Sta.
Úrsula e suas 11 companheiras, virgens e mártires
Beato
Carlos Imperador da Áustria, leigo
1ª
Leitura (Rom 5,12.15b.17-19.20b-21): Irmãos: Assim como por um só homem
entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte atingiu
todos os homens, porque todos pecaram. Se pelo pecado de um só pereceram todos,
com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem,
Jesus Cristo, se concedeu com abundância a todos os homens. Se a morte reinou
pelo pecado de um só homem, com muito mais razão, aqueles que recebem com
abundância a graça e o dom da justiça, reinarão na vida por meio de um só,
Jesus Cristo. Porque, assim como pelo pecado de um só, veio para todos os
homens a condenação, assim também, pela obra de justiça de um só, virá para
todos a justificação que dá a vida. De fato, como pela desobediência de um só
homem, todos se tornaram pecadores, assim também, pela obediência de um só,
todos se tornarão justos. Onde abundou o pecado superabundou a graça, para que,
assim como o pecado reinou pela morte, também a graça reine pela justiça, para
nos dar a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.
Salmo
Responsorial: 39
R. Eu venho, Senhor, para
fazer a vossa vontade.
Não Vos agradaram sacrifícios nem
oblações, mas abristes-me os ouvidos; não pedistes holocaustos nem expiações,
então clamei: «Aqui estou».
«De mim está escrito no livro da
Lei que faça a vossa vontade. Assim o quero, ó meu Deus, a vossa lei está no
meu coração».
Proclamarei a justiça na grande
assembleia, não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
Alegrem-se e exultem em Vós todos
os que Vos procuram. Digam sempre: «Grande é o Senhor» os que desejam a vossa
salvação.
Aleluia. Vigiai e orai em todo
o tempo, para vos apresentardes sem temor diante do Filho do homem. Aleluia.
Evangelho
(Lc 12,35-38): Naquele tempo, o Senhor disse aos seus discípulos: Ficai
de prontidão, com o cinto amarrado e as lâmpadas acesas. Sede como pessoas que
estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir a
porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os servos que o Senhor encontrar
acordados quando chegar. Em verdade, vos digo: ele mesmo vai arregaçar sua
veste, os fará sentar à mesa e passará para servi-los. E caso ele chegue pela
meia-noite ou já perto da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!
«Sede como pessoas que estão
esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento»
Rev. D. Miquel VENQUE i To (Solsona,
Lleida, Espanha)
Hoje é necessário reparar nessas
palavras de Jesus: Sede como pessoas que estão esperando seu senhor voltar de
uma festa de casamento, para lhe abrir a porta, logo que ele chegar e bater (Lc
12,36) Que alegria descobrir que, apesar de ser pecador e pequeno, eu próprio
abrirei a porta ao Senhor quando ele chegar! Sim, no momento da minha morte
serei eu quem abra a porta ou a feche, ninguém o poderá fazer por mim.
Persuadamo-nos que Deus nos pedirá contas não apenas pelas nossas ações e
palavras, mas também pela forma como utilizamos o tempo (S. Gregório Nazianzeno).
Estar à porta e com os olhos
abertos é uma orientação-chave e, ao meu alcance. Não me posso distrair. Estar
distraído é esquecer o objetivo, querer ir para o céu mas sem uma vontade
operativa; é fazer bolas de sabão sem um desejo comprometido e avaliável. Ter
posto um avental significa estar na cozinha, preparado até ao último detalhe. O
meu pai, que era agricultor, dizia que não se pode semear se a terra não está
no momento; para fazer uma boa semeadura é necessário passear pelo campo e
tocar nas sementes com atenção.
O cristão não é um náufrago sem
bússola, ele sabe de onde vem, para onde vai e como chegar; conhece o objetivo
os meios para ir e as dificuldades. Ter isto em conta nos ajudará a vigiar e a
abrir a porta quando o Senhor nos avise. A exortação à vigilância e à
responsabilidade repetem-se com frequência na predicação de Jesus por duas
razões óbvias: porque Jesus nos ama e nos vela; o que ama não adormece. E,
porque o inimigo, o diabo, não para de nos tentar. O pensamento do céu e do
inferno não nos poderá distrair nunca das nossas obrigações da vida presente,
mas é um pensamento saudável e encarnado, e merece a felicitação do Senhor: E
caso ele chegue pela meia-noite ou já perto da madrugada, felizes serão, se
assim os encontrar!(Lc 12,38). Jesus, ajuda-me a viver atento e vigilante cada
dia, amando-te sempre.
Pensamentos para o Evangelho
de hoje
«Feliz, pois, aquele a cuja porta
chama Cristo. Nossa porta é a fé, a qual, si for resistente, defende a casa
toda» (Santo Ambrósio)
«Jesus quer que nossa existência
seja trabalhosa, que nunca baixemos a guarda, para acolher com gratidão e
estupor cada novo dia que Deus nos obsequia» (Francisco)
«(...) A vigilância é a “guarda
do coração” e Jesus pede ao Pai que nos guarde em seu Nome. O Espírito Santo
procura incessantemente despertar-nos para esta vigilância (...)» (Catecismo da
Igreja Católica, n° 2849)
Reflexões de Frei Carlos
Mesters, O.Carm.
* Por meio da parábola o
evangelho de hoje traz uma exortação à vigilância.
* Lucas 12,35: Exortação à
vigilância. "Estejam com os rins cingidos e com as lâmpadas acesas”.
Cingir-se significava amarrar um pano ou uma corda ao redor da veste talar,
para que ela não atrapalhasse os movimentos do corpo. Estar cingido significava
estar preparado, pronto para ação imediata. Na véspera da saída do Egito, na
hora de celebrar a páscoa, os israelitas deviam estar cingidos, isto é,
preparados, prontos para poder partir imediatamente (Ex 12,11). Quando alguém
ia trabalhar, lutar ou executar uma tarefa ele se cingia (Ct 3,8). Na carta aos
Efésios, Paulo descreve a armadura de Deus e diz que os rins devem estar
cingidos com o cíngulo da verdade (Ef 6,14). As lâmpadas deviam estar acesas,
pois a vigilância é tarefa tanto para o dia como para a noite. Sem luz não se
anda na escuridão da noite.
* Lucas 12,36: A parábola. Para
explicar o que significa de estar cingido, Jesus conta uma pequena parábola.
“Sejam como homens que estão esperando o seu senhor voltar da festa de
casamento: tão logo ele chega e bate, eles imediatamente vão abrir a porta”. A
tarefa de aguardar a chegada do patrão exige uma vigilância constante e
permanente, sobretudo quando é de noite, pois, o patrão não tem hora marcada.
Ele pode voltar a qualquer momento. O empregado deve estar atento, vigilante
sempre!
* Lucas 12,37: Promessa de
felicidade. “Felizes dos empregados que o senhor encontra acordados quando
chega. Eu garanto a vocês: ele mesmo se cingirá, os fará sentar à mesa, e,
passando, os servirá”. Aqui, nesta promessa de felicidade, os papéis se
invertem. O patrão se torna empregado e começa a servir ao empregado que virou
patrão. Evoca Jesus na última ceia que, mesmo sendo senhor e mestre, se fez
servidor e empregado de todos (Jo 13,4-17). A felicidade prometida tem a ver
com o futuro, com a felicidade no fim dos tempos, e é o oposto daquilo que
Jesus prometeu numa outra parábola que dizia: “Se alguém de vocês tem um
empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe,
quando ele volta do campo: Venha depressa para a mesa? Pelo contrário, não vai
dizer ao empregado: 'Prepare-me o jantar, cinja-se e sirva-me, enquanto eu como
e bebo; depois disso você vai comer e beber'? Será que vai agradecer ao
empregado, porque este fez o que lhe havia mandado? Assim também vocês: quando
tiverem cumprido tudo o que lhes mandarem fazer, digam: Somos empregados
inúteis; fizemos o que devíamos fazer" (Lc 17,7-10).
* Lucas 12,38: Repete a
promessa de felicidade. “E caso ele
chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão se assim os
encontra!” Repete a promessa de felicidade que exige vigilância total. O patrão
pode voltar meia noite, três da madrugada, ou qualquer outra hora. O empregado
deve estar acordado, cingido, pronto para poder entrar em ação.
Para um confronto pessoal
1) Somos empregados de
Deus. Devemos estar cingidos, de prontidão, atentos e vigilantes, vinte e
quatro horas por dia. Você está conseguindo? Como faz?
2) A promessa de
felicidade futura é a inversão do presente. O que isto nos revela sobre a
bondade de Deus para conosco, para comigo?
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