Páginas

quinta-feira, 3 de abril de 2025

CELEBRAÇÃO DAS DORES DE NOSSA SENHORA


T: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
 
V: Envia vosso Espírito e tudo será criado.
R: E renovareis a face da terra.
 
Oração
Ó Virgem sem mancha, cheia de amargura, aqui prostrados diante de vossa soberana presença, vos pedimos e suplicamos que ilustreis o nosso entendimento e inflameis a nossa vontade para que, com espírito fervoroso e compassivo, contemplemos neste exercício as vossas dores e, por meio delas, consigamos os prêmios que Deus tem prometido aos que as meditam. Amém.
 
PRIMEIRA DOR: A PROFECIA DE SIMEÃO
 

Evangelho: (Lc 2,25-35)
 
Em Memória da Primeira Dor, da aflição que teve Maria, quando apresentando o seu Filho no templo de Jerusalém, ouviu dos lábios de Simeão que uma espada de dor haveria de transpassar a sua alma.
 
Oração: Ó Maria, Mãe de Jesus, vós que entregastes ao Pai o vosso Filho e ao ouvir as palavras proféticas de Simeão, tivestes a alma ferida pela espada e assim vos unistes intimamente à Paixão do Senhor, concedei-nos acolher o grande mistério da nossa existência neste mundo, onde se entrecruzam morte e vida, tristeza e alegria, fracasso e vitória.
 
(1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e Glória ao Pai)
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
SEGUNDA DOR: A FUGA PARA O EGITO
 

Evangelho: (Mt 2,13-15)
 
Em Memória da Segunda Dor, dos temores que teve Maria, fugindo para o Egito, perseguida por Herodes.
 
Oração: Ó Maria, Mãe do Evangelho, fugistes para o Egito, sob a proteção desvelada de José, e assim protegestes o menino Jesus. Ajudai-nos a cuidar do precioso dom da vida que recebemos de Deus. Intercedei pelas nossas famílias, protegei os recém-nascidos e encorajai os pais para que cuidem com carinho de seus filhos.
 
(1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e Glória ao Pai)
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
TERCEIRA DOR: JESUS PERDIDO NO TEMPLO
 

Evangelho: (Lc 2,41-50)
 
Em Memória da Terceira Dor, da tristeza e perturbação que teve Maria, perdendo seu amado Filho no templo de Jerusalém.
 
Oração: Ó Maria, Mãe Peregrina, fostes a Jerusalém para celebrar a Páscoa e levastes consigo o menino Jesus. Em meio àquela multidão perdestes o vosso Filho, mas vós o procurastes incansavelmente e depois de três dias o encontrastes no templo. Conduzi-nos ao encontro do Senhor presente na Igreja, nos sacramentos e nos irmãos sofredores.
 
(1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e Glória ao Pai)
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
QUARTA DOR: ENCONTRO COM JESUS NO CALVÁRIO
 

Evangelho: (Lc 23,26-29)
 
Em Memória da Quarta Dor, da amargura que teve Maria encontrando seu divino Filho com a pesada cruz nas costas.
 
Oração: Ó Maria, Mãe Dolorosa, vós que encontrastes o vosso Filho esmagado sob o peso da cruz a caminho do calvário e dirigistes a Ele o vosso olhar maternal e cheio de amor, olhai compassiva os vossos filhos e ajudai-os a suportar os sofrimentos e fadigas da vida.
 
(1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e Glória ao Pai)
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
QUINTA DOR: JESUS MORRE NA CRUZ
 

Evangelho: (Jo 19, 25-30)
 
Em Memória da Quinta Dor, da agonia que teve Maria por ver morrer seu Filho crucificado entre dois ladrões.
 
Oração: Ó Maria, Mãe Consoladora, vós que permanecestes aos pés da cruz, quando Cristo suportava em sua carne o dramático encontro entre o pecado do mundo e a misericórdia divina, ensinai-nos a percorrer a estrada do amor até o fim. Concedei a carícia da vossa consolação materna aos homens e mulheres deste mundo que, na hora suprema da nova criação, vos foram entregues como filhos e filhas.
 
(1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e Glória ao Pai)
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
SEXTA DOR: JESUS MORTO NAS MÃOS DE MARIA
 

Evangelho: (Lc 23, 50-53)
 
Em Memória da Sexta Dor, da angústia que teve Maria quando despregaram da cruz o corpo de seu Filho e o colocaram em seus braços.
 
Oração: Ó Maria, Mãe Piedosa, vós que sustentastes e acalentastes nos braços o corpo do vosso Filho acolhei-nos quando formos surpreendidos pela dor e pelos sofrimentos. Não permitais que sejamos dominados pelo medo, mas renovai-nos a cada dia na esperança e na fé.
 
(1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e Glória ao Pai)
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
SÉTIMA DOR: JESUS É SEPULTADO
 

Evangelho: (Jo 19, 38-42)
 
Em Memória da Sétima Dor, da soledade que teve Maria ficando sem Filho nem vivo nem mesmo morto.
 
Oração: Ó Maria, Mãe da Esperança, vós que acreditastes esperando contra toda a esperança e assim cooperastes na obra do Salvador, livrai-nos do desânimo, do medo e do desespero. Ajudai-nos a caminhar na estrada da confiança e concedei-nos a graça de esperar unicamente em Deus.
 
(1 Pai Nosso, 7 Ave Marias e Glória ao Pai)
 
C - Santa Mãe, isto eu vos peço: que fiquem no meu peito, bem impressas,
R - As chagas de Jesus crucificado e as dores do vosso maternal Coração.
 
ORAÇÃO FINAL
Ó Mãe das Dores, Rainha dos mártires, que tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida. Mãe, pela dor que experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e na passagem desta vida à eternidade. E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema, e assim direi: Jesus e Maria, entrego-vos a minha alma. Amém.

IV Sábado da Quaresma

São Vicente Ferrer, presbítero
 
1ª Leitura (Jer 11,18-20):
Quando o Senhor me avisou, eu compreendi; vi então as maquinações dos meus inimigos. Eu era como manso cordeiro levado ao matadouro e ignorava a conjura que tramavam contra mim, dizendo: «Destruamos a árvore no seu vigor, arranquemo-la da terra dos vivos, para não mais se falar no seu nome». Senhor do Universo, que julgais com justiça e sondais os sentimentos e o coração, seja eu testemunha do castigo que haveis de aplicar- lhes, pois a Vós confio a minha causa.
 
Salmo Responsorial: 7
R. Senhor, meu Deus, em Vós espero.
 
Senhor, meu Deus, em Vós me refugio, livrai-me de quantos me perseguem e salvai-me. Não me arrebatem como o leão e me dilacerem sem ter quem me salve.
 
Julgai-me, Senhor, segundo a minha justiça, segundo a minha inocência. Acabe a malícia dos ímpios e confortai o justo, Vós, Deus de justiça, que sondais o íntimo dos corações.
 
A minha proteção está em Deus, que salva os homens retos de coração. Deus é o juiz justo, um Deus que pode castigar todos os dias.
 
Felizes os que recebem a palavra de Deus de coração sincero e generoso e produzem fruto pela perseverança.
 
Evangelho (Jo 7,40-53): Ouvindo estas palavras, alguns da multidão afirmavam: «Verdadeiramente, ele é o profeta!». Outros diziam: «Ele é o Cristo!» Mas outros discordavam: “O Cristo pode vir da Galileia? Não está na Escritura que o Cristo será da descendência de Davi e virá de Belém, o povoado de Davi?». Surgiu, assim, uma divisão entre o povo por causa dele. Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos. Os guardas então voltaram aos sumos sacerdotes e aos fariseus, que lhes perguntaram: «Por que não o trouxestes?». Responderam: «Ninguém jamais falou como este homem». Os fariseus disseram a eles: «Vós também vos deixastes iludir? Acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? Mas essa gente que não conhece a Lei são uns malditos!». Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que tinha ido a Jesus anteriormente, disse: «Será que a nossa Lei julga alguém antes de ouvir ou saber o que ele fez?». Eles responderam: «Tu também és da Galileia? Examina as Escrituras, e verás que da Galileia não surge profeta». Depois que cada um voltou para sua casa.
 
«Ninguém jamais falou como este homem»
 
Abbé Fernand ARÉVALO (Bruxelles, Bélgica)
 
Hoje o Evangelho nos apresenta as diferentes reações que produziam as palavras de nosso Senhor. Este texto de João não nos oferece nenhuma palavra do Mestre, mas sim as consequências do que ele dizia. Uns pensavam que era um profeta; outros diziam «Ele é o Cristo» (Jo 7,41).
 
Verdadeiramente, Jesus Cristo é esse “sinal de contradição” que Simeão havia anunciado a Maria (cf. Lc 2,34). Jesus não deixava indiferentes aos que lhe escutavam, até o ponto em que nesta ocasião e em muitas outras «surgiu uma divisão entre o povo por causa dele» (Jo 7,46). A resposta dos guardas, que pretendiam prender o Senhor, centraliza a questão e nos mostra a força das palavras de Cristo: «Ninguém jamais falou como este homem» (Jo 7,46). É como dizer: suas palavras são diferentes; não são palavras ocas, cheias de soberba e falsidade. Ele é a “Verdade” e seu modo de falar reflete este fato.
 
E se isto acontecia com relação aos seus ouvintes, com maior razão suas obras provocavam muitas vezes o assombro, a admiração; e, também, a crítica, a murmuração, o ódio… Jesus falava a “linguagem da caridade”: suas obras e palavras manifestavam o profundo amor que sentia por todos os homens, especialmente pelos mais necessitados.
 
Hoje como então, os cristãos somos —temos de ser— “sinal de contradição”, porque não falamos e atuamos como os demais. Nós, imitando e seguindo a Jesus Cristo, temos de empregar igualmente “a linguagem da caridade e do carinho”, linguagem necessária que, definitivamente, todos são capazes de compreender. Como escreveu o Santo Padre Bento XVI na sua encíclica Deus caritas est, «o amor —caritas— sempre será necessário, mesmo na sociedade mais justa (…). Quem quer desfazer-se do amor, prepara-se para se desfazer do homem enquanto homem».
 
«Ninguém jamais falou como este homem»
 
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
 
Hoje notamos como se “complica” o ambiente ao redor do Senhor, poucos dias antes da Paixão ocorrida em Jerusalém. Por causa Dele se gera todo tipo de discussão e controvérsia. Não podia ser de outro modo: «Pensais que eu vim trazer a paz à terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer a divisão» (Lc 12,51).
 
E não é que o Redentor deseje a controvérsia e a divisão, e sim que ante Deus não valem as “meias tintas”: «Quem não está comigo é contra mim; e quem não recolhe comigo, espalha»(Lc 11,23). É inevitável! Diante Dele não há nenhuma postura neutra: ou existe, ou não existe; é meu Senhor, ou não é meu Senhor. Ninguém pode servir a dois senhores (cf. Mt 6,24).
 
João Paulo II considerava que ante Deus temos que optar. A fé simples que nosso bom Deus nos pede implica uma opção. Devemos optar porque Ele não que nos impor; veio à Terra de maneira discreta; morreu humilhado, sem chamar a atenção de sua condição divina (Fl 2,6). É o que expressa maravilhosamente são Tomás de Aquino no Adoro Te devote: «Na cruz se escondia só a divindade, aqui [na Eucaristia] se esconde também a humanidade».
 
Devemos optar! Deus não se impõe; se oferece. E fica para nós a decisão de optar a favor Dele ou de não fazê-lo. É uma questão pessoal que cada um —com a ajuda do Espírito Santo— há de se resolver. De nada servem os milagres, se as disposições do homem não são de humildade e de simplicidade. Diante dos mesmos fatos, vemos aos judeus divididos. E é que em questões de amor não se pode dar uma resposta morna, pela metade: a vocação cristã comporta uma resposta radical, tão radical como foi o testemunho de entrega e obediência de Cristo na Cruz.
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«O Verbo de Deus se fez homem e o Filho de Deus se fez Filho do homem para que o homem, intimamente unido à Palavra de Deus, pudesse se tornar filho de Deus por adoção» (Santo Irineu de Lyon)
 
«Na raiz do mistério da salvação está, de fato, a vontade de um Deus misericordioso, que não quer se entregar à incompreensão, à culpa e à miséria do homem» (Francisco)
 
. «Entre as autoridades religiosas de Jerusalém, não somente se encontravam o fariseu Nicodemos e o notável José de Arimateia, discípulos ocultos de Jesus, mas também, durante muito tempo, houve dissensões a respeito d'Ele ao ponto de, na própria véspera da paixão, João poder dizer deles que ‘um bom número acreditou n' Ele’, embora de modo assaz imperfeito (Jo 12, 42); o que não é nada de admirar, tendo-se presente que, no dia seguinte ao de Pentecostes, ‘um grande número de sacerdotes se submetia à fé’ (At 6,7) e ‘alguns homens do partido dos fariseus tinham abraçado a fé’ (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 595)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* No capítulo 7, João constata que havia várias opiniões e muita confusão a respeito de Jesus no meio do povo.
Os parentes pensavam de um jeito (Jo 7,2-5), o povo pensava de outro jeito (Jo 7,12). Uns diziam: "Ele é o profeta!" (Jo 7,40). Outros diziam: "Ele engana o povo!" (Jo 7,12) Uns elogiavam: "Ele é bom!" (Jo 7,12). Outros criticavam: "Ele não estudou!" (Jo 7,15) Muitas opiniões! Cada um tinha os seus argumentos, tirados da Bíblia ou da Tradição. Mas ninguém se lembrava do messias Servo, anunciado por Isaías (Is 42,1-9; 49,1-6; 50,4-9; 52,13-53,12; 61,1-2). Hoje também há muita discussão sobre religião, e cada um tira os seus argumentos da Bíblia. Como no tempo, assim também hoje, acontece muitas vezes que os pequenos são enganados pelo discurso dos grandes e, às vezes, até pelo discurso do pessoal da igreja.
 
* João 7,40-44: A confusão no meio do povo. A reação do povo é a mais variada possível. Uns dizem: é o profeta. Outros: é o Messias, o Cristo. Outros rebatem: não pode ser, porque o messias virá de Belém e esse aí vem da Galileia! Estas várias ideias sobre o Messias provocavam divisão e briga. Havia até gente que queria prendê-lo, mas não o fizeram. Provavelmente, porque tinham medo do povo (cf. Mc 14,2).
 
* João 7,45-49: Os argumentos das autoridades. Anteriormente, diante das reações do povo favoráveis a Jesus, os fariseus tinham mandado guardas para prendê-lo (Jo 7,32). Mas os guardas voltaram ao quartel sem Jesus. Tinham ficado impressionados com a fala tão bonita: "Ninguém jamais falou como esse homem!" Os fariseus reagiram: "Até vocês se deixaram enganar!" Para os fariseus, só mesmo "esse povinho que não conhece a lei" se deixa enganar por Jesus. É como se dissessem: "Nós, os chefes, conhecemos melhor as coisas e não nos deixamos enganar!" Eles chamam o povo de "maldito"! As autoridades religiosas da época tratavam o povo com muito desprezo.
 
* João 7,50-52: A defesa de Jesus por Nicodemos. Diante deste argumento estúpido, a honestidade de Nicodemos se revolta e ele levanta a voz para defender Jesus: "Desde quando a nossa lei condena alguém sem primeiro ouvi-lo para saber o que fez?" A reação dos outros é de deboche: "Até você, Nicodemos, virou Galileu, hein!? Dê uma olhada na Bíblia e verá que da Galileia não pode vir nenhum profeta!" Eles estão seguros! Com o livrinho do passado na mão se defendem contra o futuro que chega incomodando. Assim muita gente faz até hoje! Só aceito o novo se ele estiver de acordo com as ideias deles que são do passado.
 
Para um confronto pessoal
1. Quais são hoje as diferentes opiniões sobre Jesus que existem no meio do povo? E na sua comunidade, existem diferentes opiniões que geram confusão? Quais? Conte.
2. Há pessoas que só aceitam o novo se ele estiver de acordo com as ideias deles que são do passado. E eu?
 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Via Sacra Eucarística de São Pedro Julião Eymard

ORAÇÃO INICIAL
Meu Deus e Senhor, prostrado aos Vossos pés, contrito e arrependido, peço-Vos humildemente acompanhar o Vosso Divino Filho no caminho doloroso de Sua Paixão, chorando os meus pecados, causa de tantos sofrimentos. Concedei-me, pela Sua Sagrada Paixão e Morte, e pelo Sacramento Augusto de Seu Corpo e Sangue, a graça de lucrar de todas as indulgências anexas a esta devoção, aplicando-as às benditas almas do Purgatório.
 
PRIMEIRA ESTAÇÃO: JESUS É CONDENADO À MORTE.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D: Jesus é condenado à morte por aqueles que Ele cumulou de benefícios. Com amor aceitou esta sentença. Para sofrer e morrer Ele veio ao mundo, ensinando-nos a fazer o mesmo. Jesus ainda é condenado à morte na Eucaristia. Pela Comunhão indigna, o sacrílego vende Jesus ao demônio, crucificando-O em seu corpo de pecado. Oh! Jesus, mil vezes perdão por todos os sacrilégios! Que eu nunca chegue a cometê-los e passe minha vida a repará-los.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
SEGUNDA ESTAÇÃO: JESUS LEVANDO A CRUZ ÀS COSTAS.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Jesus é carregado com uma pesada Cruz. No Santíssimo Sacramento, os maus cristãos impõem a Jesus uma Cruz bem mais pesada, ignominiosa e dolorosa para o Seu Coração: a irreverência e a tibieza na Sua presença. Perdão, meu Senhor, por aqueles que Vos tratam sem respeito na Santa Eucaristia, pelas indiferenças e esquecimentos à Vossa presença.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
TERCEIRA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D: Quantas vezes cai em terra sem que se saiba. Mas, o que faz cair de dor é o primeiro pecado mortal que mancha a alma. Como é dolorosa a queda de Jesus na alma que O recebe indignamente na Primeira Comunhão! Tratar, assim, a Jesus na primeira vez que vem à alma,
cheio de amor: tão jovem e tão culpado! Oh! Jesus. Obrigado pelo Amor que me testemunhastes na minha primeira Comunhão. Jamais o esquecerei.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
QUARTA ESTAÇÃO: ENCONTRO DE JESUS COM SUA MÃE SANTÍSSIMA.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D: Maria acompanha a Jesus no caminho doloroso do Calvário. Quem ama quer compartilhar. Quantas vezes Jesus na Eucaristia encontra no caminho de Suas dores, em meio dos inimigos, os filhos do Seu Amor, carrascos e ministros de Suas Graças, que se unem aos carrascos para humilhá-Lo. Quantos renegados e apóstatas abandonam o serviço e o amor de Deus, diante de um sacrifício! Oh! Jesus, eu Vos quero seguir humilhado e maltratado com Maria, minha Mãe.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
QUINTA ESTAÇÃO: JESUS AJUDADO POR SIMÃO CIRENEU A LEVAR A CRUZ.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Jesus é ajudado por Simão de Cireneu a levar a Cruz. No Santíssimo Sacramento, Jesus chama os homens para si, e poucos correspondem aos Seus convites. Convida-os ao banquete Eucarístico e tem mil pretextos para recusar. Jesus fica só, abandonado, com as mãos cheias de graça, que os homens não querem: tem medo do Seu Amor! Oh! Senhor, compreendo que vale mais deixar tudo do que falhar a uma Comunhão, a maior de Vossas Graças. Perdoai o meu passado, e guardai minhas resoluções para o futuro.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
SEXTA ESTAÇÃO: A PIEDOSA VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Verônica enxuga o rosto de Jesus, ensanguentado e cheio de escarros. Ele a recompensa imprimindo sobre o linho Sua face adorável. Jesus é muito ultrajado e profanado no Adorável
Sacramento: e, onde estão as Verônicas compassivas para reparar estas abominações? Fica-se espantado de se ver tantos sacrilégios cometidos contra o Augusto Sacramento; dir-se-ia que Jesus Cristo é entre nós em estranho, indiferente e desprezível. Senhor, adoro sob o Véu Eucarístico, Vossa Sagrada Face cheia de glória e majestade; dignai-Vos imprimir Vossos traços em meu coração.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
SÉTIMA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Jesus cai pela segunda vez: sobrevêm no Vosso sofrimento, redobram os maus tratos dos carrascos. Quantas vezes tíbios que O recebem sem preparação e sem piedade, e O deixam partir sem Amor, nem agradecimento. Assim a Eucaristia se torna estéril, embora seja fonte de todas as graças. Oh! Divino Salvador, eu Vos peço perdão pelas comunhões tíbias e feitas sem devoção!
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
OITAVA ESTAÇÃO: JESUS CONSOLANDO AS FILHAS DE JERUSALÉM.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Jesus, esquecendo Seus sofrimentos, enxuga as lágrimas das piedosas mulheres. É missão do salvador consolar os aflitos e perseguidos. Na Eucaristia é nosso consolador. Espera que as almas O acompanhem no abandono e na ingratidão em que é deixado: e quão poucos se lembram de Jesus! Ele está ali dia e noite! Que ingratidão! Se Seus olhos pudessem chorar, quantas lágrimas deveriam derramar por nós! Oh! Jesus, aceitai meu amor reparador, e sede minha única consolação e conforto nas horas do sofrimento.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
NONA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ DEBAIXO DA CRUZ.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Jesus, esmagado pelo peso da Cruz e pelos maus tratos dos carrascos, cai pela terceira vez. Quanto sofre nesta nova queda! Jesus virá pela última vez a mim, no Viático; será esta graça o complemento de todas as outras na vida. Que pensa de uma alma que recebe esta preciosa graça em estado de pecado? Ah! é o inferno começado na terra. Senhor, nós Vos pedimos por todos os moribundos, concedi-lhes a graça de morrerem em Vossos braços.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
DÉCIMA ESTAÇÃO: JESUS NO ATO DE O DESPIREM E DE LHE DAREM O FEL A BEBER.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Jesus é despido de Suas Vestes. Quanto sofreu na sua modéstia. Quantas vezes é Jesus despojado ainda no estado sacramental! Não contentes de O verem despojado de Sua glória divina e da beleza de sua humanidade, os inimigos O despojam da honra do culto: roubam os Sacrários, destroem as igrejas, profanam, os vasos sagrados e os Tabernáculos, e O jogam por terra. Ele, Rei e Salvador dos homens, é entregue à mercê dos sacrílegos como no dia da crucifixão. Fazei, ó Jesus, que eu Vos imite, assim despojado na Eucaristia, e sede
meu único bem.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO: JESUS PREGADO NA CRUZ.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D: Jesus é pregado na Cruz, em um madeiro infamante. Na comunhão indigna, o pecador crucifica-O em seu corpo de morte como um cadáver em decomposição. Lá uma vez, aqui todos os dias e por milhares de cristãos. Oh! meu Jesus, eu Vos peço perdão das imortificações dos meus sentidos. Vós as expiastes bem cruelmente. Prometo humilhar em mim o homem velho, e me unir à Vossa vida crucificada.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Jesus morre na Cruz para nos resgatar, perdoando aos carrascos, abandonando Sua alma nas mãos do Pai. Na Eucaristia, Jesus perpetua o amor que nos testemunhou na morte. Cada manhã ele se imola na Santa Missa, e perde Sua existência sacramental nos que comungam. No coração justo para o fazer viver, no do pecador, para o condenar; àquele oferece as graças da redenção; a este, sua morte eterna. Oh! meu Jesus, dai-me a graça de morrer ao pecado e a mim mesmo, e de viver só para vós. Concedei-me a graça, coroa de minha vida, de
Vos receber em Viático.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Jesus descido da Cruz é entregue à sua Mãe, que O recebe nos braços e O oferece a Deus Pai como vítima de Cabe a nós, agora, oferecê-lo no altar e nos corações, por nós e pelos nossos. Ele é nosso, para que O façamos valer. Não permitamos que este preço infinito se torne estéril nas nossas mãos, por causa da indiferença. Ó Pai Eterno, aceitai o Vosso Divino filho, Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima, como vítima pela nossa salvação.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO: JESUS É COLOCADO NO SEPULCRO.
 

D: Nós Vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos.
T: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
D:Jesus é colocado no sepulcro, sob a guarda dos inimigos. Na Eucaristia, Jesus está verdadeiramente sepultado: para sempre será o nosso prisioneiro de Amor.  O Corporal O envolve como um sudário; a lâmpada arde como diante de um túmulo num silêncio de morte.
Oh! meu Jesus, venho adorar-Vos, consolar-Vos e honrar-Vos por aqueles que não o fazem, e peço-Vos a graça do recolhimento e da morte ao mundo.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Senhor Deus, misericórdia! Pelas Dores de Maria Santíssima, misericórdia!
E, as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em Paz. Amém.
 
ORAÇÃO FINAL
Oh! Dulcíssimo Jesus, fonte de amor e de salvação, estou arrependido de todos os meus pecados, por causa das Vossas dores. Prometo viver conforme Vossa Santíssima Vontade, aproveitar o Alimento Eucarístico, o Sangue derramado, e a Morte que por mim, sofrestes. E vós, Virgem Dolorosíssima, interponde a Vossa poderosa intercessão para que eu nunca mais ofenda a Jesus. Oh! meu Salvador, salvai-me, por Vossas Dores, pelo Vosso Sangue, pela Vossa infinita misericórdia. Amém.
 
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória na intenção do Sumo Pontífice para ganhar as indulgências.

Sexta-feira da 4ª semana da Quaresma

Santo Isidoro, bispo e doutor da Igreja
 
1ª Leitura (Sab 2,1a.12-22):
Dizem os ímpios, pensando erradamente: «Armemos ciladas ao justo, porque nos incomoda e se opõe às nossas obras. Censura-nos as transgressões da Lei e repreende-nos as faltas de educação. Declara ter o conhecimento de Deus e chama-se a si mesmo filho do Senhor. Tornou-se uma censura viva dos nossos pensamentos e até a sua vista nos é insuportável. A sua vida não é como a dos outros e os seus caminhos são muito diferentes. Somos considerados por ele como escória e afasta-se dos nossos caminhos como de uma coisa impura. Proclama feliz a morte dos justos e gloria-se de ter a Deus como pai. Vejamos se as suas palavras são verdadeiras, observemos o que sucede na sua morte. Porque se o justo é filho de Deus, Deus o protegerá e o livrará das mãos dos seus adversários. Provemo-lo com ultrajes e torturas, para conhecermos a sua mansidão e apreciarmos a sua paciência. Condenemo-lo à morte infame, porque, segundo diz, Alguém virá socorrê-lo». Assim pensam os ímpios, mas enganam-se, porque a sua malícia os cega. Ignoram os segredos de Deus e não esperam que a santidade seja premiada, nem acreditam que haja recompensa para as almas puras.
 
Salmo Responsorial: 33
R. O Senhor está perto dos corações atribulados.
 
A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal, para apagar da terra a sua memória. Os justos clamaram e o Senhor os ouviu, livrou-os de todas as suas angústias.
 
O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado e salva os de ânimo abatido. Muitas são as tribulações do justo, mas de todas elas o livra o Senhor.
 
Guarda todos os seus ossos, nem um só será quebrado. O Senhor defende a vida dos seus servos, não serão castigados os que n’Ele se refugiam.
 
Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
 
Evangelho (Jo 7,1-2.10.14.25-30): Depois disso, Jesus percorria a Galileia; não queria andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. Estava próxima a festa dos judeus, chamada das Tendas. Depois que seus irmãos subiram para a festa, Jesus subiu também, não publicamente, mas em segredo. Lá pelo meio da festa, Jesus subiu ao templo e começou a ensinar. Alguns de Jerusalém diziam: «Não é este a quem procuram matar? Olha, ele fala publicamente e ninguém lhe diz nada. Será que os chefes reconheceram que realmente ele é o Cristo? Mas este, nós sabemos de onde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá de onde é». Enquanto, pois, ensinava no templo, Jesus exclamou: «Sim, vós me conheceis, e sabeis de onde eu sou. Ora, eu não vim por conta própria; aquele que me enviou é verdadeiro, mas vós não o conheceis. Eu o conheço, porque venho dele e foi ele quem me enviou!». Eles procuravam, então, prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos, porque ainda não tinha chegado a sua hora.
 
«Ninguém lhe deitou as mãos, porque ainda não era chegada a sua hora»
 
Fr. Matthew J. ALBRIGHT (Andover, Ohio, Estados Unidos)
 
Hoje, o Evangelho permite-nos contemplar a confusão que surgiu quanto à identidade e missão de Jesus Cristo. Quando nos pomos cara a cara com Jesus, há mal-entendidos e conjecturas acerca de quem Ele é, como se cumprem n’Ele, ou não, as profecias do Antigo Testamento e sobre o que Ele fará. As suposições e os preconceitos conduzem à frustração e à ira. Isto sempre foi assim: a confusão à volta de Cristo e dos ensinamentos da Igreja desperta sempre controvérsia e divisões religiosas. O rebanho dispersa-se se as ovelhas não reconhecem o seu pastor!
 
As pessoas dizem: «Este nós sabemos de onde vem. Do Cristo, porém, quando vier, ninguém saberá de onde seja» (Jo 7,27), e concluem que Jesus não pode ser o Messias porque Ele não corresponde à imagem de “Messias” em que tinham sido instruídos. Por outro lado, sabem que os Príncipes dos Sacerdotes O querem matar, mas ao mesmo tempo veem que Ele se movimenta livremente sem ser preso. De modo que se perguntam se talvez as autoridades «terão reconhecido verdadeiramente que este é o Cristo» (Jo 7,26).
 
Jesus atalha a confusão identificando-se a si próprio como o enviado por Ele que é “verdadeiro” (cf. Jo 7,28). Cristo tem consciência da situação, tal como João a retrata, e ninguém lhe deita a mão porque ainda não tinha chegado a hora de revelar plenamente a sua identidade e missão. Jesus desafia as expectativas ao mostrar-se, não como um líder conquistador para derrotar a opressão romana, mas como o “Servo Sofredor” de Isaías.
 
O Papa Francisco escreveu: «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira dos que se encontram com Jesus». É urgente que ajudemos os outros a irem mais além das suposições e dos preconceitos sobre quem é Jesus e o que é a Igreja, e ao mesmo tempo facilitar-lhes o encontro com Jesus. Quando uma pessoa consegue saber quem é realmente Jesus, então abundam a alegria e a paz.
 
«Mas ninguém lhe pôs as mãos, porque ainda não tinha chegado a sua hora»
 
Rev. D. Josep VALL i Mundó (Barcelona, Espanha)
 
Hoje, o evangelista João diz-nos que a Jesus «não tinha chegado a sua hora» (Jo 7,30). Refere-se à hora da Cruz, no preciso e precioso momento de dar-se pelos pecados de toda a Humanidade. Ainda não tinha chegado a sua hora, mas estava muito próxima. Será na Sexta-feira Santa quando o Senhor levará até ao fim a vontade do pai Celestial e sentirá —como escrevia o Cardeal Wojtyla— todo «o peso daquela hora na qual o servo de Yahvé deverá cumprir a profecia de Isaías, pronunciando o seu “sim”».
 
Cristo —no seu constante desejo sacerdotal— fala muitíssimas vezes desta hora definitiva e determinante (Mt 26,45; Mc 14,35; Lc 22,53; Jo 7,30; 12,27; 17,1). Toda a vida do Senhor será dominada por uma hora suprema e irá desejá-la com todo o seu coração: «Um batismo eu devo receber, e como estou ansioso até que isto se cumpra!» (Lc 12,50). E «na véspera da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, a hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim» (Jo 13,1). Naquela sexta-feira, o nosso Redentor entregará o seu espírito nas mãos do Pai, e desde esse momento a sua missão, já cumprida, passará a ser a missão da Igreja e de todos os seus membros, animados pelo Espírito Santo.
 
A partir da hora de Getsêmani, da morte do Senhor na Cruz e da Ressurreição, a vida começada por Jesus «guia toda a História» (Catecismo da Igreja n.1165). A vida, o trabalho, a oração, a entrega de Cristo torna-se presente agora na sua Igreja: é também a hora do Corpo do Senhor; da sua hora advém a nossa hora, a de o acompanhar na oração de Getsêmani, «sempre despertos —como afirma Pascal— apoiando-o na sua agonia, até ao final dos tempos». É a hora de agir como membros vivos de Cristo. Por isso, «tal como a Páscoa de Jesus, acontecida “uma vez por todas” permanece sempre atual, da mesma forma a oração da Hora de Jesus continua sempre presente na Liturgia da sua Igreja» (Catecismo da Igreja n. 2746).
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Muitas vezes, procurar Jesus é uma coisa boa porque é a mesma coisa que procurar a Palavra, a verdade e a sabedoria. Enquanto mantivermos a semente da verdade depositada na nossa alma, e os mandamentos, a Palavra não se afastará de nós» (Orígenes)
 
«A liberdade nem sempre é poder fazer o que se quer: isto torna-nos fechados, distantes e impede-nos de ser amigos abertos e sinceros. A liberdade é o dom de se poder escolher o bem: isto sim é liberdade» (Francisco)
 
«Jesus, como antes d'Ele os profetas, professou pelo templo de Jerusalém o mais profundo respeito. Ali foi apresentado por José e Maria, quarenta dias depois do seu nascimento. Na idade de doze anos, decidiu ficar no templo para lembrar aos seus pais que tinha de Se ocupar das coisas de seu Pai. Ao templo subiu todos os anos, ao menos pela Páscoa, durante a vida oculta. O seu próprio ministério público foi ritmado pelas peregrinações a Jerusalém nas grandes festas judaicas» (Catecismo da Igreja Católica, nº 583)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* Ao longo dos capítulos 1 a 12 do Evangelho de João, vai acontecendo a progressiva revelação que Jesus faz de si mesmo aos discípulos e ao povo.
Ao mesmo tempo e na mesma proporção, vai crescendo o fechamento e a oposição das autoridades contra Jesus a ponto de elas decidirem a condenação e a morte de Jesus (Jo 11,45-54). O capítulo 7, que meditamos no evangelho de hoje, é uma espécie de balanço no meio do caminho. Já faz prever como será o desfecho final.
 
* João 7,1-2.10: Jesus decide ir à festa dos Tabernáculos em Jerusalém. A geografia da vida de Jesus no evangelho de João é diferente da geografia nos outros três evangelhos. É mais completa. Conforme os outros evangelhos, Jesus foi apenas uma única vez a Jerusalém, aquela em que ele foi preso e morto. Conforme o evangelho de João, Jesus foi no mínimo duas ou três vezes a Jerusalém para a festa de Páscoa. Por isso sabemos que a vida pública de Jesus durou em torno de três anos. O evangelho de hoje informa que Jesus se dirigiu mais uma vez para Jerusalém, mas não publicamente. Foi às ocultas, pois na Judéia os judeus queriam matá-lo.
 
* Tanto aqui no capítulo 7 como nos outros capítulos, João fala de “judeus”, e de “vocês judeus”, como se ele e Jesus não fossem judeus. Esta maneira de falar reflete a situação da trágica ruptura que ocorreu no fim do primeiro século entre os judeus (Sinagoga) e os cristãos (Ecclesia). Ao longo dos séculos, esta maneira de falar do evangelho de João contribuiu para fazer crescer o antissemitismo. Hoje, é muito importante tomar distância desta polêmica para não alimentar um antissemitismo. Nunca podemos esquecer Jesus é judeu. Nasceu judeu, viveu como judeu e morreu como judeu. Toda a sua formação é da religião e da cultura dos judeus.
 
* João 7,25-27: Dúvidas dos habitantes de Jerusalém a respeito de Jesus. Jesus está em Jerusalém e fala publicamente às pessoas que querem ouvi-lo. O povo fica confuso. Sabe que querem matar Jesus e ele anda solto aos olhos de todos. Será que as autoridades reconheceram que ele é o Messias? Mas como é que Jesus pode ser o messias? Todos sabem que ele vem lá de Nazaré, mas do Messias, assim se ensinava, ninguém sabe a origem.
 
* João 7,28-29: Esclarecimento da parte de Jesus. Jesus fala da sua origem. “Vocês sabem de onde eu sou”. Mas o que o povo não sabe é a vocação e a missão que Jesus recebeu de Deus. Ele não veio por própria vontade, mas como todo profeta veio obedecendo a uma vocação, que é o segredo da vida dele. “Eu não vim por mim mesmo. Quem me enviou é verdadeiro, e vocês não o conhecem. Mas eu o conheço, porque venho de junto dele, e foi ele quem me enviou."
 
* João 7,30: Ainda não chegara a hora. Quiseram prender Jesus, mas ninguém pôs a mão nele, “porque ainda não chegara a sua hora”. No evangelho de João quem determina a hora e o rumo dos acontecimentos não são os que detêm o poder, mas é o próprio Jesus. Ele é que determina a hora (cf. Jo 2,4; 4,23; 8,20; 12.23.27; 13,1; 17,1). Mesmo pendurado na cruz, é Jesus quem determina até a hora de morrer (Jo 19,29-30).
 
Para um confronto pessoal
1) Como eu vivo o meu relacionamento com os judeus? Descobri alguma vez um pouco de antissemitismo dentro de mim? Consegui eliminá-lo?
2) Como no tempo de Jesus, hoje em dia, há muitas ideias e opiniões novas sobre as coisas da fé. Como faço? Eu me agarro às ideias antigas e me fecho nelas, ou procuro entender o porquê das novidades?

terça-feira, 1 de abril de 2025

Quinta-feira da 4ª semana da Quaresma

1ª Leitura (Ex 32,7-14):
Naqueles dias, o Senhor falou a Moisés, dizendo: «Desce depressa, porque o teu povo, que tiraste da terra do Egipto, corrompeu-se. Não tardaram em desviar-se do caminho que lhes tracei. Fizeram um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios e disseram: ‘Este é o teu Deus, Israel, aquele que te fez sair da terra do Egipto’». O Senhor disse ainda a Moisés: «Tenho observado este povo: é um povo de dura cerviz. Agora deixa que a minha indignação se inflame contra eles e os destrua. De ti farei uma grande nação». Então Moisés procurou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo: «Por que razão, Senhor, se há de inflamar a vossa indignação contra o vosso povo, que libertastes da terra do Egipto com tão grande força e mão tão poderosa? Porque hão de dizer os egípcios: ‘Foi com má intenção que o Senhor os fez sair, para lhes dar a morte nas montanhas e os exterminar da face da terra’? Abandonai o furor da vossa ira e desisti do mal contra o vosso povo. Lembrai-Vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, a quem jurastes pelo vosso nome: ‘Farei a vossa descendência tão numerosa como as estrelas do céu e dar-lhe-ei para sempre em herança toda a terra que vos prometi’». Então o Senhor desistiu do mal com que tinha ameaçado o seu povo.
 
Salmo Responsorial: 105
R. Para glória do vosso nome, salvai-nos, Senhor.
 
Fizeram um bezerro no Horeb e adoraram um ídolo de metal fundido. Trocaram a sua glória pela figura de um boi que come feno.
 
Esqueceram a Deus que os salvara, que realizara prodígios no Egipto, maravilhas na terra de Cam, feitos gloriosos no Mar Vermelho.
 
E pensava já em exterminá-los, se Moisés, o seu eleito, não intercedesse junto d’Ele e aplacasse a sua ira para os não destruir.
 
Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito; quem acredita n’Ele tem a vida eterna.
 
Evangelho (Jo 5,31-47): «Se eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Um outro é quem dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. Vós mandastes perguntar a João, e ele deu testemunho da verdade. Ora, eu não recebo testemunho da parte de um ser humano, mas digo isso para a vossa salvação. João era a lâmpada que iluminava com sua chama ardente, e vós gostastes, por um tempo, de alegrar-vos com a sua luz. Mas eu tenho um testemunho maior que o de João: as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, pois mostram que o Pai me enviou. Sim, o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Mas vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes a sua face, e não tendes a sua palavra morando em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. Examinais as Escrituras, pensando ter nelas a vida eterna, e são elas que dão testemunho de mim. Vós, porém, não quereis vir a mim para terdes a vida! Eu não recebo glória que venha dos homens. Pelo contrário, eu vos conheço: não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a esse receberíeis. Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do Deus único? Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a meu respeito que ele escreveu. Mas, se não acreditais nos seus escritos, como podereis crer nas minhas palavras?».
 
«Se eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro»
 
Rev. D. Miquel MASATS i Roca (Girona, Espanha)
 
Hoje, o Evangelho ensina-nos como Jesus enfrenta a seguinte objeção: segundo a lei em Dt 19,15, para que um testemunho tivesse valor, era necessário que fosse corroborado por duas ou três testemunhas. Jesus alega a seu favor o testemunho de São João Batista, o testemunho do Pai — que se manifesta nos milagres operados por Ele — e, finalmente, o testemunho das Escrituras.
 
Jesus Cristo repreende os que O escutam, denunciando três impedimentos ao Seu reconhecimento como o Messias Filho de Deus: a falta de amor a Deus; a ausência de reta intenção —buscam só a glória humana— e a interpretação interesseira das Escrituras.
 
O Santo Padre João Paulo II escreveu-nos: «À contemplação do rosto de Cristo, só se pode chegar escutando no Espírito a voz do Pai, ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. (cf. Mt 11,27). Assim, portanto, é necessária a revelação do Altíssimo. Mas, para acolhê-la, é indispensável colocar-se em atitude de escuta».
 
Portanto há que ter em conta que, para confessar Jesus Cristo como verdadeiro Filho de Deus, não bastam as provas externas que nos sejam propostas; é muito importante a retidão da vontade, ou seja, as boas disposições.
 
Neste tempo de Quaresma, intensificando as obras de penitência que facilitam a renovação interior, melhoremos as nossas disposições para contemplar o verdadeiro rosto de Cristo. Por isso, São Josemaria diz-nos: «Esse Cristo, que tu vês, não é Jesus. —Será, contudo, a triste imagem que os teus olhos turvos podem formar...—Purifica-te. Torna claro o teu olhar, com a humildade e com a penitência. Então... não te faltarão as luzes limpas do Amor. E terás uma visão perfeita. A tua imagem será então, realmente, a Sua: Ele!»
 
Pensamentos para o Evangelho de hoje
«Não se trata de conhecer alguma coisa sobre Deus, mas de ter a Deus na nossa alma» (São Gregório de Nisa)
 
«Deixai que brilhe a vossa luz na nossa sociedade, na política, no mundo da economia, no mundo da cultura e da investigação. Mesmo que seja uma pequena luzinha no meio de tantos fogos artificiais, recebe a força e o esplendor da grande Estrela da Manhã, Cristo ressuscitado» (Bento XVI)
 
«Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou. Convidam a crer n'Ele (...). Assim, os milagres fortificam a fé n'Aquele que faz as obras do seu Pai (...). Mas também podem ser «ocasião de queda» (Mt 11,6). Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos. Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demónios» (Catecismo da Igreja Católica, nº 548)
 
Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm.
 
* João, intérprete de Jesus.
João é um bom intérprete das palavras de Jesus. Um bom intérprete deve ter uma dupla fidelidade. Fidelidade às palavras de quem fala, e fidelidade à linguagem de quem escuta. No Evangelho de João, as palavras de Jesus não são transmitidas materialmente ao pé da letra, mas são traduzidas e transpostas na linguagem do povo das comunidades cristãs do fim do primeiro século lá na Ásia Menor. Por este motivo, as reflexões do Evangelho de João nem sempre são fáceis de serem entendidas. Pois nelas se misturam as palavras de Jesus e as palavras do próprio evangelista que reflete a linguagem da fé das comunidades da Ásia Menor. Por isso mesmo, não basta o estudo erudito ou científico das palavras para podermos captar o sentido pleno e profundo das palavras de Jesus. É necessário ter em nós também a vivência comunitária da fé. O evangelho deste dia de hoje é um exemplo típico da profundidade espiritual e mística do evangelho do discípulo amado.

* Iluminação mútua entre vida e fé. Aqui vale repetir o que João Cassiano disse a respeito da descoberta do sentido pleno e profundo dos salmos: “Instruídos por aquilo que nós mesmos sentimos, já não percebemos o texto como algo que só ouvimos, mas sim como algo que experimentamos e tocamos com nossas mãos; não como uma história estranha e inaudita, mas como algo que damos à luz desde o mais profundo do nosso coração, como se fossem sentimentos que formam parte do nosso ser. repitamo-lo: não é a leitura  (estudo) que nos faz penetrar no sentido das palavras, mas sim a própria experiência nossa adquirida anteriormente na vida de cada dia” (Collationes X,11). A vida ilumina o texto, o texto ilumina a vida. Se, por vezes, o texto não nos diz nada, não é por falta de estudo nem por falta de oração, mas simplesmente por falta de aprofundar a própria vida.
 
* João 5,31-32: O valor do testemunho de Jesus.  O testemunho de Jesus é verdadeiro, porque ele não faz autopromoção, nem exaltação de si mesmo. “Um outro dá testemunho de mim”, isto é, o Pai. E o testemunho dele é verdadeiro e merece fé.
 
* João 5,33-36: O valor do testemunho de João Batista e das obras de Jesus.  João Batista também deu testemunho a respeito de Jesus e o apresentou ao povo como o enviado de Deus que devia vir a este mundo (cf. Jo 1,29.33-34; 3,28-34). Porém, por mais importante que seja o testemunho de João, Jesus não depende dele. Ele tem um testemunho a seu favor que é maior do que o testemunho de João, a saber, as obras que o Pai realiza por meio dele (cf. Jo 14,10-11).
 
* João 5,37-38: O Pai dá testemunho em favor de Jesus. Anteriormente, Jesus tinha dito: “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus” (Jo 8,47). Os judeus que acusam Jesus não têm a mente aberta para Deus. Por isso, eles não conseguem perceber o testemunho do Pai que chega até eles através de Jesus.
 
* João 5,39-41: A própria escritura dá testemunho em favor de Jesus.  Os judeus dizem ter fé nas escrituras, mas, mas realidade, eles não entendem a Escritura, pois a própria Escritura fala de Jesus (cf. Jo 5,46; 12,16.41; 20,9).
 
* João 5,42-47: O Pai não julga, mas confiou o julgamento ao Filho. Os judeus se dizem fiéis à Escritura e a Moisés e, por isso, condenam Jesus. Na realidade, Moisés e a escritura falam a respeito de Jesus e pedem para crer nele.
 
Para um confronto pessoal
1) A vida ilumina o texto, o texto ilumina a vida. Já experimentou isto alguma vez?
2) Procure aprofundar o valor do testemunho de Jesus