oremos: Deus eterno e todo-poderoso, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória, fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor.  Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amem.
 
ORAÇÃO FINAL
Santo Profeta Elias, pai admirável do Carmelo, olha clemente para este vosso filho que, sob a vossa inspiração, busca seguir o caminho que conduz à santidade. Cobri-me com o zelo do Senhor, infundi no meu coração o amor ao bem,  aumentai em mim a fé a esperança e a caridade, para que eu possa descobrir na vida dos homens o verdadeiro Deus que passa, e convosco possa subir ao cume do monte Carmelo, monte do Senhor que vive e reina para sempre. Amém.

17 de julho

 Sta. Teresa de S. Agostinho e Companheiras,
Virgens e Mártires de nossa Ordem

 
As dezesseis Carmelitas Descalças do mosteiro da Encarnação da cidade de Compiègne (França) ofereceram-se a Deus, durante a revolução francesa, como vítima para aplacar a divina justiça e implorar a paz para a Igreja. Foram encarceradas no dia 24 de junho de 1794. Durante a sua permanência no cárcere contagiaram com a sua alegria os restantes prisioneiros, exortando-os a aceitar a vontade divina e animando-os a encontrar conforto no amor de Deus. Condenadas à morte por se manterem fiéis à Igreja, à vida religiosa e à devoção aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, após terem renovado a sua profissão religiosa, foram executadas na guilhotina em Paris no dia 17 de julho de 1794. Foram beatificadas por S. Pio X no dia 13 de maio de 1906 e canonizadas 18 de dezembro de 2024 pelo Papa Francisco.
 
LAUDES
Hino
Uma a uma vão caindo
as rosas deste rosal.
que importa morrer florindo,
se há um jardim imortal?
 
Venha pois a cruz e a morte
o grão de trigo esmagar
e como hóstia o transporte
para o redentor altar!
 
Venha a terra, a humilhação,
essa mó que a alma deseja,
para completar a Paixão
de Jesus por sua Igreja!
 
Mas venha, Senhor, depressa
tua graça e alegria
dar força à minha fraqueza
na morte de cada dia!
 
Então – mistério pascal! –
será cantos de aleluias,
será canto de Natal
cada hora dos meus dias.
 
Com as mártires cantarei
Para sempre um canto novo
ao Deus Trino a quem me dei
para remir o seu povo.
 
Salmodia, leitura, responsório breve e preces do dia corrente.
 
Cântico evangélico
Ant. Virgens prudentes, vigilantes, preparai as vossas lâmpadas: o Esposo vem chegando, ide logo ao seu encontro!
 
Oração
Senhor, que concedestes a força do Espírito Santo à bem-aventurada Teresa e suas Companheiras e as chamastes da solidão do Carmelo à glória do martírio, concedei que vos amemos com fidelidade para que possamos contemplar um dia o esplendor da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
 
VÉSPERAS
Hino
Pela Virgem concebido,
que, virgem, te deu à luz,
Jesus, das Virgens coroa,
escuta as Virgens, Jesus!
 
Apascentando entre lírios,
das Virgens entre o louvor,
às esposas dais o prêmio,
cheio de glória e esplendor.
 
Incansáveis e solícitas,
por onde quer que tu vás,
cantando os mais doces hinos,
As Virgens seguem-te atrás.
 
Os nossos rogos instantes
um favor de ti mereçam:
que os nossos sentidos puros,
o pecado desconheçam.
 
A Deus Pai com o seu Filho,
e ao Paráclito também,
louvor, honra e glória
pelos séculos.  Amém!
 
Salmodia, Leitura, Responsório breve e Preces do Dia Corrente.
 
Cântico evangélico
Ant. Virgens do Senhor, sofrimentos tão duros suportastes!  Mas agora alegrai-vos para sempre na companhia do Senhor!
 
Oração
Senhor, que concedestes a força do Espírito Santo à bem-aventurada Teresa e suas Companheiras e as chamastes da solidão do Carmelo à glória do martírio, concedei que vos amemos com fidelidade para que possamos contemplar um dia o esplendor da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

terça-feira, 14 de julho de 2026

SOLENE COMEMORAÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO


Primeira Leitura (1 Reis 18, 42b-45): Elias orou no monte Carmelo e o céu fez cair a chuva Leitura do Primeiro Livro dos Reis Naqueles dias, Elias foi ao cimo do monte Carmelo, prostrou-se em terra e pôs a cabeça entre os joelhos. Depois disse ao seu servo: «Sobe e olha em direção ao mar». O servo subiu, olhou e disse: «Não há nada». Elias ordenou-lhe: «Volta sete vezes». À sétima vez, o servo exclamou: «Do lado do mar vem subindo uma nuvenzinha, tão pequena como a palma da mão». Elias ordenou-lhe: «Vai dizer a Acab: ‘Manda atrelar os cavalos e desce, para que a chuva te não detenha’». Num instante o céu se cobriu de nuvens, soprou o vento e caiu uma forte chuvada. Palavra do Senhor.
 
Salmo Responsorial Salmo 14 (15), 1.2-3.4
R: Chamai-nos, ó Virgem Maria, e seguiremos os vossos passos.
 
-Quem habitará, Senhor, no vosso santuário, quem descansará na vossa montanha sagrada?
 
-O que vive sem mancha e pratica a justiça e diz a verdade que tem no seu coração,
 
-O que não usa a língua para levantar calúnias e não faz o mal ao seu próximo nem ultraja o seu semelhante.
 
-O que tem por desprezível o ímpio mas estima os que temem o Senhor.
 
Segunda Leitura (Gal 4, 4-7): «Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher» Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas Irmãos: Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá ! Pai !». Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus. Palavra do Senhor.
 
SEQUÊNCIA
Flor do Carmelo,
Videira florescente,
Esplendor do Céu,
Virgem Mãe, singular.
Doce Mãe,
Mas sempre Virgem,
Aos teus filhos
Sede propícia,
Ó Estrela do mar.
 
Aleluia. Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática. Aleluia
 
Evangelho (Jo 19, 25-27): «Eis o teu filho... Eis a tua Mãe» ✠ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cleofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe:  «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.
 
“Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe. E, a partir daquela hora, o discípulo a recebeu em sua casa.”
 
* O Evangelho nos coloca diante do mistério do amor que se expande mesmo em meio à dor. Diante da cruz, Maria permanece ereta, silenciosa e firme, revelando a força de uma entrega que transcende o sofrimento. Ali, Jesus, em seu último ato de ternura, abre um novo horizonte de liberdade: a Mãe é confiada ao discípulo, e o discípulo é entregue à Mãe.
 
* Esse gesto inaugura uma dimensão mais ampla da existência. Não se trata apenas de vínculos familiares, mas da revelação de uma comunidade espiritual que nasce do sacrifício redentor. Cada ser humano é chamado a reconhecer-se filho e irmão, não por imposição, mas pela livre adesão ao amor que gera dignidade e integração.
 
* Na cruz, não vemos apenas o fim, mas a semente de uma nova ordem de consciência. Maria torna-se sinal de acolhimento universal, e o discípulo representa todos aqueles que aceitam viver na abertura do coração. É a passagem do isolamento à comunhão, da limitação ao infinito, da dor à vida plena.
 
* Assim, o chamado de Cristo é à evolução interior: a capacidade de reconhecer no outro não uma ameaça ou peso, mas a manifestação da própria unidade do ser. A cruz se torna, então, a matriz da liberdade verdadeira, pois ali o amor não aprisiona, mas liberta, não separa, mas integra, elevando cada pessoa à sua dignidade mais profunda.
 
1. O Gesto Final de Cristo - No ápice de sua entrega, Cristo não pronuncia palavras de condenação, mas de comunhão. Ao dizer ao discípulo “Eis a tua mãe”, Ele inaugura uma realidade espiritual que ultrapassa os limites da dor. A cruz, antes sinal de morte, torna-se o lugar de uma nova filiação universal.
 
2. Maria como Arquétipo do Acolhimento - Maria deixa de ser apenas a mãe biológica de Jesus para tornar-se a mãe de todos os que nele creem. Ela é a imagem da humanidade reconciliada, da interioridade que acolhe o mistério e o transforma em vida. Sua maternidade se expande, assumindo uma dimensão cósmica e espiritual.
 
3. O Discípulo como Figura da Humanidade - O discípulo amado representa todo ser humano em busca da verdade. Receber Maria “em sua casa” é símbolo da abertura do coração para a totalidade do amor. Não se trata apenas de um gesto prático, mas de uma integração interior: a comunhão com Maria é comunhão com a vida de Cristo.
 
4. A Casa como Símbolo Interior - A “casa” não é somente a morada material. É a intimidade da alma, o espaço onde o ser humano reconhece sua vocação mais profunda. Ao acolher Maria, o discípulo acolhe a própria dimensão de plenitude que lhe permite viver em liberdade e dignidade.
 
5. A Nova Comunidade Espiritual - Nesse versículo, nasce uma nova ordem: a comunidade dos que vivem a comunhão no amor. A maternidade de Maria e a filiação do discípulo revelam que a vida espiritual não se fecha em si mesma, mas se expande em integração. A liberdade encontra aí seu sentido mais elevado: ser capaz de amar sem apropriar-se, viver em comunhão sem perder a singularidade.
 
PARA MEDITAR COM OS NOSSOS SANTOS
 
«Louvai o Senhor, porque sois verdadeiramente filhas desta Senhora… Imitai-a e considerai quão excelsa deve ser esta Senhora, e o grande benefício de a termos por padroeira». (Santa Teresa de Jesus - 3 Moradas 1, 3)
 
«A gloriosíssima Virgem Nossa Senhora estando desde o princípio elevada neste alto estado,
nunca teve gravada na sua alma forma alguma de criatura, nem se moveu por ela, mas foi sempre movida pelo Espírito Santo». (São João da Cruz - Subida do Monte Carmelo 2, 10)
 
«É o que também me diz Nossa Senhora no seu belo cântico do Magnificat. Ser humilde é reconhecer a profundidade do meu nada diante da imensidade da grandeza de Deus, confiar no Seu amor de Pai e na Sua misericórdia de Salvador. É abandonar-me nos seus braços, deixar-me conduzir, deixar-me levar, deixar-me possuir e transformar pela ação da Sua presença em mim, da comunhão em que cada dia Ele vem a mim para transformar-me em Si, para oferecer-me Consigo ao Pai – Hóstia de amor para Louvor da Sua Glória». (Venerável Irmã Lúcia de Jesus - Meu Caminho, X (25-04-1985)
 
«Com que paz, em que recolhimento, Maria se entregava e se prestava a todas as coisas! Como é que mesmo as mais banais eram por ela divinizadas! Porque, em tudo, a Virgem permanecia a adoradora do dom de Deus! Isto, porém, não a impedia de se entregar ao que era exterior, sempre que se tratava de praticar a caridade. Diz-nos o Evangelho que Maria percorreu diligentemente as montanhas da Judeia, para ir a casa de sua prima Isabel. Nunca a visão inefável, que em si contemplava, diminuiu a sua caridade exterior». (Santa Isabel da Trindade - Céu na Fé, 40)
 
«Minhas filhas, pareçamo-nos nalguma coisa à grande humildade da Sacratíssima Virgem,  cujo hábito trazemos. É uma afronta dizer que somos suas freiras, pois, por muito que nos pareça que nos humilhamos, ficamos bem longe de ser filhas de tal Mãe». (Santa Teresa de Jesus - Caminho de Perfeição 13, 3)

9º dia da NOVENA DE NOSSA SENHORA DO CARMO COM SÃO JOÃO DA CRUZ

1. ORAÇÃO DE ABERTURA
 
Dirigente: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém
 
Dirigente: Com São João da Cruz e os santos do Carmelo louvemos a Virgem Santíssima.
Todos: Ela é nossa Mãe e Mestra, que nos guia ao cume do monte, que é Cristo.
 
Dirigente: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Todos: Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
 
ESCREVENDO SOBRE MARIA

 
2. FATO DA VIDA DE SÃO JOÃO DA CRUZ

Dirigente: João da Cruz foi um grande escritor. Foi declarado Doutor da Igreja no dia 24 de agosto de 1926, pelo Papa Pio XI, reconhecendo, desse modo, o valor de sua doutrina espiritual. No entanto, pouco escreveu sobre a Virgem Maria; porém disse muito no que deixou escrito. Do que ele escreveu, escutemos quatro fragmentos que são verdadeiros conselhos para nós.
1- “Encomende muito a Deus este assunto e tome por advogados [do caso] a Nossa Senhora e a São José.” (Carta 12)
2- “Quem ama discretamente, não cuida de pedir o que deseja ou lhe falta: basta-lhe mostrar sua necessidade para que o Amado faça o que for servido. Assim procedeu a bendita Virgem com o amado Filho nas bodas de Caná; não lhe pediu diretamente o vinho, mas disse apenas: ‘Não têm vinho (Jo 2,3)’.” (CA 29,7)
3- “Haveria muito a dizer sobre a falta de entendimento que muitas pessoas têm a respeito das imagens; porque a tolice chega a tal ponto que algumas colocam mais confiança em certas imagens do que em outras, achando que Deus vai ouvi-las mais por meio de uma do que de outra, sendo que ambas representam a mesma coisa, como, por exemplo, duas imagens de Cristo ou duas de Nossa Senhora.” (Subida 3,36,1)
4- “Nossa Senhora sempre agiu sobre a moção do Espírito Santo”. (S 3,2,10.)
 
3. PALAVRA DE DEUS: Lc 1, 46-50
 
4. REFLETINDO SOBRE O TEMA:
Dirigente: A partir do aspecto mariano, os dois primeiros textos de São João da Cruz nos falam sobre a intercessão: o primeiro ensina a encomendar a Deus as necessidades pela intercessão de Nossa Senhora; o segundo apresenta Nossa Senhora como exemplo de intercessora e nos instrui a confiar na providência e na vontade de Deus, pedindo-lhe não aquilo que desejamos, mas somente expondo as necessidades, a exemplo de Maria.
O terceiro texto nos ensina a não nos apegarmos a esta ou aquela imagem de Maria, como se Deus nos escutasse por conta da imagem em si mesma, e não por conta da Virgem Santíssima, que está no céu e que é representada por este objeto sagrado.
O último texto nos comunica uma verdade sobre o ser e o agir de Maria: habitada pelo Espírito Santo, a cheia de graça realizou todos os seus atos sob o impulso do mesmo Espírito, isto é, fez tudo em Deus e para Deus. Devemos, portanto, abrir-nos a ação do Espírito Santo, que também habita em nós, para que nosso agir seja segundo o sopro do mesmo Espírito.
Deus também olhou para a humildade de João da Cruz e realizou maravilhas em sua vida, através da presença da Virgem Maria e da abertura dele a ação do Espírito Santo.
Que pela intercessão de Nossa Senhora do Carmo e de São João da Cruz, com quem caminhamos neste novenário, abertos a ação do Espírito Santo, cantemos hoje e sempre o amor e misericórdia de Deus.
 
PARA REFLEXÃO PESSOAL
1) O que mais me chama a atenção no fato da vida de João da Cruz e no evangelho?
2) Como, através da devoção mariana, posso viver sob o impulso do Espírito Santo?
3) Como avalio este novenário mariano em torno da vida de São João da Cruz?
 
Partilha e oração espontânea (pedido, louvor ou agradecimento)
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai...
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
 
5. SAUDAÇÃO A N. S. DO CARMO
Dirigente: Deus te salve Maria, Mãe e Senhora do Carmelo.
Todos: Ave Maria...
 
Dirigente: Deus te salve Maria, Formosura do Carmelo.
Todos: Ave Maria...
 
Dirigente: Deus te salve Maria, Mestra da vida interior.
Todos: Ave Maria...
 
Todos: Venha, ó Deus, em nosso auxílio, a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo, para que possamos, sob sua proteção, e a exemplo de São João da Cruz, subir ao monte que é Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém!
 
Dirigente: Estivemos e estaremos sempre reunidos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!
 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

16 de julho - SOLENE COMEMORAÇÃODA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO


 I VÉSPERAS

Hino

Flor do Carmelo,

vinha florida,

celeste velo,

Virgem fecunda,

Mãe singular.

 

Doce e bendita,

ó Mãe puríssima,

aos carmelitas,

sê tu propícia,

Estrela do mar.

 

Raiz de Jessé,

de brotos floridos,

queiras, feliz,

ao céu dos séculos,

nos elevar.

 

Entre os abrolhos,

viçoso lírio,

guarda de escolhos

o frágil ânimo,

Mãe tutelar.

 

Forte armadura

frente o adversário,

na guerra dura,

o escapulário

vem nos guardar.

 

Nas incertezas,

conselho sábio;

nas asperezas,

consolo sólido

queiras nos dar.

 

Mãe de doçura,

do Carmo régio

sê a ventura

que o povo, em júbilo,

faz exultar.

 

Do paraíso,

és chave, és pórtico;

prudente guia,

a nós, de glória,

vem coroar. Amém.

 

Ant. 1 Foi-lhe dada a glória do Líbano e o esplendor do Carmelo e do Saron.

 

Salmodia do Comum de Nossa Senhora.

 

Ant. 2 Sois a glória de Sião, a alegria de Israel e a flor da humanidade.

 

Ant. 3 Alegrar-vos-eis em vossos filhos porque Deus os abençoará e os reunirá em vosso nome.

 

Leitura breve: Apo 11,19. 12,1

Abriu-se o Templo de Deus que está no Céu e apareceu no Templo a arca da Aliança.  Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.

 

Responsório breve

R. Quão admirável sois

* Ó Virgem Maria.  R. Quão admirável.

V. Sois a cheia de graça.

* Ó Virgem Maria. Glória ao Pai.  R. Quão admirável.

 

Cântico Evangélico

Ant. Ó grande Mãe de Deus, glória do Monte Carmelo, revesti com vossas virtudes esta família a vós consagrada, defendei-a sempre, com amor, de todo perigo.

 

Preces

Louvemos a Deus Pai onipotente que, hoje, nos concede a graça de celebrar a solenidade da bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo e peçamos humildemente, dizendo:

 

R. Interceda por nós a Mãe do Carmelo.

 

Vós que quisestes que a Virgem Maria fosse profeticamente anunciada como excelsa filha de Sião e a constituístes herdeira das promessas feitas a nossos pais,

- concedei à vossa Igreja seguir Maria, seu modelo e, assim, ser sempre mais sacramento de salvação universal no mundo. R.

 

Vós que suscitastes, no meio de vosso povo, a família do Carmelo e a honrastes com o título glorioso e com o patrocínio da Virgem Maria.

- fazei que os carmelitas mereçam, na fidelidade ao serviço de Maria, viver sempre com ela, em obséquio de Jesus Cristo. R.

 

Vós que confiastes ao coração materno de Maria todos os homens, para que, com o seu auxílio, vivam sempre para vós e para os irmãos,

- dai-nos a graça de reproduzir no mundo a imagem de Maria e, assim, procurar continuamente a vossa face, dedicando-nos generosamente à salvação dos homens. R.

 

Vós que formastes a família do Carmelo de fiéis consagrados à Virgem Maria, nos claustros e no mundo,

- fazei com que todos os que foram atraídos pelo ideal carmelitano, perseverando unânimes na oração com Maria, Mãe de Jesus, sejam um só coração e uma só alma. R.

 

(intenções livres)

 

Vós que prometestes uma coroa de glória aos que perseverassem até a morte no vosso amor,

- concedei aos nossos irmãos e irmãs defuntos que, com Maria, foram fiéis ao vosso amor, gozar convosco no céu para sempre. R.

 

Pai nosso...

 

Oração

Ó Deus, que distinguistes a Ordem do Carmo com o título glorioso da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de vosso Filho, concedei-nos propício que, celebrando hoje sua solene comemoração, possamos, munidos de sua ajuda, chegar ao vértice da sagrada montanha, que é Cristo.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

INVITATÓRIO
R. Glorifiquemos o Senhor, recordando os benefícios da Virgem Maria, Mãe do Carmelo.

 

LAUDES

Hino

Exultemos cheios de alegria,

entoando cantos de louvor,

ao raiar o dia de Maria,

do Carmelo Rainha e Esplendor.

 

Como a terra, Virgem Mãe, exulta

com a vinda do claro arrebol,

exultamos com a tua beleza:

és a aurora que nos dás o Sol.

 

De Ti nasce a Luz que ilumina

todo homem que ao mundo vem,

ao contemplar a Luz divina

o Carmelo contigo canta, ó Mãe!

 

Pelo Filho ao Pai damos graças

no Espírito Santo, Amor,

com Maria, Rainha do Carmelo.

A Deus glória, poder e louvor!

 

Ant. 1 Nós vos seguiremos, ó Virgem Imaculada: atraí-nos pela vossa santidade!.

 

Salmos e cântico do Domingo da I Semana.

 

Ant. 2 Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres.

 

Ant. 3 Bendita sois, ó Virgem Maria: destes a vida a quem vos criou, e Virgem sereis para sempre.

 

Leitura breve: Is 35, 1-2

Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como o lírio.  Germine e exulte de alegria e louvores.  Foi-lhe dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron; seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus.

 

Responsório breve.

R. À vossa proteção recorremos,

* Ó santa Mãe de Deus.  R. À vossa.

V. Não desprezeis as súplicas que vos dirigimos em nossas necessidades.

* Ó santa.  Glória ao Pai.  R. À vossa.

 

Cântico evangélico.

Ant. Jesus falou à sua Mãe: “Mulher, eis teu filho!” E disse ao discípulo: “Eis aqui tua Mãe!” E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa.

 

Preces

Nesta solenidade, honremos agradecidos a Cristo Salvador, primogênito entre muitos irmãos, que nos deu sua Mãe e digamos:

 

R. Glória a vós, Senhor, pelo dom de vossa Mãe!

 

Cristo Redentor, que preparastes para vós uma digna morada na bem-aventurada Virgem Maria, preservando-a de toda mancha do de pecado,

- dignai-vos conservar-nos, hoje, pobres de espírito e puros de coração, no vosso serviço e no serviço da Virgem Santíssima. R.

 

Ó Verbo único do Pai, pronunciado no eterno silêncio e acolhido com imenso amor no seio da Virgem Santíssima,

- fazei que todos os que chamastes a se consagrarem a vós, no Carmelo, sejam fiéis guardas e arautos da Palavra de Deus, à imitação de Maria. R.

 

Cristo Mestre, que destes a Santíssima Virgem como modelo de virtudes àqueles que se aproximam de vós,

- concedei a nós, seus filhos, que nos tornemos, no mundo, suas imagens vivas e que imitemos sua caridade para com os irmãos. R.

 

Jesus, Filho de Maria, que destes a vossa Mãe ao apóstolo João, para que a conservasse em sua casa,

- fazei que entremos sempre mais na íntima familiaridade com Maria, para alcançarmos, por sua intercessão, a inefável experiência de vosso amor. R.

 

Cristo, Esposo da Igreja, que enviastes vosso Espírito sobre Maria, enquanto perseverava em oração com os apóstolos,

- fazei que a Ordem do Carmelo seja perseverante e unânime na oração com Maria, a fim de ser continuamente renovada pelo fogo do Espírito Santo.  R.

 

(intenções livres)

Pai nosso...

 

Oração

Ó Deus, que distinguistes a Ordem do Carmo com o título glorioso da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de vosso Filho, concedei-nos propício que, celebrando hoje sua solene comemoração, possamos, munidos de sua ajuda, chegar ao vértice da sagrada montanha, que é Cristo.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

II VÉSPERAS

Hino

Enquanto a terra geme, sedenta, a agonizar

e morre a verde grama dos campos, no flagelo,

Elias se dirige, com rápidas passadas,

ao cimo do Carmelo.

 

Erguendo para os céus, apreensivo, os braços –

olhos rasos de pranto – suplica que aos mortais

se incline Deus bondoso e, aos solos, assim áridos,

dê chuvas torrenciais.

 

Eis, pois, que de repente, na fímbria azul do mar,

levanta-se uma nuvem.  de um pé era o tamanho...

logo se formam nimbos; cai sobre os campos tórridos

refrigerante banho.

 

Ó Virgem, somos campos com sede que é mortal;

tu és a nuvem fértil de chuva celestial.

vivificante orvalho, o próprio Deus, nos trouxe

teu seio virginal.

 

De nossa Mãe os méritos, aos filhos suplicantes,

alcancem a clemência da altíssima Trindade,

para que, enfim, um hino de gratidão possamos

cantar na eternidade.  Amém.

 

Ant. 1 Eis a serva do Senhor: realize-se em mim a Palavra do Senhor.

 

Salmos e hino do comum de Nossa Senhora.

 

Ant.2 Maria ouvia a Palavra de Deus e a guardava, meditando-a no seu coração.

 

Ant.3 Os apóstolos ficaram unidos, perseverando em comum oração com Maria, a Mãe de Jesus.

 

Leitura breve: Gl 4,4-6

Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva.  E porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá – ó Pai.

 

Responsório breve

R. Transbordo de alegria no Senhor.

* A minha alma se regozija no meu Deus.  R. Transbordo.

V. Porque ele me vestiu com vestes de salvação e cobriu-me com o manto da justiça. * A minha alma.  Glória ao Pai.  R. Transbordo.

 

Cântico evangélico.

Ant. Hoje, a Virgem Maria nos é dada por Mãe.  Hoje, estendeu sobre nós sua misericórdia.  Hoje, o Carmelo, iluminado por tão grande solenidade da Virgem, goza de imensa alegria.

ou

Ant. Hoje, é honrada a Virgem Maria, Mãe e esplendor do Carmelo.  Hoje, os seus filhos diletos recordam-lhe os benefícios. Hoje, a Estrela do Mar brilha diante de seus filhos, como sinal seguro de esperança e consolação.  Aleluia.

 

Preces.

Celebrando a solenidade da santíssima Mãe de Deus, nossa titular e padroeira, supliquemos com confiança a Cristo Senhor, dizendo:

 

R. Pela intercessão da Mãe do Carmelo, ouvi-nos, Senhor.

 

Vós proclamastes: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”;

- fazei que imitemos Maria, vossa serva, na pobreza de espírito e mereçamos enriquecer-nos de vós somente. R.

 

Vós assegurastes: “bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”;

- fazei que, imitando a pureza da Virgem Imaculada, possamos contemplar sempre a face do vosso Pai. R.

 

Vós que dissestes: “Felizes aqueles que não viram e creram”;

- fazei que, peregrinos na noite da fé, nós nos unamos a vós com Maria, feliz pela fé, e creiamos sempre em vosso amor por nós. R.

 

Vós que exortastes: “É preciso rezar sempre sem nunca desfalecer”;

- ensinai-nos a rezar a fim de que, perseverando unânimes na oração com Maria, guardemos sempre no coração a vossa Palavra e a anunciemos aos irmãos. R.

 

Dissestes: “Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”;

- fazei que, colaborando com Maria na obra da redenção, não hesitemos em dar a vida pelos irmãos e sejamos um só coração e uma só alma. R.

 

Do alto da cruz, dissestes a João, indicando Maria: “Eis tua Mãe”;

- fazei que reconheçamos Maria como Mãe da graça, recebamo-la como o Apóstolo, vivendo em sua intimidade. R.

 

(intenções livres)

 

Vós que dissestes: “Quero que onde eu estou, estejam também comigo aqueles que me destes”;

- concedei a todos os fiéis, que foram confiados a vós e à vossa Mãe, poderem gozar eternamente convosco e com ela na glória do Pai. R.

 

Pai nosso...

 

Oração

Ó Deus, que distinguistes a Ordem do Carmo com o título glorioso da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de vosso Filho, concedei-nos propício que, celebrando hoje sua solene comemoração, possamos, munidos de sua ajuda, chegar ao vértice da sagrada montanha, que é Cristo.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.